O IBGE divulgou esta manhã o Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA15) de março.
O indice que mede a inflação subiu 0,43%, o menor crescimento para esse mês, desde 2012, mais de três vezes menor do que o índice de fevereiro, de 1,42.
A desaceleração da inflação surpreendeu os ditos especialistas, mas nem isso foi suficiente para merecer uma manchete.
Nos portais dos principais jornais, a informação sobre inflação em queda mereceu registros burocráticos e secundários.
As tarifas de energia, a vilâ da inflação em 2015, e o preço dos alimentos puxaram a inflação para baixo. No acumulado dos 12 meses ficou em 9,95%, abaixo dos dois dígitos que já havia ultrapassado.
Autor: da Redação
Inflação de março é a menor desde 2012 mas não ganha manchete
Movimento de artistas faz grande ato-show em defesa da democracia
Artistas de diversos grupos se reúnem, a partir das 17h, no largo Zumbi dos Palmares para o terceiro encontro do recém-criado movimento Cultura pela Democracia.
O movimento é formado por atores, cineastas, produtores, músicos, jornalistas, escritores, sociólogos, filósofos e professores universitários. Um grupo de 140 agentes culturais se reuniu no último sábado, 19, no bar Ocidente, e elaborou um manifesto (leia abaixo). No domingo, realizaram um ato no parque da Redenção.
Na concentração, a partir das 17h, os grupos teatrais Ói Nóis Aqui Traveiz e Falos e Stercus farão intervenções. Para as 18h, está marcada a apresentação do grupo de rap Front LR. A caminhada deve partir às 19h, chegando no Teatro Renascença às 20h.
Lá acontecerá um grande ato-show. Kátia Suman e Zé Adão Barbosa comandam o palco onde Nei Lisboa, Richard Serraria, Nelson Coelho de Castro, Flu e muitos outros nomes da música do estado se revezam em pocket shows.
O evento já tem mais de três mil confirmados no Facebook.
MANIFESTO DA CULTURA PELA DEMOCRACIA
Não é a tua janela, a minha rua, esta esquina ou aquela avenida – o problema é manter o horizonte aberto da democracia.
Por ela lutamos e continuamos a lutar.
Para que seja preservada, contra todos os autoritarismos, como os que nos rondam agora, nessa grave crise política.
Não queremos privilégios para fulano ou beltrana, não estamos aqui para defender um deputado ou qualquer líder – queremos justiça equânime para todos.
Investigação dentro da lei, sem livrar a cara de qualquer um.
O país precisa sair dessa melhor do que entrou.
Não é a favor do marasmo, nem da balbúrdia – é a favor da vida livre, contra as discriminações de opinião, classe, gênero, etnia, gosto.
Para isso chegamos até aqui, e para preservar o já conquistado é que vamos adiante.Artigo: Quem é, afinal, o ‘mercado’?
Rodrigo de Azevedo Weimer
Historiador, Pesquisador da FEE
Em 4 de dezembro de 2015, diante da abertura de processo de impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff, o ‘mercado’ ficou ‘tão feliz’, informava a revista Exame. Já em 18 de dezembro, os ânimos haviam mudado: ao menos de acordo com o mesmo periódico, havia ‘apreensão’ no ‘mercado’ pela iminência de saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda.
Conforme o sítio G1, em 22 de dezembro, com a assunção da pasta por Nelson Barbosa, o ‘mercado’ teve uma ‘reação negativa’, mas de acordo com o Valor econômico do dia 30, ‘deu o benefício da dúvida’ ao novo ministro. Segundo, a Folha de São Paulo, o novo titular da pasta despertava ‘temores’ no ‘mercado’.
Em 22 de janeiro de 2016, o mesmo jornal afirmava que a manutenção das taxas de juros em 14,25% ‘arranhou a confiança’ do ‘mercado’ no Banco Central. Em 24 de fevereiro, a perda do grau de investimento do Brasil por parte da agência Moody’s implicou em um humor ‘mais negativo’; ao longo do dia, graças à recuperação do preço do petróleo, segundo o site Exame.com, seus ânimos ‘melhoraram’, em uma rara demonstração de resiliência.
A efervescente conjuntura política do mês de março levou o ‘mercado’ a uma frenética etapa de ciclotimia. Conforme o site UOL no dia 10, as acusações contra o Partido dos Trabalhadores geravam ‘otimismo’ no ‘mercado’. Vejamos. No dia 3, o ‘mercado’ ‘gostou’ e ‘comemorou’ o primeiro vazamento da delação premiada do senador Delcídio Amaral, ao que assevera o sítio InfoMoney. No dia seguinte, conforme o mesmo site, a condução coercitiva do ex-Presidente Lula e a busca e apreensão em seus imóveis ‘agitou’ o ‘mercado’ que, de acordo com o Estado de São Paulo, entrou em ‘euforia’.

Retorno de Lula ao governo sacode o humor do mercado
O pedido de prisão preventiva de Lula gerou ‘otimismo’ no ‘mercado’, conforme o site UOL do dia 10, ainda que a Veja reportasse, no dia seguinte, que seus efeitos não foram ‘convincentes’. Conforme a CBN, a ‘reação do mercado’ deveria ser positiva às manifestações anti-Dilma do dia 13; o ‘recado’ das ruas ao governo era algo que o ‘mercado’ procurava mapear, de acordo com notícia do dia seguinte do sítio Valor Investe.
Como alegria de ‘mercado’ dura pouco, diante das especulações quanto à ida de Lula ao ministério de Dilma, ele vivenciou um ‘movimento de incerteza’, dava conta o site UOL do dia 15, certamente em virtude de possibilidades de mudanças na política econômica, conforme a Folha de São Paulo do mesmo dia.
Ainda que a nomeação de Lula ministro tenha sido ‘recebida com cautela’ – afirmava o jornal UOL, em 16 –, a expectativa de um impeachment a partir do grampo vazado pelo juiz Sérgio Moro e da suspensão para o ex-Presidente assumisse a Casa Civil devolveu sua ‘euforia’, reportava a Folha de São Paulo em 17. No dia seguinte ocorreram manifestações favoráveis à Presidente da República, apesar das quais o ‘mercado’ mantinha a expectativa por um novo governo, conforme a Exame.
Antropomorfização do ‘mercado’ mascara influência de seres humanos reais
Essas rápidas e constantes flutuações nos seus humores, bem como a atribuição de características humanas, merecem ser problematizadas. Existem, é claro, definições técnicas de mercado, originárias da economia e da sociologia econômica. À parte a verificação de que essas conceituações não são levadas em conta em uma concepção vulgarizada, não cabe aqui analisá-las propriamente.
Tampouco nos interessam, aqui, analisar as conjunturas específicas que levaram àquelas flutuações e os efeitos dos processos políticos na economia, ou mesmo as muito claras inclinações políticas do ‘mercado’. Limitamo-nos à constatação das práticas discursivas que levam o jornalismo econômico – de diferentes matizes – a naturalizá-lo como entidade de feições, comportamentos e mesmo sentimentos humanos, bem como suas consequências.
O ‘mercado’ dorme e desperta. ‘Reage’ a estímulos positivos e negativos. Nutre ‘expectativas’ e ‘faz previsões’. Fica ‘inseguro’, ‘nervoso’, ‘inquieto’, ‘pessimista’ ou ‘disperso’ e, até mesmo, ‘triste’. Muito raramente, ‘otimista’ ou ‘feliz’. Em algumas circunstâncias ‘confia’ e, no mais das vezes, ‘desconfia’ ou ‘teme’. ‘Comemora’, ‘se assusta’ e fica ‘apreensivo’.
Figuras de linguagem são recursos fundamentais da comunicação humana; contudo, a encarnação de disposições afetivas neste ente abstrato não é inocente. Dentre elas, está o ocultamento das reais atitudes e a eventual isenção de responsabilidades de sujeitos econômicos específicos: economistas de diversas orientações, investidores, especuladores, lobistas. Quer dizer, na antropomorfização do ‘mercado’, mascara-se a agência de seres humanos reais que efetivamente conformam seu funcionamento, mesmo que de forma difusa. Cria-se, ainda, uma ilusão de uniformidade de interesses de atores econômicos de fato heterogêneos.
Há uma dissonância com as falas que propugnam a livre atuação dos agentes econômicos, já que na imprensa seu desempenho é representado como iniciativa de uma personagem coletiva e não de indivíduos atomizados. É desnecessário dizer que não há qualquer institucionalização ou regulação em sua ação. Contraditoriamente, aqueles que prosperam no ‘mercado’ apresentam sua riqueza como meritória conquista individual.
Seu funcionamento é apresentado como algo um tanto misterioso, mas de difícil questionamento pelos cidadãos, já que mecanismos complexos são ocultos sob essa figura genérica. Ele se torna incontestável em virtude de ‘vontades’ e ‘ânimos’ bastante inflexíveis. Produz-se um discurso alarmista em que o ‘descontentamento’ de tal ente teria potenciais verdadeiramente aniquiladores.
Assim, uma característica do ‘mercado’, tal como nos é apresentado pelo noticiário econômico, é a sucessão de humores e sentimentos. Fica evidente nesta prática discursiva a representação do ‘mercado’ como um ser temperamental e arisco. Qualquer movimento em falso pode contrariá-lo. Isso cria efeitos reais.
Aqueles que o essencializam conforme as ditas características procuram, em suma, encorajar o cortejo e o agrado ao ‘mercado’ que, caso contrário, poderá ficar ‘instável’ ou ‘irritado’. Esses discursos difundidos nos meios de comunicação encontram repercussão na opinião pública, à qual os governantes procuram dar alguma satisfação. É certo que o Estado encontra-se assessorado por especialistas, mas também fica claro que necessita dar conta dos mais diferentes tipos de pressão.
Grandes capitalistas emergem como entidade abstrata
Vejamos: em outubro de 2015, os prazos da dívida pública foram encurtados com a finalidade de satisfazer um mercado considerado ‘instável’, conforme a Folha de São Paulo. No dia 16 de dezembro de 2015, as conjecturas em relação à saída do ministro Levy da pasta da Fazenda levaram a Presidente à cautela, visando não ‘assustar o mercado’, asseverava o jornal Sul21. Segundo a revista Época, ao assumir a pasta, em 2 de janeiro de 2016, Barbosa fez um discurso ‘formatado para agradar ao Planalto e ao mercado’.
Exatamente um mês após, o site Exame.com anunciava que, diante do desgaste do ex-Presidente Lula, o governo teria ‘de acender duas velas, uma para o mercado, outra para a esquerda.’
Em suma, a própria prática governativa acaba por levar em conta essa concepção essencializada e vulgar de um mercado abstrato, mesmo como representação genérica de agentes econômicos mais palpáveis. É claro que os grandes capitalistas são conhecidos, mas, como coletividade, emergem como entidade abstrata detentora de grande poder, exatamente porque oculto.
Não convém naturalizar acriticamente uma entidade que consiste em uma construção discursiva. São necessários cuidados a fim de evitar um descolamento entre a ‘vontade de mercado’ ideologicamente produzida e outros interesses sociais, que são necessariamente plurais diante da concepção unitária implícita nos textos aqui analisados.Pobreza aumenta na América Latina mas diminui no Brasil
Marieta Cazarré, repórter da Agência Brasil
O relatório Panorama Social da América Latina 2015, divulgado hoje (22) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), registrou uma redução importante nas taxas de pobreza.no Brasil.
Segundo Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da instituição, mais de 2 milhões e 750 mil brasileiros saíram das linhas de pobreza e extrema pobreza em 2014.
“Essa diminuição foi mais acentuada entre os indigentes, e isso mostra, justamente, a eficácia e a importância dos programas de combate à extrema pobreza que existem atualmente no Brasil” disse a diretora.
“Sabemos que há uma crise importante, com diminuição do crescimento econômico, com recessão e aumento do desemprego. É muito provável que haja impactos negativos sobre os níveis de pobreza e indigência. Vai depender da eficiência da rede de proteção social que existe no país, dos programas de transferência de renda e de instrumentos como o seguro-desemprego”, afirmou Laís.
Em toda a América Latina, entre 2014 e 2015, o número de pessoas em situação de pobreza cresceu de 168 milhões para 175 milhões, o que representa 29,2% da população.
Já o número de pessoas em situação de indigência, ou extrema pobreza, passou de 70 para 75 milhões (12,4%).
De acordo com o relatório, o aumento é consequência de resultados diferentes entre os países, onde alguns tiveram aumento da pobreza e outros, a maioria, registraram diminuição. Entre 2010 e 2014, por exemplo, houve significativo crescimento da pobreza no México.
Outro dado alarmante é que, em 2013, uma em cada 3 mulheres não tinha renda própria nem autonomia econômica. Segundo Bárcena, a exclusão social afeta muito mais as mulheres do que os homens.
De acordo com o documento, a renda dos homens brancos é quatro vezes maior que a das mulheres indígenas e duas vezes maior que a das negras, levando-se em consideração níveis educacionais iguais.
De acordo com a Cepal, o trabalho é a chave mestra para reduzir a pobreza e as desigualdades. No entanto, entre 2014 e 2015, a taxa de desemprego na América Latina aumentou de 6% para 6,6%.
O organismo recomenda que os esforços de promoção do trabalho decente, formalização dos empregos e acesso aos mecanismos de proteção social devem persistir.
“Os gastos sociais em educação, saúde e previdência social deveriam ser independentes dos ciclos econômicos. Mas, em momentos como o atual, de crise econômica, os países devem proteger os níveis de gastos sociais. E, nos períodos de crescimento, ampliar o gasto e os investimentos, para reforçar a construção da rede de proteção social”, afirmou Bárcena.Obama vai a Cuba: Fidel Castro venceu
Todos fizeram questão de precisar a hora em que Barack Obama aterrissou no Aeroporto Internacioanal José Martí: eram 16:19 da tarde, hora local, uma tarde nublada e chuvosa en La Habana.
Há quase 90 anos um presidente dos Estados Unidos não punha os pés da ilha rebelde do Caribe.
Calvin Coolidge foi o último presidente americano que esteve em Havana, na Conferencia Anual Internacional de Estados Americanos, em 1928, ” bajo los auspicios del dictador Gerardo Machado”.
Durante a tarde, Obama participou de um Forum de Negócios Cuba-EEUU, com empresários de ambos os países (há muitos negócios reprimidos em Cuba) à noite assistiu a “una cena” no Palacio de la Revolución.
Na terça feira fará um discurso no Gran Teatro de La Habana e antes de partir para Buenos Aires, assistirá a um jogo de beisebol.
Muito se escreverá e muito se dirá sobre o significado desta visita. O certo é que Cuba foi o único país do mundo que sobreviveu a uma tentativa de invasão e a um bloqueio do imperialismo americano.
O que Obama foi fazer lá, no fim das contas, foi reconhecer que os irmãos Castro sobreviveram a uma aventura impossível.
Crónicas de una visita (I)
Por Javier Salado (de nuestra corresponsalía en Cuba)
EL DIA D MENOS 1
La llegada del “visitante” como le han denominado los jóvenes cubanos de la calle al presidente de Estados Unidos Barack Obama, está programada para la tarde de mañana domingo. Todo está listo, la prensa preparada, el recibimiento oficial organizado y anunciada la visita al casco histórico de La Habana.
Pero un día antes hay mucho más que eso. La Cuba de Fidel y de la resistencia por 57 años ha enviado claros y fuertes mensajes al gobierno norteamericano, al pueblo de Estados Unidos, a los países de América Latina y el Caribe y de otros confines, a amigos, adversarios y a quienes dudan de la capacidad del pueblo de la pequeña isla de no solo enfrentar los nuevos retos con dignidad, sino una vez más salir vencedor, ahora ante nuevos tipos de agresiones e intenciones en la línea del “soft obamense”, pero con similar objetivo: barrer de la faz del planeta los sueños de los cubanos de ser independientes y soberanos.
El primero de esos mensajes fue la declaración del gobierno cubano de respaldo y solidaridad con la Venezuela Bolivariana rechazando la renovación de la Orden Ejecutiva que califica a Venezuela como una amenaza inusual y extraordinaria a la seguridad nacional de Estados Unidos, renovación que Cuba considera injustificada, arbitraria y agresiva a la vez que exige su eliminación.
Por si fuera poco, en conferencia de prensa, el canciller cubano Bruno Rodríguez en vísperas de la visita de Obama, ratificó que Cuba no renunciará a uno solo de sus principios, a la vez que dejó bien establecida la posición de Cuba en las negociaciones bilaterales, así como la seguridad de que el visitante será acogido con la hospitalidad característica del pueblo cubano.
Pero para ratificar la postura de Cuba, la diplomacia y la dirigencia de la isla han ejecutado una elegante y definitoria jugada política: apenas dos días antes del arribo del “visitante”, fue recibido con los máximos honores el presidente de la República Bolivariana de Venezuela Nicolás Maduro, fue condecorado con la más alta distinción cubana, la Orden José Martí, firmados entre ambos países importantes acuerdos políticos, económicos y de colaboración. Cuba deja así bien definida su posición de respaldo y apoyo a Maduro y al Chavismo. Este mensaje es especialmente importante para la izquierda latinoamericana, la Revolución Cubana se modifica, perfecciona, se adapta a las nuevas circunstancias, pero sigue siendo la misma fortaleza y el mismo faro.
Mientras preparamos esta primera crónica, rodeados de periodistas de todas partes del mundo en el Centro de Prensa montado para cubrir la llegada del “visitante”, puedo escuchar los más diversos comentarios, casi todos dirigidos a encontrar al menos una pequeña concesión realizada por Cuba, esa que por más que busquen no encontraran por una simple razón: no existe.
CRONICAS DE UNA VISITA (II)
Una ciudad en tranquila espera.
Sábado en la noche, terminamos una larga jornada en el Centro de Prensa montado en el hotel Habana Libre, varios colegas de la prensa alternativa y de izquierda nos reunimos a tomar un café y caminar por las calles de esta ciudad tan tranquila siempre y hoy especialmente sosegada, al menos en apariencia y en lo que corresponde al pueblo sencillo.
Los enamorados de siempre se besan en el famoso Malecón habanero, arrullados a la luz de una luna de postal; en el bar restaurante “de los artistas” donde su mojito puede llevárselo a la mesa el galán de la telenovela cubana de moda, debaten sobre política cultural y la última obra de un afamado y controvertido escritor criollo; en la panadería cercana noctámbulos y amantes del pan acabado de hornear hacen sus compras; en fin, el pueblo cubano con su cotidianidad, seguridad de vida y buen humor esperan un acontecimiento histórico por lo inverosímil hace apenas 15 años, el presidente de Estados Unidos visita a Cuba.
Minutos más tarde, mientras atacamos con entusiasmo un delicioso arroz congrí acompañado de carne de cerdo a la plancha, plátanos verdes “chatinos” y una lasaña de berenjena con sabor a manjar de dioses, la conversación derivó al evidente contraste existente entre el nerviosismo, tensión y medidas adoptadas por el Servicio Secreto norteamericano- con unos calculados 1 200 agentes en la ciudad- y la realidad del país y de esta apacible ciudad. “De verdad ellos creen están en territorio hostil, o es que ven demasiadas series de TV al estilo 24 horas” nos dice un colega libanés. “No conocen de verdad a Cuba, se creen todas las mentiras que vienen diciendo y publicando en estos 57 años” ratifica un querido fotógrafo uruguayo. “Bueno, allá ellos, ya los veremos regresar como turistas para disfrutar de nuestras playas, fumar habanos y poder caminar por la madrugada con el único peligro de pescar un resfriado”, acotó un jovencísimo periodista cubano.
Y así es en realidad, el pueblo sigue con sus actividades normales, mientras se informa de la visita y con la experiencia de muchos años de enfrentamiento, la natural hospitalidad del cubano que se muestra cauteloso de lo que podrá representar en la práctica esta visita. “Bienvenido, le brindamos una tacita de café, le escuchamos y ojalá aprenda sobre Cuba y los cubanos, mientras tanto miramos sonrientes y a la espera de que hace y hará; ellos mismos nos han obligado a dudar de su honestidad y honradez. Mientras, no confío ni tantico así en el imperialismo”. Le aseguró a Resumen Latinoamericano una veterana combatiente, profesora y doctora en sicología.
CRONICAS DE LA VISITA (III)
Día D Hora 0
El presidente de los Estados Unidos de América, Barack Obama llegó a Cuba. Ya es una realidad, dejó de ser un anuncio. Fue recibido por el canciller Bruno Rodriguez Padilla, la directora general de América del Norte del Minrex cubano, Josefina Vidal y otros funcionarios incluyendo representantes de la embajada norteamericana en La Habana.
De inmediato se dirigió a un paseo por la Habana Colonial, o Habana Vieja como es conocida, que presumiblemente sea corto por la pertinaz lluvia que apareció junto al Air Force One. Ahora comienza un apretado plan de visita.
La prensa acreditada comenzó a cuestionarse porque no fue recibido por el presidente Raúl Castro. La respuesta es muy sencilla, el protocolo cubano establece que a la llegada en el aeropuerto de un mandatario extranjero, acude a recibirlo un viceministro de relaciones exteriores o un ministro, principalmente el canciller o un vicepresidente. Sólo en muy pocas ocasiones y sobre todo en el caso de dignatarios especialmente cercanos a la Revolución es recibido por el presidente cubano o uno de sus vicepresidentes. Tal fue el caso de la bienvenida al presidente venezolano Nicolás Maduro hace pocas horas.
Cuba organizó un excelente recibimiento, respetuoso y amistoso, sin fanfarrias ni oropeles. Al presidente estadounidense se le vio animoso y cordial con los representantes cubanos. El mejor de los escenarios posibles es que mantenga esa buena voluntad en las conversaciones oficiales y se olvide de la fuerza económica, el tamaño y el poder militar del país que dirige, manteniendo una posición respetuosa, de igual a igual, de un país vecino a otro con intereses comunes pero una muy conflictiva historia común.
Barack Obama es un hombre inteligente, y sabe perfectamente que el cambio de la política hacia Cuba y lo que eso significa para América Latina, ha sido uno de sus principales éxitos en sus dos mandatos. Por eso mismo, debe saber que en Cuba encontrará respeto, pero se le exigirá en esa misma medida. Todos confiamos en que esta visita ayude a mejorar el antagonismo existente. Pero nadie se llame a engaño, en nuestra opinión, habrá mejoría en las relaciones bilaterales si todo transcurre sobre el carril del respeto y la soberanía, pero nunca existirán relaciones normales por dos razones: una son muy recientes y muy profundas las heridas en la memoria y en la vida de los cubanos causadas por las agresiones y violencia recibidas por parte de EEUU; y dos, sencillamente Estados Unidos no tiene relaciones normales con ningún país del mundo, ni siquiera sus más cercanos aliados.
Desde La Habana, para RESUMEN LATINOAMERICANO
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Declaración de los CDR sobre la visita a Cuba del Presidente Barack ObamaFiergs diz que impeachment pode ser a solução da crise política
PC de Lester
A crise politica do país é o tema da reunião do Conselho de Representantes da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, hoje, terça, às 18 horas. É uma reunião extraordinária, convocada pelo presidente, Heitor José Müller.
Segundo nota divulgada pela Federação, a “Economia não pode esperar”.
Segundo Muller, “o Brasil chegou a um impasse político que precisa ser resolvido com urgência, respeitando as possibilidades legais, entre elas o processo de impeachment previsto na Constituição. Do equacionamento da crise política depende a retomada da economia, hoje em forte declínio”.
Ou seja, para a Fiergs, o impeachment é pode ser a solução.
"O povo não é bobo": a Globo brinca com fogo
PC DE LESTER
Alvo preferencial das manifestações contra o impeachmet, a Rede Globo viu voltarem às ruas as velhas palavras de ordem contra ela, a começar pelo ‘O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo´”, Globo golpista e outras, que remontam às Diretas Já.
O mais grave não está nas ruas, está nas redes sociais (as ruas talvez ecoem as redes sociais ou vice e versa).
O que se vê é uma rejeição crescente. Agora, além da rejeição que leva a não ver nada da globo, surge uma proposta de não comprar produto ou serviço anunciados na Globo. Por enquanto, parece uma ideia voluntariosa.
Mas quando uma revista como a Der Spiegl diz que a Globo está no centro de um “golpe frio’ que se arma no Brasil contra a democracia, se a democracia vencer, haverá lugar para a Globo?Transporte público em Porto Alegre: os 21 centavos da discórdia
PC de Lester
Pedro Ruas e Luciana Genro, deputados do PSOL, entram com na Justiça com uma Ação Civil ´Pública buscando derrubar em definitivo o aumento da tarifa de ônibus na Capital.
Em 24 de fevereiro, com uma ação cautelar preparatória, eles obtiveram liminar que suspendeu o aumento. Ganharam 30 dias para justificar e garantir a suspensão.
O reajuste acima da inflação (15,3%) e a falta de aprovação do Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu), são os argumentos principais da ação para anular o aumento.
O Conselho, depois que o aumento foi suspenso, se reuniu, votou e aprovou por 12 votos a 4, a “metodologia do processo tarifário da primeira licitação do transporte coletivo da cidade”.
Essa metodologia consistiu em buscar uma planilha que representasse um marco zero no calculo tarifário.
A partir daí, o índice da inflação e do reajuste dos trabalhadores determinariam percentual do aumento da tarifa.
O problema é que a planilha que seria o marco zero do cálculo da tarifa chegou ao valor de R$ 3,46 em julho de 2015, quando a tarifa praticada era R$ 3,25. Essa diferença de vinte e um centavos é a origem do conflito.
Quando foi autorizado o reajuste, em fevereiro de 2016, com a inflação e o reajuste dos trabalhadores, os R$ 3,46 originais chegaram aos R$3,75 agora questionados.
Depois que o Conselho aprovou a metodologia do aumento, a prefeitura pediu ao Tribunal de Justiça a cassação da liminar do PSOL.
O prefeito José Fortunati anunciou em entrevista que iria pessoalmente ao presidente do Tribunal de Justiça para fazer ver “a gravidade da situação que está se criando na cidade”.
.Diante das negativas do Tribunal de Justiça (TJ), a prefeitura agora busca derrubar a liminar com recurso junto ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), de acordo com a Procuradoria-Geral do Município (PGM).
Para complicar ainda mais a situação, os consórcios que operam o sistema de transporte público de Porto Alegre ganharam liminar na Justiça: a prefeitura terá que pagar os R$ 0,50 de diferença em cada passagem. Cerca de um milhão de reais por mês.
Mas ainda não é tudo.
Segundo Zero Hora, “entre sexta e esta segunda-feira, sete empresas de ônibus de Porto Alegre pagaram o adiantamento salarial sem o reajuste de 11,81%, aprovado em fevereiro. Na semana passada, cinco já haviam tomado a mesma decisão. A Carris, empresa pública, emitiu os contracheques com o reajuste”.
Por enquanto, o sindicato dos rodoviários não fala em greve. Diz que está “estudando as medidas judiciais cabíveis”. Quer dizer, a greve é questão de tempo. Só a Carris não vai parar.
Deputado diz que “é irresponsável” a liberação do canabidiol e THC
O Diário Oficial da União desta segunda feira (21) publicou a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autoriza a prescrição e a importação de medicamentos e produtos com cannabidiol e/ou tetrahidrocanabidiol (THC), substâncias psicoativas encontradas na maconha e indicadas em remédios que inibem convulsões.
O presidente da Frente Parlamentar pela Saúde, Osmar Terra (PMDB/RS), considerou uma “atitude irresponsável” e vai propor uma ação na Justiça para reverter a decisão.
O diretor- presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, também é contra a liberação, mas foi obrigado a cumprir uma determinação judicial de Brasília.
A Anvisa pretende também recorrer para anular a medida.
“É uma decisão irresponsável e traiçoeira – usar o cannabidiol, substância que ainda está sob análise para algumas doenças neurológicas, e liberar o tetrahidrocannabinol (THC), que causa alucinações e grave dependência química”, diz o deputado que é autor de um projeto para tornar mais duras as leis antidrogas no país.
O uso medicinal dessas e de outras substâncias extraídas da maconha ainda é controverso.Encontro estadual reúne dois mil quimbandeiros no Porto Seco
Nesta terça, 22, acontece a nona edição do Encontro de Quimbandeiros do Rio Grande do Sul.
Com a previsão da participação de mais de duas mil pessoas, na Rótula do Porto Seco, no bairro Sarandi, na zona norte de Porto Alegre, o encontro tem a proposta de desmistificar as “Quimbandas”.
Segundo o Pai Ricardo de Oxum, organizador do evento, “o grupo vai colocar o Exu na rua, mostrando que é um ser evoluído, que dá paz, que trabalha pelo amor, pela família e pela saúde das pessoas”.
Ele ainda ressalta que a atividade quer mostrar a força da religião afro e o trabalho realizado pelos centros de Quimbanda.
“Toda a comunidade que possui um terreiro de Quimbanda tem um trabalho social. Em nosso espaço, no bairro Passo das Pedras, ajudamos sistematicamente as crianças com menos condições financeiras. Agimos direto no grupo familiar, ajudando a dar mais estrutura para a formação dos jovens”, concluiu.
A concentração do Encontro Estadual de Quimbandeiros será das 21h até às 24h com religiosos do Uruguai, Argentina e municípios gaúchos. O evento tem o respaldo da EPTC e Brigada Militar.
Vale destacar o colorido das roupas religiosas, o capricho das oferendas às entidades e a musicalidade da festa.
SOBRE A QUIMBANDA:
A Quimbanda trabalha mais diretamente com os exus e pomba giras, também chamados de povos de rua, de uma forma que não é trabalhada na Umbanda pura.
Os Exus e Pombagiras trabalham basicamente para o desenvolvimento espiritual das pessoas, com o intuito de evolução espiritual, além de proteção de seu médium.
Como são as entidades mais próximas à “faixa vibratória dos encarnados”, apresentam muitas semelhanças com os humanos.
SERVIÇO
O QUÊ? Encontro Estadual de Quimbandeiros
QUANDO? Terça-feira (22), das 21h às 24h
ONDE? Rótula do Porto Seco, no bairro Sarandi, na zona norte de Porto Alegre

