Autor: da Redação

  • Eletrosul e Telebras levam internet banda larga ao Extremo Sul gaúcho

    Inaugurada em Santa Vitória do Palmar (RS) a estrutura de transmissão de dados por meio de fibra óptica para fornecimento de internet banda larga à região. Com conexão à rede realizada pela Telebras, o link que a Eletrosul forneceu ao município tem capacidade de 200 megabits por segundo (Mbps), o que irá modernizar a gestão administrativa e ampliar o acesso aos serviços públicos.
    O fornecimento de banda larga ao município ocorre a partir da implantação do Complexo Eólico Campos Neutrais, localizado nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí – o que exigiu a instalação de rede de telecomunicações para atendimento operacional às unidades. Os empreendimentos de transmissão, construídos pela Transmissora Sul Litorânea Energia (TSLE) e pela Transmissora Sul Brasileira de Energia (TSBE), contemplam mais de 500 quilômetros de linhas, por onde trafega o sistema de comunicação óptica de alta capacidade (DWDM) da Eletrosul, com 80 gigabits por segundo (Gbps).

    Mapa ilustra a estrutura de fibra óptica na região
    Mapa ilustra a estrutura de fibra óptica na região

    A capacidade excedente desse sistema de telecomunicação, implantado com apoio das empresas Eólicas do Sul e Eólicas Hermenegildo, foi o que possibilitou o atendimento à demanda do município por uma internet de alta velocidade, disponível em prédios administrativos e praças públicas, para que os moradores possam usufruir. “Essa integração irá impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região e, consequentemente, a qualidade de vida da população”, acredita o diretor de Operação da Eletrosul, Antonio Waldir Vittori. Para o presidente da Telebras, Jorge Bittar, a internet banda larga poderá ser utilizada como “um instrumento para promoção social, revolucionando a educação e o atendimento à comunidade”.
    A rede da Eletrosul permitirá, ainda, o transporte de dados até o município de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde a Telebras vai fornecer conexão por banda larga à prefeitura da cidade.

  • Magistério já soma um ano e meio em greve

    Com a decisão dos professores estaduais agora de manhã, reunidos em Assembleia Geral no Gigantinho, de paralisar as atividades por três dias, até sexta-feira, as greves dos Cpers já somam um ano e meio.
    Desde 1973, quando foi criado o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul, unificando os educadores primários com os do ensino médio, o sindicato realizou 15 greves que totalizaram 521 dias paralisados.
    Só nos quatro anos do governo de Pedro Simon, de 1987 a 1990,  os professores pararam por 205 dias, quase sete meses sem aulas. A maior greve ocorreu em 1987, quando os colégios estaduais ficaram 96 dias sem presença de alunos.

    Greve dos professores em 1987: a maior da história
    Greve dos professores em 1987: a maior da história

    ViuvaJair&Simon &Guazzelli
    Simon enfrentou 205 dias de paralisações

    HISTÓRICO DAS GREVES DO CPERS/SINDICATO
    1979 Tempo de Greve: 13 dias
    Conquistas: nomeação de 20 mil concursados e 70% de aumento salarial, parcelados.
    1980 Tempo de Greve: 21 dias
    Conquistas: percentuais de reajustes salariais; abono de regência estendido à categoria; 2,5 salários mínimos, a partir de janeiro de 1982; 25% do orçamento do Estado para a educação; e participação no Conselho Estadual de Educação.
    1982 Tempo de Greve: 3 dias Conquistas: categoria resiste e não permite intervenção do então governador Amaral de Souza no CPERS e cumprimento do acordo feito em 1980.
    1985 Tempo de Greve: 60 dias
    Conquistas: 2,5 salários mínimos escalonados; 13º salário; 35% da receita dos impostos para a educação, com pelo menos 10% para o plano trimestral de conservação e construção de escolas; e eleição de diretores de escola.
    1987 Tempo de Greve: 96 dias
    Conquistas: garantia do plano de carreira; não discriminação dos aposentados; e garantia de emprego aos contratados até a promulgação da Constituição Federal que prevê a estabilidade a estes professores.
    1988 Tempo de Greve: 9 dias
    Conquistas: unidocência; 95% de reajuste, sendo 70% em outubro e 26% em dezembro; aceleração da regularização do pagamento do difícil acesso; cronograma de regularização das promoções; e redução do período de reajustes da trimestralidade para bimestralidade.
    1989  Tempo de Greve: 42 dias
    Conquistas: 54% de reajuste, sendo 25% em maio, 15% em julho e 10% em outubro, não cumulativos; publicação e pagamento das alterações de níveis; nomeação de três mil professores; e agilização do pagamento da unidocência.
    1990  Tempo de Greve: 58 dias
    Conquistas: 105,42% de aumento salarial; garantia da reposição da inflação de maio, junho e julho; e revisão salarial em agosto.
    1991  Tempo de Greve: 74 dias
    Conquistas: 191,61% de aumento salarial; retirada da proposta de abono; ano letivo não começou conforme o calendário do governo; e intensificação da mobilização da comunidade em defesa do ensino.
    1997  Tempo de Greve: 14 dias
    Conquistas: retomada das greves do magistério com ampla participação da categoria e com o apoio da comunidade.
    2000  Tempo de Greve: 32 dias
    Conquistas: 14,9% de reajuste parcelado; reajuste de 20% no vale-refeição; fim da sobreposição de níveis; criação de comissão para discutir a inclusão dos funcionários de escola no quadro da Secretaria da Educação e elaboração de um plano de carreira para os funcionários de escola; retomada dos debates acerca do plano de carreira; e governo compromete-se a não aumentar a contribuição para o IPE e à aposentadoria.
    2004  Tempo de Greve: 29 dias
    Conquistas: garantia do IPE público; garantia da condição de dependência para cônjuges ou companheiros.
    2006  Tempo de Greve: 37 dias
    Conquistas: reajuste de 8,57%, parcelado em cinco vezes; promoção de professores referentes a 2001 e compromisso de garantir a promoção de funcionários de escola de 1999; atualização dos repasses para as escolas; e suspensão dos contratos de gestão e do processo de municipalização da educação.
    2008  Tempo de Greve: 15 dias
    Conquistas: retirada do regime de urgência de projeto que criava um rebaixado piso salarial estadual do magistério; e o compromisso da Assembleia Legislativa de não votar durante o recesso escolar nenhum projeto que retirasse direitos da categoria.
    2009  Tempo de Greve: 6 dias
    Conquistas: manutenção dos planos de carreira da categoria e de outras importantes e históricas conquistas dos educadores da rede estadual de ensino.
    2011  Tempo de Greve: 15 dias
    Conquistas: A categoria aprovou uma campanha permanente de denúncia do governo Tarso, que descumpre a lei do piso, tenta implementar políticas que atacam a educação pública e os direitos dos educadores e não cumpre o compromisso de criar, com uma lei estadual, o piso para os funcionários de escola.
     

  • Professor picha ‘Zelotes’ em desabafo contra Grupo RBS

    Ontem por volta das cinco horas da tarde, o professor de História e Filosofia, Rogério Borba, da rede de ensino público estadual, pichou um poste na esquina das avenidas Ipiranga e Érico Veríssimo, em frente ao prédio da RBS, com a inscrição ‘Zelotes’, em referência à operação da Polícia Federal envolvendo empresas suspeitas de corrupção, sonegação e fraudes fiscais.
    Ele justificou seu ato: “É um desabafo político, porque eu não aguento mais a violência simbólica que a RBS pratica contra a sociedade. É uma farmácia de manipulação, de forma extremamente sutil, através da linguagem, da imagem, eles vão produzindo opinião, colocam os professores de uma forma subjacente, pessoas incapazes, incompetentes, sem capacidade de qualificar a educação.”
    A operação Zelotes investiga um esquema que teria desviado cerca de R$ 20 bilhões dos cofres públicos. Empresas com dívidas com a União pagavam propina a conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para se livrarem de multas. O Grupo RBS é um das mais de 70 empresas investigadas e teria pago R$ 150 milhões para se livrar de dívidas com a Receita que podem chegar a R$ 672 milhões.
     

  • Secretária diz que projeto da FZB é ruim e deve ser revisto

    Os servidores da Fundação Zoobotânica (FZB) fizeram uma manifestação na manhã de hoje (17), em frente ao prédio da Secretaria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Borges de Medeiros, 260) a fim de protestar contra o Projeto de Lei 300/2015, que extingue a FZB e demite todos os funcionários. E, para surpresa de todos, a secretária Ana Pellini foi ao encontro dos servidores e admitiu que o projeto é ruim e que não sabe quem o elaborou.
    “Vocês têm toda a razão, o projeto é ruim e temos de rever nossa posição”, afirmou a secretária em um megafone apoiado pelo professor Paulo Brack, da Coordenação do INGÁ e da Apedema/RS. “Como está esse projeto não tem a menor condição de contribuir em nada para o serviço público, continuou.
    Questionada pelo engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, presidente da Agapan, sobre quem fez este projeto, a secretária surpreendeu novamente disse que foi elaborado dentro de um conjunto de outras medidas mas que foi um erro.
    Depois, ao serem recebidos pelo Vice-Chefe da Casa Civil no Palácio Piratini, as lideranças e os participantes da mobilização viram uma cara espantada do funcionário, não acreditando no que ouvia.
     

  • Servidores estaduais votam indicativo de greve amanhã

    O Sindicato dos Professores – Cpers realiza Assembleia Geral amanhã de manhã no Gigantinho. No mesmo horário, o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (Sindsepe/RS) se reúne em frente ao Centro Administrativo para debater uma série de questões, além do indicativo de greve. À tarde, eles se juntam na Assembleia Geral Unificada dos Servidores Públicos Estaduais, a partir das 14h, no Largo Glenio Peres. A expectativa é de que seja aprovada uma paralisação de três dias de todo funcionalismo público estadual. Mas cada categoria decidirá suas ações.
    O Cpers promete grande mobilização. “Será uma das maiores dos últimos tempos”, afirmou a presidente Helenir Aguiar Schürer. Membros do conselho são a favor de que os professores acompanhem a decisão da maioria. Segundo Helenir, a principal reivindicação da categoria é a retirada da PLC 206, medida de ajuste fiscal do governo que representa arroxo salarial para todos os servidores. “O governo até agora não apresentou nenhuma solução”, critica a líder sindical.
    O vice-presidente do Sindsepe/RS, Rogério da Silva, diz que os servidores irão definir uma série questões como  Campanha Salarial 2015, parcelamento/atraso do pagamento da remuneração dos servidores, Projeto de Emenda Constitucional e Projetos de Lei encaminhados pelo Executivo ao Legislativo.
    “Desde o inicio do ano o governo só tirou benefícios do seu servidor, mexendo na licença prêmio, além desse parcelamento do salário”, diz Rogério.
    Os servidores também reclamam da PL/206 (Lei de responsabilidade Fiscal) que limita o gasto com o quadro funcional. “É uma politica neoliberal de estado mínimo que limita muito o Estado” ressalta o sindicalista. Segundo ele, há no mínimo 1200 servidores na área da saúde além de outros 500 em outras áreas aguardando publicação do governador para começarem a servir o Estado.
    O dirigente do sindicato ressalta que a entidade já sugeriu diversas formas de contornar a crise e que poderiam ser adotadas pelo governo, que preferiu outras alternativas. “O Estado deveria combater efetivamente a sonegação fiscal, que hoje chega a R$7 bilhões por ano, além de acabar com a isenção fiscal, provida do Fundopem, e ir atrás do ressarcimento com a Lei Kandir. Juntas, essas ações renderiam mais R$15 bilhões aos cofres públicos. Por fim, o Sindicato diz que o governo não apresentou soluções viáveis nas reuniões com a Csa Civil”, criticou Rogério.
     

  • Fonte desativada vira piscina de bolinhas na Praça da Alfândega

    Quem passa pela Praça da Alfândega nesta segunda-feira se depara com uma cena inusitada. A fonte A Samaritana, que está desativada, foi transformada em uma piscina de bolinhas. A intervenção chamada Piscina é do artista Sandro Ka e visa potencializar alguns espaços esquecidos e abandonados da cidade.
    “É algo recorrente em Porto Alegre que as fontes sejam desativadas. Também é uma particularidade alguns monumentos andarem pela cidade. Por exemplo, a original dessa Samaritana foi instalada na frente da prefeitura, no Paço, depois de muito tempo, veio pra cá. E esta que está aqui agora não é nem a original, é uma réplica.”
    Para realizar a intervenção, o artista encheu a fonte com 4.500 bolinhas plásticas coloridas. A iniciativa é parte de uma série de trabalhos que Sandro está desenvolvendo em uma pesquisa de mestrado em Artes Visuais na UFRGS.
    Além de Piscina, o artista desenvolve um trabalho de colagem de lambs com texto “sorria, você está sendo abençoado”. Sandro planeja para breve uma outra intervenção, intitulada Monumento, que vai “reinaugurar” monumentos de Porto Alegre que estão incompletos, como bustos que foram retirados de seus pedestais. A ideia é usar o humor e a ironia para gerar questionamentos. “Mesmo que seja por essa via lúdica, da brincadeira, acaba sendo também uma proposta política, de questionar: qual o sentido disso? ”, explica Sandro Ka.

  • Brasileira de 92 anos receberá o principal prêmio de agricultura orgânica mundial

    CONTI outra 
    Uma das pioneiras do movimento orgânico no Brasil, a austríaca naturalizada brasileira foi escolhida pelo grande impulso que deu aos movimentos agroecológicos não só no Brasil, como na América Latina, contribuindo, segundo os organizadores, para moldar um paradigma alternativo à agricultura industrial.
    Depois de 65 anos na luta pela saúde dos solos, a engenheira agrônoma Ana Primavesi, de 92 anos, receberá o One World Award – o principal título de agricultura orgânica mundial. Conferido pela International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), o prêmio honra ativistas cujo trabalho tenha impactado positivamente a vida de produtores rurais, sobretudo os mais desfavorecidos. Neste ano, a cerimônia será realizada em setembro, na Alemanha.
    (Depoimento da Dra. Ana Primavesi, sócia número 1 da AAO – Associação de Agricultura Orgânica, homenageada em Ato Solene na Assembléia Legislativa de São Paulo)
    Ana dedicou a sua vida a ensinar como é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente, nunca se esquecendo do pequeno produtor e das suas necessidades. “O segredo da vida é o solo, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima e nossa vida. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas, nutridas”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
    Em 65 anos de trabalho, Ana não somente revolucionou a produção agrícola, mas também mudou a vida de muita gente para melhor. Por isso esse prêmio é mais que merecido. Se você quer se familiarizar um pouco mais com o trabalho desta agrônoma espetacular, vale a pena ler o livro Manejo Ecológico do Solo – escrito por ela e considerado uma das bíblias da produção orgânica e leitura obrigatória nas faculdades de Agronomia do país – ou assistir o documentário O Veneno Está Na Mesa, com falas de Eduardo Galeano.

  • Movimento Roessler oferece curso de Gestores Ambientais Comunitários

    A segunda turma do curso Gestores Ambientais Comunitários iniciou no sábado (15/08) na Fundação Evangélica de Novo Hamburgo. O curso é coordenado pelo Movimento Roessler para Defesa Ambiental e integra o Projeto VerdeSinos, patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.
    Este foi o primeiro de um total de oito encontros. Histórico, princípios, características e estratégias de ação em Educação Ambiental, foram os temas ministrados pela bióloga Cristiane Fensterseifer Brodbeck.
    ]O encontro contou também com uma trilha de interpretação ambiental. Os alunos subiram o Morro da Fundação e foram motivados a recolher vestígios de ação antrópica e, ao final, apresentaram soluções para as ações antrópicas negativas.

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    Trilha no Morro da Fundação / Cátia Cylene/M. Roessler

    A educação reproduz ou transforma o social? Existe uma educação não ambiental? Existe solução para espécies exóticas invasivas? Estes foram alguns dos questionamentos propostos pela bióloga. “É preciso re-humanizar, se colocar no lugar do outro e partir para um novo processo civilizatório”, ressaltou Cristiane.
    A turma é composta por 40 lideranças comunitárias, integrantes de 15 instituições sociais da região da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos. Ao final do curso, cada entidade participante deverá elaborar um projeto que traga algum benefício para a conservação da bacia Sinos, visando a possibilidade de ser contemplado através de fundos municipais de Meio Ambiente.
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    Uma das turmas do projeto/Cátia Cylene/M. Roessler

    O curso Gestores Ambientais Comunitários tem por meta formar lideranças capazes de identificar os problemas ambientais mais sensíveis à população e propor ações e projetos comunitários para enfrentar diretamente estes temas e/ou cooperar com mobilizações comunitárias. Trabalhar na implementação de ações públicas para lidar com as questões de tratamento de esgoto, reciclagem, coleta e destinação correta do lixo, proteção e recuperação de arroios e áreas verdes públicas, fiscalização comunitária das indústrias e outros temas correlatos.

  • Plano de extinguir FZB foi omitido na campanha eleitoral de 2014

    Desde que assumiu o Palácio Piratini, em janeiro deste ano, o governador José Ivo Sartori tomou uma série de medidas referentes à Secretaria do Meio Ambiente que levou os servidores da Fundação Zoobotânica RS a acreditar que a ideia de extinguir a FZB começou a ser formatada ainda em 2014, durante a campanha eleitoral. Nunca tornado público, no entanto.
    A primeira medida ocorreu no dia da posse do novo governo. E seguiram-se outras ações até resultar no Projeto de Lei nº 300 /2015, enviado à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na semana passada pelo Executivo. O PL autoriza a extinção da FZB e a rescisão de todos os contratos de trabalho dos empregados, com imediato pagamento dos seus respectivos direitos rescisórios, e dos contratos emergenciais ainda vigentes. Determina ainda que “os servidores cedidos à Fundação retornarão aos seus órgãos ou entidades de origem.” E que, extinta a Fundação, “todos os seus bens reverterão ao patrimônio do Estado.”
    Histórico das ações do governo
    1º/01/ 2015 – Publicada Lei nº 14.672 – Altera a Lei nº 13.601 de 1º de janeiro de 2011, que dispõe sobre a estrutura administrativa do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul. Na Seção XV, o nome da SEMA é modificado para Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e não inclui as suas vinculadas: Fepam e FZB.
    02/01/ 2015 – Publicado Decreto Estadual nº 52.230 – Adota medidas de contenção no âmbito da Administração Direta, Autarquias e Fundações do Estado. Neste Decreto, entre outras medidas estão a proibição de contratação de terceirizados, o que está prejudicando o serviço de segurança no Jardim Botânico e Parque Zoológico (onde já ocorreram furtos, o que ocasionou a falta de água em alguns recintos de animais e recentemente o roubo do cobre com a receita de aproximadamente R$10.000,00).
    23/01/2015 – “Uma das primeiras ações da secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, foi integrar os setores jurídicos da Fepam, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e da própria Secretaria – atendendo a uma orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que, numa reunião com a titular da pasta, sugeriu a “padronização e integração de setores importantes da Pasta e da Fepam”. Além disso, a Secretaria passa a ter um membro da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Andrea Flores Vieira, para encaminhar as demandas jurídicas.
    28/01/2015 – “Grupo estuda extinção de fundações, sociedades de economia mista e autarquias do Estado – Desgaste político, eventuais passivos trabalhistas e até necessidade de plebiscito podem dificultar iniciativa.”
    05/02/2015 – A Comunicação Social da FZB também foi centralizada no prédio da SEMA. A transferência do funcionário não foi oficializada em nenhum documento. O Diretor Administrativo também é apenas um para as três Instituições (SEMA, FZB e FEPAM) e fica centralizado no prédio da SEMA.
    31/03/2015 – A possível concessão do Zoológico foi noticiada na mídia, sem que os técnicos fossem consultados ou informados. Declarações do vice-governador  José Carlos Cairoli, dão conta de que já existe uma empresa interessada em assumir a unidade, que gera “prejuízos que têm de estancar”. “Já tem interessado, uma empresa daqui, do Rio Grande do Sul”, garantiu Cairoli.
    03/06/2015 –  Publicado Decreto Estadual nº 52.388 que institui o Programa de Reorganização, Aperfeiçoamento e Promoção da Eficiência da Administração Publica Estadual (PRAE). No Conselho Gestor do PRAE é presidido pelo Secretário-Geral de Governo e integrado pelos titulares dos seguintes órgãos: Casa Civil; Secretaria da Fazenda; Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Regional; Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Secretaria da Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos e Procuradoria Geral do Estado. No artigo 2º entre os objetivos do PRAE destaca-se:  “…a extinção ou a reorganização, sob as formas admitidas em lei, de órgãos e de entidades do Estado cujas atividades estejam sendo exercidas de modo concorrente, ou que possam, por sua natureza, ser incorporadas por outras já existentes…”
    06/07/2015 – Somente nesta data foram nomeados os Diretores do Museu de Ciências Naturais e do Parque Zoológico. Portaria nº 2932/2015.
    07/07/2015 – Foi revogada Portaria nº 2932/2015, da nomeação do Diretor do Museu de Ciências Naturais. DOU, 09/07/2015

  • Revista JÁ: chega às bancas a 3ª edição sobre a ditadura militar de 1964

    Chega às bancas a partir desta segunda-feira a 3ª edição da revista JÁ, série História, sobre a ditadura militar de 1964
    Anos de Chumbo: Grupos armados desafiam o regime. Para esmagá-los, o governo militar desce aos porões e com isso perde o que ainda resta de apoio da sociedade ao movimento de 1964.
    Nesta edição:
    – Entrevista com Carlos Araújo, o Max
    – Junta Militar: Golpe no golpe
    – Guerrilha: o caminho das armas
    – Revelação: cadáver no armário
    – Araguaia: massacre na selva
    – Repressão: casas da morte
    – Conclusão da CNV: Arquipélado da tortura
    – Dilma Rousseff: as agruras de Vanda
    – Atentado Riocentro: acidente salvou a MPB
    – Luta armada: os crimes da guerrilha
    – Economia: milagre brasileiro
    – Corrupção: o papel das empreiteiras
    – Ernesto Geisel: os porões resistem
    – Mídia: censura e controle social
    – Charges: humor na Ditadura
    – Literatura: para saber mais