Autor: da Redação

  • Haiti 2015: uma nação que resiste

    Abre nesta terça, 7, a exposição “Haiti 2015 – Uma Nação que Resiste”, com fotos do jornalista Wálmaro Paz.
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    Desde sua independência em 1804, após uma revolução de escravos liderados por Toussaint Louverture e Jean Jacques Dessalines, os haitianos vêm, resistindo a um processo insistente de recolonização preconizado pelos brancos norte-americanos, sob o pretexto de sua incapacidade de organização e econômica.
    Portanto há 211 anos, completados em 2015 com um processo eleitoral fraudulento e rejeitado pela população, que aqueles negros que habitam a Pérola das Antilhas vêm lutando incessantemente.
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    Uma crise ambiental séria provocada pelos colonizadores que desmataram totalmente as montanhas do país e uma população grande (cerca de 10,2 milhões) em relação a área (27.750 quilômetros quadrados) acabou provocando uma diáspora.
    Os principais destinos dos sobreviventes daquele país, que em 2010 sofreu um terremoto que vitimou cerca de 200 mil pessoas, são USA, Canadá e o Brasil.
    1 – Diariamente uma grande fila forma-se nas portas do consulado brasileiro em Petion Ville para pedirem vistos humanitárias em passaportes para emigrarem para o Brasil. Antes de 2015 quando o governo brasileiro liberou cerca de 2 mil vistos mensais, muitos haitianos viajavam clandestinamente a um custo de 2 mil dólares.
    2- As mulheres haitianas, submissas culturalmente aos homens, garantem o sustento de suas famílias muito grandes vendendo produtos nos machés (mercados livres nas
    3 – As dez principais cidades haitianas, capitais de departamentos tem ruas movimentadas com um transito intenso de motocicletas. Elas ainda conservam, o traçado do período colonial, inclusive preservando inúmeras construções. Artistas de rua expõem seus trabalhos nas calçadas à espera de turistas.
    4 – A grande esperança daquela nação é expressa nos olhares de suas crianças. legres,
    5 – Um olhar para o futuro com um brilho de esperança é a sua marca.
    6 – O trabalho nas plantações de arroz, sorgo e feijão do congo além da extração de pedras nas montanhas começa cedo. Crianças e adolescentes realizam diariamente um trabalho árduo depois da escola para ajudar suas famílias.
    7 – Um processo eleitoral conduzido pela OEA naquele ano revelou-se fraudulento. Liderança dos camponeses como Chavannes Jean Baptiste, mostram a seus seguidores o rumo da resistência.
    8 – Apesar da crise, ou mesmo por causa dela, os haitianos são excelentes artesãos e cultuam os costumes de seus antepassados trazidos de diversas regiões da África.
    9 – No dia dos mortos vão aos cemitérios comemorar com seus ancestrais, a quem servem café e iguarias. Para os haitianos a morte é uma nova vida.
    10 – O amor e a integração com a natureza e uma reverência aos antepassados são as principais marcas da cultura da Pérola das Antilhas.

  • Agapan homenageia padre Rambo na Semana do Meio Ambiente

    A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente com uma homenagem ao Padre Balduíno Rambo, jesuíta gaúcho notável por sua obra científica, precursora e inspiradora da Agapan e do movimento ecológico do Rio Grande do Sul.
    A homenagem será um painel de palestras sobre a vida e a obra do Padre Rambo que acontecerá na próxima segunda-feira (06/06), das 11h às 12h, no auditório do Museu de Ciências Naturais do Colégio Anchieta, local onde o homenageado viveu, pesquisou e ensinou.
    A mesa, coordenada pelo agrônomo Leonardo Melgarejo, presidente da Agapan, teve como palestrantes o zoólogo Dr. Ludwig Buckup, recentemente homenageado com o título de Professor Emérito da Ufrgs, e Arthur Blasio Rambo, formado em Letras Clássicas, Filosofia, História Natural e Teologia, com doutorado em Filosofia, Livre Docência em Antropologia e pós-doutorado pela Universidade de Paris V, além de editor de obras do seu irmão Balduíno Rambo.
    Também participou do painel o ambientalista Cilom Estivalet, fundador da Associação Ecológica de Canela (Assecan) e administrador de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) naquele município, na qual foi erguida uma capela dedicada à memória do Padre Balduíno Rambo.
    A homenagem ao Padre Balduíno Rambo no Colégio Anchieta expressa o reconhecimento do legado deste grande naturalista para a Agapan e o movimento ecológico do Rio Grande do Sul.

  • Articula-se um novo governo

    PINHEIRO DO VALE
    A presidente afastada Dilma Rousseff está quase convencida de que precisa dar um novo rumo à sua campanha para voltar ao Palácio do Planalto.
    Seus assessores da ala pacifista estimam que o projeto belicoso em curso não alcance oobjetivo de interromper o processo de impeachment e nem mesmo de barrar a condenação no plenário do Senado.
    A proposta em estudo é deixar para trás o simples retorno ao mais do mesmo reivindicado no bordão ”Volta Dilma” e entrar com uma outra proposta para o País, com novo formato político, de forma a romper o atual impasse em que nem ela nem seu vice, atual presidente interino Michel Temer, têm solução.
    O grande cacife é a legitimidade da eleição direta vencida pela presidente. A manobra criativa seria Dilma ressurgir com uma nova proposta de salvação nacional, compondo todas as forças políticas sem hegemonias. Neste caso, o PT seria apenas mais um partido da sua base, tal como o PMDB e outros integrantes do centrão.
    Os partidos de oposição voltariam para seus lugares, mas haveria um entendimento para conter a derrocada da economia e do quadro fiscal. A decisão final seria adiada para 2018, quando essas forças irão se medir nas urnas.
    A solução política para formar um governo estável seria a mesma do impasse anterior de 2005, quando a governabilidade se esvaiu engolfada pelo impasse das forças no Congresso abrindo espaço para o domínio do baixo clero, representado pelo então presidente da Câmara Severino Cavalcanti.
    Esta situação repetiu-se com a eleição de Eduardo Cunha. O deputado carioca é um político bem mais dotado que Severino, mas sua fonte de poder tem a mesma origem. E o resultado se repete.
    A diferença é que na década passada o então presidente Lula (que chegou a usar a seu favor o esdrúxulo Severino), rapidamente deu uma guinada e compôs uma solução salomônica, como a foi a eleição do deputado do PCdoB Aldo Rebelo para a presidência da Câmara, compondo uma mesa de transição que levou a nau dos insensatos a bom porto.
    Dilma já está consciente do impasse e ouve sem gritos os cenários desses conselheiros. Terá de dar uma guinada e se apresentar às forças políticas com nova proposta. Sua força é a legitimidade, Sua fraqueza sua incapacidade política.
    Neste caso, deve chamar para “primeiro-ministro” desse semiparlamentarismo ad hoc uma liderança com credibilidade e trânsito em todas as forças políticas.
    A hipótese anterior, fracassada, seria levar Lula para o comando do governo. Entretanto, com o ex-presidente tão abalado pelas vicissitudes da crise, seu nome não seria uma saída para a pacificação.
    Procura-sem outro nome com grande trânsito e credibilidade para, uma vez mais, recompor a imagem estilhaçada.
    O futuro ministro líder deveria preencher as necessidades do momento: vir de im partido de fora do circuito PT, PSDB ou PMDB. O ideal seria ver é de uma agremiação de cunho programático, isento das supeitas de motivação fisiológica.
    Coisa rara no quadro partidário brasileiro.
    Com isto é possível, acredita-se (e dizem que Dilma já quase concorda) que colocando o objetivo nacional à frente pode-se recuperar a confiança.
    Este é o ponto de inflexão, pois se a base da economia, os pequenos, entenderem que não vão falir, reabrindo suas oficinas, suas lojas, seus institutos de beleza, chamando de volta empregados dispensados no turbilhão do medo, a economia rapidamente readquire condições de se reerguer.
    A pequena fábrica, a oficina, a loja, o salão, reabertos; o trabalhador, o mecânico, o caixeiro, a cabeleireira de volta o comércio se reaviva, a arrecadação aumenta, os pedidos se  ampliam.
    Restaura-se o que os economistas chamam de “consumo das famílias”, que é o verdadeiro motor da sociedade de consumo.
    Fora isto, a situação macroeconômica ainda não apresenta sinais de desastre total, com câmbio estável, balança comercial positiva, sistema bancário saudável, que são alguns dos espaços positivos para retomar a construção civil, as estradas, os portos e assim por diante.
    O País está na UTI, mas ainda respira sem aparelhos. É o que dizem os otimistas.
    Um novo governo. Um novo projeto. Passar a borracha e andar em frente. O mundo observa o Brasil. Uma solução de altíssimo nível e a modernização de suas instituições seria um sinal decisivo para manter o Brasil na sua posição de grande potência, de onde parece despencar neste momento.
    Uma posição que o País não pode perder. A História não poupará.
    Quanto a Dilma, do alto de sua legitimidade poderá ser o (ou a) árbitro (a?) das grandes reformas. Uma delas é da própria Presidência.
     

  • Discurso político da mídia

    No imaginário popular, a informação trazida pela grande mídia, seja escrita seja rádio-televisiva, caracteriza-se pela objetividade e neutralidade. A própria mídia reafirma reiteradamente o caráter deontológico de sua atuação.
    No entanto, a realidade é bem diferente. Todas as sociedades, inclusive a brasileira, são compostas de classes com condições de vida, interesses econômicos e visões de mundo antagônicos. Nelas, os aparelhos políticos servem predominantemente para permitir que setores economicamente dominantes mantenham seu poder, o que implica a possibilidade de subalternizar e explorar outras classes. As grandes empresas, essencialmente dedicadas ao lucro e que vendem informação, servem para manter essa “ordem constituída”.
    Porém o lucro dessas empresas, que advém, sobretudo, da venda de publicidade e propaganda, repousa essencialmente na audiência. Audiência que representa igualmente uma imensa massa de eleitores e consumidores potenciais cujas consciências precisam ser moldadas. Para tanto, a mídia necessita apresentar os fatos de modo tal a convencer a maioria dessa massa de auditores, telespectadores e leitores da pertinência de certos fatos e de certas ideias.
    Para atingir esse objetivo, toda a grande mídia, esse verdadeiro “poder não eleito”, tende a usar mais ou menos as mesmas técnicas: seleciona as notícias; enfatiza certos fatos em detrimento de outros; prestigia acontecimentos, discursos, eventos – dando-lhes muito espaço – ou, ao contrário, minimiza-os, apresentando-os sob forma de flashes intercalados com notícias de menor interesse, etc.
    Mídia e linguagem
    Nesse combate político, cultural e ideológico, a linguagem em geral [imagens, mímicas…] e a linguagem verbal em particular têm um papel central. Entre os recursos linguístico-discursivos usados, um dos mais relevantes – e que engloba muitos outros – é o fato de ela produzir e reproduzir uma linguagem e um discurso “de massa”, empobrecido, no qual, sobretudo, palavras semanticamente complexas são usadas apenas com um de seus conteúdos referenciais. Na televisão especialmente, isso se dá até mesmo em programas de variedade ou de esporte.
    Além disso, a mídia consegue, através da nomeação, criar fatos (as guerras de conquista de territórios e de matérias-primas passam a ser guerras humanitárias) e categorias sociais (os rebeldes no Iraque ocupado pelos EUA, congêneres dos partisans, résistants, partigiani da luta contra o nazi-fascismo na Europa, passaram a ser chamados de terroristas). Nomeando, ela cria sentimentos de aversão em relação a certos setores sociais. Ao chamar, sistematicamente, alguns moradores de bairros pobres que cometem ou são suspeitos de cometer atos ilícitos, de sujeitos, indivíduos, elementos, ela aproxima-os dos marginais, ladrões, foras da lei, dentre outros. Ao contrário, quando exponentes das classes dominantes cometem delitos, continuam sendo chamados de deputados, senadores, juízes, executivos, diretores, etc. Retomando Bourdieu, em alguns contextos de enunciação, as palavras “fazem coisas, criam fantasias, medos, fobias ou, simplesmente, falsas representações” . (BOURDIEU, 1996, 19).
    Isso pode culminar, em situações de forte contraste social, político e econômico, em um poder da mídia tão grande que a “atualidade argumentativa passa a ser essencialmente tributária das escolhas feitas pelos meios de comunicação dominantes.” (SCHEPENS, 2006, 1). Tivemos um exemplo paradigmático disso quando a mídia brasileira, com raríssimas exceções, promoveu e defendeu com unhas e dentes o impedimento da presidenta Dilma Roussef, eleita em final de 2014, com 54% dos votos. Nesse caso, a atualidade argumentativa criada pela mídia, e mais especificamente pela Rede Globo, deu-se através da imposição da palavra inglesa impeachment, que refletiria uma ação prevista pela constituição brasileira, em contraste com a realidade objetiva, descrita de modo mais pertinente pela palavra golpe.
    Tendências
    Após a concretização desse processo anticonstitucional e a posse de um presidente e de um governo interinos, a mídia brasileira serve-se agora de outros recursos para confirmar o fundamento de suas escolhas anteriores e impedir que novas leituras possam ser feitas acerca do governo interino. Esses recursos dizem respeito não apenas ao uso de palavras, mas também a aspectos morfossintáticos, paraverbais – como a entonação – e não verbais – tais como a mímica. Vejamos algumas das tendências de construção desse discurso.
    A eufemização, que serve para relativizar, ocultar e justificar medidas antissociais, golpistas, ilegais, anticonstitucionais e antipopulares do governo interino, assim como dos setores econômicos que os apoiam. Assim, o que está em curso não seria uma reforma trabalhista, mas uma modernização trabalhista, com uma diversificação profissional do trabalhador, conforme anunciado na maior parte dos grandes veículos. A manchete do jornal O GLOBO de 17 de maio anunciava que “Temer vai propor flexibilizar jornada de trabalho e salário”, justificando essa medida no subtítulo “Reforma trabalhista daria mais força às negociações coletivas”, quando sabemos que é exatamente o contrário que está sendo proposto.
    A nova conjuntura política e econômica decorrente do golpe institucional contra a presidenta Dilma é positivada e supervalorizada, por meio do uso de palavras com conotação positiva, consideradas “bonitas” pelo sentimento linguístico da maioria. Fala-se em novo governo, retomada econômica, retomada da confiança, aumento dos investimentos, expectativa da sociedade e dos mercados, recuperação do poder de compra, salvação do país, etc.
    Os tropeços, irregularidades, ações ilícitas, etc. do governo interino são amenizados e apresentados de modo a torná-los menos transparentes e a confundir o telespectador ou leitor. Logo após a divulgação das conversas comprometedoras entre o então ministro Romero Jucá com Sérgio Machado, o Jornal Nacional da Globo, de 23 de maio, noticiou: “Romero Jucá é levado a se licenciar”. A forma passiva tem como efeito retirar ou diminuir a responsabilidade do sujeito da frase, colocando-o quase numa posição de vítima da ação de outra entidade. E, na sequência, o âncora relatou que Jucá foi elogiado por Temer por sua atuação enquanto ministro, numa tentativa de amenizar a possível culpa do personagem. Ainda durante os poucos minutos em que divulgou a notícia ainda recente da revelação da conversa entre Jucá e Machado, o âncora do JN acentuou a má qualidade do áudio e o fato de a Folha de São Paulo não ter publicado a totalidade da conversa, fragilizando assim o enunciado e fortalecendo o enunciador das “conversas gravadas [que] derruba[ra]m o ministro do planejamento do PMDB”.
    Os malfeitos do governo interino são acobertados pela mídia dispersando seu registro em meio a notícias de provável forte efeito sobre a grande massa dos telespectadores ou contrapondo aqueles malfeitos aos de partidos da agora oposição. No mesmo programa de notícias do dia 23 de maio, as revelações da Folha de São Paulo foram rapidamente anunciadas em flashes dispersos, em meio a outras notícias, entre elas a denúncia contra o governador de Minas Gerais, do PT.
    Assim como aconteceu com essa última notícia sobre o governador Fernando Pimentel, que quase se sobrepôs à gravação de conversas comprometedoras do ministro do planejamento Jucá, muito mais relevantes no atual contexto político, tende a haver, na mídia, um transbordamento dos tropeços, atuais e passados, da presidenta Dilma, de seus ministros e aliados. Notícias sobre esses erros ou supostos erros invadem todas as instâncias das notícias. O governo destituído, também graças à ação da mídia, como vimos, continua sendo demonizado e desprestigiado, assim como seus membros e seu entorno (CUT, MST, etc.), por meio de palavras negativamente conotadas, inseridas em contextos enunciativos relacionados sobretudo à crise econômica. A mídia focaliza situações difíceis, fenômenos negativos, etc. como exclusivamente decorrentes dos governos do PT. Fala-se, por exemplo, da perda de leitos nos hospitais, durante o governo da Dilma; da queda de confiança, nas últimas décadas; da situação complicada comparada com outros países do Mercosul; do esgotamento de um modelo, etc.
    Em muitos casos, o descrédito recai, covardemente, sobre a individualidade dos protagonistas do governo destituído. Durante o processo de impeachment, a revista Isto É (abril 2016) apresentou, numa reportagem que atingiu o auge da misoginia, a presidenta Dilma como uma “histérica”, propensa a “explosões nervosas”, a “surtos de descontrole”, por causa da iminência de seu afastamento (sic), que grita, xinga, ataca, tendo perdido condições emocionais para conduzir o país”.
    A política externa dos governos do PT, ainda que não tenha sofrido variações ao longo desses 14 anos, é hoje chamada de política “partidária”, irresponsável”; além disso, muitos dos governos da América Latina com os quais o Brasil mantinha relações são chamados agora de governos esquerdistas.
    O que a mídia tem procurado mais escamotear, menosprezar e desqualificar, após o início do processo de golpe institucional contra a presidenta Dilma, são os inúmeros e variados atos promovidos pela população em protesto contra o golpe e, agora, contra o governo usurpador. As técnicas usadas são mais sutis porque, até recentemente, atos públicos a favor do impeachment eram supervalorizados e apresentados como democráticos e populares. As atuais manifestações, apesar de serem mais frequentes, maiores e mais universais, ganham muito pouco espaço na mídia, quando não são literalmente ignoradas. É mais uma vez através da manipulação dos conteúdos referenciais de determinadas palavras que a mídia tem conseguido desqualificar esse movimento multitudinário. A mídia tem desqualificado sistematicamente essas manifestações por advirem de movimentos sociais, especificando tratar-se de sindicatos (CUT), partidos (PT, entre outros) e outras organizações, como o MST e o MTST. É mais uma estratégia para impor à massa de telespectadores e leitores apenas uma acepção do lexema “movimento social”, muito mais amplo, cunhado como foi através da história das ações coletivas de homens e mulheres na defesa de seus direitos, na luta contra as injustiças e os desequilíbrios sociais.
    Essa estratégia da mídia não só desqualifica os homens e as mulheres que saem às ruas para protestar, mas menospreza toda a esquerda, assimilando-a a uma grande massa de manobra, alienada, de um partido político ou de organizações específicas. Por outro lado, esses atos são mostrados a partir de ângulos geralmente desfavoráveis e sem jamais entrevistar os participantes e dar a eles a possibilidade de evidenciar sua heterogeneidade, a seriedade de suas reivindicações e a riqueza de seus pontos de vista sobre os fatos políticos em curso.
    Do conjunto dessas estratégias de manipulação das informações, o que fica para o telespectador desinformado é uma visão simplista, generalizante, preconceituosa da situação social e política do Brasil.
    Florence CarboniFlorence Carboni – Linguista. Professora do Departamento de Línguas Modernas e do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
    Patrícia ReuillardPatrícia Reuillard – Linguista. Professora do Departamento de Línguas Modernas e do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

  • Crônica da Resistência ao Golpe de 2016

    * José Carlos Moreira da Silva Filho
    Dia 03/06 foi um dia histórico para Porto Alegre! No Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, mesmo palco no qual no dia 25 de agosto de 1961 Leonel de Moura Brizola iniciou a Campanha da Legalidade! Tive a honra de ser um dos autores do livro que estava sendo lançado, intitulado “A Resistência ao Golpe de 2016”, juntamente com Tarso Genro e Magda Biavaschi, a realizar uma fala antes do belo e inspirado discurso da Presidenta Dilma.
    No mesmo palco estavam inúmeros Movimentos Sociais, Deputados Federais da esquerda, O ex-Governador Olívio Dutra (que me prestigiou com um cumprimento após minha fala), representações dos diversos Comitês pela Democracia e Resistência que se espalham pelo Estado. Na plateia também outros autores do livro: Guto Pedrollo, Katarina Peixoto, Paulo Pimenta e a Maria Tereza (que me ajudou a escrever o meu artigo). Ao final entregamos um exemplar autografado por tod@s à Dilma.
    O evento foi comandado pela Katia Suman, sempre ótima, e particularmente linda foi a performance do Nei Lisboa. Cantou duas músicas: uma composição em homenagem à Dilma (música belíssima) e a clássica “E a Revolução”. Nesta hora foi difícil segurar a emoção. Aqui compartilho além das fotos desse momentaço um vídeo feito de parte da minha fala.

    Após a homenagem que eu fiz ao Ico Lisboa (parte em que o vídeo foi cortado – já perdoei a patroa por não ter gravado tudo, he he he), fiz uma homenagem aos que lutaram antes e agora lutam de novo ao nosso lado, personificando na Dilma, exemplo de altivez, dignidade, coragem e, sobretudo, generosidade, por estar mais uma vez lutando e colocando a cara à tapa

    Também lembrei da memória do lugar, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na Campanha da Legalidade. Registrei ainda o a falácia e o vazio que é o combate à corrupção divorciado de qualquer preocupação quanto a um projeto político popular para o país. Como é falso derrubar um governo em nome do combate à corrupção sem se preocupar com o principal problema que temos e que é o verdadeiro gerador de toda a corrupção: a desigualdade social. Finalizei com um #ForaTemer e um #VoltaDilma.

    Depois todos saíram para a Esquina Democrática, onde já estava montado um palco no qual Dilma repetiu o seu discurso, seguido de falas de uma parlamentar do PSOL (não consegui ver quem era) e da nossa querida Jussara Cony. E para finalizar mais uma bela performance do meu querido amigo e grande artista da nossa cidade e do nosso país Raul Ellwanger.

    Milhares de pessoas na Esquina Democrática para homenagear Dilma Rousseff
    Milhares de pessoas na Esquina Democrática para homenagear Dilma Rousseff

    Dali iniciou-se uma caminhada pela cidade que reuniu dezenas de milhares de pessoas, com palavras de ordem, batucadas, muita animação. Pena que na Independência, para homenagear a ocupação do IPHAN, eu já estava sem bateria no celular. A Independência foi tomada pela multidão. Lindo de se ver. Andamos em lugares mais populares como o terminal de ônibus do Mercado Público e a Rodoviária (não pude deixar de perceber o contraste do povo mobilizado pelas ruas e o povo esperando ônibus, que me pareceu apático, bovino, indiferente e alguns até de cara amarrada – foi quando eu disse: “Acordem! São os direitos de vocês também que estão destroçados e atacados por este desgoverno ilegítimo!”).
    Em frente a uma Igreja Universal na Farrapos o povaréu se ajoelhou e simulou uma reza, para depois cantar em coro: “Eu beijo homem, beijo mulher, tenho direito de beijar quem eu quiser!” Na altura da Fernandes Vieira eu dispersei, mas soube que o povo desfilou na Padre Chagas, coração da burguesada porto-alegrense, e que diante de algumas panelas que se insurgiram gritaram algo assim: “Mas que vergonha, bate panela, mas quem lava é a empregada!”
    Enfim, dia histórico, orgulhoso de ter feito parte. Teremos algo bem concreto e significativo para mostrar pras nossas filhas no futuro, mostrar que fizemos parte da resistência democrática diante de um golpe sórdido, espúrio e que ameaça as conquistas populares!
    José Carlos Moreira da Silva Filho* Professor no Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUCRS (mestrado e doutorado) http://lattes.cnpq.br/0410429186457225

  • Após ato com Dilma, "Fora Temer" foi ouvido na Pe.Chagas e Parcão

    FELIPE UHR
    Foram mais três horas marchando. Dilma discursou durante poucos minutos em defesa de seu mandato na esquina democrática, no centro de Porto Alegre. Falou contra o que chama de golpe. Inflou cerca de 10 a 15 mil pessoas que a acompanhavam. Depois disso por volta das 19h começou a marcha do “Fora Temer” liderada por movimentos Sociais, feministas, estudantis e da juventude, todos de esquerda.

    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    2016.06.03 – Porto Alegre/RS/Brasil – Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    Com placas pedindo Fora Temer, milhares saíram da esquina democrática e ingressaram na avenida do Andradas, depois Marechal Floriano, até a Júlio de Castilhos. Cantavam “Ai,ai,ai,ai empurra o Temer que ele cai” ou “Fora Temer, Fora Temer”. Na frente da Igreja Universal o primeiro ato: bonecos dos deputados Malafaia, Feliciano e Eduardo Cunha foram queimados.
    O Grupo, cerca de 10 mil pessoas, seguiu para o IPHAN.( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Passou pela rua Barros Cassal onde protagonizou um dos momentos mais fortes do protesto. Os gritos de “quem apoia pisca luz” eram devolvidos pelas sacadas simpatizantes ao ato.
    Manifestação ficou cerca de 20 minutos no Iphan Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Manifestação ficou cerca de 20 minutos no Iphan Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    Já na avenida Independência, o grupo fez silêncio quando passou pelo Hospital Infantil Presidente Vargas. Quando já havia passado pelo hospital, os gritos de fora Temer voltaram com força. No IPHAN, os gritos era de “Ocupar e resistir”. O prédio da Cultura hoje está ocupado em protesto ao governo Temer. Líderes do grupo que hoje ocupam o Instituto discursaram em apoio à manifestação que ali ficou por quase 30 minutos, talvez menos. Surgia o primeiro impasse: seguir, ou não para o Parcão, reduto das manifestações pró-impeachment.
    Organizadores e lideranças do grupos acharam melhor não ir. Após algumas conversas, estava decidido: o ato iria acabar, o que não acabou acontecendo. Muitos dispersaram, outros ficaram no IPHAN, mas o fato é que a grande maioria seguiu rumo ao bairro Moinhos de Ventos.
    Na Mostardeiro, entraram na rua Florêncio Ygartua. Seguiam os gritos de fora Temer e novos eram incorporados, “Que palhaçada, bate panela mas quem lava é a empregada” foi entoado em alto e bom som, uma referência aos “panelaços” executados durante os discursos de Dilma em rede nacional, na TV ou contra o governo Dilma durante a divulgação dos áudios dela e do ex-presidente Lula.
    Quando se viu, o grande grupo de manifestantes já estava na rua Padre Chagas, a famosa Calçada da Fama, zona boêmia frequentada pela burguesia. Ali, críticas e até ofensas à classe alta da sociedade foram ouvidos. Gritos de apoio à presidente afastada Dilma Rousseff também foram ouvidos durante todo o protesto. Ali, pessoas que estavam nos bares olhavam quase que caladas ao protesto. Alguns provocavam e eram retrucados pelos gritos de “Golpistas, Fascistas, não passarão!”. Apesar dos ânimos exaltados, não houve briga.
    A terceira e última parada foi o Parcão, tradicional ponto de encontro das manifestações contra Dilma e o ex-presidente Lula. O verde-amarelo, vestimenta tradicional nesses atos, foi substituído por casacos de diversas cores, bandeiras vermelhas ou de apoio aos movimentos LGBT. Em frente ao Habbib’s o grupo fechou a avenida Goethe por alguns minutos. “O Parcão é nosso”, foi ouvido. A manifestação enfim estava completa mas não finalizada.
    Ali muitos se dispersaram, mas em torno de 5 mil pessoas estavam na hora do ato, no Parque Moinhos de Ventos, o Parcão. A manifestação terminou na Cidade Baixa entre as ruas Lima e Silva e Loureiro da Silva. O ato foi pacífico e sem maiores incidentes, sempre sob o olhar distante da Brigada Militar, comandada pelo tenente-coronel Mário Ikeda.
    Por Ramiro Furquim/Jornal Já
    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    2016.06.03 – Porto Alegre/RS/Brasil – Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

  • Dilma se inspira em Brizola e sua luta contra o golpe de 1961

    Dilma Rousseff citou Leonel Brizola nos dois discursos que fez na tarde desta sexta-feira em Porto Alegre.
    Lembrou que a partir da capital gaúcha, Brizola levantou a opinião pública nacional contra o golpe que os chefes militares tentaram aplicar para impedir João Goulart, em agosto de 1961.

     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Também, bem ao estilo de Brizola, Dilma resumiu numa metáfora de fácil compreensão popular o “golpe parlamentar” que tentam lhe aplicar.
    “A democracia é uma árvore. O golpe militar é um machado, que corta a árvore. O golpe parlamentar é aquele parasíta que apodrece a árvore”.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Ela repetiu também que, apesar das limitações que querem lhe impor, restringindo seus vôos a Porto Alegre e Brasilia, vai percorrer o Brasil para denunciar o golpe. “Não vão me calar”, disse nos dois discursos.
    Dilma falou para umas 500 pessoas no auditório da Assembléia Legislativa, onde participou do livro “Resistência ao golpe de 2016”.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
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    E, no início da noite, na Esquina Democrática, no centro histórico, onde foi ovacionada por um público entusiasmado, que cantava sem parar os bordões da campanha contra o golpe.
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    Estimou-se em cinco mil pessoas, metade das quais, depois do comício sairam numa passeata que percorreu cerca de três quilômetros e só se dispersou no Parcão, por volta das dez da noite, no Parcão, o reduto dos “coxinhas” em Porto Alegre.
     

  • Três chapas disputam a reitoria da UFRGS dia 16

    Acontece no dia 16 de junho as eleições para a Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
    Três chapas estão na disputa: a chapa 1, encabeçada por Carlos Alberto Saraiva e Laura Verrastro; a chapa 2, liderada por Sérgio Franco e Andrea Ribeiro e a chapa 3, que tem à frente o atual vice-reitor, Rui Oppermman e Jane Tutikian.
    Na atualidade, a UFRGS tem cerca de 32 mil alunos e um total de 5.500 colaboradores, entre professores e técnicos administrativos.
    A universidade administra o terceiro maior orçamento do Estado, cerca de R$ 1,3 bilhão anual e como outras instituições de ensino ligadas ao governo federal passa por um processo rígido de contenção de despesas.
    O reitor, que deixa o cargo depois de dois mandatos, Carlos Alexandre Netto, tem ligações políticas com o PT e grande parte do corpo de professores e funcionários tem participado ativamente dos protestos contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff.
    A chapa 3 é vista como de continuidade da gestão que está saindo e a polêmica do atual processo foi da alteração do modelo eleitoral, contestado pelos estudantes e técnicos administrativos, mas mantido pelo Conselho Universitário da UFRGS.
    Nesse modelo, o voto dos professores corresponde a 70% do peso total das eleições, ficando 15% para os estudantes e 15% para os funcionários.
    A Ufrgs em números
    – Primeiras escolas fundadas em 1895
    -Ano da Fundação: 1934 (como Universidade de Porto Alegre)
    Área Territorial: 22.005.051,71 m 2
    o Porto Alegre: 6.246.66 m 2
    o Imbé: 151,713 m 2
    o Imbé (imóveis de terceiros): 95.924 m 2
    o Eldorado do Sul: 15.566.000 m 2
    o Outras Unidades: 38.590 m 2
    -Área Construída: 397.389,41 m 2
    -Graduação (4-6 anos de curso):
    -Cursos oferecidos: 93 (presenciais) e 2 (EAD)
    Total de estudantes: 32 mil.
    -Pós- graduação (Mestrado: 2 anos de curso; Doutorado: 4 anos de curso):
    o Cursos de Mestrado Acadêmico: 74
    o Cursos de Mestrado Profissional: 9
    o Cursos de Doutorado: 71
    o Cursos de Especialização (Lato sensu): 208 (160 em andamento; 48
    concluídos)
    o Estudantes de Mestrado Acadêmico: 5.368
    o Estudantes de Mestrado Profissional: 384
    o Estudantes de Doutorado: 5.575
    o Estudantes de Especialização: 11.971
    – Colaboradores:
    o Professores: 2.749, dos quais 2.386 (89,13%) têm Doutorado e/ou Pós-
    Doutorado
    o Professores permanentes: 2.677
    o Professores substitutos/temporários: 72
    o Professores em regime de dedicação exclusiva: 2.318
    o Técnicos-administrativos: 2.731
    o Total de colaboradores: 5.480

  • Investimentos em políticas para as mulheres caem 35 vezes no Governo Sartori

    Felipe Uhr
    O Governo Estadual reduziu drasticamente seus investimentos em políticas públicas para as mulheres.
    Os R$ 3,9 milhões que foram investidos na área em 2014, último ano do governo Tarso Genro passaram para apenas 237 mil reais em 2015 e R$ 113 mil este ano.
    Os números foram apresentados em matéria do Jornal do Comércio da última segunda-feira. Os dados do governo anterior estão no Portal da Transparência e foram apresentados no Diagnóstico da rede de Proteção às Mulheres de Porto Alegre, elaborado em maio de 2015 pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal (Cedecondh).
    SECRETARIA VIROU DEPARTAMENTO
    A diretora do Departamento de Políticas para as Mulheres (DPM), Salma Valêncio, afirmou ao jornal que o principal fator para a redução do investimento foi a extinção da Secretaria de Politicas Públicas, que se tornou departamento, que no ano passado não obteve recursos do Governo Federal.
    Programas e projetos também tiveram seus valores reduzidos. Segundo balanço da antiga Secretaria, entre 2011 e 2014 somente para o Programa de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher foram executados mais de R$ 1,8 milhões entre recursos próprios e captados pelo Governo Federal. Em 2015, o programa recebeu investimento de pouco mais de 100 mil reais.
    Medidas Protetivas aumentaram no Estado
    Segundo relatório do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em 2015 haviam sido feitos mais 77 mil pedidos de medidas protetivas, que determina distância entre agressor e vítima, 17 mil a mais do que em 2014.

  • Nei Lisboa e Raul Ellwanger estão na programação de Dilma

    Às 16h, Dilma Rousseff participa no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do lançamento do livro “Resistência ao Golpe de 2016”. O evento contará com uma canja musical de Nei Lisboa. Em sua chegada ao local, Dilma será recebida por um grupo de mulheres que organiza uma batucada na esplanada da Assembleia.
    Na sequência, a presidente afastada segue para a Esquina Democrática, onde fala em um ato organizado pela Frente Brasil Popular. O ato iniciará com uma apresentação de hip hop e terá também a presença do músico Raul Ellwanger. O ato está marcado para as 17h30.