O Cpers/Sindicato denunciou nesta quarta-feira, dia 22, uma tentativa de criminalização dos professores que se posicionaram ao lado dos estudantes, durante a ocupação de escolas feitas por alunos da rede pública estadual. Segundo o sindicato, um vídeo postado em rede social ataca os professores, defendendo a tese que o Cpers é responsável pelas ocupações e que há professores instrumentalizando as ações estudantis.
O sindicato publicou um comunicado em seu site:
“O Cpers em suas instâncias deliberou por não medir esforços no sentido de apoiar os estudantes, fornecendo-lhes todo apoio necessários, material e imaterial, jurídico e como não poderia deixar de ser estimulando a categoria do magistério a se solidarizar nas escolas.
A educação é um bem comum e todas e todos, dos trabalhadores à comunidade escolar, tem o dever de defendê-la. Nenhum dos debates que o vídeo apresenta são assuntos proibidos à relação educador x aluno: qual seria o motivo para não debater o monopólio das comunicações e sua visão parcial? Qual seria o motivo para orientar os alunos a terem cuidado com a circulação de pessoal dentro da escola? Apenas um grupo ideologicamente alinhado com a perseguição ao direito democrático de expressão de opinião poderia ver nisso doutrinação, desconhecendo inclusive o mais básico direito estabelecida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9394/96) “Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
Princípios do ensino
I – Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II – Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III – Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV – Respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V – Coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI – Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII – Valorização do profissional da educação escolar;
VIII – Gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
IX – Garantia de padrão de qualidade;
X – Valorização da experiência extra-escolar;
XI – Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais;
XII – Consideração com a diversidade étnico-racial”.
Por isso, o Comando Estadual de Greve do CPERS apresenta sua defesa pública dos professores envolvidos na denúncia e afirma: educar é debater, expressar opiniões, construir pensamento crítico e agir coerentemente com estes preceitos; repudiamos as tentativas de distorcer a realidade. Convocamos o conjunto da categoria a lutar contra toda forma e tentativa de criminalização das lutas”
Autor: da Redação
Cpers denuncia tentativa de criminalização de professores
Uma aliança para 2018
PINHEIRO DO VALE
O presidente nacional do PDT, o carioca Carlos Lupi, está percorrendo o país para dialogar com as bancadas parlamentares do partido, estaduais e federais, procurando arrebanhar de volta à legenda os antigos filiados que desertaram no partido nos últimos tempos, depois de eleitos.
O objetivo é fortalecer a musculatura do partido para fechar na cabeça a aliança de esquerda que se forma sob a inspiração de Lula. O PDT tem chances de tomar o lugar do PMDB na extinta coligação de centro esquerda da dupla Dilma/Temer.
O projeto de Lula é um sonho para os brizolistas: seu plano é desmentir as acusações de irredutível hegemonia petista na frente de esquerda, oferecendo apoio a uma candidatura presidencial de outra legenda.
Neste caso, o PDT se apresenta com o nome dos sonhos de Lula, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes. Nessa chapa o PT ficaria com a vice-presidência.
Essa coligação uniria todos os partidos à esquerda do PT e parte considerável de grupos mais moderados à direita, quase chegando ao centro.
Entretanto, o partido de Leonel Brizola atualmente reúne uma bancada parlamentar extremamente heterogênea, com nuances que mudam de estado para estado. Lupi está mapeando, procurando fortalecer o comando central.
Na área federal, além de deputados, Lupi está procurando recuperar o senador por Brasília, José Antônio Reguffe, dissidente ainda sem partido, e captura o senador Pedro Cabral, do PSC de Mato Grosso do Sul, conhecido como discreto simpatizante do brizolismo.
A aliança PDT/PT ainda é uma miragem, mas pode se concretizar, pois o Partido dos Trabalhadores teme resultados desastrosos de seu desempenho nas próximas eleições municipais.
Segundo algumas estimativas bem fundamentadas, o PT conseguirá manter suas posições em somente 7% dos municípios que governa atualmente.
A candidatura de Ciro Gomes apresenta-se como o imã para aglutinar a esquerda. Seus detratores, porém, como piada, dizem que se Lula é o grande fiador do nome do político nordestino, faz uma exigência de valor eleitoral: Ciro teria de reatar com sua ex-mulher Patrícia Pilar, a atriz, e levá-la a seu lado para os palanques.
Com Patrícia Pilar a tiracolo o PDT lançaria a isca para atrair o público às praças numa campanha que não terá recursos para grandes jogadas de marketing. Sendo ela mulher do candidato não estaria enquadrada na resolução do STE que proíbe o uso de artistas nos comícios.Hipóteses sobre a etapa atual do impeachment e um caminho para a saída da crise
A ampla divulgação, pela grande mídia corporativa, de denúncias envolvendo integrantes do primeiro escalão do governo interino de Michael Temer e também a divulgação do pedido de prisão de altos dirigentes do PMDB, Renan Calheiros, presidente do Senado, Romero Jucá, ex-ministro do planejamento, e de José Sarney, ex-presidente da República e do Senado, deixaram aturdidos os analistas políticos e, principalmente, os cidadãos comuns que procuram entender os rumos da política nacional.
Por que motivos a grande mídia, que tudo fez para desgastar o PT e suas lideranças e para criar o clima que possibilitou o afastamento, ainda temporário, da presidenta Dilma Rousseff, agora se apressa em divulgar, em amplas manchetes, os descalabros do governo Temer e de seus integrantes, incluindo acusações que atingem o próprio presidente interino?
Por que motivos o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que já havia pedido investigação sobre as alegadas propriedades do ex-presidente Lula da Silva e também sobre suas possíveis ações em benefício de grandes empreiteiras brasileiras no exterior, o que contribuiu em muito para desestabilizar o governo de Dilma Rousseff, depois de ter conseguido o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pede, agora, a prisão de figuras chaves do governo de turno?
As evidências disponíveis para a interpretação do jogo político em curso indicam que a articulação jurídico-parlamentar-midiática é muito maior, mais profunda e mais complexa do que tirar Dilma Rousseff e o PT do governo e, de quebra, impedir que Lula da Silva seja candidato em 2018. Há, pelo menos, duas hipóteses a serem analisadas para compreender os fatos, ambas reveladoras de que há um intenso processo de disputa no interior das forças que promoveram o impeachment e que desestabilizaram o país.
A primeira delas, mais simples, é a de que o PSDB, os procuradores federais, juízes e delegados que integram a Força Tarefa da Operação Lava Jato, mais o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, e, ainda, parte do STF estejam aliados e disputando com Temer a posse do poder. Para destituir Dilma, eles teriam se aliado a Michel Temer e a Eduardo Cunha, em um primeiro momento. Cumprida a primeira etapa do processo, teria chegado a hora de afastar o presidente interino e conquistar o governo.
Para que isto seja possível, alguns peessedebistas poderiam até ser defenestrados, como por exemplo Aécio Neves, um dos campeões de citações nas delações premiadas envolvendo empreiteiras que atuaram na Petrobras, para que outros tucanos, talvez Geraldo Alckmin ou José Serra, tenham chance de disputar e vencer em uma nova eleição a ser realizada ainda neste ano, por meio do voto popular, ou no ano que vem, por meio do voto dos parlamentares – pois de acordo com Constituição, se a presidente Dilma e seu vice Temer forem destituídos durante a primeira metade do mandato para o qual foram eleitos, ocorrerão novas eleições populares; se, no entanto, a destituição dupla ocorrer na segunda metade do mandato, as eleições serão indiretas.
A segunda hipótese de análise, mais ousada e mais nebulosa, é a de que a articulação em curso inclua apenas a já chamada República de Curitiba, ou seja a parcela de procuradores federais e delegados da PF integrantes da Força Tarefa da Operação Lava Jato, mais Rodrigo Janot e parte do STF, deixando de fora o PSDB e seus próceres. Na possibilidade de esta interpretação ser a correta, este conjunto de personagens estaria atuando para promover uma “limpeza geral” dos atuais quadros políticos nacionais e um desmonte completo das instituições políticas atualmente existentes no país.
Neste caso, as acusações aos políticos e os seus vazamentos, bem como os afastamentos, as prisões e as destituições continuariam com toda a força, não poupando integrantes de nenhum partido político e de nenhuma instância do governo Federal. Não apenas Lula da Silva, Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, José Sarney, Michael Temer e os integrantes de seu governo interino seriam investigados, processados e talvez presos, mas também Aécio Neves e, ainda, José Serra e Geraldo Alckmin e, ousadia suprema, chegaria a Fernando Henrique Cardoso. Até mesmo Marina Silva, que vinha se mantendo impune até há poucos dias, estaria sujeita a punições por fraudes e propinas utilizadas no financiamento da campanha eleitoral de seu antigo companheiro, Eduardo Campos, e dela própria.
A falta de informações confiáveis impede que se possa antever até onde poderá ir a chamada República de Curitiba. Sua força advirá apenas da aliança construída com a grande mídia corporativa e alimentada pelos vazamentos seletivos de depoimentos e acusações realizados em momentos estrategicamente planejados ou existirão aliados mais poderosos, possivelmente de fora do país? É sabido e foi amplamente noticiado que grande parte dos integrantes da força tarefa da Lava Jato e delegados da PF receberam treinamento no FBI, por força de convênio firmado durante o governo FHC e ainda vigente, e os procuradores federais brasileiros mantêm estreitas relações com seus congêneres norte-americanos. Além disso, a proximidade de Rodrigo Janot e Sérgio Moro com a justiça dos EUA é tão grande, que eles têm prestado informações confidenciais a respeito da Petrobras no processo movido contra ela por investidores internacionais que se julgaram prejudicados pela diminuição dos valores de suas ações na bolsa de Nova Iorque.
Cabe lembrar, ainda, que a Petrobras e o Pre-Sal, que garantirão ao Brasil a posse da quinta maior reserva petrolífera do mundo, foram os alvos da espionagem realizada pela NSA, agência nacional de espionagem norte-americana, sobre a presidenta Dilma Rousseff e todo seu staff palaciano. Escândalo que veio a público em 2012 e que estremeceu as relações entre o Brasil e os EUA, fazendo com que a presidenta brasileira cancelasse encontro anteriormente agendado com o presidente daquele país.
Qualquer que seja a hipótese verdadeira dentre as duas aqui consideradas, o fato concreto é que o país enfrentará um enorme desafio para reconstruir suas instituições ao final do tsunami político em curso.
Na Itália, onde ocorreu ação jurídico-midiática semelhante à que ocorre no Brasil hoje, com a Operação Mãos Limpas, durante os anos de 1992/1996, o saldo final foi desastroso. As máfias, que se pretendiam expurgar do país e da política, assumiram diretamente o poder por meio da conquista dos espaços políticos deixados vagos no Parlamento por força das cassações e prisões. Sílvio Berlusconi, dono do maior conglomerado de mídia do país, envolvido em casos de sonegação fiscal e associado aos segmentos políticos e empresariais mais retrógrados do país, foi eleito Chefe do Conselho de Ministros (Primeiro Ministro) e exerceu o poder durante nove longos anos. Ainda hoje, passados já 20 anos do encerramento do processo, os representantes das novas máfias continuam exercendo grande influência na política italiana.
No Brasil, a desestruturação política das instituições do Estado e das empresas nacionais responsáveis pela construção das plataformas submarinas de exploração de petróleo e pelo desenvolvimento do submarino e do projeto nuclear brasileiro, entre outras ações estratégicas, tem sido tão intensa e tão profunda que exigirá muito tempo e muito esforço para ser superada.
Está em curso o desmanche das instituições políticas e o enfraquecimento das únicas empresas nacionais aptas ao desenvolvimento de tecnologia de ponta e com capacidade de concorrer no mercado internacional, decorrente da forma como foram feitas as ações de combate à corrupção executadas por integrantes da Procuradoria Geral da República e do Poder Judiciário brasileiro.
A partir do início do governo interino, passaram a ser desmontadas também as políticas sociais, que garantiram a inserção de milhões de pessoas principalmente ao mercado de consumo, ao ensino e à saúde públicos, e a política de inserção internacional do país em uma posição de protagonismo entre as nações em desenvolvimento.
No espaço político, mesmo que Eduardo Cunha e Renan Calheiros sejam destituídos definitivamente de seus cargos e de seus mandatos e até mesmo presos, as bancadas BBB (da Bala, da Bíblia e do Boi), que reúnem os políticos mais reacionários da política brasileira, aliadas aos deputados e senadores eleitos pelo poder dos recursos de empresas privadas, continuarão dominando as votações na Câmara e no Senado e impondo novas derrotas e novos sobressaltos à governante, em caso de seu difícil retorno.
Além disso, os estragos feitos por Temer e seus aliados durante o exercício do governo interino, tanto nas políticas sociais, quanto na política econômica e, ainda, na política externa brasileira, dificilmente serão revertidos sem que se componha nova maioria parlamentar, só possível com a eleição de novos representantes no Congresso Nacional.
A disputa interna estabelecida e acirrada entre os articuladores e executores do processo de impeachment de Dilma Rousseff, aliada à resistência popular, eclodida em manifestações de repúdio a Temer em todo o país, ao surgimento de movimentos, comitês e núcleos em defesa da democracia e do estado democrático de direito, à baixa aprovação do governo interino, aferida por pesquisas de opinião pública e, ainda, à possível divulgação de uma carta, por meio da qual a presidenta afastada se comprometeria, tão logo reassumisse o cargo, a apresentar proposta de consulta popular sobre sua permanência ou a realização de eleições gerais no país, talvez possam influenciar o voto de um número suficiente de senadores para reverter o processo de impeachment.
Em qualquer um destes dois cenários – a permanência da presidenta ou a realização de eleições gerais no país – para reverter as medidas de desmonte do Estado efetuadas pelo governo interino, promover uma ampla reforma política e institucional e, com isto, dar início a um processo de reconstrução do país, será necessária a constituição de uma ampla frente política.
Sem a constituição de uma grande e ampla frente, na qual partidos políticos, movimentos sociais, sindicatos e as novas organizações surgidas à margem das anteriores ajam em conjunto e tenham o mesmo peso nas decisões, de forma semelhante à Frente Ampla Uruguaia, o fôlego da resistência será curto e a força reunida será insuficiente para que se possa superar a crise atual.
Uma Frente Ampla, como a que vem sendo proposta por alguns movimentos, núcleos e comitês de resistência ao golpe e de defesa da democracia, só vingará se for assumida pelos partidos e líderes políticos de esquerda e centro-esquerda, acolhendo os partidos de centro e todos os liberais democratas que se mostrarem dispostos a participar da luta pela reconstrução das instituições políticas brasileiras.
Os partidos políticos de esquerda e de centro-esquerda, até agora pelo menos, não deram mostras de estarem dispostos a construir uma frente ampla deste tipo. A Frente Brasil Popular continua com muitos dos antigos vícios hegemonistas dos partidos que a compõem. A Frente Povo Sem Medo, ainda não contaminada por práticas oligárquicas, posto que recentemente fundada, não conseguiu sequer a adesão da totalidade dos dirigentes do PSOL, muitos deles ainda simpáticos ao processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Vejam-se, além disso, as articulações para as candidaturas das eleições municipais a se realizarem em outubro, nas quais cada partido tenta impor o seu candidato. De modo geral, não há renovação sequer de nomes, quanto mais de propostas e de posturas. Sendo assim, enquanto as oligarquias partidárias de esquerda não reavaliarem suas práticas, dificilmente vingará a possibilidade de composição de uma verdadeira Frente Ampla Democrática.
Será preciso uma enorme pressão dos movimentos recém surgidos na cena política brasileira, para fazer os militantes e dirigentes partidários entenderem que ou eles se renovam ou todos nós teremos muito pouca chance de mudar o jogo e de reestruturar o país no rumo da construção de uma efetiva democracia social em um tempo não muito dilatado.
Programas de frentes amplas têm que ser construídos em conjunto com os parceiros e nunca a priori, por apenas um ou por um pequeno grupo de forças políticas que tome a dianteira. Cada um dos integrantes precisa ter peso semelhante na formulação das propostas e, ao final, liberdade para aceitá-las ou não. Se algum dos possíveis parceiros se colocar como liderança e tentar definir isoladamente que rumos e que limites estabelecer, estará comprometida, desde o início, a frente agora proposta, pois, mais uma vez, haverá alguém ou um partido assumindo ou tentando assumir uma posição de hegemonia sobre os demais.
Só quando cada um dos movimentos, núcleos, comitês e partidos políticos realmente comprometidos com a democracia e a construção de um país socialmente mais justo se dispuserem a caminhar juntos sob estas bandeiras, teremos uma chance concreta de converter o processo de desmonte político-institucional, social e econômico em curso em um amplo, profundo e salutar processo de reconstrução e reestruturação nacional.Governo responde à reivindicações de professores em greve
O governo estadual respondeu, nesta quarta feira, dia 22, a pauta de reivindicações apresentada pelos professores da rede pública estadual, que estão em greve. A principal reivindicação, aumento de salário, não foi atendida, mas outras foram contempladas. Elas serão levadas aos professores na assembleia geral da categoria, sexta-feira, às 13h30, no Gigantinho.
A Secretaria Estadual da Educação reafirmou o compromisso de revogar a criação de um grupo de trabalho que avaliaria a gratificação do difícil acesso. Também foi prometido, no documento entregue ao Comando de Greve do Cpers, a nomeação de professores sempre que necessário e a priorizar o pagamento da autonomia financeira das escolas.
O governo estadual, igualmente, prometeu encaminhar R$ 40 milhões para obras nas escolas, até o final de junho, uma das principais reivindicações dos alunos que ocuparam os estabelecimentos de ensino durante a greve dos professores.
A Secretaria da Educação se comprometeu a não descontar os dias parados da greve, desde que os professores apresentem um calendário de recuperação das aulas. Sobre o reajuste salarial, o governo alegou que não pode se comprometer com o pedido devido à situação financeira do Estado.As ilusões da conjuntura e o silêncio das esquerdas
A gravidade da delação premiada de Sérgio Machado deveria ter produzido o efeito de uma bomba termobárica sobre o governo e sobre o sistema político brasileiro. Não teve. Em qualquer país sério, os dirigentes dos principais postos políticos do país teriam sido obrigados a se afastar de seus cargos e estariam presos, inclusive o presidente ilegítimo Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, vários ministros e as cúpulas dos principais partidos. Não estão. Se a delação tivesse ocorrido durante o governo Dilma, a mídia teria feito uma enorme escandalização, mas agora não fez. A oposição teria saído a campo para exigir explicações, demissões, afastamentos, renúncias. A oposição de agora mal se pronunciou. Como entender essa situação anômala?
Ocorre que a vitória do golpe foi também a vitória da hipocrisia e do cinismo. Nos ambientes cínicos impera a desfaçatez, não há mais mesuras com a moral e os bons costumes e nem sequer os políticos se importam com as aparências. Nem mesmo os colunistas e analistas políticos de plantão e a grande mídia em geral: todos foram tragados pelo cinismo ao ponto da grande mídia brasileira ver-se desmoralizada junto à mídia europeia e norte-americana.
No ambiente cínico as denúncias já não importam. Tanto faz ser considerado honesto ou corrupto. Os políticos, comTemer à frente, se dão uma qualquer missão autoatribuída e agem em nome dela ignorando as denúncias que os atingem. A grande mídia e boa parte da opinião pública, ambas desmoralizadas pelo monstro que ajudaram a produzir, procuram envernizar a aquilo que não comporta nenhuma aderência a qualquer produto lustroso. Mas tanto faz. Afinal de contas, a Dilma foi afastada e tenta-se dar a esse golpe desastroso para a democracia brasileira a aparência de normalidade.
A aparente inviabilidade do governo Temer produz todo tipo de ilusão na presente conjuntura. A primeira ilusão é a ideia da volta de Dilma. Nem mesmo o PT quer que ela volte. Basta conversar com dirigentes do partido ou mesmo ler as entrelinhas da reportagem da Folha de S. Paulo do final de semana que traz análises dos petistas indicando que não acreditam que as delações de Machado possam ajudar Dilma. As análises estão corretas. Ocorre que Dilma não oferece uma saída para a crise e para a governabilidade e o PT não a quer de volta. Mesmo que mais delações firam de morte o governo ilegítimo, o afastamento de Dilma parece ser um ponto de não-retorno.
Se o governo Temer se inviabilizar, a tendência é a de que o golpe se aprofunde, com a superveniência de um presidente escolhido pelo Congresso no início de 2017. Os golpes não retrocedem. Aprofundam-se. Lembremos que as promessas de eleições feitas por Castelo Branco em 1964 não se concretizaram. Ademais, se o impeachment for aprovado em definitivo, tendência mais provável, Temer tentará virar o jogo com uma reforma ministerial afastando os ministros mais incômodos visando preservar-se. A repressão aos movimentos sociais será a praxe para enfrentar a pressão das ruas.
A possível inviabilidade de Temer vem gerando a segunda grande ilusão: a ilusão do pacto. É preciso perceber que o pacto já foi feito: o pacto conservador das elites através do afastamento de Dilma. A área econômica do ministérioTemer, com Meirelles à frente, é o rosto visível do pacto. Temer é um instrumento desse pacto. Se ele se tornar um estorvo, será removido.
Por outro lado, se o governo Temer é produto de um golpe, como de fato o é, o PT ou qualquer força democrática, progressista e de esquerda não pode pactuar com esse governo ou com as forças que apoiaram o golpe. O lugar dos progressistas, dos democratas e das esquerdas é na oposição ao governo ilegítimo ou qualquer subproduto que ele produza para continuar. Pactuar com essas forças representará uma traição aos movimentos sociais e aos progressistas que protestaram e protestam nas ruas contra o golpe. Será uma traição aos trabalhadores e aos mais pobres que terão direitos decepados e o desemprego crescente. O pacto conservador do golpe visa superar a crise com um brutal corte do delgado colchão de proteção social que se construiu desde a Constituição de 1988, garantindo os altos ganhos do rentismo e dos bancos. Não é outro objetivo da proposta de PEC de Meirelles, que limitará os gastos com o social, mas não o limitará com o pagamento de juros.
Os pactos nunca formam bons para os trabalhadores e para as forças populares e progressistas. Sempre representaram a continuidade da dominação das elites conservadoras. Foram “transições transadas”, na definição de Raimundo Faoro, para manter as mesmas elites no poder sob a aparência de uma falsa mudança. Os pactos expressam a velha e ludibriosa fórmula de produzir uma aparência de mudança para manter tudo como está.
O Solene Silêncio das Esquerdas
Não passou despercebida a reação quase protocolar dos partidos de esquerda – PC do B, PSol e PT – em face das estarrecedoras revelações da delação de Sérgio Machado. Temer foi citado e os partidos de esquerda não exigiram a sua renúncia imediata. Sequer foram ao Supremo Tribunal Federal exigir uma investigação formal de Temer, como fazia a antiga oposição com Dilma. A antiga oposição pediu que se investigasse até os gastos com cabeleireiro. Na verdade, agora, trata-se de um silêncio cheio de alaridos reveladores.
No jogo de acomodações, os partidos citados já encontraram o seu lugar: fazer oposição ao governo e tentar salvar, ao máximo, postos avançados de poder nas eleições municipais deste ano. Para alcançar este último objetivo, no cálculo desses partidos, chegou-se à conclusão de que é mais vantajoso estar em oposição a Temer do que ter a volta deDilma. Mal ou bem é uma estratégia. Se vai dar certo ou não, o tempo dirá. Mas é preciso prestar atenção ao movimento de aprofundamento do golpe. O preço de sua viabilidade é muito alto para ser suportado apenas por cálculos eleitorais.
Outro solene silêncio das esquerdas diz respeito às iniciativas cada vez mais abertas para por um fim à Lava Jato. Iniciativas que vêm do PMDB, do PSDB, do chamado centrão e de analistas e comentaristas da grande mídia. Estes últimos começam a sugerir, de forma enviesada, a tese de que a Lava Jato precisa chegar a um fim. Estão até mesmo definindo um prazo: dezembro de 2016. Não é um jogo simples: precisaria a conivência da Procuradoria Geral da República e do STF. É preciso perceber que o eixo principal da Lava Jato se deslocou de Curitiba para Brasília, de Sérgio Moro para Rodrigo Janot.
O caso da investigação de Lula agora está com Sérgio Moro, que tem se mostrado célere proferindo mais de 100 condenações contra nenhuma do STF. As cúpulas do PMDB e do PSDB estão em Brasília, com Janot e o STF. BastaráMoro decidir alguma condenação contra Lula e a pressão para paralisar a Lava Jato aumentará. O jogo do abafa crescerá. Desta forma, é incompreensível o silencia das esquerdas ante as manobras e pressões contra a Lava Jato. Esse silêncio, que é omissão, tende a se tornar conivência. Poderá colocar no mesmo lado o PMDB, o PSDB, o PT e a rede Globo. Estariam os dirigentes do PT tomados pela Síndrome de Estocolmo?
Artigo originalmente publicado no Jornal GGN, 20-06-2016.
Governo e escolas independentes fecham acordo para o fim das ocupações
O acordo firmado entre Secretaria de Educação e os estudantes do Comitê de Escolas Independentes, no Centro Judicial de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), no sexto andar do Foro Central, acertou o fim das ocupações.
No dia 16, já havia ocorrido uma reunião entre as parte e o consenso estava muito perto. Pouco mais de 2 horas foram suficientes para selar o acordo. Agora, os estudantes tem pouco menos de dois dias para desocupar as escolas.
“Acertamos com os estudantes que eles terão até o meio-dia de quinta-feira para saírem das escolas. A partir daí, as direções assumem e nós teremos o retorno às aulas normalmente”, disse o secretário de Educação, Luís Antônio Alcoba, ao deixar a audiência de conciliação.
O acordo acontece uma semana após Governo e entidades estudantis garantirem o fim das ocupações em reunião na Assembleia Legislativa. O Comitê, formado por 18 escolas, não havia participado da negociação, o que gerou novos episódios, como a ocupação da Secretaria da Fazenda no dia seguinte.Municipários ocupam Câmara de Vereadores e cobram proposta melhor da Prefeitura
Sem acordo com o executivo municipal, funcionários públicos do município ocupam o plenário da Câmara desde a tarde desta terça-feira. A sessão plenária desta quarta-feira já está cancelada e a Câmara ainda não ingressou com pedido de reintegração de posse. O presidente da Câmara, vereador Cássio Trogildo (PTB), garante a manutenção dos servidores no plenário e se comprometeu a fazer a interlocução com o governo. Os municipários estão em greve desde o dia 14.
Pela manhã, o comando de greve se reuniu com o vice-prefeito Seastião Melo e apresentou uma contraproposta. Melo se comprometeu a levar a pauta ao prefeito José Fortunati e uma nova reunião foi marcada para o início da tarde. Neste segundo encontro, a Prefeitura propôs condicionar a efetivação do aumento à arrecadação do Município.
Quadros do vice-prefeito, Sebastião Melo, e do prefeito, José Fortunati, receberam narizes de palhaço / Jornal Já
Os municipários consideraram que não houve avanço nas negociações e decidiram ocupar o plenário da Câmara até que a Prefeitura apresenta uma nova proposta.
A proposta do executivo municipal prevê um reajuste de 9,28%, que seria diluído em quatro parcelas, sendo efetivado em janeiro de 2017. A primeira parcela seria de 1%. Os grevistas pedem que a parcela seja de 3% e que o pagamento seja concluído ainda este ano, para evitar que a eleição de um novo prefeito possa prejudicar o acordo firmado com a atual gestão.Cpers define na sexta-feira fim ou continuação da Greve
HIgino Barros
Com o avanço das negociações entre professores em greve e governo estadual, o Comando de Greve do CPers/Sindicato convocou para a próxima sexta-feira, dia 24, no Gigantinho, assembleia geral da categoria, às 13h30. Nessa segunda-feira a paralisação completou 38 dias:
“Estamos abertos ao diálogo e a negociação, como sempre estivemos. Sexta-feira, as propostas enviadas pelo governo serão avaliadas em nossa assembleia geral. A categoria é quem vai decidir os próximos passos da nossa mobilização”, explicou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.
Reunião com Alcoba
O Comando reuniu-se com o secretário da Educação, Luís Antônio Alcoba de Freitas, para exigir que os compromissos assumidos pelo governo, na sexta-feira, sejam incluídos no oficio encaminhado ao CPERS. Foram incluídas questões como a não criminalização ou perseguição a professores, funcionários de escola que estiveram na permanência do CAFF; bem como alunos que estiveram nas ocupações, o repasse das verbas para a merenda e a manutenção das escolas e a urgente nomeação de professores e funcionários de escola.
Além disso, os educadores solicitaram que fique mais claro no documento o compromisso assumido pelo governo de que o processo de reenquadramento do Difícil Acesso irá cessar e de que os grevistas não terão desconto dos dias parados.
Foi reafirmado também a importância do governo Sartori (PMDB) apresentar, o quanto antes, um calendário para o pagamento do Piso Salarial. “Pedimos que nos apresentem uma proposta dizendo o que, quando e de que forma podem pagar.”, disse a presidente do Cpers.
O secretário comprometeu-se em encaminhar o documento com as respostas para o Sindicato o mais breve possível.Ocupações: clima é de retirada nas escolas remanescentes
FELIPE UHR
A um dia da reunião (ocorre nesta terça as 14h30) entre Governo do Estado e o Comitê de Escolas Independentes (CEI), o clima já era de desocupação. A reportagem do Jornal Já esteve nesta segunda-feira (21) em cinco escolas estaduais, quatro que pertencem ao Comitê e registrou como anda as últimas ocupações em Porto Alegre.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
Não há um comunicado oficial, mas as evidências apontam para o fim das ocupações uma semana depois do primeiro acordo entre Governo e entidade estudantis, quando na Assembleia assinaram um acordo, de sete pontos, prevendo as desocupações das escolas. O Comitê de Escolas Independentes (CEI), que ficou de fora das negociações, iniciou nova conversa com o governo, que agora está chegando ao fim.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
No Paula Soares, nem todos os estudantes confirmam, mas a retirada deve ocorrer na terça ou na quarta-feira. Segundo o estudante Sérgio Campos, presidente do Grêmio estudantil, é preciso apenas a definição das datas de repasse e pontos que o Governo assumiu. “Já tem o acordo” falou. Alguns alunos da escola discordaram, afirmam que ainda querem discutir a retirada da PL/44 e outros pontos. Somente com a resolução deles, sairão do colégio.
Marcos Mano: “estamos satisfeitos” | Ramiro Furquim/Jornal Já
No Emílio Massot, primeira escola do Rio Grande do Sul ocupada, os alunos já estão recolhendo colchões e cobertas, limpando as dependências da escola. Marcos Mano, presidente do Grêmio, se disse satisfeito com as conquistas que a escola mais precisava: falta de professores e garantia no repasse para obras de reparo. “Amanhã a escola terá livre acesso a todos” garantiu.
No Julinho, limpeza geral | Ramiro Furquim/Jornal Já
O mesmo clima já se percebe na maior escola estadual do Rio Grande do Sul, o Julinho. Lá os alunos já fazem as últimas limpezas e organizam o material para irem embora, mas ainda querem participar ativamente da reunião com o Governo do Estado. “Queremos mais verba para merenda e reformas na fiação” ressaltou, a estudante do 2º ano Camila. Os alunos admitem, devem desocupar na quinta-feira seja qual for o acordo estabelecido.
A faixa RESISTIREMOS fica até quinta | Ramiro Furquim/Jornal Já
No Instituto de Educação, Direção e alunos tentavam um acordo, sem sucesso, no momento em que a reportagem chegou. Os alunos só aceitam dizer quando desocuparão após reunião com a Secretaria de Educação. Professores pediam a liberação da escola para os demais a partir deste quarta-feira.
Professora Alessandra, do Instituto de Educação, conversa com estudantes | Ramiro Furquim/Jornal Já
No IE, um dos pontos exigido pelos alunos será a descriminalização dos movimentos, por parte do governo, e da ocupação realizada na Secretaria da Fazenda na última quarta-feira. Na ocasião a Brigada prendeu 43 pessoas, 33 menores, 10 adultos entre eles o repórter do Jornal Já, que fazia a cobertura para o jornal.
Tobias, do IE | Ramiro Furquim/Jornal Já
Apesar de não ter uma definição, os estudantes sairão nos próximos dias. “Tudo tem seu fim, estamos cansados” admitiu um dos estudantes, o secundarista Tobias Camisolão. Uma das diretoras, a professora Alessandra Bohm, queria o consenso com os alunos. “Queríamos ajudar eles, para que não haja intervenção militar”. Alessandra se refere a decisão judicial que obriga os ocupantes a liberarem as escolas para os alunos que desejam ter aulas, podendo permanecer com a ocupação. Na escola as principais reivindicações são um maior repasse para as merendas, vale-transporte intermunicipal livre e reparo na fiação dos corredores da escola.
Reunião do CEI | Ramiro Furquim/Jornal Já
Quando reportagem foi embora, uma reunião do Comitê com a presença de um advogado e representantes de oito escolas, ocorria no Instituto. Os estudantes acertavam os últimos pontos antes da reunião que deve culminar para o fim das primeiras ocupações de escolas estaduais da história do Rio Grande do Sul.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
A escola Protásio Alves não está mais ocupada. Dentro dela, apenas um segurança, professores membros da diretoria e o duas funcionárias da limpeza. Entre elas, Patrícia Belmonte. A funcionária afirma que o colégio entregue estava limpo. “sujeira só no refeitório, coisa de adolescente” ressaltou. Colchões e barracas já estão em sacolas no colégio aguardando a retirada dos alunos.Câmara não aprova faixa exclusiva para coletivos na Ipiranga
Nem os bons resultados reconhecidos pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) com a implantação de faixas exclusivas para o transporte coletivo na Zona Sul foram suficientes para convencer doze vereadores porto alegrenses a aprovar mesma ação na avenida Ipiranga. 16 não votaram.
A proposta, que sugeria implantação de faixas exclusivas para ônibus e lotações em toda a Avenida Ipiranga – da Avenida Borges de Medeiros até a Avenida Antônio de Carvalho – nos dois sentidos Centro-Bairro/Bairro-Centro, é do vereador Marcelo Sgarbossa (PT).
A Ipiranga possui uma das maiores concentrações de veículos da cidade por ser um corredor de serviços e comércio: duas grandes universidades, shoppings e hipermercados, além de conectar dezenas de bairros. O projeto buscava incentivar o uso do transporte público, pois há grandes engarrafamentos em muitos trechos da via, que ocasionam série de atrasos nos horários dos coletivos.
Faixa exclusiva na avenida Bento Gonçalves | Fabiana Siqueira/PMPA
O vereador assinala também que esse tipo de faixa exclusiva é de baixo custo, de fácil implantação e dá baita diferença na fluidez para os coletivos. “Isso vai garantir uma maior regularidade no cumprimento dos horários, com a diminuição do tempo de duração das viagens e de espera para os passageiros que aguardam nas paradas”, diz.
Na Zona Sul, as viagens das 45 linhas que circulam no local tiveram uma redução média no tempo das viagens de 27%, nos horários de pico. As avenidas Bento Gonçalves, na zona norte, e Brasil, na zona leste, também tem faixa exclusiva. Foram vencidos Fernanda Melchionna e Prof. Alex Fraga, do PSOL; Adeli Sell, Marcelo Sgarbossa e Sofia Cavedon, do PT; e os usuários de ônibus que passam pelo eixo da avenida Ipiranga.
Lista de vereadores contra a proposta de Indicação que sugere a implantação de faixas exclusivas para o transporte coletivo na Ipiranga:
Delegado Cleiton, João Bosco Vaz, Márcio Bins Ely e Mauro Zacher, do PDT; Idenir Cecchim, Mendes Ribeiro e Valter Nagelstein, do PMDB; Guilherme Socias Villela, João Carlos Nedel e Kevin Krieger, do PP; Paulinho Motorista, do PSB; e Clàudio Janta, do SD.
Não votaram:
Dinho do Grêmio, Dr. Thiago e Reginaldo Pujol , do DEM; Jussara Cony, do PCdoB; Lourdes Sprenger, do PMDB; Rodrigo Maroni, do PR; José Freitas e Waldir Canal, do PRB; Bernardino Vendruscolo, do PROS; Airto Ferronato, do PSB; Cassio Trogildo, Dr. Goulart, Elizandro Sabino, Luciano Marcantônio e Paulo Brum, do PTB; e Mauro Pinheiro, do REDE.











