O pré-candidato à Prefeitura pelo PTB, Maurício Dziedricki, participou na manhã desta quinta-feira do evento “Fala, candidato”, promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre. Dziedricki evitou críticas à atual gestão da Prefeitura, da qual seu partido faz parte, mas cobrou mais agilidade e qualidade na prestação dos serviços públicos. Afirmou que a candidatura própria se justifica pois, para ele, o PMDB não representa a ideia de modernidade que sua candidatura propõe para a cidade. Ainda assim, Dziedricki considera que não se trata de uma candidatura de oposição interna, “é uma candidatura de posição”, afirmou.
“A nossa candidatura se dá em torno de ideias, não de questões partidárias, o que é inviável com uma candidatura que reúna muitos partidos”, afirmou o candidato. Para ele, o momento político é favorável a “partidos não-ortodoxos, que fazem uma política de resultados”, como acredita ser o seu partido, o PTB.
O pré-candidato avaliou ainda que a divisão da Prefeitura, entre vários partidos e Secretarias, cria “áreas de sombreamento” entre os órgãos municipais, sobretudo na fiscalização. “Não há diálogo entre as pastas.” Dziedricki afirmou que, caso eleito, criará duas Secretarias: uma específica para licenciamento de projetos, outra para fiscalização e controle.
Para o pré-candidato, o maior problema da Capital é a segurança pública, que não deve ser combatida somente através do reforço no policiamento. “Tivemos bons resultados de redução da criminalidade através da melhoria da iluminação pública”, exemplifica.
Autor: da Redação
Dziedricki evita críticas à atual gestão e fala em candidatura de posição
Senhores da morte expandem seus negócios pelo mundo
MARIANO SENNA, de Berlim
“No meio do caos há também oportunidade”, Sun Tzu, A Arte da Guerra
Nos tempos de crise é que ocorrem as grandes oportunidades. A ideia é velha, tem mais de dois mil anos. Vem da era em que Buda, Pitágoras e Confúcio iluminavam os caminhos humanos na terra.
Pelas mãos de um estrategista militar chinês (Sun Tzu) virou um clássico da literatura universal, “A Arte da Guerra”, que apropriado pelos gurus do marketing moderno foi transformado em bíblia do deus mercado. E a indústria de armas confirma a validade dessa crença.
Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI – http://www.sipri.org/) o gasto com armamentos aumentou 1% no mundo todo entre 2014 e 2015.
Parece pouco, especialmente considerando que é o primeiro aumento global desde 2011. Mas olhando os números em detalhe, pode-se chegar a uma conclusão bem diferente. O volume total em 2015 calculado pelo SIPRI é de 1,7 trilhão de dólares. Valor dos gastos de governos com suas forças armadas.
Não estão nesse cálculo as exportações e muito menos o contrabando, ou a venda ilegal de armamentos e munições.
A Alemanha, por exemplo, um dos principais fornecedores internacionais, dobrou suas exportações de armas no mesmo período. O total recorde chegou a 8 bilhões de dólares, correspondente a um quinto do gasto militar do país.
Curiosamente, um dos principais contratos (U$ 1,3 bilhão) foi assinado com a Grã-Bretanha ainda dentro dos acordos de cooperação comercial da União Européia.
Mais controverso ainda é o negócio com o principal cliente, o Catar. Num contrato de 1,8 bilhão foram vendidos tanques, carros blindados, armamento pesado e munição. O país é conhecido na Alemanha como um dos principais financiadores do chamado “Estado Islâmico”.
A bronca é velha. Há anos o parlamento alemão se debate a cada novo pedido para exportação feito pelas fabricantes do país. A legislação alemã é considerada a mais rígida do mundo na questão. Para cada encomenda é necessária a aprovação do Bundestag, que raramente nega um pedido. Tudo em nome da prosperidade econômica interna.
Quem se mete na questão acaba defenestrado, e por meios oficiais mesmo. O tal lobby da indústria de armas tem tentáculos para muito além do legislativo.
Fora a doação para campanhas eleitorais, empresas como a Heckler & Koch (HK) mantém uma equipe de advogados e contatos no judiciário que inibem qualquer um que ouse meter-se em seus negócios.
Foi o que aconteceu com o jornalista investigativo Jürgen Grässlin e seus colaboradores Daniel Harrich e Danuta Zandberg-Harrich. Em Setembro 2015 eles publicaram o livro “Rede da Morte” pela editora Heyne.
A obra revela como a HK conseguiu a licença para vender milhares de rifles de assalto G36 para compradores suspeitos em regiões de conflito no México.
A documentação envolve funcionários de pelo menos três ministérios (Economia, Relações Exteriores e Defesa), fora executivos da empresa e servidores de autarquias aduaneiras na Alemanha. Laureados com o “Grimme-Preis” pelos filmes que produziram com base no livro para a televisão alemã este ano, os autores acabaram processados pela promotoria pública de Stuttgart, capital do Estado de Baden-Württenberg, sede da empresa.
A acusação é a de ter revelado segredos de negociações comerciais protegidas pela lei. “É uma prova de que a indústria de armas hoje está mais poderosa do que nunca”, avalia Grässlin.
Segundo ele, o poder econômico dessas empresas torna completamente inútil o aparato de controle do Estado. O jornalista lembra do caso de exportações ilegais para a Colômbia, protagonizadas pela Sig Sauer e a Carl Walther em 2010.
Até hoje ninguém foi responsabilizado, reforçando a tradição germânica de encontrar brechas na interpretação das leis para justificar delitos. “Não é surpresa que armas de útlima geração acabem nas mãos de paramilitares, milicianos e terroristas”, conclui Jürgen Grässlin.
ARI lamenta decisão de denúncia de jornalista pelo Ministério Público
COMUNICADO
A Associação Riograndense de Imprensa – ARI – lamenta a decisão do Ministério Público em denunciar o nosso associado jornalista Matheus Chaparini que foi preso com os manifestantes que ocupavam o prédio da Secretaria Estadual da Fazenda, no mês passado.
A ARI lembra que o jornalista estava no exercício das suas atividades profissionais e pede que todos observem a importância do papel da imprensa em fatos relevantes da história brasileira. Aproveitamos para salientar que só respeitando a liberdade de expressão poderemos ter uma sociedade mais justa.
Luiz Adolfo Lino de Souza
Vice-presidente, no exercício presidência da ARIArtistas de rua rebelam-se contra minuta de Melo sobre uso do espaço público
Matheus Chaparini
Artistas, produtores culturais e movimentos de defesa da cidade participaram na noite desta quarta-feira de uma Audiência Pública na Câmara Municipal, para discutir o uso do espaço público.
A audiência foi proposta pela vereadora Fernanda Melchionna (PSOL). O que motivou o pedido foi uma minuta de decreto, originada no gabinete do vice-prefeito Sebastião Melo, que criava regras para a realização de eventos de rua em Porto Alegre. A proposta veio a público e gerou grande debate, principalmente entre a classe artística.
Marzulo, Passos, Melchiona, Bordin e Cunha formaram a mesa inicial Foto Thaís Ratier
A mesa foi composta por Ricardo Bordin, representando o grupo Arteiros de Rua, Fábio Cunha, presidente do Sated-RS (Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos de Diversões), Rafael Passos, vice-presidente do IAB-RS (Instituto dos Arquitetos do Brasil) e o professor da UFRGS, Eber Marzulo. Da Prefeitura, foram Ada Raquel Shwartz, arquiteta da Smurb, e Rosimeri Chaves, do gabinete do vice-prefeito.
O tema específico da audiência gerou um impasse inicial. A vereadora proponente afirmou ter convidado a Prefeitura, avisando que seria uma audiência para discutir a minuta de decreto. Por outro lado, as representantes da Prefeitura afirmavam terem sido chamadas para discutir o uso dos espaços públicos. E assim começaram. Com a arquiteta Ada Raquel Schwartz,
Explanação conceitual sobre espaços públicos irritou a plateia / Foto Thaís Ratier
acompanhada de uma apresentação em power point, fazendo uma explanação conceitual sobre o uso dos espaços públicos. Ao que alguém interrompeu da plateia: “Viemos aqui para ouvir a posição do governo sobre a minuta criada pelo próprio governo. Se não tiver uma posição, que fique claro e registrado nos anais da casa.”
Em seguida quem falou foi a outra representante do poder público municipal, Rosimeri Chaves. “Esta minuta é uma minuta, não pode ser tema de debate porque não está concluída”, explicou. Sua fala gerou um burburinho na plateia e ela chegou a interromper o discurso. Após retomar, Rosimeri reiterou o argumento de Melo, de que a minuta não visa os artistas de rua, mas organizar e desburocratizar o sistema de requerimento de eventos na cidade. “Hoje é caótico. Tem que fazer solicitação em várias secretarias. Queremos fazer um sistema onde o cidadão faça o requerimento pela internet e a autorização saia on line.”
Ausência de Melo foi criticada
A ausência do vice-prefeito Sebastião Melo, de cujo gabinete partiu a minuta, do prefeito José Fortunati e do secretário da Cultura, foi criticada por diversos presentes. O músico Ricardo Bordin agradeceu a explanação dos aspectos
Bordin, Cunha e Rosimeri, na mesa / Foto Thaís Ratier
técnicos e teóricos, mas afirmou que o que o grupo queria era a presença do vice-prefeito. “Vim debater desdobramento políticos, não termos técnicos. É praxe a Prefeitura mandar seus bois de piranha.” A vereadora Fernanda Melchionna lamentou: “Respeitamos o trabalho dos servidores, mas infelizmente não está aqui quem deveria, o secretário, o prefeito, o vice.”
Para Bordin, a proposta constitui um ato político e assemelha-se a iniciativas já adotadas em outras cidades. “Mesmo que se procure travestir este decreto de uma imparcialidade que não existe, a gente viaja e sabe como é em outras cidades: tem que pagar pra se apresentar na rua.”
O professor Eber Marzulo classificou a minuta de decreto como desnecessária e afirmou não fazer sentido criar um grupo para discutir a proposta. “O espírito do decreto tem uma contradição em relação ao espírito do Estado. Cabe ao Estado garantir o uso do espaço publico”, afirmou.
Marzulo citou ainda um ponto pouco abordado da questão. Os recursos arrecadados com a cobrança pelo uso do espaço público iriam, segundo a proposta, para um fundo destinado ao projeto de retirada das carroças das ruas de Porto Alegre, também de autoria do então vereador Sebastião Melo. O urbanista classificou a Lei das Carroças como outro movimento de elitização do espaço público. “Vai na contramão da história da cidade”, concluiu Marzulo.
O presidente do Sated-RS, Fábio Cunha, chamou atenção para o aspecto transgressor da arte. “Cadê os artistas neste projeto? Cadê a arte? A arte quer parar no trânsito, na contramão. Está na constituição, eu não preciso de autorização para me apresentar na rua.”
O vice-presidente do IAB, Rafael Passos, avaliou que, em um contexto de surgimento de novas formas de ocupação do espaço público no mundo inteiro, é “impraticável qualquer regulamentação.” Rafael recordou a audiência pública realizada há cerca de um ano no Teatro Renascença, quando a Prefeitura propôs a criação de um grupo de trabalho para discutir uma minuta de decreto que regulamentava a Lei dos Artistas de Rua. Segundo ele, o IAB se colocou à disposição, mas nunca foi procurado pelo poder público municipal.
Passos mostrou preocupação em relação ao teor do projeto. “Abre espaço pro autoritário, pro arbitrário, isso é o mais perigoso!”, afirmou, citando a restrição ao uso de tambores no Largo Zumbi dos Palmares, proposta na minuta, como exemplo.
Carnaval de rua levou multa de trânsito
Após as exposições da mesa, foram abertas inscrições para o público. O ator Thiago Lazzeri, do Bloco da Laje, relatou um caso emblemático “para mostrar a bagunça que é a Prefeitura”. No carnaval de 2016, o Bloco da Laje pediu autorização da EPTC para desfilar. Segundo ele, todos os anos o bloco pede e, até então, nunca haviam tido problemas. “Mas desta vez eles disseram que não dariam autorização e não fariam escolta.”
Mesmo sem o carimbo, o bloco foi para a rua, mas depois veio a conta: uma multa de R$ 2 mil. “Um bloco de carnaval foi multado por obstruir vias! Não parece absurdo?”, questionou.Karina Buhr se apresenta no Unimúsica hoje, com o show Selvática
No terceiro concerto da série sobre a palavra futuro, que celebra os 35 anos de criação do Unimúsica, o projeto apresenta Selvática, o mais recente trabalho da cantora e compositora Karina Buhr.
Karina se apresenta no dia 04 de agosto, às 20h, no Salão de Atos da UFRGS. No dia 06, também às 20h, ela será entrevistada pela jornalista Katia Suman, pela professora no Departamento de Música da universidade Isabel Nogueira e por aluno-bolsista da UFRGS TV em encontro aberto ao público, na Sala II do Salão de Atos. A retirada de senhas para o concerto acontecerá a partir de 2 de agosto, terça-feira, das 9h às 20h, no mezanino do Salão de Atos.
Karina, que é cantora, compositora, atriz, percussionista e escritora, começou na música em 1992, nos maracatus do Recife. De lá pra cá, suas atuações foram as mais diversas: criou a banda Comadre Fulozinha, trabalhou no Teatro Oficina, de Zé Celso Martinez Corrêa, aventurou-se na escrita. Em 2012, criou a fanzine digital Sexo Ágil, com edições anuais, e no mesmo ano passou a assinar coluna mensal na Revista Cultura. Em 2015 lançou Desperdiçando rima, livro de poesias, crônicas e ilustrações. Também participa da bancada do Programa Piloto, da TV Carta, ao lado de Leonardo Sakamoto, PC Siqueira e Ferréz.
Selvática é o terceiro álbum da sua carreira. No palco do Unimúsica, Karina estará acompanhada por Edgard Scandurra (guitarra), Mau Pregnolatto (baixo), Bruno Buarque (bateria) e André Lima (teclados). O Unimúsica é uma realização do Departamento de Difusão Cultural da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS com parceria cultural da Fundação Médica do Rio Grade do Sul.
Para esta edição estão previstos ainda as apresentações de Marlui Miranda, em 8 de setembro, das musicistas Carina Levitan, Gisele de Santi, Gutcha Ramil e Vanessa Longoni, no dia 6 de outubro e de Elza Soares em 3 de novembro.Professores da rede pública recomendam que alunos fiquem em casa
O Cpers/Sindicato convocou uma paralisação dos professores da rede pública estadual para essa quinta-feira. A iniciativa é em protesto pelo atraso no pagamento dos salários dos servidores e pelo movimento dos agentes da Segurança pública.
A orientação do CPERS é que neste dia os seus 42 Núcleos realizem atos públicos unificados com os demais servidores, em suas regiões. Os pais de alunos também estão sendo orientados para não levarem seus filhos às escolas.
Segundo a presidente do sindicato, Helenir Schürer, os funcionários, os professores e alunos normalmente já são vítimas de situações de violência, no cotidiano do trabalho, com assaltos e outras ocorrências próximas às escolas. Com a anunciada paralisação dos agentes de Segurança a tendência é o aumento de risco à integridade física das pessoas.
Educação sucateada
Sobre a posição do governador Sartori em classificar como exagero e ação política a decisão dos servidores públicos, o Cpers tem a seguinte posição:
“Parece que o governador vive em outro Estado, não no Rio Grande do Sul. Aqui, temos a educação sucateada e o caos na segurança e na saúde pública. Quais os esforços que o governo vem fazendo para cumprir com o seu dever, como gestor, de pagar os salários dos servidores em dia e na sua integralidade? Qual o empenho do governo para garantir os serviços essenciais à população? O povo gaúcho não é atingido pela sua falta de compromisso com a educação, a segurança e a saúde pública? Vamos para as ruas sim, Sartori. Não vamos admitir que continues a sucatear a educação pública e pisar em nossos direitos, tão duramente conquistados. Assuma e cumpra com suas responsabilidades para conosco e todos os gaúchos. Exigimos respeito!”
Foto: Divulgação/ CpersLegenda: servidores se reuniram na sede do Cpers para discutir estratégia da paralisaçãoJuiz acolhe liminar e bancos terão que fechar hoje
O juiz Jorge Alberto Araujo, titular da 5ª Vara da Justiça do Trabalho de Porto Alegre, acolheu liminar do SindBancários e da Federação dos Bancários e proibiu que as agências abram as portas nesta quinta-feira.
A decisão foi proferida no final da tarde da quarta-feira, abrange todas as agências bancárias do Rio Grande do Sul. Bancos que descumprirem a medida serão multados em R$ 1 milhão por agência.
O SindBancários impetrou a liminar preocupado com a possível falta de policiamento ostensivo, em razão da paralisação dos trabalhadores da Segurança.
O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, elogiou a decisão do juiz Jorge Alberto Araujo. Segundo o dirigente, foi uma decisão corajosa e muito bem embasada. “O magistrado agiu de forma equilibrada durante a audiência e não aceitou nenhum tipo de pressão. Decisões como esta valorizam a classe jurídica e defendem os interesses não apenas dos trabalhadores bancários, mas de usuários de bancos e de vigilantes”, enumera Gimenis.
Ataques a bancos
No ano passado, o SindBancários conseguiu duas liminares nos meses de agosto e setembro em virtude do aquartelamento anunciado pela Brigada Militar. Na ocasião, o mês de agosto registrou 34 ataques a bancos em todo o Estado, o maior volume de ataques para um único mês desde 2007. Em 2016, até o dia 3 de agosto, já ocorreram 1290 ataques a bancos. Nos primeiros três dias de agosto de 2016, já ocorreram sete ataques a bancos em todo o Estado, segundo o levantamento do SindBancários.
11 de setembro e Boate Kiss
Em seu despacho, além de destacar a sua própria experiência como cliente de banco, o juiz Jorge Alberto Araujo criticou fortemente os bancos representados na audiência pública desta quarta. “Ademais de não haver nos autos notícia sequer de possível prejuízo aos bancos, que, ademais, não raramente, eles próprios negam atendimento aos cidadãos. Eu próprio, minha esposa e diversos outros conhecidos que, embora correntistas da Caixa Econômica Federal, já fomos abordados por vigilantes terceirizados em agências e vetados de ingressar nas suas agências, ainda que em horário de funcionamento, ao argumento de que seria necessário (sic) agendar horário para o atendimento”, escreveu o juiz.
O magistrado também rebateu o argumento dos bancos de que haveria, sim, segurança para abrir as agências, mencionando o ataque de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas em Nova York e a tragédia da Bota Kiss, em Santa Maria, em janeiro de 2013. “Se no dia 10 de setembro de 2001 alguém tivesse apresentado um requerimento a um juiz de Nova York requerendo que fosse fechado o espaço aéreo da cidade, com o objetivo de evitar ataques terroristas ele, certamente, seria tomado por lunático, no entanto teria salvo mais de 3000 vidas. Se no dia 27 de janeiro de 2013 fosse determinada pelo Corpo de Bombeiros de Santa Maria a interdição da Boate Kiss, ter-se- íam salvado 242 pessoas”, argumentou o magistrado.Orientação é para carteiros não se exporem a riscos
Os carteiros gaúchos registraram 31 assaltos nos últimos dois meses, média de um assalto a cada dois dias. Com a anunciada operação padrão da área da Segurança nessa quinta-feira, a previsão do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do RS (Sintect) é que esse número aumente consideravelmente. Por isso está recomendando a seus associados para não se exporem a nenhuma situação de risco e que voltem à base de trabalho caso haja alguma situação ameaçadora.
O presidente do Sintect, Yuri Aguiar disse que o sindicato procurou saber a posição da empresa sobre a eventualidade dos carteiros não conseguirem entregar correspondências nessa quinta-feira, mas a posição da empresa, de manter as operações normalmente, só foi conhecida no final da tarde desta quarta-feira.
“A solução foi instruir aos trabalhadores que não se arrisquem em nenhuma hipótese. Há também para eles a questão do transporte público, a maioria usa ônibus para chegar ao local de trabalho. Quem não tiver transporte disponível deve se reportar à chefia e se manter em casa”.
Segundo o presidente do Sintect, as regiões mais perigosas são as áreas periféricas da capital gaúcha e Grande Porto Alegre. Os Correios são uma estatal federal, empregam cerca de seis mil trabalhadores no Estado e a estatal está no pacote de privatização do governo interino Temer.Quinta-feira insegura em Porto Alegre. Sem polícia, sem aulas, sem banco
Sete entidades de servidores da Secretaria de Segurança, autodenominadas “Bloco da Segurança Pública”, anunciaram para esta quinta-feira uma paralisação de 15 horas em todos o serviços não emergenciais.
O governador Ivo Sartori minimizou o problema e garantiu que a população pode sair tranquilamente às ruas, pois a segurança pública estaria garantida. Mesmo assim, vários setores alteraram as suas rotinas.
O Cpers, solidário com as categorias mobilizadas, orienta que professores e alunos da rede estadual também não compareçam às aulas. Em comum, o protesto contra o contínuo parcelamento dos salários dos servidores.
Devido à anunciada falta de segurança nas ruas, os bancários gaúchos conseguiram na tarde desta quarta-feira liminar para manter as agências fechadas.
A paralisação de 15 horas convocada pelo “Bloco da Segurança” começa às 06h desta quinta-feira, até 21hs.
O Bloco mobiliza sete entidades. Oriundas da Brigada Militar, são oficiais (AOFERGS), sargentos, subtenenetes e tenentes (ASSTBM), servidores de nível médio (ABAMF) e até os bombeiros (ABERGS), além de servidores penitenciários (AMAPERGS), escrivães, inspetores e investigadores de polícia (UGEIRM) e peritos (SINDIPERÍCIAS).
Em um aviso oficial, orientam a população gaúcha a não sair de casa, como também a suspensão do transporte público e o fechamento do comércio, alegando “absoluta falta de segurança que deverá imperar nesse dia”.
A paralisação é um protesto contra o parcelamento dos salários pelo sexto mês consecutivo, mas as insatisfações são crônicas. Apesar do plano de segurança anunciado pelo governo, com investimentos que somam 166,9 milhões de reais ao longo do mandato Sartori, falta gente, material, formação.
Presente em uma audiência pública sobre a Segurança na Assembleia Legislativa, na tarde de quarta-feira, o secretário de Segurança, Wantuir Jacini, disse que, apesar de entender como justa a manifestação dos policiais, eles têm responsabilidade na proteção da sociedade. “Vai ser um dia normal”, afirmou.
O secretário ressaltou que 19 municípios concentram 85% da criminalidade do Estado. Segundo ele, 320 municípios gaúchos não registraram nenhum homicídio por pelo menos um ano.
Íntegra da nota do Bloco da Segurança Pública no final de julho
O Bloco da Segurança Pública, representado por suas respectivas entidades, reunido da data de hoje, mediante a notícia de novo parcelamento de salário, dessa vez com a aviltante parcela de R$ 650,00 depositados na conta dos servidores, aliado a toda política de desmonte dos serviços públicos do Governo Sartori, do PMDB, vem a público alertar que a situação é insustentável.
O reiterado e injustificado parcelamento salarial, ao qual os servidores do Estado, mais especificamente os operadores da Segurança Pública, estão submetidos, vem comprometendo a sua dignidade e de suas famílias, pois não têm mínimos recursos financeiros para o seu transporte ao local de trabalho e nem mesmo para sua alimentação e de suas famílias.
Afinal, do que serviu o aumento de impostos implementado pelo Governo do Estado, tendo usado como justificativa o pagamento de salário de servidores?
Registramos nossa veemente crítica ao Poder Judiciário, que não faz cumprir sua decisão que proíbe o parcelamento salarial. Não é possível que homens e mulheres que arriscam suas vidas na proteção da sociedade gaúcha, tenham que se submeter a tamanho vexame e humilhação frente ao novo parcelamento de salários, por isso e em razão dos motivos acima expostos, as entidades que compõe o Bloco da Segurança vem a deliberar pelas seguintes ações:
1- Convidar os colegas da Segurança Pública (PC, BM, IGP, Bombeiros e Susepe) para estarem na frente do Palácio Piratini, às 11hs, amanhã, 29 de junho de 2016 , com o intuito de exigir imediata agenda com o Governador do Estado, José Ivo Sartori.
2- No mesmo dia e horário, convidamos os colegas do interior do estado, a realizarem atos em frente as suas respectivas prefeituras, buscando destas o apoio necessário para a solução da terrível crise que assola os operadores da Segurança Pública do RS.
3- As entidades que compõe o BLOCO DA SEGURANÇA PÚBLICA anunciam a deflagração de uma OPERAÇÃO PADRÃO que deverá ser mantida até a integralização do salário.
4- Convocação para 15hs de paralisação no dia 04 de agosto de 2016, a partir das 06hs da manhã até as 21hs, visando marcar a revolta das categorias frente a esse descalabro. Chamamos a atenção da sociedade gaúcha para que durante esse dia evite sair as ruas, abrir o comércio, levar seus filhos à escola, bem como orientamos a suspensão do transporte público, frente a absoluta falta de segurança que deverá imperar nesse dia.
Porto Alegre, 28 de julho de 2016
AMAPERGS – ASSTBM – ABAMF – UGEIRM – AOFERGS – SINDIPERÍCIAS – ABERGS
Nós no mundo, o mundo em nós?
Paulo Timm – Julho, 21 – 2016
Agora, está de moda falar em dicção, para um enunciado ou máxima. É bonito. Antigamente, a palavra se referia apenas ao bem ou mal falar: O fulano tem boa dicção, devia fazer teatro. Tudo muda, se movimenta, a língua tem vida. Pois, Paulinho da Viola tem uma “dicção” que gosto muito:
“Costumo dizer que o meu tempo é hoje. Eu não vivo no passado, o passado vive em mim.”
Na verdade, não só o passado, como História, vive em cada um de nós. Também a Geografia, envolta pela Ecologia. E não se trata apenas de globalização. Trata-se da consolidação da Aldeia Global, nesta era de conectividade total on line. Estamos mergulhados, até o pescoço no planeta. E como se vive uma fase de grande efervescência, há que se conviver, também, com suas tensões. O isolamento é difícil.
A Coréia do Norte, por exemplo, insiste em se isolar, no tempo e no espaço. Agora, tudo indica que a Turquia envereda por esse campo, diante das reações extremadas de seu Presidente Erdogan. Ao sufocar um suposto golpe contra a democracia, que alguns até dizem que foi um “autogolpe”, manda prender e arrebentar cerca de 100.000 opositores, dentre os quais militares de alta patente, juízes, professores e servidores. Renasce na extremidade oriental da Europa, o fantasma de Hitler. Turquia: outro país candidato ao isolamento. À direita.
Mas, no geral, tudo segue no passo e compasso da integração. Até a saída da Grã Bretanha da União Europeia é digerível. A indicação de Donald Trump, pelo Partido Repubicano, à Casa Branca, também.
Mas o que está havendo mesmo?
Nada demais. Apenas a roda do grande moinho da vida girando e moendo seus grãos para alimentar o futuro.
O mundo contemporânea teve um momento crucial, que foi a II Grande Guerra (1939-45), do qual saíram os Aliados vencedores contra os países do Eixo – Alemanha, Itália e Japão – . A festa durou pouco, porque entre estes Aliados estavam duas potências em confronto, Estados Unidos e União Soviética, que logo mergulharam na Guerra Fria, que só não explodiu em armas em razão do risco nuclear à humanidade. Disputando virtudes e resultados estes dois blocos dominaram a cena do mundo na segunda metade do século XX. Em 1989 caiu o Muro de Berlim, símbolo desta disputa, e em 1991, desintegrou-se a União Soviética e todo seu bloco. Desde então, os Estados Unidos pontificaram soberanos e ditam as regras do “Consenso de Washington”, sobre como governar, aos quatro cantos da Terra. Foi tão forte este processo que velhos oponentes, liberais e social-democratas, à que se converteram até velhos Partidos Comunistas e movimentos de esquerda como o peronismo, em vários países, se uniram nesta síntese convergente:
1. Há uma série de princípios estratégicos principais, bem diferenciados do pensamento da esquerda tradicional. O primeiro é: apoderar-se do centro político. Nenhum partido social-democrata pode hoje triunfar se pretender atrair uma determinada classe. O importante é tratar de mover o centro da gravidade política para a esquerda. Nos últimos dez anos, o trabalhismo soube fazê-lo.
2. O segundo princípio é: assegurar a solidez da economia. Garantir mais justiça social significa contar com uma economia mais sólida, não o contrário. Os governos trabalhistas anteriores, quase sem exceção, acabaram em crise econômica aos poucos anos de deter o poder.
3. O terceiro princípio é o de realizar grandes investimentos nos serviços
públicos, mas insistindo em que sejam acompanhados de reformas destinadas a fazer com que tais serviços sejam mais eficientes e transparentes e tenham maior capacidade de reação. Para isso são essenciais a possibilidade de escolha e a competência.
4. O quarto princípio é o de criar um novo contrato entre o Estado e os cidadãos, que inclua tanto direitos, quanto responsabilidades. O governo deve proporcionar os recursos necessários para ajudar a gente a construir sua própria vida, mas a gente deve cumprir sua parte no pacto. Por exemplo, até agora, as indenizações por desemprego eram um direito incondicional.
Mas agora, essa situação convida a não assumir nenhuma responsabilidade e tem o efeito de impedir o acesso dos trabalhadores a certos postos de trabalho. As pessoas que perdem seus empregos devem responsabilizar-se pela
procura de trabalho e, ao mesmo tempo, devem ter a possibilidade de atualizar sua formação quando o necessitem.
5. Por último, o princípio mais controvertido – embora crucial para o êxito do trabalhismo – não permitir que a direita política monopolize nenhuma questão. A direita tende a prevalecer sempre em áreas, como a ordem pública, a imigração e o terrorismo; temos de buscar soluções de centro esquerda para estes problemas. Dadas as repercussões de viver num mundo mais globalizado, é preciso que encontremos um novo equilíbrio entre as liberdades civis e a segurança.
(A.Giddens in Trabalhistas e Conservadores- El País -25/07/2007)
O modelo da Pax Americana começava, pois, a funcionar, a pleno vapor, sem contestações expressivas.
Mas os americanos tropeçariam em 2008, numa crise que reeditou a recessão dos anos 30, provocando distúrbios em cadeia ainda sensíveis, particularmente no maior bloco associado, com 28 países membros e alto níveis de renda e consumo, no alto de seus 500 milhões de habitantes , a União Europeia: crise sócio-econômica, déficits fiscais recorrentes, tensões políticas e, principalmente, ruptura da convergência ideológica em torno de uma “Terceira Via”. Desde então, o mundo e, sobretudo a Europa, estão convulsionados . Os ideais igualitários da esquerda reacendem. Os conservadores se inquietam. A “Terceira Via” desmorona. Aquela era uma época de forte declínio da ideologia socializante no mundo inteiro, na antevéspera do fim da União Soviética. Favoreceu a convergência. Agora mudou.
Se já estava afastada a hipótese radical de uma revolução social como alternativa aos males do capitalismo, agora está afastada, também, a ideia de que a História acabou. E com o fim do Fim da História, foi-se a ideia de que só há uma maneira de governar: à la neoliberal. É o neoliberalismo ladeira abaixo.
Tempo de mudanças
A Europa tenta se recuperar da saída da Grâ Bretanha da União Europeia, aprovada em junho deste ano (2016), enquanto continua se debatendo , no seu interior, com as sequelas da Crise de 2008. Seu maior Banco, o Deutsch Bank, dá sinais de que está em situação difícil, muito parecida àquela do Lehmann Brothers, nos Estados Unidos. Acabou o sossego, ainda que a vida, em geral, muito interiorana em toda Europa, seja bastante tranquila. Portugal, por exemplo, é o quinto país mais pacífico do mundo. Neste quesito, nós, brasileiros, nada herdamos…
A primeira mudança se faz na Grã Bretanha, com a posse de nova Primeira Ministra Thereza May, em meio a um cenário de brutal queda do valor da libra esterlina, provocada pelo anúncio da saída da União Europeia, e riscos de separação da Escócia – talvez Irlanda do Norte – , para não falar da forte reação da população londrina que chegou, até, em falar de se constituir em Cidade Estado. (Já pensou se a moda pega no Brasil? Podíamos deflagrar um Movimento pela República Solar de Torres…! )
Thereza May terá, entretanto, que lidar com todos os velhos e novos problemas, começando pelos procedimentos para o retorno à economia de um só e soberano país. Tem, ela, contudo, a seu favor, o ter recolocado o Partido Conservador fora do alcance das figuras apoteóticas e demagógicas, que pesaram a favor do BREXIT (saída do país da União Europeia). Está empoderada, sem constrangimentos aliados, no centro do Partido e do Governo.
Thereza May lembra muito sua antecessora, a Dama de Ferro, Margareth Thatcher, também conservadora, nos anos 1980, mas talvez se pareça mais com Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Os tempos correm e moldam novas personalidades afinadas com novos desafios. Há uma nova geração conservadora na Europa mais aberta ao diálogo com os costumes e com as demandas contemporâneas.
Alguém já disse esta é uma Era da Incerteza, pontilhada de pessimismos, como o do ambientalista, James Lovelock, autor de “Gaia”, para quem bilhões de pessoas deverão morrer até o final do século em decorrência das mudanças climática. O físico S.Hwcks diz que temos que correr em busca de refúgio em outro planeta. O próprio FMI admite que o receituário que vem impondo para consertar os vazamentos já não funciona adequadamente. E sua própria Diretora , C. Lagarde exclama: – “Gostaria que o FMI tivesse uma face mais humano…” .
Para piorar, há a crise dos refugiados vindos aos milhões das zonas de conflitos do Oriente Médio e África.
Renasce a eterna indagação diante de momentos de indefinição: Que fazer?
Ao colapso da razão, viva a liberdade, uma das duas pernas sobre as quais se erigiu a modernidade.. Mas atrás da liberdade aninham-se os irracionalismos, com sua sequência de voluntarismos políticos. A paixão está de volta!, proclamam eles. Como resultado, emerge o populismo , com promessas vazias de entregar o paraíso aqui na Terra: À direita, tipos como Donald Trump e, à esquerda, o namoro da Nova Esquerda Europeia com o “bolivarismo” latinoamericano. De permeio, o apelo à violência espontaneísta, no qual o terrorismo dos lobos solitários é apenas anúncio do que poderá vir por aí.
O centro, porém, com presença de personalidades, movimentos e partidos de direita e de esquerda, reage e tenta se reagrupar, não sem dificuldades, em torno de uma plataforma de defesa dos direitos humanos, como estratégia de pacificação no século XXI. Já não se trata da Terceira Via de Tony Blair , Clinton e FHC dos anos 90. O momento é outro: de salvaguarda da democracia ameaçada. A plataforma não será mais a da Pax Americana com seu “Consenso”- no alternatives-, embora não se saiba exatamente qual seja. Neste processo a direita civilizada parece mais acossada, embora mais unida, do que a esquerda, sempre pródiga em alternativas divisionistas.
Hoje podemos visualizar cinco grandes núcleos ideológicos à esquerda, na Europa: O PARTIDO SOCIALISTA EUROPEU, o mais forte, que reúne os social-democratas, no Governo em Portugal e outros países; O GRUPO CONFEDERAL DA ESQUERDA UNITÁRIA EUROPEIA no qual se situa, dentre outros, o PARTIDO DA ESQUERDA EUROPEIA, reunindo antigos Partidos Comunistas, eurocomunistas e socialistas democráticos, bem como o Syriza, da Grécia, único no poder, mas já com uma dissidência em busca de uma Frente Democrática, identificada pelo Manifesto DIEM-25, na defesa da democratização da União Europeia ; e uma ESQUERDA ANTICAPITALISTA EUROPEIA, informal, mais radical, de pouca representatividade, à que se somam, na margem, os anarquistas, em franca ascensão.
Fortalece-se, contudo, um centro democrático. No esforço de construir prescrições comuns para uma Nova Era já inscrita na cultura do século XXI, mas ainda desarticulada de forças políticas e sociais de suporte, ouvem-se, muitas vozes, poucas dignas de menção, como, por exemplo, a do Sociólogo Boaventura de Souza Santos, que preconiza a construção de um projeto hegemônico civilizatório a partir de novas inscrição constitucional , do Filósofo Y. Habermas, para quem há que se reafirmar o direito da cidadania acima dos poderes do sistema financeiro ou S. Zizek, que reclama um retorno dos marxistas à Hegel. Não chegou a ter repercussão, mas deve ser registrada pelo fato de que o autor é um brasileiro de nomeado reconhecimento acadêmico, a entrevista de Mangabeira Unger , arauto de uma “Revolução Vindoura”, à TV The Economist –
http://www.youtube.com/watch? v=llrC70C1Bl0
Neste entrevista, Mangabeira alinha alguns passos para a reconstrução centrista da democracia e reforma do capitalismo: revolução na Educação, ruptura com a financeirização do sistema econômico, disseminação das economias criativas e inovadoras das pequenas e médias empresas, re-energização da democracia de baixo para cima , novas formas de garantias à segurança do trabalho e rearranjo institucional para o desenvolvimento de uma nova economia.
Tudo muito diferente, como se vê, do que se discute no Brasil. Mergulhados na Geografia do futuro, agarramo-nos ao passado, fruto daquilo que, de um lado, o Senador Cristovam Buarque acredita ser o resultado do envelhecimento da esquerda, e de outro, digo eu, de uma também velha, direita, embora de cara nova e desajeitada no Governo do PMDB, com a mão cheia de recomendações neoliberais caducas. Digo desajeitada porque o Plano “Ponte para o Futuro”, que orienta o atual Pres. Temer, é o oposto do Plano “Esperança e Mudança”, do mesmo PMDB, na década de 80, sob a égide de Ulysses Guimaraes.
Aqui polarizamos, enfim, o presente, sem dar espaço à crítica capaz de abrir caminhos para o futuro. Não é o passado, pois, que parece viver em nós. Nós é que vivemos no passado….

A Alemanha, por exemplo, um dos principais fornecedores internacionais, dobrou suas exportações de armas no mesmo período. O total recorde chegou a 8 bilhões de dólares, correspondente a um quinto do gasto militar do país.

