A organização do Fórum Social Mundial desconfirmou a apresentação do músico Chico César na abertura do evento. Segundo a organização, a vinda do artista não foi possível em razão da retirada do apoio do Ministério da Cultura ao evento. O Minc teria oferecido apoio e se comprometido com uma verba de R$ 120 mil, que se destinaria para as apresentações artísticas.
A tradicional marcha de abertura acontece nesta terça-feira. A concentração inicia às 15h no Largo Glênio Peres e a caminhada deve sair às 18h. O trajeto segue pela avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares.
O show de abertura está previsto para as 20h. Se apresentarão o rapper Moysés, o músico gaúcho Nei Lisboa e o grupo Rock de Galpão.
Resposta do Ministério da Cultura:
O Ministério havia sinalizado com a possibilidade de apoio à programação cultural, mas a efetivação do apoio dependia de condições objetivas. Entramos em contato com a produção de Chico Cesar para solicitar agenda e documentação.
Dá-se que, apenas na quinta-feira, 14/01, é que os documentos chegaram para que se fechasse o projeto e a justificativa para colhermos sua autorização para abertura do processo de contratação por inexigibilidade. Como o tempo ficou exíguo, ficou impossibilitada a realização dos espetáculos.
Ademais, o Ministério não teve ainda autorização do Ministério do Planejamento para início de execução orçamentária, o que impedia o empenho dos recursos necessários à realização do show.
Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura
Autor: da Redação
Sem apoio do Minc, Chico César não vem para abertura do Fórum
Boaventura recebe título de cidadão de Porto Alegre nesta quarta
O sociólogo Boaventura de Sousa Santos será homenageado com o título de Cidadão de Porto Alegre. A cerimônia acontece nesta quarta-feira, às 11h, na Câmara de Vereadores.
O título foi proposto pelo gabinete do vereador Carlos Comassetto e aprovado pelo plenário da casa em 2012, mas os vereadores aguardavam uma ocasião oportuna para a realização da cerimônia. Para Comassetto, há pelo menos três diretrizes que justificam a homenagem:
“Boaventura é um defensor da democracia participativa e um expoente mundial do tema; é também um dos construtores do Fórum Social, tendo participado desde a primeira edição; além disso, é um dos expoentes mundiais numa luta contra xenofobia e toda forma de discriminação.”
Antes, às 9h, Boaventura participa da mesa “Crise da representatividade e as novas formas de participação”. Outros nomes confirmados para a atividades são o do ex-governador Tarso Genro, da deputada Manuela D’ávila e da antropóloga da UFRJ Alana Moraes.
Boaventura já está em Porto Alegre e participou, na manhã de domingo, da abertura do Fórum Social de Educação Popular.Fórum Social terá linha circular de ônibus gratuita
A Carris disponibilizará uma linha de ônibus especial para os participantes da edição comemorativa de 15 anos do Fórum Social Mundial. A linha percorrerá os principais locais de atividades e será gratuito para quem apresentar o crachá de inscrição.
A Linha Circular Carris Fórum Social vai funcionar de 19 a 23 de janeiro entre 8h30 e 19h, passando pelo Parque Harmonia, Assembleia Legislativa, Hotel Embaixador, Redenção, Largo Zumbi dos Palmares e Câmara dos Vereadores.
Pontos de Embarque/Desembarque:
Parada Câmara de Vereadores (Lado da Câmara de Vereadores)
Parada Assembleia Legislativa (Frente da Assembleia Legislativa)
Parada Hotel Embaixador (Rua Duque de Caxias esq. Rua Vigário José Inácio)
Parada Auditório Araújo Viana (Av. Osvaldo Aranha)
Parada Expedicionário (Rua José Bonifácio)
Parada Largo Zumbi dos Palmares (Primeira Perimetral)
Parada Acampamento das Juventude (Lado da Justiça Federal)
Horários:
8h30
9h00
9h30
10h00
11h00
12h00
13h00
14h00
17h30
18h00
18h30
19h00
Segurança em Porto Alegre: faltam guardas em escolas e postos de saúde
A proposta de integrar a Guarda Municipal ao trabalho das forças policiais do Estado (Polícia Civil e Brigada Militar) no combate à criminalidade em Porto Alegre provocou a manifestação de dois sindicatos – dos municipários e dos servidores da Guarda Municipal.
Em nota conjunta, no dia 8 de janeiro, reclamaram que os servidores não estão participando das discussões.
“Antes mesmo da lei que regulamentou as guardas municipais, em 2010, a categoria reivindica a definição de sua atuação na estrutura de segurança”, diz a nota.
A nota desmente o vice-prefeito Sebastião Melo a respeito da atuação da Guarda Municipal junto às escolas e postos de saúde:
“Ao contrário do que foi manifestado pelo vice-prefeito, Sebastião Melo, em suas entrevistas, a Guarda não está presente nas 98 escolas”
“Apenas uma parte da rede municipal de ensino, muito abaixo da necessidade, conta com o serviço da Guarda, e, destas, somente algumas escolas contam com a Guarda 24 horas”
“Muitas são atendidas em função de ocorrências e chamados”..
“A Guarda também não supre as necessidades de segurança na rede municipal de saúde. Não há agentes da Guarda em nenhum posto de saúde, com exceção do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, mas somente depois do episódio de violência registrado no local”.
“Os postos contam com serviço de portaria terceirizado”.
A nota dos sindicatos não teve repercussão na imprensa (ele não são anunciantes) e não consta que mereceu resposta, apesar da gravidade do que é denunciado.
Livro discute rumos da terceirização do trabalho
GERALDO HASSE
O gaúcho Oscar Krost, que exerce desde 2007 o cargo de juiz do trabalho no vale do Itajaí, pelo TRT fs 12ª Região/SC, vai lançar no dia 19 de fevereiro em Blumenau o livro O AVESSO DA REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA: A ‘Terceirização’ de Serviços por ‘Facções’, cujo conteúdo se baseia em pesquisa de mestrado desenvolvida no biênio 2014/15 na Universidade Regional de Blumenau.
Em edição independente, a obra de 230 páginas será lançada nas próximas semanas também em Joinville, Florianópolis, Criciúma e Porto Alegre, a cidade natal do juiz, mas não será comercializada em livrarias ou sites, só podendo ser adquirida por R$ 25 pela internet junto ao autor (oscarkrost@hotmail.com).
Oscar Krost (ao centro): a terceirização desde as origens
O prefácio é do desembargador Ricardo Martins Costa, do TRT da 4a Região/RS.
Além da pesquisa em livros e arquivos públicos e privados, o texto se baseia em entrevistas com trabalhadores, sindicalistas e procuradores do trabalho.
É, portanto, um trabalho atual mas calçado num levantamento histórico que remonta ao início da Revolução Industrial, considerado o marco inicial de 200 anos do capitalismo.
Em um dos anexos do livro, Krost reproduz artigo de 2007, no qual detalha os fundamentos legais da responsabilidade civil dos tomadores de serviços de “facções”, que se tornaram dominantes sobretudo nos setores têxtil e calçadista, com efeitos negativos na renda e saúde dos trabalhadores.
Recém-chegado a Blumenau, o juiz estava impressionado com a dimensão alcançada pela terceirização na capital nacional dos têxteis.
A terceirização do trabalho é antiga na zona rural, onde proliferam os “gatos” que contratam trabalhadores volantes, os bóias-frias ou safristas.
Nas cidades brasileiras, a intermediação de contratos foi iniciada oficialmente no setor bancário na época da ditadura militar (1964/85), quando o Banco do Estado de São Paulo criou uma empresa de serviços (Baneser) que contratou guardas armados para proteger agências bancárias de assaltos (hoje as empresas de segurança compõem um exército informal de 1,6 milhões de pessoas).
Na mesma tacada, o banco paulista (privatizado para o Santander no final do século XX) passou a contratar pessoal de limpeza, prática que se generalizou e se estendeu a outras áreas, desde que restritas às atividades-meio, nunca às atividades-fim das empresas, conforme os parâmetros estabelecidos pela Justiça do Trabalho, que segue usando como referência básica a Consolidação das Leis do Trabalho, de maio de 1943.
As empresas têxteis de Blumenau aderiram em massa à terceirização, retalhando a produção em facções que podiam se subdividir ao sabor de interesses patronais e necessidades operárias.
Um dos marcos da luta sindical blumenauense contra a exploração em cadeia foi a greve operária de 1989, a maior da história de Santa Catarina.
Greve de Blumenau em 1989: a maior já registrada em Santa Catarina
Tantos anos depois, desenrola-se uma polêmica em torno da terceirização dos contratos de trabalho.
De um lado, alegando que o Direito do Trabalho se tornou anacrônico no mundo moderno, os empresários reclamam maior liberdade de contratar e demitir.
De outro, amparados por sindicatos ou cooperativas de mão-de-obra, os trabalhadores pedem proteção e segurança, pois está provado por inúmeras pesquisas que a subcontratação não é boa para ninguém, a longo prazo.
Alinhado com a ideia da humanização do mercado de trabalho, o livro de Krost vai no contrafluxo do esforço empresarial para flexibilizar a contratação de trabalhadores, justamente no momento em que o Congresso brasileiro está na iminência de aprovar uma lei que liberaliza ainda mais os contratos de trabalho.
Em palestras para estudantes e sindicalistas, tentando ser didático, o juiz Krost compara a legislação trabalhista a um ovo, que se compõe de três partes: a casca, a clara e a gema. A metáfora do ovo foi criada pela professora Carmen Camino, juíza inativa do TRT gaúcho, que se baseou na doutrina de José Martins Catharino sobre os três níveis normativos do campo trabalhista.
Em entrevista ao JÁ, Oscar Krost decodificou o ovo trabalhista.
JÁ – Vamos começar pela gema.
KROST – No núcleo do ovo (a gema), estão as regras inegociáveis, sem margem para modificação ou negociação por empregados ou patrões. Exemplos: salário mínimo, adicional de insalubridade ou periculosidade em situações de nocividade ou risco, descanso semanal remunerado, férias e 13o salário, para ficar no mais óbvio.
JÁ – São os direitos básicos. E a clara do ovo?
KROST – A clara constitui o segundo plano, mais afastado do núcleo, onde ficam os direitos previstos em lei, mas que o legislador deixou às partes possibilidades de efetivá-los ou não, pela via individual, em termos de contrato de trabalho. Exemplos: vale-transporte (utilizável ou não), alimentação (in natura ou espécie), plano de saúde, férias coletivas e, até bem pouco tempo, o FGTS dos domésticos. Uma vez negociados, esses direitos não podem ser modificados em prejuízo do trabalhador, passando a se tornar rígidos como os direitos do núcleo.
JÁ – E a casca do ovo?
KROST – Mais longe do núcleo e do segundo nível, está o terceiro e último. Totalmente maleável, desde que não ofenda o núcleo rígido, valendo totalmente a autonomia da vontade. Sindicatos podem negociar absolutamente tudo, respeitada a Constituição e as leis. E mais, o que for aqui tratado, vale por até dois anos, sendo renegociado ao fim deste prazo.
JÁ – Para estudantes, a metáfora do ovo parece perfeitamente clara. Qual a reação deles?
KROST – A maioria acha que os empregados têm muitos direitos e as empresas, muitas obrigações. Na realidade, a oposição ao Direito do Trabalho é muito forte. Os ditos liberais, que acusam o Direito do Trabalho de retrógrado, corporativista, fascista, varguista e RÍGIDO, desejam revogar leis que protegem o trabalhador – na íntegra (desregulamentação) ou em parte (flexibilização), deixando tudo para negociações coletivas entre sindicatos de trabalhadores e empresas/sindicatos de empresas.
JÁ – Querem fazer uma omelete!
KROST – Mais precisamente, querem que o ovo laboral seja constituído somente de casca. Ou seja, salvo direitos quase mínimos, como carteira de trabalho e previdência social, INSS e FGTS, todo o resto seria negociável ano a ano e, com isso, passível de total supressão, virando moeda de troca.
JÁ – Acabar com o Direito do Trabalho seria atribuir uma vantagem enorme aos empregadores, não?
KROST – Sim, a relação entre empregados e empregados é desigual, daí a legitimidade do Direito do Trabalho. Para piorar a situação de quem vive do salário, temos a fragilidade de muitos sindicatos. Além disso, muitos deles mantêm políticas internas bastante confusas.Licitação para câmeras de segurança na Redenção e Marinha começa dia 18
O processo de licitação para a aquisição de 30 câmeras de videomonitoramento, que serão instaladas em dois parques da Capital, começa na segunda-feira, dia 18. Vinte e uma irão para a Redenção e o restante para o Parque Marinha do Brasil. O anúncio da Prefeitura foi feito pelo Diário Oficial no último dia 5.
O financiamento será feito pelo Badesul no valor de R$ 1,7 milhão e terá uma contrapartida de R$ 170 mil da Prefeitura. O convenio com o governo do Estado foi feito em maio do ano passado.. A empresa vencedora terá 45 dias para entregar os equipamentos, segundo o edital.
O sistema será ligado por fibra ótica, as câmeras possuem um detector impulsionado pelo movimento feito pelo ser humano e gravam 30 dias todas as imagens.
A Guarda Municipal será a responsável pelo monitoramento das câmeras tanto na sua central, quanto no Ceic (Centro Integrado de Comando) e a Procempa fará a manutenção dos equipamentos.Nei Lisboa e Chico César no show de abertura do Fórum
A edição comemorativa de 15 anos do Fórum Social Mundial começa na próxima terça feira, 19, com a tradicional marcha de abertura, com concentração a partir das 15h no Largo Glênio Peres. A caminhada seguirá pela avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares, onde acontece o show de abertura a partir das 19h.
Os grandes nomes esperados para a marcha, como o presidente uruguaio José Mujica, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, ainda não estão confirmados.Mas o palco do Largo Zumbi, que receberá as principais atrações musicais, já tem programação confirmada pela organização do Fórum.
Programação terá maçambique, hip hop e música instrumental
O único nome que ainda é dúvida é o de Leci Brandão. A sambista e deputada estadual em São Paulo vem a Porto Alegre para participar da mesa “Mídia, ideologia, educação e poder”, dia 21, às 17h, no Auditório Araújo Vianna. Ainda não se sabe se Leci virá acompanhada da banda ou se fará apenas uma canja no dia da atividade.
A segunda noite de apresentações será dedicada ao hip hop, com show do rapper Eduardo Taddeo, apresentando seu novo disco “A Fantástica Fábrica de Cadáver”, e atrações de diversas partes do estado.
No dia 21 é a noite da música contemporânea. Um grupo de músicos gaúchos se reuniu para formar o grupo Tupãs, que vai apresentar canções da músicas popular brasileira em versões instrumentais. No repertório, diversos compositores brasileiros, entre eles Lupicínio Rodrigues e Túlio Piva.
A noite de 22 de janeiro será dedicada à cultura popular e às manifestações culturais tradicionais, como o maçambique, manifestação religiosa negra que tem seus registros mais antigos no estado no século XIX e que, como outras pelo Brasil, tem origem nas cerimônias de coroação do Rei Congo e da Rainha Ginga. O Maçambique Morro Alto se apresentará na noite de 22, no Largo Zumbi dos Palmares. No Rio Grande do Sul, o maçambique está presente também no município de Osório.
As apresentações serão divididas em noites temáticas e acontecem entre 19 a 22 de janeiro, a partir das 19h com encerramento previsto para as 22h. A noite de abertura contará com o rapper Moysés, ex Facção Central e A286, seguido por Nei Lisboa e Chico César.
Principais atrações se dividem entre Zumbi e Araújo Vianna
Todos locais que receberão atividades do Fórum Social terão apresentações artíticas, garante a organização. No intervalo entre uma mesa e outra haverão as chamadas místicas, pequena apresentações de cerca de 15 minutos.
Os principais shows serão divididos entre o Largo Zumbi dos Palmares e o Auditório Araújo Vianna. A programação do Araújo ainda nao está completa, mas já estão confirmadas as atrações do dia 21, Grupo Show da Imperatriz Dona Leopoldina, Trio Mandê e a gravação de um clipe de Eduardo Branca, a partir das 18h.
Confira a programação do Largo Zumbi dos Palmares:
Dia 19 – Abertura
Moysés
Nei Lisboa
Chico César
Dia 20 – Cultura Hip Hop – Parrhesia em Movimento apresenta
Eduardo Taddeo
Pocket Shows: Rima Suprema, Front LR, 2 Tios, Flavinha Manda Rima, Articulados, Thymen, Mano Dygo, D Mix Charme, LPJ, Ideologia RS
Grafitti
Malabares
Dj Mario
Dj Alexandre Schulz
Dia 21 – Contemporâneo
Tupãs
Quinteto Canjerana
Rock de Galpão
Dia 22 – Cultura popular e tradição
Maçambique Morro Alto
Black Tchê
Calunga
Alabê Oni[Comunicado] Cerco israelense impede vinda de palestinos ao Fórum Social
Um grupo de palestino que tinha presença confirmada na programação do Fórum Social teve de cancelar a vinda ao Brasil. A organização do Fórum Social Temático lançou há pouco uma nota à imprensa, relatando que o grupo teria sido impedido de viajar devido ao cerco à cidade de Hebron, Cisjordânia, pelas forças israelenses. A organização do fórum reafirma a adesão à campanha BDS, (Boicote Desinvestimento e Sanção a Israel) até que a ocupação tenha fim e manifesta solidariedade ao povo palestino.
Confira a íntegra da nota:
Comunidado à imprensa
Nota de repúdio à
É com indignação e grande preocupação que as organizações que promovem o Fórum Social Temático FSM 15 Anos, em Porto Alegre, são obrigadas a informar que palestinos convidados para o encontro foram impedidos de viajar ao Brasil, barrados pelo violento fechamento da cidade de Hebron, na Cisjordânia, e agravamento da repressão em toda Palestina ocupada pelas forças israelenses.
Desde outubro de 2015, recebemos notícias do bloqueio, cerco militar, controle, cadastramento forçado, humilhação, violẽncia e seguidos assassinatos, principalmente de jovens e adolescentes, na histórica cidade palestina de Hebron e a transformação de áreas importantes para a população local, como Tel Rumeida and Shuhada Street, em zonas militares fechadas , sem que as mesmas restrições ocorram para os colonos israelenses, que circulam livremente.
Os palestinos denunciam a imposição de “punição coletiva”, por Israel, à população de Hebron, como forma de levá-la à exaustão para que habitantes abandonem a cidade onde os assentamentos ilegais israelenses avançam com violência extrema.
Nas áreas visadas no atual processo de isolamento, foram erguidos bloqueios de sucata, tijolos, cimento, tanques e homens armados que ameaçam e atacam moradores e radicalizam um cerco de terror que tem origens no massacre da Mesquita de Ibrahimi de 1994. Em fevereiro daquele ano, um colono vindo do Brooklin entrou na mesquita durante o Ramadan e abriu fogo matando 29 e ferindo dezenas, até ser contido e morto pela população. Em resposta, nos dias que se seguiram, as forças israelenses atacaram e mataram dezenas de civis palestinos que protestavam contra o massacre na mesquita.
Punições coletivas, um crime tipificado pelas convenções internacionais, são empregadas com frequência pelo Estado de Israel. Enquanto o governo e as instituições israelenses convidam parlamentares, artistas e figuras de visibilidade no exterior para visitas e conferẽncias em suas universidades, para transmitir uma imagem de normalidade nas relações da ocupação, jovens feridos por seus soldados são deixados a sangrar nas ruas, sem permissão de acesso do socorro médico. Obsrvadores internacionais são impedidos de entrar para testemunhar o massacre, rádios palestinas são fechadas para não emitir pedidos de socorro, e ativistas são impedidos de prestar assistência.
Integrantes do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial e da Frente em Defesa do Povo Palestino no Brasil participaram, no ano passado, de uma Missão Humanitária à Palestina, mas dois brasileiros de sobrenome árabe não puderam entrar, e todos os(as) demais tiveram acesso negado à Faixa de Gaza, massacrada no ano anterior até a destruição total de sua infraestrutura. Testemunharam, no entanto, as condições intoleráveis da vida na Cisjordânia ocupada, o avanço dos assentamentos ilegais, o controle ostensivo da cidade de Hebron, a a resistência incansável do povo palestino.
Denunciamos e cobramos todos os esforços da comunidade internacional, em particular das autoridades brasileiras, para que se posicione pelo fim imediato da ocupação da Palestina, pela retirada das forças ostensivas da cidade de Hebron, pelo socorro imediato às vítimas da repressão, pela reconstrução da Palestina livre.
Reafirmamos nossa firme adesão à campanha BDS, de Boicote Desinvestimento e Sanção a Israel até que a ocupação tenha fim, e manifestamos nossa firme solidariedade ao povo palestino, aos integrantes do Conselho Internacional e do processo FSM isolados em Hebron, ao pesquisador e coordenador do Centro Alternatives na Cisjordância, Ahmad jaradat, e ao diretor do Centro de Criatividade do Professor na Palestina, Refat Sabbat, e a todos os representantes das organizações da sociedade civil Palestina que repetidamente tem sido impedidos de viajar para relatar ao mundo a realidade da ocupação.
Até que a Palestina seja livre!
Organizações participantes do Fórum Social Temático FSM 15 Anos, Porto Alegre, 15 de Janeiro de 2016Porto Alegre: prédio para o Restaurante Popular está pronto
Felipe Uhr
O restaurante popular enfim será entregue. O espaço localizado na rua Santo Antônio, 64 no bairro Floresta já está em finalização e será entregue até a semana que vem para a Prefeitura.
Quem garante é o pedreiro Régis Koch que está trabalhando nas obras. “Agora só faltam os retoques finais” confirmou.
A secretaria de Direitos Humanos espera inaugurar o restaurante entre a terceira e quarta semana de fevereiro. “Estamos esperando o Demhab nos entregar a obra” disse o titular da pasta Luciano Marcantonio.
Prometido para junho do ano passado, as obras do restaurante começaram apenas no final de outubro.
A empresa responsável , Construix, designou ao todo seis funcionários que trabalharam na reforma do local. Foi colocado encanamento, hidráulica , piso e luz. “Fizemos tudo novo, colocamos até divisória de gesso” disse Koch. O espaço terá cinco banheiros, três para uso da população, sendo um deles especial para deficientes que utilizam cadeira de rodas, um grande refeitório além da Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional.
No salão principal, onde será o refeitório já estão mesas e dois refrigeradores que serão distribuídos assim que as obras terminarem. Não haverá cozinha, no restaurante serão servidos pratos embalados e um buffet. A responsável pelas refeições é a empresa Mix Refeições Corporativas e seguirá com o fornecimento da comida na nova sede.
Mesas e refrigeradores já estão no salão principal
Apesar da reforma no térreo, o segundo andar da casa permanece sem obras. Ali funcionará uma parceria da prefeitura com o Instituto Ilê Mulher que oferecerá um trabalho de recuperação e qualificação para os moradores de rua.
Operários fazem os últimos retoques da obra
O restaurante Popular está fechado desde 30 de junho de 2013. Atualmente o restaurante funciona provisoriamente no albergue da Fasc e atende em média 350 pessoas onde oferece um almoço a um real. O novo restaurante terá estrutura para atender até 600 pessoas. O valor seguirá o mesmo.
O lugar foi aprovado pelos membros do Comitê do Pop Rua. O custo total do projeto custará em torno de R$ 1,7 milhões, por ano, sendo R$ 900 mil para o Estado e o restante ao município, com contrato inicial por 5 anos.
Segundo andar ainda necessita de obras para funcionar o Ilê Mulher 
Sala onde funcionará o buffet e a entrega das refeições Reforma do Largo dos Açorianos ainda não foi licitada
Anunciada em outubro, a revitalização do Largo dos Açorianos ainda não começou.
Segundo o supervisor de Praças, Parques e Jardins da Smam, Léo Bulling, o vencedor da licitação para revitalização do espelho d’água e restante do largo deve sair até o final de abril: “Se não houver problemas, essa é a data” .
Depois da licitação para escolher a empresa que vai executar a obra, serão necessários pelo menos seis meses para concluir toda a restauração.
Como as licitações podem sempre ter pendências judiciais, qualquer previsão é arriscada.
O novo Largo terá passeios com acessibilidade, taludes e escadarias. A Prefeitura prevê todo o trabalho concluído até dezembro de 2016.
O projeto também prevê a colocação de iluminação cênica da Ponte de Pedra, com a instalação de 17 postes com luminárias LED. Também serão instalados embaixo do viaduto da Borges dez projetores LED.
Já a iluminação cênica da Ponte de Pedra é composta de quatro postes de aço com projetores e lâmpadas para iluminação externa.
Sete linhas com quatro projetores subaquáticos de LED serão distribuídos embaixo dos arcos da ponte.
A obra terá custo de R$ 2,5 milhões, do Fundo Municipal do Meio Ambiente.Monumento aos Açorianos; restauração começa na próxima semana
Em paralelo, a Prefeitura lançou um edital por meio de pregão eletrônico para definir a empresa que restauraria o Monumento aos Açorianos, que integra o Largo. A Interativa Construções Ltda., vencedora do pregão, começará as obras no próximo dia 18.
O anúncio foi feito pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). A obra terá um custo de 356 mil reais, para recuperação das estruturas, restauro das peças em aço, limpeza geral, pavimentação com paralelepípedo de granito e reposição da grama no entorno.
Restauração do Monumento deve iniciar dia 18 / Foto: Sergio Louruz/Divulgação PMPA
Ponte de Pedra terá tapumes
Também está prevista para a semana que vem a revitalização da ponte de pedra. Serão retiradas todas as pedras, restauradas e recolocadas novamente. A obra deve durar de 4 a 5 meses, segundo Bulling.







