Um grupo de vinte pessoas de diversos movimentos (Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre, Brasil Melhor e outros) formam o comitê organizador da manifestação pelo impeachment de Dilma Roussef, em Porto Alegre, neste domingo.
“Graças as trapalhadas do Lula nos últimos dias, vamos fazer a maior mobilização da história”, diz o empresário Antonio Gornatti, coordenador do grupo.
Ele brinca: “Agradecemos especialmente à Jandira Feghalli (a deputada que num selfie flagrou Lula reagindo com um palavrão). Vamos colocar um caminhão de som à disposição para ela discursar”.
Dois caminhões de som formarão o palanque principal na lateral do Parcão junto à avenida Goethe. Outros dois caminhões ficarão em outros pontos do parque.
A concentração está sendo chamada para as 14 horas.
Ás 15 horas será a abertura com a apresentação da Banda Loca Liberal que vai lançar nova música, um funk, chamado “Baile do Pixuleco”, de autoria do músico Tiago Menna, autor de várias paródias com letras que satirizam os petistas.
Entusiasmado, Gornatti acha que vai reunir 100 mil pessoas no Parcão, superando a manifestação de março do ano passado, a maior das seis que ele ajudou a organizar desde 2013.
Não está previsto deslocamento. Provavelmente uma marcha no entorno do parque. “Vamos seguir o que a Brigada Militar e a EPTC determinarem “, diz o coordenador.
Ele lembra que nas cinco manifestações anteriores não houve qualquer incidente. “Inclusive passamos grupos provocadores e mantivemos a tranquilidade”.
Um grupo de voluntários desarmados se encarregará da segurança, “mais como olheiros”, ele explica. Eles ficam atentos para identificar “comportamentos suspeitos”.
Na passeata anterior, foram eles que identificaram um grupo de rapazes com rosto coberto e mochila. “Eles avisaram avisamos a brigada que descobriu que tinham foguetes na mochila… Foram retirados pela BM”.
A manifestação não tem hora para terminar, apenas uma orientação dos coordenadores: “Tem que encerrar à luz do dia”.
Autor: da Redação
"Baile do Pixuleco" abre manifestação contra Dilma no Parcão
Domingo histórico num país dividido
O Brasil não terá visto antes tantos cidadãos na rua como neste domingo. É o que se prevê.
De um lado diversos movimentos que pregam o impeachment da presidente da República.
De outro os que querem respeito ao resultado das eleições de 2014 e rejeitam a “tentativa de golpe” contra Dilma Rousseff.
Os movimentos pró-impeachment mobilizam-se há meses, praticamente desde a última manifestação de março do ano passado.
Na página do facebook do grupo “Vem pra rua”, há mobilização em mais de 460 cidades pelo País e 29 cidades no exterior.
Há postagens indicando as cidades de todas as regiões onde vão acontecer manifesto e os respectivos lugares onde haverá concentração de pessoas. O grupo possui quase 1 milhão de curtidas.
Na página do Grupo Movimento Livre Brasil, a mobilização a favor do impeachment é grande.
Vídeos e chamadas para a manifestação estão há dias circulando em todos grupos contra Lula e Dilma há pelo menos um mês.
Os defensores da presidente e do respeito às urnas foram surpreendidos pela medidas contra o ex-presidente Lula, que foi levado a depor sob varas, denunciado e com prisão preventiva pedida por promotores.
A reação foi imediata: não só de defensores do governo dentro e fora do PT, mas da cidadania que repudia o golpe político.
Na mesma sexta-feira, dia em que Lula depôs à PF, militantes saíram em defesa do ex-presidente. Faixas de “Não vai ter golpe, vai ter Luta” marcaram as manifestações pró-governo.
Amanhã não será diferente, apesar de parecer mais enfraquecido, o governo através da militância e da esquerda, terá defesa.
Nas duas maiores cidades do País, Rio e São Paulo as manifestações contra a presidente aparecem com mais força.
No Rio o protesto será em Copacabana no posto 5, e se repetir outros protestos, deve reunir milhares de pessoas.
Em São Paulo a avenida Paulista será o lugar de protesto contra a presidente. O Estado governado pelo PSDB, deve ser o que vai reunir mais pessoas
Ônibus movidos a hidrogênio já circulam em São Paulo
Dois novos ônibus movidos a hidrogêncio entraram este mes em circulação no Corredor São Mateus-Jabaquara, em São Paulo.
Outros três veículos a hidrogênio já estavam em teste na capital paulista desde junho de 2015. Mais 30 veículos já foram encomendados.
Os ônibus, desenvolvidos com tecnologia brasileira, são resultado de um projeto financiado pela Finep e pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
A tecnologia de propulsão a hidrogênio é totalmente livre de emissões de poluentes.
No lugar de dióxido de carbono e outras emissões dos carros comuns, somente vapor d’água é eliminado pelo escapamento dos ônibus.
Os dois novos veículos reforçam a preocupação com a natureza. Eles são decorados com pássaros representativos da fauna brasileira e recebem nomes de aves.
A carroceria especial para esses ônibus é fabricada pela Tuttotrasporti, empresa de Caxias do Sul, que tem mais de 15 anos de experiência..
Uma demonstração já foi feita em Porto Alegre no início deste ano, mas nada foi concretizado por enquanto.Em 2006, a empresa desenvolveu um chassi especial que, segundo ela, é do primeiro veículo a hidrogênio da América Latina.
Um protótipo de veículo foi produzido e fornecido à EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, estatal do governo de São Paulo.
Após quase seis anos, o projeto foi aprovado e firmado contrato para os primeiros veículos a hidrogênio.
A Tuttotrasporti já tem contrato também para fornecer outros 30 veículos movidos a hidrogênio para a prefeitura municipal de São Paulo.
Os ônibus a hidrogênio são dotados de um motor elétrico e não a combustão, como são os convencionais.
O hidrogênio pode ser obtido a partir de gás natural (vindo da Bolívia), do etanol (álcool, também abundante no Brasil) e de água.
Por eletrólise, as moléculas de hidrogênio são isoladas e transformadas em gás, que é introduzido numa célula de combustível dentro do ônibus e gera energia elétrica — a que move o veículo.
Esse tipo de combustível já é usado em países como Austrália e Alemanha, em frotas pequenas, de 20 a 30 ônibus.
PT pede a dirigentes que mantenham "vigília permanente"
Contrariando as especulações de que o PT estaria desistindo da manifestação convocada para domingo, 13, o presidente do partido no Rio Grande do Sul, Ary Vanazzi, lançou uma nota convocando militantes a dirigentes do partido para o ato da Redenção.
Defende também que os dirigentes do partido mantenham permanente vigília e mobilização.
No texto, Vanazzi defende que é hora de “dobrar as apostas” na manifestação.
“Cada militante e dirigente de nosso partido tem a obrigação política, em nome dos que deram a vida pela democracia em nosso país, de mobilizar e comparecer neste grande ato contra os golpistas”, afirma a nota.
O pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula pelo Ministério Público de São Paulo é criticado por Vanazzi. “O golpe de Estado em curso no Brasil dá mais um perigoso passo contra a constituição e a ordem democrática.”
A concentração para a manifestação está marcada para as 14h nos arcos da Redenção. O Bloco da Diversidade marcou um “coxinhaço” para o meio dia no mesmo local. Os militantes levarão churrasqueiras e asssarão coxas de frango, ironizando os opositores da direita, chamados de “coxinhas”.
Confira a íntegra da nota:
URGENTE: NOTA DO PTRS A TODOS OS DIRIGENTES E MILITANTES
O Ministério Público do Estado de São Paulo solicitou a prisão preventiva do ex-presidente Lula.
O golpe de Estado em curso no Brasil dá mais um perigoso passo contra a constituição e a ordem democrática. A história golpista da classe dominante de nosso país, associada a setores do Ministério Público e do Judiciário, e da grande mídia, novamente ameaça a democracia e os direitos conquistados da classe trabalhadora.
O PT acertou em ir para as ruas contra o seqüestro ilegal do presidente Lula por agentes de estado na última sexta-feira. A reação imediata dos trabalhadores e democratas deste país impediu que esta ação culminasse na condução para Curitiba, tudo isso com o intuito de inflar as manifestações previstas pela direita para o dia 13, tentando assim constituir um falso “apoio popular” para justificar o golpe.
A Operação Lava Jato deixa cada vez mais evidente, em razão da seletividade das investigações, que sua real intenção não é combater a corrupção no país e sim depor o governo e, principalmente, destruir o PT, Lula, seu legado e com isso a nossa história.
Somente nossa mobilização política e social poderá contrapor-se aos golpistas e seus poderosos interesses.
É hora de dobrar a aposta na mobilização ao ato “Em defesa da democracia e contra o Golpe”, em Porto Alegre, domingo, 13 de março a partir das 14h na Redenção. Cada militante e dirigente de nosso partido tem a obrigação política, em nome dos que deram a vida pela democracia em nosso país, de mobilizar e comparecer neste grande ato contra os golpistas.
Todos os nossos dirigentes devem estar em permanente vigília e mobilização a partir deste momento, com concentrações diurnas e plantões permanentes em nossas sedes municipais e demais organizações da Frente Brasil Popular.
Ary Vanazzi
Presidente do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do SulEntidades ingressam com ação civil pública para rescindir contrato do Cais Mauá
O movimento Cais Mauá de Todos está chamando a imprensa para uma entrevista coletiva na segunda-feira, dia 14, às 11 horas, na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS, Rua General Canabarro nº 363, esquina Riachuelo).
Será apresentada na ocasião a Ação Civil Pública ajuizada pelas entidades IAB-RS, AGAPAN, Associação Moradores Centro Histórico e DEFENDER.
Leia todas as notícias sobre o Cais Mauá no especial do Jornal JÁ sobre a obra de revitalização.
A ação pede a rescisão do contrato de concessão com o consórcio Porto Cais Mauá do Brasil.
O grupo já protocolou, em ocasiões anteriores, ações populares contra a obra de revitalização, que consideram inadequada para o espaço.Há ainda outras várias demandas judiciais correndo no Ministério Público Estadual.
Porém, a avaliação é que com a Ação Civil Pública, o debate jurídico sobre o Cais Mauá “ingressa em um novo patamar”.
A coletiva também apresentará temas como uma possível abertura da CPI do Cais Mauá, com destaque para as ilegalidades licitatórias e contratuais, idoneidade do empreendedor, cumprimento das leis; além de atentados paisagísticos, urbanísticos e ambientais.
Será uma preparação para a audiência pública convocada pela Assembleia Legislativa para a próxima quarta-feira, 16, às 18h.
A coletiva de imprensa terá a presença do deputado estadual Tarcísio Zimmermann; do vereador Marcelo Sgarbossa; do presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS), Tiago Holzmann da Silva; do sociólogo João Volino, líder do Movimento Cais Mauá; além da participação de representantes da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN) e Associação Centro Histórico.Árvores caídas: dez mil toneladas foram recolhidas depois do temporal
Quase dez mil toneladas de galhos e árvores foram recolhidos em Porto Alegre, desde o temporal que atingiu a cidade no dia 29 de janeiro.
Este é o número fornecido pelo secretário da SMAM, Mauro Moura, dando por concluído o recolhimento emergencial.
Ainda restam árvores caídas na Redenção e em outros locais, mas o secretário garante que não oferecem risco à população e serão recolhidas na medida do possível.
Agora, o trabalho da prefeitura vai focar na análise dos cerca de 1.500 vegetais danificados.
Técnicos vão avaliar, um por um, para saber quais podem ser recuperados e quais precisarão ser substituídos. Moura estima que a análise esteja concluída em 3 ou 4 meses.
De qualquer forma, as mudas só podem ser plantadas a partir de maio.
“Sempre que houver ventos acima de 100km/h vão cair árvores. Não existe ação preventiva para isso, a Smam faz a manutenção”, afirma o secretário.
Questionado sobre o manifesto dos técnicos da Smam que denunciou, entre outros pontos, a falta de pessoal, o secretário afirmou que o trabalho de rua não será mais realizado pela secretaria.
Para o serviço serão contratadas empresas terceirizadas – outra crítica dos técnicos. Segundo Moura, a secretaria está há um ano tentando fazer licitação. “Mas as empresas estão arrepiando do edital, não estão atendendo às condições”
Árvores continuam caindo
Na semana passada, árvore caiu na rua Fernandes Vieira, deixando moradores sem luz / Foto Ana Júlia Possamai
Fomos alertados pela leitora Ana Julia Possamai de que na madrugada de 3 de março uma árvore caiu na rua Fernandes Vieira, entre a Vasco da Gama e a Castro Alves.
Os moradores foram acordados com o barulho da árvore caindo, dos fios estourando e muita faísca no disjuntor da rua. Durante algumas horas, a rua ficou sem luz.
Na noite anterior, um galho de outra árvore da mesma quadra já havia caído. “Por enquanto só limparam os galhos e cortaram as árvores caídas no último temporal. Imagino que outras várias ainda venham a cair, pois não fizeram uma avaliação”
Ana Julia explica que há uma preocupação por parte dos moradores e a intenção de cuidar das árvores, mas sem o auxílio da prefeitura, fica difícil.
“É uma tristeza muito grande, pois gostaríamos de cuidá-las, mas como cuidar com esse tamanho enorme? Como manter os galhos altos, que estão tomados de praga? Como saber que as raízes estavam podres?”, lamenta a leitora.Promotores querem prender Lula ou é apenas mais um lance da campanha?
P.C.de Lester
Três jovens promotores de São Paulo pedem a prisão do ex-presidente Lula, embora não tenham provas contra ele.
No mesmo dia, sem mencionar o fato, dão uma entrevista coletiva onde destilam sua convicção de que Lula ganhou o triplex no Guaruja de presente da empreiteira OAS.
Um deles, que parece o líder, se mostra indignado. “Mais de sete mil pessoas foram fraudadas em seu sonho da casa própria, enquanto uma única pessoa se beneficiou”. Mas provas não mostram.
Eles dizem que não tem motivação política. “Pouco importa as repercussões políticas ou sociais, seguimos os prazos do judiciário”, disse um deles.
Terá sido mera coincidência o fato de apresentarem o pedido de prisão preventiva de Lula às vesperas das grandes manifestações programadas para domingo.
É no mínimo insensibilidade. .
Nos próximos dias vai se ver. Se é mais um factóide, destinado mais a produzir manchetes para inviabilizar o candidato Lula, ou se é o fósforo, aquele.Em "carta aberta ao povo gaúcho" policiais pedem socorro
A “Carta Aberta ao Povo Gaúcho”, divulgada na quarta-feira, 9, por todas as entidades da segurança pública, é um pedido de socorro, diante de uma situação insustentável..
Pela primeira vez, os policiais federais se uniram aos colegas da forças estaduais – Polícia Civil – para denunciar o descalabro na segurança pública do Rio Grande do Sul.
Os policias citaram o aumento de homicídios nos últimos meses, enquanto em estados como Rio de Janeiro e São Paulo esse índice baixou em relação ao mesmo período de 2014.
“Má vontade” e “descaso” foram alguns dos adjetivos usados para caracterizar a atual gestão estadual.
Os servidores lembraram que hoje há um déficit de 59% no efetivo da Brigada Militar. O número de brigadianos em serviço hoje é menor do que o de 1986.
IGP, Susepe e Corpo de Bombeiros também reclamaram de sucateamento, falta de recursos materiais e humanos para assegurar o minimo de serviços a população.
Acesse a carta na íntegra no link:http://www.sinpefrs.org.br/site/wp-content/uploads/2016/03/CartaAberta.pdfFuncionários pedem "sala de segurança" no postão da Vila Cruzeiro
A falta de segurança foi a principal reclamação dos funcionários do Pronto Atendimento da Vila Cruzeiro do Sul, o chamado “Postão da Cruzeiro”, a uma comissão de vereadores que foi até o local, na última terça-feira.
Os parlamentares e representantes do Ministério Publico presentes no Postão, constaram que o atendimento é bom mas a segurança é precária.
Até mesmo as ambulâncias da Samu tem dificuldade no atendimento. Muitas vezes a equipe precisa ser escoltada para prestar serviço.
Foi entregue aos vereadores uma carta com uma série de reivindicações que implicam em coisas básicas como um botão de emergência caso o lugar venha ser invadido por criminosos e até mesmo a “sala de segurança” para proteger enfermeiros e pacientes em caso de ataque.
As comissões irão cobrar da Prefeitura quais compromissos a serem firmados na região.
Foi marcado para o próximo dia 15 uma reunião com todos novamente para debater e arranjar soluções.Beira lança projeto fotográfico de financiamento coletivo
A Beira – movida editorial está com o Fotodobras # 2 em fase de captação por mais 18 dias no site catarse.me.
O projeto reúne trabalhos de cinco fotógrafos convidados para compor o segundo volume da coletânea de pequenos livros/cartazes /dobraduras.
Em 2016, a palavra-chave é deslocamento.
No Fotodobras #2, Federico Estol penetra no mundo dos engraxates de La Paz; Fernando Schmitt revisita as memórias que habitam as imagens de família; Hélia Scheppa desvenda o universo onírico do nordeste brasileiro em sobreposições de imagens; Letícia Lampert constrói a cidade-colagem que já não sabemos se é real ou inventada, desconstruída pela memória ou construída pela imaginação; e Nicolas Janowski regressa ao seu país de origem e questiona as suas relações afetivas com o espaço que habitou.
O Fotodobras é viabilizado por financiamento coletivo via catarse.me.
No site, o público contribui com o projeto através de boleto bancário ou cartão de crédito. Se a meta para realização for atingida, o apoiador recebe em casa a recompensa escolhida, por correio, sem custos adicionais. Caso contrário, todos recebem seu dinheiro de volta, em qualquer das formas de pagamento.
A Beira é um novo coletivo editorial que aposta na circulação da fotografia, na pesquisa de novas formas de financiamento e na realização de edições independentes em pequenas tiragens.
Acesse www.beira.me e confira nosso catálogo
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