Um protesto contra a “cultura do estupro” reuniu cerca de três mil manifestantes, a maioria mulheres, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, nesta quarta-feira.
A concentração iniciou pouco depois das 17 horas em seguida iniciou-se uma marcha em direção ao Palácio Piratini, sede do governo estadual.
Na frente do palácio, pintaram palavras de ordem no asfalto e marcaram as mãos com tinta vermelha o chão e as paredes. Pouco depois das 19 horas a manifestação se dispersou.
Além da cultura do estupro, o ato protestou contra o projeto de lei 5069, que dificulta o aborto legal em caso de estupro. As manifestantes pediam ainda a saída da secretária nacional de Políticas para Mulheres, ex-deputada Fátima Pelaes.
O caso do estupro coletivo de uma adolescente motivou também uma manifestação do centro do Rio de Janeiro, no mesmo horário. Centenas de mulheres exibiam cartazes como “Machismo mata”, “estamos todas sangrando” e outras palavras de ordem “contra o machismo e em defesa dos direitos das mulheres”.
“Quando eu acordei, tinham 30 homens em cima de mim”, repetiram 30 vezes as mulheres presentes em ato organizado a Candelária, no Centro do Rio. Cerca de 500 mulheres, de diferentes idades, grávidas e com crianças, participaram da manifestação.
Elas fizeram ecoar no Centro da cidade, em um dos horários mais movimentados, palavras de ordem contra o patriarcado, machismo e a favor do aborto. “É no fuzil, é na peixeira, vamos montar um batalhão de guerrilheiras”, gritaram. “Lutar sem Temer”, bradavam em seguida.























Autor: da Redação
Protestos contra a "cultura do estupro" no Rio e Porto Alegre
| Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já Manifestação no Rio se concentrou na Candelária | Divulgação | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já | Ramiro Furquim/Jornal Já Dilma busca apoio das ruas para barrar impeachment no Senado
A presidente afastada, Dilma Rousseff, desembarcou na noite de quinta-feira (02), na base aérea de Canoas, com dois compromissos públicos para esta sexta. As 16 horas ela participa do lançamento do livro “Resistência ao Golpe de 2016”, que reúne artigos de vários autores, entre eles o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel.
O lançamento será em evento no auditório Dante Barone, da Assembléia Legislativa do Estado. Entre os oradores estará o ex-governador Tarso Genro, também um dos autores. Logo depois, às 18 horas, Dilma participará de comício na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, onde será saudada por integrantes do movimento “Volta, Querida”, que ganha força nas redes sociais.
Nesta quinta (2), no Largo da Carioca, no centro do Rio de Janeiro, Dilma discursou no ato “Mulheres Pela Democracia”, que reuniu mais de 20 mil pessoas. Em seu discurso, defendeu o protagonismo feminino e também voltou a atacar o governo interino de Michel Temer: “Eu sei que sou um grande incômodo, porque eles olhavam e diziam o seguinte: como eu sou mulher, eles acham que a mulher é frágil. Não somos frágeis!”, disse.
“No início, eles queriam que eu renunciasse, para tirar o incômodo que é a minha presença. Eu não cometi nenhum crime de corrupção, eu não desviei dinheiro público, não tenho conta na Suíça. Então era melhor eu renunciar. Porque não teria o constrangimento de condenar uma pessoa inocente. Mas nós, mulheres, temos uma imensa capacidade de resistir. Todas as mulheres anônimas deste país resistem no dia a dia. A minha vida inteira eu lutei. Agora eu tenho a honra de lutar pela democracia neste momento. Eu tenho que lutar e zelar pela dignidade da mulher brasileira. Nós não somos covardes. Nós mulheres somos corajosas”, reforçou. “É fundamental para que este país não tenha um deficit de civilização que as mulheres sejam respeitadas por serem mulheres”.
Dilma está viajando o Brasil em busca de apoio político para barrar o processo de impeachment que corre no Senado.
A coletânea de textos do livro “Resistência ao Golpe” foi organizada pela coordenadora do Programa de Doutorado em Direito da PUC-Rio, Gisele Cittadino; pela professora de Direito Internacional da UFRJ, Carol Proner; pelo advogado Marcio Tenebaun e o advogado trabalhista Wilson Ramos Filho.Associação de restaurantes elege novo conselho
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel RS) elegeu e empossou os novos conselhos da entidade para a gestão no triênio 2016/2019 na noite desta terça-feira, 31. O Conselho Administrativo passa a ser presidido por Maria Fernanda Tartoni, e o Fiscal, por Antônio Harb. A Assembleia Geral da Abrasel foi realizada no associado Galeto Santa Maria.
A reunião foi presidida pelo ex-presidente Helenaldo Barbosa e reuniu dezenas de associados e parceiros da Abrasel RS. Já no exercício do cargo desde 2015, a então presidente interina, agora eleita, Maria Fernanda Tartoni agradeceu aos novos conselheiros que colocaram-se à disposição para fazer parte da chapa, e saudou a diversidade do novo órgão. “Buscamos montar um Conselho eclético, que contemplasse vários tipos de negócios e representasse a diversidade dos nossos associados, com sangue novo e pessoas com conhecimento do mercado e do associativismo”, afirmou a presidente.
Ao final do encontro, alguns parceiros apresentaram novas vantagens que estão trazendo aos associados da Abrasel RS. O Sebrae, por exemplo, oferecerá oficinas dentro de um plano de capacitação para os associados, envolvendo temas como levantamento de necessidades, boas práticas em manipulação de alimentos, controle de estoque e fluxo de caixa.
Já o Menu Digital oferece preços especiais em uma ferramenta para smartphones que traz informações completas sobre o restaurante, como cardápio, carta de vinhos, preços, localização e horário de atendimento.Manuela diz que PC do B abrirá novas negociações para eleições municipais
A deputada estadual do PC do B, Manuela D’Ávila postou nesta quarta-feira, em seu perfil político no facebook um texto de 4 parágrafos sobre as eleições municipais que ocorrerão em outubro.
Favorita nas últimas pesquisas, a parlamentar anunciou no início do ano que está fora da corrida ao Paço Municipal, em virtude da filha recém nascida. Em seu post, porém, ela admitiu que “para nós do PCdoB, a bola deve ser colocada no meio do campo e uma nova rodada de conversas sobre eleições deve ser estabelecida”.
Procurada pela reportagem do Jornal Já, a assessoria da parlamentar negou que isso sinalizasse uma volta atrás na decisão. Manuela não concorrerá, isto é certo, segundo o gabinete. O que não é certo é o futuro do PC do B no pleito.
Principal aliado do PT a nível nacional e estadual, o partido conversará com outros partidos para uma possível aliança. O Presidente municipal da sigla, Márcio Cabral, admite a nova postura. “Vamos conversar com PT, PDT e PTB” afirmou.
Uma candidatura própria não está descartada. Os nomes principais seriam Jussara Cony, vereadora e Titi Alvarez, suplente de vereador.
O partido busca uma representação sólida e afirmativa de uma política de “centro esquerda”. O fato de 2012 o PT ter preterido uma aliança indicando o vice de Manuela também é fator para que o partido não apoie a candidatura de Raul Pont este ano.
Confira abaixo a íntegra o comunicado de Manuela:
Sobre Porto Alegre e as eleições municipais
Desde que anunciei minha não candidatura à prefeitura de Porto Alegre, especulações surgiram sobre os rumos do PCdoB nas eleições municipais. De lá pra cá, mudanças significativas aconteceram na política nacional. Se a política sempre muda, dessa vez mudou com uma intensidade e profundidade ainda maior e, portanto, tentar construir eleições como em 2012 ou 2008 é um grande equívoco. A crise política aguda, o processo de impeachemeant da Presidente Dilma, o crescimento de setores ultra conservadores, moralistas e ultra liberais, tornam ainda mais necessária a unidade dos setores democráticos e progressistas. Seja pela resistência ao golpe em curso, seja pela agenda de retirada de direitos de Temer e seus aliados.
Por isso, para nós do PCdoB, a bola deve ser colocada no meio do campo e uma nova rodada de conversas sobre eleições deve ser estabelecida, de acordo com a nova realidade, envolvendo os setores mobilizados de nossa sociedade que, em Porto Alegre, tem construído linda resistência e os partidos comprometidos com as transformações sociais, com a luta dos trabalhadores, dos negros e negras, das mulheres, da população LGBT, da juventude. Reproduzir um formato de candidaturas pré- determinadas, de divisão e disputa, não contribui para enfrentarmos as ameaças à democracia.
O novo momento da política brasileira deve ser construído com mais protagonismo das pessoas: Porto Alegre pulsa mobilização social e os nossos partidos devem estar a serviço disso, acima de disputa menores.Nova Ditadura e Direito
[avatar user=”X-CDD – Joao A Wohlfart” size=”thumbnail” align=”left” /]
João Alberto Wohlfart*
O que tem a ver a nova ditadura brasileira com o Direito? A ditadura parlamentar/jurídico/midiática que se desenha aos nossos olhos mergulha diretamente no universo do Direito e nas suas Instituições. Até o presente contexto histórico, a Democracia brasileira sempre durou muito pouco tempo e inúmeras vezes foi interrompida por golpes de Estado e por ditaduras orquestradas pela estrutura patriarcal do poder. De regra, o Direito é o sistema de liberdade social estruturado nas suas Instituições e organizações típicas, para eliminar qualquer forma de domínio de uma pequena minoria sobre uma maioria, para evitar que uma classe social dite os seus interesses e para assegurar a todos os cidadãos as condições de vida digna, de convívio social e de livre manifestação da opinião em meios de comunicação democráticos e plurais, numa sociedade plural.
Na contramão da sua incumbência e finalidade, o Direito se transformou sistematicamente num golpe de Estado e numa ditadura legitimada legalmente. A lógica ditatorial do Direito começa embaixo e nos recantos mais longínquos e invisíveis das periferias onde os pobres e os negros constituem alvos diretos de perseguição policial e de prisão. Somente pelo fato de serem pretos e negros, os grupos são objeto de cassetete e de duríssimos castigos policiais. Numa esfera mais ampla e mais sistemática, isto se manifesta na criminalização dos movimentos sociais, com a desarticulação jurídica das lideranças e com aplicação de penalidades judiciais aos seus organizadores. Como a ditadura jurídica é completada pela ditadura midiática e seus mecanismos, os movimentos sociais são alvo dos mais variados preconceitos e facilmente rotulados de baderneiros, vagabundos e perturbadores da ordem pública.
A criminalização sistemática dos movimentos sociais transforma o Direito na essência da ditadura. O sistema do Direito, que já rasgou e enterrou a Constituição Federal ainda em idade juvenil, desde a esfera mais elevada do Supremo Tribunal Federal, passando pela ciência do Direito, até a base das comarcas e varas, se transformou num golpe de Estado. Em instâncias mais elevadas, isto ficou evidenciado e visibilizado com a condução coercitiva do ex-Presidente Lula ao depoimento junto à Polícia Federal, com a perseguição sistêmica da sua liderança e por prisões de lideranças de esquerda. Por que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu bem outro tratamento quando fez o seu depoimento à Polícia Federal? O Direito se transformou na instância legitimadora da perseguição aos movimentos sociais que nada mais fazem que a proposição de projetos democráticos de participação popular e de justiça social capazes de incluir socialmente todos os grupos sociais numa pluralidade democrática.
Sabe-se que a função do Direito é a construção de relações sociais equilibradas e a integração de todos os seres humanos e grupos sociais ao grande sistema do convívio social, numa sociedade democrática erigida em Estado de Direito. Os espetáculos jurídico-midiáticos dos últimos tempos e fatos evidenciam que o Direito, de forma sistemática, se opõe a esta condição fundamental. Aliás, na História do Brasil isto nunca foi diferente, apenas nos últimos tempos o casamento entre Direito e a classe dominante ficou mais agressivo, cínico, perverso, covarde e hipócrita. O Direito mostrou todos os seus tentáculos que constituem desdobramentos de um sistema repressivo, de um pandemônio que visa exclusivamente à implantação de um sistema econômico excluidor e o silenciamento de todas as vozes que buscam a construção de uma sociedade justa e fraterna.
Os sinais da presença da ditadura do Direito na estrutura social não são nada animadores. Este estado social tem múltiplas manifestações na área jurídica, social, cultural, política e econômica. A expressão jurídica da ditadura do Direito é objeto deste escrito, na criminalização dos movimentos sociais, na perseguição seletiva contra a esquerda popular e na perseguição constante ao ex-Presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores. Como se o absurdo não bastasse nestas manifestações, fala-se na criminalização do comunismo, o que implica no processamento e prisão das pessoas e movimentos com ideias socialistas, das causas que têm no bem comum e na solidariedade universal, acima do interesse privado capitalista, a concretização maior da existência. Daqui a pouco vão para a cadeia as pessoas que falam de Hegel, de Marx, de Engels, de Paulo Freire e do Papa Francisco, porque o pensamento político-social de todos eles é antinômico ao privatismo neoliberal do governo ilegítimo e fascista que se constituiu. Do ponto de vista cultural, escuta-se da obrigatoriedade do ensino do criacionismo divino nas escolas, numa fiel obediência ao fundamentalismo norteamericano . Isto é compreensível porque o congresso nacional está habitado por líderes religiosos neopentecostais ultraconservadores e reacionários. Isto proporciona a volta de doutrinas religiosas dogmáticas fossilizadas pela História e destinadas a dar a benção divina aos caprichos da nova ditadura.
A benção divina da nova ditadura, dos procedimentos típicos do universo jurídico e do modelo político empresarial nos proporcionaram o espetáculo da organização de bandidos políticos que habitam o Supremo Tribunal Federal, as duas esferas do legislativo federal e o governo Temer que usurpou o governo de Dilma Rousseff. Esta bandidagem política que habita os três supremos poderes da República não apenas assaltou o governo Dilma legitimamente constituído, mas está promovendo um assalto dos direitos fundamentais historicamente conquistados pelo povo brasileiro, está assaltando a República pela privatização neoliberal e promete um assalto ao Brasil pela entrega de suas riquezas ao grande capital internacional. Tudo isto representa um assalto jurídico à Constituição Federal, ao Estado de Direito e à Democracia, porque o povo brasileiro, causa e finalidade da Política, sujeito político de um sistema de Direitos e senhor das riquezas nacionais, é substituído por outro senhor que é a mão invisível do capital privado internacional.
Nesta prostituição do Direito, que tem na imparcialidade o seu procedimento fundamental, transformou-se numa ferramenta de parcialidade ao legitimar juridicamente a bandidagem política de direita e o neoliberalismo privatista e capitalista. A perseguição midiática aos líderes populares e aos políticos de espírito nacionalista é a faceta mais diabólica do Direito. Neste contexto precisa ser evocada a presença do Estado como agente de socialização e de promoção da justiça social. A bandidagem política de todas as esferas da República está promovendo um enfraquecimento do Estado ao privatizar tudo o que é possível, tirando dele a capacidade de socialização e de regulação da atividade econômica. Neste cenário, o povo não será senhor de sua história e de seus destinos, não será representado pelos seus representantes legítimos que habitam os três poderes da República, mas será inexoravelmente comandado pela mão invisível do grande capital que explora a força trabalhadora e a rebaixa à condição coisa, e promove uma total coisificação e fragmentação social.
Está de volta, com as bênçãos divinas e do Supremo Tribunal Federal, o projeto econômico que faliu o mundo em 2008, e que está definitivamente falido. Está de volta o projeto da privataria tucana da década de 1990 que rendeu o Brasil junto ao FMI e ao capital internacional a grande e impagável dívida externa, os vergonhosos empréstimos ao FMI que excluíram mais de cem milhões de brasileiros do desenvolvimento econômico e social. Visibilizado no esquema de bandidos políticos de Brasília, está em cima de nós o bandido invisível, o deus invisível e absoluto do capital internacional, para explorar um dos últimos santuários de riquezas naturais do Planeta Terra, como o Pré-sal, a Amazônia, os rios, as riquezas minerais, as terras, restando para nós as migalhas de uma massa de trabalho em condições de semiescravidão e mal pago. Da separação entre povo e política, pois os políticos não estão preocupados com o povo, conclui-se que o judiciário é uma superestrutura social destinado a legitimar o sistema econômico neoliberal estabelecido, mesmo com a prostituição da Constituição, do Estado de Direito e da Democracia.
* Doutor em Filosofia pela PUCRS e professor de Filosofia.Depois de "ajustes" obras da Orla devem ganhar novo ritmo
Ramiro Furquim
Iniciadas há sete meses, as obras de revitalização da Orla do Guaiba ainda não passaram das fundações.
Mesmo assim, o prefeito José Fortunati, que nesta terça-feira percorreu a pé o extenso canteiro de obras, de 1,3 km, gostou do que viu. “Avançaram bastante”, declarou aos jornalistas que o acompanharam.

| Ramiro Furquim/Jornal Já Cautelosamente, no entanto, a previsão de conclusão foi jogada para início de 2018, um ano de atraso em relação à previsão inicial, feita quando iniciaram os trabalhos em outubro de 2015 .
Alguns percalços, como quebra de pilastras, encontro de uma rocha não prevista, justificam o atraso. A prefeitura estima que 30 por cento das obras dessa primeira fase – a das fundações – estão concluídas.

| Ramiro Furquim/Jornal Já O prefeito admitiu que nos últimos 30 dias o ritmo dos trabalhos se acelerou porque alguns “gargalos” foram resolvidos.
“Fomos a Curitiba para conversar com o arquiteto Jaime Lerner e fazer alguns ajustes. O engenheiro estruturalista visitou a obra para refazer alguns cálculos e agora os trabalhos foram acelerados”, disse o prefeito.

| Ramiro Furquim/Jornal Já
Ele destacou que mais de 90 operários trabalham no trecho da orla e outra equipe está responsável pela Praça Júlio Mesquita, do outro lado da avenida Presidente João Goulart.Os recursos para essa etapa já foram assegurados.O projeto está orçado em R$ 61 milhões, já incluso o aditivo de contrato por conta dos ajustes

| Ramiro Furquim/Jornal Já O projeto é assinado pelo arquiteto paranaense Jaime Lerner, contratado por “notório saber” e conta com o financiamento da Corporação Andina de Fomento (CAF), órgão do Banco Mundial.
Na área próxima à Usina do Gasômetro, as escavações deixam aparentes as fundações do antigo Cadeião, que assombrou a paisagem daquela região por quase um século.

Fundações do Cadeião | Ramiro Furquim/Jornal Já
Também acompanharam a visita os secretários municipais de Obras, Rafael Fleck; Gestão, Urbano Schmitt; do Meio Ambiente, Leo Bulling; e as equipes técnicas da prefeitura e da empresa responsável.
Dados do projeto
Ao todo, serão revitalizados cerca de 10 hectares, da beira do Guaíba, entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias.
Serão construídas ciclovias e novos passeios, com iluminação em LED. Também serão instalados 47 postes inclinados com iluminação cênica e luminárias em LED, criando assim uma atração turística.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
Está previsto um ancoradouro para barcos de turismo, um restaurante sobre a água, seis bares, três decks em madeira, duas quadras de vôlei, duas de futebol e duas academias ao ar livre, vestiários, playground, além de duas passarelas metálicas com jardim aquático. O restaurante e os bares serão envidraçados, permitindo a abertura total no verão, além de possuírem climatização. (informações da assessoria de imprensa)
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já Carta Aberta de Professores Universitários e Pesquisadores contra a Extinção do MDA
Nós, pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa, que nos dedicamos aos estudos sobre o meio rural brasileiro nas suas dimensões econômica, social, política, cultural e ambiental, manifestamos a nossa preocupação com as recentes mudanças institucionais observadas no setor agrícola e agrário do Brasil a partir das primeiras iniciativas do governo interino de Michel Temer. Entre elas está o fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com suas funções agora divididas entre a Casa Civil da Presidência da República e o Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário. O novo desenho institucional, com a criação de secretarias sem status de ministérios, fragiliza a estrutura operacional das políticas públicas, minimiza a importância da agricultura familiar e coloca em risco as políticas diferenciadas de desenvolvimento rural, segurança alimentar, acesso à terra, estímulo à autonomia de povos e comunidades tradicionais e de povos indígenas, e de apoio aos assentamentos rurais.
Desde a criação do MDA, em 1999, foi aberto um espaço importante para elaboração de políticas públicas para esses grupos e um canal institucional voltado para a discussão de suas demandas. A criação do Ministério teve um importante peso político e simbólico, e representou o reconhecimento pelo Estado brasileiro da importância e da pluralidade dos 4.366.267 estabelecimentos agropecuários familiares identificados no Censo Agropecuário de 2006 (84,36% do total). Apesar de ser dotado com relativamente poucos recursos orçamentários, o MDA foi fundamental na implementação de políticas públicas inovadoras de desenvolvimento rural. Destacamos a ampliação e diversificação das linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, criado em 1996, e a viabilização da participação social nas negociações internacionais relacionadas aos temas da agricultura familiar, da reforma agrária e da política de desenvolvimento agrário. Além disso, tiveram origem no MDA o Programa de Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (2003), o Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (2004), o Programa Organização Produtiva de Mulheres Rurais (2008), o Programa Territórios da Cidadania (2008) e a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (2013), entre outras. A existência desse Ministério foi ainda decisiva na implementação do Programa Um Milhão de Cisternas (2003), na ampliação do Programa de Aquisição de Alimentos (2003) e no fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (2009), entre tantos outros. Não podemos deixar de mencionar que o MDA teve contribuição fundamental, também, na institucionalização do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF) e engajamento decisivo na atuação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) nos últimos anos.
Entendemos que esses e outros programas são um importante pilar das medidas de redistribuição de renda, de redução da desigualdade social e de combate à pobreza implementadas no país nos últimos anos que, pelos resultados significativos que apresentaram no que tange à inclusão social, tornaram as políticas públicas brasileiras referências internacionais. Ademais, promoveram avanços no desenvolvimento rural, na garantia da soberania e segurança alimentar e nutricional e no atendimento das demandas dos grupos do meio rural historicamente excluídos da cidadania.
Frente a esses fatos, manifestamo-nos contra a extinção do MDA, como espaço essencial para a manutenção de políticas diferenciadas para a agricultura familiar em toda a sua diversidade, para povos indígenas e para povos e comunidades tradicionais.
Clique aqui para assinar.Este abaixo-assinado será entregue para:- Presidente da República Interino
Excelentíssimo Senhor Presidente da República Interino Michel Temer - Presidente Interino da Câmara dos Deputados
Excelentíssimo Senhor Presidente Interino da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão - Presidente do Senado Federal
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Renan Calheiros
- Presidente da República Interino
Reunião fracassa e professores da rede pública continuam greve
HIGINO BARROS
Em um dos seus últimos atos como secretário estadual da Educação, o titular da pasta, Vieira da Cunha, comunicou hoje aos professores em greve da rede pública que o governo não vai conceder o aumento reivindicado pela categoria.
Vieira deixa o cargo para concorrer à prefeitura de Porto Alegre e tem que se desvincular do Executivo até quinta-feira, dia 2. Ele alegou as dificuldades financeiras do Estado para a não concessão do aumento.
O Comando de Greve do Cpers/Sindicato que teve a segunda rodada de negociação com o governo saiu frustrado do encontro.
Mais uma vez o secretário da fazenda, Giovani Feltes, cuja presença era reclamada pelos professores, não compareceu à negociação. Eu seu lugar estava o secretário adjunto da Educação, Luís Antônio Alcoba de Freitas.
Foi entregue um documento com as respostas de 14 reivindicações feitas pelos professores.
“Eles apenas transcreveram e assinaram a falta de propostas apresentada na última reunião que tivemos”, explicou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.
“Vamos repassar este documento a todas as escolas do Rio Grande do Sul para que todos os professores e funcionários de escola vejam a falta de respeito deste governo com os educadores e a educação pública. A greve só acaba após uma negociação respeitosa e não estamos tendo”.
Segundo a dirigente sindical a postura do governo irá aumentar a participação dos professores na greve:
“Temos um responsável pela continuidade da greve, o governador José Ivo Sartori. Informamos que não vamos retroceder, vamos continuar mobilizados e cada vez mais fortes até que ele nos apresente propostas as nossas reivindicações. Este governo terá de aprender a respeitar os educadores e a comunidade escolar”, destacou.
O Comando de Greve cobrou com veemência das autoridades da Educação o cumprimento do compromisso assumido pelo governo de que não haveria repressão aos alunos que ocupam escolas em apoio à greve, e por reivindicações específicas.
Tem crescido relatos de agressões a alunos por pessoas divergentes das ocupações e de intimidação da Brigada Militar aos estudantes.Pais pedem mais participação familiar nas ocupações
Três pais fizeram um apelo em frente ao Colégio Estadual Paula Soares, na noite desta terça-feira. A reunião, que não era de conhecimento dos alunos que ocupam o colégio, estava prevista para as 19h mas começou com meia hora de atraso.
Antes dos pais, o estudante Wilian Abreu, um representante do grêmio estudantil e da ocupação, falou a imprensa. Wilian ressaltou a importância dos pais que apoiam as ocupações, pois elas representam a luta dos estudantes por seus direitos e por uma escola de “ensino qualificado”.
Entre os problemas da escola, Wilian denunciou que chove em algumas salas, há risco de choque nos corrimãos das escadas, entre outras precariedades.
Ele lembrou que a ocupação está realizando atividades, oficinas entre outros debates. Também falou estudantes encaminharam junto a alguns deputados da Assembleia Legislativa a pauta de reivindicações da ocupação. O estudante também avisou que “seguem ocupando sem previsão de saída” em resposta a pressão do governo para que as desocupações acabem.
Adriana Lameirão, Evanir Pimenta e Cladio Wohlfhart são pais de alunos que ocupam a Escola Júlio de Castilho, o Julinho. Vieram à frente do Paula Soares dar apoio as ocupações. Criticaram a situação atual das escolas estaduais do Rio Grande do Sul e disseram que o movimento das ocupações é uma grande luta dos estudantes em busca de um ensino melhor.
Cladio pediu apoio e a participação dos pais. “É importante que cada pai conheça a ocupação de seu filho para ver a aula de cidadania que ocorre aqui” ressaltou. Evanir é mãe de um aluno Julinho e de outro da Escola Anne Frank e também criticou a atual crise na educação: “Nossos filhos não tem segurança”.
Os três prometem ir atrás de inclusão de mais pais que apoiem a causa. A criação de um comitê não foi descartada. Mais pais foram convidados mas ao final havia mais jornalista do que responsáveis pelos jovens na coletiva.Fortunati diz que PDT já aprovou sua candidatura ao Senado em 2018
RAMIRO FURQUIM
Durante visita às obras da orla do rio Guaíba, na tarde desta terça (31), o prefeito José Fortunati reforçou sua disposição de concorrer ao Senado Federal em 2018, com aval do PDT.
“O partido já foi comunicado, já foi devidamente discutido e aprovado!”, disse.
Um integrante do diretório estadual do PDT, no entanto, garantiu ao JÀ que o assunto ainda não passou qualquer discussão no partido e que a candidatura de Fortunati ao Senado não é pacífica. Por isso, o prefeito cogitaria, inclusive, trocar o PDT pela Rede, o partido de Marina Silva.
Fortunati completou suas declarações dizendo que não abandona a política em 2017. Ficará na militância, voltando-se para atividades profissionais e dar a aulas, “Período sabático, entre aspas”, disse.























