As frações de petistas, do PCdoB e outros aliados da presidente afastada Dilma Rousseff que operam ativamente no projeto da volta, estão apostando no impasse técnico do processo de impeachment no Senado, que levaria o processo legislativo a ser extinto por decurso de prazo.
Para isto é preciso que a bancada de defesa da presidente afastada consiga levar o processo sem solução negativa até 12 de novembro, quando se completam os 180 dias regulamentares.
Outra opção, também em estudos, é a volta da presidente com a derrota do golpe no plenário do Senado.
Até este momento o decurso de prazo é o único movimento efetivo, pois conta com a aproximação do pleito de outubro. Aberta a campanha, deve configurar-se um semi-recesso parlamentar, com as bancadas deslocando-se para as bases nos estados, à procura de votos.
Uma diminuição significativa da intensidade da Comissão do Impeachment é esperada, pois a maior parte de seus integrantes mais ativos, golpistas e legalistas, são pré-candidatos a governadores em seus estados em 2018. A eleição de prefeito é a horta a ser plantada para colheita no próximo capítulo.
Isto deve baixar o ímpeto da Comissão, onde as câmeras da Tevê Senado e das transmissões das emissoras a cabo e abertas constituem-se, neste momento, na melhor vitrine para políticos em ascensão.
No campo político, tudo deve mudar: com a queda definitiva de Eduardo Cunha, o grande mentor do impeachment, o Centrão deve se desarticular, abrindo novas possibilidades de negociação para recomposição da antiga Base Aliada.
Descartado esse principal artífice do golpe, ou, melhor dizendo, desfeitas suas bases na Câmara Federal, muitos votos podem mudar o placar no plenário do Senado.
Há um pequeno grupo de senadores alinhados com o Centrão que pode definir o resultado em favor de Dilma. Na verdade, em tese faltam apenas oito votos para barrar o impeachment.
A presidente afastada precisa encontrar bases mínimas de apoio externo. Para isto ela pretende lançar uma nova Carta aos Brasileiros, como está sendo chamado um documento em discussão na sua equipe.
Ainda não há consenso sobre qual será a proposta: um grupo mais aguerrido propõe uma guinada à esquerda, nos termos do rascunho que vazou semana passada na coluna do jornalista Raimundo Costa, no Valor Econômico.
Outra facção defende o contrário disso: sugerem um documento conservador a ponto de sensibilizar o empresariado e convencer o Centrão de que Dilma vai se comprometer com projetos mais pedestres, como estabilização da economia e adiamento de propostas mais ousadas na área de direitos sociais, como aborto, casamento gay e outros nessa linha.
Quanto ao governo em si, sua estabilidade e viabilidade política, as duas frações concordam que não é impossível se manter mesmo com grande minoria parlamentar.
O exemplo a ser observado é o da Venezuela: no país vizinho, o presidente Nicolás Maduro sustenta-se unicamente com o apoio dos movimentos sociais, amargando uma minoria parlamentar assombrosa, muito pior do que Dilma teria na sua volta.
Nesse caso, como na Venezuela, o importante é observar a Constituição. Sendo assim, o Judiciário dá o respaldo e as Forças Armadas sustentam a decisão Supremo.
Esta neutralidade das casernas é uma novidade na América do Sul, mas vem se demonstrando no Brasil e também nos países vizinhos.
Os políticos aprenderam que o importante é não cutucar a onça com vara curta.
Mesmo em grande desvantagem nas câmaras, Dilma poderia levar seu governo por mais um ano. Daí para frente já teríamos eleições, ou seja: muda tudo e ela vai até 31 de dezembro de 2018 e passa a faixa no dia seguinte, como disse que iria fazer.
Não está morto quem peleja.
O Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito promoveu a palestra “Dívida pública e financeirização – o caso brasileiro” no dia 1º/07, das 19h às 21h, direto do auditório da Afocefe Sindicato, em Porto Alegre.
A palestra contou com a participação dos debatedores Josué Martins, presidente do Sindicado dos Auditores do TCE/RS e integrante do Núcleo Gaúcho da Auditoria Cidadã da Dívida, e do professor de Economia da UFRGS, Marcelo Milan.
Confira a integra da palestra.
BRUNO LIMA ROCHA* Apresentação
Este artigo entra como a segunda parte da série de crítica aos partidos de centro-esquerda e movimentos de esquerda social que foram – são – base de apoio do partido de governo deposto (PT) e seus aliados. Não tomamos como alvo desta crítica o lulismo em si, como fenômeno eleitoral de pacto conservador com melhorias materiais concretas de vulto, mas sim as agrupações organizadas que dentro deste guarda-chuva da governabilidade coexistiram pacificamente dentro do “governo em disputa”. Ao contrário do primeiro texto, este tem abordagem mais de ordem tática (equivalendo ao curtíssimo, curto e médio prazos), sendo a dimensão estratégica e teórica (longo prazo e finalismo) o objeto de terceiro e último artigo desta série.
Reconheço a delicadeza do tema, e assim como no primeiro texto, a meta não é reforçar teses sectárias ou praticar hegemonismo estéril. Apresento conceitos operacionais, do manual da política, e proponho debate franco e sincero. Nenhuma das palavras do artigo foi escrita no sentido de depreciar esforços sinceros, ganhos materiais concretos, melhoria das condições de vida e dedicação militante. É justo o oposto; é para valorizar a militância e o trabalho intelectual comprometido que aqui escrevo. Princípios da política e a acumulação de forças dispersa do partido de governo
Antes de nada, é preciso voltar ao básico da política e a analogia com as ciências do conflito ou da guerra. Uma agrupação política, partido, corrente, movimento, coletivo, se aglutinado ideologicamente, deveria – tenderia ao menos – ser minimamente consequente com seus objetivos. E para tal, ao menos como forma de sobrevivência de seu próprio projeto coletivo, elencar inimigos estratégicos, apontar adversários táticos, demarcar um campo de alianças possível e outro desejável e criar caminhos ao longo da própria caminhada. Se observarmos o inimigo interno, o general Golbery do Couto e Silva afirmava – e praticava – uma premissa de que “o objetivo subordina ao método, segundo as condicionalidades”. Logo, é fundamental apontar a meta finalista, definir o objetivo estratégico e daí derivar em momentos táticos, com manobras de envergadura ou de posições cambiáveis. Na ausência deste debate, os tempos são imersos dentro da legalidade e institucionalidade burguesa, apenas e não apesar destas, e logo, invertem-se prioridades e mensurações. Óbvio que não se trata de coerência livresca, pureza estéril e menos ainda abstrações belicistas (com motivação classista ou anti-imperialista) que possam ganhar forma distante das sociedades concretas, fora do mundo realmente existente.
Especificamente, o projeto majoritário – e porque não, também o hegemônico – passara por momentos de legitimidade, ascensão, discurso lavado e agora está em xeque. Aponto aqui uma crítica, vejamos. Após a queda do muro de Berlim, o fim da Bipolaridade e do chamado “socialismo” real (preferia afirmar como capitalismo de Estado, e se me permitem o constructo, uma espécie de Estado Hobbesiano Distributivista), realmente a maior parte das esquerdas latino-americanas se encontra sem paradigmas. O mesmo se dá com o Partido dos Trabalhadores (PT), força política que se formara dentro de uma ideia reformista radical, mas que também nasceu plena de legitimidade, como que a expressão política dos renascidos ou nascentes movimentos sociais brasileiros do final da década de ’70.
O tripé movimento sindical (originalmente movimento operário), intelectualidade à esquerda e agentes pastorais orientados pela Teologia da Libertação formou, junto à presença de correntes de esquerda não stalinistas (ou ao menos, não assumidamente stalinistas), formou a base de um partido massificado e com acúmulo o suficiente para construir uma alternativa de poder em 1989, aprofundando o reconhecimento de direitos de quarta geração que constam na Constituição Federal de 1988. Podemos sem exagero, marcar os momentos de disputa presidencial como representações das fases da legenda como um todo. Um primeiro período foi da fundação em 1980 até 1989; o segundo da derrota para Collor, a formação de uma maioria interna, o aprofundamento da relação de dirigentes e chefes políticos, sendo esta fase de 1989 até 2002; a penúltima, o exercício de governo com o Poder Executivo compartilhado, de 2003 até a deposição temporária (no meu entender, através de golpe semi-parlamentarista) da presidente reeleita Dilma Rousseff. A fase atual, arriscando nesta periodização, não teria necessariamente iniciado através do golpe com apelido de impeachment, mas antes, na crise do modelo de governabilidade em 2013 e o arrefecimento tanto da extrema esquerda (primeiro), como das manobras de massificação conservadoras (depois).
Vamos tomar como uma razoável definição de meta de longo prazo do partido de governo fazer do Estado brasileiro um complexo conjunto de instituições e aparelhos públicos, atuando a ação estatal de forma pública. Assim, tornar público o aparelho de Estado e lutar através de um conceito de hegemonia difusa, também trabalhando por um novo consenso político-cultural na sociedade, um ponto de chegada necessário para transformar as relações sociais no país. Digo que, do ponto de vista da legalidade, chegamos perto dessa meta. Se tomarmos a Constituição Federal de 1988, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, das Cidades, o conjunto de leis ambientais, e as interpretações do Judiciário até pouco tempo atrás, tínhamos, ao menos parcialmente, esferas desta contra-hegemonia dentro de importantes instituições de Estado. A “luta de posições” se justificaria assim, sem levar em conta o médio prazo, que dirá o longo prazo, e absolutamente ignorando o fato de que os limites da democracia formal (liberal-democrática) são mais curtos na América Latina do que na Europa.
Em 2013, antes da ascensão dos protestos massivos em escala nacional, passando após pela sua captura parcial pelos conglomerados de mídia – especificamente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – havia um debate bastante diminuto no Congresso Nacional apontando para a necessidade de uma reforma política. A proposta, originalmente do deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), trazia importante elementos, e um que poderia virar o jogo político (ver neste link: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/439530-PRINCIPAIS-PONTOS-DA-PROPOSTA-DE-HENRIQUE-FONTANA.html)
O item deste debate, que não fora sequer pautado em nível nacional, permitia um aprofundamento da democracia participativa. O tema em si vale toda uma série de artigos, mas ressalto que este seria o momento devido para, em ano ímpar e ainda distante do cenário eleitoral, o partido de governo e seus aliados de centro—esquerda, não se pusessem contra as agrupações e partidos de esquerda e extrema-esquerda e sim compreendessem a gravidade do momento. Ora, se há reconhecimento nos limites concretos das instituições liberal-democráticas na América Latina, se o modelo econômico do lulismo estava fazendo água, se não havia acumulação necessária para aplicar a Nova Matriz Econômica – e de fato a taxa Selic volta a subir na mesma proporção da queda da popularidade de Dilma – e o consenso político-cultural estava intacto em função do controle dos meios de comunicação de massa (devido também à inação do PT) – seria necessário, ao invés de renovar o pacto de elites, tentar aprofundar a luta por direitos coletivos, mesmo que atropelando governos municipais e estaduais correligionários ou alinhados ao Planalto de então.
Obviamente foi feito tudo ao contrário, e a reforma política que sequer fora ao plenário antes de junho de 2013, após, era apresentada como o “bode na sala” pelos estrategistas da governabilidade. Não há, e não havia na época tampouco, modelo de acumulação de forças e continua havendo uma subestimação do nível ideológico da luta popular. No plano acadêmico, teses e laudas sem fim apostando na “estabilidade do sistema político brasileiro” não resistiram a uma investida bem feita pelo andar de cima pós-colonial, com o aval da mídia hegemônica e o empurrão do Império como de costume. Como se dizia quando era pensado um projeto de poder: sem teoria não há sequer possibilidade, sem organização não há como fazer a aposta teórica e sem a base social necessária, nenhuma das necessidades anteriores é realizável.
Apontando a conclusão óbvia
Como a governabilidade estava fiada no pacto conservador do lulismo e no jogo do ganha-ganha e, como o modelo de primarização de nossa economia aumenta a dimensão da dependência interdependente de preços marcados em outros centros de poder, simplesmente a base social da reeleição ruiu. Já venho afirmando aqui o nível conspirativo do golpe, o acionar das direitas mais ideológicas, o papel dos EUA e dos ultra-liberais. Mas, nenhum destes fatores impede a crítica quanto à ausência de projeto de poder uma vez conquistada, mais uma vez, a reeleição.
Na ausência deste e na inflexão ainda mais à direita do segundo governo Dilma Rousseff, com direito a austericídio e ministro da Fazenda Chicago Boy, estava aberta a porteira para uma aventura política reacionária alimentada pela Operação Lava Jato. Também é certo que a estrutura necessária para um projeto de poder passa pela democracia interna combinada com a coesão de centenas de quadros médios. Houve, e há justamente o oposto.
Precisamos debater de forma franca, mas dura o tema do finalismo, da necessidade de um projeto finalista e dos limites institucionais reais – e não formais – da democracia indireta e representativa em nosso Continente. Do contrário, caso este tema não seja seriamente debatido e sem acusar o inimigo por se portar como tal, teremos outro ciclo de ilusões pelos próximos quinze ou vinte anos, até resultar em novo retrocesso e assim seguiremos na sina latino-americana.
Bruno Lima Rocha é professor de ciência política e de relações internacionais
(www.estrategiaeanalise.com.br / blimarocha@gmail.com – para E-mail ou Facebook)
O deputado Onyx Lorenzoni anunciou, na manhã desta sexta-feira, via facebook que, está se retirando da disputa ao Paço Municipal de Porto Alegre em 2016. Entre outros motivos, Onyx alegou a atual crise política nacional como prioridade.
Além disso o Democratas ficaria sem cadeira no parlamento nacional representando o Rio Grande do Sul.
A saída de Onyx movimenta novamente as alianças antes do pleito, mas pouco altera o quadro. O DEM agora não terá candidatura própria. O presidente Municipal do partido, o vereador Reginaldo Pujol fala em agora reiniciar as conversas com os candidatos de PMDB,PDT, PTB e PSDB. “Começamos do zero novamente, mas não vamos nos omitir” considerou Pujol que admite que o partido pode não apoiar diretamente nenhum candidato. Candidatos veem oportunidade de alianças
Representante da direita, Onyx deixa agora uma lacuna. Para o vereador Airton Ferronato(PSB), possível vice na chapa de Sebastião Melo, esses votos podem vir para o candidato do PMDB. “Creio que isso é bom para o Melo, esse votos irão pra ele” avalia o vereador. O vice de Melo sairá do bloco entre quatro partidos: PSB,PDS,PPS e PHS. Além de Ferronato, Any Ortiz e Tessaro estão na disputa. Maurício Dziedricki, deputado estadual e pré-candidato pelo PTB, também avalia a saída de Onyx, como positiva. “Abrem-se mais possibilidades de alianças e teoricamente os votos” afirmou o parlamentar. Para Dziedricki, Onyx era uma grande candidato e as eleições perdem sem ele nos debates.
O partido, que em hipótese alguma descarta tirar a candidatura de Maurício, irá atrás do apoio do Democratas. “Sempre tivemos uma relação próxima” afirmou o pré-candidato. Melo e Democratas retomam conversas
Pré-candidato a Prefeitura, o vice-prefeito Sebastião Melo confirmou que o novo quadro permite uma nova rodada de conversas entre PMDB e DEM. “Respeitei quando anunciaram ele como pré-candidato e respeito agora que retiraram a candidatura” afirmou o vice.
Melo e Pujol irão se encontrar nos próximos dias para discutir uma provável coligação. Melo também reconhece que o eleitorado de Onyx irá decidir entre os candidatos da direita. “É uma tendência que escolham entre mim, PTB, Marchezan até mesmo o Vieira” avaliou.
Anunciado na manhã de quinta-feira, 30, pelo governador José Ivo Sartori, o pacote de segurança que prevê a contratação de policiais militares e civis além de investimentos de R$ 116 milhões, pouco resolve a situação da segurança pública no Estado.
Essa é a avaliação dos Sindicatos e Associações ligadas à área.
Para o presidente da Associação dos Monitores e Agentes Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs), Flávio Júnior, o anúncio de concurso de 700 novos agentes penitenciários é bom, mas há a necessidade de se nomear os técnicos que já foram aprovados. “Já poderiam ter sido nomeados 390 técnicos”, reclamou.
Segundo a associação, há um déficit de três mil servidores no setor penitenciário.
O quadro hoje conta com 4608 servidores, desses, três mil oriundos dos dois últimos concursos. Quanto ao anúncio da reconstrução de nove módulos no Presídio Central de Porto Alegre, Flávio pondera: “Ser forem modulados, modernizados acho uma boa medida”.
Os sindicatos ligados à Policia Civil também gostaram do pacote porém reclamam dos parcelamentos na nomeação dos concursados. Para Isaac Ortiz, da Ugeirm/Sindicato, os 661 policias deveriam ir direto para a academia. “Dividir em etapas tem um custo maior”, critica o sindicalista.
Para o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) o anúncio é tardio mas é um “alento em meio à situação dramática da segurança”.
O vice-presidente do sindicato, Emerson Ayres destaca o que serial ideal: “Esperávamos muito mais desse pacote, a nomeação direta de todos e o anúncio de mais mil vagas para concurso”.
As duas entidades calculam que há um déficit de pelo menos cinco mil servidores na Polícia Civil. “Temos o mesmo efetivo de 1981, de lá para cá a população aumentou e a criminalidade também”, argumentou Ayres.
Já o anúncio de 2 mil policiais militares (em três etapas) foi comemorado pela Abamf (Associação Beneficente Antônio Mendes Filho) , entidade que representa os servidores de nível médio da Brigada Militar.
A instituição agora espera que o cronograma apresentado seja respeitado. “Pelo menos agora há um calendário que a Abamf espera seja rigorosamente cumprido e, se possível, antecipado pois há muitos pedidos de ida para a reserva” declarou o presidente da entidade, Leonel Lucas.
No anúncio do pacote, o próprio governador admitiu que as medidas não eram suficientes e sim as possíveis. “No mundo ideal, o ato de hoje era para ter acontecido no primeiro dia do nosso governo, No mundo real, só conseguimos nesta data. No mundo ideal, o ato de hoje era para ser muito mais abrangente e profundo. No mundo real, fomos ao limite do possível e do responsável. Essa diferença entre o ideal e o possível tem o tamanho da defasagem da estrutura do Estado”, afirmou Sartori.
Lírio Parisotto, um dos homens mais ricos do Brasil, que está sendo acusado por sua companheira, a modelo Luiza Brunet, é um dos empresários que compraram as operações da RBS em Santa Catarina. Associado com Carlos Sanchez, outro milionário, dono de laboratórios farmacêuticos, ele comprou este ano por 800 milhões as operações catarinenses – rádio, teve e jornal – do grupo gaúcho
Brunet acusa Parisotto de tê-la agredido com chutes e socos, num hotel em Nova York, onde o casal se hospedou. A agressão ocorreu em maio e foi revelada pela modelo em entrevista ao colunista Alcelmo Gois, de O Globo.
A queixa foi representada no Ministério Público de São Paulo com o laudo de corpo de delito do IML feito por ela.
A agressão de Lírio, segundo Luiza, teria começado no restaurante onde eles estavam jantando com amigos, em Nova York.
Ao ser perguntado se o casal iria a uma exposição de fotos, Lírio se exaltou. Disse que não iria porque da última vez ele foi confundido com o ex-marido de Luiza, Armando. Daí por diante, ele teria se descontrolado.
“Fui para Nova York acompanhá-lo para o evento Homem do Ano. Saímos do restaurante e pegamos um Uber. Ao chegar ao apartamento, ele me deixou dentro do carro e subiu”, contou Luiza.
A atriz revela ainda que, quando subiu, ele partiu para cima dela, ofendendo-a verbalmente. Logo depois, deu um soco em seu olho, seguido de chutes. Luiza diz que ele a derrubou no sofá e a imobilizou violentamente até quebrar quatro costelas dela. Ela só conseguiu se desvencilhar depois que ameaçou gritar pelo concierge. Então, trancou-se no quarto e só saiu de lá no dia seguinte, após ter certeza de que ele não estava no apartamento, e voltou ao Brasil.
“Eu sempre tive uma família estruturada e sempre fui discreta em minha vida pessoal. É doloroso aos 54 anos ter que me expor dessa maneira. Mas eu criei coragem, perdi o medo e a vergonha por causa da situação que nós, mulheres, vivemos no Brasil. É um desrespeito em relação à gente. O que mais nos inibe é a vergonha. Há mulheres com necessidade de ficar ao lado do agressor por questões econômicas, porque está acostumada ou mesmo por achar que a relação vai melhorar”, disse.
Desde 17/04/2016 – ou será desde 1500, mesmo? – estamos vivendo uma situação surreal, com toques de tragicomédia que as redes sociais potencializam através da “guerra” de versões e interpretações que ali circulam. Como usuária da rede social Facebook, tenho utilizado tanto o botãozinho do riso quanto o da fúria ou da tristeza. Vejamos alguns exemplos, dentre muitos outros.
O “novo regime fiscal” proposto pelo governo interino é um golpe a machadadas na constituição de 1988, a chamada constituição cidadã. Trata, simplificando, de reduzir em 50% os gastos sociais em 20 anos. Os investimentos ainda eram poucos e insuficientes, mas se isso passar pelo congresso (e é provável que sim, dado o caráter majoritariamente antipopular do mesmo), será decretado um retrocesso de mais de 30 anos no Brasil; profundamente trágico. Voltaremos aos tempos pré-1988. Parece que temos todo um passado pela frente, parafraseando Clarice Lispector no seu livro A maçã no escuro. O toque cômico, aqui, vem do Sensacionalista: “Aécio já é mais citado na Lava Jato que Clarice Lispector no Facebook!”. Para os não usuários da rede, esclareço que tanto Clarice, como Caio Fernando Abreu, Luis Fernado Verissimo e outros escritores são abundantemente “citados” como autores de textos apócrifos, de autoajuda, horríveis e rasos, que jamais teriam sido escritos por eles…
O tristemente engraçado é que aqueles que saíram às ruas com a camisa da corrupta CBF pedindo “mais educação e mais saúde” (genericamente, tudo por eles é falado sempre genericamente, devido à falta de informação precisa e de conhecimento mais profundo e complexo dos problemas sociais) são os primeiros a aplaudir esse achaque sem precedentes, desde a redemocratização, aos direitos sociais no país. Acham tudo lindo, desde que o ‘petê’ tenha saído do executivo. O ‘petê’, realmente, deu margem à parte do que se fala dele. Certo que tem muito delírio envolvido, boatos falsos e hoax povoaram a internet sobre Lula e seu partido, mas não se pode negar que a cúpula paulista tornou-se proto-mafiosa, que práticas de propina foram conduzidas por gente como Edinha Silva, que o modo de governar corrente desde 1500, tão criticado pelo antigo Partido dos Trabalhadores, nunca foi extinto no país, como era nossa esperança no início de 2003. Jucás, Sarneys, Cunhas e Renans continuaram a rapinagem de sempre.
Mas a se reconhecer, uma política pública que buscou ser transversal com políticas de educação, saúde e trabalho, a transferência de renda condicionada, tirou o Brasil do mapa da fome da ONU. Isso deveria ter sido amplamente divulgado e comemorado no país. A mídia hegemônica, contudo, calou. Não lhe interessava divulgar bons feitos do governo petista. Quem não circula nas redes sociais, provavelmente nem ficou sabendo. O toque cômico, aqui, são os comentários no perfil da ONU Brasil e da UNESCO, que noticiaram o positivo acontecimento: “ONU petralha, infestada de comunistas!” hahaha! Surrealismo puro, e eles estão plenamente convictos das sandices que bradam por aí. Notável como caem como patos em discursos absurdos e descolados da realidade.
Mas por falar em pato, outro personagem interessante na farsa, digo, no enredo do golpe em curso é a FIESP, aquela do pato roubado do artista holandês*, aquela que financiou regiamente a repressão durante a ditadura. Seus membros estão doidos para terceirizar em massa, para cortar custos em cima do trabalho (jamais cortam nos lucros, qué isso, né, meu!) e precarizar ainda mais a condição do trabalhador das camadas médias e pobres. Li agora a pouco uma excelente entrevista publicada no Jornal Extra-Classe (nº 204), com o juiz Sidinei Brzuska, que pondera o seguinte: “O Brasil tem 500 anos, arredondando. Destes 500, também arredondando, conviveu 400 com a escravidão. Nos últimos 70 anos, apenas quatro presidentes da República eleitos por voto direto e popular concluíram seus mandatos.” Ou seja, não temos uma cultura cidadã e democrática, muito antes pelo contrário! É naturalizado em nossa sociedade que existem alguns que vão fazer um trabalho pesado e sujo, duro e difícil, e vão ganhar pouco para isso. E que outros vão fazer os melhores trabalhos e vão ser regiamente remunerados, e que os primeiros nasceram para servir aos últimos. No período colonial, os não-brancos (indígenas e negros) não eram considerados aptos a receber salários: para eles só era pensável a servidão e a escravidão. O pensamento das “elites” (que na verdade são rasteiras, rapineiras e mesquinhas) ainda é escravocrata, herdeiro daqueles tempos.
O objetivo do juiz entrevistado é humanizar o sistema penitenciário. Aliás, falando em prisões, que coisa, hein? Hoje, quando consegui finalizar esse texto, li a notícia da prisão de mais um petista, o ex-ministro Paulo Bernardo. Tudo bem se a prisão foi necessária, aí eu não terei nada contra ela, eu realmente não sei. Mas por que, alguém me responda, por que Cunha, Aécio, Sarney, Perrela e outros estão livres, leves e soltos? Por que as prisões são seletivas? Quando se prenderá indiscriminadamente corruptos ou suspeitos de todo o espectro político? Sergio Moro, cujo pai foi fundador do PSDB no Paraná, é furiosamente tucano, todo mundo sabe disso. A partidarização tem prejudicado demais a operação Lava-Jato, que poderia significar um divisor de águas em nosso país no combate à corrupção. Lamentavelmente, não parece que vai ser assim.
Que a folha corrida dos ocupantes de cargos do governo golpista é grande, já sabemos, pois cai um ministro por semana, mais ou menos, devido ao envolvimento em corrupção. (Parêntesis para outro lance cômico, na postagem do amigo internauta Gustavo Gindre: “Cuidado ao andar na rua, pode cair um ministro na sua cabeça!”). Outro amigo postou ainda essa semana: O ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB), nomeou, nesta sexta-feira, o ex-deputado estadual em Minas Gerais Gustavo Perrella – que ficou famoso após um helicóptero de sua empresa ser apreendido pela Polícia Federal com 445 kg de pasta de cocaína em 2013 – para o cargo de secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor. Os Perrella tinham também abastecido a aeronave com 14.000 reais de dinheiro público. Sabem o que a polícia concluiu após as investigações, para encerrar o inquérito? Que a culpa era toda do piloto, o funcionário da família, e eles não sabiam de nada! Hahahaha! Comédia de novo. Ou seja, tragicomédia, pois o fato em si denuncia a completa falência de nossas instituições, denuncia a fragilidade de nossa institucionalidade pseudodemocrática.
A coleção de tragédias em curso é grande, o espaço desse texto não comporta todas. O governo (interino) brasileiro suspendeu negociações que mantinha com a União Europeia para receber famílias desalojadas pela guerra civil na Síria. No ano passado, Dilma disse que o Brasil estava de braços abertos para acolher refugiados. Em 2013, o governo passou a facilitar o ingresso de sírios ao permitir que viajassem ao país com um visto especial, mais fácil de obter (a modalidade também é oferecida a haitianos). Ajuda humanitária internacional, solidariedade global, nem pensar.
Está também tentando fechar a TV Brasil, usando a desculpa esfarrapada e mentirosa de que virou um cabide de empregos (a maioria dos trabalhadores é concursada) e que custa caro. Comunicação pública e democrática não lhes interessa, claro. Legal é ficar só com Globo, Record, SBT, Veja e similares. Essas estão do mesmo lado, o lado das elites de sempre, sempre a defender seus interesses escusos. Acabar com a Comunicação Pública é colocar o país entre os mais atrasados do planeta, afirmou a jornalista Cynara Menezes. Concordo plenamente. Prevista na Constituição de 1988, a Comunicação Pública permite que uma sociedade tenha canais de expressão com interesse público e não apenas comercial.
Outro personagem bem conhecido dos gaúchos, Eliseu Qua… digo, Padilha, teve o pedido de confisco de seus bens publicado pelo MPF, na semana que passou. Os toscos integrantes do governo interino são permanente fonte de tragicomédia. Impressionante como essa gente não têm quadros! São só corruptos, despreparados, investigados, pastores reacionários… não há, entre eles, quadros qualificados para ocuparem cargos por mérito. Tragédia total.
Mas a parte da comédia fica também por conta da criatividade do povo e da patetice das figuras midiáticas de plantão. Exemplo: certo comentarista da RBS/Rádio Gaúcha, sempre contrária a governos de perfil popular, revela que dormiu em 1990 e acordou hoje de manhã (dia 18/06/2016, em que escrevi essa parte do texto): anuncia, solene, que a UNIÃO SOVIÉTICA não virá às Olimpíadas. E ainda reforça, convicto, “os soviéticos não virão”! Gente, quer dizer que os bolcheviques ressuscitaram?!? Desde 1991 estavam extintos!
Toquem a Internacional na rádio Gaúcha para dar o alarme e vamos tirar as crianças da sala. Continua o tom tragicômico dos acontecimentos no ‘Brazil’ de 2016!
*Para quem não leu a respeito: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pato-da-fiesp-e-plagio-afirma-artista-holandes/
Em meio à greve na rede pública estadual de ensino que completa 46 dias, o Cpers/Sindicato realiza a partir da sexta-feira, dia 1º até 03 de julho, seu IX Congresso Estadual.
O tema é “Educação, Democracia e Direitos” e o evento que deve reunir cerca de 400 professores acontece em Bento Gonçalves.
Embora a programação seja variada e contemple a discussão de 17 teses, a discussão principal do encontro será centrada na estratégia para enfrentar o governo estadual.
Antes da abertura do congresso, os professores farão um ato público em Caxias do Sul, terra natal do governador Ivo Sartori, para pressionar por reinício de negociações com a categoria.
O evento será realizado na Praça Dante Alighieri e além dos congressistas estão sendo esperados professores de toda a região da serra.
As teses, resoluções e moções a serem discutidas no Congresso compreendem as seguintes questões: educacional, salarial, sindical, conjuntura (estadual, nacional e internacional), previdenciária, funcional, cultural, pauta de reivindicações e plano de luta.
Durante o evento o CPERS oferece serviço de creche aos delegados (as) do que tenham filhos com idade entre zero a 12 anos.
A sequência de crimes chocantes nas últimas semanas provocou uma reação do governo do Estado. Uma reação insuficiente, como reconheceu o próprio governador no discurso em que justificou o pacote de medidas para a área de segurança.
Serão aplicados R$ 166,9 milhões até o início de 2018. As principais medidas são a nomeação, em etapas, dos dois mil aprovados para a Brigada Militar no concurso feito há dois anos e dos 661 também já aprovados para a Polícia Civil.
Além da ampliação do efetivo, o plano inclui pagamento de horas extras e diárias, realização de novos concursos para a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e o Instituto-Geral de Perícias (IGP), investimentos no reaparelhamento dos órgãos de segurança e a reestruturação do sistema penitenciário com a geração de novas vagas.
Apesar das limitações do pacote de medidas, ante as deterioração das estruturas de segurança no Estao, o seu lançamento, na manhã desta quinta-feira no Palácio Piratini, ganhou contornos de um ato político, com a presença maciça de deputados da base governista, todo o secretariado e altos funcionários, que lotaram o salão Negrinho do Pastoreio.
“No mundo ideal, o ato de hoje era para ter acontecido no primeiro dia do nosso governo, No mundo real, só conseguimos nesta data. No mundo ideal, o ato de hoje era para ser muito mais abrangente e profundo. No mundo real, fomos ao limite do possível e do responsável. Essa diferença entre o ideal e o possível tem o tamanho da defasagem da estrutura do Estado”, afirmou o governador José Ivo Sartori.
O governador sustentou que o governo cumpre um papel importante e necessário. “Mas sou claro e transparente ao dizer que este esforço é insuficiente e temporário. Nós não podemos esquecer que, antes de termos um quadro de normalidade nos serviços públicos, precisamos aprofundar as reformas de Estado”, enfatizou.
CRONOGRAMA 1ª etapa de nomeações
530 policiais militares serão chamados de agosto de 2016 a fevereiro de 2017.
221 policiais civis entre agosto e dezembro de 2016. 2ª etapa de nomeações
770 brigadianos de janeiro a julho de 2017.
220 policiais civis entre janeiro e junho de 2017. 3ª etapa de nomeações
700 brigadianos de julho a dezembro de 2017.
220 policiais civis de julho a novembro de 2017.
Os recursos anunciados permitirão também a realização de concursos para o Instituto Geral de Perícias (IGP) e para a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). Para o IGP serão 106 novos servidores e na Susepe serão 700 agentes penitenciários. As provas serão aplicadas este ano, com nomeação até o ano que vem.
Como “medidas imediatas para qualificar as operações policiais e o trabalho de investigação”, serão liberaos R$ 52 milhões para horas extras e diárias na área da segurança até dezembro de 2016. O objetivo é duplicar as ações da operação Avante.
Até dezembro deste ano serão investidos R$ 30,5 milhões na aquisição de viaturas, armamento, equipamentos de segurança para os agentes da BM, Polícia Civil, Susepe e IGP.
O plano inclui também obras em presídios. No Central, em Porto Alegre, serão reconstruídos nove pavilhões. O objetivo é que a unidade fique com um número total de 1.746 vagas. Serão ainda erguidos os módulos dois, três e quatro do presídio de Canoas, com 2.415 novas vagas. O projeto ainda prevê 672 vagas em Guaiba e construção de três novos presídios em locais ainda não definidos.
FELIPE UHR
Assustados com a insegurança do bairro e dispostos a mudar o atual quadro de criminalidade, cerca de cem moradores do bairro Cavalhada criaram o Conselho Comunitário de Segurança do Bairro. A criação do conselho foi anunciada em reunião na sede do Centro da Comunidade Parque Madepinho (Cecopam), na noite desta quarta-feira. | Ramiro Furquim/Jornal Já
Os moradores afirmaram que andam assustados e amedrontados, frente às frequentes ocorrências. “Hoje mesmo um garoto foi assaltado na rua de cima da minha”, contou uma moradora. “Soube de gente que morreu pois não tinha nada”, lamentou outra.
O encontro durou duas horas e reuniu representantes da Segurança Pública, estadual e municipal. Também esteve presente o tenente-coronel da reserva Lanes Vieira, que ficou conhecido após recomendar que chamassem o Batman, quando jovens reclamaram de roubos e furtos durante uma Serenata Iluminada, realizada no Parque da Redenção. | Ramiro Furquim/Jornal Já
Aposentado há 40 dias, Lanes falou para a comunidade durante 15 minutos, dando dicas de segurança. “Nossa sociedade está com um câncer e estamos tratando com chá de funcho”, exclamou o ex-comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar.
Vieira também alertou os presentes para que tomem precauções na rua. Segundo ele é importante estar atento, evitar andar sem companhia, carregar somente o necessário e evitar andar com pertences de muito valor. | Ramiro Furquim/Jornal Já
O policial também deu dicas de como agir em um assalto, e defendeu que é importante que o bandido não se sinta ameaçado, que se deve interagir com o assaltante, mas sem encará-lo.
Vieira também lamentou a baixa participação de jovens no evento: “Era a gurizada que deveria estar aqui”. Para o ex-comandante o jovem precisa ver a Polícia “com respeito e como autoridade, mas também como um amigo e amparo”. Capitão anunciou medidas
Também falou à comunidade o Comandante da 3ª Companhia da Brigada Militar, capitão Arthur, responsável pela segurança da região. O Capitão admitiu “que os recursos disponíveis não são os ideais”, mas anunciou providências.
O capitão defendeu a importância de as vítimas registrarem Boletim de Ocorrência. Segundo ele, é feito um estudo, através da ocorrências e registros que são repassados pela Secretaria de Segurança Pública. Capitão Arthur | Ramiro Furquim/Jornal Já
O Comandante também disse que algum tempo já a uma viatura que ficará exclusivamente patrulhando a região e mais três bairros. Ele garantiu que a viatura não sairia da área demarcada para atender outras demandas: “Ela está livre do 190”. Arthur também alertou sobre grupos de whatsapp, pois podem ajudar, mas em alguns casos atrapalham o serviço da Brigada Militar, pois infiltrados estariam nesses grupos, obtendo informações e escapando da vigia. “Não há vontade política para resolver [crise da segurança pública]”, protestou Paulo Bittencourt | Ramiro Furquim/Jornal JáPor fim, o morador Paulo Bittencourt esbravejou, questionando às autoridades presentes: “Porque não chamam a Guarda Nacional? Não querem resolver!”. Paulo é integrante do Grupo “Segurança Urgente”, que foi criado após o assassinato da estudante Sara Tótaro, morta na frente dos pais, por volta das 22h da quinta-feira passada, quando chegava em casa.