Autor: da Redação

  • Governo e estudantes fazem acordo para desocupar escolas

    Com um dia de ocupação da Assembleia Legislativa, os estudantes das escolas publicas conseguiram obter um acordo com o governo do Estado.
    Após negociação, através do deputado estadual, Gabriel Souza, o governo se comprometeu com um protocolo de 7 itens, entre eles o adiamento do Projeto de Lei 44  que prevê concessão de serviços públicos à iniciativa privada e que, segundo aprovado,  não será votado em 2016.
    Em contrapartida, os estudantes garantem que todas as repartições e escolas públicas serão desocupadas.
    Com o acordo, o projeto 44 não tramitará mais em nenhuma comissão esse ano e só volta na pauta do parlamento no ano que vem. “O projeto vai ser melhor debatido” admitiu Souza. O anúncio do acordo foi feito as 18h30 em coletiva no saguão da Assembleia.
    Em forma de jogral, umas das líderes a estudante Ana Paula Souza discursava enquanto os colegas repetiam o que ela falava. Ana ressaltou a vitória obtida no que considerou um dia histórico. “Estamos concretizando todas as nossas pautas”.
    O acordo entre governo e estudantes foi assinado pelas partes nesta noite de terça-feira e será homologado amanhã às 10h no Tribunal de Justiça do Estado.
    Confira abaixo o acordo firmado entre governo e estudantes, na íntegra:

    PROPOSTA DE ACORDO

    A presente proposta de acordo será executada pelas partes a partir do momento em que todas as escolas e repartições públicas forem desocupadas.

    Seguem os termos do acordo: 

     FÓRUM PERMANENTE: Confirmação da criação de um fórum permanente da melhoria da educação pública gaúcha, com a participação da sociedade e dos estudantes, destinado a melhorar a qualidade do ensino no Rio Grande do Sul. A comissão terá agenda mensal, na última quarta-feira de cada mês, às 9h, com a participação de, no mínimo, 10 representantes de estudantes, para acompanhamento das reivindicações estudantis em geral, especialmente das obras nas escolas, merenda e quadro de professores nas escolas.

     OBRAS NAS ESCOLAS: O Governo fará o repasse da verba de R$ 40 milhões até dia 30 de junho corrente, conforme documento entregue aos estudantes no dia 13/06/2016, que segue em anexo e é parte integrante a este acordo.  Quanto ao restante dos R$ 230 milhões previstos no orçamento para obras em escolas, o Governo do Estado se compromete a discutir a aplicação dos recursos nas reuniões do fórum permanente, dentro das possibilidades financeiras e técnicas do Estado.
     MERENDA NAS ESCOLAS: Fiscalização do cumprimento dos cardápios elaborados nas escolas, com participação dos estudantes tanto no Conselho Estadual de Alimentação Escolar quanto no fórum permanente mensal. O aumento da verba estadual para merenda será uma das prioridades para a educação, dentro das possibilidades financeiras do Estado.
     NOMEAÇÃO DE PROFESSORES: o Governo do Estado se compromete em nomear, se houver concurso em aberto, ou contratar, de forma imediata, os professores faltantes no quadro, conforme lista preliminar entregue pelos estudantes em 13/06/2016, conforme anexo e que faz parte deste acordo, bem como das demais demandas a serem declinadas na primeira reunião do fórum permanente, dia 29/06/2016.
     AUTONOMIA FINANCEIRA: O repasse da verba atrasada da autonomia financeira das escolas será integralizado até a data de 20/06/2016. Quanto aos meses vincendos, será o primeiro pagamento imediatamente após o pagamento do salário do funcionalismo estadual.
     PL 44/2016: A base aliada do governo na Assembleia Legislativa está construindo o prolongamento da discussão a respeito do tema, de modo que o projeto não seja votado em 2016.
     DIÁLOGO E RESPEITOOs alunos que participaram das ocupações não serão penalizados ou sofrerão represálias pela manifestação realizada. Quaisquer atos nesse sentido, incluindo transferências compulsórias, serão avaliados pelas escolas e revistos pelas Coordenadorias de Educação respectivas, conforme normativas em vigor.

     

  • Operação terra arrasada

    Avança o processo de cassação de Eduardo Cunha, o homem todo poderoso do governo Temer e, com ele, a possibilidade de sua metralhadora giratória abater grande parte dos próceres da República, incluindo principalmente os atuais inquilinos do poder, encastelados no governo interino.
    Na mesma direção aponta o canhão dos pedidos de prisão de Romero Jucá, de Renan Calheiros e de José Sarney. Se abrirem a boca, a casa cai e, com ela, o governo Temer.
    O envio das investigações envolvendo Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, determinado pelo ministro Teori Zavascki, do STF, abre as portas para sua prisão, alvo maior e ambicionado por Moro desde o episódio da “condução coercitiva”, realizada no dia 4 de março deste ano e frustrada por “fogo amigo” desferido por integrantes da própria força de ocupação.
    As delações premiadas, que antes envolviam apenas petistas e integrantes da base de apoio do governo Dilma, agora atingem também Marina Silva e, quiçá, Aécio Neves e José Serra, mantidos até aqui a salvo pelas barricadas levantadas pelo ministro Gilmar Mendes.
    O estrago promovido pela Procuradoria Geral da República associada à Operação Lava Jato promete não deixar pedra sobre pedra no universo político brasileiro.
    Atinge também a economia, paralisa os investimentos e aprofunda a crise geral do país.
    A Itália, depois da Operação Mãos Limpas (1992/1996), que combateu a corrupção e varreu os partidos e políticos que haviam exercido o poder político no país desde o final da Segunda Guerra Mundial (1945), até hoje não se recompôs.
    A eliminação dos políticos tradicionais levou ao poder representantes diretos das máfias italianas. À frente deles, Sílvio Berlusconi exerceu o cargo de Presidente do Conselho de Ministros (Primeiro Ministro) por um total de nove anos, durante o período de 1994 a 2011.
    O colapso político e também econômico produzido pela Operação Mãos Limpas na Itália ainda não foi totalmente superado.
    O que acontecerá com o Brasil, sua economia e suas instituições políticas após a operação terra arrasada, ora em curso?
    http://jornalggn.com.br/noticia/o-desastre-politico-e-economico-da-operacao-maos-limpas-por-motta-araujo
     
     

  • Comissão vai analisar dez medidas contra a corrupção

    Foi criada, nessa terça-feira (14), a Comissão Especial que vai analisar a Proposta de Iniciativa Popular com as Dez Medidas Contra a Corrupção, elaboradas pelo Ministério Público Federal.
    O termo de criação foi assinado pelo presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), na presença de procuradores, parlamentares e representantes de Movimentos Sociais.
    O ato também marcou a entrega de mais 100 mil assinaturas à Proposta, que conta agora com o respaldo de quase três milhões de brasileiros.
    Entre as dez propostas estão a criminalização do enriquecimento ilícito e do caixa 2, o aumento das penas e a transformação em hediondo para o crime de corrupção que envolva altos valores, a responsabilização dos partidos políticos e a agilização dos processos penal e civil de crimes e atos de improbidade.
    A Comissão Especial terá 29 membros titulares e igual número de suplentes, indicados de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos políticos.
    Waldir Maranhão afirmou compreender o momento singular da história do País, “que vive uma dura realidade, com inquietações e frustrações da população”.
    O parlamentar disse que a história fará justiça a esta causa.  Já o presidente da Frente Parlamentar Contra a Corrupção, Antônio Carlos Mendes Thame (PV-SP), afirmou que haverá um dia que os brasileiros terão orgulho de seus governantes e políticos. “Espero que chegue um tempo em que ser honesto seja tão natural quanto respirar”, disse.
    Para o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do Governo na Câmara, a instalação da Comissão “é um desejo de todos os brasileiros que sonham com um País mais decente, mais transparente e ético”.
    Nos próximos dias os partidos políticos vão fazer a indicação dos membros da Comissão Especial, que deve ser instalada ainda no mês de junho.

  • Por dois votos, Conselho de Ética aprova a cassação de Eduardo Cunha

    Votação encerrada às 17h55 em Brasilia. Foram 11 votos a favor da cassação de Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara Federal. Nove deputados, em voto aberto, defenderam Cunha.
    A grande surpresa da sessão foi o voto da deputada Tia Eron, aliada de Cunha, que nos últimos dias fez suspense e acabou votando pela condenação do deputado.

    Após dias de suspensa, deputada Tia Eron votou a favor da cassação de Cunha / Wilson Dias/Agência Brasil
    Após dias de suspense, deputada Tia Eron votou a favor da cassação de Cunha / Wilson Dias/Agência Brasil

    A cassação do mandato e dos direitos político de Eduardo Cunha por oito anos foi recomendada no parecer do deputado Marcos Rogério (DEM/RO), relator da Comissão que examinou as provas de que Cunha faltou com o decoro ao negar  em depoimento na Câmara que tenha contas bancárias em seu nome no exterior.
    A cassação de Cunha agora será votada em plenário, terça ou quarta-feira da próxima semana.
    Marcelo Nobre, o advogado de Cunha, participa de reunião do Conselho de Ética da Câmara / Wilson Dias/Agência Brasil
    Marcelo Nobre, o advogado de Cunha, participa de reunião do Conselho de Ética da Câmara / Wilson Dias/Agência Brasil

  • Saiu a edição de junho do JÁ Bom Fim

    Acaba de sair do forno a edição de junho do JÁ BOM FIM. O jornal está circulando pelos principais comércios do Bonfa e dos bairros vizinhos. A íntegra da edição também pode ser lida aqui no site do Já.

    Na Banca Folhetim, do Cláudio, tem o JÁ Bom Fim e a História Ilustrada do Rio Grande do Sul, lançado pela JÁ Editora. / JÁ
    Na Banca Folhetim, do Cláudio, tem o JÁ Bom Fim e a História Ilustrada do Rio Grande do Sul, lançado pela JÁ Editora. / JÁ

    Na capa, uma matéria sobre a intensa fiscalização da SMIC (Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio) na Feira Ecológica de sábado na José Bonifácio. A secretaria criou um anexo da feira, do outro lado da rua, para onde tiveram que se mudar os feirantes que têm algum tipo de irregularidade.
    Produtores e consumidores da feirinha reclamam que estão sendo feitas exigências que nunca haviam sido feitas em quase 30 anos de feira. A secretaria afirma que só está fazendo cumprir a Lei dos Orgânicos, por exigência do Ministério da Agricultura.
    A edição traz também uma matéria sobre o movimento de ocupações escolares. A reportagem do JÁ BOM FIM foi até o instituto de Educação General Flores da Cunha para saber dos estudantes como eles gostariam que a escola fosse.
    Na Grão e Essência dá pra sentar pra ler o jornal tomando um bom café com um salgado integral / JÁ
    Na Grão e Essência dá pra sentar pra ler o jornal tomando um bom café com um salgado integral / JÁ

    Este mês, a sessão Rua Viva é sobre a avenida Venâncio Aires, contando um pouco da antiga Rua da Imperatriz e a da diversidade das atividades de comércio e serviços da Venâncio atual.
    Tu podes pegar teu exemplar na Lancheria do Parque (av. Osvaldo Aranha, 1086), na loja Grão e Essência (av. Venâncio Aires, 1117), na Esmalteria Nacional (rua Francisco Ferrer, 362), na Banca Folhetim (rua Jacinto Gomes esquina Venâncio Aires) e nos principais estabelecimentos comerciais do Bonfa e bairros vizinhos.

  • Filmes de Clint Eastwood até domingo na P.F Gastal

     Cleber Saydelles

    A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta de terça-feira, 14, a domingo, 19 o ciclo Clint Eastwood – O Geminiano que Nós Amamos, com um panorama de obras importantes e menos populares de um dos nomes mais talentosos da história do cinema. Com projeção digital e várias exibições em alta definição, a mostra é uma parceria com a distribuidora MPLC e a locadora E O Vídeo Levou.

    A entrada é franca com distribuição de senhas na bilheteria 15 minutos antes de cada sessão.

    Entre os destaques da mostra, estão o tenso primeiro longa-metragem de Clint,Perversa Paixão, sobre a obsessão amorosa; sua apropriação sombria do polêmico policial Dirty Harry – Impacto Fulminante; o melancólico retrato de um cantor apaixonado pela música, A Última Canção; e o seu primeiro faroeste como diretor, o violento O Estranho Sem Nome. Também ganham exibição a obra-prima Um Mundo Perfeito, reconhecido por muitos fãs como seu grande filme, e o subestimado Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal. Duas das atuações mais marcantes de sua trajetória, O Estranho que Nós Amamos, de Don Siegel, e O Último Golpe, de Michael Cimino, completam a programação.
    Os filmes
    Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal – (Midnight In The Garden Of Good And Evil, 1997, 155 minutos)
    John Kelso (John Cusack), um escritor e jornalista de Nova York, vai até Savannah, Geórgia, para cobrir a festa de natal de Jim Williams (Kevin Spacey), um noveau-riche (segundo ele mesmo) que se tornou a pessoa mais importante da cidade. Durante a festa na casa do milionário Kelso, sem ter noções de certos fatos, presencia uma briga entre o anfitrião e Billy (Jude Law), que parecia não ter tido grandes consequências. Mas, um pouco mais tarde, ele fica sabendo que Jim matara Billy, com quem tinha uma ligação íntima. Deste momento em diante tudo em Savannah passa a girar em torno do julgamento e Jim, que alega legítima defesa, espera usar seu prestígio e poder para ser absolvido, mas parece que tanto a defesa quanto a acusação decidiram mascarar a verdade de todas as formas, para terem um veredicto favorável. Exibição em HD.
    Um Mundo Perfeito – (A Perfect World, 1993, 137 minutos)
    Nos anos 60, presidiário sequestra criança como refém, após fugir de sua sentença. Segue para o Alaska, terra onde seu pai foi morar, para um acerto de contas com o passado. Porém, com o tempo, cria uma amizade com o menino, que também desconhecia a presença de uma figura paterna. Enquanto são perseguidos por um veterano policial, os dois compartilham emoções que lhes eram desconhecidas. Exibição em HD.

    Impacto Fulminante
    – (Sudden Impact, 1983, 115 minutos)
    Harry Callahan (Clint Eastwood) é um policial de São Francisco que é criticado por seu método, no qual mata diversos criminosos em seu trabalho. Assim é mandado em uma missão na Califórnia, enquanto a situação se acalma. Entretanto lá uma artista, Jennifer Spencer (Sondra Locke) foi atacada sexualmente juntamente com a irmã, que enloqueceu. Assim ela jura vingança e começa a eliminar os homens que a violentaram, fazendo com que Callahan tenha que evitar que ela continue matando. Exibição em DVD.
    A Última Canção – (Honkytonk Man, 1982, 118 minutos)
    Na década de 30, durante a terrível depressão americana, somente uma coisa era capaz de garantir a sobrevivência de um homem: seus sonhos. Red Stovall (Clint Eastwood), um apaixonado pela música e pelo Whisky, decidiu correr as estradas empoeiradas atrás de uma chance para se tornar um grande cantor country. Junto com seu fiel sobrinho (Kile Eastwood), cuja função era manter longe de problemas, eles seguiram de Oklahoma até Nashville vivendo aventuras e decepções em nome de seus sonhos. Exibição em HD.
    O Último Golpe – (Thunderbolt and Lightfoot, 1974, 110 minutos) – Direção: Michael Cimino
    Sete anos após um assalto a banco, um experiente ladrão que se disfarçava de sacerdote religioso se reúne com um companheiro mais jovem e irreverente, reencontrando seu antigo grupo para organizar um novo e audacioso golpe. Exibição em HD.
    O Estranho Sem Nome – (High Plains Drifter, 1973, 105 minutos)
    Eastwood interpreta um estranho misterioso que surge das escaldantes areias do deserto e cavalga decidido para amedrontada cidade do Lago. Após cometer vários crimes em vinte minutos, o Estranho é contratado pela cidade para protegê-la de três pistoleiros fugidos da prisão. Exibição em blu-ray.
    Perversa Paixão – (Play Misty For Me, 1972, 102 minutos)
    Dave (Clint Eastwood) é um locutor paquerador que perdeu a namorada (Donna Mills) por causa de suas traições. Na cidade de Carmel ele vive sua rotina de passeios noturnos pelo circuito de bares e cantadas picantes dirigidas às ouvintes que escutam as cinco horas diárias de seu programa. Certo dia, ele sai como uma fã (Jessica Walter) e na sequência um romance se inicia, apesar dele deixar claro para ela que não gostaria de nada sério. Quando a ex-namorada retorna para a cidade, Dave pensa em mudar de vida e tornar-se fiel, mas Evelyn não está disposta a perder essa disputa amorosa e revela-se mais perigosa e imprevisível do que ele poderia imaginar. Exibição em blu-ray.
    O Estranho que Nós Amamos – (The Beguiled, 1971, 100 minutos) – Direção: Don Siegel
    Clint Eastwood e Geraldine Page estrelam este tenso drama psicológico sobre amor e traição. Durante a Guerra Civil Americana, um soldado da União ferido é abrigado pela diretora e pelas estudantes de um colégio para garotas no Sul do país. Enquanto sua saúde melhora, seu desejo aumenta. Contudo, poderia ele confiar que estas mulheres do inimigo não iriam entregá-lo? Exibição em blu-ray.
    Programação
    Terça-feira, 14
    15h – Perversa Paixão
    17h – A Última Canção
    19h – Um Mundo Perfeito
    Quarta-feira, 15
    15h – O Estranho que Nós Amamos
    17h – O Estranho Sem Nome
    19h – Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal
    Quinta-feira, 16
    15h – Impacto Fulminante
    17h – A Última Canção
    19h30 – Lançamento do documentário Olhos Fechados Pro Azar, com a banda Dingo Bells
    Sexta-feira, 17
    15h – O Estranho Sem Nome
    17h – Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal
    20h – Projeto Raros (O Relatório, de Abbas Kiarostami + debate com Ivonete Pinto)
    Sábado, 18
    17h – O Último Golpe
    19h – Impacto Fulminante
    Domingo, 19
    15h – Perversa Paixão
    17h – O Estranho que Nós Amamos
    19h – Um Mundo Perfeito
    Outras informações
    Sala P. F. Gastal
    Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
    Av. Pres. João Goulart, 551 – 3º andar – Usina do Gasômetro
    Fone 3289 8133
    www.salapfgastal.blogspot.com
    Edição de: Manuel Petrik

  • Reajuste de servidores federais custará R$ 67 bi aos cofres públicos

    Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil
    O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão divulgou hoje (14) nota corrigindo o impacto do reajuste de servidores federais até de 2018, que é de R$ 67,7 bilhões e não de R$ 52,9 bilhões como anunciado pelo governo anteriormente. O reajuste foi aprovado no dia 2 de junho pela Câmara dos Deputados.
    De acordo com a nota de esclarecimento do ministério, “na tabela anteriormente divulgada, houve erro técnico na apuração dos impactos decorrentes dos reajustes concedidos no período 2017-2018. As informações divulgadas deixaram de computar parte do efeito das anualizações dos reajustes concedidos nos anos anteriores. Desta maneira, os valores apresentados para 2017 e 2018 estavam subestimados. Veja abaixo como fica o impacto atualizado:
    Sem título
    O ministério destaca, ainda, que, mesmo com a correção, o impacto dos reajustes sobre a folha primária projetada para o período 2016-2018, considerados os seus efeitos anualizados, está abaixo da inflação esperada para o mesmo período.
     
     
  • Estudantes só desocupam AL após reunião com governador Sartori

    FELIPE UHR
    Os estudantes que desde ontem estão acampados no saguão da Assembleia Legislativa anunciaram hoje que só deixam o local após um encontro com o governador.
    O pedido foi feito durante uma reunião com o deputado Gabriel Souza, líder do governo na Assembleia. Souza será o interlocutor entre estudantes e governo.
    Os secundaristas pediram também a retirada do PL 44. O deputado, após a reunião, se dirigiu ao Palácio Piratini onde tenta atender a reivindicação dos alunos. 
    Os secundaristas também estão em reunião interna para decidir os próximos passos do movimento.
    De certo mesmo é que a ocupação continua até o encontro com Sartori.
    “Estamos 35 ocupando as escolas e o governador ainda não apareceu. Queremos conversar com ele. Só sairemos daqui depois” afirmou a secundarista Isabela Luzardo, integrante da União Brasileira dos Estudantes (Ubes) que participou das reuniões com Souza.
    A ocupação aconteceu com a intenção de barrar a PL44 que passaria pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) esta manhã.
    A reunião da CCJ acabou não acontecendo por falta de quórum. Por conta da ocupação a entrada principal da Assembleia está fechada. Só entram funcionários e pessoas autorizadas, pelo estacionamento.

  • Governo entra na Justiça para desocupar escolas

    A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ingressou com ação civil pública, na tarde desta segunda-feira, com pedido liminar para a desocupação de escolas no Rio Grande do Sul.
    A ação tenta garantir o retorno das condições para realização de aulas e o acesso de professores e estudantes.
    Semana passada, o secretário da Educação, Luis Antônio Alcoba, endereçou correspondência aos alunos dessas escolas dando um prazo de 48 horas para elas serem desocupadas.
    Há 158 escolas ocupadas no Estado, segundo o levantamento do movimento Ocupa Escola/ RS.
    O processo vai tramitar na Vara da Fazenda Pública, no Foro Central de Porto Alegre.
    “Não queremos cercear nenhuma manifestação, mas tem uma grande maioria da população e da sociedade que deseja que os alunos tenham aula. Não podemos admitir que organismos políticos usem uma minoria para não deixar que os professores e as crianças, que querem estudar, tenham aula”, disse o secretário-geral de Governo, Carlos Búrigo.
    O Cpers/Sindicato, no entanto, denuncia a postura de intolerância do governo e diz que está atento e não permitirá que seja usada truculência para desmobilizar as ocupações dos alunos.
    “Qualquer ato que atinja a integridade física dos nossos estudantes será responsabilidade desse governo anti democrático e desrespeitoso”, diz nota do Cpers sobre o assunto.

  • A dívida do Rio Grande do Sul

    Esses peritos contadores e analistas fiscais e suas incríveis tabelas….!!! Nas contas da Previdência só veem déficit, quando eu vejo enigmas.

    Agora, pipocam notícias sobre a dívida dos Estados, mostrando o RS como o que está em pior situação, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal ao ter compromissos superiores a duas vezes a sua receita. Inúmeros gráficos na TV Globo mostram o Estado como campeão dos gastos. – Uma irresponsabilidade política e fiscal dos gaúchos! repetem.
    Uma coisa não dizem: Que o RS tem uma má performance na arrecadação do ICMS, comparativamente a outros Estados, fruto da falta de atenção e providências de sucessivas administrações.
    Outra, que não falam: um Estado que investiu muito em educação, saúde e segurança no passado, obedecendo imperativos do bom governo, terá, necessariamente, uma folha de aposentados mais pesada no futuro do que aqueles que não o fizeram. No RS este futuro chegou e não há nenhuma compensação da União diante deste fato.
    Por último, ninguém fala que a “monstruosa” dívida do RS é equivalente ao que o Estado transfere, anualmente, à União, pela arrecadação federal em seu território. Afinal, o Rio Grande é uma das maiores economias do país. Destes recursos, transferidos liquidamente, uma parte fica para a União, outra vai para os Fundos de Participação de Estados e dos Municípios, vindo, no caso dos Estados “mais pobres” a compor grande parte, muitas vezes superior a 50%, de suas receitas (consideradas próprias). Paradoxalmente, por isso, uma professora no Maranhão pode ganhar mais do que uma professora no RS.
    Lá, os recursos transferidos “constitucionalmente” – fora os negociados – alimentarão a oligarquia política que usa o Estado como mecanismo de dominação política, refletindo-se, ademais, no papel dominante que acabam tendo no Congresso (e Administração) Federal, mercê dos critérios que os beneficiam no cálculo de representantes. Vitor Nunes Leal tem um clássico demonstrando como isso funciona: “Coronelismo, Enxada e Voto”.
    A propósito. Não sou contra a função redistributiva promovida pela União dos Estados mais ricos para os mais pobres. Mas questiono duas coisas: 1. Os critérios que definem os montantes a serem transferidos de uns para outros; 2. A transferência direta de recursos fiscais líquidos para o caixa dos Estados receptores, como recursos próprios; estas transferências deveriam se destinar a Projetos específicos para infra estrutura física e social, preferencialmente através de Bancos Oficiais como CEF e BNDES que detém longa experiência nesta questão.
    Ou seja, um dos problemas de Estados como o RS, malgrado os maus governos, está no Pacto Federativo tal como ele se constitui hoje, que o espolia fiscalmente para alimentar o coronelismo vigente em áreas com menor nível de desenvolvimento. Daí os “Renãs, “Collors” etc.
    Entenderam…? Ou vamos ter que reeditar a Revolução de 30 para explicar tudo melhor…?