Autor: da Redação

  • Cisne Branco afundado, simbolo de um desastre climático

    O naufrágio do barco Cisne Branco, ícone de Porto Alegre por seus passeios turísticos e festas embarcadas, tornou-se um fato simbólico do impacto que a tempestade da noite de sexta-feira terá na vida da cidade.
    Fotografias, publicadas pelo JÁ em primeira mão,  mostram a embarcação,por volta das 23 horas totalmente submersa no Guaíba e virada de lado.
    Vai demorar para que se tenha uma avaliação geral dos danos, além da visível queda de árvores, numa quantidade nunca registrada.  Mesmo depois que for tudo avaliado, ficará a pergunta: quando vai acontecer de novo?
    O relato a seguir foi feito pela repórter Naira Hofmeister, na sexta-feira e publicado minutos antes que a cidade ficasse sem energia e comunicação, como, em parte, parte continua. .

    Embarcação não aguentou fortes ventos e tombou
    Embarcação não aguentou fortes ventos e tombou

     
     
    O vento sul encheu o Guaíba muito rapidamente. As rajadas atingiram quase 90 km/h na região do aeroporto.
    Nas ruas do Centro Histórico o trânsito ficou caótico, com automóveis andando na contramão para fugir das ruas inundadas. Muitos motores não aguentaram e pararam de funcionar.
    Pouco antes da meia-noite, a chuva parou; em seguida cessaram os ventos e o trânsito foi normalizando, apesar da falta de luz.
    No lugar do caos instalado, passaram a soar as sirenes e alguns brigadianos eram vistos auxiliando moradores com problemas.

  • Descida da Borges e venda de ingressos marcam inicio do Carnaval

    Acontece hoje a partir das 21 o último dia da famosa descida da Borges. Desfilarão as três primeiras escolas colocadas do Grupo Especial de 2015: Samba Puro, União da Vila do IAPI e Embaixadores do Ritmo. Dia 15 e 22 de janeiro desfilaram as demais escolas.
    Os desfiles aconteciam na Avenida Borges de Medeiros até 1960. O evento tem o intuito de resgatar os velhos tempos. “O espírito do Carnaval no Centro não pode se apagar e deve ser permanentemente renovado. A Borges de Medeiros é um marco do Carnaval, destacou o coordenador de Manifestações Populares da Prefeitura de Porto Alegre, Joaquim Lucena.”
    venda de ingressos começa amanhã
    Os ingressos antecipados para o Carnaval de 2016 começam a ser vendidos neste sábado, dia 30 e neste domingo, 31. As entradas podem ser adquiridas no Centro Municipal de Cultura (av. Érico Veríssimo, 307), das 9h até as 17h. Os ticktes restantes serão disponibilizados nas bilheterias do Complexo Cultural do Porto Seco, nos dias de desfiles.
    Para o dia 5 de fevereiro, os ingressos custam R$ 10, para o dia 6, R$ 15, para o dia 9, R$ 10, e para o Grupão custam R$ 5. Crianças até seis anos não pagam. A venda será feita exclusivamente em dinheiro, no limite de dois ingressos para cada pessoa na fila. Ensaios serão gratuitos.
    Calendário de Desfiles 2016
    02/02 – Ensaio Técnico (Muamba)
    Ordem dos desfiles
    20h30 – Imperadores do Samba
    21h30 – Unidos de Vila Isabel
    22h30 – Unidos do Capão
    23h30 – Acadêmicos de Gravataí
    00h30 – Imperatriz Dona Leopoldina
    03/02 – Ensaio Técnico 
    20h30 – Embaixadores do Ritmo
    21h30 – Bambas da Orgia
    22h30 – Império da Zona Norte
    23h30 – União da Vila do IAPI
    00h30 – Estado Maior da Restinga
    05/02 – Desfile primeira noite
    21h25 – Mocidade da Lomba do Pinheiro
    22h15 – Filhos da Candinha
    23h05 – Fidalgos e Aristocratas
    00h00 – Academia de Samba Puro
    00h55 – Copacabana
    01h50 – Academia de Samba Praiana
    02h45 – Unidos do Capão
    03h50 – Imperatriz Dona Leopoldina
    04h55 – Acadêmicos de Gravataí
    06/02 – Desfile segunda noite
    20h45 – Esporte dá Samba
    22h45 –  Bambas da Orgia
    23h50 – Estado Maior da Restinga
    00h55 – Embaixadores do Ritmo
    02h00 – Império da Zona Norte
    03h05 – Unidos de Vila Isabel
    04h10 – União da Vila do IAPI
    05h15 – Imperadores do Samba
    07/02 – Desfile terceira noite
    21h05 – Tribo Os Guaianazes
    21h55 – Tribo Os Comanches
    22h45 – Protegidos da Princesa Isabel
    23h40 – Unidos de Guajuviras
    00h35 – Império do Sol
    01h30 – Realeza
    02h25 – Acadêmicos da Orgia
    03h20 – União da Tinga
    04h15 – Unidos da Vila Mapa
    05h10 – Escola de Samba da Glória
    08/02 – Complexo Cultural do Porto Seco

  • Vereadores discutem comitê de segurança ante a escalada da violência em Porto Alegre

    Um comitê metropolitano de segurança é a proposta da Câmara de Vereadores de Porto Alegre para enfrentar a escalada da criminalidade que levou a cidade ao 43º lugar entre as cidades mais violentas do mundo.
    A proposta foi apresentada pelo presidente da Câmara Municipal, Cássio Trojildo, em audiência publica com especialistas de segurança, sindicalistas e vereadores da região Metropolitana.
    A primeira reunião será em 17 de fevereiro, às 9 horas, na Câmara da Capital.
    O coordenador da resiliência em Medellin, na Colômbia, Santiago Uribe, falou da experiência exitosa que retirou a cidade da lista das mais violentas do mundo.
    Uribe falou sobre a situação vivida na Colômbia: “Não existe fórmula pronta, mas é preciso ter prioridade para haver resultado. Foram 30 anos de investimentos pesados”, destacou.
    Apesar do Comitê ser uma iniciativa do legislativo da capital  serão convocadas entidades empresariais, associações de moradores, sindicatos e o poder público de toda região metropolitana.
    Críticas ao governo foram feitas
    Na reunião, sobraram críticas ao governo estadual. “A Secretaria de Segurança do Estado utiliza uma inteligência artificial.” criticou o vereador Maurício Dziedricki (PTB)
    O ex-chefe de Polícia Ranolfo Vieira Júnior foi mais enfático:”A curto prazo, precisamos nomear os concursados da Brigada Militar e da Polícia Civil; a médio prazo, a construção de mais presídios; e a longo prazo, mudança na legislação penal”.
    Para o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar (Abamf), Leonel Lucas,  o governo do Estado pode deve retirar PMs que estão sem atuar e fazem até mesmo limpeza dentro da academia da BM e colocar na rua.
     

  • Obras se arrastam no corredor da Protásio Alves

    Previstas para a Copa do Mundo de 2014, as obras no corredor de ônibus das avenidas Osvaldo Aranha e Protásio Alves ainda se arrastam.
    As obas fazem parte do projeto de implantação dos chamados BRTs – os corredores de ônubus especiais.
    Os últimos trechos começaram a ser reformados no início deste mês. A nova previsão é que até março a reforma esteja concluída.
    Dos sete quilômetros do corredor, do início da Osvaldo Aranha, na esquina com a Sarmento Leite, até a esquina da Protásio Alves com a Saturnino de Brito, apenas dois pontos ainda não tiveram a pavimentação substituída por concreto: a esquina da Osvaldo Aranha com a Paulo Gama e o trecho da Protásio entre as ruas Santa Cecília e Lucas de Oliveira.
    Entretanto, há pontos que já foram concluídos, apresentaram problemas e precisaram ser refeitos: em frente ao restaurante Barranco, próximo à Igreja São Sebastião e na altura da avenida Cristiano Fischer, que está em obra atualmente.

    Os ônibus precisam desviar do corredor e disputar espaço com os carros
    Os ônibus utilizar a pista comum e as viagens acabam atrasando

    Em função das obras, trechos do corredor estão isolados e os ônibus precisam disputar espaço com os carros na pista comum. Quando o ônibus sai do centro, a cobradora Cristina Santana já sabe que não vai conseguir cumprir o horário de chegada ao fim da linha e que, consequentemente, a viagem bairro-centro vai atrasar. O resultado, ao fim do expediente, é uma diminuição no número de corridas.
    Cristina afirma que os chefes toleram os atrasos ocasionados pelos desvios, mas os passageiros reclamam se o ônibus não passa no horário da tabela.
    “Nos momentos mais críticos da obra a corrida chegava a atrasar meia hora”, conta Cristina, que há dez anos trabalha na linha Rápida Protásio. Diariamente, ele percorre o corredor, nos dois sentidos, diversas vezes.
    Obras causam transtornos ao comércio local
    Para Alan Birk, os problemas são só a poeira e o barulho
    Para Alan Birk, os problemas são só a poeira e o barulho

    Alan Birk é proprietário de uma padaria localizada atrás do ponto de ônibus da Vicente da Fontoura, no sentido bairro-centro.
    Para ele, o movimento não foi afetado e teve até um pequeno aumento, pois, com a parada interditada, uma outra foi colocada provisoriamente bem em frente ao seu estabelecimento.
    Para Birk, os problemas são somente aqueles comuns a qualquer obra: barulho e sujeira. “A poeira atrapalha. Ontem bateu um vento forte e eu tive que fechar as portas.”
    Do outro lado da avenida, seu vizinho Leocir Brancher tem uma impressão diferente. Brancher é proprietário de uma fruteira atrás da parada do sentido centro-bairro. A prefeitura informou os comerciante e moradores que a parada vai mudar de lugar. Será recolocada logo após a esquina da Lucas de Oliveira. O comércio local deve sentir o efeito desta mudança.
    “Estou aqui há 25 e vi se formar uma pequena concentração de estabelecimentos comerciais, muito em função da parada. Com a mudança, o movimento deve cair.” Na quadra entre a Santa Cecília e a Vicente, além da fruteira, há um brechó, dois bazares, duas farmácias, pequenas lojas de roupa, um bar, uma ótica e um pequeno centro comercial.
    Estes comércios atendem aos moradores do entorno, mas boa parte da clientela é formada por quem desce do ônibus, como os alunos do colégio Santa Cecília e os funcionários do Zaffari.
    Enquanto Brancher conversava com a reportagem, uma passageira desavisada procura a parada provisória. Acontece que, no sentido centro-bairro, não foi instalado um ponto provisório e os usuários precisam se deslocar até o próximo.
    “O primeiro dia sem a parada eu abri as portas e era outra coisa. Não tinha aquele movimento, aquele burburinho que a gente está acostumado.”
    Leocir Brancher teme que o movimento caia com a mudança de local da parada de ônibus
    Leocir Brancher teme que o movimento caia com a mudança de local da parada de ônibus

  • Ultimos cinco anos foram os mais quentes da história

    A temperatura média da superfície global em 2015 quebrou todos os recordes  já registrados anteriormente. Pela primeira vez a temperatura média da terra ficou um grau centígrado acima da era pré-industrial.
    As informações são da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgadas na segunda-feira (25). .
    “Um El Niño excepcionalmente forte e o aumento das emissões de gases de efeito estufa juntaram forças provocando um efeito dramático sobre o sistema climático em 2015”, afirmou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.
    Ele explicou que os efeitos do fenômeno El Niño acabarão nos próximos meses, mas os impactos das mudanças climáticas provocadas por intervenção humana se manifestarão por muitas décadas.
    “As alterações do clima terão crescentes impactos negativos, pelo menos, durante as próximas cinco décadas”, acrescentou.
    O período de 2011-2015 foi o período de cinco anos com as mais altas temperaturas já observadas.
    Para Taalas, é necessário investir na adaptação às mudanças climáticas, aumentando a capacidade dos países de prover melhores alertas preventivos antes de desastres para minimizar as perdas humanas e econômicas.
    “Teremos uma chance de permanecer dentro do limite máximo de 2 graus, se os compromissos feitos nas negociações sobre mudanças climáticas em Paris e, além disso, uma maior redução do nível de emissões for alcançada, afirmou, referindo-se ao aumento de temperatura que a comunidade internacional se comprometeu a não ultrapassar.
    O relatório completo sobre o clima em 2015 será apresentado pela OMM em março deste ano.
    Fonte: ONU Brasil.

  • "A crise na segurança tem nome", diz sindicato dos policiais

    Representante de cinco mil policiais civis, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul divulgou uma nota oficial com o título:“Várias verdade para contar uma grande mentira”.
    O alvo é a série de reportagens do jornal Zero Hora sobre o colapso da segurança pública no Estado..
    “Nossa contestação é que eles falam da segurança como se não houvesse nenhum responsável”, disse ao JÁ o presidente da entidade Isaac Ortiz.
    “Tem responsável, sim” afirmou Ortiz. “Se chama Jose Ivo Sartori, do PMDB, e toda sua base. É claro que a criminalidade está explodindo em todo o Brasil, mas aqui, além disso, o governo corta as verbas já escassas, criando uma situação insustentável”.
    “O vice-governador disse que ‘tudo a seu tempo’. Mas será que a vida pode esperar este tempo? Quantas vidas serão ceifadas até que o estado tenha condições de combater a criminalidade”, questionou.
    Segundo ele, a reclamação dos policiais civis não tem a ver com a questão salarial.

    Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm/Sindicato
    Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm/Sindicato

    O sindicato reconhece que existe uma crise estrutural na segurança pública no país inteiro, falta de uma política para a área nos âmbitos municipal, estadual e federal.
    Mas considera que “a crise específica do Rio Grande do Sul, que é mostrada na matéria de Zero Hora, é fruto da política homicida do governo Sartori.”
    A nota afirma ainda que os investimentos do atual governo do estado “beiram o ridículo” e critica a opção do jornal por usar dados relativos aos últimos cinco anos e não apenas à 2015.
    “Fica claro, para um olhar mais atento, que a intenção é diluir a responsabilidade do governo Sartori/PMDB.”
    A nota apresenta números mostrando a drástica redução dos recursos para áreas essenciais em 2015.
    Em equipamento e materiais permanentes, por exemplo, o valor caiu de R$ 92,9 milhões, em 2014, para R$ 39,3 milhões em 2015
    Em obras e instalações, a diminuição é ainda mais gritante. Em 2014, foram investidos R$ 123,8 milhões, enquanto em 2015, o valor caiu para R$ 9,4 milhões.
    Aprovados em concurso fazem churrasco de protesto em frente ao Piratini
    Outra reivindicação importante, não somente dos policiais civis, mas de todas as categorias da segurança púlica, é a nomeação dos aprovados no último concurso público para a área, realizado em 2013.
    O evento é motivado pelo aniversário do decreto 52.230, do governador Sartori, que congelou investimentos e barrou contratações e nomeações no executivo.
    Nesta quinta-feira, a partir das 10h30, trabalhadores da segurança pública e os aprovados no concurso de 2013, se concentram em frente ao Palácio Piratini com suas churrasqueiras. O objetivo é convocar a população gaúcha a pressionar o governador pela convocação dos novos policiais. “O evento é aberto a todo mundo, porque a questão da segurança pública não diz respeito só aos aprovados”, explica Issac Ortiz.

  • Exposição apresenta imagens do acervo do jornal Última Hora

    O Museu da Comunicação Hipólito José da Costa apresenta, a partir desta sexta-feira (29), a exposição “Última Hora: imagens de um acervo.” A mostra traz 90 imagens do acervo do jornal, recuperadas pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, em parceria com a Associação Amigos de Arquivo e com patrocínio da Petrobrás. A exposição já passou por São Paulo e Rio de Janeiro.
    A iniciativa prevê ainda a digitalização de todas ampliações fotográficas do acervo, que já teve mais de 40 mil documentos digitalizados e disponibilizados na internet. Além da digitalização, o acervo será reorganizado, higienizado e acondicionado.
    Em 1989, o Arquivo Público do Estado de São Paulo adquiriu o fundo Última Hora, composto por uma coleção de periódicos, 2.140 ilustrações originais (charges, caricaturas e desenhos), 600.000 negativos fotográficos em preto e branco e 166.000 ampliações fotográficas em gelatina e prata sobre papel.
    O jornal Última Hora foi fundado no Rio de Janeiro em junho de 1951, pelo jornalista Samuel Wainer. Durante sua existência, consolidou uma linha editorial inovadora, além de inovações estéticas e temáticas que introduziram no país uma imprensa mais popular. Nas palavras se seu criador, se tratava de “um jornal de oposição á classe dirigente e a favor de um governo”, o de Getúlio Vargas.
    A abertura da exposição será nesta sexta-feira, dia 21, às 19h, no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, localizado na Rua dos Andradas, 959, esquina com a rua Caldas Júnior. A mostra pode ser visitada gratuitamente até o dia 1º de abril, de terças a sábados, das 9h às 18h.

  • Bolsonaro vive dias de candidato em Porto Alegre

    O deputado Jair Bolsonaro viveu em Porto Alegre por dois dias uma prévia do que será a sua campanha como candidato da direita militarista à presidência da República em 2018.
    Ele ainda não se declara candidato (provavelmente terá que trocar de partido), mas sua visita à cidade foi preparada através de redes sociais e uma claque de umas 200 pessoas estava no Aeroporto Salgado Filho para recebê-lo.
    Em seguida participou de várias entrevistas previamente agendadas em emissoras locais.
    À noite participou de um jantar em homenagem ao general Hamilton Mourão, destituído do Comando Militar do Sul em outubro do ano passado por fazer declarações políticas em evento num quartel em Santa Maria.

    Durante o tumulto, um homem foi derrubado por manifestantes pró-Bolsonaro e agredido no chão / Foto Correio do Povo
    Durante o tumulto, um homem foi derrubado por manifestantes pró-Bolsonaro e agredido no chão / Foto Correio do Povo

     
    Nesta terça-feira à tarde participou de uma audiência pública na Assembléia Legislativa, que começou com conflito.
    Manifestantes ligados à causa LGBT, movimentos de mulheres e de defesa dos direitos humanos promoveram um “beijaço”, como forma de protesto contra as posições homofóbicas do deputado.
    Os manifestantes já se retiravam do auditório Dante Barone quando começaram as agressões. Segundo relatos dos presentes, a briga começou quando um manifestante pró-Bolsonaro agrediu uma manifestante do outro grupo.
    Os defensores de Bolsonaro chegaram a derrubar e agredir um homem no chão.
    Um repórter do Jornal do Comércio foi agredido com um soco no rosto por um senhor que o chamou de comunista. Outros profissionais da imprensa foram hostilizados e intimidados a deixarem o local sob gritos de “vendidos”. Um manifestante carregava um cartaz com um trocadilho entre RBS e PSol, sugerindo que a maior empresa de comunicação do estado seja de esquerda.
    Após o tumulto, a porta que dá acesso ao auditório Dante Barone foi fechada pela segurança da casa e os manifestantes contrários ao deputado, impedidos de acessar o local.
    Quem tentava entrar, ouvia dos seguranças da casa um pequeno questionário: É LGBT? É a favor ou contra o deputado Bolsonaro?
    Do lado de dentro, a plateia era toda composta por apoiadores do deputado Jair Bolsonaro, que aplaudiam efusivamente as manifestações ao microfone, sobretudo quando estas acabavam em “fora PT”.
    Do lado de fora, os manifestantes contrários relatavam as agressões e reclamavam da restrição ao acesso.
    Direita recebe Bolsonaro como candidato
    Na chegada ao aeroporto, segunda-feira, Bolsonaro foi recebido por um grupo de cerca de duzentas pessoas. Estapeou um boneco inflável com a imagem da presidente Dilma Rousseff e foi carregado por apoiadores que traziam instrumentos musicais e cartazes e cantavam “vamos para a rua para derrubar o PT” e “Queremos Bolsonaro presidente do Brasil”.
    Ao longo de segunda e terça-feira, deu entrevistas em diversos meios de comunicação.
    Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, o deputado sinalizou com a possibilidade de trocar o PP pelo PSC para concorrer à presidência da República em 2018. A vaga para presidenciável no PSC estaria entre ele o deputado Edvaldo Dias Pereira, conhecido como Pastor Everaldo. Durante a entrevista, houve aglomeração em frente o estúdio e era possível ouvir diversos gritos de “fascista” e “mito”, além de hostilidades dirigidas ao repórter que colhia depoimentos do lado de fora.
    O motivo da vinda de Bolsonaro a Porto Alegre, em meio ao recesso parlamentar, seria a troca do Comando Militar do Sul. O general Antonio Hamilton Martins Mourão foi afastado após fazer declarações polêmicas, em outubro passado, quando convocou militares da reserva para o “despertar de uma luta patriótica”. Para o seu lugar, foi designado o general Édson Leal Pujol, que foi comandante das tropas brasileiras no Haiti e estava na Secretaria de Economia e Finanças do Exército.
    O evento “O atual cenário político brasileiro” foi promovido pela bancada do PP na Assembleia e contou com a presença dos deputados federais Luis Carlos Heinze e Covatti Filho, e estaduais Sérgio Turra, Adolfo Brito e João Fischer, todos do PP.

  • Começam inscrições para programa de financiamento estudantil

    As inscrições para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do primeiro semestre de 2016, estão abertas a partir desta terça-feira (26) e devem ser feitas até a próxima sexta-feira (29). Essas datas foram estabelecidas pelo Ministério da Educação na semana passada, com a publicação de calendário no Diário Oficial da União.
    As inscrições serão realizadas somente pela internet. Cada estudante poderá optar por um único curso e turno, dentre aqueles com vagas ofertadas. O resultado da pré-seleção na chamada única e a lista de espera serão divulgados em 1º de fevereiro.
    Para o processo seletivo do Fies, somente poderão se inscrever aqueles que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e obtido média igual ou superior a 450 pontos, nota na redação superior a zero.
    Outra exigência é possuir uma renda familiar bruta per capita de até dois salários mínimos e meio. O estudante poderá se inscrever para um único curso e turno dentre as vagas ofertadas no processo seletivo.
    O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em cursos superiores não gratuitas na forma da Lei 10.260/2001. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.

  • Música e Nativismo levaram metade da LIC em 2015

    Música e Nativismo (Tradição e folclore) foram o destino de 51% dos investimentos em Cultura, através da LIC (Lei de Incentivo à Cultura), no Rio Grande do Sul. A informação é do relatório de gestão, com o balanço de 2015, apresentado no início deste mês pela Secretaria de Cultura do Estado. O valor total é de R$ 35 milhões, obtidos pela LIC, através do abatimento de impostos das empresas que financiam os projetos culturais aprovados. Destes, 31% são destinados à música e 20% às manifestações culturais nativistas.
    Setores como cultura popular, carnaval de rua, dança, teatro, artesanato e artes visuais somam dez por cento dos projetos aprovados.
    O governo não interfere diretamente na escolha desses projetos. A responsabilidade é do Conselho Estadual de Cultura, formado por 24 membros. Dois terços dos conselheiros são eleitos por entidades representativas culturais e um terço, pelo governador do Estado.
    O secretário da Cultura, Victor Hugo, diz que não pode avaliar as decisões do Conselho. “Apenas respeito, mas a nossa pasta trabalha para que a distribuição dos recursos seja a mais justa possível”, diz o secretário.
    A LIC financiou 199 projetos, alcançando 169 municípios no ano passado. O governo também disponibiliza através do site do Pró-Cultura todos os projetos beneficiados, o valor captado para o evento e qual empresa patrocinou.
    Confira abaixo a divisão dos recursos da LIC em 2015:
    Sem título