Autor: da Redação

  • Curta #eufaçoporqueamo tem lançamento no Espaço Itau

    Nesta terça, às 20h, no Espaço Itaú de Cinema, estréia o curta-metragem #eufaçoporqueamo, de Cibele Toledo e Lucas Pinto.
    Ele um economista que amava o cinema, ela uma terapeuta que amava a produção cultural. Em 2013 decidiram apostaram no sonho e cruaran uma produtora, para trabalhar com o que gostavam, e produzir filmes que contam histórias sobre pessoas apaixonadas pelo que fazem.
    #eufaçoporqueamo apresenta quatro relatos de pessoas que possuem histórias de sucesso e realização profissional: o fotógrafo Rodrigo Baleia, o palhaço e besteirologista Wellington Nogueira, a chef de cozinha Regina Tcheli e a agropecuarista Maria Eugênia Maciel.

    Agropecuarista Maria Eugênia Maciel
    Agropecuarista Maria Eugênia Maciel

    “Acreditamos que pessoas felizes e inspiradas com suas atividades diárias criam um mundo melhor. Por isso, o projeto #eufaçoporqueamofoi criado. Queremos instigar as pessoas a pensarem suas rotinas e seus trabalhos”, declara a dupla de realizadores. O filme propõe uma nova abordagem ao sugerir que o sucesso está na relação passional que o ser humano tem com seu trabalho. O projeto já produziu vídeos contando a história de Ricardo Majolo, instrutor de vôo livre, Ricardo Pirecco, artista plástico, e Marcelo Tcheli, bioconstrutor. Após o lançamento todos os depoimentos estarão disponíveis no site: http://eufacoporqueamo.com.br.
    A direção de fotografia é de Lucas Cunha, montagem de Alberto Feoli e trilha sonora e sound design da Loop Reclame. #eufaçoporqueamotem patrocínio da AGCO do Brasil e BRDE, com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura pelo Ministério da Cultura.
    Cartaz_EuFacoPqAmo-2p
    #EUFAÇOPORQUEAMO
    Lei de Incentivo a Cultura – Ministério da Cultura
    Patrocínio AGCO do Brasil e BRDE
    REALIZAÇÃO TRÍADE PRODUTORA
    FICHA TÉCNICA
    Rodrigo Baleia – Fotógrafo
    Wellington Nogueira – Palhaço e Besteirologista
    Regina Tcheli – Chef de Cozinha
    Maria Eugênia Maciel – Agropecuarista
    Produção – Cibele Toledo
    Direção – Lucas Rangel Pinto
    Direção de Fotografia – Lucas Cunha
    Som Direto – Tomaz Borges
    Assistente de Câmera – Thiago Marques
    Montagem – Alberto Feoli
    Finalização – Diego Kasper
    Arte Gráfica – Leo Lage
    Trilha Sonora e Soundesign – Loop Reclame
    Motoristas – Bruno Borges
    Financeiro – Laura de Castro
    Lançamento
    20 de outubro, 20h
    Espaço Itaú de Cinema – Shopping Bourbon Country
    http://eufacoporqueamo.com.br
    Teaser – http://www.youtube.com/ watch?v=IjgtHAj8kEs

  • Tarifaço de Sartori em debate na UFRGS

    Dois secretários da Fazenda -, Giovani Feltes do atual governo, e Odir Tonollier, do anterior, – estarão frente a frente em debate sobre “A Dívida Pública e o Juste Fiscal”, na quarta-feira, 21. Participa também o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindsepe/RS), Cláudio Augustin.
    O debate faz parte da Semana Acadêmica promovida pelos estudantes do curso de Administração Pública, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
    Semana acadêmica
    Entre os dias 19 e 23 de agosto, os estudantes do curso de Administração Pública e Social da UFRGS realizam a terceira edição da sua Semana Acadêmica, desta vez com o tema “Para Muito Além da Crise”. O objetivo é debater temas relativos à crise econômica internacional, nacional e estadual.
    Em meio a diversas atividades culturais, como apresentações musicais, teatro, sarau e exposição de fotos, o evento contará com duas mesas principais.
    A primeira, realizada na abertura do encontro dia 19, debaterá perspectivas de desenvolvimento econômico frente à crise, com o Doutor em Economia e professor associado da UFSC Nildo Ouriques, e com o Doutor em Direito e professor da Unisinos Marciano Buffon.
    Dia 21, o debate será sobre “A Dívida Pública e o Ajuste Fiscal”, e contará com a presença do atual Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, do ex-Secretário da Fazenda, Odir Tonollier, do auditor fiscal do TCE/RS, Josué Martins, membro do Núcleo Gaúcho da Auditoria Cidadã da Dívida Pública, e do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado, Cláudio Augustin.
    O evento também contará com uma oficina sobre modelos de gestão, com acadêmicos e representantes de movimentos sociais, que apresentarão diferentes formas de gestão presentes nas organizações públicas e sociais, envolvendo os participantes na resolução de um problema prático. A oficina servirá de subsídio para a assembleia dos estudantes que ocorrerá na quinta-feira, e deverá debater os rumos da organização estudantil do curso.
    Na sexta-feira, dia 23, os estudantes realizam um sarau de encerramento da Semana Acadêmica com apresentação musical das crianças do Areal do Futuro, varal de fotos e poesias. Todas as atividades são abertas à comunidade e a programação pode ser acompanhada pela página do Coletivo Nós Críticos no facebook ou pela página http://www.admpsufrgs. com.br/

  • Projeto de hidrovia na Zona Norte será apresentado segunda, 19

    A Prefeitura apresenta nesta segunda-feira o projeto de implantação de uma segunda estação hidroviária na orla do Guaíba, na zona norte da capital. O Projeto Hidrovias Municipais/POA – Orla Norte está sendo desenvolvido pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) juntamente com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A apresentação do projeto será nesta segunda feira, dia 19, às 19h, no IPA – Unidade DC Shopping (rua Frederico Mentz, 1606). O projeto é parte das iniciativas da prefeitura para revitalização do Quarto Distrito e integra o Programa Hidroviário Municipal, que prevê 11 estações na orla de Porto Alegre.

  • Prefeito diz que situaçao está fora de controle e decreta emergência em Porto Alegre

    Logo depois de receber a previsão de mais chuvas nos próximos dias, ainda na tarde de domingo, o prefeito José Fortunatti decretou “estado de emergência” em Porto Alegre, o que lhe abre acesso a recursos estaduais e federais para enfrentar os danos causados pelos temporais que atingiram a cidade na semana passada. Segundo Fortunatti, a situação saiu fora de controle, porque as águas do Guaiba ainda não baixaram e com novas chuvas o quadro já dramático na cidade deve se agravar.
    Eis a integra do comunicado do pelo prefeito José Fortunati:
    Considerando o resultado catastrófico do vendaval da última quarta feira que atingiu toda a cidade alagando escolas, destruindo postos de saúde, destelhando casas e outros prejuízos;
    Considerando que, com o aumento do nível das águas do Guaíba, as populações carentes das Ilhas e do bairro Humaitá estão sendo mais atingidas ainda;
    Considerando que existe previsão de mais chuvas e ventos fortes para a próxima terça feira, 20:
    Estou decretando estado de emergência para todo o município de Porto Alegre.
    As equipes da Defesa Civil de Porto Alegre e do estado estão fazendo o levantamento de todos os danos já sofridos para serem apresentados aos governos federal e estadual, para a devida formalização.

  • Cheia do Guaíba bate novo recorde

    O Lago Guaíba, que enfrenta cheia há mais de uma semana, bateu novo recorde na tarde desse sábado, 17, com 2,94m no Cais Mauá. Com o nível tão alto, amplia-se o alagamento das Ilhas, a rede de drenagem da cidade não escoa e sofre refluxo, extravasando por bueiros de difentes bairros, inclusive no Centro da cidade. Para evitar o acúmulo de água na av. Mauá, o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) fez a contenção com 210 sacos de areia de 25kg. Outros 100 sacos estão estocados no cais, em caso de necessidade. Todas as 14 comportas do Muro da Mauá estão fechadas.
    A maior cheia dos últimos 74 anos fez com que o Guaíba extravasasse na zona Sul e no Quarto Distrito, regiões mais baixas. Outros pontos da cidade, como nas proximidades do Arroio Dilúvio, também registram alagamentos, consequência do extravasamento da rede de drenagem. Como prevenção, o dique de contenção do Arroio Feijó, que está represado, foi reforçado. A operação de reforço e alargamento da estrutura, que começou na última quinta-feira, 15, foi concluída nesta tarde. Neste domingo, 18, será feita a terraplanagem da área, para evitar poças. A Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) monitora av. Assis Brasil, na divisa com Cachoeirinha. O nível do Rio Gravataí é alto, mas não há bloqueio.
    De acordo com o Centro Integrado de Comando da Cidade (Ceic), a elevação do Guaíba foi causada pelo alto nível da Lagoa dos Patos e, principalmente, por ventos moderados do quadrante Sul, que predominam desde sexta-feira, 16. Neste domingo o vento passa a atuar de fraco a moderado, mas de Sudeste a Leste. Com a diminuição do vento, a tendência é de baixa. Já na noite deste sábado, o nível reduziu para 2,90m. A preocupação passa a ser a chuva prevista para a próxima semama, principalmente terça e quarta-feira, 20 e 21.
    Nesse sábado, 17, o prefeito José Fortunati esteve na região das Ilhas, acompanhando as equipes da prefeitura que estão atendendo os desalojados em função das cheias do Guaíba. A Defesa Civil estima que 600 pessoas no total estejam sendo atendidas em abrigos, além de cerca de 500, em barracas, que se negam em deixar as casas. Leia mais
    Confira a previsão:
    Domingo (18/10): O sol aparece com nuvens em Porto Alegre. A madrugada é fria com mínimas de 9ºC a 11ºC e a tarde bastante agradável com máximas de 21ºC a 23ºC.
    Segunda-feira (19/10): Aumento de nebulosidade. O sol chega a aparecer, mas ocorrem períodos de maior nebulosidade e pode chover. A madrugada é menos fria com mínimas ao redor de 15ºC e com o ingresso de ar quente durante o dia aquece e as máximas ficam entre 23ºC e 25ºC.
    Terça-feira (20/10): O sol aparece com nuvens esparsas em Porto Alegre e há uma invasão de ar extremamente quente, o que deve fazer a temperatura disparar com calor muito intenso. Mínimas ao redor de 20ºC e máximas de 35ºC a 37ºC com vento do quadrante Norte. Com calor intenso e a queda acentuada da pressão atmosférica não se afasta chuva ou temporal até o fim do dia.
    Quarta-feira (21/10): Muitas nuvens e chuva no decorrer do dia. Alto risco de chuva forte a intensa com possibilidade de temporal de vento forte e granizo. Mínimas de 15ºC a 17ºC e máximas de 24ºC a 26ºC.
    DOAÇÕES PARA ATENDIMENTO ÀS FAMÍLIAS
    O quê: alimentos, garrafas de água, produtos de higiene (xampú, desodorante, escova de dente, absorventes e fraldas geriátricas), produtos de limpeza (sabão em pó, esponjas e panos), lonas e velas.
    Onde entregar:
    – Ginásio Tesourinha (avenida Érico Veríssimo, s/nº ), das 8h às 22h;
    – Gabinete de Defesa Civil (rua Dr. Campos Velho, 426 ), das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira.
    DOAÇÕES PARA APOIAR A RECONSTRUÇÃO DAS MORADIAS
    O quê: móveis, telhas, lonas e madeiras.
    Onde entregar: sede do Demhab (av. Princesa Isabel, 1115), das 8h às 20h, de segunda-feira a sábado (no sábado, a entrega deve ser feita pela entrada lateral, na guarita da rua Conde D’Eu).

  • Feira Ecológica da Redenção comemora 26 anos

    A Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE), a Feirinha da Redenção, comemorou 26 anos neste sábado, 17. As atividades se concentram na Banca do Meio, que funciona como achados e perdidos e central de informações da FAE. Às 9h foi realizado um abraço simbólico à feira, cantado o parabéns e feita a degustação do bolo de aniversário orgânico, fornecido pelo grupo Pão da Terra.
    A premiação do concurso cultural que resultou na arte comemorativa dos 26 anos contemplou as duas primeiras colocadas do concurso, Julhana Alecrim e Mirian Diniz com uma cesta de orgânicos e uma camiseta com a estampa criada. A programação encerrou com o músico Miro Fagundes, tocando clássios da MPB no violão.

    Julhana Alecrim e Mirian Diniz receberam cesta de orgânicos e camisetas com a estampa criada
    Julhana e Mirian receberam cesta de orgânicos e camisetas com a estampa criada

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    As feiras ecológicas estão crescendo em Porto Alegre. A cidade já conta com seis feiras, nos bairros: Bom Fim, Tristeza, Três Figueiras, Petrópolis e Menino Deus, que conta com duas. A feira da José Bonifácio é a maior e mais antiga da capital. Quando começou, em 1989, a feira era mensal e composto por pouco mais de meia dúzia de agricultores, reunidos na José Bonifácio, próximo à avenida Osvaldo Aranha. Hoje a feira conta com mais de cem feirantes, ocupa duas quadras da José Bonifácio e movimenta milhares de pessoas todos os sábados entre as 7h e as 13h.

  • Ustra deixou rastros em Porto Alegre

    A estrutura repressiva que o coronel Brilhante Ustra criou e comandou em São Paulo, teve um precedente no chamado Dopinho, centro de repressão política instalado num casarão da rua Santo Antonio, no bairro Bom Fim, nos primeiros anos da ditadura.
    Era um centro de operações que reunia militares do Exército, Brigada Militar, agentes do Dops e até civis que se infiltravam no meio estudantil para identificar os “subversivos”.
    Segundo Jair Krischke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, movido por verbas secretas o Dopinho já reunia a elite da repressão, como os coronéis Atila e Menna Barreto. “É o primeiro centro clandestino instalado no país”.  Só ficou conhecido com a morte do sargento Raimundo Soares, no caso Mãos Amarradas, no final de 1966.  Ex-sargento do Exército, Soares apareceu boiando morto na beira do Guaíba, depois de ter sido preso pelo Dops e de passar por torturas no Dopinho. “Ali foi testado esse modelo”.
    A repercussão do caso, com uma CPI na Assembleia, levou à extinção do Dopinho. Em seguida, surgiu mais ou menos nos mesmos moldes a Operação Bandeirantes (OBAN), montada e dirigida por Ustra, com dinheiro, carros e equipamentos fornecidos por empresas privadas.
    Dali, Ustra saiu para montar a estrutura do DOI CODI, também em São Paulo. “Quando o presidente Geisel desmontou a conspiração do general Frota, comandante do II Exército, contra a abertura política, Ustra caiu em desgraça e foi transferido para o quartel de artilharia em São Leopoldo”, diz Kritschke.
    Lá estava em 1977, quando se deu o “sequestro dos Uruguaios”, que revelou as conexões entre as ditaduras do cone sul para eliminar os dissidentes. “Talvez não tenha tido participação direta. Mas com certeza tinha conhecimento do plano, pois era ligado ao Centro de Informações do Exército”.

  • Abertas as inscrições para 5º Festival de Música da Juventude de Porto Alegre

    Estão abertas até o dia 15 de novembro as inscrições para o 5º Festival de Música da Juventude de Porto Alegre. Este ano o tema é “sonhos”. No dia 29 de novembro, acontece a grande final, no bar Opinião, onde serão apresentadas as 12 canções finalistas. As músicas finalistas farão parte de um cd.
    O total das premiações é de R$ 16 mil. O valor é menor que o da edição passada, quando foram distribuidos R$ 19 mil. O primeiro colocado recebe R$ 5 mil, o segundo, R$ 4 mil e o terceiro R$ 3 mil. Há também premiações para melhor grupo, melhor intérprete, melhor instrumentista e música mais popular. No ano passado, o tema era “futuro” e a canção vencedora foi a “Minha Indecisão”, com letra e música de Michel Corrêa. O festival é promovido pela Secretaria Municipal da Juventude.
    Somente poderão participar composições que tenham pelo menos um dos autores natural ou residente de Porto Alegre, com idade entre 15 e 29 anos. Não há limitação no número de composições inscritas por compositor.As inscrições podem ser feitas diretamente na secretaria, na rua João Alfredo, 607, 2º andar ou pelo site www.portoalegre.rs.gov.br/festivaldemusica
     

  • Receita Estadual prepara novas operações contra sonegadores

    Há três dias a Receita Estadual deflagrou uma operação em 34 empresas que juntas teriam sonegado mais de R$ 300 milhões. Foram mobilizados mais de 100 pessoas, entre técnicos, auditores e policiais militares.
    Na sexta-feira, a Secretaria da Fazenda anunciou um novo programa que pretende intensificar o combate a sonegação de impostos. A nova plataforma digital, a big date, permitirá em frações de segundos análise, cruzamento de informações com a Receita Federal. Considerado um Big Brother, para o governo, a plataforma representará um grande avanço nesse sentido.  “Representará um grande salto para todas as ações de enfrentamento à sonegação. Vamos ganhar uma agilidade nunca vista”, afirmou o secretário da Fazenda, Giovani Feltes.
    O moderno sistema custou R$5,5 milhões e entraram na ordem de recursos financiados pelo BID (Banco Internacional de Desenvolvimento).
    R$ 100 milhões só na  área de medicamentos 
    O Chefe da Divisão de Fiscalização da Receita Estadual, Edson Mouro Frank, explicou o volume da operação: “Estávamos com um acumulado um pouco maior que das outras vezes.
    A Receita articula seus trabalhos por trimestre. Segundo Edson, neste trimestre o acúmulo de empresas com forte indícios de sonegação eram maiores. Por isso, o alto valor. Somente na área de medicamentos estima-se R$ 100 milhões em cinco estabelecimentos (não divulgados) na região da Fronteira-Oeste.
    Edson também ressaltou que somente de valores lançados (são valores que já foram concretizadas as sonegações mais que ainda estão em processo podendo haver recurso e negociação por parte dos réus) em 2015 já se atingiu o mesmo valor de 2014: R$1,2 bilhão. “Este ainda vai aumentar, mais valores serão lançados com certeza”. Mouro lembrou que os valores da última operação ainda não foram lançados pois ainda vão entrar em auditoria. Os valores podem ser ainda maiores.
    Efetivo não é nem a metade do previsto em Lei
    A Receita Estadual conta hoje com 400 auditores fiscais. Destes, 250 estão espalhados nas 14 delegacias espalhadas pelo estado, e 80 trabalham na fiscalização. A lei orgânica, segundo Frank, prevê 830 fiscais. “Estamos esperando a nomeação de mais auditores, precisamos de bem mais gente” avaliou.  Mesmo assim ele afirma que as investigações estão sempre andamento. “Mais operações acontecerão”
     
     

  • Torturador passava Natal no local do crime

    O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro militar reconhecido pela Justiça como torturador depois da Ditadura de 1964, criou e comandou, de outubro de 1970 a dezembro de 1973, o maior centro de repressão política no país, o DOI CODI, de São Paulo.
    Nesses quatro anos, segundo sua mulher, Maria Joseíta, o Natal e o Ano Novo da família (ela, Ustra e a filha Patrícia de 3 anos)  foram passados no quartel, junto com as mulheres ligadas à luta armada que estavam presas e, sistematicamente, torturadas.
    A afirmação está numa carta que ela escreveu às filhas, Patrícia e Renata, em 1985, quando Ustra foi apontado publicamente como torturador pela atriz Bete Mendes, ex-militante da VAR-Palmares.
    A intenção da carta é rebater “as calúnias jogadas sobre um homem bom” que lutou numa guerra contra terroristas.
    O texto resume a tese que depois seria sustentada no livro “Rompendo o Silêncio”, que Ustra escreveu logo depois. “Estes terroristas obrigaram as Forças Armadas a se lançarem as ruas e aos campos, contra o inimigo desconhecido que se escondia na clandestinidade”.
    “Houve a guerra e em uma guerra há mortos e feridos, mas os militares não a queriam nem iniciaram”.
    Para demonstrar que havia um tratamento humanitário aos presos, descreve uma “pequena obra assistencial a algumas presas mais ou menos seis, uma inclusive grávida”. Ela levava a filha, com três anos. “Iamos quase todos os dias. Tu brincavas com algumas, enquanto eu, com outras, ensinava trabalhos manuais, como tricô, crochê e tapeçaria. Passeávamos ao sol, conversávamos (jamais sobre política), levava tortas para o lanche, feitas pela minha empregada. Enfim as acompanhávamos”.
    Fizemos sapatinhos, casaquinhos, mantinhas para o bebê e com uma lista feita no DOI pelo `torturador` Ustra, compramos um presente para o bebê. Ele nasceu no Hospital das Clínicasem outubro de 1973 ou 1972, tendo o “centro de torturas” mandado flores à mãe e  eu e tu, Patrícia, fomos visitá-los. Era um homenzinho lindo e forte”.
    “Minhas filhas, os aniversários delas eram sempre comemorados com bolos e festinhas. Os Natais e Anos Novos jaimais passamos em casa durante os quatro anos que o pai de vocês comandou o DOI, sempre foram passados lá (o pai, eu e tu Patricia, Renata não era nascida) Tu, Patricia, às vezes a pedido das presas ficavas sozinha com elas. Daí o artigo “Brinquedo Macabro”, do jornalista Moacyr O. Filho, que diz que teu pai te deixava com as presas que acabavam de ser torturadas”.
    Ustra morreu no dia 15 de outubro de 2015, aos 83 anos. Estava internado no Hospital Santa Helena em Brasilia, para tratamento de um câncer.
    O coronel reformado fazia quimioterapia e estava com a imunidade baixa.
    Nos período em que comandou o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na década de 1970, em São Paulo, 502 pessoas teriam sido torturadas  e 50 no local.
    Ustra sempre negou todas as acusações, apesar dos inúmeros relatos de ex-presos e até de ex-agentes. Em sua última entrevista ao jornal ZH, ele admitiu “excessos”, o que para o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke, foi uma “confissão de um contumaz torturador”.

    Brasília - Integrantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) protestaram com faixas e cartazes em frente a casa do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
    Protestos em frente a casa do coronel/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Brasília - Movimentos sociais fazem manifestação em frente ao Congresso Nacional, lembrando os 50 anos do golpe militar que deu início à ditadura no Brasil, em 1964 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
    Manifestação em frente ao Congresso Nacional,/Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag Brasil

    Ustra: um corpo sem dignidade
    Renan Quinalha
    Advogado

    OBITUÁRIO COM HURRAS, de Mario Benedetti

    (…)
    viva
    morreu o cretino
    vamos festejá-lo
    e não chorar como de hábito
    que chorem os que são como ele
    e que engulam suas lágrimas
    foi-se embora o monstro magnata
    acabou-se para sempre
    vamos festejá-lo
    sem ficar mornos
    sem acreditar que este
    é um morto qualquer
    vamos festejá-lo
    sem ficar frouxos
    sem esquecer que este
    é um morto de merda

    Ustra morreu hoje. Com 83 anos, faleceu tranquilamente em um hospital, com tratamento médico adequado e na companhia de sua família. Em tudo o oposto do sofrimento atroz que impingiu às suas vítimas e seus familiares
    Coronel da ditadura, Ustra comandou o principal centro clandestino de detenção e tortura brasileiro. No DOI-CODI de São Paulo, onde era conhecido como ‘major Tibiriçá’, pelas suas mãos sujas de sangue, entre 1970 e 1974, passaram ao menos 50 pessoas que foram mortas ou estão até hoje desaparecidas, além de mais de 500 pessoas torturadas barbaramente.
    Sua família terá um corpo presente para velar e consumar o luto da sua perda. Não será um corpo torturado como o dos milhares de presos políticos, que passaram pelos cárceres ilegais da ditadura brasileira. Não será um corpo enforcado como o de Vladimir Herzog. Não será um corpo desfigurado como o de Eduardo Leite (Bacuri). Não será um corpo mutilado, como o de Luiz Eduardo da Rocha Merlino. Não será um corpo desaparecido, como o de Hirohaki Torigoe. Não será um corpo baleado, como o de Carlos Marighella. Não será um corpo sepultado como indigente ou com nome falso, como no caso de Luiz Eurico Tejera Lisboa. Não será um corpo jogado em uma vala comum, como o de Flávio Carvalho Molina. Não será um corpo enterrado e desenterrado diversas vezes para depois ser atirado no alto mar, como o de Rubens Paiva.
    Os médicos que trataram do Ustra não faltarão com a verdade, ao contrário dos peritos e legistas que o auxiliaram a encobrir seus crimes na ditadura. Seu atestado de óbito não será forjado com versão falsa da causa mortis como “atropelamento”, como no caso de Alexandre Vannucchi Leme, “tentativa de fuga”, como no caso de  Luiz Hirata, “tiroteio”, como no caso de Sonia Maria de Moraes Angel Jones, ou “suicídio”, como no caso de Manoel Fiel Filho.
    Tampouco constará, neste documento, uma morte fictícia e não esclarecida como nos atestados emitidos conforme a Lei dos Desaparecidos Políticos (Lei 9.140 de 1995).
    Mas seu corpo, que será enterrado ou cremado inteiro, com atestado de óbito verdadeiro, com todos os cuidados médicos e na companhia de seus familiares que dele poderão se despedir é um corpo sem dignidade. É o corpo de um torturador covarde. É o corpo de um violador dos direitos humanos. É o corpo de alguém que matou, torturou, desapareceu e ainda achava que agiu corretamente. Morre reivindicando seus atos em gozo da liberdade e da impunidade que os verdugos não merecem. É o corpo impune que atesta a falta de justiça da nossa democracia.
    Ao menos ele foi um dos 377 torturadores reconhecidos oficialmente pela Comissão Nacional da Verdade e também foi declarado torturador pelo Judiciário paulista em histórica ação da família Teles.
    Outros assassinos da ditadura ainda estão vivos. Cabe agora ao Judiciário parar de torturar a justiça e a verdade. Que a lembrança dos nomes daqueles e daquelas que tombaram resistindo à ditadura e que foram vítimas diretas da violência do Ustra não nos permita esquecer esse passado e nos motive a lutar ainda mais pela justiça.
    Alceri Maria Gomes da Silva, Alex de Paula Xavier Pereira, Alexander José Ibsen Voerões, Alexandre Vannucchi Leme, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Ângelo Arroyo, Antônio Benetazzo, Antônio Carlos Bicalho Lana, Antônio Sérgio de Mattos, Arnaldo Cardoso Rocha, Aylton Adalberto Mortati, Carlos Nicolau Danielli (Carlinhos), Dorival Ferreira, Edson Neves Quaresma, Eduardo Antônio da Fonseca, Emmanuel Bezerra dos Santos, Flávio Carvalho Molina, Francisco José de Oliveira (Chico Dialético), Francisco Seiko Okama, Frederico Eduardo Mayr, Gelson Reicher, Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa, Grenaldo de Jesus da Silva, Helber José Gomes Goulart, Hélcio Pereira Fortes, Hiroaki Torigoe, Iuri Xavier Pereira, João Batista Franco Drummond, João Carlos Cavalcanti Reis, Joaquim Alencar de Seixas, Joelson Crispim, José Ferreira de Almeida, José Idésio Brianezi, José Júlio de Araújo, José Maria Ferreira Araújo, José Maximino de Andrade Netto, José Milton Barbosa, José Roberto Arantes de Almeida, Lauriberto José Reyes, Luiz Eduardo da Rocha Merlino, Luiz Eurico Tejera Lisboa, Luiz José da Cunha, Manoel Fiel Filho, Manoel Lisboa de Moura, Manuel José Nunes Mendes de Abreu, Marcos Nonato da Fonseca, Norberto Nehring, Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar, Raimundo Eduardo da Silva, Roberto Macarini, Ronaldo Mouth Queiroz, Rui Osvaldo Aguiar Pfützenreuter, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Virgílio Gomes da Silva, Vladimir Herzog e Yoshitane Fujimori