Autor: da Redação

  • "Avançamos para a deterioração do regime democrático"

    Eduardo Maretti, da RBA
    Em seminário realizado pelo Fórum 21 em São Paulo, especialistas em direito e relações internacionais dizem que, se proposta da Lei Antiterrorismo relatada por Aloysio Nunes passar, democracia estará em risco
    A chamada Lei Antiterrorismo é uma séria ameaça aos direitos individuais e ao estado democrático de direito. “No plano da teoria do Estado, estamos avançando rapidamente para a deterioração absoluta do regime democrático”, afirmou o jurista Pedro Serrano, em seminário promovido pelo Fórum 21 sobre o tema, realizado hoje (11) na Assembleia Legislativa de São Paulo.
    “A Lei do Antiterrorismo é pura importação de medidas de exceção de modelagem europeia, que foi transferida ao Brasil sem necessidade. Se na Europa é ruim, aqui vai ser terrível, porque aqui nós temos o Judiciário como agente de exceção”, disse Serrano.
    Para Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP, a incorporação de países, principalmente com a importância do Brasil, entre aqueles que adotam medidas nesse âmbito “faz parte da estratégia dos Estados Unidos”. “O Brasil entrou na órbita dessa preocupação. A forma como o Brasil vai lidar com isso é considerada importante”, avalia Nasser.
    Também presente ao evento, o ex-procurador-geral do estado de São Paulo (de 1995 a 2000) Márcio Sotelo Felippe afirmou que “o projeto traz grave risco à democracia”. “Tanto que, nas justificativas, faz referência aos compromissos internacionais do Brasil.”
    O grande problema de tal legislação é que, diante da dificuldade de se conceituar o que é terrorismo, a interpretação caberá a agentes públicos como policiais, promotores e juízes. Segundo o artigo 2° do projeto, “terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos de atos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.
    O perigo dessa previsão, avalia Felippe, é a ampla possibilidade de interpretação pelas autoridades. “O que é ‘terror generalizado’? Essas conceituações ‘abertas’ permitem a interpretação que for mais conveniente ao policial, ao promotor ou ao juiz. Terror generalizado pode ser um coquetel molotov? Pode ser a bomba de Hiroshima?”, ironiza.
    A adoção, pelo Brasil, de medidas “de exceção” como a Lei Antiterrorismo não é casual. “Hoje se dissemina no mundo um crescimento da direita contra movimentos sociais”, constata Felippe. Ele cita a chamada Lei da Mordaça, da Espanha, que fala em “segurança da sociedade”. “Estamos diante de uma escalada repressiva em âmbito internacional.” Para ele, o fato de o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ter sido o relator do projeto no Senado é sintomático, assim como é estranho que a proposta seja de iniciativa do Executivo e, mais estranho ainda, do Ministério da Fazenda, e não da Justiça, como seria de se esperar.
    O PLC 101/2015, já aprovado no Senado, precisa ser novamente votado na Câmara. Proposto pelo Executivo, o projeto relatado por Aloysio Nunes ficou ainda mais preocupante após passar no Senado dia 28 de outubro por 38 votos favoráveis e 18 contra.
    Pelo texto aprovado na Câmara, estavam excluídas da tipificação de terrorista “pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios”. No texto original, ficavam fora da tipificação de terrorista “pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais”.
    Aloysio retirou a exceção aos movimentos sociais do texto. Isso significa que um movimento de rua ou um protesto, caso a lei entre em vigor, pode ser enquadrado como “terrorismo”, de acordo com os debatedores no seminário do Fórum 21.

    História

    Pedro Serrano acredita que, enquanto no século 20 as ditaduras eram implementadas por meio de “formas de governos com pretensão de provisoriedade”, no século 21 as medidas de exceção são adotadas “no interior da democracia”, como, por exemplo, por meio de leis ou da atuação do Judiciário. “Marcadamente depois do 11 de setembro, com o Patriot Act (adotado pelo governo norte-americano de George W. Bush), sob o pretexto de combater o inimigo muçulmano.”
    Segundo Serrano, “hoje, no primeiro mundo, o que se observa são atos legislativos que se traduzem em medidas de exceção, as quais, a título de combater o inimigo, têm o condão de suspender os direitos humanos fundamentais.” O Brasil caminha nesse sentido, avalia.

  • História Ilustrada do RS: nova edição já está na Feira do Livro

    Edição atualizada chega com preço especial de lançamento durante a Feira do Livro
    Edição atualizada chega com preço especial de lançamento durante a Feira do Livro

    Produzida pela equipe do JÁ e lançada em fascículos que circularam encartados no jornal Zero Hora, em 1998, a História Ilustrada do Rio Grande do Sul ganhou uma nova edição, revisada e ampliada, com um capítulo inédito.
    Capítulo inédito atualiza a História até o presente
    Capítulo inédito atualiza a História até o presente

    Com 352 páginas, todo em cores, o livro já está à venda na Feira do Livro de Porto Alegre, ao preço promocional de R$ 98,oo. Depois da Feira, irá às livrarias por R$ 140,oo.
    Obra aborda diversos aspectos, como História, Economia e Cultura do RS
    Obra aborda diversos aspectos, como História, Economia e Cultura do RS

    Mostrando a formação do Estado, da Pré-História ao Século 21, esta é a obra mais abrangente sobre a história do Rio Grande do Sul,  fartamente ilustrada com mais de 1.200 imagens.
    Os primeiros habitantes, ainda na Pré-História
    Os primeiros habitantes, ainda na Pré-História

    “É um trabalho que exigiu quase dois anos de pesquisa, envolvendo mais de 30 profissionais, sob a supervisão de quatro historiadores”, diz o editor Elmar Bones.
    05 - 1751 A 1780
    Lançada na banca da ARI (Associação Riograndense de Imprensa), também já pode ser encontrada noutras barracas:

    Na Feira do Livro:
    Banca da ARI (ao lado do Santander Cultural)
    Livraria Mosaico (banca 69)
    Momento Cultural (banca 61)

     
    Nas livrarias parceiras:
    Braz Shop: Av. Venâncio Aires, 1185
    Banca Folhetim: Jacinto Gomes, 11
    Estação Cultura: Rua General Câmara, 455

    Isasul Livraria: Rua Riachuelo, 1236
    Livraria Londres: Av. Osvaldo Aranha, 1182
    Martins Livreiro: Rua Riachuelo, 1291
    Palavraria: Rua Vasco da Gama, 165
    Roma Livros e Revistas: 1º piso do Praia de Belas Shopping
    21 - 1999 A 2004
    Aspectos políticos e econômicos contextualizados
    Aspectos políticos e econômicos contextualizados

     

  • Senador recebe ameaças pelo telefone

    Mensagens como “vou te matar” e “vamos botar fogo na sua casa”, além de outras de cunho ofensivo, começaram a chegar para o senador Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade, depois que uma internauta divulgou o número de celular dele. O parlamentar deve acionar a Polícia Federal na tentativa de proteger a família
    Por Ivan Longo
    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) vem recebendo, desde a última sexta-feira (6), mensagens de cunho ofensivo e ameaças à integridade física dele e também de sua família. De acordo com apuração da assessoria do parlamentar, as mensagens começaram a chegar depois que uma internauta que seria ligada a grupos fundamentalistas divulgou no Facebook o número do celular pessoal de Randolfe. Desde então, diversas ameaças foram enviadas por mensagens na rede social e via WhatsApp. “Quero prints”, ela escreveu ao passar o contato.
    Segundo a assessoria de imprensa do senador, a princípio ele não deu importância para as mensagens que simplesmente se ocupavam em ofender. A maioria delas se limitava a xingamentos. Ao longo do final de semana, no entanto, as mensagens ganharam teor de ameaças. Entre as intimidações, surgiram frases como “vou te matar”, “o próximo ato será na frente da sua casa” ou “vamos botar fogo na sua casa”.
    Quem denunciou o caso foi o próprio senador, por meio de uma publicação em seu Facebook. “Os prejuízos, não só à minha atividade parlamentar, como à minha vida pessoal e familiar são graves. Tenho confiança nas instituições e sei que em breve os responsáveis serão identificados e punidos na forma da lei”, escreveu.
    Nos comentários, entre algumas mensagens de solidariedade, mais ofensas e até reações a um possível processo criminal. “Aguardando sentado a minha intimação…”, postou um internauta.
    De acordo com Randolfe, a Polícia Legislativa já foi acionada e analisa, neste momento, o conteúdo das mensagens. O fato deve ser levado ainda à Polícia Federal para que os responsáveis pelos ataques sejam identificados e punidos.

  • Novo presidente da CGTEE vê oportunidades para o carvão

    Como o JÁ adiantou na semana passada, o  engenheiro eletricista Francisco Romário Wojcicki assumiu nesta terça-feira, 10, a presidência da CGTEE, subsidiária da Eletrobrás, que controla usinas termelétricas no Rio Grande do Sul.
    Funcionário de carreira do Ministério de Minas e Energia, ele substitui Sereno Chaise, que ingressou na empresa em 2003, como diretor Financeiro, e desde 2006 exercia o cargo de presidente.
    A mudança na CGTEE é ainda reflexo da reforma ministerial, quando o setor elétrico federal tornou-se uma das áreas de influência do PMDB.
    Segundo Romário, a sua indicação renova e aumenta seu empenho em assegurar ambiente propício a recuperação financeira da empresa, em assegurar ações em defesa do carvão mineral, recurso considerado importante para o Estado e para o País. Na sua opinião, assegurar novos investimentos, participações em leilões futuros, expansão da empresa e ampliação do parque gerador, com estratégia, regras claras e efetivas, são fundamentais.
    “É certo afirmar que o atual modelo do setor elétrico foi exitoso e assegurou, além de mecanismos confiáveis e efetivos para contratação da energia necessária para atender o crescimento da demanda no País, a redução dos riscos de investimentos em energia, em geral intensivos em capital e de longo prazo. Este mesmo modelo consolidou o planejamento energético setorial.  Porém, como tudo que é dinâmico, atualmente, requer aprimoramentos que venham assegurar respostas efetivas às questões que surgiram ao longo dos últimos anos ou que resultaram de sua própria aplicação. Neste sentido, tanto o modelo quanto o planejamento devem passar por adequações e aprimoramentos”, ressaltou em comunicado aos trabalhadores.
    Romário frisa que neste cenário a geração termelétrica terá relevante destaque para o fortalecimento da segurança do Sistema Interligado Nacional. “É neste cenário favorável que surgirão novas oportunidades de expansão do nosso parque gerador e para uma maior participação do carvão na geração de base do Setor Elétrico Nacional, principalmente ao lembrarmos que o aproveitamento do potencial hidráulico existente no Brasil tende, nos próximos anos, ao seu limite”, completa.
    Para o novo presidente, muitas boas oportunidades virão. “Acredito em uma nova e promissora fase para a geração de energia por centrais termelétricas a carvão, implementados os devidos requisitos técnicos que garantam a harmonia, o atendimento às condicionantes ambientais envolvidas e o respeito ao meio ambiente”, revela.
    A Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – Eletrobras CGTEE é uma empresa do Sistema Eletrobras e possui os direitos de exploração e produção de energia elétrica através de suas usinas termelétricas instaladas no estado do Rio Grande do Sul. Sua maior unidade fica localizada em Candiota, Metade Sul do RS.
    Francisco Romário Wojcicki é gaúcho. Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1983), especialização e mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Itajubá (1997 e 1999) e mestrado em Gestão pela Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Engenheiro da Eletrosul desde 1983, atuou como secretário adjunto do MME nos últimos dez anos.
    Integrantes do novo Conselho de Administração:
    Josias Matos de Araujo (Presidente)
    Francisco Romário Wojcicki
    Jaime Renato Esteve Garcia
    Mauro Henrique Moreira Sousa
    Ricardo Spanier Homrich
    Walter Baere de Araújo Filho
     

  • Zelotes retoma foco e caso RBS vai ao Supremo

    Tereza Cruvinel, do Brasil 247
    Retomando seu foco original, a investigação do esquema bilionário de sonegação montado entre grandes empresas e membros do CARF, a Operação Zelotes  apresentou denúncia contra o grupo de comunicação RBS, parceiro regional das Organizações Globo, ao Supremo Tribunal Federal. A denúncia subiu para o STF por conta do envolvimento do ministro do TCU Augusto Nardes, relator da rejeição das contas da presidente Dilma, e do hoje deputado Afonso Mota (PDT-RS), ex-executivo do grupo, que têm foro privilegiado. O inquérito sobre a RBS é o de número 4150 e a relatora já foi indicada. Será a ministra Carmem Lúcia. Outras sete empresas serão denunciadas à Justiça comum.
    Postagens realizadas ontem numa rede social pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) diziam que a Zelotes retomaria o foco original na sonegação, atingindo setores da mídia e do meio cervejeiro. O Brasil247 confirmou com procuradores ligados à operação que, além da RBS, outras sete grandes empresas serão mesmo denunciadas e entre elas figura a cervejaria Itaipava, assim como bancos e montadoras.
    Com isso, a Zelotes retoma o objetivo original de investigar o esquema em que membros do CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Receita Federal, recebiam propinas de dar inveja a Paulo Roberto Costa, da máfia da Petrobras, para acolher recursos tributários que resultaram em perdas de quase R$ 20 bilhões para a União entre 2005 e 2013.
    Nas últimas semanas o foco da Zelotes havia se voltado para a investigação de suposta “compra” de medida provisória que concedeu incentivos fiscais para montadoras instaladas nas regiões Norte-Nordeste-Centro-Oeste, editadas em 2009 (governo Lula) e 2011 (governo Dilma). A investigação resultou em ação de busca e apreensão na empresa do filho do ex-presidente Lula, Luis Cláudio, que em 2015 recebeu pagamentos de uma empresa ligada à máfia do CARF, a Marcondes & Mautoni, segundo sua defesa pela prestação de serviços de marketing esportivo. A Polícia Federal chegou a levar intimação ao filho de Lula às 23 horas do último dia 27, depois de ele ter saído da celebração dos 70 anos do pai no Instituto Lula, com a presença da presidente Dilma. As ações atípicas da Polícia Federal irritaram o ex-presidente, que se queixou da falta de comando do ministro da Justiça sobre a PF. Ontem José Eduardo Cardoso afirmou em entrevista que Lula “tem todo o direito de não gostar dele”.
    As investigações teriam comprovado (veja no final cópia de trecho do inquérito) que a RBS, grupo de comunicação hegemônico no Sul do Brasil, pagou R$ 11,7 milhões à SGR Consultoria para livrar-se de multa de R$ 113 milhões. O hoje deputado Afonso Mota era o vice-presidente jurídico e institucional da RBS na época. O ministro Augusto Nardes é suspeito de ter recebido R$ 2,6 milhões da mesma SGR Consultoria  por meio da empresa Planalto Soluções e Negócios, da qual foi sócio até 2005 e que continua registrada em nome de um sobrinho dele.
    Os procuradores da Zelotes dizem que o esquema continua surpreendendo por sua magnitude. “Quando mais cavucamos, mais descobrimos”, disse um deles ao 247.  Agora os investigadores tentam confirmar a existência de um esquema anterior ao julgamento dos recursos pelo CARF, pelo qual auditores ligados à máfia aplicavam as multas já com objetivo de obter as propinas para negociar depois a redução ou anulação delas no conselho, mediante cobrança de propinas.
    Eles descobriram também a participação do filho de um conselheiro que movimentou mais de R$ 500 milhões, supostamente derivados de propinas, através de 32 empresas registradas em seu nome. A identidade do conselheiro não foi revelada mas é sabido que ele foi chefe regional da Receita em um estado importante da federação.
    Em outra linha de investigação a Zelotes está buscando identificar a existência de contas milionárias de membros da máfia do CARF no exterior, bem como de imóveis adquiridos principalmente nos Estados Unidos. Para isso a Zelotes precisa de apoio do DRCI-Ministério da Justiça, órgão que viabiliza os acordos internacionais com este objetivo, tais como os que têm permitido a identificação das contas dos corruptos da Petrobras.
    Abaixo, trecho da denúncia apontando o pagamentos da RBS à SGR.
    Zelotes-SGRxRBS

  • Porto Alegre entra na rota do turismo gay

    O programa Porto Alegre LGBT, lançado no final de setembro pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR), terá as primeiras adesões nesta quarta-feira, 11.
    Oito empresas e profissionais liberais do segmento de eventos da capital assinarão a Carta de Compromisso, aderindo formalmente ao programa, que incluiu Porto Alegre entre os destinos gay-friendly reconhecidos pela Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo).
    Ao todo, são 7 capitais no país com esta certificação.
    O objetivo do programa é aumentar o fluxo de turistas entre o público homossexual, que responde por uma parcela importante do movimento turístico mundial.
    Segundo dados da Organização Mundial do Turismo, o público LGBT representa 10% do fluxo total de turistas no mundo (1,13 bilhão de pessoas) e por 15% do faturamento mundial do setor (1,2 bilhão de dólares).
    Enquanto o mercado mundial de turismo cresce 3,8% ao ano, o segmento avança a 10,3%
    De acordo com a Embratur, o público LGBT apresenta gastos per capita, em média, 30% superiores, gasta mais em cultura e arte, lazer, entretenimento e vida noturna, dando preferência a estabelecimentos de boa qualidade e amigáveis, onde sejam respeitados e bem acolhidos.
    Secretaria oferece qualificação gratuita
    Para aderir ao programa, os empresários e profissionais participaram de um módulo de qualificação oferecido pela secretaria. A primeira turma contou com 15 participantes e passou pelo módulo no dia 28 de outubro. A qualificação da próxima turma está marcada para o dia 23 de novembro e será oferecida a agentes da Delegacia de Polícia para Turistas (DEPTUR). Os módulos são oferecidos gratuitamente, conforme demanda e podem ser realizados na própria secretaria ou diretamente nas empresas.
    O documento de adesão propõe a adoção de boas práticas de atendimento e a construção de uma relação positiva com os turistas LGBT. As empresas se comprometem a sensibilizar seus funcionários para os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, qualificar 80% da equipe gerencial e das pessoas que atuam no atendimento ao público, além de oferecer um espaço seguro e acolhedor que promova a diversidade sexual e de gênero, tornando essas ações uma política constante e duradoura na organização.
    O ato das assinaturas será ás 17h, durante a 1ª Expo Entre Iguais, evento onde serão expostos produtos e serviços dirigidos a cerimônias de casamento entre pessoas do mesmo sexo. A exposição conta com 40 estandes de profissionais de fotografia, gastronomia, cenografia, iluminação, viagens, locações, entre outras empresas especializadas no segmento. Durante a feira, a SMTUR também fará a divulgação do programa Porto Alegre LGBT e do processo de adesão aos demais expositores. O evento, é aberto ao público, nesta quarta-feira, das 17h às 22h, na Mansão Isla (rua do Pescador, 113, Ilha das Flores).

  • Brasil tem 16 milhões em áreas ameaçadas pelo aquecimento global

    Da Envolverde
    O Brasil tem 16 milhões de habitantes em áreas ameaçadas pela elevação do nível do mar, se a temperatura da terra aumentar 4 ° C, como prevêem cientistas.  Mesmo que esta média seja reduzida à metade, o número de brasileiros vivendo em áreas que vão submergir é de 9 milhões.
    Mantidos os atuais níveis de emissão de carbono na atmosfera, a temperatura média da terra pode subir 4 ° C. A principal consequência disso será uma elevação do o nível do mar suficiente para submergir áreas onde atualmente vivem de 470 a 760 milhões de pessoas.
    Essas são as conclusões de um relatório e mapas interativos publicados nesta segunda-feira (9) pela Climate Central, o qual também aponta que a tendência de ascensão não poderá ser interrompida e se desdobrará ao longo dos séculos.
    O relatório mostra ainda que cortes agressivos nas emissões de carbono, resultando em 2 ° C de aquecimento, poderiam reduzir o número de pessoas atingidas para 130 milhões. A divulgação desse estudo coincide com o encontro de ministros de mais de 80 países em Paris para encontrar mais pontos em comum antes das negociações climáticas globais que ocorrerão em dezembro.
    O relatório da Climate Central tem por base um documento focado nos EUA que foi publicado no mês passado Proceedings of the National Academy of Sciences of the U.S.A, de autoria dos cientistas da Climate Central Benjamin Strauss e Scott Kulp, e Anders Levermann do Potsdam Institute for Climate Impact Research. Para avaliar as implicações para todas as nações e cidades costeiras, a nova pesquisa utiliza relações entre o aquecimento causado pelas emissões de carbono, o nível de elevação no mar que essas emissões causam no longo prazo, e dados globais da população.
    O relatório aponta que a China é a nação em maior risco, com 145 milhões de pessoas vivendo em áreas ameaçadas pela elevação dos mares se os níveis de emissões não forem reduzidos. Esse é também o país que tem mais a ganhar com a limitação do aquecimento global a 2° C, o que reduziria o número de pessoas afetadas a 64 milhões.
    Há outras 12 outras nações que têm, cada uma, mais de 10 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco. Esse ranking é liderado por Índia, Bangladesh, Vietnã e Indonésia. Alcançar a meta de 2 ° C reduziria a exposição de mais de 10 milhões em cada um destes países, além de beneficiar a maioria dos outros países desse grupo de alto risco, o qual inclui Japão, EUA, Filipinas, Egito e Brasil.
    O Brasil tem 16 milhões de habitantes em áreas ameaçadas pela elevação do nível do mar causada pelo aquecimento global de 4 ° C. Se conseguirmos reduzir essa média para 2 ° C, o número de pessoas ameaçadas cai para 9 milhões. O aumento do nível do mar que causará tais ameaças irá provavelmente e desdobrar ao longo de centenas de anos, mas as emissões de carbono responsáveis por isso são as que acontecerem neste século – e que podem levar a um caminho ou outro.
    “Os riscos globais das mudanças climáticas são claros quando falamos do aumento do nível do mar”, disse Strauss, PhD, vice-presidente de Impactos Climáticos no Climate Central e principal autor do relatório. “O resultado das negociações climáticas em Paris pode nos levar à perda de inúmeras grandes cidades e monumentos costeiros em todo o mundo, à migração sem fim e à desestabilização, ou pode nos direcionar para uma maior preservação de nossa herança global e para um futuro mais estável “.
    Levermann, co-presidente de Research Domain Sustainable Solutions do Instituto Potsdam Institute for Climate Impact Research da Alemanha, acrescentou, “Não há porque temer a elevação do nível dos oceanos porque ela é lenta, mas é algo com o qual temos que nos preocupar porque ela leva à ocupação da terra pelo mar, incluindo as cidades nas quais estamos construindo nossa futura herança.”
    Megacidades globais com as 10 maiores populações em risco incluem Xangai, Hong Kong, Calcutá, Mumbai, Daca, Jacarta e Hanoi. O Rio de Janeiro tem 2,4 milhões em áreas de risco (0,24 por cento da população da grande área urbana) em um cenário de aquecimento global de 4 ° C, número que cai para 1,3 milhão no caso de 2 ° C de aquecimento. Projeções medianas da elevação do nível do mar desencadeadas pelo aquecimento global são 9,3 metros para 4 ° C e 4,9 metros para 2 ° C.
    Em conjunto com o relatório, a Climate Central criou um mapa global interativo e incorporável chamado Escolhas Climáticas, ou Climate Choices.
    Os usuários podem digitar o nome de qualquer cidade costeira ou código postal em todo o mundo e comparar as potenciais consequências de diferentes cenários de aquecimento ou de emissões em uma base local.
    (#Envolverde)

  • Movimentos voltam a praça para debater o futuro de Porto Alegre

    Depois de uma participação extraoficial na 61ª Feira do Livro de Porto Alegre, quando o coletivo Cais Mauá de Todos promoveu um ato público contestando a proposta de revitalização da antiga área portuária de Porto Alegre, nesta sexta-feira (13), o grupo é convidado da organização para um debate na Praça da Alfândega.
    “A Cidade que Queremos” será o tema da discussão que ocorre na Sala Leste do Santander Cultural, tendo por protagonistas a radialista Katia Suman, a arquiteta Lena Cavalheiro, o sociólogo Milton Cruz e o historiador Francisco Marshall.
    Esse também foi o nome adotado por um coletivo – integrado pelo Cais Mauá de Todos e por outros vários grupos, associações comunitárias e movimentos sociais e ecologistas – lançado na sexta-feira passada (6), que defende o direito da população a usufruir da sua cidade.
    “Vamos fazer um debate para ampliar a questão, incluindo o cais dentro do contexto de Porto Alegre, da falta de planejamento urbano e participação popular nas decisões que afetam a todos”, resumem, no evento criado no facebook para atrair participantes.
    O encontro tem entrada franca e inicia às 17h. O coletivo avisa que após a discussão, haverá uma caminhada da praça até o armazém do cais onde o consórcio organiza uma exposição sobre a obra pretendida.
    O Guaíba em debate
    Um dia antes, no estande da Câmara Municipal de Porto Alegre, o projeto de revitalização do Cais Mauá também estará na pauta da conversa entre os colaboradores da obra “As Águas do Guaíba”, da editora Libretos.
    Com textos do jornalista Rafael Guimaraens, ilustrações de Edgar Vasques e fotografias de Marco Nedeff e Ricardo Stricher, o livro traça um panorama histórico do rio/lago e de seus afluentes, resgatando monumentos, prédios, museus, avenidas que o cercam ou o cercaram no passado.
    Em entrevista ao JÁ, no final de outubro, o autor (que também publicou uma obra resgatando a Enchente de 1941) lançou dúvidas sobre a utilidade do afamado Muro da Mauá. “Os alagamentos aconteceram mesmo com o muro, porque a água avança por baixo, pelo esgoto. É um custo benefício muito baixo para a cidade.” argumenta.
    O bate-papo ocorre na quinta-feira (12), entre 17h e 19h, na Praça da Alfândega.

  • Arte contemporânea tem cinco exposições no IAB

    O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) abre nesta quarta-feira, 11, às 19h30min, cinco exposições de artes visuais selecionadas em edital.
    O espaço estará aberto à visitação até o dia 11 de dezembro, das 14h às 20h, de segunda à sexta-feira, na Rua General Canabarro nº 363, no Centro Histórico de Porto Alegre. A entrada é franca.
    Na Sala Negra, o público poderá conferir a mostra “Organika”, da artista plástica Cristina Dall’igna. Com desenvolvimento e solidez, sua pintura apresenta um vocabulário plástico contemporâneo e uma linguagem abstrata própria. De acordo com o curador Fernado Baril, Dall’igna consegue mesclar elementos figurativos fazendo-se valer de um universo de formas e cores que imprimem sua identidade.
    A Sala Anexa, abrigará a exposição coletiva “Arte em Cerâmica” reunindo trabalhos dos artistas Cláudio Ely (org), Chico Emir, Corina Mello, Denise Pickler, Fábio Vasconcelos, Geovane Schneider, Jvelloso, Liz Helena, Loni Rigotti, Lu Brum, Luciana Veiga, Michelle Bloedow, Mirieli Costa, Sandra Ribeiro, Suzana c. Neubarth trindade e Vivian Siqueira.
    Os participantes são alunos do Atelier Livre Xico Stogkinger da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
    O conjunto de trabalhos apresentados podem ser divididos em fazeres distintos: os pratos são resultados de projeto para o aprendizado da técnica do “baixo-vidrado” do curso intermediário. Nos demais, mostram bem o desenvolvimento de uma linguagem pessoal, espelhando esta pluralidade de artistas.
    A Sala do Arco irá abrigar a mostra “Atual e Presente: Homenagem a Vasco Prado” dos artistas Prado Mario Cladera (Org), Lecy Fisher, Marta Maiocchi, Paula De Conto, Sonia Seibel, Susie Prunes e Helio De Souza.
    Um ano após o centenário de nascimento do escultor gaúcho Vasco Prado, o grupo apresenta um conjunto de trabalhos em diversos materiais; pedra, bronze, terracota, ferros e resinas, compondo um mosaico sobre o universo e temas da obra do mestre Vasco Prado, tendo a figura humana e o cavalo como imagens provocadoras de abordagens que discorrem sobre o homem, a terra e suas lendas: um reconhecimento a transcendência da obra deste artista que ecoa perene na paisagem plástica e visual do sul.
    Na Circulação, Jaqueline Custódio apresenta a mostra “A Cidade que se quer”. A exposição individual reúne diversas imagens trazendo questões urbanas, que foram inspiradas naquilo que crianças querem para Porto Alegre. A partir da proposição da professora da 5ª série de duas escolas – os alunos foram desafiados a escrever um parágrafo, colocando nele seus sonhos e desejos de uma cidade ideal. Os muitos desejos em comum desenharam uma cidade limpa, segura, alegre.
    Na área externa do Solar do IAB RS, o ilustrador e escultor Marcos Vaandrade apresenta a mostra “Geometria Orgânica”.  Para comemorar seus vinte anos de trabalho em diversas áreas das artes, o artista criou uma coleção de obras, onde combina suas habilidades de escultor e designer para compor suas peças. Para a exposição, na Galeria Espaço IAB RS ele selecionou algumas das primeiras peças criadas para esta coleção.
    COLOQUE NA AGENDA
    O que: Exposições de Artes Visuais no IAB RS
    Abertura: Dia 11 de novembro, quarta-feira, às 19h30min.
    Visitação: Até 11 de dezembro de 2015, das 14h às 20h, de segunda à sexta-feira
    Onde: Ponto de Cultura Solar do IAB RS (Rua General Canabarro nº 363, no Centro Histórico de Porto Alegre).
    Quanto: Entrada franca
    Informações: (51) 3212.2552 / http://galeriaespacoiab.blogspot.com.br/
     

  • Filme sobre o jornal JÁ em debate sobre Liberdade de Expressão

    No próximo sábado, 14,  os cursos de Jornalismo e Realização Audiovisual da Unisinos promovem o debate “Entre o Público e o Privado, quando o Dano Moral cala o Jornalismo”. A partir das 10 horas, no Cine Bancários, em Porto Alegre.
    O evento tem dois convidados: Thiago Herdy, vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), e Guilherme Azevedo, professor e coordenador do curso de Direito de Porto Alegre da Unisinos.
    A mediação será feita pela professora titular do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, Christa Berger.
    O debate será aberto com o documentário “Três Crimes e Uma Sentença”. A produção foi vencedora do 7º Prêmio Jovem Jornalista, promovido pelo Instituto Vladimir Herzog.
    O documentário conta a história da condenação do Jornal Já, em 2003, por dano moral e da reportagem que deu origem ao processo, escrita pelo jornalista Elmar Bones.
    O caso foi encaminhado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos pela organização Artigo 19, que considera a condenação uma violação à liberdade de expressão.
    Após a exibição, os debatedores falarão sobre os limites da liberdade de expressão, a subjetividade da aplicação do dano moral e a judicialização da censura. O evento é gratuito e voltado a alunos e profissionais das áreas de Comunicação e Ciências Jurídicas.
    Convidados
    Thiago Herdy é vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e repórter do jornal O Globo na sucursal de São Paulo. Formado em jornalismo pela PUC-MG, trabalhou no Estado de Minas, Diário da Tarde e no Diário do Comércio. É vencedor dos prêmios Esso 2008 e 2010, nas categorias regionais; e menção especial no Prêmio IPYS/Transparência Internacional, 2009 e 2011.
    Guilherme Azevedo é professor e coordenador do curso de Direito de Porto Alegre, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos. Doutorando e Mestre em Direito pelo PPGD/Unisinos. Sócio fundador da ABraSD – Associação Brasileira de Pesquisadores em Sociologia do Direito, onde coordena o Grupo de Pesquisa “Estado, Democracia e Poder”. Desenvolve pesquisa na área da Sociologia do Direito (Law and Society).
    Mediação
    Christa Berger é professora titular do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos. Coordena o grupo de pesquisa Estudos em Jornalismo e é coordenadora nacional do Procad – Tecer: jornalismo e acontecimento. É formada em Comunicação Social – Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS (1973), Mestrado em Ciência Política pela Universidade Nacional Autônoma de Mexico – UNAM (1979), Doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo – ECA/USP (1996). Publicou o livro Campos em Confronto, a terra e o texto pela editora da UFRGS.
    O documentário inscrito pela aluna do 7º semestre de Jornalismo da Unisinos, Joyce Heurich, sob orientação da professora Luciana Kraemer, foi vencedor do 7º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, promovido pelo Instituto Vladimir Herzog. A temática estabelecida pelo Prêmio para a edição 2015 foi “Desafios da Liberdade de Expressão no cenário dos Direitos Humanos: retratos no Brasil de Hoje”. O projeto concorreu com outras 90 propostas de 71 escolas de comunicação, de 17 estados do Brasil. A premiação ocorreu no dia 20 de outubro, no Teatro Tuca, em São Paulo. A produção contou com parceria dos cursos de Jornalismo e Realização Audiovisual da Unisinos, TV Unisinos e Epifania Filmes.
     
    SERVIÇO:
    O que: exibição do documentário “Três Crimes e Uma Sentença” e debate “Entre o Público e o Privado, quando o Dano Moral cala o Jornalismo”.
    Quando: 14/11/2015 (sábado), às 10h.
    Onde: Cine Bancários (R. Gen. Câmara, 424 – Centro, Porto Alegre).