Autor: da Redação

  • Fórum Social tem mais de 400 atividades inscritas

    As inscrições para atividades autogestionárias no Fórum Social Temático 2016 se encerraram neste domingo. Mais de 400 atividades foram inscritas, mas a programação completa ainda não saiu. A previsão da organização do Fórum é que até o dia 15, a grade, com informações de local, data e horário de cada atividade, esteja disponível no site.
    A edição de 15 anos do Fórum acontece entre os dias 19 e 24 de janeiro, em Porto Alegre. As atividades autogestionárias devem ocupar principalmente a parte da manhã, enquanto a tarde é reservada para as atividades de convergência. As principais atividades devem se dividir entre Assembleia Legislativa, Câmara de Vereadores, Largo Zumbi dos Palmares e Redenção.

  • Secom diz que lei de incentivo às mídias locais é inconstitucional

    Em resposta à Associação dos Jornais de Bairro de Porto Alegre, a Secretaria de Comunicação do Governo do Rio Grande do Sul, informou que a lei de incentivo às mídias locais não será regulamentada porque “é inconstitucional”.
    Proposta em 2012 pelo deputado Odacir Oliboni (PT), hoje suplente, a lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa depois de ano e meio de tramitação, e após debates, audiências públicas, análise nas comissões e emendas em plenário.
    A lei 14.541 garante um percentual mínimo de 20% das verbas publicitárias do governo para os pequenos veículos de comunicação, locais, comunitários ou regionais.
    O governador Tarso Genro a sancionou em maio de 2014, mas ela nunca foi aplicada, levando a Associação dos Jornais de Bairro a pedir esclarecimentos sobre a regulamentação do texto em novembro de 2015.
    “Relativo ao seu pedido de informação quanto à regulamentação da Lei 14.541,  informamos que consultamos a Subchefia Jurídica da Casa Civil e a Procuradoria Geral do Estado e ambas consideraram o Projeto de Lei nº 159/2012, que deu origem a Lei 15.541, de 22 de maio de 2014, inconstitucional, por vício de iniciativa.”
    Além do apoio público do então governador Tarso Genro, o projeto foi secundado por entidades como a Associação dos Jornais de Porto Alegre (Ajopoa), a Rede de jornais de bairro e segmentados de Porto Alegre, a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias do Estado (Abraço-RS), Associação de Rádios Comunitárias (Aracom) e o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul.
    Também o apoiavam o comitê estadual do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação (FNDC/RS) e os coletivos Fora do Eixo, Catarse e Mídia Ninja.
    Do debate entre todos estes atores e a sociedade civil, foram criadas quatro emendas ao projeto – todas aprovadas em plenário – oriundas de reuniões e audiência pública. As adequações contemplaram a inclusão dos veículos de caráter comunitário no texto da lei, a ampliação do percentual mínimo indicado – de 10% para 20% e a obrigatoriedade de um jornalista que seja responsável pela programação veiculada, à exceção de rádios e TVs comunitárias.
    90% do bolo publicitário fica com as grandes redes
    Para justificar seu projeto, o então deputado Aldacir Oliboni escreveu na emenda que o texto tinha como objetivo “fortalecer os pequenos veículos de comunicação, ampliar a transparência na Administração Pública e democratizar o fluxo das informações direcionadas à população”.
    Ela contempla periódicos, jornais e revistas impressas com tiragem entre dois mil e 20 mil exemplares, editados sob responsabilidade de empresário individual, micro e pequenas empresas e veículos de radiofusão local, legalmente habilitados.
    Para demonstrar a necessidade da divisão mais equilibrada das verbas publicitárias, o deputado apresentou informações obtidas pela Lei de Acesso à Informação.
    Em 2013, o Executivo estadual havia investido entre 5% e 10% em veículos locais, regionais e comunitários. O restante (em torno de 95% a 90%), foi destinado aos veículos pertencentes aos quatro grandes grupos de comunicação do Rio Grande do Sul.
    No caso das emissoras de televisão de Porto Alegre, foram investidos pouco mais de R$ 20 milhões, dos quais R$ 19 milhões foram destinados a canais da grande mídia, majoritariamente do Grupo RBS. Apenas R$ 1.149.847,78 dividido entre canais comunitários e educativos da Capital.
    Para os veículos sediados no Interior do Estado, a proporção é mantida: de R$ 1,6 milhão as grandes empresas receberam R$ 1,3 e as educativas e comunitárias apenas R$ 167 mil.
    Até canais de televisão por assinatura levaram o seu percentual. Em 2013, por exemplo, Multishow, Universal Chanel e GloboNews ficaram com R$ 267mil.
    Nota da Associação de Jornais de Bairro e Segmentados de Porto Alegre (Ajob)
    Carta Aberta à Comunidade
    Governo do Estado desrespeita Lei das Mídias
    A Lei das Mídias, número 14.541, de autoria do deputado Aldacir Oliboni (PT), que institui a Política Estadual de Incentivo às Mídias Locais, Regionais e Comunitárias, foi sancionada pelo então governador Tarso Genro, em 22/05/2014. Ela determina que não menos de 20% das verbas publicitárias do Executivo, Legislativo e Judiciário possam ser destinados a esse tipo de veículo.
    Ao solicitar a regulamentação da Lei das Mídias, junto à Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, em 11.11.2015, a Associação de Jornais de Bairro e Segmentados de Porto Alegre (Ajob) obteve a seguinte resposta:
    “Relativo ao seu pedido de informação quanto à regulamentação da Lei 14.541 de 22/05/2015, informamos que consultamos a Subchefia Jurídica da Casa Civil e a Procuradoria Geral do Estado e ambas consideraram o Projeto de Lei nº 159/2012, que deu origem a Lei 15.541, de 22 de maio de 2014, inconstitucional, por vício de iniciativa.”
    Lembramos que antes de ser sancionada, a Lei das Mídias, passou pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário da Assembleia Legislativa, onde logrou plena aprovação.
    A sociedade gaúcha exige a regulamentação da Lei das Mídias, por uma democratização da comunicação, por isso, lutaremos em todas as instancias pela sua efetivação.
    Paulo Roberto de Bitencourt

  • Montagem do Acampamento da Juventude começa segunda-feira

    O Acampamento da Juventude da edição de 15 anos do Fórum Social será no Parque Harmonia. A organização do acampamento, a prefeitura e a empresa responsável pela estrutura, a Impacto, já vistoriaram o parque e a montagem da estrutura do acampamento deve começar na próxima segunda-feira, 11.
    Este ano, o tradicional acampamento começa no dia 15 de janeiro e vai até o dia 25. Segundo a organização, já são mais de 700 inscritos, mas as inscrições também podem ser feitas diretamente no acampamento. A inscrição para o Fórum dá acesso ao acampamento. A capacidade do local é para 3 mil acampados, segundo os organizadores.
    A estrutura contará com banheiros químicos, chuveiros, cozinha coletiva e um espaço de convivência com acesso à internet.
    As atividades autogestionárias das organizações presentes no acampamento serão realizadas na Escola Técnica parobé.

  • Consórcio Cais Mauá impede reunião com leitores na área concedida

    Matheus Chaparini
    “Aqui não é uma área turística.” Sob essa alegação, um dos seguranças do Cais Mauá impediu que jornalistas e leitores do JÁ se deslocassem entre a área do Catamarã e o pórtico central caminhando, na última quarta-feira (6).
    Era a segunda abordagem que a equipe de vigias fazia no grupo, que se reunia para debater a pauta do Dossiê Cais Mauá, iniciativa que levantou mais de R$ 10 mil através de doações para realizar uma série de grandes reportagens sobre a polêmica obra de revitalização – que inclui a restauração dos armazéns e a construção de três torres de até 100 metros de altura e de um shopping center ao lado da Usina do Gasômetro.
    Segundo o funcionário da empresa Diélo, responsável pela segurança, o acesso é permitido somente para funcionários. De acordo com o vigia, se tratam de ordens de cima. Quem? “O Cais Mauá do Brasil”, segundo o guarda.
    O encontro havia sido marcado para a Praça Edgar Schneider, no limite norte do Cais Mauá, próximo à rodoviária. A participação na reunião era uma das contrapartidas oferecidas aos leitores que contribuíram com o financiamento do dossiê.
    A escolha do local levou em conta o desconhecimento de parte da população porto-alegrense sobre a praça dentro da área do cais.
    Logo que a reunião iniciou, um carro da segurança se aproximou com dois guardas, anunciando que se tratava de área alfandegada – restrita para fiscalização de mercadorias – e que não era possível permanecer no local.
    Entretanto, a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) informou que a área alfandegada começa no prédio da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa), que fica imediatamente após a praça Edgar Schneider para quem entra no cais pelo pórtico ou pelo acesso do Catamarã.
    Faz sentido porque oficialmente a área do Cais Mauá é considerada não operacional e cargas e descargas de mercadorias só são realizadas no Cais Navegantes, mais ao norte.
    Área turística em obras
    Impedido de permanecer no Cais Mauá, o grupo optou por seguir até a avenida Sepúlveda para monitorar a eventual chegada de novos participantes antes de dirigir-se ao Mercado Público, onde finalmente a reunião aconteceria conforme combinação prévia com os leitores, em caso de algum imprevisto.
    Porém, o trajeto não pode ser feito por dentro da antiga área portuária porque não se tratava de “área turística”.
    “O ponto turístico da orla é o Gasômetro, lá vocês podem acessar tranquilamente”, justificou o segurança, que depois de repetir algumas vezes a sugestão, lembrou-se de um detalhe: “mas ali está fechado para obras”.
    Era uma referência aos tapumes colocados entre o Guaíba e a avenida João Goulart para a mudança paisagística que a prefeitura leva a cabo no local.
    O diálogo terminou com uma frase reticente do guarda. “É, quase toda a orla está fechada…”
    A reunião de pauta ocorreu na área de bares do Mercado Público, terminou por volta das 20h30min e levantou diversos assuntos e abordagens do interesse da população sobre as obras no Cais Mauá.
    moradores já haviam sido barrados

    Antiga área do Cais Mauá está inacessível para a população, mas obras não começam | Tânia Meinerz
    Antiga área do Cais Mauá está inacessível para a população, mas obras não começaram | Tânia Meinerz

    Em novembro de 2015, o JÁ publicou uma matéria com o título Barrados no cais, relatando a tentativa – sem sucesso – dos participantes do movimento Cais Mauá de Todos acessarem a área pelo pórtico central.
    Eles estavam em um debate na Feira do Livro, sediado no Santander Cultural, e a caminhada até a beira do Guaíba era o encerramento previsto. A entrada do grupo foi impedida por um segurança.

  • Fortunati grenaliza o transporte público na capital

    Matheus Chaparini
    Por sugestão do prefeito José Fortunati, os ônibus da capital terão a cor alterada conforme o estádio de futebol pelo qual passem.
    Os ônibus da zona sul, região do Estádio Beira Rio, serão identificados pela cor vermelha, os da zona norte, que passam próximo à Arena, serão azuis.
    Na prática, Fortunati inverteu as cores das empresas STS e Conorte, responsáveis pelas zonas sul e norte, respectivamente.
    As  linhas que atendem à zona leste continuam sendo identificadas pela cor verde e os ônibus da Carris seguem com a tradicional cor ocre.
    A aparência dos ônibus de Porto Alegre deve ser modificada até abril. As cores de identificação, que hoje aparecem em uma listra lateral, passarão a ser predominantes nos coletivos.
    A licitação do transporte público prevê ainda a implantação gradativa de ar condicionado nos veículos, que devem chegar a 25% até abril e a 100% da frota em dez anos.
    Atualmente, cerca de 15% dos ônibus de Porto Alegre possuem ar condicionado.
    A licitação, lançada no ano passado, foi a primeira da história de Porto Alegre.
    Desde 1920, o transporte público era regulamentado apenas por decretos municipais. As empresas vencedoras foram as mesmas que já operam o serviço na capital.
    A falta de transparência neste processo foi um dos fatores que desencadeou os protestos de 2013 em Porto Alegre, que depois se espalharam pelo país.
    Entre as reivindicações dos manifestantes estavam o transporte 100% público, a abertura das planilhas que determinam o aumento anual da passagem e o passe livre para estudantes e trabalhadores desempregados. O prefeito acena com o ar condicionado e troca as cores dos ônibus para grenalizar o assunto.

  • Polo de Triunfo bate recorde de produção

    O pólo petroquímico de Triunfo, controlado pela Braskem, encerrou o ano com “os melhores indicadores de desempenho de sua história”, segundo nota emitida pela empresa nesta quinta-feira.
    Produtor de insumos básicos para toda a cadeia petroquímica e plástica, o polo tem um efeito multiplicador importante na economia regional. É uma boa notícia para iniciar um ano de  incertezas.
    A nota na íntegra:
    A Unidade de Petroquímicos Básicos da Braskem no Rio Grande do Sul encerrou 2015 com recorde de produção e os melhores indicadores de desempenho de sua história, iniciada há mais de 30 anos.
    A conquista foi especialmente celebrada por ter sido alcançada em um ano de dificuldades no País.
    A produção somada de eteno, propeno, butadieno, gasolina e MTBE foi de 3.437.624 toneladas no ano, superando em 220 mil toneladas o recorde anterior.
    O eteno, principal matéria-prima para a indústria do plástico, teve produção de 1.242.814 toneladas, superando a maior marca até então alcançada em 2006, de 1.209.903. “O resultado é uma soma da excelente performance  Industrial com a atuação das demais áreas, a destacar as áreas da  Comercial,  Planejamento e Logística. Não teríamos alcançado estes resultados sem a mobilização, sinergia  e o comprometimento das equipes, que tornaram o ano que se mostrava desafiador em um ano referência em todos os aspectos”, afirma o diretor industrial, Nelzo Luiz Neto da Silva.
    A confiabilidade das plantas foi um dos fatores determinantes para  a  máxima performance. Em 2015, a taxa de ocupação das plantas na produção de eteno  foi de 97,60%.
    Cerca de 60 mil toneladas de eteno foram exportadas para a Ásia e a Europa para abastecer mercados que tiveram paradas para manutenção, planejadas ou não. Este volume foi em torno de cinco vezes superior ao normalmente exportado e reflete a atuação da área Comercial na conquista destas oportunidades. A estratégia de logística hidroviária foi essencial no escoamento da produção para os respectivos mercados.
    Ao mesmo tempo em que aumentou a produção, a unidade da Braskem obteve melhores resultados de indicadores de performance, como eficiência energética, perda de materiais e de consumo d’água nos seus processos produtivos. Estes índices refletem os investimentos realizados ao longo do tempo em tecnologia e manutenção dos ativos e o esforço de gestão das equipes operacionais, de processo e de manutenção. “Comemoramos especialmente esses resultados por impactarem diretamente na preservação e uso responsável dos recursos naturais, que é um importante valor para a Braskem”, afirma Silva.
     

  • Cine Capitólio está aberto ao público mas sem exibição de filmes até fevereiro

    Desde que voltou do recesso na terça-feira, dia 5, o Cine Capitólio não está exibindo filmes. Mas a biblioteca, acervo multimídia e demais espaços estão disponíveis para o público. O motivo é porque não há projecionista para a exibição das sessões. Dos dois profissionais que trabalhavam no espaço, um está de férias e o outro não teve seu contrato renovado. “É importante destacar que só não estamos apresentando filmes mas tanto a cinemateca como o acervo para pesquisa estão abertos. Muita gente está confundindo isso,’ ressalta o programador do Capitólio, Leonardo Bomfim.
    A direção do Capitólio ainda não sabe quando os filmes voltarão a ser exibidos mas prometem uma divulgação oficial para a próxima semana. A previsão mais fiel é de que as sessões retornem a partir de fevereiro. No final de 2015 a página oficial do Capitólio apontou seus principais desafios para este ano: “aumentar nossa reduzida equipe, inaugurar nosso café, estabelecer parcerias com outras instituições para desenvolver projetos de pesquisa, ampliar nosso acervo”.
    O Capitólio foi reaberto no ano passado após estar fechado durante 20 anos.

  • Músicos gaúchos recriam o projeto Juntos no Sargent Peppers

    Os músicos Bebeto Alves, Gelson Oliveira, Nelson Coelho de Castro e Antonio Villeroy estão em temporada com a nova edição do projeto Juntos, que foi sucesso em temporadas em Porto Alegre e no Rio de Janeiro no verão passado. O espetáculo Borogodó foi recriado com o nome de O buraco da Minhoca no Borogodó dos Cafundó. A nova temporada acontece no Sargent Peppers, durante o mês de janeiro, sempre às quartas-feiras (13, 20 e 27).
    O repertório traz clássicos dos quatro cantautores, composições conjuntas dos músicos, como a marchinha O Tal Buraco da Minhoca, que faz uma referência bem-humorada aos wormholes, atalhos que, segundo teóricos da física moderna, permitiriam viagens no espaço-tempo.
    Completam o set list versões de músicas de outros compositores, como a música 2001, de Tom Zé e Rita Lee, que foi acrescida de um techo do clássico Prenda Minha e Rio Grande, addaptação de Bebeto Alves para Massachussets, dos Bee Gees.
    As apresentaçõesa contecem sempre às quartas-feiras, às 21h. O Sargent Peppers fica na Quintino Bocaiúva, 256. Os ingressos custam R$ 30.

  • Fórum quer Mujica e Chico Buarque nos 15 anos

    A 12 dias da abertura, o Fórum Social Mundial ainda não tem a confirmação das principais estrelas para comemorar seus 15 anos em Porto Alegre, onde começou em 2001..
    Nem o ex-presidente Lula está garantido. O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, outro convidado especial, está dividido, tem um evento em Cuba na mesma data.
    O Forum, porém, pode surpreender, se os organizadores confirmarem Chico Buarque de Hollanda para o show de abertura. Chico Cesar e Tom Zé são alternativas.
    A caminhada que abre o evento, dia 19,  parte do Largo Glenio Peres,  junto ao Mercado Público e vai até o Largo Zumbi dos Palmares, onde acontece o show de abertura.
    A vinda do ex-presidente uruguaio depende de questões de agenda e da saúde de sua esposa.
    A ideia da organização é que Mujica participe também de uma das principais mesas do Fórum, sobre política na américa latina, além de uma mesa com a juventude sobre a legalização da maconha no Uruguai.
    O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos tem presença confirmada. Boaventura chega a Porto Alegre no dia 15 de janeiro e fica até o dia 25.
    Ele participa do Fórum Social de Educação Popular além de outras atividades ligadas ao evento.
    Outra presença certa é a do rapper paulista, Carlos Eduardo Taddeo, conhecido como Eduardo, um dos fundadores do grupo Facção Central e autor do livro “A guerra não declarada na visão de um favelado”, lançado em 2012.
    Também está confirmada uma atividade com integrantes das ocupações de escolas de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
    Mais de 300 atividades já estão inscritas e o número deve crescer. O prazo para as inscrições prorrogado até o dia 10 de janeiro.
    A programação prevê atividades autogestionárias descentralizadas pela manhã e as atividades de convergência à tarde.
    O Fórum Social 2016 acontece de 19 a 23 de janeiro.
    As atividades se dividem em cinco endereços do centro histórico de Porto Alegre: Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa, Redenção, Largo Zumbi dos Palmares e Usina do Gasômetro.

  • Preço do aluguel afugenta comércio do Bom Fim

    Matheus Chaparini.
    As placas de aluga-se ao longo da avenida Osvaldo Aranha não deixam dúvida. A crise chegou pesada a um dos pontos históricos do comércio de Porto Aegre, no bairro Bom Fim.
    Em uma caminhada pelo 1,5 km da avenida, a reportagem do JÁ contou mais de 20 imóveis comerciais para alugar e outros quatro em reforma. Quando se pergunta aos operários que trabalham nas obras o que vai abrir no local, a resposta é a mesma: nada.
    São lojas térreas, geralmente de grandes dimensões, algumas até com andares superiores. Muitas estão para alugar há dois, três ou mais anos.
    Os comerciantes reclamam do preço dos aluguéis e da queda nas vendas. Se vende pouco, não tem como pagar aluguel caro.
    Se o aluguel não baixa, o imóvel fica fechado e imóvel fechado só tem uma serventia: segurar o preço do aluguel. É negócio para quem?
    A concentração de imóveis desocupados é maior no trecho entre as ruas Barros Cassal e João Telles. Próximo à esquina da Garibaldi, um anúncio chama atenção. A loja é gigante, tem área de 840m² e vagas de estacionamento com acesso pela rua Santo Antonio, o que da ideia do tamanho. O prédio abrigava a escola de idiomas Acirs, que se mudou para um edifício a poucos metros.
    A região próxima ao Pronto Socorro tem maior movimento e atividade comercial mais diversificada. Ainda assim, se encontra uma casa comercial grande, de dois andares para alugar.
    Comércio de móveis sente o peso do aluguel
    Sandro Nunes é proprietário da Bela Sala há 15 anos, quando comprou a loja do seu antigo patrão. Os imóveis vizinhos dos dois lados estão para alugar, eram lojas de móveis, como a maioria dos pontos vagos.
    O empresário atribui os vazios da avenida a dois fatores: “O país está em um momento econômico ruim, mesmo assim os proprietários continuam subindo os aluguéis.”
    Há duas décadas a Osvaldo Aranha era um pólo do comércio de móveis.
    Esta situação começou a mudar com o surgimento de outros pontos de concentração deste ramo do comércio, como o Shopping DC Navegantes e a Avenida Ipiranga. “As lojas se espalharam. Hoje tem loja por tudo, o cliente não precisa mais se deslocar tanto”, afirma Nunes.

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    Sandro Nunes, proprietário da Bela Sala

    Apesar da queda nas vendas, ele não fala em se mudar. Seu vizinho César Minetti é mais pessimista. “Se não melhorar até de fevereiro eu vou ter que ir embora.”
    Minetti trabalha no ramo há 17 anos e é dono de loja há sete. Já teve três unidades na Osvaldo Aranha: uma fechou no final de 2014, outra há dois meses, hoje a Minetti Móveis tem apenas uma loja e um funcionário. Minetti conta que paga R$ 6 mil de aluguel e que já recebeu uma proposta para transferir a loja para Viamão, onde mora. “Me ofereceram um prédio novo, de 530 m², com 10 vagas privativas, por R$ 3.800.”
    Quem consegue se manter mais facilmente são os donos dos pontos, que não dependem do aluguel. É o caso de Sérgio Schwartz, comerciante de móveis há 44 anos. A família está no ramo há mais de um século, quando seu avô, Adolfo, veio da Rússia. O avô passou os negócios para o pai, que passou para Sérgio e seu irmão. Com apenas três funcionários, eles mantém duas lojas lado a lado, a Schwartz Móveis e a Ouro Preto. Mas Sérgio conta que, no auge, a rede chegou a sete unidades e mais de 60 funcionários.
    “Quando fiz faculdade aprendi que o aluguel não pode custar mais do que um dia do faturamento mensal da empresa. Hoje em dia, nenhum negócio honesto consegue faturar tanto”, afirma Schwartz, comentando os valores do aluguéis nas esquinas próximas à sua loja, entre R$ 7 mil e R$ 10 mil.
    Outra reclamação dos comerciantes é quanto ao estacionamento. Desde o começo do ano é proibido estacionar no trecho entre a Thomaz Flores e a Santo Antônio. “Esses dias um cliente meu teve que dar duas voltas na quadra para conseguir parar o carro. Ele havia encomendado uma cadeira, era só encostar e botar a cadeira no carro, mas não pode”, reclama Minetti.
    Aluga-se a osvaldo aranha (7) Schwartz e Mineti
    Sérgio Schwartz e César Minetti, concorrência amigável, apesar das baixas vendas

    Baltimore: 216 salas, apenas 30 ocupadas
    Sete 7 meses após o lançamento, o novo Baltimore tem poucas salas estão ocupadas e a movimentação ainda é pequena. O estacionamento do edifício chegou a fazer uma promoção. Um turno de estacionamento está custando R$ 9, o mesmo valor cobrado por apenas uma hora na garagem vizinha.
    O enorme espigão comercial, que carrega o nome do antigo cinema que havia no local, foi lançado em maio deste ano. A maioria das salas comerciais foram compradas por investidores ainda na planta, para revenda ou locação. A construtora Melnick Even mantém um plantão de vendas no hall de entrada. A construtora tem apenas meia dúzia de unidades para venda, ainda assim, o nível de ocupação é baixo.
    Das 216 salas, pouco mais de 30 estão sendo utilizadas. As duas lojas térreas, que foram dadas como contrapartida ao proprietário do terreno, seguem vazias.
    Novos negócios na Osvaldo
    Além da Vasco, algumas ruas de menor movimento vem atraindo novos negócios de pequeno e médio porte. É o caso da Miguel Tostes, que está se constituindo em um polo criativo, da diversidade da Bento Figueiredo e das casas de bolos que se espalham pelas ruazinhas do bairro, para citar alguns exemplos.
    Para as farmácias, a Osvaldo continua sendo um ponto atraente. Na região próxima ao Pronto Socorro e Hospital de Clínicas, duas unidades abriram as portas recentemente. A farmácia São João inaugurou no último dia 30, no local onde ficava a loja Gang. A farmácia melhor Preço também abriu nova loja, há cerca de três meses.
    Na outra ponta da avenida, ao lado do Mariu’s, o cartório se mudou para o numero 374 e no antigo local, abriu a Luthieria Évora. Ali, entre gatos e motocicletas, se fabrica e conserta instrumentos musicais. “Somos dois sócios. O Evandro Rosa é o mestre Luthier, eu faço o administrativo e sou aprendiz”, explica o músico Moisés Rodrigues. A loja funcionava em Cachoeirinha e mudou-se para o local há cinco meses. “Não estava procurando necessariamente na Osvaldo, mas acabou sendo um ponto bom por ser próximo à Ufrgs e à Cidade Baixa.”
    No andar térreo funciona a loja e no mezanino moram Moisés e os gatos, que eventualmente aparecem para receber os clientes.
    Aluga-se a osvaldo aranha (16) moisés
    Moisés Rodrigues e o sócio trouxeram a Luthieria Évora para a Osvaldo na metade de 2015

    Na Vasco, o Bom Fim com cara de Moinhos
    Na rua Vasco da Gama o cenário é outro. O antigo perfil residencial da Vasco vai se modificando. Até mesmo casas antigas estão sendo transformadas em pontos comerciais. Na esquina com a Santo Antônio, o Mini Shopping Bom Fim é um ponto disputado. Das dez lojas, apenas duas são as mesmas desde a inauguração, em 2008. As outras mudaram de dono, mas os pontos não ficam muito tempo fechadas. “Não da nem tempo de colocar a placa, alguém já alugou”, comenta Tanara Schein, proprietária da loja Cabidero.
    Nota-se uma certa diferença entre os negócios que abrem na Vasco e na Osvaldo. Os estabelecimentos da Vasco são mais sofisticados e atingem um público de maior poder aquisitivo. A comerciante justifica a escolha pelo ponto: “escolhi o Bom Fim por que é um bairro aconchegante, tem tudo por perto e as pessoas ainda têm o hábito de andar pelas calçadas.” Ela conta que a rua é uma boa opção por ficar entre duas avenidas de grande movimento, Osvaldo e Independência.
    A presença da feira modelo aos sábados movimenta a rua e favorece os negócios. A feira tem uma clientela fiel e atrai gente de outros bairros e ex-moradores do Bonfa. Como o público do mini shopping é majoritariamente de moradores do bairro, a circulação da feira ajuda a ampliar a clientela.
    Aluga-se a osvaldo aranha - tanara (1)
    Tanara Schein: “Escolhi o Bom Fim porque é um bairro aconchegante”