Quem passa pela Redenção, próximo ao viaduto da João Pessoa, percebe a falta de um monumento. A estátua batizada de Menino da Cornucópia, localizada no Chafariz do Roseiral, está passando por restauração.
Segundo a administração do parque, a peça foi encontrada boiando na fonte há dua semanas, após ser derrubada por vândalos. A administração recolheu e encaminhou para a Secretaria Municipal de Cultura.
Em 2002, o monumento já havia sido recolhido para ser restaurado e só foi devolvido ao parque dez anos depois.
A peça de ferro fundido representa Tritão, deus grego mensageiro das profundezas marinhas, ainda menino. Produzida provavelmente na França, no século XIX, a obra ocupou primeiramente a Praça Parobé. No começo do século XX foi transferida para o Parque Farroupilha.
Autor: da Redação
Monumento na Redenção volta a ser restaurado
Peça foi retirada para reformas / Matheus Chaparini CPI que investiga Zelotes ouve quatro suspeitos de irregularidades
A CPI do Carf vai ouvir amanhã, a partir das 9h, quatro suspeitos de irregularidades no Conselho. Os depoentes serão auditor fiscal Eduardo Cerqueira Leite e o advogado Wagner Pires de Oliveira, o assessor Lutero Fernandes do Nascimento e o ex-auditor fiscal Jeferson Ribeiro Salazar. Os acusados estão envolvidos em supostas manipulações de julgamentos do Carf, de cooptar servidores públicos para obter vantagens tributárias para o Banco Santander e empresa Cia Bozano e de livrar de multa o Banco Safra
No próximo mês o Procurador Frederico Paiva, que está à frente das investigações, irá apresentar denúncia informando 30 nomes, entre ex-auditores, auditores e advogados. Dos setenta processos sob suspeita, pelo menos vinte conseguiremos comprovar de maneira bastante sólida que houve atos ilícitos. Este volume representa cerca de 6 bilhões de reais. As denúncias virão bem fundamentadas e com muitas provas”, disse o procurador, em evento em São Paulo.
A CPI deve representar relatório final até dia 15 de setembro e não deve haver pedido de prorrogação de prazo. Entre as principais ações, além da colaboração com as investigações do Ministério Público e Polícia Federal, estão a criação de medidas que impeçam que o esquema seja efetuado novamente.BikePoa pode parar em setembro
Felipe Uhr
O BikePoa, serviço de aluguel de bicicletas em operação há três anos na Capital, pode parar de funcionar no próximo mês. O contrato atual com a Serttel, e patrocínio do banco Itaú, expira no dia 22 de setembro e a licitação está atrasada.
Segundo o gerente de Projetos da EPTC, Antônio Vigna, o edital previsto para julho atrasou devido ao grande número de licitações. “Por isso a nossa preocupação. O serviço só continuará operando se a atual empresa ganhar o processo. Caso contrário, o BikePoa deverá voltar só no verão, devido ao tempo de instalação e de modelação do projeto para a empresa que ganhe”, afirmou Vigna.
Durante a manhã desta quarta-feira, Vigna esteve reunido com representantes da Secretaria da Fazenda para alinhar a liberação do edital que já está pronto e deve ser publicado em duas semanas.
O edital será feito via pregão eletrônico, de caráter internacional e vai ofertar aos concorrentes a operação do serviço durante cinco anos e, assim como o modelo atual, vai permitir patrocínio externo – ou seja, a empresa vencedora poderá vender publicidade para financiar as bicicletas a preços populares. Hoje o usuário pode escolher pagar R$ 5 por um passe de 24 horas ou R$ 10 por mês, com uso livre dentro do horário de operação – das 06h às 22h.
Ampliação do serviço demandará outros editais
A experiência ao longo dos três anos permitiu que a EPTC fizesse uma análise de como iria funcionar o sistema de bicicletas. Hoje se sabe que o número de bicicletas e estações disponíveis está bem abaixo do que a população precisa. “Com certeza há necessidade de ampliarmos a oferta, mas fizemos uma experiência”, pondera Vigna.
Hoje o BikePoa funciona em apenas 5 bairros da Capital, mas a licitação não vai prever a ampliação da abrangência e do número de veículos disponíveis para uso público.
Calcula-se internamente que hoje seriam necessárias 5 mil bicicletas para suprir a demanda e fazer da bicicleta uma alternativa de transporte efetiva para toda cidade.
Dados de utilização serão públicos
Com a licitação, a empresa terá também a obrigação de tornar públicos dados e estatísticas sobre o atendimento. Hoje não se tem uma ideia correta de quantas pessoas utilizam o BikePoa para lazer e para o deslocamento ao trabalho.
O que se sabe são as estações de maior viagens e também os horários em que são mais utilizados porém não há garantia exata da utilização.
Em 3 anos foram feitas mais de 680 mil viagens, entre os 150 mil cadastrados que utilizaram 400 bicicletas em 40 postos. Ao todo, Porto Alegre tem 30 km de espaços de ciclovias. A previsão da EPTC é completar o ano com 35 km implantados (menos de 10% dos 495 km previstos pelo Plano Diretor Clicloviário, que é de 2009) com a conclusão dos espaços, atualmente em obras, da Ipiranga e Edvaldo Pereira Paiva.Sindicato orienta professores grevistas a assinarem livro ponto
Horas depois de emitir uma orientação ao núcleos regionais para que os professores grevistas assinassem um livro ponto paralelo e não permanecessem nas escolas, a direção geral do Sindicato dos Professores do Estado – CPERS – encontrou uma resolução do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2012, que proíbe o corte do ponto de servidores públicos que aderirem a paralisações.
“Baseado nessa resolução do STF, estamos publicando agora uma nova orientação aos professores, para que assinem o livro ponto oficial, pois o desconto de salário é ilegal e, caso o governo insista, vamos recorrer à Justiça”, afirmou nesta tarde a presidente da entidade, Helenir Schürer.O escandaloso abafamento da Operação Zelotes
Henrique FontanA
Deputado Federal (PT) *
Ao contrário da Lava Jato, Judiciário evita prisões e até escutas, na “investigação” sobre grande caso de sonegação que envolve a nata da aristocracia financeira
A corregedora nacional de Justiça, Nancy Andrighi, determinou que o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, preste esclarecimentos até 18 de agosto sobre sua conduta no processo da Operação Zelotes, dedicada à apuração de um dos maiores esquemas de sonegação fiscal da história do Brasil. Leite também foi afastado do caso e substituído pela juíza Marianne Borré.
A ministra acolheu uma representação do deputado Paulo Pimenta, do PT, relator de uma subcomissão da Câmara destinada a acompanhar as investigações.
Criticado pelo Ministério Público Federal por prejudicar a apuração dos fatos, Leite negou os pedidos de prisão temporária de 26 investigados e indeferiu a prorrogação do monitoramento dos e-mails e das escutas telefônicas. Além disso, o magistrado determinou o sigilo das investigações para evitar, segundo ele, a “desnecessária exposição da intimidade” dos acusados.
De acordo com a Polícia Federal, uma quadrilha atuava no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, para reverter ou anular multas de forma ilícita.
Segundos as investigações da PF e do MPF, as empresas compravam votos de conselheiros do Carf. O prejuízo é estimado em 6 bilhões de reais, mas são investigados 74 processos no valor de 19 bilhões de reais em dívidas. Entre as empresas investigadas estão a RBS, maior afiliada da Rede Globo, Ford, Mitsubishi, BR Foods, Camargo Corrêa, Gerdau, TIM, Bradesco, Santander, Safra, entre diversos outras.
Como a revista Carta Capital mostrou em abril, foi uma ação envolvendo o Bradesco que acendeu o alerta vermelho, em 2014, dentro da Polícia Federal, sobre a existência do esquema. Os investigadores comprovaram uma série de suspeitas sobre a quadrilha de venda de decisões, mas não conseguiram todas as provas que vislumbravam contra o Bradesco pois o juiz Ricardo Leite mandou cessar interceptações telefônicas que citavam, entre outros, o próprio presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco.
* Publicado na revista Carta Capital
São José inaugura primeiro Jardim Botânico na Grande Florianópolis
A prefeitura de São José inaugurou esta semana o primeiro Jardim Botânico da Grande Florianópolis, espaço de 160 mil m² de mata atlântica preservada, no bairro Potecas.
Reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente e integrante do Sistema Nacional de Jardins Botânicos (SNJB), o equipamento é um importante instrumento de estudo e preservação de espécies nativas da flora brasileira.
O Jardim Botânico tem uma área central onde abriga sede administrativa, anfiteatro para eventos de educação ambiental, trilhas ecológicas, estufa com vegetação nativa e um herbário, uma coleção científica composta por amostra de plantas secas, semelhante a um museu de espécies.
Agora, São José está entre as 25 cidades brasileiras que podem utilizar este equipamento oficial para pesquisar, recuperar e proteger o patrimônio florestal. O Jardim Botânico Municipal de São José (JBMSJ) fica na Rua Acelino Pereira, Quadra 22 – Potecas.Ameaça de Sartori pode prolongar greve dos servidores
Cerca de 40 mil servidores estaduais ocuparam as ruas do centro de Porto Alegre nesta tarde de terça-feira e concentraram-se no Largo Glênio Peres para participar da Assembleia Unificada, que votou por paralisar as atividades por três dias, de quarta a sexta-feira. O mesmo foi decidido pelos professores da rede pública estadual, reunidos nesta manhã no Gigantinho.
No final da tarde, o governador José Ivo Sartori reuniu os jornalistas por três minutos e disse que vai cortar o ponto dos grevistas durante os três dias de paralisações, a partir do dia 19, e não deu garantias de que irá pagar os salários do mês de agosto em dia.
A presidente do Cpers Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, disse que a situação vai piorar se o governo cumprir a ameaça de cortar o ponto dos servidores grevistas.
Dirigentes sindicais prometeram realizar novas assembleias no final deste mês e, caso os salários sejam parcelados novamente, farão paralisações nos primeiros dias de setembro.
Confira algumas fotos das manifestações:
Fotos Matheus Chaparini











Anos 80 voltam ao Ocidente
Documentário que resgata o Bom Fim daquela época terá pré-estreia com festa
Amanhã, 20 de agosto, entra em cartaz no Santander Cultural o documentário que o diretor Boca Migotto, “Filme sobre um Bom Fim”.
A pré-estréia, hoje, no bar Ocidente, está com ingressos esgotados. Após, festa com ingressos a R$ 25,00, conforme a lotação. O “Filme sobre um Bom Fim” aborda as agitações dos anos da contracultura e as mudanças ocorridas no bairro até os dias atuais.
A festa será com discotecagem de Natalia Guasso, produtora e pesquisadora das músicas que compõem a trilha sonora do filme, do montador Drégus de Oliveira, da diretora musical Paola Oliveira, do DJ Rafa Ferreti, entre outros.
DJjs convidados que vão trazer um pouco dos anos 1980 de volta à pista do Ocidente.
As vendas no dia estão sujeitas à lotação do espaço, com ingressos custando R$ 25,00.
“Filme Sobre um Bom Fim” foi um dos competidores deste ano do Festival “É Tudo Verdade”, e será exibido no Festival de Gramado, dentro da Mostra Gaúcha de Longas-metragens.
O documentário retrata o movimento jovem ocorrido em Porto Alegre nos anos 1980, mais especificamente no tradicional bairro Bom Fim, então epicentro de uma transformação cultural, revivendo os momentos áureos dessa transição que deu voz e vez a uma juventude inflamada de conceitos e opiniões, com muita vontade de dizer a que veio.


















