Autor: da Redação

  • Notáveis entregaram abaixo-assinado a Barroso

    Ao Exmo. Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso.
    Prezado Ministro,
    Nós, cidadãos brasileiros que sempre participamos da vida pública, temos em comum a preocupação com a democracia, a garantia dos direitos humanos, a legitimidade do Estado e a credibilidade internacional do Brasil.
    Vossa Excelência tem professado com vigor valores humanistas. Em seu livro, A Dignidade da Pessoa Humana no Direito Constitucional Contemporâneo, afirma que “a globalização do direito é uma característica essencial do mundo moderno, que promove, no seu atual estágio, a confluência entre Direito Constitucional, Direito Internacional e Direitos Humanos. As instituições nacionais e internacionais procuram estabelecer o enquadramento para a utopia contemporânea: um mundo de democracias, comércio justo e promoção dos direitos humanos”.
    Nesse contexto, Vossa Excelência já se manifestou em algumas ocasiões sobre a importância de o Estado brasileiro cumprir as decisões exaradas por órgãos internacionais, advindas de tratados internacionais de direitos humanos recepcionados pelo Brasil.
    No julgamento de uma Questão de Ordem em que se discute a legalidade das candidaturas livres no sistema político brasileiro, V. Exa. ressaltou o caráter supralegal do Pacto de San José da Costa Rica. No mesmo sentido, quando foi sabatinado pelo Senado Federal, V. Exa. lembrou que o estágio atual da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é a de que os tratados internacionais têm um nível supralegal; estão acima da lei.
    Em 17 de agosto de 2018, o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), um “órgão de tratado” (treaty body) do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, acolheu o pedido com caráter de liminar proposto pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva por intermédio de seus advogados. No documento do Alto Comissariado de Direitos Humanos que comunica a decisão, ressalta-se que o Comitê requisita ao Estado brasileiro “tomar todas as medias necessárias” para assegurar o exercício dos direitos políticos do ex-Presidente na qualidade de candidato – o que inclui o acesso à imprensa e aos membros de seu partido – “até que seus recursos diante dos tribunais sejam julgados de forma definitiva em procedimentos judicias justos”.
    Confiamos que V. Exa., que tem demonstrado forte compromisso com a democracia e com a justiça, levará em consideração esses valores ao analisar as questões envolvendo a candidatura do ex-Presidente Lula.
    Com elevados protestos de estima e respeito, subscrevemo-nos,
    Atenciosamente,
    Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-ministro da Fazenda, da Administração Federal, e da Ciência e Tecnologia
    Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa.
    Luiz Felipe Alencastro, professor titular da Universidade Sorbonne e da Fundação Getúlio Vargas.
    Paulo Sérgio Pinheiro, Presidente da Comissão de Investigação da ONU sobre a Síria e ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos.
    Maria Vitoria de Mesquita Benevides, professora titular da USP.
    Dalmo Abreu Dallari, professor titular da USP.
    Fábio Konder Comparato, professor titular da USP.
    Pedro Celestino Pereira, engenheiro.
  • Pregando rebelião e socialismo, Julio Flores chegou a 4% no Ibope

    FRANCISCO RIBEIRO
    A proximidade dos 60 anos não o fez perder o ímpeto dos tempos do
    movimento estudantil e de militante trotskista. Os anos, décadas, não moderaram seu
    apetite revolucionário, o desprezo à classe dominante, e o desejo de rebelião contra a ordem estabelecida.
    Julio Flores, professor de matemática, candidato, mais uma vez, ao governo
    do estado pelo PSTU, diz que não ficou surpreso com o surpreendente índice de quatro por cento de intenções de voto que alcançou na última pesquisa do Ibope*.
    Para ele, a situação de miserabilidade, desemprego, e falta de perspectivas para uma massa de milhões de gaúchos e brasileiros, torna o seu partido uma alternativa.
    Ele, porém, não tem ilusões. Diante da falta de espaço na propaganda gratuita – apenas seis segundos de exposição –, acha que dificilmente este índice, para muitos um fenômeno, se manterá.
    Nesta entrevista ao JÁ, Flores, ao lado de sua candidata a vice, a pedagoga Ana Clélia, expõe o seu programa de governo para o Rio Grande do Sul, suas idéias e projetos para a construção do socialismo.

    Flores, com a vice, pedagoga Ana Clélia

    JA: O PSTU sempre teve índices nas pesquisas, agora alcançou 4%. Ao que o sr. atribui este espantoso crescimento?
    Júlio Flores: Em primeiro lugar a situação política nacional do ponto de vista
    conjuntural dos últimos quatro anos, particularmente do ponto de vista histórico. Temos uma situação de miserabilidade, e isto colocou uma disposição maior da classe trabalhadora em enfrentar os ataques do grande capital. Mas há um componente histórico importante, que é a decepção com o PT, que se enquadrou no status quo, passando, como era nos anos 1980, de um partido progressista para uma agremiação regressiva e um sustentáculo da ordem. Uma decepção, pois se esperava muito do PT, ao assumir o poder, fizesse mudanças profundas de ordem política e social. E, pelo contrário, uniu-se ao grande capital. Os governos Lula e Dilma também fizeram alianças com o que há de pior na política, MDB, Sarney, Temer, Maluf. E, particularmente os banqueiros, como o Meireles, que hoje é candidato a presidência da república pelo MDB. Enfim, do nosso ponto de vista, a cúpula petista nunca foi socialista. E é a partir desse desencanto com o PT que o PSTU aparece como uma alternativa a classe trabalhadora. Ou seja, a classe quer lutar, quer o enfrentamento, e o PSTU aparece como uma alternativa revolucionária e socialista para ocupar este espaço, constituir-se num partido como aquilo que se esperava do PT.
    JÁ: Há um processo de radicalização das massas?
    JF: Com certeza. Os trabalhadores e o povo pobre estão cada vez mais indignados. Já
    são, aproximadamente, dois milhões de desempregados no Rio Grande do Sul. O regime burguês, e suas instituições, como o Congresso Nacional, estão completamente desmoralizados. A corrupção é algo inerente ao capitalismo, e esta coisa de meter a mão no dinheiro público é muito antiga. Nos estados as assembléias legislativas estão a serviço dos grandes capitalistas e dos latifundiários. O único interesse é acumular capital em detrimento dos trabalhadores. Isto provoca uma indignação, uma rebelião, como foi o caso da greve dos camioneiros que parou o Brasil de Norte a Sul. O que foi um caso de enfrentamento com o governo Temer, e tivemos chance, inclusive, de derrubá-lo. Para tanto, bastava as centrais sindicais chamarem para uma greve geral. O Lula poderia ter feito isso, pois, mesmo na cadeia, ele seria ouvido. Ao invés disso o PT preferiu apostar no processo eleitoral.
    JÁ: O sr. prega abertamente a rebelião. Isso parece, para muitos, uma espécie de
    arroubo juvenil, literatura de esquerda, uma palavra de ordem lá do movimento
    estudantil, anos 60 e 70 do século passado. O sr não teme ser rotulado como
    panfletário, de não ser levado a sério?
    JF: Não. Acho que o povo brasileiro está levando a idéia de rebelião a sério. A greve
    dos camioneiros, que falei há pouco, é uma prova disso. Já teve outras manifestações, como aquelas que antecederam a Copa de 2014, contra o aumento das passagens de
    ônibus e também pelo desperdício de dinheiro público com as obras do mundial. E
    uma coisa que não se resume ao Brasil, vide os conflitos em Honduras e na Nicarágua, onde o Ortega está por um fio. Na Argentina temos uma manifestação fantástica pela legalização do aborto. Ou seja, há uma onda de lutas libertárias por todo o mundo.
    JÁ: Vivemos uma etapa pré-revolucionária?
    JF: Exatamente. Uma situação em que os trabalhadores não querem suportar calados. E isto significa se rebelar. Uma revolução não acontece à toa. Acontece no calor das
    mobilizações populares. O regime atual está podre e um combustível natural para a
    mobilização popular. A corrupção é coisa que indigna a todos. Então propomos uma
    rebelião dos trabalhadores em seus locais de trabalho, através dos seus conselhos,
    eleição de delegados, representantes, nas empresas. Foi uma experiência que ocorreu no Chile, de Salvador Allende, e na Rússia …
    JÁ: O sr, eleito governador, vai querer construir uma República Rio-Grandense
    dos soviets(conselhos)?
    JF: (risos). Não, estamos em 2018, não em 1917. A história também provou a
    impossibilidade de socialismo num só país, quanto mais num estado de uma federação como o nosso. Mas a idéia de conselhos populares para a tomada de decisões visando o bem comum é boa. Trata-se, é óbvio, de um projeto nacional, internacional, até. Disputar de Norte a Sul e de Leste a Oeste os corações e as mentes dos trabalhadores. É um processo. E não é apenas nesta conjuntura e neste processo eleitoral. A luta vai seguir.
    JÁ: O sr, principalmente sendo professor, deve ter muitos projetos na área de
    educação. Quais são?
    JF: Eu e a minha vice, Ana Clélia, somos da área da Educação. Achamos que é preciso investir pesado num ensino de qualidade e num salário digno para os educadores recuperando, inclusive, as perdas que tiveram. Há um desmonte, sucateamento, da educação pública em nível nacional. O modelo que foi aprovado nos governos Lula e Dilma, o PNE, é um modelo privatista, baseado na meritocracia. Também é preciso rever a reforma do ensino médio, que desobriga a obrigatoriedade de disciplinas como a Filosofia, por exemplo. Isto é um absurdo. Nós queremos um ensino público de turno integral, onde os filhos dos trabalhadores tenham acesso a todo o conhecimento necessário a uma excelente formação interdisciplinar – humana, técnica, científica – para que entendam o mundo e não sejam reféns. Grandes investimentos em laboratórios e bibliotecas.
    JÁ: O RS também passa por uma crise do funcionalismo, parcelamento de
    salários, não reposição de quadros em setores fundamentais como o da segurança, extinções de fundações como a TVE, por exemplo. Como o sr. analisa isso?
    JF: A primeira coisa a fazer é anular estas extinções das fundações. Elas são
    fundamentais para o desenvolvimento econômico do estado. Elas foram feitas em troca de uma suposta arrecadação que é finita. Trata-se de patrimônio público, empresas que têm um valor inestimável para a população. Também queremos reestatizar a CRT, hoje nas mãos da OI, e a parte da CEE que foi privatizada. Obviamente somos contrários à privatização da Sulgas, da CRM, Banrisul e da parte que sobrou da CEE. Queremos estatais sólidas no aporte de energia e telecomunicações, essenciais para o desenvolvimento do estado.Por outro lado temos que estudar a feitura de novos concursos públicas para pelo menos recompor os quadros. A recuperação salarial dos servidores, o fim do parcelamento das remunerações do funcionalismo, como vem fazendo o governo Sartori, que está endividando – pelo acréscimo de juros devido ao atraso nos pagamento – aqueles trabalhadores mais humildes. Enfim, para termos um serviço público de qualidade é preciso tratar os funcionários com dignidade e salários justos. Não é o que está acontecendo. Temos um servidor desmoralizado, desestimulado. Há casos, inclusive, de suicídio.
    JÁ: E na área da Saúde, onde o atendimento a população chega a quase
    indigência?
    JF: Na área da Saúde, um dos aspectos centrais do nosso projeto estadual é – além da recuperação e construção de novas unidades de atendimento, hospitais e postos de saúde – investir em ciência através de convênios com as universidades. Descentralizar a saúde para evitar a ambulancioterapia. Eu haja atendimento especializado nas diversas regiões do estado. Defendemos um SUS cem por cento estatal e controlado pelo povo. A falta de leitos nos hospitais controlados pelo SUS é um escândalo. Pessoas nas emergências, nos corredores. Sofro isso na própria carne, pois minha mãe, muito doente, está num corredor do hospital da PUC. Por isso queremos a expropriação, a estatização dos hospitais privados. A saúde não é uma mercadoria, deve ser totalmente pública.
    JÁ: A questão mais debatida no estado e no resto do país é a falta de segurança.
    Como o sr. pretende tratar o problema?
    JF: Há o problema estrutural, sistêmico, e coisas mais momentâneas. A primeira coisa é unificar as polícias e desmilitarizá-las. Precisamos de uma polícia unia e desarmada.
    Uma polícia que seja controlada externamente pela população, pois, primeira pergunta, a quem ela protege? O grande capital, as propriedades privadas dos meios de produção, ou a população da bandidagem? Do crime organizado? Do tráfico? É preciso descriminalizar, legalizar as drogas como uma questão de saúde pública, e tratar o viciado por aquilo que ele é, um doente que precisa de ajuda, de tratamento adequado. O maior problema é que o tráfico está infiltrado em todos os escalões, da segurança aos palácios da burguesia. Veja o que aconteceu com a intervenção militar no Rio de Janeiro. Só fez aumentar a violência. Nós não queremos mais tiros, guerra nas comunidades. Quem morre são os filhos do povo, que ficam no meio do tiroteio entre tráfico e polícia.
    JÁ: Como fomentar a economia e gerar empregos?
    JF: Temos milhões de desempregados. É preciso incluir aqueles que desistiram de
    procurar emprego, e aqueles que trabalham na economia informal, fazendo bicos para
    sobreviver. E, por último, aqueles jovens que ainda nem entraram no mercado de
    trabalho. Para resolver o problema, propomos, primeiramente, a redução da jornada de trabalho, 36 horas semanais, digamos, e com isso aumentar a oferta de empregos em todos os setores da economia. E, importante, sem redução de salário. Isso é possível, desde que se enfrente o grande capital. Teria que ser uma mobilização nacional contra o desemprego. Também propomos uma reforma agrária profunda e radical.que exproprie o latifúndio – tirando da beira da estrada os agricultores que não têm onde plantar- e aumentando as pequenas propriedades e criando as fazendas coletivas. Transformar através da expropriação, e controle dos trabalhadores, multinacionais como a Monsanto e Bayer, em indústrias limpas que invistam no desenvolvimento sustentável e produção de medicamentos para a população. Também faremos um grande plano de obras públicas, infraestrutura, construção de hospitais e casas para todos os trabalhadores que estariam trabalhando para eles próprios.
    JÁ: E dinheiro para todos estes projetos?
    JF: A primeira coisa é não pagar a dívida com a União, e não adia-la por mais três anos como quer Sartori, dentro do Plano de Recuperação Fiscal, e que envolve uma série de medidas contrárias aos interesses do povo gaúcho, como congelamento de salários, não reposição de quadros no funcionalismo e venda de patrimônio público. Tudo isso para pagar somente o serviço da dívida. Pagamos bilhões e a dívida só aumenta. Um escândalo. Mas o pior são as renúncias e as isenções de ICMS, a Lei Kandir que traz enormes prejuízos aos cofres públicos. Somado ao Fundopem o estado deixa de arrecadar cerca de 15 bilhões por ano. Dá pra fazer muita coisa com este dinheiro.

    • Pesquisa do Ibope divulgada em 17 de agosto apontou os seguintes percentuais de intenção de voto para governador:

      José Ivo Sartori (MDB): 19%
      Eduardo Leite (PSDB): 8%
      Miguel Rossetto (PT): 8%
      Jairo Jorge (PDT): 6%
      Julio Flores (PSTU): 4%
      Mateus Bandeira (NOVO): 2%
      Roberto Robaina (PSOL): 2%
      Brancos/nulos: 28%
      Não sabe: 22%

     
     
     
     

  • Lanceiros Negros, o livro por seus autores

    Neste sábado às 10h na Livraria Erico Verissimo os dois autores do livro
    Lanceiros Negros (JA, 2005) falarão sobre a obra, o tema e suas
    circunstâncias.
    O jornalista Guilherme Kolling falará sobre o Movimento Negro que ele acompanhou como repórter do JA, pelo qual esteve em Pinheiro Machado, o palco do
    massacre dos lanceiros em novembro de 1844.
    Geraldo Hasse fala de sua experiência para dar cabo de
    um livro reportagem aprovado pela Lei Rouanet com custeio da Copesul.
    Foi um trabalho de poucos meses — menos do que o tempo de um TCC, que
    exige de um semestre a um ano; muito menos que um mestrado (dois anos) e
    longe de um doutorado (quatro anos).
    Resultou um livro pioneiro na abordagem da participação dos negros escravos na Revolução Farroupilha e que já inspirou vários outros no tema ainda inesgotado.

  • Mulheres com mais de 35 anos são as mais decepcionadas com a política

    O grupo dos “descrentes”, aqueles que se sentem decepcionados com os políticos ou a política, formam o segundo maior contingente de eleitores no Rio Grande do Sul, representando 29,5% do total, segundo a pesquisa do Instituto Pesquisas Opinião.
    Nesse grupo, mais da metade (58,4%) são mulheres, com idade entre 35 e 59 anos (51,1%) e uma renda familiar de até 2 salários mínimos (55,7%).
    O estudo do IPO também identificou no perfil desse eleitorado “descrente”um forte  posicionamento em relação a temas sociais polêmicos.
    Para combater a criminalidade, por exemplo, 76,7% desses eleitores são a favor da redução da maioridade penal  e 53,2% concordam adoção da pena de morte no sistema brasileiro.
    São a favor de medidas duras  para um sistema que está há anos em crise. Reflexo da impotência e descrença no  poder  do Estado na sociedade.
    Quando à distribuição geográfica desses eleitores, observa-se uma relação entre o nível de descrença e a situação econômica da região.
    Por exemplo, na região de Nordeste (Caxias do Sul e entorno), onde é elevado o padrão econômico, registra-se o menor índice de “descrentes” (18%), seguido da região Noroeste (Passo Fundo e outros) com 18,1% de descrentes.
    Por outro lado, o maior índice de descrentes (46,2%) está no Sudeste (Pelotas e municípios vizinhos), região economicamente deprimida, e em Porto Alegre (39,4%). Nesse caso, o percentual de descrentes na capital é maior do que no conjunto da região metropolitana (27,4%)
    Segundo o pesquisador Fábio DÁvila,  alto índice de desconfiança dos eleitores vem numa curva ascendente e não há sinal de mudança em 2018.
    “A sede por renovação é o grande capital social de esperança dessa parcela gaúcha, que anseia por um “salvador da Pátria”, mas sabe que esse destino está  longe”, diz ele. ” Enquanto a luz no fim do túnel não surge, acreditam em mostrar nas urnas a sua indignação sobre um sistema  político ineficaz”.

  • Pesquisa mostra como o eleitor gaúcho decide seu voto

    FRANCISCO RIBEIRO
    Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pequisas de Opinião em março deste ano identifica seis tipos no universo de eleitores do Rio Grande do Sul: os esperançosos, os descrentes, os práticos, os ideológicos, os de última hora e os que votam em benefício próprio.
    Os pesquisadores do IPO fizeram 1.500 entrevistas em 41 cidades, em sete regiões abrangendo todo o Estado. Ouviram pessoas com mais de 16 anos numa amostragem representativa da população gaúcha, levando em conta as cotas de genero, faixa etária e nível de renda.
    As entrevistas foram feitas nas casas e em pontos de fluxo de pessoas. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança é de 95%.

    Esperançoso (37,8%):
    A principal característica deste eleitor é acreditar mais nas pessoas do que nos partidos. Por isso a fidelidade depende do grau de frustração, não tendo problemas para, na próxima eleição, trocar de candidato.
    A região Noroeste (Passo Fundo e outras) é a que apresenta o maior índice deste grupo, 54,8 %. Porto Alegre o menor, 25%.
    Descrente (29,5%)
    Neste eleitor, o ceticismo é a regra, pois, geralmente, não acredita na política e muito menos em políticos. Vota nulo ou em branco, ou simplesmente não comparece no dia da eleição, justificando-se, ou pagando multa, depois.
    A região Sudeste – Pelotas e outras – detém o maior índice desse grupo, 46, 2%; e a Nordeste, que tem Caxias como polo principal, a menor, 18%.
    Prático (11,5%)
    Tipo racional, mas não engajado. Visão pragmática da conjuntura, percebe o mundo como um balcão de negócios, o que vale é a relação custo-benefício. Vota no candidato cujas propostas, pelo menos parte delas, sejam viáveis. Ou in extremis, na candidatura que ofereça menor risco de desestabilização da economia. A região Nordeste – Caxias e outras – apresenta o maior índice, 16, 7% desse grupo de eleitores, e a Sudoeste – Uruguaiana e outras –, o menor.
    Ideológico  (10,4%)
    Esquerda, direita, centro, alternativo. Não importa. O que vale para este tipo de eleitor é a tomada de posição. Trata-se, em termos de eleitorado, de uma elite que vota por ideais, defesas de causas ou de minorias. A região Centro Ocidental – Santa Maria e outras – tem o maior índice, 18,4%; e a Sudeste o menor, 6,2%.
    Eleitor de última hora (9,2%)
    Estes merecem atenção dos cabos eleitorais, principalmente no dia da eleição.  Não chega a ser um descrente, mas comporta-se como um alienado funcional em termos de escolhas, principalmente no que tange os candidatos legislativos – federais ou estaduais -, fazendo a escolha através de um santinho que pegou no chão perto do local em que irá votar. São aqueles que não lembram em quem votaram. A região Metropolitana – Canoas e outras – congrega o maior índice desse grupo, 18,1%. Na região de Santa Cruz , o menor: 1,8%.
    Vota em benefício próprio  (1,7%)
    É o eleitor pragmático de varejo. Fica atento aos candidatos que prometem resolver um problema específico. Trata-se do típico eleitor clientelista. E o fato do percentual desse grupo ser pequeno, apenas 1,7%, deve-se, em boa parte, ao medo da exposição. Afinal, o voto é secreto. A região Metropolitana concentra o maior índice desse grupo, 4%. E, cabe salientar, nas regiões Centro Oriental e Sudeste não houve incidência desse tipo de eleitor.
    Perfil econômico
    A análise do perfil econômico também revela dados bastante interessantes, principalmente se confrontados entre os seis grupos de eleitores. Fica entre os esperançosos, os maiores índices de jovens, de nível de educação formal, e de renda. Os que votam em benefício próprio perdem em todos os quesitos para os demais grupos de eleitores.
    Outro dado levantado pela pesquisa se refere a atuação do eleitorado gaúcho nas redes sociais. Levantou-se que 96,1% tem acesso à Internet.
    Destes, 84,5% participam de redes sociais, sendo que 37, 3 % no facebook. Também que 35,1 % utiliza o aplicativo WhatsApp para troca de mensagens.
    As mulheres são as mais conectadas as redes, 87, 8 % contra 80 % dos homens. E, claro, está entre os jovens na faixa etária  entre 16 e 24 anos o maior contingente de conectados, 98,2 %.
     

  • Programa liberal de Macri leva Argentina ao fundo do poço

    Mauricio Macri, um milionário ex-empresário, quis resolver os problemas herdados do governo de Cristina Kirchner – alta inflação e deficit fiscal – com um modelo liberal e de mercado.

    De maneira gradual, cortou salários públicos, baixou impostos para exportações e aumentou as tarifas dos serviços subsidiados, entre outras medidas. Fez acordos para se endividar e expandir obras públicas.

    Mas enquanto Macri queria fazer a Argentina “voltar ao mundo”, este estava em outro ritmo: protecionismo, aumento de juros nos Estados Unidos e um clima de tensão política e financeira.

    Quando, em maio, ficou claro que seu plano estava esgotado e seria necessário recorrer ao FMI, um organismo que quase nunca rendeu boas experiências no país, o capital político de Macri já estava muito desgastado.

    Ali, os mercados começavam a perguntar se o projeto, pensado inicialmente para duas décadas, duraria sequer quatro anos.

    Agora, tanto a inflação quanto o deficit fiscal estão mais altos do que quando Macri chegou ao poder, em dezembro de 2015. E é quase certo que o país voltará à recessão.

    Dentro de um ano haverá eleições e muitos, sobretudo os mercados, se perguntam se, no meio desta crise econômica, o projeto liberal de Macri pode ser reeleito ou se o país voltará ao protecionismo do passado.

    Cristina Kirchner pode ser candidata, mas se por um lado tem 30% de aceitação, por outro carrega cinco acusações de corrupção em que está implicada ou sendo processada.

    A última delas, conhecida como “os cadernos das propinas K”, dá impressão de que a corrupção estava incrustada no poder político e econômico argentino, o que também afetou negativamente a confiança dos investidores no país sul-americano.

    (Com informações do G1)

  • Eleições de 1950: Vargas previu que seu governo não chegaria ao fim

    Em julho de 1950, já em plena campanha para a eleição que, em outubro, marcaria sua volta à presidência da República, Getúlio Vargas deu uma entrevista premonitória à Folha de São Paulo.
    Temia ser morto e sabia que seu governo não chegaria ao fim.
    Eleito com votação consagradora, não teve trégua e foi levado ao suicídio em 24 de agosto de 1954, menos de quatro meses antes do fim do governo. Eis um trecho:
    Conheço o meu povo e tenho confiança nele. Tenho plena certeza de que serei eleito, mas sei também que, pela segunda vez, não chegarei ao fim do meu governo. Até onde resistirei? Uma coisa, porém, eu lhes digo: não poderei tolerar humilhações.
    Tenho 67 anos e pouco me resta de vida. Quero consagrar esse tempo ao serviço do povo e do Brasil. Quero, ao morrer, deixar um nome digno e respeitado. Não me interessa levar para o túmulo uma renegada memória.
     Procurarei, por isso mesmo, desmanchar alguns erros  da minha administração e empenhar-me-ei a fundo em fazer um governo eminentemente nacionalista.
    O Brasil não conquistou ainda a sua independência econômica. Tudo farei  nesse sentido. Cuidarei de valorizar o café, de resolver o problema da eletricidade e, sobretudo, de atacar a exploração das forças internacionais. Eles poderão, ainda, arrancar-me alguma coisa, mas com muita dificuldade. Por isso mesmo serei combatido sem tréguas.
    Os grupos internacionais não me atacarão de frente porque se arriscariam a ferir os sentimentos de honra e civismo do nosso povo.
    Usarão outra tática. Unir-se-ão com os descontentes daqui de dentro, os eternos inimigos do povo humilde, os que não desejam a valorização do homem assalariado, nem as leis trabalhistas, menos ainda a legislação sobre lucros extraordinários.
    Subvencionarão brasileiros inescrupulosos, seduzirão ingênuos inocentes. E, em nome de um falso idealismo e de uma falsa moralidade, dizendo atacar sórdido ambiente corrupto que eles mesmos de longa data vem criando, procurarão, atingindo minha pessoa e o meu governo, evitar a libertação nacional (…) Terei de lutar, se não me matarem”.
    (Transcrito do Livro “Finanças Públicas”, do professor Orion Herter Cabral).

  • Bergman e Tabajara Ruas na programação cultural do Sesc

    Em setembro, o Sesc Centro promove uma intensa programação cultural em Porto Alegre. Espetáculos teatrais e musicais, sessões de cinema, atividades literárias e oficinas integram a agenda.
    Entre os destaques, estão o 5º Palco Sesc Nativista, a Mostra “Ingmar Bergman – O Lobo à Espreita”e o Circuito de Autores do Arte da Palavra.
    Confira a programação:
    A agenda inicia com atração gratuita, com a exibição do filme “Os Senhores da Guerra”, de Tabajara Ruas, na terça-feira (04/09), às 14h30, no Teatro do Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665).
    A partir deste dia, também estará disponível para visitação a Exposição “Fanzinoteca Expo., no mesmo local, das 8h às 20h (segunda a sexta-feira) e 1h antes de espetáculos no final de semana.
    Como este é o mês em que se comemora a Revolução Farroupilha, o cronograma também está marcado pela data. Entre 03 e 15/09 será realizado o 5º Palco Sesc Nativista, no Parque Harmonia e em escolas da rede pública de Porto Alegre.
    O evento prevê apresentações teatrais, de música e literatura, além de momentos exclusivos para escolas, por meio do projeto Ciranda Escolar, que visa aproximar crianças e adolescentes da cultura tradicionalista e de suas raízes. Nesta edição, cinco grupos convidados compõem as atividades culturais: Coletivo Artístico Palco Aberto (RS), Las Brujas (RS), Trupi de Trapu Teatro de Bonecos (RS), CTG Raízes do Sul e Eco do Pampa.
    Após percorrer o Interior do Estado, em setembro, a Mostra “Ingmar Bergman – O Lobo à Espreita”chega à Capital, oferecendo oito sessões de cinema gratuitas à comunidade. As exibições acontecem de 24 a 28/09 na Sala Redenção – Cinema Universitário. A mostra tem o objetivo de homenagear o centenário do cineasta sueco. As películas exibidas serão O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Vergonha (1968), A Hora do Lobo (1968), Face a Face (1976), Sonata de Outono (1978), Na Presença de um Palhaço (1982) e Fanny e Alexander (1982).
    O projeto Arte da Palavra também marca presença esse mês. No dia 11/09, acontece o Circuito de Autores, debate com escritores Cidinha da Silva (MG) e André Sant’anna (RJ). Serão dois encontros, o primeiro às 15h, no Instituto Federal de Porto Alegre (IFRS), e o segundo, às 19h, no Teatro Sesc Centro (Avenida Alberto Bins, 665). Não é necessária inscrição prévia para participação. Já, de 24 a 28/09, ocorre oCircuito de Criação Literária, oficina com José Castelo (RJ). As aulas acontecerão das 16h às 20h, na Sala Elis Regina do Sesc Centro. As inscriçõespodem ser feitas pelo site www.sesc-rs.com.br/cultura/artedapalavra/Ambas as atividades são gratuitasConfira a programação cultural completa abaixo e mais informações em www.sesc-rs.com.br/centro.
     

    Cidinha da Silva está no Circuito dos Escritores. Foto: Divugação

    ARTE SESC – SETEMBRO
    PROGRAMAÇÃO:
    Cinemonica
    5 X Favela – Agora é Por Nós Mesmos 
    18/set às 9h, 10h30, 13h e 14h15 na EEEF Iba Ilha Moreira
    O Menino no Espelho
    27/set às 8h10 e 13h20 na EMEF Grande Oriente do RS
    *Evento fechado para público interno das escolas.
    Detalhes: O projeto surgiu como uma homenagem a Mônica Schmiedt e com o objetivo de levar um pouco da cultura do cinema para dentro de escolas públicas situadas em zonas periféricas da cidade. Atualmente o projeto está sendo realizado em quatro escolas, duas localizadas no bairro Rubem Berta, outra no Jardim Leopoldina e outra no Mário Quintana. Onde atendemos aproximadamente três mil alunos por mês, carentes de cultura e lazer. O Sesc/RS é o novo padrinho do Cinemonica. Essa parceria inicia com o propósito de agregar forças num mesmo objetivo: formar um público de cinema e contribuir para a cultura cinematográfica chegar mais perto de zonas periféricas da nossa cidade.
    Danças folclóricas com desdobramento em oficina
    CTG Raízes do Sul
    Data: 03/09
    10h e 11h – Trensurb
    Data: 05 e 06/09
    Horário: 10h e 15h
    Local: Escolas da Rede Pública
    Data: 11/09
    12h – IFRGS
    14h30 e 15h10 – Hospital da Criança
    Detalhes: Apresentação de músicas clássicas do repertorio gaúcho com utilização de trajes gaúchos e explicação sobre eles, bem como sobre o histórico das danças a serem apresentadas (tradicionais gaúchas e danças gaúchas de salão).
    Classificação: Livre
    Duração: 30min
    Oficina: Trapus e Farrapus
    Grupo/CIA: Trupi de Trapu Teatro de Bonecos (RS)
    Dia 03/09 a 06/09
    Horários: 10h e 15h
    Local: Escolas da Rede Pública
    Atividade gratuita para as escolas agendadas
    Detalhes: Workshop Trapus e Farrapos: a oficina apresenta dentro de uma abordagem integradora, educativa e artística a fácil confecção de bonecos e instrumentos percussivos para uso educativo, tratando aspectos relacionados não só com a técnica do objeto construído, mas também com a performance corporal, apreciação e criação, passando do corpo ao objeto, visando a importância da reciclagem nos materiais utilizados na sua confecção.
    Classificação: Livre
    Duração: 60min
    Fanzines de autores gaúchos estão no espaço da Fanzinoteca. Foto: Divulgação

    Exposição: “Fanzinoteca Expo”
    Artista: Um coletivo de artistas
    Período: 04 a 28 de setembro
    Horário: 8h às 20h (segunda a sexta-feira) e 1h antes de espetáculos no final de semana
    Local: Café do Sesc Centro (Av. Alberto Bins nº 665)
    Entrada franca
    Sinopse: A Fanzinoteca Expo é uma exposição itinerante de Fanzines num coletivo de artistas que utiliza as mais variadas técnicas: colagens, desenhos, gravuras, xerox entre outras. As publicações são artesanais e nos mais variados formatos. Desde os modelos clássicos dos anos 80, quando nasceram os primeiros zines até os mais atuais. A mostra consiste em apresentar ao público todas as variadas possibilidades do Fanzines. É uma oportunidade muito especial para entender o quanto o Zine vem se transformando com o tempo, além de poder divertir, pois as publicações são dos mais variados temas, que atraem olhares curiosos e sorrisos. O acervo aumenta a cada exposição, contando no momento com em torno de 100 exemplares.
    Cinesesc – Filme “Os Senhores da Guerra”
    Direção: Tabajara Ruas (BR)
    Data: 04/09
    Horário: 14h30
    Local: Teatro do Sesc Centro ( Av. Alberto Bins nº665)
    Entrada franca
    Sinopse: Júlio e Carlos são irmãos. Amigos, cultos, ricos, são separados pela Revolução de 1923, que divide o Rio Grande do Sul entre chimangos e maragatos. Júlio é prefeito, está com os primeiros, enquanto Carlos é revolucionário, maragato. As ideias são opostas, mas o sangue é o mesmo e a prova se dá em uma grande batalha.
    Classificação: 14 anos
    Duração: 114min
    Arte da Palavra: Debate com os escritores Cidinha da Silva (MG) e André Sant’anna (RJ)
    Mediador: Nanni Rios
    Data: 11/09
    Local 1:  Instituto Federal de Porto Alegre (IFRS)
    Horário: 15h
    Entrada franca
    Data: 11/09
    Local 2: Teatro Sesc Centro ( Av. Alberto Bins, nº665)
    Horário: 19h
    Entrada franca
    Porto Alegre em Cena: “Qual a diferença entre o Charme e o Funk”
    Grupo/Cia: Pretagô
    Data: 13 e 14/09
    Horário: 19h
    Local: Teatro do Sesc Centro (Av. Alberto Bins nº 665)
    Ingressos disponíveis http://uhuu.com/poa-em-cena (Clientes com Cartão Sesc/ Senac na categoria Comércio e Serviços têm 50% de desconto nos ingressos)
    A peça é baseada numa espécie de “arqueologia pessoal” que investiga relíquias na memória das sete artistas negras em cena, que compõem e dão corpo à criação coletiva. O espetáculo provoca um resgate às identidades negras ao recontar de variadas formas suas experiências, através de cenas autônomas e sensoriais, que transpassam as diversas artes da cena, como teatro, dança e música. Com direção de Thiago Pirajira, a peça contextualiza o movimento de uma juventude marcada pela esperança e que anseia trazer à luz sua cultura. “Qual a diferença entre o charme e o funk?” é a montagem de estreia do grupo Pretagô, oriundo do Departamento de Arte Dramática da UFRGS e que fundamenta e desenvolve sua pesquisa artística nas questões da identidade negra.
    Classificação: 14 anos
    Duração: 70min
    Porto Alegre em Cena: “Vincent – Obra Contemporânea em Dança Performativa”
    Data: 20 e 21/09
    Horário: 19h
    Local: Teatro do Sesc Centro (Av. Alberto Bins nº 665)
    Ingressos disponíveis http://uhuu.com/poa-em-cena (Clientes com Cartão Sesc/ Senac na categoria Comércio e Serviços têm 50% de desconto nos ingressos)
    Sinopse: O conturbado universo do consagrado artista holandês e mestre da pintura, Vincent Van Gogh, é o ponto de partida para a criação deste espetáculo, que explora um trânsito atemporal entre poéticas constituídas de atravessamentos múltiplos, em que cada intérprete-criador constrói sua própria cartografia de movimentos, propondo a utilização de variadas linguagens artísticas, como a dança e as artes visuais, devidamente costuradas pelo viés performativo. A montagem da Cubo1 Cia de Arte valoriza as particularidades na construção de uma linguagem autêntica, a qual traz em seu cerne o gesto, a simplicidade, as qualidades de movimento, suas expansões e dobras, tornando porosas e instáveis as fronteiras entre memória, história da arte e criação.
    Classificação: Livre
    Duração: 45min
    Arte da Palavra: Oficina Literária com José Castelo (RJ)
    24/09 a 28/09 – Porto Alegre
    Local:  Sesc Centro / Sala Elis Regina
    Horário: 16h às 20h
    Inscrições gratuitas em www.sesc-rs.com.br/cultura/artedapalavra
    Cinema: Mostra “Ingmar Bergman – O Lobo à Espreita”
    O Lobo à espreita
    Data: 24 a 28 de setembro
    Local: Sala Redenção – Cinema Universitário
    Entrada franca
    O sétimo Selo – 24 de setembro | 2°-feira | 16h
    Morangos Silvestres – 24 de setembro | 2°-Feira | 19h
    Face a Face – 25 de Setembro | 3°-Feira | 19h
    Persona – 25 de Setembro | 3°-Feira | 16h e 28 de Setembro | 6°-Feira | 19h
    Vergonha – 26 de Setembro | 4°-Feira | 16h
    A Hora do Lobo – 26 de Setembro | 4°-Feira | 19h *Após a sessão, debate com Marcos Fialho, assessor em cinema do Sesc nacional
    Sonata de Outono – 27 de Setembro | 5°-Feira | 16h
    Na Presença de Um Palhaço – 27 de Setembro | 5°-Feira | 19h
    Fanny e Alexander – 28 de Setembro | 6°-Feira | 16h
    Detalhes: Entre os dias 24 e 28 de setembro, a Sala Redenção – Cinema Universitário – em parceria com Sesc/RS – traz novamente, a pedido do público, a mostra Ingmar Bergman: o Lobo a espreita, em homenagem aos 100 anos do realizador sueco. Bergman é um dos grandes cineastas que surgiram após a II Guerra Mundial, e um dos maiores cineastas de todos os tempos. Sua obra é extensa, com mais de cinquenta filmes, roteiros e, ainda, trabalhos para a televisão e peças para o teatro. Aliás, para compreender a obra do diretor é importante destacar a influência da tradição teatral sueca, nórdica, e nomes como de Henrik Ibsen, Soren Kierkegard e August Strindberg nos dão pistas para pensar a obra do realizador. Seus filmes exploram as angústias existenciais do homem moderno, por meio de narrativas densas e complexas utilizando ao máximo as possibilidades da linguagem cinematográfica. Bergman trabalha de forma única com temáticas densas e delicadas, de forte carga existencial, tais como: a solidão, a morte e, ainda, o erotismo e a religião. Todos esses temas explorados muitas vezes de forma violenta e beirando ao absurdo. Uma das características marcantes de seus filmes é o uso do flashback, como também a interação dos personagens com a câmera, em possível diálogo com o espectador. Aliás, Bergman é um dos realizadores que mais soube filmar rostos e expressões de pura angústia. O diretor foi premiado diversas vezes nos Festivais de Berlim e Cannes. O reconhecimento internacional aconteceu com O sétimo Selo (1956), que ganhou o prêmio do júri do Festival de Cannes em 1957. Bergman foi um dos fundadores da Academia Europeia de Cinema, foi indicado ao Oscar nove vezes, vencendo como melhor filme estrangeiro três vezes.  Ingmar Bergman morreu no dia 30 de julho de 2007, aos 89 anos. Uma coincidência: nesse mesmo dia morria também o realizador italiano Michelangelo Antonioni. Na mostra serão exibidos nove filmes do realizador, em cópia digital de extrema qualidade: O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Vergonha (1968), A Hora do Lobo (1968), Face a Face (1976), Sonata de Outono (1978) e Fanny e Alexander (1982).
    Desta vez, exibiremos apenas uma sessão por filme e, no dia 26 de setembro, às 19h, na sessão de A Hora do Lobo, teremos a presença luxuosa de Marco Fialho, assessor em Cinema do Sesc Nacional.
    PALCO SESC NATIVISTA
    PROGRAMAÇÃO:
    Ciranda Escolar
    Local: Casa do Gaúcho – Parque Harmonia (R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 301)
    Entrada franca para escolas agendadas previamente
    Historietas
    Grupo/Cia: Coletivo Artístico Palco Aberto (RS)
    Data: 10/09
    Horário: 10h, 11h, 14h e 15h
    Local: Casa do Gaúcho – Parque Harmonia (R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 301)
    Detalhes: Historietas propõe ao espectador um mergulho no universo fantástico e pampeano do escritor gaúcho Simões Lopes Neto, através de uma encenação onde o jogo teatral assume seu estado mais puro. Nesta engenharia lúdica de crianças e adolescentes, um personagem narrador aparece personificado na figura de um velho capataz de Estância. Tal qual um Blau Nunes, um Romualdo – personagens da obra de Simões  conta ao público lembranças de um tempo que não retorna mais. Dentre essas lembranças estão Mayo e Janaina: dois irmãos adolescentes que em férias vão visitar a Estância da sua família localizada no interior do Estado. Acompanhados de sua amiga Rita eles partem em uma jornada atrás do capataz da propriedade, Seu Juca, alvo de causos e histórias incríveis por parte dos outros moradores do local e conhecedor da lida campeira e dos segredos que envolvem essas e outras historietas do pampa.
    Classificação: Livre
    Duração: 40min
    Mate, Chimas e Tererê. Foto:Jose-Renato-Lopes-

    Mate, Chima&Tererê
    Grupo/Cia: Coletivo Artístico Palco Aberto (RS)
    Data: 11/09
    Horário: 10h, 11h, 14h e 15h
    Local: Casa do Gaúcho – Parque Harmonia (R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 301)
    Sinopse: Em formato que mistura contadores de histórias, cantautores, uma linguagem de teatro de rua e comédia popular, contamos a importância do Chimarrão, as lendas e histórias que o envolvem através da aventura de dois amigos. Os guascas Chima e Mate saem a viajar pelo interior do Estado querendo tocar suas músicas em bailes gaudérios pelo interior até chegar na fronteira com a Argentina. Missão que vai se tornar mais divertida e misteriosa ao encontrarem no meio do caminho uma prenda chamada Tererê, mulher com conhecimentos vastos, meio bruxa, meio sábia e detentora de várias histórias e que lhes apresenta uma erva-mate mágica, o que torna uma aventura bem mais instigante a viagem e os salva de algumas boas encrencas e enrascadas.
    Classificação: Livre
    Duração: 40min
    Pequenas Histórias do céu e da terra
    Grupo/Cia: Las Brujas (RS)
    Data: 12/09
    Horário: 10h, 11h, 14 e 15h
    Local: Casa do Gaúcho – Parque Harmonia (R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 301)
    Sinopse: Duas atrizes convidam as crianças a conhecer a lenda indígena da Mandioca e a lenda africana da Abayomi, ora contando, ora vivendo a história. Assim, a contação propõe a união de teatro de atores, teatro de objetos e contação de histórias para criar um espaço lúdico de trocas com as crianças sobre a cultura brasileira. Este trabalho integra o núcleo Caldeirão de Histórias que investiga diferentes modos de potencializar a contação de histórias, visando o resgate de memórias.
    Classificação: Livre
    Duração: 20min
    Entre Trapus E Farrapos 
    Grupo/Cia: Trupi de Trapu Teatro de Bonecos (RS)
    Data: 13 e 14/09
    Horário: 10h, 11h, 14 e 15h
    Local: Casa do Gaúcho – Parque Harmonia (R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 301)
    Sinopse: Três contadores, Trapo (Anderson Gonçalves), Fiapo (Andre Baguetti) e Farrapa (Lorena Sanchez) são mascates que rodam o Estado trocando e vendendo toda sorte de produtos: pomada contra calos, erva-mate para chimarrão, linguiça da colônia, ou água de colônia para quem quer ficar cheiroso! Entretanto o seu produto mais famoso não é vendido, é trocado, ou “escambado”: Uma história por um sorriso, um conto por um aplauso, um causo por um abraço. E assim de querência em querência, de rincão em rincão eles seguem levando o Rio Grande de histórias para cada novo coração. Uma tríade de contos de origem negra, indígena e dos imigrantes vários compõe a peça, música ao vivo, objetos que se transformam e bonecos fecham o cenário de encantamento artístico.
    Classificação: Livre
    Duração: 30 minutos
    Palco Principal
    Danças Folclóricas 
    CTG Raízes do Sul
    Data: 15/09
    Horário: 19h
    Local: Palco Principal do Acampamento Farroupilha / Parque Harmonia
    Detalhes: Apresentação de músicas clássicas e danças tradicionais do repertorio gaúcho com utilização de trajes gaúchos. O CTG Raízes do Sul foi fundado em 20 de julho de 1986, tem como lema “O CTG Raízes do Sul traz na alma gauderia as coisas do pampa”. O grupo mirim busca desenvolver a criança através de brincadeiras e danças tradicionais objetivando formar o futuro cidadão.
    Classificação: Livre
    Duração: 60min
    Apresentação musical
    Eco do Pampa
    Data: 15/09
    Horário: 20h
    Local: Palco Principal do Acampamento Farroupilha / Parque Harmonia
    Detalhes: O show baile do grupo Eco do Pampa tem duração de duas horas e levará ao público os maiores clássicos da música regional fandangueira gaúcha, mesclando ritmos como vanera, xote, chamamé, bugios, milongas e o tradicional bugio (ritmo regional gaúcho). Destaque para a indumentária e instrumentos utilizados nos bailes gaúchos. Os arranjos vocais e instrumentais recebem destaque nos espetáculos do grupo Eco do Pampa.
    Classificação: Livre
    Duração: 60 minutos

  • Sartori diz que não teve apoio da Assembléia para "fazer mais"

    “Eu sempre disse que iria fazer o que precisava ser feito. E o nosso governo só não fez mais porque não tivemos o apoio necessário da Assembleia. Já poderíamos ter condições de pagar os servidores em dia”.
    A declaração do governador e candidato à reeleição José Ivo Sartori foi feita no início da noite desta quinta-feira (30), em Santa Maria, no encontro das regiões Centro, Quarta Colônia e Vale do Jaguari, da coligação Rio Grande no Rumo Certo, que lotou o Centro de Pesquisas e Folclore Piá do Sul.
    “Mesmo assim, conseguimos avanços importantes com o apoio dos deputados, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, a primeira do país, e a Lei da Previdência Complementar. Queremos continuar no processo de equilíbrio das contas”, completou Sartori.
    O candidato ao Senado José Fogaça afirmou que desta vez o projeto de mudança é reeleger, pela primeira vez um governador de Estado.
    “Nosso compromisso é reeleger o Sartori, que é um governador que não empurrou o problema com a barriga, não maquiou as contas públicas e tem um plano de reconstrução do estado. Depois de quatro anos, o Estado está melhor. Tenho certeza que o Rio Grande vai, pela primeira vez, completar o mais importante projeto de restauração do Estado”, ressaltou Fogaça.
    O discurso do candidato ao Senado Beto Albuquerque começou com um questionamento aos presentes: “será que os gaúchos não vão deixar um governador sério e competente arrumar o Estado?” E continuou: “nós todos temos um desafio pela frente, que é deixarmos Sartori e Cairoli terminar o que começaram”.
    Mesmo debaixo de forte chuva, Sartori não desanimou. Antes do encontro regional no com lideranças, participou das inaugurações dos comitês dos candidatos a deputado estadual, João Kaus e Beto Fantinel, e visitou o comitê do também candidato a deputado estadual Fabiano Pereira.
    Em todos os eventos, Beto e Fogaça acompanharam Sartori. O vice-governador, José Paulo Cairoli, cumpriu agenda na Expointer, em Esteio.
    José Ivo Sartori é candidato à reeleição ao governo do Estado pela coligação RIO GRANDE NO RUMO CERTO, que contempla os partidos MDB • PSD • PSB • PR • PSC • PATRIOTA • PRP • PMN • PTC.
     

  • Apicultor de Gramado leva o prêmio de melhor mel da Expointer

    Em seu primeiro ano na Feira da Agricultura Familiar da Expointer, em Esteio, o apicultor Rui Model, de 54 anos, levou o primeiro prêmio como produtor do melhor mel apresentado no 7o Concurso de Produtos Agroindustriais promovido pela Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), com o apoio de outros órgãos públicos e privados.

    Neto de um apicultor profissional que abandonou a atividade nos anos 1960 por não saber manejar as abelhas africanas recém-chegadas ao Rio Grande do Sul, Model divide com o sobrinho William Bonath, de 22 anos, a gestão de um apiário de mil colméias baseado em Gramado, onde vende dois terços de sua produção para turistas que levam para outras cidades o mel da Apis Gramado, sua marca. Na Expointer, Model apresenta principalmente o mel (claro) de uva-do-Japão, vegetal asiático bem adaptado à Mata Atlântica.

    O segundo melhor produto foi o Mel Schüller, de Agudo. O terceiro, o Mel Multiflor, de Edson Schwendler, de Venâncio Aires. O júri foi formado por Betina Blochtein (pesquisadora da PUCRS), Nadilson Ferreira (técnico da Secretaria da Agricultura), Nelson Vuaden (apicultor em Porto Alegre), Ricardo Boesch (Emater de Triunfo) e Sanderlei Pereira (Emater de Candelária).

    Nos outros produtos colocados em concurso, saíram vencedores as seguintes agroindústrias.

    Vinho tinto fino seco

    3o colocado – Agroindústria Bassani

    2o colocado – Agroindústria Paludo

    1o colocado – Agroindústria Mascarello

    Vinho tinto de mesa seco

    3o colocado – Aagroindústria De Bastiani

    2o colocado – Agroindústria Paludo

    1o colocado – Agroindústria Mascarello

    Suco de uva integral (engarrafado)

    3o colocado – Agroindústria Carraro

    2o colocado– Agroindústria Guerra

    1o colocado – Agroindústria Adams

    Queijo colonial

    3o colocado – Agroindústria Ferrari Alimentos

    2o colocado– Agroindústria Laticínio Pipo

    1o colocado – Agroindústria Chichelero

    Salame

    3o colocado – Agroindústria Santa Bárbara

    2o colocado– Agroindústria Bergamaschi

    1o colocado – Agroindústria Antenor Araldi

    Cachaça prata

    3o colocado – Agroindústria Casa Bucco

    2o colocado – Agroindústria Strohut

    1o colocado – Agroindústria Harmonie Schnaps

    Cachaça envelhecida: classificação premium

    3o colocado – Agroindústria Casa Bucco

    2o colocado – Agroindústria Weber Haus

    1o colocado – Agroindústria Harmonie Schnaps

    Cachaça envelhecida: classificação extra-premium

    3o colocado – Agroindústria Unser Schnaps

    2o colocado– Agroindústria Weber Haus

    1o colocado – Agroindústria 3 Fortuna