Autor: da Redação

  • Emater desenvolve projeto para hortas domésticas na Expointer

    Seja para quem quer produzir um alimento para o consumo da família, mesmo nas cidades, ou para quem busca rentabilidade com a produção em escala comercial, a Emater/RS-Ascar apresenta, no espaço da Olericultura, na 41ª Expointer, opções para cultivo de horta doméstica, comercial ou urbana.

    Os ambientes apresentados no local (estufa, ar livre, sombrite e sistema protegido) contemplam diversas finalidades e diferentes tipos de produtores.

    “Desde a linha comercial, profissional, trazendo técnicas de cultivo, variedades com as empresas parceiras, novos produtos, equipamentos e também a questão de análise financeira. Nós temos opção, por exemplo, de estufa, que pode custar quase R$ 100,00 o m² ou R$ 15, 00 o m². Nosso objetivo é sempre trazer possibilidades para o agricultor, para que ele faça esse tipo de análise. Para o visitante que é sitiante, algumas noções para que ele possa produzir na sua propriedade alguns hortifrutigranjeiros. Também para o morador urbano, como ele pode produzir, por exemplo, chás, temperos, ou mesmo hortaliças, com a produção em substrato, em vaso, ou em sistema de bancadas, dando pelo menos os princípios que ele tem que observar e quais os critérios que ele tem que ter para a sua produção”, explica o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Luís Bohn.

    Dia de Campo

    Na tarde desta quarta-feira (29/08), na Casa da Emater, ocorreu o lançamento do Dia de Campo Soluções Tecnológicas e Sociais para a Olericultura, que será realizado no dia 26 de setembro, na propriedade da família de Elton Bobsin, na Linha Cachoeira, em Maquiné.

    O ato contou com a presença de representantes das entidades promotoras: Emater/RS-Ascar, Agrocomapa, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Prefeitura de Maquiné. O objetivo é mostrar aos produtores novos sistemas de produção e formas de cultivo, visando à diversificação na produção e de mercado, melhorando a qualidade de vida do produtor.

    O evento, que acontecerá das 08h30 às 16h, deverá reunir mais de um mil participantes de municípios da região, e irá abordar possibilidades tecnológicas em uso nos sistemas de produção de olerícolas, com foco na exposição de variedades de brássicas e folhosas, sob sistema de plantio direto e controle biológico.

    Os participantes acompanharão seis estações de exposição de cultivares com diversas características agronômicas, obtendo informações sobre resistência a pragas e doenças, aceitação no mercado, sistemas de produção e produtividade, entre outras. Além disso, poderão conhecer o cultivo protegido através de visita a uma estufa com cultivo semi-hidropônico de morango e tomate. Na estação de solos, os produtores serão informados sobre manejo, fertilidade e conservação de solos, com enfoque em plantio direto e de hortaliças. E na de gestão sustentável, experiências de controle de custos.

    O Dia de Campo também contará com expositores de substratos, fertilizantes, máquinas e equipamentos diversos, controle biológico, equipamentos de irrigação e fontes de energia alternativa, demonstrando diversas possibilidades para o produtor.

    A produção comercial de hortaliças em Maquiné é uma atividade com elevado valor agregado e que demanda uso intensivo de mão de obra, sendo uma alternativa para a agricultura familiar. Em Máquiné, a produção agrícola é baseada principalmente na olericultura e a Emater/RS-Ascar tem papel fundamental no suporte ao produtor, que enfrenta desafios impostos pelas variações climáticas, problemas fitossanitários e constantes mudanças de mercado.

    O Dia de Campo faz parte do calendário oficial das atividades do município, devendo ocorrer anualmente, e é um dos maiores eventos de olericultura do Estado.

  • Escolas do futuro

    “Escolas do futuro ensinarão mais habilidades socioemocionais do que conteúdos”, diz especialista em educação básica

    Um dos executivos mais influentes da Educação Básica brasileira, Mario Ghio falou durante o encontro Tendências da Educação, que reuniu mais de 200 gestores educacionais em São Paulo

    No modelo tradicional, a escola parece se tornar cada vez menos convidativa aos estudantes. Não basta tecnologia ou recursos dos mais diferentes tipos para atraí-los e estimular o interesse pelo aprendizado. Por isso, é necessário discutir os rumos da educação do futuro, analisar e buscar soluções para os novos desafios e promover melhores relações sociais, estimulando as habilidades do século XXI.
    Em evento realizado na última terça-feira (28) pelo Programa Semente, Tendências da Educação 2019, no Novotel Center Norte,  em São Paulo, Mario Ghio, um dos executivos mais influentes da Educação Básica, presidente da holding Saber, afirmou a importância de desenvolver a aprendizagem socioemocional nas escolas brasileiras, para acompanhar as tendências da educação: “se as escolas não se atentarem sobre as habilidades socioemocionais, não haverá alunos; no futuro, as instituições de ensino irão perder o caráter instrucional para se tornar ambientes de aprendizagem colaborativa e de relacionamento”, disse.
    Com a presença dos palestrantes Leandro Karnal e do fundador do Programa Semente, Celso Lopes de Souza, as habilidades socioemocionais e as novas ideias de solução para a melhoria da educação no Brasil foram apresentadas para gestores e mantenedores de escolas. Em sua palestra, Karnal ressaltou a importância do professor e da educação no mundo líquido (conceito de Zygmunt Bauman), onde as relações são instáveis e sem formas. Nesse contexto, os professores devem reconhecer que todo o esforço de hoje não terá um resultado imediato, mas sim, um efeito futuro, somente quando será possível observar os adultos que seus alunos se tornarem.
    A aprendizagem socioemocional permite o desenvolvimento de habilidades exigidas no século XXI, como empatia, resiliência, autoconhecimento, trabalho em equipe e tomada de decisões responsáveis. Celso Lopes mostrou como esse ensino dentro das escolas, quando bem estruturado, contribui para a melhoria desses domínios. “É preciso diferenciar o que é conhecer as habilidades socioemocionais e o que é aprender a desenvolver essas habilidades. Por exemplo, no domínio de autocontrole, construímos que não são as situações que deflagram as emoções, mas sim o que pensamos a respeito dessas situações. Em outras palavras, são os nossos pensamentos que determinam as nossas emoções. Esse modelo abre a porta para a regulação emocional à medida que podemos questionar os nossos pensamentos em situações em que as emoções estão mais atrapalhando do que ajudando. Isso é chamado de flexibilização cognitiva”, explica Celso.
    Esse ensinamento também vale aos professores, para que eles tenham capacidade de lidar melhor com os estudantes e implantar nas salas de aulas a aprendizagem socioemocional. “Quando o professor da escola se capacita para aplicar essa metodologia, o impacto é muito maior, pois ele conhece os alunos e tem maior envolvimento”, afirma Celso.
    Atualmente, das 10 competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), 4 são explicitamente habilidades socioemocionais. “Nós percebemos que todas as habilidades exigidas por grandes empresas não são apenas os conceitos da profissão, mas sim, habilidades socioemocionais, como agilidade, proatividade, resolução de problemas, capacidade de negociação, comunicação e planejamento, além de liderança e trabalho em equipe”, ressaltou Mario Ghio.
    Segundo Ghio, daqui a 30, 40 anos os jovens não irão para a escola somente para adquirir conteúdos e disciplinas, mas para aprender a se relacionar. Por conta disso, o futuro das instituições de ensino está nas mãos da aprendizagem socioemocional.
    Pesquisa nacional – O fundador do Programa Semente chamou a atenção para a necessidade do embasamento científico como auditor dos programas sobre aprendizagem socioemocional no mundo. Amparado pelas principais pesquisas científicas na área de aprendizagem socioemocional, o Programa Semente acaba de publicar o maior estudo sobre o impacto do ensino das habilidades socioemocionais em alunos brasileiros. A pesquisa, realizada pela UFRJ, foi feita com 9,6 mil estudantes do Programa Semente e mostrou impactos positivos em todos os domínios avaliados, apontando nos índices gerais de Habilidades Socioemocionais um aumento estatisticamente significativo de 6,7% na melhora do comportamento desses alunos.
    Sobre o Programa Semente (www.programasemente.com.br) – Com uma abordagem moderna e inovadora, o Programa Semente está presente em escolas brasileiras contribuindo para o desenvolvimento socioemocional de alunos e educadores. A partir de um material escrito por educadores, médicos e psicólogos, sua metodologia possibilita que sejam trabalhadas em sala de aula questões como sociabilidade, autoconhecimento, autocontrole, empatia e decisões responsáveis, entre outras habilidades, cada vez mais presentes no mundo do trabalho e nas principais avaliações internacionais de educação, como o PISA. Desta forma, o Programa Semente contribui para a alfabetização emocional.

  • Tonda y Combo: swing caribenho esquenta o Chapéu Acústico

    O ritmo que é sucesso no mundo todo tem agora no Brasil um fiel porta-voz. Com sólida base nos fundamentos da música tradicional do Caribe, a banda TONDA Y COMBO traz no seu repertório, além de composições próprias, releituras com arranjos originais de clássicos do son cubano, rumba, salsa, timba e latin jazz.
    Tanto para ouvintes atentos às nuances harmônicas, arranjos sofisticados e improvisações jazzísticas, quanto para aqueles bailadores aficionados cujo autêntico sabor caribenho impulsiona para pista de dança.
    Na estrada desde maio de 2004 a banda tocou em eventos tais como,
    festival internacional de salsa no clube Homs em São Paulo, Virada Cultural em
    São Paulo, todas edições do tradicional congresso internacional de salsa de Porto Alegre, no clube Caribeño em Brasília, Fórum Social Mundial em Canoas,
    Canoas Jazz, Jazz às Pampas no Teatro São Pedro.
    Está há 12 anos no Insano Bar em Porto Alegre onde o tradicional domingo reúne salseiros dos quatro cantos do mundo. Com carisma, musicalidade e bom humor a banda traduz musicalmente o verdadeiro espírito da Salsa.
    O repertório do quarteto inclui os tradicionais temas da música cubana, consagrados pelo grupo Buena Vista Social Club, hits contemporânios da Timba (salsa cubana), clássicos do Latin-Jazz e composições originais.
    Formação:
    Conrado Pecoits (piano)
    Luciano de León (baby Bass)
    Juan Romero (voz)
    Tuti Rodriguez (congas)
    Fotos: Marcos Monteiro
    SERVIÇO:
    Dia: 04 setembro de 2018 (terça-feira).
    Hora: a partir das 19h.
    Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190).
    Informações: Na BPE-RS, pelo telefone (51) 3224-5045 ou com o produtor,
    Marcos Monteiro (duearth@terra.com.br).

  • Oficina de Monitoramento das Violações de Direitos Humanos em Goiás

    “Estes são tempos de fortalecer a resistência e aproximar agendas e pautas comuns na luta pela proteção e garantia dos direitos humanos”. Pedro Wilson.

    A Oficina de Monitoramento das Violações de Direitos Humanos em Goiás e Proteção de Defensores acontece nos dias 30 e 31 de agosto e é um espaço de formação e debate sobre o empoderamento de defensores/as e das lutas por direitos humanos, por meio do reposicionamento estratégico da agenda de luta por direitos humanos no Brasil e em Goiás, levando-se em consideração a possibilidade de construção de ações articuladas. Além disso, será discutida formas de avançar na construção de uma rede de apoio e fortalecimento da atuação dos/as defensores/as de DH de Goiás e implementação de uma pedagogia da proteção.
    A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino, Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (coordenada pelo MNDH, parceiros de Misereor no Brasil e PAD – processo de articulação e diálogo entre organizações ecumênicas no Brasil), e o Projeto Defendendo Vidas, ação do Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos, coordenado pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH).
    “Estes são tempos de fortalecer a resistência e aproximar agendas e pautas comuns na luta pela proteção e garantia dos direitos humanos. A realização dessa oficina é um esforço conjunto para enfrentar a dura realidade sobre a garantia dos direitos humanos no Brasil e em Goiás. Vamos discutir casos emblemáticos de violação de direitos como a precária situação do nosso sistema socioeducativo, que culminou na tragédia do CIP, um caso gravíssimo de violência institucional do Estado de Goiás; violência contra as mulheres, população em situação de rua; extermínio da juventude preta e pobre; ataques aos direitos à terra de quilombolas e indígenas; criminalização dos movimentos sociais, entre outras violações”, afirma Pedro Wilson Guimarães, ex-prefeito de Goiânia, militante histórico em defesa dos direitos humanos e integrante da coordenação executiva do Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino.
     

    PROGRAMAÇÃO

    30/08 – Manhã – Auditório da Faculdade de Odontologia da UFG
    (Av. Universitária, s/n – Setor Leste Universitário)
    MOMENTO 1: CONTEXTO – REALIDADE E SITUAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
    Foco: Reflexão sobre a realidade e a situação dos direitos humanos e dos/as defensores/as de direitos humanos, e os desafios centrais à agenda dos DH no Brasil e em Goiás.
    30/08 – Tarde – Espaço Cultural Cara Vídeo
    (Rua 83, 362, St. Sul)
    MOMENTO 2: CONCEPÇÃO E ORGANIZAÇÃO – RESIGNIFICAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E EMPODERAMENTO DOS SUJEITOS
    DEFINIÇÃO DE EIXOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO COMUM (OLHANDO PARA ATUAÇÃO NO ESTADO)
    Introdução – Conexão entre as emergências/potências da realidade dos direitos humanos e a nossa realidade organizativa e sustentabilidade – as ferramentas de ação, dinâmicas, subsídios, linguagens (e pensar onde os direitos humanos entram na utilização desses processos).
     
    Trabalho em grupos
    Questões orientadoras:

    1.  Qual é o sentido dos DH na atualidade, em cenários de disputas de conceitos e narrativas na sociedade?
    2. Do ponto de vista organizativo, quais são os principais gargalos (fragilidades), as principais potencialidades e os maiores desafios para os sujeitos e para as lutas no campo popular dos direitos humanos?

    Plenária – Resultado trabalho nos Grupos (sistematização das questões principais)
    Atividade dirigida às organizações locais para reflexão e elaboração de estratégias e agendas conjuntas no estado. Nesta atividade, inserem-se as propostas de campanhas locais e nacionais, assim como a agenda de atividades até dezembro de 2018.
    31/08 – Manhã – Espaço Cultural Cara Vídeo
    (Rua 83, 362, St. Sul)
    MOMENTO 3: PEDAGOGIA DA PROTEÇÃO A DEFENSORES E DEFENSORAS DE DH
    Atividade dirigida a defensores e defensoras de DH com enfoque na pedagogia da proteção. Será ministrada pela equipe técnica do Projeto Defendendo Vidas do CBDDDH/SMDH.
    31/08 – Tarde – Espaço Cultural Cara Vídeo
    (Rua 83, 362, St. Sul)
    MOMENTO 4: ATUAÇÃO – ESTRATÉGIAS PARA ATUAÇÃO CONJUNTA – EM DIREITOS HUMANOS E NA PROTEÇÃO AOS DEFENSORES/AS DE DH
    Atividade dirigida ás organizações locais para reflexão e elaboração de estratégia de agendas conjuntas no estado. Nesta atividade se insere as propostas de campanhas locais e nacionais, assim como a agenda de atividades para até dezembro de 2018.
     
    Coordenação e parcerias:
    Articulação para o Monitoramento dos DH no Brasil (MNDH, PAD e Parceiros de Misereor)
    Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos e pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH).
    Instituto Brasil Central – IBRACE
    Comissão Pastoral da Terra
    Núcleo de Direitos Humanos da UFG
    Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno
    Serviço: Oficina de Monitoramento das Violações de Direitos Humanos em Goiás e Proteção de Defensores
    Data: Dias 30 e 31 de agosto
    Local: Espaço Cultural Cara Vídeo e Auditório da Faculdade de Odontologia da UFG

  • A vez de Ernesto Fagundes e Glau Barros no projeto Casa Expandida

    Ernesto Fagundes e a cantora Glau Barros são as atrações do projeto Casa Expandida, nesse sábado, dia 1º de setembro, na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). A discotecagem do evento ficará por conta do DJ Piá.
    Na ocasião a CCMQ ficará aberta até a meia-noite para visitação às exposições e espaços como a Sala Elis Regina e o Jardim Lutzenberger, assistir aos espetáculos em cartaz nos teatros Bruno Kiefer e Carlos Carvalho e mais, food truck; bier truck na Travessa dos Cataventos. A Arte Loja (térreo), o Café Santo de Casa (7º andar) e o Cine Café (Travessa dos Cataventos) também ficarão abertos durante o evento.
    As atrações
    Ernesto Fagundes –
     Ernesto Fagundes começou sua carreira profissional ainda criança acompanhando o pai em festivais de música, tocando bombo legüero. Em 1995 lançou seu primeiro CD solo e a partir daí mais dez trabalhos individuais entre CDs e DVDs, além dos álbuns em que atua ao lado do pai e dos irmãos no grupo Os Fagundes.
    Com o grupo Os Fagundes lançou três CDs e 2 DVDs gravados ao vivo. Em 2011 Ernesto foi protagonista de “Origens”, um documentário filmado em Santiago del Estero (Argentina) sobre o bombo legüero, que levou Ernesto ao Festival de Cinema de Gramado. Dois anos depois comemorou ao lado do grupo Os Fagundes os 30 anos da música Canto Alegretense. Em julho 2016 lançou o seu mais recente álbum, o DVD Aires de Fronteira, indicado a DVD do Ano pelo Prêmio Açorianos de Música.

    A cantora Glau Barros faz a segunda apresentação musical no evento da CCMC. Foto: Divulgação

    Glau Barros – Glau Barros é atriz e cantora. Iniciou a carreira no início dos anos 90 como vocalista da banda Sideréus Nuncius, fundada pelo músico Marcão Acosta. Em 2000, estreou seu primeiro trabalho como atriz, obtendo o primeiro prêmio de melhor atriz no Festival de Teatro de Novo Hamburgo. No teatro, dois espetáculos que a marcaram pelo fato de poder aliar o trabalho de atriz com o de cantora: Hamlet Sincrético, com o Grupo Caixa-Preta, e Night Club Musical, com a Cia. Ditirambo. Na música Glau destaca dois espetáculos de samba: Estandarte do Samba e De Amores e Sambas. Atualmente dedica-se ao samba, ritmo com quem tem muita afinidade.
    PROGRAMAÇÃO
    19h – Discotecagem com DJ Piá
    21h – Ernesto Fagundes
    22h – Glau Barros
    18h à meia-noite – Food truck e bier truck
    Local: Travessa dos Cataventos da CCMQ
    SERVIÇO
    Quarta edição do projeto Casa Expandida.
    Quando: 1º de setembro | Sábado.
    Horário: 18h à meia-noite.
    Local: Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736).
    Entrada gratuita.
     

  • As novas regras para campanha deste ano favorecem quem busca reeleição

    Francisco Ribeiro
    As eleições de 2018 vieram com uma série de modificações tais como a introdução do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, normas restritivas a publicidade dos candidatos nas ruas, diminuição do espaço de propaganda eleitoral no rádio e na tv.
    Medidas que, além de tornarem a campanha mais curta, podem, segundo a
    cientista política e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Maria
    Lúcia Moritz, “contribuir para reeleger quem já está no jogo, quem já
    tem expertise. Não sei se isso é bom para a democracia”.
    De 1982, ano da primeira eleição para governador pós-golpe de 1964, até última,
    2014, que conduziu José Ivo Sartori ao Piratini, constata-se que o eleitor gaúcho não
    reelege o projeto que está no poder, seja o partido ou o governador desde que a
    reeleição para um segundo mandato foi permitida.
    Algo bem diferente do governo municipal de Porto Alegre onde, durante 16 anos, a maioria reconduziu o projeto petista à prefeitura da capital, um ato e um feito histórico e político.
    Sartori, no caso específico ao governo do estado, seria o primeiro a quebrar aquilo que muitos chamam de maldição da reeleição?
    Para Moritz, Sartori, assim como os candidatos a reeleição ao legislativo gaúcho,
    beneficiam-se deste quadro de regras novas,“pois é necessário tempo para apresentar novas ideias e projetos, principalmente aqueles que são estreantes na vitrine. Então, desta vez, em termos de renovação, é uma campanha muito restritiva, um prejuízo. Cabe a pergunta: até que ponto, para a democracia, isto é bom? Eis aí um grande ponto de interrogação.
    O fato de as pesquisas mostrarem Sartori na dianteira tem muito mais a ver com a visibilidade de estar há quatro anos a frente de um governo.
    No entanto, o índice de rejeição dele é muito grande, 44 por cento, o que não deixa de ser um fator limitador, um sinalizador para uma possível reviravolta e a continuidade da maldição, para o bem, ou para o mal”.
    O fim da polaridade entre a direita e o PT, que esta muito enfraquecido, é para
    Moritz outro fator determinante , “já que facilita o caminho pra quem quer se reeleger”.
    Eduardo Leite, mesmo sendo oposição, é do mesmo campo que Sartori. Temos assim
    uma configuração centro-direita versus centro-direita, o que é algo inédito no Rio
    Grande do Sul.
    Contudo, deve-se levar em conta que o PSDB é um partido que não tem muita estrutura no Rio Grande do Sul. E talvez aí esteja a dificuldade de Leite avançar
    mais. Mas estamos muito no início para determinar que o grande embate seja entre
    Eduardo Leite – que tecnicamente está empatado com Miguel Rossetto (PT) e Jairo
    Jorge (PDT) – e Sartori. E não podemos esquecer que Mateus Bandeira (Novo) disputa o mesmo eleitor que o PSDB, podendo com isso desbancá-lo da disputa no segundo turno, abrindo espaço para Rossetto ou Jorge”.
    Moritz salienta que, como sempre, a máquina partidária fará diferença, e isto é o
    que não falta ao MDB e ao PT: “Numa campanha curta o trabalho da militância, o corpo a corpo em busca do voto, conta muito. Também os meios, os canais tradicionais de campanha ainda serão mais eficientes”.
    “O tempo de rádio e televisão acaba por desequilibrar a disputa, mas depende do desempenho de cada candidato. O mundo digital das redes sociais também terá sua importância, mas não com a dimensão que algumas pessoas acreditam. Nós não temos o mesmo padrão que os Estados Unidos, quando Barack Obama fazia programas bem segmentados, direcionados às redes sociais”.
    Em sua conclusão, Moritz faz um alerta para que os candidatos prestem muita
    atenção no eleitorado feminino gaúcho, que corresponde a 52, 5 por cento de um total
    de 8.354.732 eleitores. E não se trata de acusações de descaso ou de comportamento
    machista, ou misógino. Mas da constatação, através de um estudo de pesquisa de
    intenção, que é entre as eleitoras que se encontra o maior número de indecisos,
    principalmente naquelas de menor nível de escolaridade, nas classes mais baixas. Eis aí um nicho que deverá requerer mais atenção e sensibilidade dos coordenadores de
    campanha e marqueteiros, pois, afinal, como como já indagou certa vez Freud: o que elas querem?

  • Emater pergunta: você sabe de onde vem a erva do seu chimarrão?

    A Emater/RS-Ascar está na quadra 9 da Expointer com um stande onde se pode  conseguir erva-mate para o chimarrão e ainda aprender a identificar a procedência do produto e quais as empresas no Estado com certificação.
    Um das principais tradições do gaúcho é o chimarrão e a garantia de uma boa erva-mate pode ser conseguida com um produto certificado. A Emater/RS-Ascar certifica no Estado dez marcas e outras três estão em processo.

    A certificação feita pela Instituição abrange práticas agrícolas, acompanhamento técnico, atividade de transporte, industrialização, gestão ambiental e da qualidade, além de aspectos relativos à segurança dos trabalhadores.

    “As indústrias procuram nossos serviços porque buscam um meio de garantir a qualidade dos seus produtos frente aos consumidores. Aquelas que conseguem nos informam que o retorno financeiro é imediato”, explica a classificadora da Emater/RS-Ascar, Salete Frare.

    No Estado existem cinco polos de produção de erva-mate, que são o Vale do Taquari, o Alto Taquari, a região Planalto Missões, Alto Uruguai e Nordeste Riograndense. Segundo Antônio de Borba, engenheiro florestal da Emater/RS-Ascar, 60% da matéria prima para a produção de erva no Estado vem do Alto Taquari, que é composto por Ilópolis, Arvorezinha, Putinga, entre outros municípios vizinhos.

    Além de apresentar o processo de certificação da erva-mate, os extensionistas explicam aos visitantes os detalhes relativos à classificação de outros produtos para o consumo humano, como arroz, feijão, lentilha, maçã, uva, laranja, entre outros.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • RS fora do programa de R$ 2,8 milhões para pesquisar abelhas nativas

    GERALDO HASSE

    Oito meses após a publicação do edital,, o CNPq divulgou nesta sexta (24) a lista de oito pesquisadores brasileiros beneficiados com um total de R$ 2,8 milhões para pesquisas sobre apicultura, especialmente abelhas nativas, sobre as quais há escassos conhecimentos.

    Embora o Rio Grande do Sul seja o estado que mais produz mel, nenhum gaúcho foi contemplado.

    Os recursos serão fornecidos principalmente (R$ 1,9 milhões) pela Associação Brasileira de Estudos das Abelhas – ABELHA, entidade vinculada ao Sindicato da Indústria de Defensivos Vegetais (Sindiveg) e à Embrapa. Os R$ 900 mil restantes vêm de três órgãos públicos.

    Os pesquisadores contemplados devem seguir cinco linhas de pesquisas com o objetivo de gerar informações sobre a realidade apícola brasileira, especialmente sobre as abelhas nativas, como a jataí e outras, que vêm despertando interesse pela singularidade do seus méis e seu papel na polinização da flora. Na Fepagro, extinta pelo governador José Ivo Sartori em 2017, apenas a pesquisadora Sidia Witter estudava algumas das 24 espécies de abelhas sem ferrão existentes no Estado, onde a maior referência no assunto é a bióloga Betina Blochtein, da PUC.

    Uma das linhas de pesquisa pretende “avaliar a ecotoxicidade de agrotóxicos para espécies nativas selecionadas”, visando “a adoção de um modelo local de avaliação de risco ambiental de produtos químicos ou biológicos”.

    Além disso, os pesquisadores foram desafiados a “gerar conhecimentos sobre patógenos e parasitas que atacam as colmeias, bem como gerar manuais de boas práticas agrícolas e apícolas”.

    Foram selecionados os seguintes pesquisadores:

    Airton Torres Carvalho, da UFRPE

    Eduardo Andrade Botelho de Almeida, da USP

    Osmar Malaspina, da UNESP

    Felipe Andres Leon Contrera, da UFPA

    Carmen Silvia Soares Pires, da EMBRAPA Rec. Genéticos

    Marcia Motta Maues, da EMBRAPA Amazônia Oriental

    Maria Cristina Gaglianone, UENF, Campos RJ

    Marina Wolowski Torres, UNIFAL, de Alfenas, no Sul de Minas

  • Livro resgata a obra de Sampaio, pioneiro do cartun

    Livro reúne a obra de José Miguel Sampaio, pioneiro do cartun no Rio Grande do Sul.
    Lançamento do livro “Ria por favor”, com os cartuns de Sampaio

    Dia 5 de setembro, às 18 h, no Baden Cafés Especiais

    Quando Sampaio completou 80 anos, em 2007, sua filha pensou em publicar um livro com o trabalho de seu pai na Revista do Globo.

    Projeto gráfico pronto, a timidez do artista falou mais alto e ele proibiu a publicação. Só poderia ser publicado depois da sua morte e sua vontade foi respeitada.
    Sampaio faleceu em janeiro de 2017 e junto com a tristeza, veio a possibilidade da realização do que até ali era só um sonho, a publicação do livro!.
    Editado pela Insular (de Florianópolis), com capa de Mauro Ferreira e projeto gráfico da Libretos, agora todos poderão conferir a qualidade e atualidade do trabalho de Sampaio e divertir-se procurando nas “cenas coletivas” que criava, o homenzinho fazendo xixi, a meninazinha de franja (sua filha), a folha de samambaia e o seu autorretrato.
    No lançamento, o livro será distribuído aos presentes.
     
    Sobre Sampaio:
    Nos anos 1940, muitos anos antes de “Onde está Wally”, o cartunista Sampaio criou um personagem que deveria ser procurado no meio de uma “multidão”: um homenzinho fazendo xixi, de costas, naturalmente… De humor ingênuo, como ele mesmo caracterizava seu trabalho, marcou sua carreira com estes cartuns, que retratam cenas do cotidiano e momentos históricos e que forampublicados entre 1947 e 1955 na “Revista do Globo”, respeitada publicação quinzenal gaúcha.
    Sampaio, nascido José Miguel Pereira de Sampaio no dia 27 de julho de 1927, em São Luiz Gonzaga, era irmão mais velho do cartunista SamPaulo, também já falecido. Desde cedo foram incentivados pelo pai, Juiz de Direito, que costumava fazer caricaturas de seus colegas de trabalho no Tribunal de Justiça e que nas horas vagas pintava.
    O cartunista iniciou sua carreira na Livraria do Globo em 1944 como aprendiz de desenhista. Mais tarde, foi contratado pela Revista do Globo, onde sua tarefa era redesenhar piadas de revistas estrangeiras transformando os desenhos coloridos em preto e branco para possibilitar a sua impressão.
    Sampaio incorporou a estes desenhos uma marca pessoal: uma folha de samambaia e, pouco a pouco, foi criando suas próprias piadas que acabaram por invadir toda a seção de humor da revista, que se chamava “Ria por favor”.
     Dizia que sua inspiração vinha de Hieronymus Bosch, pintor do século XV que retratava um cotidiano fantástico com grande saturação de informações e muita atenção aos detalhes.
    Em 1948, Sampaio iniciou na imprensa diária porto alegrense, fazendo cartuns de esportes no Diário de Notícias, dos Diários Associados. Nos anos 1950 fez ilustrações para O Estado do Rio Grande. Na Folha da Tarde, vespertino da Empresa Jornalística Caldas Júnior, ilustrou as crônicas diárias do jornalista João Bergman (JotaBê) e mantinha duas páginas de humor, uma no Suplemento de Sábado e outra no Suplemento Infantil.
    Nos anos 1960, levou seu humor para a televisão, participando em programas de grande audiência. No “Ringue Doze”, da então TV Gaúcha, que apresentava competições de luta livre ao vivo, fazia charges durante os intervalos. No “Show de Notícias”, importante telejornal da época, ilustrava as notícias desenhando em papel semitransparente preso a um vidro, com o traço aparecendo aos poucos no vídeo até completar a charge.
    Nos anos 1970, na TV Difusora, Sampaio fez parte da equipe do telejornal “Câmera 10”, com Lauro Quadros, Adroaldo Streck e Ana Amélia Lemos, entre outros.
    Nesta época, abandonou a atividade sistemática de cartunista, passando a colaborar esporadicamente em vários jornais: Jornal do Litoral (de Tramandaí), Jornal da Semana (de Novo Hamburgo), Jornal do Inter e O Terço (de Porto Alegre). Junto com grandes nomes do humor nacional, colaborou com a página “O Centavo” da revista “O Cruzeiro”.
    A partir daí, optou pela carreira de servidor público no Tribunal Regional Eleitoral.
    Teve desenhos publicados em várias coletâneas, entre elas “14 Bis” em 1976, “Humor de sete cabeças” em 1978 e “Humores nunca dantes navegados”, em 2000. É o autor da capa do “Anedotário da Rua da Praia” de Renato Maciel de Sá Junior, publicado em 1981, com várias reedições.
    Em 2004, Sampaio foi o cartunista homenageado do XI Salão Internacional de Desenho para a Imprensa de Porto Alegre, realização da Prefeitura Municipal. Na ocasião ficou surpreso com o convite porque, segundo suas palavras “pensou que nem fossem mais se lembrar dele, porque já tinha pendurado a caneta há muito tempo”.
     
     
     

    Lançamento do livro “Ria por favor”, com os cartuns de Sampaio

    dia 5 de setembro, às 18 h, no Baden Cafés Especiais

    Avenida Jerônimo de Ornelas, 431

    (esquina com a Vieira de Castro) 

     

    Contatos: Rosane Furtado

                                             51 99147-7783/ 3242-8651
  • Corrupção e desconfiança afastam jovens da política, segundo pesquisador

    FRANCISCO RIBEIRO
    A eleição de 2018 terá o voto da primeira geração de brasileiros do século XXI. Um sinal de como esses jovens vão reagir já foi detectado na diminuição de inscrições de jovens entre 16 e 18 anos incompletos para o voto facultativo.
    No Rio Grande do Sul, as primeiras causas evidentes deste decréscimo são os fatores demográficos e econômicos. Houve uma diminuição do eleitorado gaúcho como um todo devido à baixa taxa de natalidade. E muita gente foi embora atrás de oportunidades de trabalho no centro do país e no exterior.
    Porém, para Rodrigo Stumpf Gonzales, cientista político e professor da UFRGS, as principais razões do desinteresse dos jovens pela política vão muito além: “Há um desencanto, ligam a política e os políticos a corrupção. Soma-se a isto a inexistência de candidatos capazes de mobilizar a juventude”.
    Gonzales enfatiza que grande parte desta desilusão do jovem com a política tem por base a sucessão de escândalos – operação Lava Jato e outros – divulgados e explorados ad nauseam pela mídia.
    “Os meios de comunicação através do bombardeio sistemático de denúncias criaram uma imagem negativa dos poderes executivo e legislativo, acabando por quase estigmatizar a política como algo ruim. E falta discernimento a maioria para não cair na generalização. Num dos questionários de uma pesquisa que fizemos junto a alunos de uma escola secundária de Porto Alegre constava a seguinte pergunta: que palavra você associa a política? Os alunos perguntaram se podia escrever palavrão. Eram jovens de 16 anos”.
    Esta falta de discernimento, segundo Gonzales, deve-se, principalmente, a carência de formação e aos novos tipos de socialização decorrentes das novas tecnologias de informação e comunicação. “No tempo da ditadura, criticava-se, e com razão, as aulas de OSPB (Organização Social e Política Brasileira), um negócio horroroso, de doutrinação. Mas ao rejeitar isso nós eliminamos do currículo escolar as discussões sobre instituições políticas. Ali, pelo menos, aprendia-se que o Brasil era uma república federativa. Pergunte, hoje, para alguém quais são os limites de um governador ou presidente? A maioria da população não sabe”.
    Além de uma deficiência que começa na falta de conhecimento, Gonzales acrescenta que o jovem quer algo que dialogue com o tipo de tecnologia e experiência que tem no cotidiano e lhe dê uma perspectiva: “eles tomam conhecimento do mundo político pelas redes sociais. Não temos mais o modelo clássico de integração: família, escola, igreja.
    O indivíduo toma contato com a política no Facebook, twitter, Whatsapp, enfim, a rede que ele estiver conectado. Ou seja, não existe o debate, apenas o reforço das próprias percepções. O outro não é divergente, é o inimigo”.
    Contudo, não se trata de mera alienação. Para Gonzales, outro fator da não adesão à política  – ou a movimentos, sejam de esquerda ou direita – é a falta de lideranças que os jovens se identifiquem: “ele não sabe se confia na escolha dos pais por causa da questão de geracional.  Acha que os pais não sabem nada porque têm menos domínio do computador e redes do que ele. Portanto, estão mal informados. E faltam lideranças políticas, ou da sociedade civil, capazes de mobilizá-lo nas suas escolhas. As redes sociais não criam lideranças, criam celebridades”.
    Para o cientista político, nenhum dos candidatos à eleição para o governo do estado é capaz de empolgar os jovens: “Roberto Robaina (PSOL) é o jovem daquele personagem do Chico Anysio. Miguel Rossetto (PT) é um bom sujeito, fala em investir na escola, num ensino de qualidade, mas não tem carisma, uma fala que entusiasme. Não basta a um pretendente ter apenas boas propostas. Numa situação normal, Rossetto seria um candidato razoável, mas não neste momento de baixa credibilidade do PT. Os demais postulantes disputam o eleitorado adulto e de terceira idade. O caso extremo é o Júlio Flores (PSTU), cujo crescimento, quatro por cento, mostra bem a crise que vivemos. Mas, como sempre, sua candidatura é simplesmente para marcar posição”.
    Não se trata, contudo, em relação ao eleitorado jovem, de um comportamento onde a apatia, a passividade, a indiferença, a hostilidade sejam regras. Há um sentimento de frustração, conclui Gonzales,  na população como um todo. “ O jovem necessita visualizar boas perspectivas de futuro, um bom estágio profissional, por exemplo. Um dos candidatos poderia falar mais concretamente sobre isso. Enfim, a politização da juventude passa pelo processo de inclusão, de socialização, caso contrário, participar para ele, como acontece hoje, na maioria dos casos, será ligar o celular e digitar alguma coisa”.