Autor: da Redação

  • Livro de ficção política prevê caos no Brasil em 2022

     

    A tensão que domina a sociedade brasileira, a crise da democracia representativa, a indignação popular e a reorganização da população ao redor da internet são sinais de mudanças radicais na organização social do Brasil e do planeta.
    A afirmação é do escritor e pesquisador Eduardo Fenianos que, no livro “Bomba em Brasília”, afirma servir apenas um instrumento para noticiar os acontecimentos que vão revolucionar o Brasil e o mundo entre os anos de 2022 e 2028.
    Curioso é que, de fato, as primeiras linhas de “Bomba em Brasília” levam à interpretação de que o autor do livro e responsável pelas informações é um jornalista que vive no futuro, utilizando Fenianos apenas como um interlocutor com a atualidade.
    ssa ponte deixa a dúvida se a obra é uma ficção, uma profecia ou uma reportagem que apenas transcreve as mensagens enviadas do futuro.
    O livro é dividido em duas partes. A primeira descreve, minuto a minuto, o dia 7 de setembro de 2022, quando um acontecimento inesperado mudará a vida e a realidade dos brasileiros.
    A segunda parte, com uma narrativa rápida, descreve as consequências desta revolução política, enquanto acompanha o desenlace de uma guerra entre o Brasil e um país vizinho, e divulga os bastidores de um relacionamento amoroso, entre duas celebridades, inimaginável para os dias de hoje.
    Entre as várias revelações, o texto prevê uma revolução no poder judiciário, uma surpreendente relação entre militares e civis, uma grande reforma tributária que afetará inclusive a atividade religiosa, a extinção da Petrobrás, substituída por uma empresa que vai inovar na produção de energia e o surgimento de dois jovens, que vão inspirar uma revolução democrática, com base na internet, influenciando não somente o Brasil, mas todo o planeta.
    Além deles, outro líder de índole duvidosa, exercerá grande influência e se mostrará, ao lado de apenas 6 ministros, um excelente gestor, com atitudes e obras que mudarão, a educação, a economia e, principalmente, os valores morais do país.
    A versão impressa já está venda no site www.bombaembrasilia.com.br A versão digital terá um lançamento virtual no dia 7 de setembro, com a apresentação em vídeo do que acontecerá em Brasília, exatamente daqui há 4 anos.
    Para receber os avisos do horário exato da apresentação do vídeo, basta inscrever-se no canal bomba em brasilia ou novelet no youtube, ou seguir as páginas no twitter,  Facebook. e Instagram
    DEMOCRACIA E INTERNET
    “Sei que os relatos do livro podem parecer estranhos. Eu mesmo me surpreendo quando leio o que é descrito. Mas temos que considerar que internet já modificou e influenciou nossa forma de se comunicar, de se locomover, de se hospedar, de trabalhar, de se relacionar e, certamente, também vai influenciar uma nova organização política”, comenta Eduardo Fenianos que, depois de 63 livros publicados sobre a história e a realidade das cidades do Brasil, estreia em um romance com uma linguagem totalmente diferente de suas publicações anteriores.
    Ele ainda defende que com a tecnologia atual, somada à crise de corrupção vivida pela democracia representativa, é importante colocar em pauta a participação direta do cidadão nas decisões de seu município, estado ou país, por meio da internet.
    É PRECISO IMPLODIR O SISTEMA E CRIAR OUTRO
    Com base nesse pensamento, foi criado o Movimento Bomba em Brasília, que pretende desenvolver estudos e colocar em prática algumas das previsões expostas no livro, como a criação de uma democracia digital direta no Brasil.
    Fenianos procura deixar claro que o nome “Bomba em Brasília” não é um convite para um atentado terrorista, mas um recado claro de que hoje não bastam reformas. É preciso implodir o sistema político e criar outro.
    Assim como os candidatos e partidos que contam com seus marqueteiros para ganhar o voto dos eleitores, o livro e o “Movimento Bomba em Brasília” também terão algumas peças publicitárias.
    Nas redes sociais – Facebook, Instagram e Twitter – serão lançados 59 banners, um para cada dia até o final da eleição, expondo motivos para a criação de um novo sistema democrático e três músicas, que também estará em plataformas de streaming, como ospotfy.
  • PIB varia 0,2% no segundo trimestre e crescimento no ano chega a 1,1%

    No segundo trimestre de 2018, o PIB variou 0,2%, frente ao primeiro trimestre de 2018 na série com ajuste sazonal.
    Foi o sexto resultado positivo após oito variações negativas consecutivas nessa comparação.
    Serviços tiveram desempenho positivo de 0,3%, enquanto houve estabilidade na Agropecuária (0,0%) e queda de 0,6% na Indústria.

    Período de comparaçãoIndicadores%)
    PIBAGROPINDUSSERVFBCFCONS. FAMCONS. GOV
    Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal)0,20,0-0,60,3-1,80,10,5
    Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (sem ajuste sazonal)1,0-0,41,21,23,71,70,1
    Acumulado em quatro trimestres / mesmo período do ano anterior (sem ajuste sazonal)1,42,01,41,42,62,3-0,4
    Valores correntes no trimestre (R$ bilhões)1693,389,6308,11052,7271,41063,4333,0
    Taxa de investimento (FBCF/PIB) 2o tri 2018 = 16,0%
    Taxa de poupança (POUP/PIB) 2o tri 2018 = 16,4%

    Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,693 trilhão, com R$ 1,450 trilhão de Valor Adicionado a Preços Básicos e R$ 242,9 bilhões em Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
    Em relação ao segundo trimestre de 2017, o crescimento foi de 1,0% no segundo trimestre do ano, o quinto resultado positivo consecutivo nessa comparação. A Indústria e os Serviços cresceram 1,2%, enquanto a Agropecuária variou -0,4%. O Valor Adicionado a Preços Básicos cresceu 1,0% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram 1,6%. Pela demanda, o Consumo das Famílias cresceu 1,7%, o quinto trimestre seguido de avanço na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
    No acumulado dos quatro últimos trimestres, o PIB cresceu 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
    A taxa de investimento chegou a 16,0% do PIB, acima do observado no mesmo período de 2017 (15,3%). A taxa de poupança foi de 16,4% no segundo trimestre de 2018 (ante 15,7% no mesmo período de 2017).
    O material de apoio das Contas Trimestrais está à direita desta página.

    Principais resultados do PIB do 2º trimestre de 2017 ao 2º trimestre de 2018
    Taxas (%)2017.II2017.III2017.IV2018.I2018.II
    Acumulado ao longo do ano /
    mesmo período do ano anterior
    0,20,61,01,21,1
    Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores-1,2-0,21,01,31,4
    Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior0,41,42,11,21,0
    Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal)0,40,60,00,10,2
    Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

    PIB varia 0,2% no 2º tri em relação ao 1º tri de 2018
    Dentre as atividades econômicas que contribuíram para o resultado de 0,2% no segundo trimestre de 2018, Serviços variaram 0,3%, enquanto a Agropecuária ficou estável (0,0%) e a Indústria caiu 0,6%.
    Na Indústria, as atividades de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Indústrias Extrativas cresceram, respectivamente, 0,7% e 0,4%. Já as Indústrias de Transformação e Construção recuaram, ambas, 0,8%.
    Nos Serviços, houve crescimento nas atividades de Informação e Comunicação (1,2%), Atividades Imobiliárias (1,2%), Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados (0,7%) e Outras Atividades de Serviços (0,7%). As principais quedas foram em Transporte, Armazenagem e Correio (-1,4%), Comércio (-0,3%) e Administração, Defesa, Saúde e Educação Públicas e Seguridade Social (-0,2%).
    A Despesa de Consumo das Famílias e a Despesa de Consumo do Governo tiveram variações positivas de, respectivamente, 0,1% e 0,5%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo recuou 1,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
    No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços reduziram 5,5%, enquanto as Importações de Bens e Serviços recuaram 2,1% em relação ao primeiro trimestre de 2018.
    PIB cresce 1,0% em comparação ao 2º trimestre de 2017
    Na comparação com o segundo trimestre de 2017, o PIB cresceu 1,0%. A Indústria e os Serviços cresceram 1,2%, enquanto a Agropecuária variou -0,4%.
    Na Indústria, a de Transformação cresceu 1,8%, influenciada, principalmente, pela alta da produção veículos; equipamentos de informática; derivados do petróleo; bebidas; metalurgia; máquinas e equipamentos; e móveis. A Construção segue com resultados negativos (-1,1%) na comparação contra igual período de 2017. Na direção oposta, as Indústrias Extrativas cresceram 0,6%, resultado do recuo da extração de petróleo e de gás natural, compensada pelo aumento da extração de minérios ferrosos. A atividade de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos, por sua vez, cresceu 3,1%, favorecida pela alta do consumo de energia elétrica.
    Nos Serviços, destaque para o avanço de 3,0% das Atividades Imobiliárias. Também apresentaram resultados positivos Comércio – atacadista e varejista – (1,9%), Transporte, Armazenagem e Correio (1,1%), Outras Atividades de Serviços (0,9%), Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados (0,6%), Administração, Defesa, Saúde e Educação Públicas e Seguridade Social (0,5%) e Informação e Comunicação (0,4%).
    Despesa do Consumo das famílias cresce 1,7% no 2º trimestre
    No segundo trimestre de 2018, a Despesa de Consumo das Famílias teve expansão de 1,7%, o quinto trimestre seguido de avanço na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito para pessoa física, bem como das taxas de inflação e de juros mais baixas que as registradas no segundo trimestre de 2017.
    A Formação Bruta de Capital Fixo avançou 3,7% no segundo trimestre de 2018, o terceiro resultado positivo após 14 trimestres de recuo. Esse aumento se deve à alta na importação e na produção de bens de capital, já que a construção manteve desempenho negativo. A Despesa de Consumo do Governo variou 0,1% em relação ao segundo trimestre de 2017.
    No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 2,9%, enquanto as Importações expandiram 6,8% no segundo trimestre de 2018.
    PIB do 1º semestre acumula alta de 1,1%
    No primeiro semestre de 2018, o PIB acumulou alta de 1,1% em relação a igual período de 2017, seguindo uma expansão de 1,8% no semestre encerrado em dezembro de 2017. Nessa comparação, os Serviços (1,4%) e a Indústria (1,4%) cresceram, mas houve queda de 1,6% na Agropecuária.
    Entre as atividades industriais, as Indústrias de Transformação cresceram 2,8%, seguidas pela atividade de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos (1,9%). Já a Construção e as Indústrias Extrativas caíram no primeiro semestre do ano, respectivamente, 1,7% e 0,6%.
    Nos Serviços, apenas Informação e Comunicação (-1,4%) tiveram resultado negativo. O maior avanço foi no Comércio (3,2%), seguido por Atividades Imobiliárias (2,9%), Transporte, Armazenagem e Correio (1,9%), Outras Atividades de Serviços (0,9%), Administração, Defesa, Saúde e Educação Públicas e Seguridade Social (0,5%) e Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados (0,3%).
    Nessa comparação, destaque para o aumento de 3,6% da Formação Bruta de Capital Fixo. A Despesa de Consumo das Famílias aumentou 2,3%, enquanto a Despesa de Consumo do Governo recuou 0,3%. No setor externo, houve crescimento de 7,3% nas Importações de Bens e Serviços e de 1,3% nas Exportações de Bens e Serviços.
    PIB acumulado nos últimos quatro trimestres é de 1,4%
    O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2018 foi de 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Essa taxa resultou do avanço de 1,3% do Valor Adicionado a Preços Básicos e de 2,6% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado deste tipo de comparação decorreu dos desempenhos da Agropecuária (2,0%), da Indústria (1,4%) e dos Serviços (1,4%).
    A Formação Bruta de Capital Fixo subiu 2,6%, o primeiro resultado positivo desde o segundo trimestre de 2014, e a Despesa de Consumo das Famílias aumentou 2,3%, a terceira alta seguida. Já a Despesa de Consumo do Governo manteve a trajetória de queda, com -0,4%. No setor externo, altas de 4,7% nas Exportações de Bens e Serviços e de 7,1% nas Importações de Bens e Serviços.
    Taxa de Investimento foi de 16,0% no 2º trimestre
    A Taxa de Investimento no segundo trimestre de 2018 foi de 16,0% do PIB, abaixo do observado no mesmo período de 2017 (15,3%). A Taxa de Poupança foi de 16,4%, ante 15,7% no segundo trimestre de 2017.
    A Renda Nacional Bruta atingiu R$ 1,672 trilhão contra 1,608 trilhão na comparação com o segundo trimestre de 2017. Nessa mesma base de comparação, a Poupança Bruta atingiu R$ 278,2 bilhões contra R$ 256,6 bilhões no mesmo período de 2017.
    A Necessidade de Financiamento alcançou R$ 1,9 bilhão ante uma Capacidade de Financiamento de R$ 14,4 bilhões no mesmo período do ano anterior. Esse resultado é explicado, principalmente, pela redução de R$ 19,0 bilhões no saldo externo de bens e serviços e de R$ 2,1 bilhões em Renda Líquida de Propriedade enviada ao Resto do Mundo.
     

  • Queda no desemprego é apenas aparente, diz analista do IEDI

    A segunda metade de 2018 se iniciou com um pequeno declínio da taxa de desemprego e alta de 1,1% da população ocupada frente a maio-julho do ano passado.
    Esses dados divulgados nesta quinta-feira, renderam manchetes otimistas sugerindo que o segundo semestre iniciou com retomada econômica.
    Não é bem isso. Uma análise dos técnicos do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) mostra que se estes dados isolados podem sugerir uma melhora do quadro do emprego, a realidade é outra.
    “Ao contrário, o que vem ocorrendo é uma piora sucessiva desde o começo de 2018 que se agravou ainda mais na virada do semestre, sobretudo no caso da indústria que voltou a desempregar.
    A taxa de desocupação saiu de 12,8% no trimestre findo em jul/17 para 12,3% naquele findo em jul/18.
    Além do recuo ser muito modesto, é preciso considerar que contribuiu muito para esta evolução o crescimento da força de trabalho, isto é, o número de pessoas adicionais em busca de um posto de trabalho, ter ficado praticamente estável.
    Na origem disso, está o fato de que muitos vêm desistindo de procurar emprego, depois do insucesso de tentativas recorrentes. É o desalento, que segundo o IBGE ficou quase 18% maior do que em mai-jul/17.
    Para um país que almeja reduzir o desemprego, é grave que o desalento cresça a este ritmo enquanto a ocupação varia apenas +1,1%, resultado mais recente de uma trajetória de nítida desaceleração desde a entrada de 2018.
    Vale lembrar que a taxa de crescimento da população ocupada caiu pela metade do último trimestre de 2017 (+2%) até agora no trimestre findo em jul/18.
    Este menor crescimento da ocupação total ocorre, ainda, antes mesmo dos empregos com carteira assinada – que são de maior qualidade por apresentaram rendimentos maiores e mais regulares – mostrarem alguma reação: em mai-jul/18 houve queda foi de -1,1% ante igual período do ano anterior.
    Por sua vez, trabalho sem carteira (+3,4%) e por conta própria (+2,1%), que são os responsáveis pela melhora do emprego desde o ano passado, vêm crescendo cada vez menos.
    Outro sintoma de que a situação do emprego pode vir a passar por um novo retrocesso, reforçando o perfil não apenas lento mas também descontínuo da atual recuperação econômica, é o retorno ao negativo do emprego industrial, como mostram as variações interanuais abaixo.
    •  Ocupação total: +1,8% em jan-mar/18; +1,1% em abr-jun/18 e +1,1% em mai-jul/18;
    •  Ocupados na indústria: +2,0%; +1,2% e -0,4%, respectivamente;
    •  Ocupados na construção: -4,1%; -2,5% e -1,6%;
    •  Ocupados no comércio e reparação de veículos: +1,5%; -0,1% e +0,1%;
    •  Ocupados em alojamento e alimentação: +5,7%; +2,6% e +1,5%;
    •  Ocupados em info., com., ativ. financeiras, imob., profissionais e adm.: +1,3%; +0,9% e +2,1%, respectivamente.
    Depois de ter liderado a criação de vagas no último trimestre do ano passado, a ocupação na indústria caiu -0,4% em mai-jul/18, referente a 43 mil ocupados a menos do que um ano antes, o que não chega a surpreender pois sua trajetória do ponto de vista da produção já apontava para esta possibilidade.
    O desempenho recente do setor é um retrocesso porque é a indústria quem tem grande capacidade de espalhar dinamismo para o restante da economia e porque emprega majoritariamente com carteira assinada. Assim, o revés da indústria reduz as chances de uma reação do emprego formal.
    Conforme dados da PNAD Contínua Mensal divulgados hoje pelo IBGE, a taxa de desocupação registrada no trimestre entre maio e julho de 2018 atingiu 12,3%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, fevereiro a abril de 2018, houve redução de 0,3 p.p., e para o mesmo trimestre do ano anterior houve retração de 0,5 p.p., quando apresentou 12,8%.
    O rendimento real médio de todos os trabalhos habitualmente recebidos foi registrado em R$2.205, apresentando retração de 0,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior (fev-mar-abr), já frente ao mesmo trimestre de referência do ano anterior, houve crescimento de 0,8%.
    A massa de rendimentos reais de todos os trabalhos habitualmente recebidos atingiu R$197,2 bilhões no trimestre que fechou em julho, registrando acréscimo de 0,6% frente ao trimestre imediatamente anterior e expansão de 2,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$195,9 bilhões).
    Para o trimestre de referência, a população ocupada foi de 91,6 milhões de pessoas, aumento de 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (90,6 milhões de pessoas ocupadas). Em relação ao trimestre imediatamente anterior (fev-mar-abr) aferiu-se variação de 1,0%.
    Em comparação com o trimestre imediatamente anterior, o número de desocupados retraiu 4,1%, com 12,9 milhões de pessoas. Já frente ao mesmo trimestre do ano anterior observou-se decréscimo de 3,4%. Em relação a força de trabalho, registrou-se neste trimestre 104,5 milhões de pessoas, crescimento de 0,4% frente ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 0,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.
    Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, os grupamentos de atividades que obtiveram expansão da ocupação foram: Outros serviços (6,0%), Administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7%), Serviços domésticos (2,5%), Informação, Comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,1%), Alojamento e alimentação (1,5%), Transporte, armazenagem e correios (0,2%) e Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (0,1%). Por outro lado, os agrupamentos que apresentaram retração na ocupação foram: Construção (-1,6%), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-0,6%) e Indústria (-0,4%).
    Por fim, analisando a população ocupada por posição na ocupação frente ao mesmo trimestre do ano anterior, observamos expansões nas seguintes categorias: em

    Segundo a Pnad contínua divulgada hoje, a segunda metade de 2018 se iniciou com um pequeno declínio da taxa de desemprego e alta de 1,1% da população ocupada frente a maio-julho do ano passado.
    Isolados, estes dados poderiam sugerir uma melhora do quadro do emprego no país. Não foi este o caso.
    Ao contrário, o que vem ocorrendo é uma piora sucessiva desde o começo de 2018 que se agravou ainda mais na virada do semestre, sobretudo no caso da indústria que voltou a desempregar.
    A taxa de desocupação saiu de 12,8% no trimestre findo em jul/17 para 12,3% naquele findo em jul/18.
    Além do recuo ser muito modesto, é preciso considerar que contribuiu muito para esta evolução o crescimento da força de trabalho, isto é, o número de pessoas adicionais em busca de um posto de trabalho, ter ficado praticamente estável.
    Na origem disso, está o fato de que muitos vêm desistindo de procurar emprego, depois do insucesso de tentativas recorrentes. É o desalento, que segundo o IBGE ficou quase 18% maior do que em mai-jul/17.
    Para um país que almeja reduzir o desemprego, é grave que o desalento cresça a este ritmo enquanto a ocupação varia apenas +1,1%, resultado mais recente de uma trajetória de nítida desaceleração desde a entrada de 2018. Vale lembrar que a taxa de crescimento da população ocupada caiu pela metade do último trimestre de 2017 (+2%) até agora no trimestre findo em jul/18.
    Este menor crescimento da ocupação total ocorre, ainda, antes mesmo dos empregos com carteira assinada – que são de maior qualidade por apresentaram rendimentos maiores e mais regulares – mostrarem alguma reação: em mai-jul/18 houve queda foi de -1,1% ante igual período do ano anterior. Por sua vez, trabalho sem carteira (+3,4%) e por conta própria (+2,1%), que são os responsáveis pela melhora do emprego desde o ano passado, vêm crescendo cada vez menos.
    Outro sintoma de que a situação do emprego pode vir a passar por um novo retrocesso, reforçando o perfil não apenas lento mas também descontínuo da atual recuperação econômica, é o retorno ao negativo do emprego industrial, como mostram as variações interanuais abaixo.
    •  Ocupação total: +1,8% em jan-mar/18; +1,1% em abr-jun/18 e +1,1% em mai-jul/18;
    •  Ocupados na indústria: +2,0%; +1,2% e -0,4%, respectivamente;
    •  Ocupados na construção: -4,1%; -2,5% e -1,6%;
    •  Ocupados no comércio e reparação de veículos: +1,5%; -0,1% e +0,1%;
    •  Ocupados em alojamento e alimentação: +5,7%; +2,6% e +1,5%;
    •  Ocupados em info., com., ativ. financeiras, imob., profissionais e adm.: +1,3%; +0,9% e +2,1%, respectivamente.
    Depois de ter liderado a criação de vagas no último trimestre do ano passado, a ocupação na indústria caiu -0,4% em mai-jul/18, referente a 43 mil ocupados a menos do que um ano antes, o que não chega a surpreender pois sua trajetória do ponto de vista da produção já apontava para esta possibilidade. O desempenho recente do setor é um retrocesso porque é a indústria quem tem grande capacidade de espalhar dinamismo para o restante da economia e porque emprega majoritariamente com carteira assinada. Assim, o revés da indústria reduz as chances de uma reação do emprego formal.
    Conforme dados da PNAD Contínua Mensal divulgados hoje pelo IBGE, a taxa de desocupação registrada no trimestre entre maio e julho de 2018 atingiu 12,3%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, fevereiro a abril de 2018, houve redução de 0,3 p.p., e para o mesmo trimestre do ano anterior houve retração de 0,5 p.p., quando apresentou 12,8%.
    O rendimento real médio de todos os trabalhos habitualmente recebidos foi registrado em R$2.205, apresentando retração de 0,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior (fev-mar-abr), já frente ao mesmo trimestre de referência do ano anterior, houve crescimento de 0,8%.
    A massa de rendimentos reais de todos os trabalhos habitualmente recebidos atingiu R$197,2 bilhões no trimestre que fechou em julho, registrando acréscimo de 0,6% frente ao trimestre imediatamente anterior e expansão de 2,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$195,9 bilhões).
    Para o trimestre de referência, a população ocupada foi de 91,6 milhões de pessoas, aumento de 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (90,6 milhões de pessoas ocupadas). Em relação ao trimestre imediatamente anterior (fev-mar-abr) aferiu-se variação de 1,0%.
    Em comparação com o trimestre imediatamente anterior, o número de desocupados retraiu 4,1%, com 12,9 milhões de pessoas. Já frente ao mesmo trimestre do ano anterior observou-se decréscimo de 3,4%. Em relação a força de trabalho, registrou-se neste trimestre 104,5 milhões de pessoas, crescimento de 0,4% frente ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 0,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.
    Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, os grupamentos de atividades que obtiveram expansão da ocupação foram: Outros serviços (6,0%), Administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7%), Serviços domésticos (2,5%), Informação, Comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,1%), Alojamento e alimentação (1,5%), Transporte, armazenagem e correios (0,2%) e Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (0,1%). Por outro lado, os agrupamentos que apresentaram retração na ocupação foram: Construção (-1,6%), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-0,6%) e Indústria (-0,4%).
    Por fim, analisando a população ocupada por posição na ocupação frente ao mesmo trimestre do ano anterior, observamos expansões nas seguintes categorias: empregador (4,0%), trabalho privado sem carteira (3,4%), trabalho doméstico (3,2%), trabalhador por conta própria (2,1%) e setor público (1,9%). Em sentido oposto, os seguintes segmentos registraram quedas: trabalho familiar auxiliar (-4,0%) e trabalho privado com carteira (-1,1%).

    pregador (4,0%), trabalho privado sem carteira (3,4%), trabalho doméstico (3,2%), trabalhador por conta própria (2,1%) e setor público (1,9%). Em sentido oposto, os seguintes segmentos registraram quedas: trabalho familiar auxiliar (-4,0%) e trabalho privado com carteira (-1,1%).

     

  • Sarau voador homenageia Caio Fernando Abreu

    a obra do escritor e dramaturgo Caio F. Abreu é a atração do evento. Foto: Divulgação.

    O Sarau Voador faz no dia 5 de setembro seu primeiro pouso no Venezianos Pub Café, na Cidade Baixa, para homenagear Caio Fernando Abreu. Ingressos a R$ 20,00.
    Com o tema “Para Caio F.”, Deborah Finocchiaro e Roger Lerinarecebem a astróloga Amanda Costa, o jornalista e ator Ivan Mattos, o poeta Ricardo Silvestrin e o músico Angelo Primon.
    O artista visual Alexandre Carvalho pousa, mais uma vez, com o Sarau Voador, para fazer ilustrações ao vivo.
    Passados 22 anos de sua morte, Caio Fernando Abreu segue presente na cultura brasileira. É um dos autores mais populares das redes sociais e entre os jovens, talvez por sua marcante solidariedade ao leitor.
    Entre conversas e reflexões, suas obras mostram nitidamente que crises aparentemente pessoais podem também ser descritas e vividas por outros.
    Caio abandonou os estudos em letras e artes dramáticas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mudou-se para São Paulo em 1968, para fazer parte da primeira redação da revista Veja. Dramaturgo, escritor de ficção, jornalista, tradutor, cronista e contista, venceu três vezes o Jabuti, principal premiação literária brasileira, pelos livros Triângulo das Águas (1983), Os Dragões Não Conhecem o Paraíso (1988) e Ovelhas Negras (1995). Entre suas várias publicações, Morangos Mofados (1982), um livro de contos, o lançou ao sucesso de público e foi aclamado pela crítica.
    A personalidade marcante transbordou para suas palavras. A homossexualidade e a AIDS foram abertamente faladas numa época em que ainda era um assunto “proibido”. Segundo Luiz Schwarcz, publisher do Grupo Companhia das Letras, que já editou a obra de Caio, “ele tinha uma personalidade oscilante. Às vezes muito para baixo, às vezes muito para cima. Parecia flutuar sobre a realidade com aquela echarpe, seu tom de voz toda cheia de contradições. Caio foi um porta-voz de sentimentos, sensações e bandeiras que vão permanecer para outras gerações”.
    SERVIÇO
    O Que: Sarau Voador – Edição “Para Caio F.”
    Quando: 05 de setembro | quarta-feira | 20h
    Onde: Venezianos Pub Café (Rua Joaquim Nabuco, 397 – Cidade Baixa)
    Ingresso: R$ 20,00.

  • Deborah Finocchiaro promove oficina de teatro na Fundação Ecarta

    A Fundação Ecarta recebe a atriz Deborah Finocchiaro no sábado, dia 1º, para ministrar, por meio de experimentos teatrais, uma oficina a fim de desenvolver e aprimorar a conscientização corporal e vocal, a percepção do espaço e a importância do olhar e presença cênica.
    A oficina aborda também o reconhecimento e integração em grupo, além de técnicas de improvisação e a inter-relação entre ator e expectador.
    De acordo com Deborah, na oficina Experimentos Teatrais – Faça da sua Vida uma Obra de Arte, as características pessoais são o ponto de partida para o desenvolvimento e exploração das tantas possibilidades do corpo e da voz, e da conscientização de que as pessoas são seres criativos por excelência.
    A atividade pretende contribuir para ampliação das capacidades de expressão, além de auxiliar na expansão da confiança, atitude, entusiasmo, determinação e aceitação.
    O encontro é dirigido a estudantes, bailarinos, atores e público em geral e acontece, das 14 às 18h, na Ecarta (Av. João Pessoa, 943). Para participar é necessário trazer uma bola de tênis e vestir roupas confortáveis e calçados sem salto.
    A pré-inscrição deve ser realizada em http://bit.ly/2KZNfkG e os valores variam de R$150 a 180, conforme a data de pagamento.
    Deborah Finocchiaro – atriz no teatro, televisão e cinema com participação em centenas de projetos. É fundadora da Companhia de Solos & Bem Acompanhados, atua também como diretora, locutora e produtora. Foi premiada mais de 30 vezes e recebeu homenagem no 21º festival internacional de artes cênicas Porto Alegre em Cena, ganhando a biografia “A Arte Transformadora”. A obra é do jornalista Luiz Gonzaga Lopes e integra o quinto volume da coleção Gaúchos Em Cena.
     

  • Cinema espanhol é destaque no Santander Cultural

    Tradicionalmente, a sala de cinema do Santander Cultural dedica o mês de setembro para a cinematografia espanhola. O programa deste ano traz 21 filmes multipremiados, que somam 44 indicações e 19 prêmios no Goya, considerado o Oscar do Cinema Espanhol.  A Parceria com Embaixada da Espanha em Brasília e Instituto Cervantes oferece entrada franca em toda primeira semana de programação. Novo horário nas sessões dos finais de semana, a partir do dia 22, também marca a programação no mês.

     A programação começa com a Mostra Cinema Atual Espanhol, toda gratuita, realizada em parceria com a Embaixada da Espanha em Brasília e com o Instituto Cervantes. De 30 de agosto a 5 de setembro, a seleção oferece quatro filmes produzidos entre 2014 e 2016, além de A Colmeia, de 1982 – escolhido para marcar o 40º aniversário da Constituição Espanhola.

    De 6 a 29 de setembro, a mostra reúne mais 15 filmes produzidos entre 2001 e 2015, com foco no drama e na comédia, embora alguns misturem os dois gêneros. Três sessões comentadas e dois documentários estão contemplados – um deles é Sonhos de Sal, grande vencedor do Goya da categoria em 2016.

    De 22 a 23 de setembro, o filme francês Nos Vemos no Paraíso, de Albert Dupontel, ganha seis exibições que marcam a mudança do horário do cinema aos finais de semana, com horários às 13h30, 15h30 e 17h30.

    À última edição do Domingo Cultural do ano ocorre dia 30/9, com o divertido filme No Mundo da Lua, animação espanhola que ganhou o Goya da categoria em 2018. As três são sessões gratuitas e dubladas em português.

  • Artista circense Carol Mende mostra “Gira! Deixa a Gíria Girar” no Cirquintana

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) realiza na próxima quinta-feira ,dia 30, uma edição especial do projeto Cirquintana, com o número “Gira! Deixa a Gíria Girar”.

    A apresentação é gratuita e ocorre às 12h30, na Travessa dos Cataventos. Em caso de chuva, o espetáculo será transferido para nova data a ser divulgada.

    Em “Gira! Deixa a Gíria Girar”, a artista circense Carol Mendes mistura danças urbanas com a manipulação de objetos não tradicionais, como um bambolê criado, a partir da pesquisa e experimentação, especialmente para giros corporais. O equilíbrio de bolas de contato e o malabarismo tradicional também são revisitados sob a ótica de uma artista formada longe dos meios convencionais circenses. O espetáculo foi contemplado pelo edital do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) Prêmio IEACEN Circo.

    Sobre Carol Mendes
    Artista da cena com experiência, principalmente, nas danças urbanas e malabarismo, integrou os grupos Batida de Rua, Conexão e o Grupo Experimental de Dança da cidade de Porto Alegre.

    Atualmente atua no Núcleo de Experimentações Cênicas e Transversalidades (NECITRA), onde desenvolve o trabalho de produtora cultural e elenco no espetáculo “Gotas de Cristal” e no seu solo “Cafetina Show”.

    SERVIÇO
    Projeto Cirquintana – Espetáculo “Gira! Deixa a Gíria Girar”
    Artista circense: Carol Mendes.
    Quando: 30 de agosto | Quinta-feira
    Hora: 12h30
    Local: Travessa dos Cataventos
    Entrada gratuita

  • Delta David Gier rege trio Porto Alegre em concerto da Ospa

    O próximo concerto da Ospa em sua Casa da Música conta com a presença do maestro Delta David Gier, Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Dakota do Sul que foi também condutor assistente da Filarmônica de Nova York e da Metropolitan Opera. Os solos ficarão a cargo do Trio Porto Alegre, grupo formado pelo pianista Ney Fialkow, pelo violinista Cármelo de los Santos e pelo violoncelista Hugo Pilger cujas apresentações incluem importantes salas de concerto no Brasil, Alemanha, Chile e Paraguai.
    SERVIÇO
    Concerto da Ospa | Série Pablo Komlós
    Quando: 1º de setembro, sábado
    Horário: 17h
    Local: Sala de Concertos da Casa da Música da Ospa (Centro Administrativo Fernando Ferrari – Av. Borges de Medeiros, nº 1501/Centro, Porto Alegre-RS
    INGRESSOS
    Valores: R$ 80 (camarote), R$ 40 (plateia) e R$ 30 (mezaninos e balcões), com 50% de desconto para estudantes, seniores e sócios do Clube do Assinante ZH, e 20% de desconto para titulares do cartão Zaffari Bourbon e clientes do Banrisul.
    INGRESSOS PROMOCIONAIS PARA ESTUDANTES
    Para incentivar o público estudantil a frequentar os concertos da Casa da Música da Ospa, a orquestra disponibiliza uma cota de ingressos com desconto especial para estudantes. No sábado, dia 1º, das 14h às 16h30, quem comparecer no local com carteira estudantil ou comprovante de matrícula, poderá adquirir entradas para o concerto, para platéia, balcões e mezaninos, por R$ 10 (conforme disponibilidade).
    VENDA ONLINE
    Em www.ospa.org.br
    Os ingressos online serão vendidos até o meio-dia de sábado, dia 1º de setembro.
    VENDA FÍSICA
    Na bilheteria da Casa da Música da Ospa, no sábado, dia 1º de setembro, das 14h às 17h

    Maestro Delta David Gier, da Sinfônica South Dakota Public. Foto: Divulgação.

    PROGRAMA
    Ludwig van Beethoven: Concerto triplo para violino, cello e piano | Solos: Trio Porto Alegre
    Piotr Ilyich Tchaikovsky: Sinfonia Nº4 em Fá Menor, Op.36
    Regente: Delta David Gier (Estados Unidos)
    Solistas: Trio Porto Alegre (Ney Fialkow (piano), Cármelo de los Santos (violino) e Hugo Pilger (violoncelo)
     

  • Expointer aponta os melhores produtos da agricultura familiar

    Será divulgado nesta quinta (30) à noite o resultado dos concursos para escolha dos melhores produtos da agricultura familiar expostos na 41ª Expointer, que acaba domingo no parque de exposições de Esteio.

    É o sétimo ano dos concursos que mobilizam dezenas de  famílias que este ano ocupam 280 estandes, um recorde nos 20 anos em que a pequena agricultura se apresenta na festa do agronegócio do Sul.

    Serão premiados por júris técnicos os melhores méis, sucos, vinhos, salames e queijos coloniais.

    No caso do mel, julgado terça-feira à tarde, os itens analisados foram o aroma, o sabor e a textura (densidade/viscosidade). Além disso, pesa o laudo técnico com a análise físico-química do produto.(GH)

  • Pesquisa mostra que jovens querem permanecer no campo

    Mais de 90% dos jovens que estão hoje no campo pensam em permanecer nas propriedades rurais e fazer a sucessão.

    Esse foi o dado que mais chamou a atenção entre as questões que apareceram em uma pesquisa realizada pela Emater/RS-Ascar em 493 municípios gaúchos.

    O resultado do levantamento foi apresentado na manhã desta quarta-feira (29/08), na Casa da Instituição, na Expointer, em Esteio, pela coordenadora da pesquisa, Clarice Bock. O objetivo foi conhecer a realidade dos jovens assistidos pela Extensão Rural e Social.

    Foram analisados 7.896 questionários que foram aplicados com agricultores familiares, indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e assentados da reforma agrária.

    “Quase 5.000 respostas foram positivas para o desejo do jovem de permanecer no campo e a renda ficou em terceiro lugar”, comentou Clarice. O desejo de ficar no campo está nos laços familiares, pelo vínculo com o rural, pelas questões financeiras e pela dificuldade de adaptação ao urbano.

    Outro dado que ficou demonstrado foi que a maioria dos jovens que permanecem no campo está buscando qualificação profissional. A grande maioria tem o ensino médio completo e, aproximadamente, 800 estão cursando o terceiro grau.

    Além disso, 74% dos jovens que estão à frente dos empreendimentos familiares são solteiros e do sexo masculino e 68% estão satisfeitos com a remuneração atual. E 96% das famílias pesquisadas entende ter condições de permanecer na propriedade.

    “A pesquisa servirá para termos uma radiografia que irá nos ajudar a planejar ações, criar estratégias que incentivem o jovem a permanecer no meio rural com qualidade de vida”, avaliou o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura.

    Exemplo de perseverança

    Luciana Loewenstein Justin, jovem produtora de Itati, que está participando do Pavilhão da Agricultura Familiar, na Expointer, traz na expressão a felicidade em ter permanecido na “roça”.

    “Não queria ficar na roça. Era muito cansativo ficar embaixo do sol forte. Hoje não. Temos outras formas de trabalhar, por exemplo, em estufas e com a agroindústria da família”, reflete a jovem, que tem mais três irmãs que também tiram o sustento da agricultura. Duas delas fizeram faculdade, mas não exercem as profissões escolhidas. Luciana, que já trabalhou no sistema bancário, hoje toca a agroindústria Cantinho da Natureza, que produz chips de banana, batata-doce e aipim. “Quero muito buscar mais qualificação. Já estou agendada para fazer, em janeiro, curso de morangos e tomates em estufa. Tudo orientado pelo Escritório Municipal da Emater. E vou fazer o curso com os meus pais também. O meu projeto para um futuro próximo é investir na agroindustrialização de produtos à base de morangos.”