Conhecido por mandar chamar o Batman, ao receber denúncia de assaltos durante uma edição da Serenata Iluminada no parque da Redenção, o Tenente-Coronel, agora aposentado, Franscisco Lannes Vieira esteve presente na reunião sobre segurança, organizado na noite desta quarta-feira (29) por moradores do bairro Cavalhada.
Durante quinze minutos, Vieira deu dicas de prevenção à violência dos bandidos e de como reagir quando há um assalto. Antes disso, em depoimento à reportagem do Jornal Já, defendeu a mobilização da comunidade e da interlocução entre os moradores e governo. Lannes também criticou fechamentos de postos da Brigada, ocorridos nos últimos meses com o Governo Sartori: “Fechar postos não é correto”.
Ao contrário do que pensa o atual comandante da Brigada Militar Tenente Mário Ikeda, Lannes defende o sistema “Pedro e Paulo” (antigo modo de chamar as duplas de brigadianos que a pé andavam pelas ruas) para a segurança das vias.
Vieira criticou as providências dos governantes e defendeu “medidas emergenciais”, como a utilização da Guarda Nacional na ajuda ao combate à criminalidade. “Parece que o governo tem medo de alegar incapacidade de resolver o problema, mas é isso que acontece” concluiu.
Autor: da Redação
"Comandante do Batman" defende Força Nacional para combater violência
Lanes, ao fundo à esquerda | Ramiro Furquim/Jornal Já O Xadrez da Rainha da Inglaterra e do interino do Jaburu
A história é repleta de paradoxos. É como uma espiral, sempre dá voltas retornando ao mesmo lugar, mas alguns degraus acima, como dizia o músico e filósofo Koellreutter. Há enormes semelhanças entre as crises das primeiras décadas do século 20 e as atuais, culminando com o Brexit do Reino Unido, a campanha pela saída do Reino Unido da Comunidade Europeia, que foi vitoriosa no referendo.
Desde o século 19 há a disputa pelo controle das políticas econômicas nacionais, entre a proposta globalizantes – liderada pelo grande capital internacionalizado – e os projetos nacionais.
Esta disputa está na raiz da economia como ciência. De um lado, o pensamento majoritário de crença no mercado, que nasce com Adam Smith, com o mundo racionalmente integrado por economias nacionais, cada qual fundando-se em suas vantagens comparativas.
De outro, o desenvolvimento da economia política, a convicção sobre o papel do Estado nacional para criar a competitividade sistêmica, a partir das ideias do norte-americano Alexander Hamilton, sistematizadas depois pelo economista alemão Friedrick List. Nesse modelo, mercado interno passa a ser tratado como ativo nacional, assim como a proteção das indústrias nascentes, os investimentos estratégicos para conquistar mercados etc.
Na base de tudo, sistemas eleitorais nos quais os dois lados irão vender suas utopias, sobre qual modelo é mais eficiente para levar o bem-estar à maior parte da população eleitora.
Primeiro passo – a integração dos mercados
No século 19, a expansão da economia global, as novas rotas marítimas, a integração continental com as ferrovias, permitiram alguma integração internacional através do comércio.
O passo seguinte foi através dos fluxos de capitais, a primeira articulação efetiva entre países, a partir da coordenação do Banco da Inglaterra, tendo como parceiros os bancos centrais da Europa e dos países periféricos – no caso nosso, do Banco do Brasil cumprindo essas funções.
A cooptação das elites nacionais se dava através de três personagens centrais:
1. Os capitalistas locais, que já mantinham relações com a banca inglesa.
2. Economistas portadores das últimas novas da nova ciência, incumbidos de criar a utopia de que a livre circulação de capitais traria a prosperidade geral.
3. Políticos eleitos, turbinados pelos recursos dos capitalistas e pelas utopias dos economistas.
A globalização viceja fundamentalmente em países democráticos, em que o jogo se decide pela cooptação dos vários agentes de opinião pública: intelectuais, jornais, políticos, advogados.
No meu livro “Os Cabeças de Planilha” detalho melhor esse modelo e a maneira como cooptaram Rui Barbosa, o primeiro Ministro da Fazenda da República.
Com esse pacto instituiu-se o predomínio do capital financeiro, abolindo qualquer forma de controle e regulação de mercados em um longo período que vai das três últimas décadas do século 19 até a Primeira Guerra Mundial.
Permitiu-se a criação de uma gama extraordinária de novas operações de mercado, visando turbinar ainda mais a especulação.
No tempo de Rui Barbosa, já se batizara de “tacadas” as jogadas possíveis com o controle da moeda, do crédito e a liberação do câmbio, que incluíam jogadas em bolsa, concessões ferroviárias escandalosas, operações de crédito com estados e União.
Esse modelo gera uma dinâmica que se espalha por várias economias até implodir o próprio modelo: Força política –> Desregulação de mercado –> Criação de novos instrumentos financeiros –> Geração de bolhas especulativas –> Implosão.
No caso brasileiro, o resultado foi a grande crise cambial do encilhamento, no nascimento da República, que atrasou por trinta anos o desenvolvimento do país.
Segundo passo – o choque de realidade
Aí chega a conta. Sucessivas bolhas especulativas minam as economias nacionais, mas o sistema político não consegue reagir porque, no período de predomínio da financeirização, sufocam-se as alternativas democráticas de mudança de rota.
Os cidadãos são tomados de profundo ceticismo em relação ao modelo político vigente, tanto interna quanto externamente, em relação às instituições multilaterais, em geral criadas para impor o poder do credor sobre os devedores.
As consequências fazem parte da história: Primeira Guerra, marcando o início do fim do modelo; crise de 1929 assinalando seus estertores; as disputas cambiais-comerciais entre nações; o nascimento do comunismo na Rússia (ainda uma economia feudal) e do nazi-fascismo a partir das disputas eleitorais na Alemanha, França e Espanha; a incapacidade da Liga das Nações em arbitrar conflitos nacionais.Na sequência, a consolidação de regimes ditatoriais até o desfecho final na Segunda Grande Guerra.
Os tempos são outros, o desfecho certamente será distinto, mas os sintomas são os mesmos.
Desde 1972, a financeirização passou a comandar as políticas nacionais. A expansão do capitalismo norte-americano turbinou a China, da mesma maneira que o inglês turbinou os Estados Unidos no século 19. Montaram-se os grandes blocos econômicos, abolindo as fronteiras nacionais.
No plano socioeconômico, abriu uma enorme janela de oportunidades, brilhantemente aproveitada pela China e pelos Tigres Asiáticos, relativamente aproveitada pela América Latina.
Países com baixos salários começaram a se industrializar, como chão de fábrica das grandes corporações. E países que não lograram desenvolver uma estratégia eficiente ficaram fora do baile.
Mais que isso, com o avanço das redes sociais e das diversas formas de comunicação global, a expansão do mercado de consumo e dos valores ocidentais, e sua contraposição, nos movimentos fundamentalistas em países de pouca tradição democrática,abrem espaço para um redesenho da geopolítica mundial. Nesse entrechoque de culturas, países inteiros foram destroçados devido ao desmonte de suas instituições. Trocaram uma ordem anacrônica, antidemocrática, pelo caos.
Em fins do século 19, as diversas guerras e crises europeias e do Oriente Médio promoveram um formidável fluxo de migração para os emergentes, beneficiando substancialmente EUA e América do Sul com mão de obra de qualidade superior.
No século 21, o fluxo migratório inverteu, com populações inteiras de nações destroçadas ou que perderam o dinamismo, invadindo o mercado de trabalho dos países centrais, já assolado pelas perdas de direitos, consequência dos ajustes que tiveram que serem feitos para impedir a quebra dos sistemas bancários nacionais.
Os efeitos são visíveis:
1. Aumento do individualismo e da xenofobia.
2. Crise dos partidos tradicionais e das instituições internas.
3. Crescimento dos partidos de direita, estimulados pelas mídias nacionais, que pretenderam cavalgar a onda para ampliar seu poder político, ante as novas formas de comunicação.
É o que explica o referendo britânico.
A integração europeia era defendida pelo establishment político, financeiro, acadêmico. E foi derrotada pelo voto de protesto difuso, no qual se misturaram a ultradireita xenófoba e a esquerda antiglobalização. Ou seja, a elite perdeu o controle das massas. O regime democrático torna-se disfuncional. E a maneira encontrada para controlar as pressões nacionais – a camisa de força da União Europeia – começa a fazer água.
Os desdobramentos no Brasil
Todos esses episódios têm desdobramentos no Brasil.
De 2008 a 2012 o Brasil se beneficiou da estratégia anticíclica de Lula e da sobrevida da especulação internacional com commodities, que garantiu alguns anos a mais de fartura.
Quando a crise derrubou as cotações de commodities, depois de dois anos de bom governo Dilma perdeu o rumo. Não conseguiu definir uma estratégia econômica, política, ou social, como ocorreu na crise de 2008 com Lula.
A crise derrubou o ânimo nacional e incendiou as ruas, com multidões insufladas pela mídia e compondo uma geleia geral ideológica: contra os impostos e a favor da melhoria da educação e saúde públicas.
A insatisfação foi turbinada pela Lava Jato, pela piora nas expectativas econômicas e pelos problemas com os serviços públicos.Mas não resultou em um conjunto articulado de propostas, encampado por algum partido político ou alguma liderança emergente. Houve apenas a insatisfação generalizada que abriu espaço para a ação descoordenada de grupos oportunistas de diversas espécies, como os grupos de Cunha-Temer, a Lava Jato, a mídia, os mercadistas. E isso em uma quadra da história em que escassearam as figuras referenciais, na política, na Justiça, no MPF, nos partidos e na mídia.
Essa frente entregou o poder de bandeja para uma das organizações mais suspeitas da moderna história política brasileira: o grupo de Michel Temer, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Geddel Vieira de Lima e Romero Jucá.
A chance de dar certo é próxima de zero, conforme se verá a seguir.
Um interino vulnerável moral e penalmente
A notícia de Temer recebendo Eduardo Cunha reservadamente no Palácio Jaburu, por si, seria motivo de impedimento de Temer. O presidente interino conversando reservadamente com um parlamentar cujo cargo foi suspenso por suspeita de corrupção, apontado em vários desvios e proibido de frequentar a Câmara, justamente para não conspirar contra a Justiça. Certamente a conversa não girou sobre o Brexit nem sobre a atual campanha do Vasco da Gama. E só foi oficialmente divulgada após os vazamentos sobre o encontro sigiloso.
Para o interino se expor dessa maneira, mostra uma relação nítida de interesses.
A qualquer momento, Temer poderá ser fuzilado por uma das seguintes alternativas:
1. Uma delação de Cunha ou de outros membros da quadrilha.,
2. Uma denúncia da Procuradoria Geral da República.
3. Vazamentos de informações pelos jornais e redes sociais.
Será possível ao país conviver com um interino com tais vulnerabilidades, com uma biografia polêmica, uma companhia suspeita e tendo nas mãos a mais poderosa caneta da República?
Um interino sem dimensão política
Dilma entendeu a dimensão da crise, mas não teve competência para enfrentá-la. Temer sequer logrou um diagnóstico consistente sobre o cenário atual. É surpreendente que, em algum momento de sua vida, criasse fama de intelectual. Suas declarações públicas não conseguem ir além dos ecos da imprensa,.
A maneira como se escora em Cristovam Buarque é deprimente. Alardeou aos quatro ventos o grande elogio recebido de Cristovam, que disse que só votaria pela volta de Dilma se ela mantivesse Henrique Meirelles e a equipe econômica. Ou seja, o aggiornamento de Cristovam não foi apenas em relação ao PT, mas à própria social democracia e à função do Estado que um dia fizeram parte de sua biografia.
Cristovam é uma espécie de Eugenio Bucci do Senado, equilibrando-se permanentemente entre extremos através de declarações rasas de um equilibrismo vazio.
A receita da lição de casa – os sacrifícios impostos aos cidadãos – funcionou quando podia se invocar o fantasma da hiperinflação. Qualquer sacrifício seria legítimo, pois todos eles visariam impedir a volta do fantasma.
O momento é outro. Têm-se uma população que experimentou períodos de bonança, conquistou direitos, incluiu-se no mercado e não aceita retrocessos. Para ela, Temer acena com mudanças radicais na Previdência, cortes nos gastos sociais com educação e saúde, aparelhamento da máquina pública com o que de pior a fisiologia política criou, a corrupção endêmica, profundamente enraizada na atuação política do grupo que empalmou o poder.
A democracia sem votos
É nessa sinuca que se desenvolve a tese da democracia sem votos, um sistema controlado pelas corporações públicas, pelo Ministério Público Federal e Tribunais superiores, pelos Tribunais de Contas associados à mídia.
É por aí que se entende a geopolítica norte-americana, de aproximar-se das estruturas dos Ministérios Públicos e Judiciários nacionais. Aliás, como bem lembrou Dilma na entrevista à Pública, a interferência externa não é agente central do golpe, que é fundamentalmente coisa nossa.
Será impossível se aplicar as teses neoliberais a seco. Nem encontrar políticos de discurso claro e vida limpa para conduzir o desmonte do Estado social sem ter o que mostrar pela frente.
Olhando todas essas peças do jogo, há movimentos que tenderão a crescer exponencialmente:
1. Contra o golpe, ganhará fôlego a tese da constituinte exclusiva para a reforma política, suprapartidária, tendo como bandeira comum a crítica à crise de representatividade do Parlamento e dos partidos.
2. Como aprimoramento do golpe, inicialmente a tentativa de tucanização de Temer, esbarrando na dinâmica da Lava Jato, de criminalizar também as lideranças tucanas até agora poupadas. Todos fazem parte do mesmo balaio.
3. Como saída alternativa, o impedimento da chapa Dilma-Temer seguido de eleições indiretas visando consagrar alguém fora da política tradicional para completar o trabalho.
4. Como lance final, maneiras de inviabilizar as eleições de 2018, pela óbvia impossibilidade de vencer eleições montado na velha lição neoliberal de desmonte das conquistas sociais.
Artigo publicado originalmente no site GGN – O jornal de todos os jornais.
http://jornalggn.com.br/noticia/o-xadrez-da-rainha-da-inglaterra-e-do-interino-do-jaburuTecnologia para combater o frio

Maria Odila, da Vivendo Mellhor | foto Divulgação
Com a chegada do inverno, começamos a empilhar casacos para fugir do frio. Mas além de desconfortável, isso nos tira a mobilidade. O mercado já dispõe de produtos térmicos que usam modernas tecnologias para que não precisemos da popular “moda cebola”.
A loja Vivendo Mellhor, na Felipe Camarão, tem uma grande linha de produtos térmicos. As novidades mais procuradas neste inverno são os Thermo Fleece, tecido que mantém a temperatura do corpo, evitando a sensação de calor excessivo, e o Polar Tech, o que há de mais avançado neste nicho de mercado.
“Outra novidade é um tecido que emite infravermelho longo, estimulando a microcirculação. Os clientes dizem que proporciona relaxamento e ajudam a aliviar dores”, explica Maria Odila Rossignolo, proprietária. Ao entrar na loja o cliente logo é convidado a experimentar alguns dos produtos e comprovar a eficácia.Esmalteria Nacional amplia mix de serviços
A Esmalteria Nacional está funcionando sob nova direção e com equipe totalmente renovada. A unidade da Francisco Ferrer é única da franquia em Porto Alegre e foi inaugurada em agosto de 2015. Agora o espaço se renova sob a administração das irmãs Laudinex e Laurinex, que assumiram o ponto no dia 14 de maio.
A Esmalteria Nacional é pioneira no Brasil no conceito de Nail Bar, que oferece a possibilidade da cliente consumir alguma bebida enquanto cuida de suas unhas. A marca conta com mais de 250 franquias espalhadas por 25 estados brasileiros.
A unidade do bairro Rio Branco conta com uma ampla gama de serviços. Na primeira sala, fica a parte de manicure, a quick massage, a maquiagem e o nail bar. Na segunda sala fica o espaço Escovar, somente para cabelos. A proprietária Laudinex Sousa explica que a parte de tratamento capilar fica separada em função dos produtos químicos e do barulho do secador. O espaço seguinte é dedicado à podologia e a última sala é dividida entre massagem, depilação e design de sobrancelha.

Laudinex é de Manaus e se mudou para Porto Alegre com a família há 4 meses. Há dez anos traba- lhando no mercado financeiro, como gerente de investimentos de um banco, ela decidiu abrir seu próprio empreendimento e escolheu um ramo que conhece bem. “Sou consumidora de todos os serviços, é um nicho que eu gosto como cliente.”
A Esmalteria Nacional ofe- rece sistema de convênios para empresas da região, oferecendo descontos nos serviços.
Yoga em qualquer idade
A professora Márcia garante: “Yoga é para qualquer idade” e suas alunas confirmam na prática. Há cinco anos, Márcia Müller mantém uma turma de yoga para a terceira idade na Dayananda Yoga Center, na Felipe Camarão. Com exercícios adequados à necessidades de cada aluna e atenção personalizada, o grupo conta com sete alunas.

Dayananda Yoga Center tem turmas voltadas à terceira idade | Foto Divulgação
Dona Léo é a mais experiente da turma, “o nosso bebê”, brinca Márcia. Aos 81 anos, todas as terças e quintas ela pega o ônibus na Vila Jardim e vem até o Bom Fim, sem nunca faltar ou se atrasar para as aulas. “Sempre realizei atividades físicas. Já fiz hidroginástica e pilates e optei pela yoga por causa da meditação”, conta Leopoldina Tomasi.
Maria Luiza Mendes mora na mesma quadra da Felipe. Ela conta que há anos queria praticar yoga e foi a neta que comentou sobre as aulas da Dayananda. Começou e nunca mais parou, diz que a prática a deixa mais tranquila e otimista. O relaxamento proporcionado pela prática da yoga reduz o estresse e ajuda a prevenir doenças psicossomáticas.
Para Márcia, o mais importante é o equilíbrio do corpo e da mente e o autoconhecimento. “A essência do yoga é o autoconhecimento, é uma porta para si mesmo”, explica Marcia Müller.
Márcia é formada em Educação Física, fez cursos de yoga na Índia e começou a dar aulas em 2000. Em 2011, criou o Dayananda Yoga Center, na Zona Sul e, em 2011, veio a filial Bom Fim.Prefeitura apresenta projeto de regulamentação do Uber à Câmara de Vereadores
Maurício Macedo
Na manhã desta quarta-feira (29/6), vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre assistiram a uma explanação sobre oProjeto de Lei do Executivo 14/2016, que dispõe sobre o Serviço de Transporte Motorizado Privado Remunerado de Passageiros, executado por intermédio de plataformas tecnológicas e sobre o compartilhamento de veículos. A proposta busca regulamentar o serviço prestado atualmente pela empresa Uber na Capital.
O secretário municipal de Transportes e diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, que coordenou o grupo de trabalho sobre o transporte alternativo, apresentou os detalhes da proposta encaminhada para discussão no Legislativo. “O objetivo é regular o serviço de transporte motorizado privado como um serviço de utilidade pública”, ressaltou.
Segundo Cappellari, a ideia é criar normas que garantam a proteção dos usuários, como já existem no serviço prestado pelo táxi. Por isso, a necessidade de manter um canal de atendimento 24 horas. “Os veículos que operarem por aplicativos deverão estar adequados aos requisitos de segurança, tendo que passar por uma vistoria a cada seis meses. Além disso, as empresas deverão ter sede ou filial na cidade, e fornecer o cadastro dos motoristas para que nós possamos fazer uma análise do perfil da pessoa, por meio do sistema de consultas integradas da Secretaria de Segurança”, explicou.
A cobrança mensal da Taxa de Gerenciamento Operacional por veículo cadastrado equivalente a 50 Unidades Fiscais do Município (UFMs), o que corresponde a cerca de R$ 182,00, também está definida no projeto de Lei. Com no máximo cinco anos de uso, os automóveis deverão ter placas de Porto Alegre. A exigência de placa vermelha foi retirada da proposta, mas a Prefeitura encaminhou uma consulta sobre isso ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Uma questão que levantou dúvidas é a obrigação de identificação visual dos veículos, mesmo que mínima, como um selo no para-brisa. “Essa medida pode colocar em risco motoristas e passageiros”, advertiu o vereador Valter Nagelstein (PMDB). Cappellari argumentou que o clima de conflito que existe hoje deve desaparecer com a regulamentação do serviço. “Entretanto, posso dizer que vamos avaliar futuramente o caso dessa identificação com relação à segurança”, comentou.
O vereador Marcelo Sgarbossa (PT) perguntou se existe uma limitação da quantidade de veículos que poderão operar via aplicativos. “Esse tema foi debatido. Um grupo de taxistas quer colocar um limitador, como fizeram em Brasília”, respondeu Cappellari. O projeto da Prefeitura, no entanto, não traz nenhuma limitação. Com isso, quem se enquadrar na legislação poderá trabalhar.
O presidente da Câmara, Cassio Trogildo (PTB) avaliou como positiva a conversa. “Foi uma oportunidade para que os parlamentares possam conhecer mais e tirar dúvidas sobre o projeto, que está agora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das quatro comissões que deverão discutir a proposta na Casa”.
Trogildo também convidou para a Audiência Pública que será realizada na próxima terça-feira (5/7), a partir das 19 horas, no Ginásio Gigantinho. Participaram da reunião os vereadores Airto Ferronato (PSB), Clàudio Janta (SD), Delegado Cleiton (PDT), Dinho do Grêmio (DEM), Guilherme Socias Villela (PP), José Freitas (PRB), Kevin Krieger (PP), Mendes Ribeiro (PMDB), Paulinho Motorista (PSB) e Waldir Canal (PRB).
Rir é o melhor remédio
No ramo das farmácias também tem comerciante inovando para ganhar a clientela. “O empreendedor que não investe, fica parado no tempo”, é com essa ideia que Cássio Quadri começou a mudar o ambiente de sua farmácia. “As farmácias costumam ter cara de hospital. A pessoa que está doente geralmente já está meio pra baixo, a gente procura fazer com que ela se sinta melhor.”

Cássio criou um ambiente sem “cara de hospital“ | Foto: Divulgação
Na camiseta de Cássio e nas almofadas, imagens bem humoradas, brincando com nomes de remédios. Do lado de fora, a “área vip” da Drogaria do Porto: um espaço com poltronas e uma mesa de centro. A ideia veio de uma viagem de Cássio a Buenos Aires. “Aqui ainda não temos essa cultura de aproveitar a calçada”, comenta o comerciante, há 10 anos no ponto.
Depois que instalou sua área vip, os comerciantes vizinhos elogiaram a ideia e já têm projetos semelhantes.Criatividade para driblar a crise

Inauguração do Espaço Kids | Foto: Dilvulgação
Em tempos de crise econômica é necessário que empreendedor invista, não só dinheiro, mas também ideias, para que seu negócio não fiquei estagnado. No Bom Fim, podemos ver várias iniciativas dos comerciantes locais para driblar a crise.
Um exemplo é a Clio Beleza, localizada na rua Garibaldi, que vem diversificando cada vez o leque de produtos oferecidos aos clientes. A mais nova atração da Clio é um espaço kids, que possibilita que as mães levem seus filhos juntos para a estética. “Eu gosto de dizer que aqui é uma empresa para toda família”, explica a proprietária, Clio Ferreira Stahl.
Outra saída encontrada por Clio foi uma espécie de plano de fidelidade. Os clientes que pagam antecipadamente pelos serviços ganham desconto. Clio é é educadora física, massoterapeuta e tem cursos em diversas áreas no ramo de estética.Cais Mauá em edição impressa
O Dossiê Cais Mauá, série de reportagens publicadas no site do jornal JÀ em abril-maio, teve influência imediata no debate sobre um dos espaços mais importantes de Porto Alegre.
Decadente há mais de 30 anos, o Cais Mauá guarda seu valor simbólico e hoje, por sua localização, junto ao centro histórico, é uma das áreas mais valorizadas da capital. Seu destino é alvo de um debate sem fim.
Com apoio dos leitores, que financiaram a produção das reportagens, o Dossiê Cais Mauá mostrou as vicissitudes do projeto de revitalização já aprovado, mas que não sai do papel.
Agora esse trabalho vai ganhar uma edição impressa, reunindo em versão atualizada todos os textos e fotos, para tornar-se um documento, um registro histórico não só do debate sobre o projeto em si, mas também da maneira como, em pleno século 21, a cidade trata das questões essenciais para seu futuro.
A edição impressa, a ser lançada em julho, já está em pré-venda. Garanta já seu exemplar AQUI.Novos negócios de junho
- Graff Shop abriu as portas, na Osvaldo Aranha, 426. A loja é especializada em material para grafitti artístico, além de roupas e calçados no estilo street wear.
- Na Osvaldo, próximo à Fernandes Vieira, a novidade é uma doceria ambulante. Caroline Villarreal instalou ali seu carrinho, a Mumy’s Brownie & Cia. A pedida do inverno é o fudge.
- Na Venâncio Aires, 494, abriu o Atacadão das Pizzas, especializada em congelados. A loja funciona desde 21 de maio.
- Na Felipe Camarão, 265, a novidade é o Apricot Café; Bistrô. A responsável é a Chef Luciane, que trabalhava com buffet para eventos.


A unidade do bairro Rio Branco conta com uma ampla gama de serviços. Na primeira sala, fica a parte de manicure, a quick massage, a maquiagem e o nail bar. Na segunda sala fica o espaço Escovar, somente para cabelos. A proprietária Laudinex Sousa explica que a parte de tratamento capilar fica separada em função dos produtos químicos e do barulho do secador. O espaço seguinte é dedicado à podologia e a última sala é dividida entre massagem, depilação e design de sobrancelha.


