Autor: da Redação

  • Governo Temer: nenhum ministro acima de qualquer suspeita

    Prestes a assumir a presidência do País, Michel Temer já tem pelo menos 14 nomes definidos em seu Ministério. Entre os confirmados estão políticos conhecidos, alguns já comandaram pastas nos governos de FHC, Lula e inclusive de Dilma. Também compõe a lista, políticos citados e investigados na Lava-jato, condenados por desvio de dinheiro público e indiciados por lavagem de dinheiro, improbidade administrativa, entre outros atos irregulares.
    Há também três inquéritos, contra os próximos ministros que foram arquivados pelo STF. Confira abaixo a lista dos ministros e um breve histórico de cada um.
    Henrique Meirelles – Ministério da Fazenda
    Meirelles foi presidente do Banco Central durante o governo Lula. Saiu no quarto mês de mandato da presidente Dilma mas continuou no governo, atuando pelo Conselho Público Olímpico durante 4 anos quando coordenou os investimentos para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em 2010, foi indiciado pelo Ministério Público por crime contra a ordem tributário.
    Romero Jucá  –  Ministério do Planejamento
    O atual Presidente do PMDB (Temer se licenciou) ocupará a pasta do Planejamento. Foi líder no Senado dos governos FHC, Lula e Dilma além de ter exercido o cargo de Ministro da Previdência Social durante o governo Lula em 2005. Atualmente é um dos investigados na Lava-Jato.
    Eliseu Padilha – Casa Civil
    Foi ministro dos Transportes de FHC e ocupou entre 2004 e 2005 o Ministério da Aviação Civil, no governo Dilma. Será chefe da Casa Civil por ser um grande estrategista político além de ser da confiança de Temer. Foi um dos investigados no caso da Máfia dos Precatórios do DNER que ainda corre na Justiça sem ter punido ninguém.
    Geddel Vieira Lima – Secretaria de Governo
    Sempre filiado ao PMDB, ocupou o Ministério da Integração Nacional durante três anos do segundo mandato do governo Lula (2007-2010). Também ocupou cargo na Caixa Federal em 2011. Está Sendo investigado na Lava-Jato acusado por favorecer a empresa OAS.
    Blairo Maggi – Ministério da Agricultura
    Foi Governador e agora é Senador pelo Mato Grosso. Agrônomo e empresário do ramo da  Soja. Não tem seu nome bem quisto por ambientalistas e ativistas que o acusam de promover o desmatamento e destruição da Floresta Amazônica. É o atual relator da PEC que derruba o licenciamento Ambiental. Recentemente teve arquivado pelo STF um inquérito que o acusava de lavagem de dinheiro.
    Mauricio Quintella – Ministério dos Esportes
    Deputado Federal por Alagoas desde 2003. Nesse período foi Secretário de Estado da Educação (até 2005).  Foi denunciado por uma ação do Ministério Público de desvio de mais de R$ 52 milhões que eram repassados pelo governo Federal ao estado de Alagoas. Em 2010 teve seus bens bloqueados pela Justiça. Em novembro de 2014 foi condenado, junto a outros nove envolvidos, a devolver 133 milhões de reais a União.
    José Serra – Ministério de Relações Exteriores  
    Ministro da Saúde no governo FHC na década de 90. Na última década foi prefeito e Governador de São Paulo e Senador, cargo que ocupa hoje. Na última sexta-feira, segundo o site do Estadão, o STF recebeu uma investigação envolvendo Serra e outros dois ex- prefeitos de São Paulo (Marta Suplicy e José Kassab) por improbidade administrativa. O caso é novo e ainda terá capítulos a frente.
    Ricardo Barros – Ministério da Saúde
    Deputado Federal pelo estado do Paraná, também foi prefeito de Maringá entre 1989 e 1993. Fez parte do governo Beto Richa, quando foi secretario de estado. Está sendo investigado pelo STF por querer influenciar licitações de Publicidade com a Prefeitura de Maringá em 2010. Votou a favor do Impeachment no Congresso.
    Osmar Terra – Ministério Social
    Deputado Federal pelo PMDB, já foi secretario da Saúde no Rio Grande do Sul no governo Yeda Crusius. Foi denunciado pelo Ministério Público Federal por sonegar documentos durante sua administração na saúde. O STF rejeitou a denúncia.
    Mendonça Filho – Ministério da Educação e Cultura
    Já foi governador, vice-governador e deputado estadual de Pernambuco. Desde 2011 é deputado federal pelo PP. Foi acusado de cometer crime eleitoral em 2010, rejeitado pelo STF. Também teve seu nome citado nas investigações da Lava-Jato por ter recebido dinheiro de empresas acusadas na Operação.
    Bruno Araujo –  Ministério das Cidades
    Deu o voto de número 342 que estabeleceu formalmente o prosseguimento do Processo de Impeachment ao Senado. É deputado federal por Pernambuco desde 2007. Foi um dos políticos que recebeu doações da Odebrecht divulgadas pela Lava-Jato. O parlamentar alega que foram doações legais de campanha.
    Gilberto Kassab – Ministério das Ciências e Tecnologia (Comunicações)
    Foi ministro das cidades no governo Dilma. Já foi Deputado Federal e Prefeito da cidade de São Paulo. Está citado no encaminhamento recebido pelo STF, acusado de improbidade administrativa, junto com o Senador José Serra que também governou a cidade de São Paulo.
    Alexandre de Moraes – Ministério da Justiça e Cidadania
    Atual secretario da Segurança no Governo Alckmin em São Paulo. Advogado, ocupou secretarias de governo por seus atributos técnicos já que não é político de carreira. É acusado pelo Procurador do Ministério Público de São Paulo, Matheus Baraldi Magnani, de coação. Segundo o procurador, Alexandre de Moraes moveu diversas ações e medidas persecutórias, após Magnani ter denunciado crimes graves cometidos pela Policia Militar de SP, em um audiência pública de 2012.
    Sarney Filho – Ministério do Meio Ambiente
    Filho do ex-presidente José Sarney, é deputado federal do Maranhão desde 1983 (8 mandatos). Já esteve no comando da pasta durante o governo FHC. Em 2009 foi indiciado pela Policia Federal por lavagem de dinheiro, na Operação Boi Barrica. Teve também seu nome citado por formação de quadrilha e tráfico de influência.

  • Esquerda busca unidade para enfrentar o pós-Dilma

    “O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo!”
    Não era uma multidão cantando, eram no máximo dois mil os manifestantes reunidos em torno de um carro de som.
    Mas o coro, afinado, reverberava pela parede dos edifícios que cercam a Esquina Democrática e enchia o centro de Porto Alegre com o velho bordão da esquerda.
    O ato, para denunciar o golpe,  foi convocado por duas frentes: “Brasil Popular” e “Povo Sem Medo”. A primeira mais ligada ao PT, a segunda a partidos à esquerda do PT.
    Mais do que o protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff, o que parecia animar os manifestantes era a possibilidade de união das forças de esquerda para enfrentar o inimigo comum, agora representado pelo governo Temer.
    Em cima do caminhão, o orador falava em socialismo, em “mexer na sociedade privada” e que os prédios públicos sem uso devem ser tomados pelos sem teto. Os cartazes denuncia o golpe:  “O golpe veste toga”, “Fora Bolsonaro”. “Resistência democrática”. “Patrões financiam o golpe”.
    Mas entre o público, nas rodinhas que reuniam velhos militantes da esquerda democrática, o assunto dominante é o desafio de retomar a luta.
    “Agora temos que fazer o enterro, curtir o luto e recomeçar”, dizia o advogado Mário Madureira.
    É claro o consenso: um ciclo se encerrou. Toda a esquerda foi derrotada com a queda do PT.
    O desafio agora é construir a unidade, reunindo num só movimento sindicalistas, intelectuais, estudantes, agricultores.
    Os atos de protesto que ocorreram nesta sexta-feira durante o dia em 17 Estados, foram o primeiro ensaio. O  Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra o Golpe, convocado pelas duas frentes –  Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular,  tende a ser um ponto de partida.
    As manifestações foram pacíficas, mas em Vitória houve confronto com a polícia.
    Pelo menos três jornalistas foram agredidos durante a manifestação. Um homem deu socos e pontapés nos profissionais, foi identificado e levado para a delegacia.

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  • Dopinha dará lugar ao Centro da Memória Ico Lisboa

    O prefeito José Fortunati firmou compromisso de que a municipalidade irá bancar a desapropriação do imóvel que, durante o período da ditadura militar, abrigou o centro de tortura conhecido como Dopinha.
    Desde 2011, movimentos de direitos humanos lutam pela criação do Centro da Memória Ico Lisboa no local.
    A promessa foi feita em reuniao com o Comitê Carlos da Ré, na semana passada. O prefeito garantiu que a municipalidade irá bancar a desapropriação do prédio, que deve ser trocada por índices construtivos. Também participaram do encontro o deputado Jefferson Fernandes (PT) e das vereadoras e Fernanda Melchionna (PSOL) e Jussara Cony (PCdoB).
    O local dará lugar ao Centro de Memória Ico Lisboa, em homenagem ao militante preso e assassinado pelo Regime Militar em 1972, cujos restos mortais foram descobertos por sua viúva, no Cemitério de Perus, em São Paulo, no ano de 1979.
    De 1964 até 1966, a casa de número 600 da rua Santo Antônio, no Bom Fim, abrigou o primeiro centro clandestino de tortura da ditadura militar brasileira de que se teve notícia. O local veio à tona no episódio que ficou conhecido como caso das mãos amarradas.
    O sargento Manoel Raymundo Soares, líder contestador do golpe, foi assassinato e seu corpo foi encontrado no rio Jacuí, com as mãos atadas em agosto de 1966.
    Recentemente, o Comitê Carlos da Ré da Verdade e da Justiça denunciou que os proprietários estariam realizando obras irregulares no imóvel.
    O prédio é inventariado pela prefeitura de Porto Alegre por seu interesse histórico na salvaguarda da memória e qualquer alteração precisa ser autorizada previamente.

    Dos prédios vizinhos pode-se observar as alterações no terreno da casa | Divulgação
    Dos prédios vizinhos pode-se observar as alterações no terreno da casa | Divulgação

  • Concessão das estradas terá Marco Regulatório criado por decreto

    Felipe Uhr
    Pouco mais de 7 horas foram suficientes para o governo Sartori negociar e aprovar por 32 votos a favor e 13 contra, o  projeto que autoriza a concessão de estradas estaduais para a iniciativa privada, por 30 anos.
    Cinco deputados não estavam presente na sessão mas alguns também não votaram na hora da votação.  Na Assembleia as galerias, quase vazias, previam uma votação sem tumulto e pressão popular.
    De quente apenas os discursos de quem era contra e a favor do projeto.  A matéria, que não foi votada na semana passada por falta de quórum, tinha vários pontos de divergência.
    Os principais eram: a criação de um Marco Regulatório para as concessões; o tempo de publicação do Edital de até 60 dias antes da escolha da concessionária vencedora; e o tempo de concessão (30 anos) considerado por alguns como muito extenso.
    Além disso, 22 emendas foram apresentadas antes da sessão.
    Bancadas de PTB e PDT eram os alvos do governo para conseguir os votos necessários. Governo cedeu de um lado, a base de outro.
    A emenda que estabelece o Marco Regulatório em até 90 dias após a publicação da lei foi apresentada. O tempo de Edital também foi aceito pelo governo. O tempo de 30 anos de concessão permaneceu.
    O Secretario dos Transportes, Pedro Westphalen, presente no plenário admitiu as emendas propostas para aprovação do projeto.
    “Não há dinheiro para as estradas”, repetia Westphalen.
    Governo enviou um projeto sem Marco Regulatório
    O projeto original não previa Marco Regulatório. Parlamentares da oposição criticavam fortemente a matéria nessas condições.
    Enquanto mais membros da oposição insistiam na necessidade desse item no projeto, a bancada do PDT e outros parlamentares articulavam uma nova emenda que criasse o marco, o que foi apresentado posteriormente.
    A emenda 22 protocolada pelo Eduardo Loureiro e mais 10 deputados prevê a criação do Marco Regulatório, por decreto do Governador, sem aprovação da Assembleia Legislativa, o que desagradou novamente a oposição.
    O Marco Regulatório das Concessões Rodoviárias no Estado do Rio Grande do Sul, definirá as diretrizes da Licitação, edital e contrato com as concessionárias além de definir como serão as tarifas bem como os direitos e deveres do Poder Concedente, das Concessionárias. Uma audiência pública para acatar as reivindicações e sugestões da sociedade civil deve acontecer 45 antes da publicação do Marco como Lei.
    Seis emendas aprovadas
    Após negociação, o líder do governo, Alexandre Postal apresentou requisição com seis, das 29 emendas que até então estavam em pauta. As demais foram retiradas.
    A mais importante delas, a que instituía o Marco Regulatório, continuou sendo criticada justamente porque não vai mais passar pela Assembleia e sim será efetivada por decreto. Confira o que dizem as demais emendas:
    Emenda 3 : A concessão ora autorizada será formalizada através de Termo de Contrato, decorrente de procedimento licitatório, na modalidade de concorrência pública, que deverá prever a possibilidade de participação de pessoas jurídicas brasileiras e estrangeiras.“.
    Emenda 6 :
    Inclui artigo, onde couber, no Projeto de Lei nº 47/2016, com a seguinte redação: “… Art. … – Nos contratos de concessão de rodovias integrantes do sistema rodoviário estadual de que trata esta Lei, poderá no Edital ser incluída a conservação de rodovias transversais, àquelas concedida
    Emenda 16 :
    “Art. 7º A revisão do contrato dar-se-á periodicamente e sempre que necessário para apurar e corrigir eventuais desequilíbrios na equação econômico-financeira, nos termos de ato expedido pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Rio Grande do Sul – AGERGS, que também aplicará sanções.”
    Emenda 24:
    Art. 2º- … “Parágrafo Único – O Poder Concedente publicará e comunicará ao Poder Legislativo, com antecedência de 60 dias à publicação do edital de licitação, ato justificando a conveniência da outorga da concessão ou permissão, caracterizando seu objeto, área, prazo e tarifa-base.”
    Emenda 25
    Art. 1.º Fica inserido o artigo, onde couber, no Projeto de Lei n. 47/2016, com a seguinte redação, renumerando-se os demais: “ Art….Serão incluídos, onde couber e conforme estudos de viabilidade técnica, postos de pesagem de veículos nos trechos que serão concedidos.”

  • Cais Mauá de Todos: "éramos 120 no abraço do último sábado"

    O coletivo Cais Mauá de Todos enviou uma correspondência ao JÁ corrigindo os números publicados na cobertura do abraço ao Cais Mauá, ocorrido no último sábado (7), diante do pórtico central.
    “Prezados da redação do Jornal Já,
    Recebemos com alegria a matéria sobre o evento que promovemos no último sábado dia 7 de maio, porém, pedimos que reavaliem o número divulgado de público.
    Pela nossa contagem estavam presentes cerca de 120 pessoas às 17 horas, como pode ser visto no vídeo captado pelo Conexões Globais, do Marcelo Branco. Nesta hora o Abraço se estendeu do pórtico até a parada de ônibus da avenida Mauá.
    Já à noite na festa fizemos outro abraço com o pessoal da Marcha da Maconha, e a extensão foi do pórtico até a sinaleira. Estamos também com um vídeo em nossa página do facebook.
    Juntando os públicos tivemos então uma dobradinha de uns 120 pela tarde e mais 90 pela noite.
    Números são importantes, a presença de pessoas, pela sua representatividade cidadã e política também; tudo importa na sala midiática em que vivemos.
    O Jornal Já tem se destacado em aprofundar o tema do Cais Mauá com o Dossiê, vem ocupado um papel importante na imprensa, e sendo um contraponto importante em Porto Alegre e servindo a pauta para o jornal do Arroio Dilúvio.
    Parabenizamos e agradecemos a cobertura, mas também solicitamos que avaliem nossas ponderações do número de participantes.
    Atenciosamente,
    Comunicação Cais Mauá de Todos”

  • O perfil do Senado que decide o futuro do Brasil

    A rede internacional BBC, através da sua sucursal brasileira, reuniu dados de diversas fontes para traçar um perfil do Senado que vota nesta quarta-feira, dia 11, a aceitação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.
    Homem (86%), branco (91%), com curso superior (84%), membro de clãs políticos (60%) e com algum tipo de processo na justiça (58%), é o resumo do perfil dos membros da câmara alta, informam os dados levantados, em sua maioria, pela ONG Transparência Brasil.
    As maiores bancadas
    O estudo também revela que a maior bancada presente no Senado é a ruralista, com uma fatia 30% dos membros. Representatividade semelhante tem a bancada concessionária de rádios e TVs (23,5%), que, na prática é uma bancada clandestina, pois, a Constituição proíbe esse tipo de concessão aos ocupantes de cargos eletivos, porém, o dispositivo nunca foi regulamentado.
    Isolada em uma distante terceira posição, segue a bancada sindicalista, que conta com 11% do Senado.
    Eleitos com voto direto
    Numa equação inversa a apresentada na Câmara, o Senado conta com apenas 13% de senadores que não foram eleitos pelo voto direto, atualmente no exercício da suplência.
    Está tramitando uma PEC que impede senadores de concorrerem à eleição, colocando na suplência seus parentes ou financiadores de campanha. Essa prática é considerada corriqueira. Dos 54 senadores eleitos em 2010 para um mandato de 8 anos, 20 se licenciaram para concorrer nas eleições de 2014 (37%), que geraram parte dos atuais 11 senadores suplentes.
    Envolvidos com a Justiça
    Senadores grafico perfilOcorrências na Justiça ou em Tribunais de Contas acometem pelo menos 47 dos 81 senadores (58%). As suspeitas e/ou acusações são na maior parte de improbidade administrativa, porém, também há processos por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As informações são do projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil.
    Leia a matéria completa aqui.

  • Senado aprova empréstimo para obras da orla do Guaiba

    A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou nesta terça-feira, 10, o financiamento para as obras da orla do Guaíba, no trecho próximo à Usina do Gasômetro.
    A Comissão aprovou por unanimidade a contratação de crédito externo no valor de US$ 92 milhões junto à CAF (Cooperação Andina de Fomento). O tema agora vai ao plenário.
    Segundo a prefeitura, a maior parte do valor será destinado às obras na orla do Guaíba.
    Estão previstos no local dois deques, um ancoradouro para barcos, arquibancadas voltadas ao rio e um bar dentro da água, elevado por pilares.
    O financiamento compreende também a revitalização da Rua dos Andradas, a pavimentação de vias e investimentos de modernização da Companhia de Processamento de Dados do Município, a Procempa.
    As obras da orla tiveram início em outubro de 2015 e estão sendo realizadas com recursos próprios da prefeitura, que esperava obter esta liberação ainda no início deste ano. Nos últimos meses a paralisação da obra chegou a ser cogitada devido à demora na liberação dos recursos.
    A revitalização da orla está sendo executada pelo consórcio Orla Mais Alegre,formado pelas empresas Procon, Sadenco e SH Estruturas Metálicas. O valor inicial era de R$ 60,6 milhões, mas, recentemente, o contrato teve um aditivo de R$ 903 mil. A previsão de término é abril de 2017.

  • Secretário promete tirar a Cidade Baixa do escuro

    Matheus Chaparini
    O secretário Rafael Fleck, de Obras e Viação, garante que em até 40 dias, a Cidade Baixa receberá melhorias na iluminação pública.
    O secretário participou, na noite desta segunda-feira, 9, de uma caminhada com moradores e comerciantes do bairro.
    Fleck garantiu a substituição de lâmpadas queimadas, além da instalação de novos braços de iluminação em postes e novos refletores.
    “Passamos por alguns locais que só estavam iluminados por causa do comércio e outros que estavam completamente escuros mesmo, que chegam a dar medo”, afirmou Carla Santos, do grupo Vizinhança na Calçada.
    A comunidade vinha articulando o encontro há um mês. O grupo de cerca de 15 representantes locais foi acompanhado pelo secretário Fleck, por seu antecessor, Mauro zacher, e por um técnico da secretaria. Eles percorreram as ruas do bairro, registrando locais onde a falta de iluminação pública é mais grave.
    Patrocínio está quase toda no escuro
    Ao longo da caminhada, os moradores listaram os pontos mais problemáticos. A Rua da República foi uma das mais citadas na lista. Ruas de menor movimento como a Miguel Teixeira, Lopo Gonçalves e Baronesa do Gravataí também apresentam problemas. Foram identificados mais de 20 locais onde devem ser instalados novos pontos, além de trocas de lâmpadas queimadas ou quebradas.
    Há casos de quadras inteiras e trechos longos que carecem de iluminação. É o caso da José do Patrocínio, que precisa de novos pontos de iluminação da Loureiro da Silva até a Joaquim Nabuco. O trecho de 7 quadras representa mais da metade da extensão da rua.
    Projeto de iluminação baixa deve sair em 60 dias
    Outro compromisso firmado pelo secretário foi em relação ao projeto de substituição dos postes de iluminação baixa nas ruas República, João Alfredo e em trechos da Lima e Silva e Joaquim Nabuco. Fleck garantiu que o projeto sai em 60 dias. Após o projeto, ainda é preciso fazer a licitação. “A Prefeitura só abre o edital se tiver dinheiro em caixa, então pode levar tempo. Por outro lado, é ano de eleição, então não temos como saber. Prefiro não criar expectativas”, afirmou Carla.
    O secretário se comprometeu a instalar os novos pontos de luz dentro do prazo de 40 dias nos locais que já possuem fiação elétrica, pois a instalção dos fios depende da CEEE.
    Confira a lista:
    Jose Do Patrocínio, 818 – braço de iluminação ou refletor
    Alberto Torres quase Lima e Silva –  Refletor
    Lima e silva em frente à Olaria e ao nº 707 – braço
    Lima e Silva em frente ao Zaffari – braço
    Lima e Silva, 445 – braço
    Travessa comendador Batista – refletor no meio da quadra
    José do Patrocínio – da Loureiro até a Joaquim Nabuco – braços de iluminação ou refletores
    Baronesa do Gravataí  –  Da República até a Igreja cinco postes baixos ou refletores
    República em frente ao restaurante Via Imperatore – troca de lâmpada
    República 569 – Troca de Lâmpada
    República 697 dois lados da rua – troca de Lâmpada
    República,  720 – Troca de lâmpada
    República quase esquina Baronesa – braço
    República 740 – instalação de ponto
    Olavo Bilac da José do patrocínio até a Lima e Silva – refletores
    Luz baixa na Lima e Silva da República até Perimetral
    Rua Miguel Teixeira – refletores
    Lopo Gonçalves – refletores

  • Cemitério da primeira comunidade judaica no Brasil foi restaurado

    Um dos mais importantes patrimônios da comunidade judaica no Rio Grande do Sul acaba de ser restaurado.
    A obra de restauro do cemitério Israelita de Philippson, no município de Itaara – próximo a Santa Maria, será entregue em solenidade para a comunidade e autoridades no dia 19 de maio.
    A colônia Philippson representa o berço da primeira imigração judaica organizada no país, em 1904 pela Jewish Colonization Association, oriundos da Bessarabia, (Polônia, Romênia e Ucrânia), hoje Moldávia.
    “O cemitério é a testemunha material desse processo como bem arquitetônico permanente”, destaca o presidente da Sociedade Beneficente Israelita de Santa Maria e coordenador do projeto, Sergio Klinow Carvalho.
    Tombado pela Secretaria de Cultura do Estado como Patrimônio Cultural, o cemitério recebeu a consolidação e restauração dos muros; restauração e adequação do portal de entrada; remoção do piso; reintrodução de grama; instalação de novos passeios de pedras; drenagem do terreno; restauração, consolidação e limpeza dos túmulos; e instalação de bancada com mapeamento dos túmulos.
    As ornamentações existentes nos túmulos também foram restauradas.
    O objetivo é preservar a memória da comunidade judaica no Brasil e no mundo, e a história da imigração no Estado e no País. “É um momento histórico e cultural, que faz parte das raízes da comunidade judaica e do povo gaúcho”.
    A iniciativa foi da SBISM (Soc. Beneficente Israelita de Santa Maria), com o apoio do IPHAE-RS (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado), da FIRS (Federação Israelita do RS), da Sra. Alegria Steinbruch (proprietária da Fazenda Philippson, onde se localiza o cemitério), do Instituo Cultural Judaico Marc Chagall de Porto Alegre, das prefeituras de Santa Maria e Itaara, e gestão cultural e administrativa da Lahtu Sensu Administração Cultural.
    O projeto paisagístico de consolidação dos muros e portal é da arq. Berenice Pinto da Costa – Parnaso Arquitetura, o projeto de restauração dos túmulos da Ms. Gessônia Carrasco – Arco.it.
    A empresa que executou as obras é a BK Engenharia de Santa Maria. Os recursos que viabilizaram o projeto foram captados pela SBISM junto à comunidade judaica e em especial de famílias que mantém suas origens brasileiras em Philippson.

  • O recado do Cunha

    P.C. de Lester
    A mídia rapidamente descartou a hipótese de que Eduardo Cunha tenha sido o inspirador do tresloucado gesto de Waldir Maranhão, o presidente da Câmara em exercício, que anulou a sessão do impeachment e, horas depois, voltou atrás.
    É conveniente, para os que fomentam o golpe, que tudo pareça mais uma trapalhada de um governo em frangalhos.
    Por isso, sem apuração, apenas com base em algumas evidências e em declarações interessadas, concluiu-se que o presidente interino foi pura e simplesmente aliciado pelo governador Flávio Dino e pelo ministro José Eduardo Cardoso, da PGR.
    Para que a “narrativa”  ficasse convincente, quase se ignorou o encontro que Maranhão teve com Cunha, na sexta-feira, antes de sair de Brasilia. Dali, ele foi falar com Temer?. Qual o recado? Não vem ao caso.
    Depois disso, pelo que se pode ver no noticiário, é que ele foi a São Luís. De lá retornou num avião da FAB com o governador Flávio Dino.
    É verossímil descartar Cunha desse enredo?
    Convém lembrar que Maranhão surpreendentemente votou contra o impeachment, mas ao justificar seu voto referiu-se a Cunha e proclamou sua fidelidade ao “sr. presidente”.
    Cunha emitiu uma nota descartando qualquer envolvimento na manobra da anulação e desqualificando Maranhão. Talvez esta seja a única parte que não combinaram. Não precisava, Maranhão sempre foi da confiança de Cunha.
    Não foi por outro caminho que ele chegou à vice-presidência da Câmara, apesar de seu gritante despreparo.
    Waldir Maranhão não é uma raposa cheia de manhas e espertezas. Ele é mais um porco espinho, que sabe uma coisa essencial: ele sabe que o chefe é o Cunha.
    E o chefe só queria mandar um recado aos que estão tentando abandoná-lo à própria sorte.