Autor: da Redação

  • Dilma passará o final de semana em Porto Alegre

    Após ser afastada da Presidência da República, Dilma Roussef que havia passado o último domingo dia das mães, em Porto Alegre, virá novamente à capital dessa vez para descansar.
    No começo da manhã estava previsto que desembarcaria por volta das 18h no Salgado Filho. Ela  acabou chegando por volta das 21h30min de sexta, desembarcando na Base Aérea de Canoas. Em seguida, seguiu para seu apartamento na zona sul de Porto Alegre.
    Na manhã deste sábado, a presidente afastada pedalou em Porto Alegre. Acompanhada por dois seguranças, Dilma deslocou-se pela ciclovia desde o BarraShoppingSul até a Rótula das Cuias, retornando ao ponto inicial.
    No percurso, de cerca de 45 minutos, Dilma abanou para pessoas que a cumprimentaram.
     

  • Nelson Rodrigues e a Globo

    P.C.DE LESTER
    Acabo de ver o jornal das 10, da Globo News.
    Um espanto: seis comentaristas e uma clamorosa unanimidade. Uma simplificação espantosa.
    Resumo: toda a crise que atinge a economia brasileira resulta dos erros da presidente Dilma.
    E toda a crise política, que acaba por afastá-la do cargo, também é culpa exclusiva da inabilidade dela.
    Nelson Rodrigues cunhou a frase: “Toda unanimidade é burra”.
    Acho que, no caso, não é burrice, não. É manipulação mesmo!
    Eles podiam disfarçar um pouco e colocar alguém para fazer um contraponto!
         

  • "Precisamos pacificar a nação e unir o Brasil", pede Temer

    Horas após assumir interinamente o cargo de Presidente da República, Michel Temer falou oficialmente pela primeira vez.  Durante quase 30 minutos pediu água, pastilha para voz e anunciou seus planos de governo.
    Temer pediu confiança ao povo brasileiro. “Precisamos urgente pacificar a nação e unir o Brasil”, clamou. O presidente interino foi enfático em seu discurso, falou das reformas que o país precisa, de equilibrar as contas, de enxugar os gastos. Para isso, já começou cortando Ministérios.
    Para contornar a crise, falou em abertura ao mercado internacional. “É preciso resgatar a credibilidade do Brasil.”
    Entre medidas para retomar o crescimento, Michel falou em combate à inflação, autonomia do Banco Central e um projeto de “empregabilidade”
    Pelo tom do discurso, já deu indícios de que deve fazer privatizações: “saúde, segurança e educação não devem sair das órbitas públicas, o restante deve ser compartilhado com a iniciativa privada.”
    Quanto às investigações da Lava-Jato, falou que não irá interferir em nada.
    Michel Temer garantiu ainda que irá manter os projetos sociais como Bolsa-Família, Pronatec, Minha Casa Minha Vida, entre outros. Ressaltou a importância da agricultura familiar e de apoio aos micros e pequenos empresários.
    O presidente em exercício lembrou que o mundo observa o Brasil: “Daqui dois meses teremos Olimpíadas um momento raro em que seremos olhados por todos” salientou.
    Entre suas próximas medidas, sinalizou uma mudança no Pacto Federativo entre estados e municípios junto à União.
    Já no final, declarou solidariedade e respeito institucional à presidente Dilma, mas preferiu não julgar o mérito de seu afastamento. Temer ressaltou a importância da harmonia entre os poderes e sugeriu uma mensagem de otimismo para combater a crise: “A partir de agora não podemos mais falar em crise, trabalharemos”, disse, citando uma placa que disse ter visto e um posto de combustíveis.
    Michel Temer concluiu seu discurso falando em fazer um ato religioso no país. “Queremos fazer um ato de religação em toda sociedade, um ato religioso.” Por fim, pediu a benção de Deus para ele, seus ministros e população e encerrou sua palavra.

  • Crise na educação: mais uma escola ocupada em Porto Alegre

    Depois do Colégio Emílio Massot, mais uma escola foi ocupada no início da tarde em Porto Alegre: Escola Estadual Agrônomo Pedro Pereira, localizada na avenida Bento Gonçalves, zona leste da cidade.
    Mais escolas no RS devem fazer o mesmo. A informação vem dos líderes da ocupação no Emílio Massot. O movimento fala em vinte escolas ocupadas até segunda-feira em todo Rio Grande do Sul.
    A Presidente do Cpers, Helenir Schürer comemora o momento. “Estou muito feliz”, disse a professora por telefone à reportagem do JÁ.
    Segundo Helenir, as ocupações que estão ocorrendo em todo o país são resultado de um avanço da sociedade. “Nós realizamos oito audiências desde o ano passado com pais, alunos, professores e funcionários e sempre alertamos que precisávamos da ajuda de todos pra mudar o quadro”, ressaltou.
    Também criticou o governo Sartori e denunciou o descaso da atual gestão. “Temos escolas sucateadas, os professores com salários atrasados e sem valorização, isso é muito triste”.
    O Cpers prepara uma Assembleia Geral, para a próxima sexta-feira,dia 13, onde a greve será deflagrada. “Não há outro caminho”, confirmou a presidente da categoria.

  • O dia seguinte

    PINHEIRO DO VALE
    Afastada Dilma Rousseff da presidência da República, levando consigo o PT para a oposição, volta ao primeiro plano uma agenda da reforma política, defendida, aliás, por todos os grandes  partidos e temida pelas pequenas agremiações, tanto as ideológicas como as de aluguel.
    A maior incógnita dessa possível evolução está na reorganização da esquerda, caso vingue a proposta aparentemente invencível de uma reforma partidária no curto prazo.
    Nos meios políticos há o temor de que a reorganização venha pela via da Justiça Eleitoral, daqui a dias sob o comando do último ministro nomeado por Fernando Henrique Cardoso, o paulista Gilmar Mendes, que assume a presidência do TSE.
    Neste caso, supõe-se que Mendes daria um canetaço proibindo as coligações partidárias nas eleições proporcionais, o que, por si só, precipitaria o desbloqueio desse tema no Congresso.
    Sem o guarda-chuva das grandes legendas, desaparecem do cenário parlamentar quase todos os partidos que atualmente têm suas mini representações no Congresso.
    Nas agremiações de direita a extinção das legendas de aluguel varre quase todos os micros partidos criados para obter tempo em televisão nos horários eleitorais das eleições e engordar as quotas de cada bloco no rateio do Fundo Partidário.
    Na esquerda é um tumulto.
    No segmento conservador, sem grandes definições ideológicas, essa reacomodação é tranquila.
    Na esquerda essa cirurgia tráz graves consequências, pois tira de cena partidos ideologicamente definidos e com grande tradição nas lutas política do País, tanto em tempos normais como na clandestinidade em ditaduras.
    O mais notório perdedor é o PCdoB, o Partido Comunista do Brasil, herdeiro direto dos fundadores da esquerda revolucionária no Brasil, há quase 100 anos, desde a década de 1920.
    Outro perdedor importante é o filho pródigo do PT, o PSOL, duro opositor da presidente Dilma Rousseff, mas que teve uma participação decidida na campanha contrária ao golpe recém-aplicado pelo vice-presidente em exercício Michel Temer.
    Fundado pela então deputada gaúcha pelo PT, Luciana Genro, para se opor ao presidencialismo de coalizão do presidente Lula, o PSOL evoluiu e se desenvolveu em vários pontos do Brasil, avançando para se tornar um partido nacional. Esta carreira pode ser interrompida.
    Esta evolução do PSOL se concretizava depois do êxito de sua candidata nos debates televisivos nas últimas eleições presidenciais de 2014. O PSOL se colocava como alternativa à esquerda do PT, uma posição disputada por outras mini legendas que, no entanto, jamais conseguiram passar das esferas corporativas ou estudantis.
    Esta barreira foi ultrapassada, mas com nova legislação das coligações provavelmente esse partido perderá sua representação parlamentar com bandeira própria.
    Tudo seria facilmente resolvido se a esquerda se articulasse com facilidade, tal como o PMDB, por exemplo, que tem grande experiência na formação de frentões.
    Entretanto, nesse segmento as composições são difíceis, como dizia Gaspar da Silveira Martins, autor da célebre frase “ideias não são metais que se fundem”.
    A convivência entre esses aliados sempre foi complicada. É um desafio de engenharia política abrigar todos sob uma mesma legenda, principalmente sob a hegemonia do PT.
    Porém, depois do fracasso do modelo de coalização, tido como o principal responsável pelaq ueda da presidente Dilma, pois é um monstrengo ingovernável, as restrições de acesso ao parlamento tendem a se impor, eliminando os pequenos partidos.
    Os chefões da política, que foram os inventores do sistema de legendas de aluguel, pesando o resultado do custo e benefício, tendem a se conformar com o final dessa fórmula rotulada de esdrúxula.
    Na esteira dessa primeira reforma podem levar a reboque e se acrescentar outros dispositivos, como um semiparlamentarismo com eleições antecipadas, com dissolução da Câmara no caso de desabarem as maiorias parlamentares, preservando a presidência da República, que seria mais cerimonial que executiva.
    Também pode mudar o sistema proporcional, com a reserva de 50 por cento da Câmara para o voto distrital.
    Neste caso haveria antecipação das eleições, como está sendo proposto. Se for assim, não é de se descartar uma interrupção do processo de impeachment em curso no Senado, convocando-se à presidente Dilma para presidir a transição, pois ela seria uma figura neutra nesse cenário.
    Esta seria uma saída, pois a solução judicial, pelo TSE, com a proibição das coligações proporcionais, somente poderia entrar em vigor depois do pleito de 2018.
    Até lá o País viveria nas incertezas de um presidencialismo de coalizão sem um presidente com força suficiente para implementá-lo.
    Se Dilma não pode mexer os pauzinhos com 54 milhões de votos, que se dirá de Michel Temer, sem nenhum.

  • "Traição e injustiça", diz Dilma em discurso à militância

    Estas foram as palavras usadas pela presidente afastada Dilma Rousseff para classificar o processo de impeachment. Para a presidente, trata-se de um processo injusto desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente.
    “Não cometi crime de responsabilidade, não tenho contas no exterior, nunca recebi propinas, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é juridicamente inconsistente”, defendeu.
    Após ser notificada da decisão do Senado de afastá-la do cargo, Dilma deixou o Palácio do Planalto sem descer a rampa e discursou para os apoiadores que lhe aguardavam do lado de fora.
    O discurso foi semelhante ao proferido dentro do Palácio minutos antes. Dilma classificou novamente o processo de impeachment como golpe e afirmou que não cometeu crime de responsabilidade.
    “O que está em jogo não é o meu mandato”
    Dilma afirmou também que teme que direitos conquistados pelos trabalhadores esteja ameaçados no governo Temer.
    “O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos, os ganho das pessoas mais pobres e da classe média, os jovens chegando às universidades, a valorização do salário mínimo, a realização do sonho da casa própria, com o Minha casa, Minha vida.”
    Dilma acusou a oposição de tentar conseguir à força a vitória que não teve nas urnas e de sabotar seu governo. “Parte da oposição pediu recontagem dos votos, tentou anular as eleições e depois passou a conspirar abertamente pelo meu impeachment.”
    A presidente afastada foi até a grade de isolamento para cumprimentar as 3 mil pessoas que foram lhe prestar apoio. A militância respondeu com gritos de “Volta querida” e “Dilma guerreira da pátria brasileira.”
    Ao longo do discurso, diversas vezes pediu às pessoas que a acompanhavam que abrissem espaço para que pudesse enxergar toda a militância. Em um de seus melhores discursos, Dilma soltou o microfone do pedestal, saiu de traz do púlpito e falou de improviso.
    “Não sou mulher de aceitar chantagem”
    A presidente afastada afirmou novamente que o processo de impeachment foi uma vingança do deputado Eduardo Cunha (PMDB) ao fato de o governo não ter dado os votos que Cunha precisava para escapar da cassação do conselho de ética da Câmara. “Eu não sou mulher de aceitar esse tipo de chantagem.”
    Dilma concluiu lembrando que foi a primeira mulher eleita presidente no país e afirmando que honrou os votos das mulheres brasileiras. Os manifestantes responderam com “no meus país eu boto fé, porque ele é governado por mulher.” Houve ainda tempo para os gritos de “fora Temer”, enquanto, no Palácio do Jaburu, o vice-presidente assinava a notificação do afastamento de Dilma e assumiu o cargo de Presidente da República.

  • Estudantes no Emílio Massot : "Só sairemos quando resolverem os problemas"

    Matheus Chaparini
    Os alunos que ocupam o Colégio Estadual Afonso Emilio Massot, desde a manhã do dia 11, se reuniram no final da tarde, com o secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Educação, Luís Antônio Alcoba de Freitas. O representante do governo se comprometeu com as exigências mas o grupo garantiu que a ocupação segue enquanto os problemas não forem resolvidos.
    As principais reclamações são o atraso no repasse de verbas pelo Governo do Estado desde o novembro de 2015, a falta de professores e funcionários na escola e o parcelamento dos salários.
    O grupo ocupou o colégio às 7h. O movimento, que foi organizado pelo Grêmio Estudantil da escola, conta com adesão de diversos alunos e apoio de alguns professores. Segundo o presidente do Grêmio Estudantil Marcos Anderson da Silva Mano, no turno da manhã cerca de 300 alunos manifestaram apoio ao movimento, à tarde, foram mais 200.
    A escola tem pouco mais de mil alunos ao todo. No turno da manhã, estudam os alunos do ensino médio, à tarde, os de ensino fundamental e à noite os estudantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos).
    Parcelas atrasadas já estão sendo pagas
    O secretário afirmou que as parcelas relativas aos meses de novembro e dezembro foram depositadas no mesmo dia da ocupação. Freitas garantiu o pagamento da parcela de março para esta quinta-feira.
    Em relação a janeiro e fevereiro, o secretário adjunto afirmou que as parcelas não foram pagas, pois a nova direção da escola ainda não havia aberto a conta e que esta situação deve ser regularizada nos próximos dias. A parcela referente a abril deve ser paga no final do mês de maio.
    Reposição de professor não tem previsão
    Os alunos reclamam da falta de um professor de geografia do ensino médio. O secretário adjunto afirmou que a falta do professor de geografia foi comunicada à secretaria em 5 de maio e que a substituição já está sendo providenciada, mas não deu prazo.
    Freitas afirmou que há carência de mais um professor, mas que não consta no sistema, pois a saída não foi formalizada, o que impede a contratação de novo professor.
    Colégio também tem carência de funcionários
    Os líderes da ocupação avaliaram positivamente a reunião com o secretário-adjunto, mas a escola deve permanecer a ocupada até que as reivindicações sejam atendidas. “A nossa decisão é que vamos continuar aqui até que as garantias sejam cumpridas”, afirmou o presidente do Grêmio Estudantil, Marcos Anderson da Silva Mano.
    Segundo Marcos, a falta da verba de autonomia da escola está dificultando até mesmo a aquisição de materiais de limpeza. Outro problema apontado é a falta de funcionários.
    “Eu estudo aqui há dez anos e todo este tempo não tem monitor de manhã nem de tarde e o funcionário da limpeza tem que fazer as duas funções”, reclamou o jovem, queixando-se também da ausência de pessoal até nos refeitórios.
    Henrique Malet, diretor financeira do Grêmio Estudantil, explica que parte da motivação dos alunos vem da falta de resposta do governo às manifestações dos professores: “A situação passou dos limites. Os professores se mobilizam, vão pra rua e não adianta nada.”

  • A primeira noite da ocupação do colégio Emílio Massot

    Matheus Chaparini
    Em torno das 21h começam a chegar os colchões à escola ocupada e os alunos passam a ajeitar as salas que servirão de dormitório: uma para gurias, outra para guris. Os alunos homens são maioria na ocupação. A refeição da noite foi preparada pelo refeitório da própria escola.
    A ocupação não interrompe as atividades da instituição. Os ocupantes garantem que os professores que quiserem, podem dar suas aulas normalmente. Grêmios Estudantis de outras escolas e entidades como Cpers e Assurfgs contribuem com alimentos e equipamentos, como um fogareiro.
    No interior da escola, permanece um grupo formado por cerca de 30 alunos e quatro professores. Alguns deles estão na escola desde as 7h, quando iniciou a ocupação. O cansaço é visível. A noite é fria e o cobertor sobre os ombros se torna o traje da ocupação, principalmente entre as meninas.

    Quem controla o portão sao os próprios alunos. Quando estão em reunião, os professores assumem / Ramiro Furquim / Jornal JÁ
    Quem controla o portão sao os próprios alunos. Quando estão em reunião, os professores assumem / Ramiro Furquim / Jornal JÁ

    Na entrada da escola, um cartaz anuncia “em luta pela educação”, outro exige: “fora Sartori.” Algumas fotos penduradas no teto mostram o envolvimento dos estudantes do Emílio Massot em manifestações em defesa do ensino público.
    Por volta das 22h30, dois estudantes chegam ao portão fechado e querem entrar. Uma professora que cuida da porta enquanto os alunos estão em reunião recomenda que voltem pela manhã. Os horários de acesso e de atividades da ocupação foram definidos entre estudantes e direção da escola.
    Às 22h50, tem início o Cine Ocupação, com um vídeo sobre a Marcha Mundial de Mulheres. Mas a chegada de uma câmera de tevê à escola cria um burburinho e dispersa as atenções. Um grupo de alunos se junta em frente ao cinegrafista, pulando e cantando: “Não tá tranquilo, nem favorável, esse governo é imprestável.”
    Um pequeno grupo de alunas manda um recado para um apresentador da emissora, através da câmera. Elas criticam o atraso no repasse de verbas à escola e o parcelamento dos salários dos servidores públicos estaduais. O cinegrafista grava algumas cenas espontâneas dos alunos, outras montadas artificialmente. E a professora consegue concentrar o foco das atenções no vídeo.
    Após exibição do vídeo, a professora Vanessa, de sociologia, propõe um debate sobre organização / Ramiro Furquim/Jornal Já
    Após exibição do vídeo, a professora Vanessa, de sociologia, propõe um debate sobre organização / Ramiro Furquim/Jornal Já

    A atividade foi proposta pelos professores e o ambiente na sala lembra uma aula. Ao fim da sessão, a professora de sociologia usa suas experiências de militante para falar da importância da organização e da divisão de tarefas para a continuidade do movimento e cobra mobilização dos estudantes.
    “Quem vai fazer o café da manhã? Quem vai cuidar da infraestrutura? Quem vai falar com a imprensa? Eu não vou dirigir o movimento de vocês, vocês precisam se organizar, precisam exercer a democracia com participação.”
    Um estudante pondera: “ô sora, a senhora tem que entender que é o nosso primeiro dia, tá ligado?”
    Às 23h30, os professores se retiram da sala: “a ocupação é de vocês.” – e os alunos iniciam uma assembleia. Na pauta, o café da manhã da quinta-feira, a divisão das tarefas e os próximos passos do movimento que realizou a primeira ocupação de escola pública no Rio Grande do Sul.
    Fogareiro foi emprestado pela Assufrgs / Ramiro Furquim/Jornal Já
    Fogareiro foi emprestado pela Assufrgs / Ramiro Furquim/Jornal Já

  • Raul Ellwanger lança disco “Cantares” nesta quinta-feira

    O músico Raul Ellwanger lança nesta quinta-feira seu mais novo disco, Cantares. O lançamento acontece no Café Fon Fon (Vieira de Castro, 22) a partir das 21h.
    O décimo segundo disco da carreira do músico é definido por ele como “um disco de violeiros” e é o primeiro que traz gravações que não são de autoria de Ellwanger. É o caso das canções “espelho de Ibiraquera”, de Paulo Loew e “Agua”, de Cao Trein, recuperada de uma fita cassete de um festival de música no Uruguai.
    A ideia do disco é criar um clima de roda de violão, para isso, a obra conta com diversas parcerias. De alguns papéis soltos, dados pelos amigos uruguaios Washington Benavidez e Eduardo Darnauchans, ainda na década de 1980, Ellwanger criou “Tumblado en el Universo” e “Ventanitas” e “Fuerza de la manzana.” De um rascunho seu, entregue a Pery Souza, nasceu a música “Formão”.
    Ellwanger explica que o disco foi produzido “sem prazo nem método durante três anos, numa topografia azarosa que triangula entre Montevidéu, Havana e Barcelona.”
    Lançamento do disco “Cantares”, de Raul Ellwanger
    12 de maio, quinta-feira, 21h
    Café Fon Fon – Vieira de Castro, 22
    Ingressos: R$ 25
    Reservas: 9308 0285 / 9372 7362

  • Lancheria do Parque liberada reabre na manhã desta quinta

    Em nova vistoria, no fim desta quarta-feira (11), a Vigilância em Alimentos de Porto Alegre liberou as atividades da Lancheria do Parque, que já reabre nesta quinta (12) às 6h30.
    Depois de dois dias interditada por impregnação de gordura em exaustores, resíduos de alimentos na chapa, e maquinário antigo com madeira, não permitido pela atual legislação, a “Lanchera” foi modificada para atender às exigências dos fiscais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Capital.
    Segundo assessoria da SMS, a visita que fechou a Lancheria na segunda-feira (9) foi motivada por denúncia anônima à Anvisa, que encaminhou ao órgão e não pelo Fala Porto Alegre – 156, como anteriormente informado.
    A interdição se deu no dia em que a Lancheria completava 34 anos de serviços ao público.