Autor: da Redação

  • Porto Alegre sem lei: traficantes trocam ameaças pelo facebook

    Na tarde desta segunda-feira, 22, enquanto a equipe do JÁ conversava com moradores do bairro Bom Jesus, um rapaz mostrou no seu celular uma foto que havia acabado de ser postada na comunidade da Bonja no facebook.
    A foto exibia 20 armas e uma ameaça: “Hoje tem festa na Bonja”.
    O perfil que fez a postagem tinha o nome Menor DVJ, com referência à Vila Jardim, de onde se acredita que tenha partido o ataque armado do último sábado.
    A postagem foi feita no grupo “Bom Jesus: o que está acontecendo?”, criado por moradores para trocar informações sobre a violência na região. Por ali, quem vem chegando do trabalho se informa sobre como está o ambiente do bairro, se está seguro chegar em casa.
    Alguns moradores aproveitam o canal de comunicação como classificados, anunciando produtos e serviços. Até mesmo compra e venda de casas acontecem pelo canal. Desabafos saudosos de dias mais tranquilos para se viver na Bonja são frequentes.
    Também por este grupo, traficantes ligados aos Bala na Cara e seus rivais da vizinha Vila Jardim e da Vila 27, localizada no complexo da Cruzeiro, trocam ameaças e demonstram seu poder. Bélico e financeiro. As postagens são públicas e muitos sequer escondem o rosto ou o nome.
    Na maioria são garotos jovens, aparentando não muito mais de vinte anos. E a gurizada ostenta. Postam fotos fumando maconha, com armas na mão e maços de notas de dinheiro. É bastante dinheiro e são armas pesadas – além dos revólveres e pistolas automáticas, alguns exibem fuzis.
    Roupas de marca, bebidas importadas e bons carros são símbolos de status. Declarar-se “matador de polícia” também é comum. O perfil de um traficante exibia esta alcunha na opção “profissão” do seu perfil.
    O rapaz mostrava seu rosto e assinava com seu nome. O perfil foi mostrado em um destes programas policialesco da televisão, não demorou para o fato se tornasse assunto nas suas postagens.
    As postagens dos meninos do tráfico fazem sucesso com as garotas. Fotos posadas quase sempre recebem algum comentário elogioso.
    disputa territorial escancarada
    Nesta quarta-feira, um perfil identificado como Profissão Perigo BNC fez duas postagens saudando as localidades sob influência dos Bala.
    A lista é enorme, começa por Porto Alegre, passa por quase todos municípios da regiao metropolitana e encerra com os setores dominados pelo grupo em diversas casas prisionais do estado.
    Em resposta, outro perfil, identificado como Caçadores de BNC, desdenhou e listou as vilas que estariam aliadas ao grupo V7, da Vila 27, localizada no complexo da Vila Cruzeiro.
    Um perfil sem foto, que seria de um morador, começou a postar mensagens criticando os traficantes e defendendo o trabalho da polícia.
    Imediatamente, surgiram vários perfis rebatendo suas colocações e até fazendo ameaças, como “uma hora tu vai tomar uma ruim, está falando mais do que deve.”
    Algumas pessoas fazem comentários ponderados afirmando que a presença das quadrilhas é ruim, mas que “ruim com eles, pior sem eles.”
    Há também casos em que, aparentemente, se trata de guris que se fazem passar por traficantes, aproveitando o anonimato da  internet.
    Em um destes, um garoto aparentando menos de 18 anos, assinava como Bala na Cara e afirmava ser matador de policiais. Em um dado momento da discussão, seu perfil foi deletado.
    Em seguida, uma moça implora para que sejam apagadas também as postagens do rapaz, afirma que ele não é traficante, é trabalhador, estudante, filho de pais e evangélicos e pede “perdão pela inconsequência de uma criança que não sabe do que fala.”
    Pode ser que se trate mesmo de uma brincadeira desmedida de um adolescente inconsequente.
    Mas o tipo de brincadeira perigosa escolhido por esse guri dá uma ideia do tamanho do problema de se ter jovens crescendo em um contexto de conflito pesadamente armado em comunidades pobres.
    Na noite desta quinta-feira, novamente um alerta pela rede social.
    A postagem de um integrante dos Bala na Cara anuncia a missão e dá o horário. Se repete a cena que vimos na segunda-feira. Poderemos ter mais uma noite com tiroteios em Porto Alegre.

  • Santander aposta na queda da inflação e dos juros este ano

    Ivanir Bortot* 
    O Banco Santander, o terceiro maior banco privado do país, está recomendando a seus clientes aplicações em papéis prefixados.
    Os analistas do Santander acreditam que a inflação vai cair para um patamar de 7% ao final de 2016, fruto da forte recessão sobre a economia do país.
    As taxas de juros devem cair dos atuais 14,25% para cerca de 13%, o que renderia para aplicações prefixadas um ganho real em torno de 6% ao ano.
    A inflação deve ceder neste primeiro semestre devido ao encolhimento forte da economia com a perda do poder de compra das famílias e o fim do efeito do ciclo dos reajustes dos preços administrados.
    As projeções do Santander são de que o Produto Interno Bruto (PIB) vai encolher 1% neste primeiro trimestre.
    No segundo terá queda de 0,9%. No quarto trimestre o PIB terá crescimento zero e no último trimestre volta a crescer em um patamar de 0,4%.
    Só em 2017 a economia volta a crescer em torno de 1,2% do PIB.

    • Do Fato Online
  • Sucessão de erros tumultua o transporte coletivo em Porto Alegre

    Uma sucessão de erros, causados principalmente pela falta de transparência, está por trás do caos que se instalou na cidade por causa da tarifa do transporte coletivo.
    Na última segunda-feira, 22, a tarifa subiu intempestivamente para R$ 3,75, com um reajuste de 15,3%.
    O aumento estava anunciado para 5 de março.
    Não passou sequer pelo Conselho Municipal do Transporte.
    Depois, se descobriu que nem todos os 296 ônibus novos postos em circulação tinham ar condicionado, como fora prometido.
    Agora, na noite de quarta-feira, uma uma ação do PSOL obteve liminar da Justiça que manda tudo voltar atrás e reabilita a tarifa anterior, de R$ 3,25.
    Informadas no início da noite, as empresas esperaram por uma derrubada da liminar até  a madrugada (“Três ou quatro da manhã”, segundo o representante). Quando, perceberam que não teriam alternativa senão cumprir a decisão judicial, era tarde.
    As empresas não conseguiram avisar todas as equipes.
    Com isso, os ônibus e lotações começaram a circular nesta quinta feira com duas tarifas – a velha, pelos cobradores que foram avisados e a nova, pelos que não sabiam da mudança.
    Além de devolver o dinheiro cobrado nestes primeiros dias, as empresas terão que reprogramar mais de três mil equipamentos para se adaptar à nova tarifa, reduzida.
    Pior: a Associação das Transportadoras está declarando que é impraticável operar por R$ 3,25. Está criado um enorme impasse, que ainda vai aumentar à medida que novas informações vierem à público.
     
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  • Prefeitura vai trocar postes do centro e retirar fiação irregular

    O departamento de Iluminação Pública de Porto Alegre (DIP)  vai substituir praticamente todos os postes de iluminação do Centro Histórico.
    Segundo o Diretor de Iluminação Pública, Luiz Fernando Colombo, serão trocados cerca de 900 postes, que receberão lâmpadas de LED, em lugar das atuais, de vapor de sódio. Colombo estima uma economia de cerca de 30% no consumo de energia.
    O edital foi lançado no maio de 2015, no valor de R$ 10,2 milhões.
    O vencedor foi o consórcio formado pelas empresas Sadenco e Cristel. A ordem de início foi dada na semana passada, mas as empresas ainda aguardam a chegada de alguns equipamentos.
    Colombo estima em dez dias o início dos trabalhos, que deve ser concluído em cinco meses.
    A substituição dos postes antigos é um procedimento relativamente simples. Acontece que os postes de iluminação foram sendo tomados por fios de transmissão de dados, como telefone, internet e tv a cabo. Estas instalações são irregulares.
    O problema é agravado pela dificuldade da prefeitura em identificar quem são as empresas responsáveis por cada rede. “Se não conseguirmos identificar, vou ter cortar os cabos. Os postes foram projetados para rede subterrânea, não suportam fiação”, garantiu Colombo.
    O diretor do DIP afirma que o pior problema são os pequenos provedores. “As grandes empresas são mais fáceis de identificar. Mas são 452 pequenos provedores e só metade está regulamentada.”
    O DIP deve enviar às empresas um comunicado explicando onde serão feitas as substituiçaões, para que as redes irregulares sejam retiradas.
    Serão substituídos postes do todo o Centro Histórico, exceto na Rua dos Andradas e em parte da Borges de Medeiros, onde as luminárias são muito antigas e serão preservadas. As praças também ficarão para outro momento. No bairro Moinhos de Vento também serão instalados novos pontos de iluminação.

  • Licitação do Bike Poa: envelopes serão abertos amanhã

    felipe Uhr
    Há um mês do fim do contrato de concessão do serviço de bicicletas públicas de Porto Alegre, o Bike Poa, serão abertos nesta quinta-feira (25) as 14h30 na Secretaria Municipal da Fazenda, os envelopes de propostas do novo edital lançado em janeiro.
    A data foi escolhida no dia Municipal do Ciclista e de incentivo ao uso da bicicleta.
    A atual prestadora de serviço, a Serttel, opera provisoriamente desde 2012. Primeiro, com um contrato em caráter experimental, que terminaria em setembro do ano passado, quando seria feita a licitação definitiva. Como não houve interessados, o contrato foi prorrogado até o dia 21 de março.
    Em razão desse contrato provisório, a Prefeitura diz que não pode exigir muito da empresa.
    Agora será diferente. A vencedora será escolhida a partir de critérios técnicos que valerão pontos para quem oferecer o melhor serviço para cada item. O mínimo aceito, para cada item, é o que o atual sistema operante oferece.
    Os itens técnicos a serem avaliados serão:

    • Número de estações
    • Número de bicicletas
    • Oferta de wi-fi
    • Disponibilização de cartão magnético pré-pago (hoje o sistema disponível libera a bicicleta apenas por mobile)
    • Experiência das licitantes
    • Número de bicicletas que opera (em outras cidades)
    • Acessórios adicionais em cada bicicleta (fora os obrigatórios)

    Para ampliar o interesse e garantir interessados, dessa vez a Prefeitura não vai estipular um valor mínimo para a proposta de patrocínio – é o que se chama outorga financeira. Atualmente, o banco Itaú financia as bikes, que podem ser alugadas por R$ 5 para 24 horas ou R$ 10 pelo direito de uso durante todo um mês.
    O edital é de caráter internacional. Segundo a Gerente de Operações da EPTC, Alessandra Both, o novo critério ajudará na procura das licitantes.
    O novo contrato terá duração de cinco anos.
    Serviço pode ser interrompido
    A partir da assinatura do contrato a empresa vencedora terá até 120 dias (4 meses) para começar a operar. O contrato da atual concessionária, Serttel, vai até o final de março, mas ela poderá optar por seguir operando até que a nova empresa inicie a prestação efetiva do serviço.
    Neste caso, a transição pode interromper o serviço por alguns dias já que há colocação e retirada de um equipamento para o outro.
    Porém a Serttel pode também optar por não continuar operando após o término do contrato, o que pararia o serviço por mais tempo.
    Outro problema da transição é o cadastro dos atuais usuários, que pode não ser reaproveitado pelo novo concessionário. Neste caso, seria preciso começar do zero.
    Atual sistema opera em menor número
    O Bike Poa hoje atua com um número menor do que o previsto para bicicletas (400) e estações (40). Segundo a Prefeitura, a redução da disponibilidade do serviço se deve a furtos e bicicletas quebradas ou com defeitos.
    Somente no mês de fevereiro a Serttel já colocou mais 110 bicicletas novas para repor esse déficit e na próxima quinta deve colocar mais 90 somando em torno de 300 bicicletas disponíveis. Atualmente 9 estações estão fechadas, 7 decorrentes dos vandalismo e duas de obras nas próprias estações.

  • Redes subterrâneas: "Prefeitura tem que cumprir ou mudar a lei”

    Essa foi a conclusão do vereador Tiago Duarte (PDT) após reunião da Cedecondh (Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Pública) da Câmara de Vereadores na tarde desta terça-feira.
    O objetivo era iniciar uma discussão a respeito da lei das redes subterrâneas, aprovada em 2007, sancionada pelo então prefeito José Fogaça, que tinha Fortunati como secretário do Planejamento Municipal, e até hoje não saiu do papel.
    Duarte, presidente da Comissão, destacou a importância da fiscalização dos vereadores para que a lei seja aplicada. “Vamos ter que tomar alguma medida neste sentido: o executivo vai ter que se mexer para entrar em acordo com a lei. Ou então ele que sofra esse desgate e mude a lei.”
    Para o vereador, o principal empecílio para a implantação é o custo, ainda não calculado.
    Duarte defende que se trata de um investimento a longo prazo. “O que hoje é o barato acaba saindo caro no futuro. Se a rede não é subterrânea, o custo de manutenção é maior e vai onerar as empresas, os consumidores e o poder público, como ocorreu recentemente”, defendeu.
    O custo elevado também é a principal barreira apontada pelos representantes das empresas de telefonia, internet e tv a cabo. Custo este que, fatalmente, recai sobre o consumidor.
    Jaime Borin, da Oi, apontou também uma questão técnica: os prédios mais antigos não têm entrada para redes subterrâneas e teriam que realizar obras de adequação. Segundo Borin, outras cidades esbarram neste mesmo ponto. “A prefeitura de Canoas tentou implementar nas três quadras do calçadão e desistiu, pois os prédios não se adequaram.”
    A vereadora Monica Leal (PP) citou o caso de países europeus, com edificação tão antigas quanto as do centro histórico de Porto Alegre e que conseguiram migrar para o sistema de cabeamento subterrâneo. “Tem que ter um jeito. O que não podemos é cruzar os braços e dizer que é impossível.”
    Alberto Kopittke (PT) afirmou que a tendência é que catástrofes naturais como a ocorrida no final de janeiro se tornem cada vez mais comuns e que é necessária uma “indução de planejamento estatatégico, que obviamente não é de curto prazo. E esta iniciativa tem que partir do poder público.”
    O encontro contou com a presença de representantes das empresas e de órgãos públicos, como Smam (Secretaria Municipal do Meio Ambiente), CEEE (Companhia estadual de Energia Elétrica), EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), Procon e DIP (Departamento de Iluminaçao Pública).

    Reunião contou com vereadores, representantes de órgãos públicos e das empresas / Ederson Nunes / CMPA
    Reunião contou com vereadores, representantes de órgãos públicos e das empresas / Ederson Nunes / CMPA

    DIP garante que parques já estão adaptados
    O texto da lei 10.337 previa que até março de 2010 todas as redes de eletricidade e transmissão de dados fossem subterrâneas no Centro da cidade a nas praças e parques. Segundo o representante do DIP (Departamento de Iluminação Pública), o engenheiro Luis Fernando Colombo, nas praças e nos parques os fios de iluminação já são todos enterrados.
    Em relação ao centro, o representantes da Ceee, Cristiano Almeida Rosa, afirmou que as redes foram projetadas para serem subterrâneas.
    A lei prevê ainda que em passeios e vias públicas densamente arborizados o prazo para a implantação fosse definido através de um Decreto Municipal, o que nunca ocorreu. Em caso de não cumprimento, por parte das empresas, o texto prevê uma multa diária que pode ultrapassar os R$ 90 mil
    “Não basta enterrar, tem que ter planejamento”
    O diretor executivo do Procon de Porto Alegre, Cauê Vieira da Silva, manifestou preocupação em relação às redes enterradas no caso de inundação. Silva levantou também a necessidade de que as redes tenham fácil acesso para manutenção.
    O representante dos consumidores ponderou que a instalação das redes não tem como ser aplicada a curto prazo, desta forma, é primordial a identificação dos cabos pelas empresas. Segundo ele, é possível encontrar até 50 cabos diferentes em um mesmo poste. A maior dificuldade seria identificar os pequenos provedores.
    “A responsabilidade da manutenção das redes é das empresas, elas ganham para isso.”

  • Despejo acaba com centro cultural alternativo no Bom Fim

    “Este espaço poderia ser um centro cultural”, diz a faixa estendida entre duas palmeiras no canteiro da avenida Osvaldo Aranha, próximo ao viaduto da Conceição.
    De fato, o número 418 foi um centro cultural, durante um ano e meio, até a última quarta-feira, 17, quando dois oficiais de Justiça e dez brigadianos chegaram ao local sem aviso prévio. Não houve violência física.
    Na manhã desta segunda-feira, os ex-moradores da Kuna Ocupação Libertária puderam entrar para recolher seus pertences e dar o último adeus ao local que abrigou suas atividades artísticas desde outubro de 2014.
    A casa está sendo demolida e o terreno será alugado para ampliar o estacionamento vizinho. Na frente vai ficar só a fachada do prédio do início do século passado, que é tombada.
    O local que oferecia atividades culturais gratuitas, como oficinas de músicas, teatro, circo e língua estrangeira.
    O despejo da Kuna ocorreu na quarta-feira passada, quando dois oficiais de Justiça e dez brigadianos chegaram ao local sem aviso prévio. Não houve violência física.
    Nesta terça, os proprietários do local, permitiram que os ocupantes voltassem para buscar o restante de seus pertences. Não deu para levar tudo, mas o essencial foi resgatado.
    A maior parte da mobília foi colocada em um pequeno caminhão de mudanças e levada para a ocupação Saraí.
    O restante, bem como os próprios moradores, deve se espalhar por outras ocupações da cidade.
    Antes de abrigar a Kuna, a casa estava desativada há mais de 10 anos. Antes disso, havia sido a sede do Tablado Andaluz.
    Para chamar atenção para o despejo, foi montada, do outro lado da avenida, uma espécie de mini ocupação provisória.
    A entrada e saída do que sobrou da casa era controlada por dois rapazes fortes de calça jeans e camisa preta. Educadamente, impediram a tentativa da reportagem de entrar para fazer fotos. Um dos seguranças informou que trabalhava “indiretamente” para os proprietários do terreno, embora nenhum deles soubesse informar quem era o dono.
    O imóvel pertence à Cerâmica Taquari Construções LTDA, com sede em Bento Gonçalves, na serra gaúcha. A decisão do despejo  foi tomada pela juíza Marlene Marlei de Souza, da 12ª Vara Cível do Foro Central.

    O que ainda resta da casa, só pode ser fotografado através da janela / JÁ
    O que ainda resta da casa, só pode ser fotografado através da janela / JÁ

  • Restaurante Popular de Porto Alegre reabre nesta quinta-feira com almoço a R$ 1,00

    Fechado desde junho de 2013, o Restaurante Popular de Porto Alegre, que serve refeições a R$ 1,00, será reaberto na quinta-feira (24). O anúncio foi feito pela Prefeitura na manhã de hoje (22).
    O antigo endereço, na frente da rodoviária, havia fechado as portas em junho de 2013. Desde agosto, o serviço era oferecido de forma provisória no albergue da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), mas a capacidade estava limitada a 350 pessoas por dia.
    A sede definitiva, localizada na rua Santo Antônio 64, no bairro Floresta, atenderá até 600 pessoas por dia.
    A responsável pelas refeições continuará sendo a empresa Mix Refeições Corporativas.
    O novo espaço irá abrigar o Centro de Referência de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, que vai proporcionar avaliação nutricional.
    O local, gerenciado pela Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cosans), da Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SMDH),  também irá oferecer oficinas que visam a capacitação profissional dos usuários do restaurante.
    O custo total do projeto custará em torno de R$ 1,7 milhões, por ano, sendo R$ 900 mil para o Estado e o restante ao município, com contrato inicial por cinco anos.

  • Passagem mais cara leva duas mil pessoas a protesto na Capital

    FELIPE UHR
    O aumento relâmpago da tarifa do transporte coletivo de Porto Alegre – que subiu de R$ 3,25 para R$ 3,75 para ônibus e chegou a R$ 5,60 nas lotações nesta segunda-feira (22) – provocou uma reação imediata e de impacto dos movimentos sociais.
    Provocado pelo reajuste, o Bloco de Lutas conseguiu levar duas mil pessoas para o protesto no final da tarde, número quatro vezes superior ao que foi às ruas na última quinta-feira.
    Assim como em outras ocasiões, os manifestantes se reuniram na frente da Prefeitura Municipal, de onde partiram em marcha pelo Centro Histórico, bloqueando ruas e causando atraso em diversas linhas de ônibus entre as 18h30 até as 21h.
    Os jovens eram ligados a movimentos estudantis, sociais e partidos políticos. Era possível identificar também alguns anarquistas em meio a multidão que ao longo da caminhada picharam muros e paredes.
    Durante o trajeto músicas como “Somos, somos do povo, e esse aumento, iremos derrubar!”  ou “Fortunati, ladrão, mais um aumento não!” e “Mãos ao alto, esse aumento é um assalto” foram escutadas diversas vezes.
    Os manifestantes iniciaram a concentração por volta das 17h. As 18h30 saíram em caminhada, rumando para o Terminal Parobé e depois seguindo pela Av. Júlio de Castilhos, Viaduto da Conceição, Osvaldo Aranha, Av. Salgado Filho e por fim, Borges de Medeiros, até chegar no Largo Zumbi dos Palmares, onde a marcha se dispersou por volta das 21 horas.
    PSOL ingressa com ação para barrar aumento

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    Sigla espera repetir feito de 2013, quando reverteu reajuste | Samir Oliveira/Divulgação

    Enquanto o Bloco de Lutas se concentrava diante do Paço Municipal, outra frente de ação tentava barrar através da Justiça o reajuste nas tarifas dos ônibus e das lotações.
    É que tentando repetir o feito de 2013, quando conseguiu reverter o aumento da passagem implementado pela Prefeitura, o PSOL ingressou com uma ação cautelar pedindo a suspensão dos novos valores.
    Dois vereadores da sigla – Fernanda Melchiona e Alex Fraga -, além do deputado estadual Pedro Ruas e da pré-candidata à prefeitura Luciana Genro, protocolaram o pedido no Fórum.
    O partido entende que o aumento é abusivo por estar bastante acima da inflação e também ilegal, uma vez que a própria licitação do transporte coletivo está sendo questionada judicialmente pela sigla.
    Veja mais fotos do protesto

  • Tabajara Ruas e o prazer do cinema: ainda há vagas

    Oficina para quem ama o cinema ou lida com a narrativa em suas diversas formas. Desenvolvida em quatro encontros de três horas cada, num total de 12 horas, a oficina busca orientar os primeiros passos da aventura para quem aspira tornar-se roteirista, cineasta, videomaker, ou apenas para quem sente prazer em degustar um bom filme ou apreciar uma boa história.
    Tabajara Ruas fala sobre o cinema clássico americano, seu sistema de grandes estúdios, e ainda revela sua experiência pessoal, como um realizador gaúcho. As aulas buscam apresentar as formas de ler um filme em sua linguagem simbólica. Fornece pistas e chaves sobre os segredos da produção, do roteiro e das demais seções de um filme: montagem, música, figurino, maquiagem, etc.
    Exibição e comentários dos filmes:
    Crepúsculo dos deuses, 1951, de Billy Wilder
    Assim estava escrito, 1952, de Vincent Minelli
    A condessa descalça, 1953, de Joseph Mankiewicz
    Os senhores da guerra, 2015, de Tabajara Ruas
    Informações deste Evento
    Docente(s): Tabajara Ruas
    Quando: Dias 22, 23 e 29 de fevereiro e 01 de março de 2016, segundas e terças-feiras, 18h às 21h
    Vagas disponíveis: 20
    Duração: 12h (3h por aula)
    Valor(es):
    R$765,00 (Público geral)
    R$645,00 (Professores e estudantes)