Segunda feira, 21 de setembro, dia de grandes expectativas em Brasília.
Aguarda-se a Reunião de Coordenação, aquele grupo de conselheiros políticos da presidente Dilma, onde se anunciará o corte nos ministérios. Espera-se uma confusão generalizada.
A voz corrente é que não há qualquer estudo. A reforma sai da cabeça dela, concebida na semana passada.
Nenhum analista político arrisca um prognóstico. Não se fale de jornalistas ou cientistas sociais das universidades, que são observadores externos ao cenário. A perplexidade atinge o pessoal de dentro, as raposas, aqueles velhos e membros de todos os governos.
A sensação é de que se inicia um movimento descontrolado, que ninguém sabe onde vai parar.
Quatro cenários se apresentam como possibilidades, traçados por uns e outros.
O mais plausível é a continuidade do governo, a trancos e barrancos. Como disse Delfim Neto na entrevista publicada hoje no “O Estado de S. Paulo”: os que a elegeram que se redimam e pensem melhor para votarem certo em 2018.
É um caminho cheio de sobressaltos. Algumas outras possibilidades: Eduardo Cunha admite o pedido de impeachment e o governo (leia-se Lula e o PT) terá de derrubar o processo político no plenário, ou embargar na Justiça; E aí vem outro impeachment e mais outro, pelo menos um por ano. Um inferno, Dilma sangra.
Outro cenário possível é o da judicialização.
Com a aceitação do pedido de investigação sobre as contas da campanha de Dilma, o processo no TSE entraria em tramitação, reabrindo a análise dessas contas.
De dezembro para cá mudou tudo, ou seja, aquelas prestações de contas convencionais do passado, verdadeiras contas de chegar, cairiam por terra, pois até as pedras das estradas sabem que as documentações não resistiriam a uma análise minuciosa.
Cassada a chapa Dilma/Temer, assume o segundo colocado. Entretanto, também a campanha de Aécio não passaria no crivo. Também cairia. Com isto, anula-se a eleição por falta de vencedor habilitado, pois é elementar que a coligação PT/PMDB, imediatamente impugne a chapa adversária. Diante da evidência do resultado desse outro julgamento e, ainda, sufocado pelo tumulto de uma vitória no tapetão, o mais provável é que Aécio Neves desista de se defender, renunciando à posse até que o TSE julgue suas contas.
Anulada a eleição, assume o presidente da Câmara de Deputados com prazo de 60 dias para realização de novo pleito. Neste caso, os partidos terão de apresentar novas chapas, com as seguintes restrições: Dilma e Aécio serão inelegíveis, pois com a condenação de suas campanhas caem no capítulo de fecha limpa. Como a nova lupa da Justiça Eleitoral vai ler as letras miúdas, também qualquer outro candidato estará vulnerável. Por exemplo: Marina não resiste à análise aprofundada das contas de Eduardo Campos. E assim por diante. Talvez só a Luciana Genro passe nesse exame, pois bispos e verdes também teriam de explicar muitas coisas.
No passo seguinte os partidos se verão com o problema de encontrar candidatos, pois também os governadores são inelegíveis porque não haverá espaço no tempo para cumprirem as exigências de desincompatibilização. Desse jeito, no cenário atual, sobrariam Lula e Serra. Ou, ainda, Joaquim Barbosa? Com isto já tem gente dizendo que o mais provável será que o presidente do Congresso (Renan Calheiros) tome à dianteira e convoque uma constituinte (exclusiva, sem poderes legislativos) para reavivar o parlamentarismo e, ainda, limpar a Carta Magna dos entraves da Constituição de 1988 à governabilidade.
Um terceiro cenário contempla o emparedamento da presidente, algo parecido com a tutela do PMDB (Ulisses Guimarães) a José Sarney. Até já tem nome: a sarneização de Dilma.
Neste caso o PT passaria para segundo plano e o PMDB assumiria o comando do governo.
Tal colmo nos tempos de Sarney: um ministério forte, um líder inconteste e o presidente conformando-se a um papel secundário, com funções cerimoniais.
Neste caso Dilma ficaria com a incumbência de representar o País, comparecer a inaugurações, visitar escolas. O ministério e o partido governariam de fato.
Entretanto, como diz a lei, ela sempre terá de assinar. A caneta dela ainda terá seu papel.
O quarto cenário contempla a renúncia. As pessoas próximas garantem que ela não tomará essa decisão. Dizem que é a sério quando fala, na sua linguagem muito própria, “não faço a renúncia”, o que, na concepção dramática dos nossos tempos de republiqueta era enunciado como “só morto deixo o Catete”.
Ninguém concebe um cenário com golpe de estado. Pelo contrário, as forças armadas são a garantia das instituições. Nada poderá ser feito ao arrepio da lei.
Tania Faillace*
Estive na audiência, porque essa é uma luta que vem de longe, inclusive junto com os portuários.
Revitalização de um cais significa corretamente: modernização e reestruturação da função portuária, fundamental para o desenvolvimento econômico do RS.
O objetivo real dessa proposta ridícula de inutilizar em definitivo o porto para nele instalar comércio varejista – Porto Alegre é a cidade brasileira com maior número de shoppings por habitante – é impedir a retomada plena do transporte aquaviário, assim como já se travou a expansão da rede ferroviária.
São essas as modalidades seguras, eficientes e econômicas para o translado de pessoas e mercadorias, cuja falta vem provocando encarecimento da operação produtiva, sobrepreço nos produtos, além do absurdo de transportar safras inteiras através de centenas ou milhares de carretas, que seriam vantajosamente substituídas por alguns navios e alguns comboios.
Trata-se do lobby rodoviarista – iniciado com JK – favorecendo as empreiteiras com a manutenção permanente das estradas, destroçadas por excesso de peso (sem falar do número de mortes e acidentes ocasionados por esse tráfego irracional e perdulário).
Esse lobby também tem suas broncas com o transporte aeroviário – como ficou patente em uma das visitas do ministro Padilha, que parecia interessado em acabar também com o aeroporto Salgado Filho. Nesse caso, é interessante lembrar, havia quem quisesse vender um terrenão para um aeroporto PRIVADO.
Trata-se, pois, do vampirismo contra o Estado, o interesse público e dos cidadãos e produtores de nosso País.
Temos que revitalizar, sim, o cais Mauá. Temos que revitalizá-lo como porto, capaz de cumprir suas responsabilidades na triangulação do transporte de carga de todo o Estado através de nossa rede fluvial, até Porto Alegre, e daí a Rio Grande, e de Rio Grande ao mundo.
É mentira que a extensão do cais Navegantes possa substituir o Mauá, porque não tem subsolo consistente para suas responsabilidades. E se observarmos a extensão de todo o cais, a partir de alguma das ilhas do Delta, não deparamos com um só navio seja de que porte for.
A ânsia para o apoderamento privado de área pública (neste caso federal) passa por cima de todas essas considerações do interesse maior do estado do Rio Grande do Sul.
Shoppings se fazem em qualquer lugar. Portos são estruturas especialíssimas e de valor estratégico geral, que não se constróem à-toa, em qualquer lugar, por preços de ocasião.
São maus gaúchos e maus brasileiros, aqueles que propõem mais shoppings para destroçar de vez o minguado comércio portoalegrense, que vem decaindo justamente em função do excesso de shoppings, que são empreendimentos imobiliários construídos de costas para o interesse do comércio de varejo.
Sequer o governador gaúcho que tanto se queixa de miséria e falta de arrecadação, parece ter percebido que, sem incrementar a economia estadual através de investimentos/incentivos para sua maior produtividade e melhor transporte e distribuição, não haverá de pagar suas contas – ainda que os CCs gaúchos não se tenham queixado até agora.
Queremos navios em nosso porto. Navios de carga. Navios de passageiros. Navios e barcos de turismo. Navios-escola. Navios científicos (Jacques Cousteau já esteve aqui). Navios de guerra de nossa Marinha. Tudo isso é cultura.
Por outro lado, o cais Mauá não é local para play ground infantil, porque sua fundura ultrapassa os sete metros, e parece contar com repuxo. É área para trabalho, em condições de oferecer ocupação para muita e muita gente, e impulsionar a economia gaúcha. * Jornalista e escritora de Porto Alegre.
No dia 29 de setembro, terça-feira, às 20h30, a Série Theatro São Pedro de apresentações da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre ganha sequência com concerto dedicado a obras de dois compositores: o alemão Johannes Brahms (1833-1897) e o norueguês Johan Halvorsen (1864-1935).
A solista convidada é a violinista Birgitte Stærnes, da Noruega, que interpreta os solos de duas obras do seu conterrâneo. O regente é Jamil Maluf, maestro que já foi diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo e atualmente é regente titular da Orquestra Sinfônica de Piracicaba.
Os ingressos custam entre R$ 10 e 40, e já estão à venda na bilheteria do Theatro São Pedro.
Birgitte, que além de ser diretora artística do “Johan Halvorsen Music Festival” dedicou seu mais recente CD a obras desse compositor, comenta: “Halvorsen foi não só um compositor brilhante, mas também um violinista brilhante. Isso permitiu que ele escrevesse muito bem para violino. Eu aprecio a intensidade de sua escrita, que possui um caráter tecnicamente desafiador, e a forma como ele combina seu estilo cosmopolita com elementos noruegueses”, completa. Ela se unirá à Ospa para tocar “Air norvégien” e “Três danças norueguesas”, obras inspiradas pela cultura da Noruega.
O maestro Jamil Maluf lembra que as duas composições cujos solos serão executados por Birgitte são obras raras do compositor. Para completar o programa, ele prepara com a Ospa a execução de músicas de Brahms. A que abre a noite é “Danças Húngaras” nº 1, 3 e 10, do conjunto de peças completado em 1869 baseado principalmente em temas de danças folclóricas da Hungria. A outra, destaque da segunda parte do concerto, é a “Sinfonia nº 2”, datada de 1877. “Essa sinfonia realça a maestria do compositor na combinação das instrumentações. É um desafio interpretativo para maestro e orquestra”, afirma o regente. Jamil Maluf /Gal Oppido
Esta é a primeira vez que Jamil Maluf rege a Ospa. Ele já esteve à frente, como regente titular, de orquestras como a Sinfônica Jovem do Theatro Municipal de São Paulo e a Sinfônica do Paraná. Birgitte, por sua vez, vem pela terceira vez à capital gaúcha, mas pela primeira vez se apresenta com orquestra na cidade. Ao lado do violonista Martin Haug, ela integra o duo “A Corda”, que ao longo da semana anterior ao concerto participa do VII Festival de Violão da UFRGS.
Mais informações pelo site www.ospa.org.br ou pelo telefone (51) 32227387. Jamil Maluf (regente)
Natural de Piracicaba, Jamil Maluf graduou-se em Regência Orquestral na Escola Superior de Música de Detmold (Alemanha). Em 1980, no Brasil, tornou-se Regente Titular da Orquestra Sinfônica Jovem do Theatro Municipal de São Paulo, onde, em 1990, criou a Orquestra Experimental de Repertório. Em 2000, foi nomeado Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, tendo sido por duas vezes Regente da Orquestra do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Recebeu os prêmios: APCA de Melhor Regente de Orquestra; Carlos Gomes de Melhor Regente de Ópera; e Maestro Eleazar de Carvalho como “Personalidade Musical do Ano”. Maluf apresentou por 5 anos o programa “Primeiro Movimento”, na TV Cultura, e foi, de 2005 a 2009, Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Em 2015, assumiu como Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Piracicaba. Birgitte Staernes (violinista)
A norueguesa Birgitte Stærnes começou a tocar aos seis anos de idade. Estudou na Academia Estatal Norueguesa de Música. Realizou performances em festivais como os noruegueses “Nordlysfestivalen” e “Vestfold International Festival”, e o italiano de música de câmara “Classica & Dintorni”. Em 1997, com o violonista Martin Haug, formou o duo “A Corda”, que vem percorrendo prestigiadas salas de concerto da Europa, Ásia e América do Sul. Em 2002, Birgitte lançou um CD com obras escritas pelo compositor Terje Rypdal especialmente para ela. Venceu concursos como o Internacional de Violino de Rotterdam, o “Yamaha” para cordas, o “Ticon” e o “Government’s Work Grant” para artistas jovens. Pelo seu último CD, com obras de Johan Halvorsen, recebeu excelentes críticas em revistas como The Strad e The Gramaphone. É diretora artística do “Johan Halvorsen Music Festival”. Toca um violino “Lorenzo e Tomasso Carcassi” (Florença, 1741).
A Ospa é uma das fundações vinculadas à Secretaria da Cultura do Governo do Rio Grande do Sul (Sedac/RS). Os concertos da temporada 2015 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por Vonpar, Ipiranga, Gerdau e Souza Cruz. A realização é de Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós e Sedac/RS.
Concerto da Série Theatro São Pedro
Quando: 29 de setembro, terça-feira, às 20h30
Onde: Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro- Porto Alegre/RS)
Ingressos: À venda no local
Valores: R$ 10 (galeria), R$ 20 (camarote lateral), R$ 30 (camarote central) e R$ 40 (plateia), com desconto de 50% para seniores, estudantes e titulares do cartão Clube do Assinante ZH
Horário da bilheteria: Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro, de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h (quando não há espetáculos noturnos, das 13h às 18h30); nos sábados, das 15h às 21h, e domingos, das 15h às 18h
PROGRAMA
Johannes Brahms: Danças Húngaras 1, 3 e 10
Johan Halvorsen: Air Norvegian | Solista: Birgitte Staernes
Johan Halvorsen: Três Danças Norueguesas | Solista: Birgitte Staernes
Johannes Brahms: Sinfonia nº2
Regente: Jamil Maluf (Brasil)
Solista: Birgitte Staernes (Noruega | violinista)
Auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego flagraram, em Porto Alegre, 263 adolescentes em trabalho irregular em 14 estabelecimentos da empresa Arcos Dourados, franqueada da rede McDonald´s. Durante a operação, foi constatado o uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o que pode explicar a incidência de funcionários com queimaduras pelo corpo. No total, foram lavrados 45 autos de infração.
A operação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul (SRTE/RS), encerrada no final de agosto, integra a mobilização nacional de fiscalização desenvolvida, em 2015, pelo MTE nas redes de alimentação rápida, com foco na proteção ao adolescente que está entrando no mercado de trabalho. Nas vistorias, os auditores registraram diversos casos de adolescentes operando chapas quentes e fritadeiras e expostos a riscos graves, contrariando o disposto na Norma Regulamentadora NR-12, que trata da segurança no trabalho em máquinas e equipamentos.
Além de ser proibido inserir jovens nessas atividades, os fiscais verificaram também que, em diversos casos, os funcionários não utilizavam, de forma adequada, os EPIs para proteção dos membros superiores. A fiscalização encontrou marcas de queimaduras em adolescentes que operaram esses equipamentos, sem que o empregador tenha providenciado a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para os possíveis danos ocorridos na cozinha dos estabelecimentos.
De acordo com o auditor fiscal do Trabalho da SRTE/RS, Roberto Padilha, em quatro estabelecimentos foi constatado o desvio de função de adolescente aprendiz. “Encontramos aprendizes vinculados ao curso de Aprendizagem Comercial em Serviços de Vendas, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), que estavam desenvolvendo o módulo prático nas lojas, encontravam-se, em parte do seu tempo, exercendo atividades nos setores produtivos da cozinha, não condizendo com o curso de aprendizagem contratado”, relatou o auditor.
Padilha esclareceu ainda que nos casos envolvendo menores de 16 anos, o empregador também foi autuado por recrutar irregularmente mão de obra infantil, sem o efetivo enquadramento na condição de aprendiz. “Nesta situação, foram 14 adolescentes”, reitera o auditor.
De forma complementar, a auditoria fiscal determinou, nos termos do artigo 407 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), a mudança de função dos adolescentes irregulares, a adaptação dessas funções ou ainda a delimitação de suas atividades, considerando a NR-12 e a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP).
Carlos Matsubara*
A República Dominica, país caribenho, vem implantando em três microbacias projetos semelhantes ao Programa Cultivando Água Boa, criado pela Itaipu Binacional.
O Cultivando Agua Buena, como é chamado por lá, é hoje uma política de estado sob a coordenação do Ministério de Energia e Minas (MEM) e o Instituto Nacional de Recursos Hídricos (INDRHI) que apontaram oito microbacias a serem trabalhadas.
O governo brasileiro tem intermediado a parceria e a troca de experiências entre a Itaipu e aquele país, através do Itamaraty e a Agência Nacional de Águas (ANA). O modelo é o mesmo que já foi adotado com sucesso pela Guatemala.
A novidade é que uma quarta microbacia já teve seus trabalhos iniciados, e esta por sua vez, é fronteiriça ao Haiti, país mais pobre do continente e que poderá ser beneficiado por consequência. “Evidente que esperamos que beneficie o país (Haiti) em ações de reflorestamento e preservação do solo e das águas”, disse o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrich, durante o Encontro de Experiências Pioneiras e Inovadoras de Iniciativas Sociais na Gestão da Água, em Foz do Iguaçu, entre 15 e 17 de setembro.
Friedrich ressalta que a estatal brasileira não “coloca um centavo” nos projetos na República Dominicana. Nessa primeira etapa serão apenas algumas viagens eventuais para intensificar os encontros com os diversos segmentos da sociedade, que vão da iniciativa privada aos movimentos sociais e agências internacionais de cooperação. “Colocamos a disposição nossos documentos e metodologias, e quando eles vêm para o Brasil, mostramos na prática os resultados. Também realizamos muitos cursos a distancia e videoconferências”, explica o diretor.
Com relação ao Haiti, tivemos uma sondagem do embaixador para que fossemos ao país, mas precisamos aguardar uma demanda oficial. “Não podemos simplesmente ir até lá, sem uma solicitação formal. Mas como o rio é fronteiriço, pode ser que os haitianos sejam afetados positivamente também”, prevê. Futura oficina na Republica Dominicana
Programa Cultivando Água Boa
O Cultivando Água Boa é uma ampla iniciativa socioambiental concebida pela Itaipu Binacional, em 2003. Atualmente, são desenvolvidos 20 programas e 65 ações fundamentadas nos principais documentos planetários, emanados dos mais importantes fóruns de debates a respeito da problemática socioambiental. As ações vão desde a recuperação de micro bacias e a proteção das matas ciliares e da biodiversidade, até a disseminação de valores e saberes que contribuem para a formação de cidadãos. *Enviado a convite da Itaipu Binacional
Um casal se abriga sob os arcos, fugindo do chuva fina que cai neste sábado em Porto Alegre. Um senhor de guarda-chuva passeia com um poodle branco, outro rapaz atira uma bola para um filhote de pelo escuro. Um turista solitário procura ajuda para tirar uma foto com o celular. Exceto para meia dúzia de corajosos, passou batido o aniversário de 80 anos do Parque Farroupilha.
O corajoso paulista Wagner Gomes conta que vem a Porto Alegre a cada dois anos, para visitar amigos. Desta vez, escolheu a data para assistir ao desfile de encerramento da Semana Farroupilha e aproveitou para tirar uma foto com a Redenção ao fundo. Ele ficou surpreso em saber sobre o data especial e estranhou não haver nenhuma comemoração. Wagner Gomes estranhou não haver nenhuma comemoraçãoAs obras do eixo central, prevista para o aniversário, estão atrasadas. Falta a reforma da fonte luminosa, que não estava prevista inicialmente. A previsão da prefeitura é retirar os tapumes e devolver o parque para a cidade na primeira semana de outubro. Aí sim deve haver alguma programação. Por enquanto, chuva e tapumes. (Matheus Chaparini)
Cleber Dioni Tentardini
Queremos shopping center! Derrubem o muro! Privatizem tudo! Foi o que se ouviu ontem a noite de um grupo de dez pessoas, entre 25 e 35 anos, posicionados no alto da arquibancada do ginásio do Grêmio Náutico União, no Moinhos de Vento. Ficou clara a tentativa de tumultuar a audiência pública sobre a revitalização do Cais Mauá.
A sensação é que haviam robotizado a audiência, porque a cada manifestação contrária ao atual projeto para o Cais, um grito maior, ensaiado, quase ensurdecedor, aplacava as vaias. Isso durou pouco mais de uma hora, depois o grupo se dispersou.
Cerca de 500 pessoas assistiram à apresentação do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do projeto, feito pelo consórcio Cais Mauá do Brasil. Às 19 horas em ponto, o advogado Alexandre Burmann, mediador do evento, descreveu as etapas e o tempo que cada pessoa teria para se manifestar. Ganhou as primeiras vaias ao limitar em três minutos as perguntas e liberar o tempo das respostas que seriam dadas pelos responsáveis pelo estudo.
Burmann passou a palavra para Paulo Jardim, do licenciamento ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Smam), que falou sobre os trâmites burocráticos do EIA-Rima e relatou o histórico do projeto do Cais. Vaias de um lado, aplausos de outro. Manifestações iniciaram logo nos primeiros minutos Cartazes espalhados por todo o ginásio
Depois falaram o engenheiro Alexandre Alexandre Bugin, diretor da ABG, uma das empresas responsáveis pelo EIA-Rima; Taco Roorda, do escritório do Jaime Lerner Arquitetura e Engenharia, responsável pelo projeto; e o engenheiro Sérgio Lima, diretor de Operações do consórcio. Lima salientou que o projeto, desde as obras civis, prevê a criação de 20 mil empregos diretos e indiretos, a geração de R$ 216 milhões em impostos e o incremento na economia de cerca de R$ 1 bilhão através do turismo.
Representantes da Prefeitura e das empresas responsáveis pelo projeto
Os protestos e vibrações continuaram durante o detalhamento do projeto: a recuperação de armazéns tombados pelo patrimônio público e a demolição de outros, a substituição ao rebaixamento da avenida Mauá pela construção de uma passarela ligando o shopping à praça Brigadeiro Sampaio, onde está previsto o corte de 330 árvores, a reserva de uma área para estacionamento, a construção de dois prédios e as contrapartidas.
Representantes do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (SindusconRS) e conselheiros do Orçamento Participativo da região do Centro declararam entusiasmo e apoio ao projeto, alegando maior oportunidades de empregos. Os presentes ouviram com atenção itens do estudo
Integrantes do grupo Cais Mauá de Todos, ativistas ambientais e profissionais contrários ao projeto revezaram-se nas manifestações. O engenheiro Henrique Wittler, portando um calhamaço de documentos resultantes de suas análises como especialista ambiental e do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), disse que o projeto não passava de um conjunto de bobagens, pois nada do que está previsto no projeto é permitido pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA), de Porto Alegre. “Em seus artigos 134 a 136, o PDDUA proíbe o parcelamento de áreas inundáveis”, destacou, elencando uma ´serie de irregularidades no projeto. Engenheiro Henrique Wittler
O vice-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RS), Rafael Passos, criticou o tipo de estudo de impacto aplicado a um grande projeto urbano, alegando falta de metodologia. “Faltou uma análise técnica mais específica de um projeto como esse, sobretudo no seu impacto numa escala urbana. No EIA se chama área de influência indireta. Nesse sentido, o IAB está propondo pensar todos esses projetos, Orla, Cais, alguns outros que tem sido pensados para o Centro, num projeto de revitalização do Centro Histórico. Ele questionou ainda a criação de quatro mil vagas para carros e 330 para bicicletas e o aumento de 400% no trânsito da região. Arquiteto Rafael Passos
O sociólogo João Volino Corrêa reivindicou participação da sociedade na elaboração de um projeto de revitalização do Cais. “Do contrário, é pura especulação imobiliária. Numa grande intervenção do espaço público, a prefeitura tem que chamar a população para discussão. Que população quer mais um shopping em Porto Alegre? Quem quer torres gigantes na beira do Guaíba? Não podemos aceitar que um projeto tão impactante numa área tão nobre da cidade não seja debatido com toda sociedade.” Advogada Jaqueline Custódio
Outra coordenadora do movimento Cais Mauá de Todos, a advogada Jaqueline Custódio, disse que o movimento ingressou com duas denúncias no Ministério Público Estadual, nas Promotorias do Meio Ambiente e do Patrimônio Público, e uma no Ministério Público Federal, questionando a exploração privada de uma área que seria, à princípio, federal. “A gente fez também uma denúncia na Defensoria Pública e estamos acompanhando a Polícia Federal que investiga uma empresa do consórcio Cais Mauá do Brasil por supostas irregularidades no sistema financeiro.
O movimento estuda ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para impedir a liberação do projeto. Sustenta que faltou transparência nas informações sobre o estudo.
A Prefeitura, através da Smam, tem um prazo agora para avaliar as manifestações da audiência pública, e ainda tem de analisar o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) para emitir ou não a Licença Prévia, depois a Licença de Instalação, que autoriza as obras, e, posteriormente, a Licença de Operação.
Confirma mais cenas da audiência pública, do projeto de revitalização e do Cais Mauá Grupo favorável ao projeto de revitalização Outro grupo a favor do projeto, agitando defronte ao clube antes do inicio do evento Projeto original previa grande esplanada no Gasômetro | Divulgação/JÁ Projeto prevê torres de 20 andares, hotel de luxo e shopping center / Divulgação Empreendedor deverá ainda revitalizar armazéns tombados | Divulgação/JÁ
Descontentes com o parcelamento dos salários do funcionalismo pelo governo Sartori, associações e sindicatos ligados aos órgãos de Segurança Pública do Rio Grande do Sul estão orientando policias, soldados e demais servidores a não participarem dos desfiles do 20 de setembro, no domingo.
Até agora já confirmaram adesão ao boicote o Sindicato dos Escrivães, inspetores e investigadores de Policia do RS (UGEIRM), Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (ASDEP) e Associação dos Sargentos e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM). A Associação de Praças da Brigada Militar (Abamf) também anunciou pedir aos voluntários, que costumam participar do ato, que não desfilem no próximo domingo. O presidente da ASSTBM, Aparício Santellano, lamenta o fato inédito: “Não temos motivos pra comemorar com salários atrasados e passando necessidades como estamos, não há clima para festejar” reclamou.
Com o boicote ao desfile, protestam também pelo congelamento dos salários e pela não nomeação de 650 aprovados em concursos da Polícia Civil, e de 2.500 homens da Brigada Militar.
A Unimed Nacional será responsável pelo atendimento aos clientes da Unimed Paulistana, que está sob intervenção da Agência Nacional de Saúde Complementar.
A decisão, publicada nesta sexta-feira, é da juíza Maria Rita Rebello, da 18ª Vara Civel do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Ela atendeu ao recurso do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) que pediu a responsabilização solidária das empresas que formam o grupo Unimed.
A Justiça determinou que a Unimed Paulistana encaminhe, em um prazo máximo de 24 horas, para a central nacional da empresa, os pacientes que não conseguirem agendar atendimento em sua rede credenciada.
A decisão é válida até que a carteira de cerca de 740 mil clientes da operadora de saúde seja vendida.
Por meio de nota, a Unimed informou ainda não ter sido comunicada oficialmente da decisão e disse “que cumpre todas as determinações judiciais que envolvem a cooperativa”.
A Unimed poderá recorrer da sentença.
Na decisão, a magistrada estipulou que a Central Unimed “ofereça aos usuários da Unimed Paulistana os serviços médico/laboratoriais e hospitalares, incluindo cobertura obstétrica e odontológica, a que teriam direito considerando as obrigações assumidas pela Unimed Paulistana em contrato, especialmente em situações de urgência e emergência, de forma solidária à Unimed Paulistana”.
Decisão judicial atendeu a uma ação civil pública feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), no último dia 10 de setembro. (Com informações do 247)
Em seu Blog da Cidadania, o jornalista Eduardo Guimarães acusa a Unimed Paulistana de não estar cumprindo as determinações da Agencia Nacional de Saude Complementar.
Por apresentar falhas no atendimento, que não conseguiu sanar mesmo depois de uma intervenção da ANS, a Unimed Paulistana foi obrigada transferir sua carteira de 740 mil clientes para outra operadora.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 2 de setembro.
Pela lei, deveria manter o atendimento a seus clientes até que se concretizasse a transferência a outra operadora.
“Não é o que está acontecendo. A empresa simplesmente deixou todo mundo na mão”, diz o blogueiro.
Cliente da Unimed Paulistana ele cita o próprio exemplo como prova. Sua mulher, com cálculos renais, precisou de exames.
“Foi aí que descobrimos que pagamos o plano de saúde à toa. Sabe que laboratórios atendem clientes da Unimed Paulistana? NENHUM! Todos se recusam a atendê-los por medo de não serem ressarcidos…”
O blogueiro diz que foi encontrar atendimento no Hospital de Clínicas, pelo SUS.
“Aliás, para quem não sabe, mesmo quem paga caro por esses planos picaretas a tendência é a de que, se o problema for grave, o incauto pagador desses planos acabe mesmo é no SUS”.
“É pouquíssimo divulgado, mas o governo federal está apertando o cerco às operadoras de planos de saúde para que paguem o valor do atendimento crescente a seus clientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”.
“Funciona assim: quando são consultas e exames – e até alguma internação mais simples e rápida –, o plano cobre. Mas quando o problema se agrava, os planos recusam atendimento e o cliente acaba no SUS”.
“Como de cada dez casos de descumprimento de obrigações pelos planos de saúde nem 1/5 das vítimas apela à Justiça, eles vão negando procedimentos que têm obrigação de cobrir e o cliente lesado, sem saber, acaba aceitando ir se tratar no SUS”.
“Por isso, em maio deste ano o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e a diretora-presidente substituta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Martha Oliveira, determinaram que as empresas também tenham que ressarcir o SUS por exames e terapias ambulatoriais de alta e média complexidade, como quimioterapia e hemodiálise”.
Até então, só as internações eram pagas.
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4.658
468674138
Original UP Enfermaria Empresarial
5.832
455235061
Padrão Apartamento Individual
6.037
455234062
Padrão Apartamento Empresarial
6.429
445903032
SUPREMO
6.685
445917032
SUPREMO
7.023
459389098
Padrão Apartamento Uniplan Adesão
7.196
470428142
PADRÃO ADV ENFERMARIA UNIPLAN COPARTICIPAÇÃO EMPRESARIAL
7.343
455244060
Supremo Uniplan Empresarial
8.878
470431142
PADRÃO ADV ENFERMARIA UNIPLAN EMPRESARIAL
11.347
459378092
Padrão Apartamento Uniplan Empresarial
14.266
701002998
PLENO
14.533
467975120
UP BRONZE ENFERMARIA UNIPLAN COPARTICIPACAO EMPRESARIAL
23.604
455236069
Padrão Uniplan Empresarial
43.219
ODONTOPREV S/A
Registro ANS: 301949
Registro
Produto
Número de beneficiários
401862981
INTEGRAL CERD
1.025.503
471200145
PADRÃO DOC SPG CELE
329.720
401866984
MASTER CERD
64.108
455739075
Bradesco Dental Premium Top CE IO
106.082
439460027
FIRST EXTRA CP CERD
112
465149119
BRADESCO DENTAL INDIVIDUAL IDEAL I – IF LE
27.567
437328026
INTEGRAL CP CELE
54.172
421757998
Empresarial Dental Plano Top 1
83.153
467724122
BRADESCO DENTAL INDIVIDUAL IDEAL III – IF LE
126.407
421743998
Empresarial Dental Plano Padrão 1
476.722
COOPERATIVA DE USUÁRIOS ASSISTÊNCIA MÉDICO-HOSPITALAR DO SICOOB LTDA – VIVAMED SAÚDE
Registro ANS: 314170
Registro
Produto
Número de beneficiários
462003108
Viva Plus Enfermaria
3.779
465991111
VIVA EMPRESA PLUS ENFERMARIA
242
SAUDE SIM LTDA.
Registro ANS: 320111
Registro
Produto
Número de beneficiários
470927146
Super Sim I Emp R1 ASC
5.068
ASSISTENCIA MEDICO HOSPITALAR SAO LUCAS S/A
Registro ANS: 323811
Registro
Produto
Número de beneficiários
469274138
PLANO ESSENCIAL PJ
9.203
460341099
PLANO AMBULATORIAL HOSPITALAR OBSTÉTRICO – BRONZE
12.871
469636131
PLANO IDEAL PF C/CO
1.060
469639135
PLANO IDEAL ADESÃO
3.044
W.S. – ADMINISTRADORA DE PLANOS DE SAUDE E ODONTOLOGICO LTDA.
Registro ANS: 339750
Registro
Produto
Número de beneficiários
466448125
LIFE BRONZE
1.018
FUNDAÇÃO ASSISTENCIAL DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO DA FAZENDA
Registro ANS: 346926
Registro
Produto
Número de beneficiários
466490126
ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO EMPRESARIAL
39.681
466498121
ASSEFAZ DIAMANTE APARTAMENTO EMPRESARIAL
2.964
MEDISANITAS BRASIL ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE S/A.
Registro ANS: 348520
Registro
Produto
Número de beneficiários
468739136
MEDISANITAS ESPECIAL ENFERMARIA CE
72.456
465097112
CONTRATO INDIVIDUAL E FAMILIAR – PRATA
5.384
468743134
PLANO SATURNO ENFERMARIA
1.413
PROMED ASSISTENCIA MEDICA LTDA
Registro ANS: 348805
Registro
Produto
Número de beneficiários
470207137
Promed Executivo – Enfermaria
82.367
412187992
PROMED GOLD ENF
10.928
412186994
PROMED EXECUTIVO APART
5.933
COOPUS – COOPERATIVA DE USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DE CAMPINAS
Registro ANS: 384356
Registro
Produto
Número de beneficiários
461455101
130.1.20 CA
5.693
UNIMED-RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO DO RIO DE JANEIRO
Registro ANS: 393321
Registro
Produto
Número de beneficiários
467691122
Unimed Alfa 2
30.967
467683121
Unimed Alfa 2
31.764
467669126
Unimed Beta 2
15.173
468245129
UniPart Alfa 2
48.931
467662129
Unimed Ômega Plus
1.350
470458144
Unimed Delta 2 (0114)
2.553
467693129
Unimed Beta 2
6.419
470453143
Unimed Ômega Plus Dental (0114)
125
467701123
Unimed Ômega Plus Dental
1.406
468252121
UniPart Beta 2
3.301
467680127
Unimed Delta 2 Dental PPE
4.430
470451147
Unipart Beta 2 (0114)
4.810
467694127
Unimed Delta 2
5.457
467677127
Unimed Beta 2 PPE
5.492
470452145
Unipart Alfa 2 (0114)
7.145
IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MAUÁ
Registro ANS: 403920
Registro
Produto
Número de beneficiários
468925139
OPÇÃO SAÚDE 21
11.390
468931133
OPÇÃO SAÚDE 32
610
OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE SERRA IMPERIAL LTDA.
Registro ANS: 409235
Registro
Produto
Número de beneficiários
457672081
PLANO MEMORIAL TOP
28
ECOLE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
Registro ANS: 414298
Registro
Produto
Número de beneficiários
439023027
Ecole Básico
15.904
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ANS determina alienação compulsória de carteira da Unimed Paulistana
Detalhes
Categoria:Operadoras e Serviços de Saúde
Publicado em: 02/09/2015
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou nesta quarta-feira (02/09) a alienação compulsória da carteira de beneficiários da operadora Unimed Paulistana. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Resolução Operacional nº 1.891, com a finalidade de garantir a assistência aos consumidores.
A situação da operadora vem sendo acompanhada pela Agência que, desde 2009, instaurou quatro regimes especiais de direção fiscal (acompanhamento presencial feito por agente nomeado pela ANS em decorrência de anormalidades econômico-financeiras graves) e dois regimes de direção técnica (acompanhamento presencial feito por agente nomeado pela ANS em decorrência de anormalidades assistenciais e administrativas graves).
Como a operadora não conseguiu sanear os problemas, a ANS determinou que a Unimed Paulistana deve negociar a transferência da totalidade de sua carteira de beneficiários no prazo de 30 dias corridos após o recebimento da intimação. A interessada deverá possuir situação econômico-financeira adequada e manter as condições dos contratos sem prejuízos aos consumidores.
Caso não realize a alienação nesse prazo, a ANS fará uma oferta pública para que operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana.
É importante ressaltar que a operadora continua tendo obrigação de manter a assistência aos seus beneficiários até que a transferência para outra operadora seja finalizada. Os beneficiários devem manter o pagamento de seus boletos para garantir o direito à migração para uma nova operadora.
De acordo com dados de julho/2015, a Unimed Paulistana possui aproximadamente 744 mil beneficiários, em sua maior parte residente no município de São Paulo, e dos quais 78% estão em planos coletivos (empresariais e por adesão).
Em caso de dúvidas ou denúncias, os beneficiários podem entrar em contato pelo Disque ANS (0800 701 9656), pela Central de Atendimento no portal da Agência (www.ans.gov.br) ou pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades.
No estado de São Paulo, são dois endereços:
Núcleo da ANS em São Paulo: Av. Bela Cintra, nº 986 – 9º andar – Edifício Rachid Saliba – Bairro Jardim Paulista – São Paulo/SP.
Núcleo da ANS em Ribeirão Preto: Av. Presidente Vargas, nº 2121 – 2º Andar – Sala 203 – Edifício Times Square – Ribeirão Preto/SP.
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PERGUNTAS E RESPOSTAS
O que significa alienação compulsória de carteira? É o processo pelo qual a ANS determina que uma operadora de plano de saúde negocie a transferência da totalidade de sua carteira de beneficiários para outra operadora com a finalidade de garantir a assistência aos consumidores.
Por que isso ocorreu com a Unimed Paulistana? A operadora, que vinha sendo acompanhada pela Agência, não conseguiu sanear os problemas econômico/financeiros e assistenciais que vinha apresentando. Assim, foi deflagrado o processo para a transferência dos beneficiários para outra operadora.
Como fica o atendimento aos consumidores da Unimed Paulistana? O atendimento aos beneficiários continua garantido. A operadora tem obrigação de manter a assistência a todos os consumidores até que a transferência para outra operadora seja concluída.
E se o beneficiário estiver internado, com cirurgia ou atendimento marcado ou em tratamento? O beneficiário não poderá ficar desassistido. Os pacientes que estão internados ou em tratamento deverão continuar seus atendimentos normalmente.
O que o beneficiário deve fazer se tiver atendimento negado ou não conseguir atendimento? Os beneficiários que enfrentarem dificuldades no atendimento devem procurar a operadora para que ela solucione o problema e também registrar reclamação na ANS, através do Disque ANS (0800 701 9656), pela Central de Atendimento no portal da Agência (www.ans.gov.br) ou pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades. Se a operadora negar atendimento, estará sujeita às penalidades previstas na legislação.
O beneficiário deve continuar pagando a mensalidade da Unimed Paulistana? Sim. Os beneficiários devem manter o pagamento de seus boletos para garantir o direito à migração para uma nova operadora.
Com esta transferência, a mensalidade do plano pode aumentar? Depende. Durante esse período, muitas corretoras e outras operadoras oferecem alternativas de mercado onde as condições de rede e preço não são mantidas. A única opção de manter a garantia de rede e preço é no caso da Unimed Paulistana conseguir transferir a totalidade de sua carteira para outra operadora no rito da alienação compulsória de carteira.
O beneficiário poderá escolher a operadora de saúde para a qual será transferido? Depende. Caso o beneficiário esteja em apólices coletivas e suas empresas e/ou associações de representação estejam oferecendo opções para eles, fica facultado a ele a escolha dentre as opções que lhes sejam oferecidas. Já no caso de sucesso da alienação da totalidade da carteira, o beneficiário será transferido para a operadora que tenha recebido autorização para a aquisição da totalidade da carteira.
Com a troca de operadora, o que acontece com a rede credenciada? Caso a Unimed Paulistana consiga alienar a totalidade de sua carteira, a rede credenciada da operadora que adquirir a carteira da Unimed Paulistana deverá ser compatível com a atual rede oferecida aos beneficiários. Se a troca de operadora se der por opção da empresa contratante ou da associação de classe (no caso de contratos coletivos), a rede e preço serão as pactuadas no novo contrato.
O beneficiário terá que cumprir carência na nova operadora? Na eventual transferência compulsória da totalidade da carteira, não será preciso cumprir novo período de carência na operadora que adquirir a carteira. Mas se o consumidor estiver em pleno período de carência, irá cumprir o tempo restante na nova operadora.
O beneficiário que não quiser fazer a transferência de carteira pode procurar um novo plano de saúde para ele e para sua família por conta própria? Sim. As regras para portabilidade não se alteram. O beneficiário poderá fazer a portabilidade em até quatro meses a partir do mês de aniversário do contrato. A portabilidade pode ser feita de um plano individual para outro, de um plano coletivo por adesão para outro e de um plano individual para um plano coletivo por adesão e vice-versa. Também é possível mudar de um plano de abrangência municipal, para um de atendimento em vários municípios, em vários estados, ou mesmo nacional. O novo plano deverá ser compatível com o plano atual do beneficiário.
Além disso, para os planos coletivos empresariais e coletivos por adesão, as pessoas jurídicas contratantes e associações de classe podem optar por modificar a operadora de plano de saúde contratada por outra, estabelecendo novos contratos em condições negociadas entre as partes.
Saiba mais sobre portabilidade aqui
O que acontece caso nenhuma operadora se interesse pela carteira da Unimed Paulistana? Se a Unimed Paulistana não encontrar outra operadora para adquirir sua carteira, a ANS irá fazer a oferta pública das referências operacionais e do cadastro de beneficiários para que operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana. Caso nesta oferta pública não haja nenhum interessado, será decretada a portabilidade especial.
O que é oferta pública? É um mecanismo lançado mão pelo órgão regulador para casos onde haja insucesso da alienação compulsória da carteira, em que operadoras interessadas oferecem ao cadastro de beneficiários da operadora em saída ordenada do mercado novos produtos com novas condições contratuais de rede e preço.
O que é portabilidade especial? A portabilidade especial de carências é uma determinação da ANS que permite ao usuário de uma operadora que está sendo retirada do mercado trocar de plano de saúde sem cumprir novos períodos de carência. Mas o novo contrato pode apresentar condições de preço e rede distintas dos que os beneficiários tinham na Unimed Paulistana.
Se persistirem dúvidas, onde procurar esclarecimentos? O beneficiário pode ligar para o Disque ANS (0800 701 9656), acessar a Central de Atendimento no portal da Agência (www.ans.gov.br) ou buscar atendimento pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades. Confira os endereços aqui.
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