Autor: da Redação

  • Filho de Cerveró gravou a proposta do Senador preso

    Foi  Bernardo, filho de Nestor Serveró, quem gravou a conversa de 1 hora e 35 minutos que incriminou o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS).
    Na reunião, da qual participou o advogado da família, Edson Riveiro,  Delcídio revela seu plano para conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para tirar o ex-diretor da Petrobras  da prisão e enviá-lo para fora do País.
    Segundo o ministro Teori Zavaski, Delcídio também ofereceu uma mesada de 50 mil reais  à família de Cerveró.
    Em troca, Cerveró não faria acordo de delação premiada em que citaria o senador.
    A gravação foi entregue à Polícia Federal.
    No último dia 18 de novembro, após intensas negociações, Cerveró fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República.
    Era esse o temor de Delcídio. O líder do governo tinha receio de que Cerveró o envolvesse no esquema de propinas na Petrobras, estatal onde o petista trabalhou no setor de Óleo e Gás, no governo Fernando Henrique Cardoso
    Delcídio do Amaral foi preso nesta quarta-feira, 25, pela Polícia Federal, por ordem do Supremo. O senador foi detido por tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato.
    Também foram presos hoje o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, e o advogado Edson Ribeiro. (Com O Estadão)
     

  • Senador ofereceu 50 mil mensais para Cerveró não delatar

    O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, ofereceu R$ 50 mil mensais ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada ou, se o fizesse, não citasse o parlamentar.
    Essa foi a justificativa principal para a prisão do senador, na manhã desta quarta-feira, segundo o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).
    Um documento da Procuradoria Geral da República enviado ao STF descreve, segundo Zavascki, as tentativas do senador de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.
    Além de Delcídio Amaral, que é senador pelo Mato Grosso, foram presos pela Policia Federal o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, e o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira.
    Há também mandado de prisão do advogado Édson Ribeiro, que defendeu Cerveró.
    Como Ribeiro está nos Estado Unidos, a PF pediu ao STF a inclusão do nome dele no alerta vermelho da Interpol.
    Zavascki leu em sessão do tribunal o relatório da PGR que serviu de base aos pedidos de prisão.
    O relatório da PGR afirma que os valores prometidos a Cerveró seriam repassados à família do ex-diretor da Petrobras por meio de um contrato fictício entre o advogado Edson Ribeiro e o BTG Pactual, do banqueiro André Esteves.
    A PGR teve acesso gravações realizadas por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, de duas reuniões recentes – realizadas nos dias 4 e 19 de novembro – com a participação de Delcídio do Amaral e André Esteves.
    Segundo a Procuradoria, Delcídio também prometeu a Cerveró influir em julgamentos no STF para ajudá-lo. O senador disse que falaria com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para influenciar a Corte.
    “O presente caso apresenta linha de muito maior gravidade. O parlamentar não está praticando crimes qualquer, está atentando contra a própria jurisdição do Supremo Tribunal Federal”, disse Zavascki.
    Em diversos trechos, o relatório da PGR aponta tentativas de Delcídio em “embaraçar as investigações”. Fala em “atuação concreta e intensa” do senador e do banqueiro para evitar a delação premiada de Nestor Cerveró, “conduta obstrutiva” e “tentativa de interferência política em investigações judiciais”.
    A Procuradoria citou uma gravação na qual Delcídio discutiu meios de rota para Cerveró deixar o país, em caso de o STF conceder habeas corpus para o ex-diretor da Petrobras.
    Na rota prevista por Delcídio, Cerveró iria, primeiro, para o Paraguai e depois viajaria para a Espanha.
    Compra da refinaria
    O líder do governo foi citado na Lava Jato na delação do lobista conhecido como Fernando Baiano. No depoimento, Baiano disse que Delcídio recebeu US$ 1,5 milhão de dólares de propina pela compra da refinaria.
    Em outubro, Delcídio havia negado o teor da denúncia de Baiano e disse que a citação a seu nome era “lamentável”.
    Delcídio  também foi citado em outro contrato da Petrobras, que trata do aluguel de navios-sonda para a estatal.
    Segundo Baiano, houve um acordo entre Delcídio, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-ministro Silas Rondeau, também filiado ao PMDB, para dividir entre si suborno de US$ 6 milhões.
    O líder do governo havia classificado a denúncia de uma “coisa curiosa” que não tem lógica. (com o G1)
     

  • Dengue no verão: Porto Alegre tem 18 bairros com alto risco

    Dezoito bairros de Porto Alegre, inclusive em áreas nobres, estão com um “indice de infestação” acima de 4%, o que indica alto risco de uma epidemia de dengue no próximo verão.
    Os dados são do último Levantamento do Indice Rápido do Aedes aegypti, feito em março deste ano.
    Um novo levantamento foi feito em todo o país, em outubro, mas por causa do excesso de chuvas, que impediram a coleta dos dados, Porto Alegre só terá novos índices em janeiro.
    A tendência segundo a Secretaria Municipal da Saúde é um aumento no índice de infestação, que leva em conta a presença de larvas do mosquito transmissor nas residências vistoriadas.
    Estes são os bairros onde foram registrados os índices de infestação mais elevados no último levantamento feito em março de 2015:
    Mont’Serrat, Bela Vista, Rio Branco, Jardim Botânico, Petrópolis –  5,7%
    Bairro Protásio Alves – 7,3%
    Lomba do Pinheiro, Agronomia – 6,1%
    Teresópolis – 4,3%
    Camaquã – 4,3%
    Vila Nova – 4,0%
    Ipanema, Espírito Santo, Guarujá, Serraria – 5,7 %
    Aberta dos Morros, Hípica – 4,2
    Arquipélago – 4,0
    A grande maioria dos bairros amostrados (93,2%) está em condição de infestação média ou alta.
    A tendência de aumento do índice de infestação no verão é apontada por um outro indicador, que é colhido semanalmente pelas equipes da Vigilância Sanitária.
    É o IMFA -Índice médio de Fêmeas de Aedes Aegypti – realizado em 25 bairros de Porto Alegre onde estão distribuidas 790 armadilhas para capturar os mosquitos.
    No último levantamento, na semana passada (21/11), o índice de fêmeas saltou de 0,1% para 0,24%, passando de “moderado” para “médio”, em termos de risco.
    Bairros com IIP < 1%  – 4 bairros
    Bairros com IIP ≥ 1% e ≤3,9% – 37 bairros
    Bairros com IIP > 3,9% – 18 bairros

  • Prisão do senador: "Ou há prova sólida ou é o fim do Estado de Direito"

    A prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em pleno exercício do mandato, foi uma “decisão muito grave, que não deve ser tratada com precipitação ou comparada a qualquer medida anterior, que tenha sido feita contra o PT”, avaliou nesta manhã o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro.
    Influente liderança petista, Genro defendeu que as provas que embasaram a prisão de Delcídio – acusado pela Polícia Federal de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato ao dificultar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró – sejam divulgadas.

    Tarso: "Supremo tem a obrigação de divulgar as provas que embasaram a prisão". Foto Revista Fórum
    Tarso: “Supremo tem a obrigação de divulgar as provas que embasaram a prisão”. Foto Revista Fórum

    “Prisão de Senador em pleno exercício das suas funções delegadas: ou é a solidez ou é o fim do Estado de Direito. Vamos ver com que provas. Entendo que o Supremo para preservar a sua autoridade e neutralidade formal tem obrigação de divulgar as provas que embasaram a prisão”, escreveu Tarso Genro, em sua conta no Twitter.
    “A divulgação das provas dará tranquilidade a toda a sociedade e aos partidos que está fortalecido o Estado de Direito. Ou não?”, perguntou o petista.
    Genro sugeriu ainda à direção do PT, “que antes de falar, veja as provas para definir-se. Ninguém tomaria decisão como essa sem um mínimo de elementos. É decisão muito grave, que não deve ser tratada com precipitação ou comparada a qualquer medida anterior, que tenha sido feita contra o PT”. (Do 247)

  • Chuvas de outubro deixaram Porto Alegre fora do mapa da dengue

    As chuvaradas de outubro, em Porto Alegre, impediram a coleta de dados para o Levantamento Rápido da Infestação de Aedes Aegypti (LIRA), que o Ministério da Saúde faz periodicamente para monitorar  o avanço da dengue.
    Por isso a capital ficou fora do mapa da dengue divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira.
    Este ano, até novembro, foram registrados em todo o pais 1,5 milhão de casos de dengue, crescimento de 176% em relação ao ano passado.
    Morreram 811 pessoas,  79% a mais em relação a 2014.
    O levantamento nacional, feito em outubro, indica 199 municípios onde é alto o risco de epidemia de dengue no verão.
    Entre as capitais, apenas Rio Branco aparece na faixa de alto risco (com mais de 4% das casas com larvas).
    Outras sete capitais (Aracaju, Recife, São Luiz, Cuiabá, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Velho) estão em situação de alerta.
    Porto Alegre estaria entre elas, se tivesse feito o levantamento de outubro.
    Os últimos indicadores foram colhidos em janeiro e março deste ano.
    Em janeiro a pesquisa apontou um Indice de Infestação Predial de 3,5%, ou seja, em 3,5% das casas visitadas foram encontradas larva em águas paradas.
    Em março, este índice caiu para  2,9%, o que é normal devido a mudança das condições climáticas, depois do verão.
    De qualquer forma, com estes índices, Porto Alegre está em situação de alerta em relação a uma epidemia de dengue no próximo verão.
    A expectativa é de que o indice de infestação supere os 3,5% registrados em janeiro passado, o que colocaria a cidade em situação de alto risco quanto a uma epidemia de dengue no verão..
    Em Porto Alegre, em 2015 foram registrados 73 casos de dengue, sendo 56 importados (pessoas que vieram infectados de outros lugares) e 17 infectados na cidade.
    O último levantamento feito em Porto Alegre
    Lira – Levantamento do índice de Aedes aegypti ( é feito com as larvas)
    Janeiro/15 – 3,5% índices de Infestação Predial (IIP)
    Março/15 – 2,9% índices de Infestação Predial (IIP)
     

  • Terapeuta leva Umbanda para a Alemanha

    Carla Jimenez, para El País.
    “O coração segue caminhos misteriosos e foi por um desses mistérios que a terapeuta alemã Gabriele Hilgers se casou com o Brasil. O casamento foi selado através da umbanda, a religião brasileira que ela conheceu há dez anos e se apaixonou de tal forma que a levou para a sua terra natal. Gabriele se tornou a primeira mãe de santo alemã, status das sacerdotisas desta prática religiosa, depois de ser coroada em 2006 por um pai no santo brasileiro.
    Dois anos depois, inaugurou o primeiro terreiro de umbanda da Alemanha.
    A dança alegre, o som dos atabaques e a linguagem simples para aflorar o amor ao próximo “têm quebrado paradigmas dos alemães que frequentam esta casa”, comenta mãe Gabrielle.
    A religião brasileira, que acaba de completar 107 anos no último dia 15, nasceu sob influência dos negros trazidos da África para cá na época da escravidão. Ela trabalha a espiritualidade sob a inspiração de espíritos antigos e um panteão de orixás, as divindades cantadas em verso e prosa no Brasil.
    De Vinícius de Moraes (era adepto da religião), a Gilberto Gil, de Chico Buarque a Gal Costa, todos já renderam homenagem às figuras de Iemanjá, a rainha do mar, Oxum, que mora nas cachoeiras, ou pai Xangô, que vive na pedreira…
    Hoje os alemães também ‘batem cabeça’ – expressão usada para discriminar a saudação aos guias espirituais na umbanda – a todo o panteão de divindades desta religião, que lembra, em alguns aspectos, a mitologia grega.
    Dezenas de alemães vestidos de branco se reúnem semanalmente na Casa de Irradiações Espirituais de São Miguel, o centro de umbanda de Gabriele, que funciona atualmente em Viehl, mas está de mudança para Colônia, a quarta maior cidade alemã, onde será reinaugurada em janeiro.
    Pele branquinha, olhos azuis e cabelos negros, Gabrielle é natural de Dusseldorf.
    Chegou à umbanda quando pesquisava novas religiões pelo mundo. Era uma época em que se encontrava inquieta, disposta a aprofundar sua capacidade de cura, que até então estava restrita aos conhecimentos da psicologia pela física quântica, uma divisão da física tradicional que enfatiza o poder da energia do pensamento, positivo ou negativo, sobre as pessoas.
    Ironicamente, foi durante uma imersão de meditações na Índia que ela sentiu o impulso de aprender português e vir ao Brasil, onde nunca havia pisado antes. “Foi assim. Tive vontade de aprender a língua portuguesa. Não sei por que tive essa vontade se nunca havia tido contato com o país”, lembra. Seguiu a intuição e pediu indicações de espaços que desenvolvessem a espiritualidade. Chegou a um centro que lhe foi recomendado, na zona sul de São Paulo. Ao ouvir o som do atabaque que acompanha os ritos de umbanda, e a atmosfera de dança e de entrega à incorporação, disse a si mesma: “Isto é pra mim!”. “Eu dancei o tempo todo, algo que nunca havia feito antes, e pensava internamente: ‘isto é uma loucura’. E me senti feliz, como sempre me sinto quando estou com a umbanda.”
    Gabriele em cerimônia no centro de umbanda na Alemanha. / ARQUIVO PRÓPRIO
    Sair do controle para uma representante da cultura germânica foi, ao mesmo tempo, inesperado e libertador. “É uma chance para nós, alemães, de viver a nossa verdade pelo coração, numa religião que não tem dogmas, como é a umbanda”, afirma.
    Ao contrário do catolicismo, por exemplo, onde os referenciais de transcendência são santos tão bondosos que beiram à perfeição, os filhos da umbanda conhecem a luz e a sombra dos orixás que regem a sua vida. Na luz, as qualidades afloram. Na sombra, os defeitos.
    Oxum, por exemplo, tem infinita amorosidade pelo outro. Mas é ciumenta, e não gosta de ser contrariada. Ogum é guerreiro, forte e determinado. Mas também instável e impulsivo e por vezes arrogante.
    A simplicidade com que são apresentados os torna mais próximos das pessoas, que se enxergam nesse espelho ao ver seu potencial, ao mesmo tempo em que se sentem mais à vontade ao reconhecer suas falhas quando percalços da vida coloca o equilíbrio em risco.
    Um bálsamo para seu seguidores no Brasil e para a rigidez alemã, assegura Gabriele. “Os alemães se sentem confortáveis com a umbanda porque podem ter um contato com Deus sem ter o peso de serem 100% corretos e perfeitos o tempo todo. Traz leveza para a sua realidade”, afirma. O erro se transforma numa fonte de aprendizado e não mais de penitência, compara.
    A religião brasileira viva a crença de que os médiuns incorporam espíritos antigos de uma dezena de entidades, como o preto velho – espíritos de negros idosos, quase sempre escravos que morreram e guardam sabedoria para lidar com os problemas terrestres –, ou o caboclo (índios guerreiros), e com a inspiração desses ancestrais se comunicam com as pessoas que procuram o centro de umbanda para dividir suas preocupações ou tristezas, em busca de uma orientação ou apenas um ombro amigo.
    “Temos recebido gente da Alemanha inteira e também de outros países vizinhos”, contou Gabriele ao EL PAÍS em sua passagem por São Paulo. Como no Brasil, as pessoas que buscam um ‘atendimento’ na umbanda vão atrás da cura de todo tipo de dor. Mágoa, raiva, ansiedade, depressão, dívidas… aquele momento confuso em que não se vê nenhuma saída. Quase sempre a porta de entrada para as religiões.
    A umbanda, porém, parece mais descomplicada a seus fieis e trabalha com elementos muito familiares ao Brasil.
    Os médiuns alemães atendem os seus invocando a energia das entidades conhecidas dos brasileiros, mas também trabalham com arquétipos da cultura local, como druidas e wikas, da mitologia celta.
    Hoje, centenas de alemães frequentam a Casa de Gabriele, que já vislumbra a coroação de três novos sacerdotes: duas mães no santo e um pai no santo, todos nascidos na terra da chanceler Angela Merkel.
    Quando questionada se os alemães não deveriam se sentir menos à vontade diante de um credo vindo de um país tão diferente, Gabriele responde certeira: “Os brasileiros são muito mais evoluídos espiritualmente que os alemães”, garante.
    Mas, nem todos têm essa leitura e algumas provações começaram a aparecer no caminho desta mãe no santo. Depois de uma acolhida calorosa no início, com fieis seguidores e um público crescente, há um ano começou a sentir na pele o preconceito que a religião também desperta no Brasil.
    Os vizinhos do endereço atual onde se encontra o terreiro começaram a reclamar da movimentação no entorno, do barulho dos tambores, do canto e a estranhar as vestimentas do grupo. “Começaram a me chamar de ‘líder de seita’, a reclamar na prefeitura, a enviar cartas para os jornais locais”, conta.
    Nada, porém, a faz desanimar da sua missão. “Me aguardem, não vou desistir jamais”, afirma, que já sonha com novos espaços dentro em breve.
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  • Instituto de Educação fecha 18 meses para reforma

    MATHEUS CHAPARINI
    Começa em janeiro, com prazo de 18 meses para ser concluída, a reforma do prédio do Instituto de Educação, uma das mais tradicionais instituições do ensino público do Rio Grande do Sul.
    O governador José Ivo Sartori assinou  há uma semana o contrato para a restauração do prédio de 180 anos, tombado pelo patrimônio público.
    A reforma vai custar R$ 22,5 milhões e será executada pela Porto Novo Empreendimentos e Construções Ltda, única a atender o edital de licitação.
    Durante a reforma, a escola permanecerá fechada e alunos serão realocados em duas outras escolas estaduais.
    A Educação Infantil será transferida para a escola Felipe de Oliveira, no bairro Santa Cecília, e os estudantes a partir do quinto ano do Ensino Fundamental passarão para a escola Roque Callage, no Rio Branco.
    Os alunos de 1ª a 4ª série não serão afetados, pois têm aulas na unidade anexa do Instituto, que funciona na escola Diná Néri Pereira, na rua José Bonifácio.
    O IE conta também com turmas de EJA (Educação de Jovens e Adultos) à noite. O destino destes alunos ainda não foi definido. Ao todo, a escola tem 1.673 alunos.
    Alunos reclamam da transferência
    Os alunos reconhecem as más condições do prédio e a necessidade de uma restauração, mas reclamam da tranferência para outras escolas. Marina Rodrigues, estudante do 9º ano, diz que vai mudar de escola. “Eu moro na Zona Sul, fica contramão. Aqui passa ônibus para quase qualquer lugar, lá na outra escola passam poucos.”

    Matheus e Mariana acreditam que vários alunos deixam a escola em função da mudança / Foto Matheus Chaparini
    Matheus e Mariana acreditam que vários alunos deixarãoa escola em função da mudança / Foto Matheus Chaparini

    Matheus Fontes, também aluno do 9º ano, acredita que vários colegas vão mudar de escola por falta de transporte. Ele lamenta o fato, pois afirma que a qualidade do ensino do Instituto de Educação é superior à maioria das escolas públicas. “Já estudei em outras escolas e não tem comparação. Minha irmã passou em Administração na UFRGS sem fazer cursinho, só com o Ensino Médio daqui.”
    Edital teve apenas uma empresa inscrita
    Há muitos anos se discute a necessidade de restaurar o prédio do IE, tombado pelo patrimônio histórico estadual em 2006. O ex-secretário da Educação José Clóvis de Azevedo afirma que foram começadas várias reformas parciais. “Mas estas tentativas de reforma pioraram a situação. O ginásio foi praticamente destruído porque tentaram colocar um piso inadequado.”
    A licitação foi aberta inicialmente em novembro de 2014, no final do governo Tarso Genro, com o valor de R$ 19.766.524,32. A Porto Novo entrou com pedido de impugnação, a licitação passou por uma revisão técnica e foi reaberta em fevereiro de 2015, com o orçamento corrigido para R$ 22,5 milhões. A Secretaria Estadual de Educação informou que não houve concorrência, pois apenas uma empresa se inscreveu na licitação.
    “Toda A estrutura está deteriorada”
    É a primeira restauração do prédio, que foi construído em 1935 para abrigar a antiga Escola Normal da Província, criada em 1869.
    Em março do ano passado, professores e alunos fizeram um protesto contra as más condições do imóvel.
    Questionada sobre as áreas que estão em piores condições, a diretora Leda Larratéa é taxativa: “Toda a estrutura está deteriorada pelo tempo e pela falta de manutenção. Não tem nada que dê pra dar nota dez, é tudo de zero a cinco, e com boa vontade.”
    Ela afirma ainda que a última grande reforma foi feita há mais de 20 anos e que há setores que sequer podem ser utilizados, como o ginásio esportivo, interditado há mais de dez anos; a pracinha das crianças, há cinco; e o auditório, há um ano e meio.
    Os alunos reclamam também que as salas de aula do andar superior têm goteiras e o banheiro feminino do térreo está já não tem o forro.
    Além do restauro, a estrutura será modernizada e adaptada. O prédio, que ocupa uma área total 11.021 metros quadrados, atenderá exigências de acessibilidade e prevenção contra incêndio.
    O projeto, realizado pela empresa 3C Arquitetura e Urbanismo, contempla ainda paisagismo, reforma nas redes elétrica e hidráulica, iluminação interna e externa, instalação de câmeras de vídeo para monitoramento, rede lógica, sonorização e climatização.
    O escritório de arquitetura partiu de pesquisas históricas, e mapeou as peças originais e as modificadas ao longo dos anos.

  • EPTC quer combater o Uber com policiais disfarçados de clientes

    Hoje, na Câmara Municipal de Porto Alegre, houve uma reunião de vereadores com a direção da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação). Antes do início, o presidente Mauro Pinheiro (PT) abriu espaço para a manifestação da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi (AsperTaxi).
    Walter Luiz Rodrigues Barcelos, presidente da AsperTaxi, declarou que a entidade é favorável ao projeto 145/2015, apresentado pelo vereador Claudio Janta, que visa proibir o serviço de transporte remunerado oferecido por aplicativos como o Uber. Barcelos argumentou que o dinheiro que o aplicativo arrecada na Capital vai para fora do País. “Não podemos aceitar que o transporte clandestino comece a operar, pois nós somos vistoriados rotineiramente e pagamos todas as taxas e impostos que são necessários”, disse.
    O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirmou que a fiscalização se baseia na Lei Geral do Táxi. “Tudo o que é necessário para ser um permissionário da concessão está descrito ali”. Acrescentou que a lei federal que regulamentou a profissão de taxista diz claramente que é necessário permissão municipal e taxímetro aferido pelo Inmetro.
    Cappellari reconheceu que o serviço de táxi de Porto Alegre deixa a desejar, mas acrescentou que a Prefeitura apoia as novas tecnologias. “Existem nove aplicativos operando atualmente. Estamos buscando uma parceria com eles para agregar mais qualidade ao serviço de táxi.”
    Em Porto Alegre, são registradas cerca de 1,5 mil reclamações anuais envolvendo o serviço de táxi, segundo Cappellari, o que corresponde a pouco mais de quatro denúncias diárias.
    O aplicativo Uber está em funcionamento em Porto Alegre desde quinta-feira passada, 19. A EPTC considera ilegal o serviço e afirma que vai aplicar multas e recolher os automóveis que forem flagrados oferecendo o serviço. Nesta segunda-feira, Cappellari cogitou fazer armadilhas para pegar os motoristas do Uber, utilizando policiais disfarçados de clientes.

  • Fortunati decreta criação da Porto Alegre Film Commission

    Nesta quarta-feira, 25, a Prefeitura de Porto Alegre formaliza a criação do Escritório Municipal de Apoio à Produção Audiovisual – Porto Alegre Film Commission, com a assinatura de decreto pelo prefeito José Fortunati. O objetivo é captar, coordenar e servir de agente facilitador para produções audiovisuais nacionais e internacionais na cidade nas áreas de cinema, publicidade, documentários e novelas, entre outras, promovendo o destino Porto Alegre para essas atividades e fomentando o turismo cinematográfico local.
    A cerimônia acontecerá às 17h, na Cinemateca Capitólio, dentro da programação do II Sul Audiovisual Market, evento que irá reunir empresas do setor audiovisual do Rio Grande do Sul e clientes que representam canais de televisão nacionais e internacionais com o objetivo de incrementar o desenvolvimento do setor no Estado e dar suporte para a geração de novos negócios.
    O secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes, apresentará a logomarca da Porto Alegre Film Commission, o vídeo institucional que apresenta o potencial cênico da cidade para produções audiovisuais e ainda um site que centraliza as informações sobre o mercado audiovisual local para orientar produtoras interessadas em filmar em Porto Alegre. Moraes também abordará a evolução do trabalho do Escritório Municipal de Apoio à Produção Audiovisual como fomentador da cadeia produtiva audiovisual local e do retorno que o turismo cinematográfico tende a gerar para as cidades.
    O processo de estruturação da Porto Alegre Film Commission foi iniciado em agosto deste ano pela Secretaria Municipal de Turismo, que aglutinou em torno do projeto 24 entidades dos setores audiovisual, turismo, comércio e serviços do Rio Grande do Sul e órgãos públicos municipais.
  • Geração de energia limpa terá frente parlamentar

    Nesta quarta-feira (25), às 11h, no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa, será realizado o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Micro e Minigeração de Energia Renovável.
    O deputado estadual Zé Nunes (PT) coordenará o órgão técnico cujo objetivo é promover debates, estudos e políticas sobre geração de energia local renovável e sustentável com base em sistemas de micro e minigeração distribuída, na perspectiva de incentivar a ampliação da geração e a consolidação de uma cadeia produtiva no Rio Grande do Sul.
    “Os sistemas de micro e minigeração de energia renovável, a partir de fonte solar fotovoltaica, eólica, biogás, biomassa e hidráulica, podem contribuir para suprir a demanda de energia, integrando desenvolvimento socioeconômico com sustentabilidade”, explica.
    O petista coordenou e relatou a Subcomissão de Energia Elétrica da AL, e a criação deste órgão foi uma das recomendações do relatório final apresentado por ele. Também é de autoria de Zé Nunes o Projeto de Lei nº 271/2015, que institui a Política Estadual de Incentivo à Micro e Minigeração Distribuída de Energia Elétrica a partir de fonte solar fotovoltaica, eólica, biomassa e hidráulica do Rio Grande do Sul.