Autor: da Redação

  • Sarau do Solar recebe espetáculo “A Voz e o Violão” na quarta-feira, 23

    O Sarau do Solar do dia 23 de setembro recebe o espetáculo “A voz e o violão”, de Fátima Gimenez (voz) e Maurício Marques (violão de 8 cordas e guitarra), na Sala José Lewgoy do Solar dos Câmara da Assembleia Legislativa (Rua Duque de Caxias, 968), às 18h30, com entrada franca. A apresentação do duo reúne composições de Heitor Villa Lobos, Luiz Carlos Borges, Paulo Cezar Pinheiro e Dominguinhos, entre outros.
    Fátima Gimenez é cantora, compositora e artista plástica. Possui três CDs individuais e mais de cem músicas gravadas desde o início de sua carreira. Conquistou, ao longo dessa trajetória artística, mais de 80 troféus de melhor intérprete e outras homenagens individuais, como Troféu Guri, Troféu Laçador, Troféu Clave Sol, Prêmio Lupicínio Rodrigues, Troféu Candeeiro e Troféu Revista Top Show. Representou o Brasil na Espanha, em festivais de folclore,  e, recentemente, esteve em Portugal, onde cantou músicas do cancioneiro gaúcho. Além de apresentações musicais, também participa de festivais nativistas como jurada ou apresentadora.
    Maurício Marques é formado em violão pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e mestre em composição pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor de música, compositor, arranjador e instrumentista, desenvolve repertório voltado ao violão de 8 cordas, tendo por referência os ritmos do folclore gaúcho e brasileiro. Em 2007, um livro com suas composições foi editado na França, pela Editora Henry Lemoine . Já foi premiado diversas vezes em festivais de música   e recebeu distinções como o Prêmio Açorianos de Música, em 2003, na categoria Melhor Instrumentista Regional, e o Troféu Vitor Mateus Teixeira, concedido pela Assembleia Legislativa, em 2010. Em 2009, lançou o disco “Milongaço”, com apresentações em   Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2011, foi selecionado para o Projeto Rumos Itaú Cultural.
    (Luiz Carlos Barbosa/ALRS)

  • Estudo indica caminhos para atingir 100% de energias renováveis até 2050

    Nova edição de estudo do Greenpeace mostra como atingir 100% de energias renováveis para todos em 35 anos
    Você consegue calcular um preço para a saúde ou o valor de viver em uma planeta mais limpo e justo? Os custos de um mundo movido a 100% de energia renovável para todos podem até ser altos, mas a economia é ainda maior – sem falar nos benefícios. Essa transição energética é uma revolução que significa qualidade de vida, saúde, educação e um mundo mais pacífico.
    O relatório “[R]evolução Energética 2015: Como Atingir 100% de Energias Renováveis para Todos até 2050”, lançado mundialmente nesta segunda-feira (21/09) pelo Greenpeace, mostra como essa transformação é possível, quanto custaria e quais são seus impactos nos empregos do setor energético.
    O cenário apresentado pelo estudo conclui que os investimentos necessários para o mundo conquistar uma geração de eletricidade 100% renovável poderiam ser mais do que cobertos pela economia advinda do desinvestimento no uso de combustíveis fósseis, como o petróleo, cada vez mais caros (e poluentes). As energias renováveis devem exigir um investimento adicional médio de cerca de US$ 1,03 trilhão por ano até 2050. Mas, no mesmo período, seria possível economizar cerca de US$ 1,07 trilhão anualmente evitando a queima de combustíveis fósseis nas usinas térmicas. Ou seja, sobraria dinheiro – e o ponto de virada, em que um valor seria coberto pelo outro, ocorreria entre 2025 e 2030.
    Segundo Sven Teske, coordenador geral do relatório, “as indústrias de energia solar e eólica amadureceram e já são economicamente competitivas para concorrer com o carvão, sendo muito provável que essas fontes ultrapassem a indústria do carvão ao longo da próxima década, no que diz respeito a empregos e fornecimento de energia”.
    É o que comprova a nova edição de [R]evolução Energética. O documento indica que, até 2020, a geração de empregos da indústria petrolífera brasileira (4,16 milhões, segundo a Agência Internacional de Energia) seria ultrapassada pela criação de postos de trabalhos na indústria solar (que chegariam a 6,69 milhões) e eólica (4,22 milhões). Mais que isso: até 2030, a indústria de painéis solares fotovoltaicos poderia alcançar 9,7 milhões de empregos – dez vezes a quantidade atual do setor –, e a indústria eólica atingiria um total  de 7,8 milhões de postos de trabalho.
    Tendo isso em vista, Teske afirma que “a indústria dos combustíveis fósseis tem a responsabilidade de se preparar para essas mudanças no mercado de trabalho; e os governos precisam administrar o desmonte dessa indústria, que caminha rapidamente rumo à irrelevância”.  Para ele, “cada dólar investido em novos projetos de combustíveis fósseis representa um capital de alto risco e pode se transformar em um recurso perdido”.
    Ainda de acordo com o estudo, em apenas 15 anos, a participação das energias renováveis na geração de eletricidade poderia triplicar, saindo dos 21% atuais para 64%. Ou seja: quase dois terços do fornecimento global de eletricidade poderiam vir de fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa. Com isso, mesmo diante do desenvolvimento acelerado de países como Brasil, China e Índia, as emissões globais de CO2 poderiam cair das atuais 30 gigatoneladas por ano para 20 gigatoneladas por ano até 2030.
    Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace, afirma que “não podemos deixar que o lobby da indústria dos combustíveis fósseis seja obstáculo para a mudança rumo às energias renováveis, que representam a maneira mais eficiente e justa de garantir um futuro energético limpo e seguro – e oferecem um retorno que supera os investimentos necessários”. E complementa: “Peço a todos que dizem ‘isso é impossível’ que leiam esse relatório e reconheçam que é possível, precisa acontecer e trará benefícios para todos.”
    A Conferência do Clima de Paris (COP21), que ocorre em menos de três meses, oferece aos líderes mundiais a oportunidade de tomar medidas necessárias para combater as mudanças climáticas, acelerando a transformação do setor energético mundial para longe dos combustíveis fósseis e em direção a 100% de fontes renováveis até meados do século.
    “No cenário estabelecido pelo Greenpeace, o acordo climático assinado em Paris deve apresentar uma visão de longo prazo para o encerramento gradual da energia produzida por meio de carvão, petróleo, gás e usinas nucleares até meados do século, atingindo a meta de 100% de fontes renováveis com acesso a energia para todos”, acrescenta Naidoo.
    [R]evolução Energética é mais uma prova de que não existem grandes barreiras econômicas ou técnicas para essa transição ser tornar realidade até 2050. Só é necessário desejo político para fazer a mudança.

  • Assembleia cercada vota aumento de ICMS

    O clima tenso predomina nas cercanias da Assembleia Legislativa desde cedo, quando o Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar entraram em confronto contra servidores que tentavam entrar na casa legislativa.
    Servidores foram atingidos com spray de pimenta. Três pessoas foram detidas. Depois do tumulto foi montado um cordão de isolamento com cerca de 250 policiais, muitos a cavalo.

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    Policiais isolaram a frente do Legislativo…

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    … e manifestantes foram retirados da entrada e levados para a praça

    Acesso da população somente com senha
    Acesso da população somente com senha

    Ao meio dia, representantes de seis sindicatos – Cpers, Abamf, Semapi, Fessergs, Amapers e Ugeirm – se reuniram com o presidente da Casa, deputado Edson Brum (PMDB) para a distribuição da senhas aos servidores.
    Para os sindicatos foram liberados cerca de 100 fichas e mais 45 para empresários, todos eles contra o aumento de impostos. A outra metade das galerias ficará com aqueles que são a favor da proposta.
    A diretoria da casa estuda abrir o Teatro Dante Barone com capacidade de 600 lugares. Uma Comissão da casa sugeriu ao presidente que libere 400 lugares.
    Na frente da Assembleia e Palácio Piratini, servidores tomam quase toda a praça com barracas. Um caminhão de som toca músicas com letras de protesto pelo descaso do governo com os servidores.
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    Concentração de servidores na praça da Matriz

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  • Repórter Brasil sofre ataque digital e tem reportagens apagadas

    O portal foi invadido, reportagens foram apagadas e o site derrubado. Origem do ataque está sendo analisada e autoridades competentes já foram informadas
    A Repórter Brasil, organização de jornalistas, educadores e cientistas sociais que é referência no combate ao trabalho escravo e na promoção dos direitos humanos, teve seu portal invadido. Uma série de reportagens investigativas com denúncias contra importantes setores econômicos foram alteradas ou tiveram partes apagadas. E o site (www.reporterbrasil.org.br) foi retirado do ar mais de uma vez. A origem do ataque e seus objetivos estão sendo analisados e autoridades competentes já foram informadas.
    O especial “Moendo Gente”, por exemplo, que mostra como produtos de frigoríficos flagrados com violações aos direitos trabalhistas chegaram a supermercados de todo o mundo, foi um dos alvos de ataque, tanto em sua versão em português quanto em inglês. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, essa reportagem contribuiu para a mudança em normas, aumentando a proteção ao trabalhador. Além de conteúdos apagados, redirecionamentos foram instalados para que, ao invés das investigações contra setores econômicos, o leitor entrasse em outras páginas.
    O ataque digital é mais uma etapa de uma campanha contra o trabalho da Repórter Brasil e de seus jornalistas. A campanha já incluiu processos judiciais por veicular ações de resgates de trabalhadores submetidos à condição análoga à de escravos, cumprindo sua missão de informar.
    A campanha também envolve difamações sobre o trabalho da instituição, que há 14 anos tem sido responsável por pautar problemas trabalhistas e socioambientais entre a imprensa e a sociedade como um todo, e a denunciar o poder público dentro e fora do país. São calúnias produzidas no intuito de diminuir o impacto das denúncias trazidas pelas investigações e documentários da Repórter Brasil.
    Isso sem contar as ameaças a um dos coordenadores da organização, Leonardo Sakamoto. Elas já foram comunicadas ao relator especial das Nações Unidas para defensores dos direitos humanos, ao governo brasileiro e ao Ministério Público Federal.
    Infelizmente, o último ataque ao site não é algo que ocorra apenas contra a Repórter Brasil, mas ilustra bem a situação sofrida pelo jornalismo que investiga e torna público as graves violações aos direitos humanos.
    Ataques assim estão se tornando cada mais frequentes, tanto nos veículos grandes e tradicionais, quanto nos pequenos e independentes. Tão importante quanto descobrir seus autores e puni-los de acordo com a lei é atuar na formação de leitores que sejam capazes de separar informação falsa e verdadeira, e defender uma imprensa livre como pilar fundamental da democracia.
    Resta a nós, jornalistas, tornar essa discussão pública, continuar atuando na produção e circulação de informação de qualidade e denunciar quem tenta calar o jornalismo às autoridades.

  • Extintor no carro: Quem entende o Conatran?

    Depois de exigir o extintor de incêndio nos carros, o Conselho Nacional de Trânsito voltou atrás. De maneira nada clara, como se pode ver:
    RESOLUÇÃO No – 556, DE 17 DE SETEMBRO DE 2015
    Torna facultativo o uso do extintor de incêndio para os automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada.
    O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 12, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, e conforme o Decreto nº 4.711 de 29 de maio de 2003, que trata da Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito – S N T, Considerando o disposto Considerando o que consta do processo administrativo nº 80000.000521/2015-52 resolve:
    Art. 1º Alterar o art. 1º da Resolução CONTRAN nº 157, de 22 de abril de 2004, que passa a vigorar com a seguinte redação:
    “Art. 1º Esta norma torna facultativo o uso do extintor de incêndio, para automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada, do tipo e capacidade constantes da tabela 2 do Anexo desta Resolução, instalado na parte dianteira do habitáculo do veículo, ao alcance do condutor. § 1º Os proprietários dos veículos descritos no caput poderão optar pelo uso do extintor de incêndio. 2º Os fabricantes e importadores dos veículos descritos nos caput deverão disponibilizar local adequado para a instalação do suporte para o extintor de incêndio, na forma da legislação vigente. § 3º Os proprietários de veículos que optarem por utilizar o extintor de incêndio deverão seguir as normas dispostas nesta Resolução. §4º É obrigatório o uso do extintor de incêndio para caminhão, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus, veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis, líquidos, gasosos e para todo veículo utilizado no transporte coletivo de passageiros.
    Art. 2º Alterar o art. 7º da Resolução CONTRAN nº 157, de 2004, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 7º Os extintores de incêndio deverão atender às seguintes exigências: I – nos veículos automotores previstos no item 1 da tabela 2 do ANEXO, deverão ter a durabilidade mínima e a validade do teste hidrostático de cinco anos da data de fabricação, e ao fim deste prazo o extintor será obrigatoriamente substituído por um novo; (redação dada pela Resolução nº 223/07) II. nos veículos automotores previstos nos itens 2 e 3 da tabela 2 do Anexo, deverão ter durabilidade mínima de três anos e validade do teste hidrostático de cinco anos da data de fabricação.” Art. 3º Alterar a redação do § 2º e acrescentar o § 3º ao art. 8º da Resolução CONTRAN nº 157, de 2004, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 8º … (…) § 2º A partir de 1º de outubro de 2015, os veículos automotores obrigados a utilizar o extintor de incêndio só poderão circular equipados com extintores de incêndio com carga de pó ABC. § 3º A partir de 1º de outubro de 2015, os proprietários de automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada, que optarem pela utilização do extintor de incêndio, deverão utilizar extintores de incêndio com carga de pó ABC.” Art. 4º Alterar o art. 9º da Resolução CONTRAN nº 157, de 2004, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 9º. As autoridades de trânsito ou seus agentes deverão fiscalizar os extintores de incêndio, nos veículos em que seu uso é obrigatório, verificando os seguintes itens: (…)” Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 6º Fica revogado o item 20, do inciso I, do art. 1º da Resolução CONTRAN nº 14, de 1998. ALBERTO ANGERAMI Presidente do Conselho GUILHERME MORAES REGO Ministério da Justiça HIMÁRIO BRANDÃO TRINAS Ministério da Defesa ALEXANDRE EUZÉBIO DE MORAIS Ministério dos Transportes JOSÉ MARIA RODRIGUES DE SOUZA Ministério da Educação LUIZ FERNANDO FAUTH Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação EDILSON DOS SANTOS MACEDO Ministério das Cidades MARTA MARIA ALVES DA SILVA Ministério da Saúde MARCELO VINAUD PRADO Agência Nacional de Transportes Terrestres
     

  • Humor na imprensa: "Só há liberdade se for contra a Dilma"

    Um encontro para discutir o espaço do desenho de humor, a charge, na imprensa, reuniu profissionais, novos e veteranos, na Associação Riograndense de Imprensa, no lançamento do Prêmio ARI de Jornalismo 2015, ano em que a entidade completa 80 anos.
    O presidente, Batista Filho, lembrou que o Prêmio ARI é o único certame de imprensa no Brasil que inclui a charge como uma categoria do jornalismo, há 40 anos. (O prêmio Esso de Jornalismo incluiu a charge entre suas categorias por poucos anos, depois retrocedeu).
    Inclusive os campeões do Prêmio ARI são dois chargistas, o pioneiro Sampaulo ( ) e o já veterano Neltair Abreu, o Santiago. Ambos tem 27 troféus pela “Charge do Ano”, conforme o levantamento de Antonio Goularte.
    Santiago, que apareceu em 1975, com a charge “Anatomia do Generalíssimo”, sobre a morte do ditador espanhol, foi um dos debatedores. “Quino é o nosso Deus”, disse ele referindo-se ao cartunista argentino criador da Mafalda. Quino faz cartuns, pequenas historietas em tiras de conteúdo universal. Charge é mais a crítica do dia, numa cena. São, ambos, “desenho de imprensa”, na definição dos jornais franceses.
    Santiago acha que a profissão terminou. “Restou publicar na internet pra te exibir. Ninguém paga pelo desenho. Não sei como vai resolver, o cara trabalha o dia inteiro e ganha umas curtidas”. O facebook  devia pagar pelos acessos atraídos pelas charges. “Eles ganham com isso, natural que quem produziu ganhe alguma coisa também”.
    Santiago relembrou sua demissão do último emprego na imprensa, por causa de uma charge sobre o lucro dos bancos publicada no Jornal do Comércio de Porto Alegre. Relatou casos de censura política e concluiu: “Só há liberdade se for contra o Lula, o PT, a Dilma”.
    Outro debatedor, o Tacho, chargista do Correio do Povo, acha que é impossível controlar a internet. As pessoas não só reproduzem livremente o desenho como interferem nele, cortando ou acrescentando palavras, mudando o sentido da piada.
    Tacho começou no interior, em 1976, como diagramador. Tem 20 prêmios de Charge no ARI. Defendeu que o premio não se limite aos meios impressos e se estenda aos meios digitais.
    Moacir, o Moa, concorda mas acha que “alguma forma de remuneração na internet ajudaria. Ele começou em 1986, no Zero Hora, Diário do Sul, depois Jornal do Comércio, de onde saiu em 2008. Desde então fora da imprensa. Dedica-se a ilustrar livros didáticos e revistas empresariais.
    Outro depoimento interessante foi de Alexandre Vieira. Ele começou em Passo Fundo, fazendo a charge do Diário da Manhã, está há 15 anos no Diário Gaúcho. Ele contou o episódio mais chocante do encontro: o caso de um editor que, tomado de fúria, rasgou a charge na frente dele.

  • Bancada do PDT será decisiva na votação do aumento do ICMS na Assembleia

    Com oito deputados em sua bancada, o PDT será decisivo durante a votação dos projetos do Executivo, nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa.
    A bancada trabalhista esteve reunida com o governador Sartori no Palácio Piratini. O item mais importante na pauta da reunião era o para tarifaço que o governo quer aprovar.
    Durante o encontro, os pedetistas reiteraram que só votarão a favor da matéria se for definido um prazo determinado de no máximo 3 anos. Em sua página oficial o deputado Eduardo Loureiro declarou que a medida se justifica “até que todas as medidas sejam adotadas e surtam os seus efeitos. Isso para garantir a governabilidade e o pagamento em dia dos salários dos servidores.”
    Outras duas propostas que devem entrar em pauta tratam da extinção de duas fundações: a Fepps e Fundergs. A bancada segue a mesma posição da semana passada e disse que votará contra caso os projetos venham a plenário.
    Também participaram da reunião o vice-governador, José Paulo Cairoli, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Alexandre Postal (PMDB), o secretário Geral de Governo, Carlos Búrigo, o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, o secretário estadual de Educação, Vieira da Cunha, e o secretário de Obras, Saneamento e Habitação, Gerson Burmann.
     

  • Ciclistas e Prefeitura promovem atividades na terça, Dia Mundial sem Carro

    Nesta terça-feira, 22,  as entidades de ciclistas de Porto Alegre, Prefeitura Municipal, Detran e EPTC promovem atividades para comemorar o Dia Mundial sem Carro.
    O Detran realiza o Bike na Rua, curso voltado para ciclistas iniciantes, contemplando a história das bicicletas, legislação de trânsito e cuidados que devem ser tomados no trânsito. A atividade acontece das 9h às 17h, na sede da Famurs (Rua Marcílio Dias, 574).
    A Prefeitura de Porto Alegre lança, às 10h, no Salão Nobre do Paço Municipal, o Boletim Epidemiológico do Projeto Vida no Trânsito. O documento traz dados estatísticos e análise dos fatores, das condutas de risco dos acidentes de trânsito ocorridos na Capital entre 2012 e 2014. A EPTC promove uma pedalada que deve sair após o lançamento em frente à Prefeitura e vai até a Usina do Gasômetro.
    Diversas entidades de ciclistas promovem uma pedalada noturna. A concentração acontece a partir das 20h na rótula das cuias e a partida é às 20h30min. O trajeto não está definido.
    O Dia Mundial sem Carro foi criado na França, em 1997, para promover ações que discutam o uso excessivo dos automóveis nas grandes cidades e propor que as pessoas experimentem, ao menos por um dia, sair de casa sem carro.
    Encontro discutiu uso da bicicleta e cobertura da imprensa
    Representantes do Detran, entidades de ciclistas e jornalistas se reuniram nesta segunda de tarde para uma roda de conversa sobre o compartilhamento do espaço público e a importância do uso da bicicleta para as cidades. O objetivo era esclarecer aos repórteres sobre a legislação específica e propor uma reflexão sobre a cobertura midiática em relação à bicicleta e aos ciclistas. Estiveram presentes a Associação dos Ciclistas de Porto Alegre (ACPA), o Laboratório de Políticas Públicas e Sociais (Lappus) e a Associação pela Mobilidade urbana em Bicicleta (Mobicidade). As entidades compõem, em conjunto com o Detran, um grupo de trabalho sobre a segurança de ciclistas.
    José Antônio Martinez, do coletivo Mobicidade, criticou a despersonalização do trânsito na cobertura, que gera falta de imputabilidade. “Se uma pessoa mata outra com um tiro, ninguém vai noticiar que um revolver matou. Por que quando um ciclista é atropelado se diz que um caminhão atropelou. O caminhão não atropela ninguém.” Martinez ressaltou a importância de campanhas midiáticas na mudança de comportamento das pessoas e citou a como exemplo a Balada Segura, que aborda a relação entre bebida e direção.
    Representando a Associação dos Ciclistas de Porto Alegre (ACPA), o advogado Pablo Weiss, afirmou que o Código Brasileiro de trânsito é benéfico ao ciclista, mas que a falta de informação dos condutores gera um desrespeito. “A legislação é feita do mais fraco para o mais forte, mas o respeito tem que partir dos mais fortes.”
    Ele criticou também a situação atual das ciclovias na cidade. “Nós temos o plano diretor cicloviário e a verba destinada, a faca e o queijo na mão. Nenhuma cidade no Brasil tem o respaldo legal de Porto Alegre para implementar ciclovias. O que falta é vontade política.” Pablo ponderou ainda que, se houvesse obediência a leis de trânsito, como a distância regulamentar de 1,5 m para a ultrapassagem de ciclistas, não seria necessária a construção de ciclovias.
    Beto Flach, integrante do Laboratório de Políticas Públicas e Sociais (Lappus), disse que o trabalho da imprensa é importante, pois pode ajudar a desmontar a ideia do ciclista como uma categoria social. “O ciclista é um pedestre que decidiu não sair de casa a pé nem pegar um ônibus”, afirmou. Ele criticou a predominância do uso do automóvel. Para ele, soluções individuais não dão conta de resolver o problema do transporte de massas. Além disso, o modelo de transporte baseado no carro promove um encolhimento dos espaços de convívio, com a construção de avenidas em locais de parques, por exemplo.
     

  • Prorrogado contrato do aluguel de bicicletas devido ao desinteresse de empresas

    Nenhuma empresa apresentou proposta na concorrência pública para assumir o serviço de aluguel de bicicletas compartilhadas na Capital. O edital foi lançado em 31 de agosto e o pregão eletrônico estava marcado para esta manhã. A prefeitura adiou o prazo de recebimento de propostas para o dia 6 de outubro e prorrogou o contrato atual por mais 6 meses. Desde sua criação, em 2012, o Bike Poa é explorado pela empresa Serttel, com patrocínio do banco Itaú.
    O novo edital prevê aumento no número de estações de 40 para 50. A quantidade de bicicletas também cresce, serão 406 bicicletas em funcionamento. Hoje são cerca de 400 bicicletas mas o número inclui as que estão paradas em manutenção. Os valores para o passe diário e mensal seguem os mesmos, R$ 5,00 e R$ 10,00, respectivamente. O edital cria ainda as modalidades de passe semestral por R$ 50,00 e anual por R$ 90,00. As viagens com mais de uma hora de duração serão taxadas à parte, R$ 3,00 para os primeiros 30 minutos excedentes e, a partir daí, R$ 5,00 a cada meia hora

  • "Me incluam fora desta", diz Santiago sobre indicação a patrono da Feira do Livro

    O chargista Neltair Rebes Abreu, o Santiago, publicou ontem um texto em seu perfil no facebook em que pede para não ser votado na eleição a patrono da 61ª Feira do Livro de Porto Alegre.  Até às 10h45min desta segunda-feira, o texto havia recebido 64 comentários, a maioria pedindo para Santiago manter seu nome como patronável.
    Confira o texto e as justificativas de Santiago:
    “Amigos fêice-buquianos, semana passada meu amigo e colega artista gráfico, Marcos Cena, presidente da Câmara do Livro me telefonou e me informou que o meu nome estaria na lista dos patronáveis da Feira do Livro. Eu pedi ao querido Marco, “me inclua fora dessa!” Depois a amigaSônia Zanchetta também ligou pedindo e eu disse que não me apetecia essa coisa de concorrer ( eu só gosto de concorrer em concursos de desenho e mesmo nesses ando voando baixo!!). Em seguida foi a vez de outra amigona, Jussara Rodrigues, também ativa integrante da Câmara, pedir com boa argumentação, a permanência. Vocês sabem que a pedidos de damas é difícil dizer não!!
    Finalmente fiquei na lista, mas torço ardorosamente para perder!
    Eu acho que atividade de humor pelos seus componentes de irreverência , iconoclastia e crítica a todos e a tudo, é contrastante com cargos honoríficos.
    Mas acho também que a comunicação literária e visual do humor gráfico, é sim literatura. E não sou eu que digo, era o falecido Barbosa Lessa que afirmou isso numa entrevista. A narrativa que se apoia em texto e desenhos causa algum estranhamento nos puristas da literatura, mas é inegável o conteúdo rico de alguns cartunistas e autores de histórias em quadrinhos.
    Portanto foi uma lástima que outro representante do nosso fazer, não tenha sido escolhido para patrono – falo do cartunista Sampaulo, já falecido, e que durante quase 50 anos povoou os nossos jornais com o acompanhamento irônico e agudo dos acontecimentos. Ele é autor de vários livros de humor, e aliás, a sua obra “Humor do Primeiro ao Quinto”, de 1963, é histórica por ter sido o primeiro livro de cartuns do sul do Brasil. Também o nosso grande Canini deveria ter sido patrono e não esqueçamos que o cartunista Sampaio tá ainda por aí e tem uma obra maravilhosa dos tempos da revista do Globo e o seu divertido homenzinho mijão.
    Repito porém que dessa vez, acho muito melhor que o cargo fique na mão dessas pessoas talentosas da literatura pura, mas também não deixo de agradecer a homenagem de ser incluído nessa lista de belos autores. Afinal num ano em que cinco cartunistas foram desomenageados com balas assassinas do asqueroso fanatismo religioso terrorista, essa é uma ótima injeção de ânimo para essa classe um pouco esquecida nos panteons literários e artísticos.
    Mas se quiserem mesmo me deixar feliz, não votem em mim!!!