Autor: da Redação

  • Pesquisadores da Fepagro divulgam Carta Aberta contra extinção da FZB

    O médico veterinário José Reck, coordenador do PPG em Saúde Animal, do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), acompanhado de colegas agrônomos, veterinários e técnicos da FEPAGRO entregaram hoje aos deputados da Comissão de Agricultura, da Assembleia Legislativa RS, uma Carta Aberta à sociedade gaúcha sobre a EXTINÇÃO DA FZB: O IMPACTO PARA A AGROPECUÁRIA GAÚCHA:
    Eis a íntegra da Carta:
    Os pesquisadores da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO), órgão de referência no apoio ao desenvolvimento da produção agropecuária gaúcha vem a público manifestar sua discordância com a proposta de fechamento da Fundação Zoobotânica (FZB).
    Não se pretende abordar aqui o evidente prejuízo à área de conservação do meio-ambiente do RS, pois acreditamos que a compreensão de tal prejuízo é deveras óbvia a qualquer cidadão gaúcho. Queremos aqui ressaltar algo que tem passado despercebido à maioria nos últimos dias: o IMPACTO DA EXTINÇÃO DA FZB PARA A AGROPECUÁRIA GAÚCHA, visto o papel multidisciplinar e aplicado das inúmeras pesquisas conduzidas na FZB, particularmente do Museu de Ciências Naturais (MCN) em parceria com diversas instituições do mundo inteiro. Somente com a FEPAGRO, são dezenas de projetos que visam atender e integrar áreas estratégicas e necessárias ao desenvolvimento do Estado: desenvolvimento sustentável, produção agropecuária e saúde.
    Para citar alguns exemplos de projetos (sem utilizar o orçamento do Governo do RS) do MCN-FZB com parceiros na área agropecuária, como a FEPAGRO, são investigados o uso de pastagens nativas, o controle de capim Anoni, impacto e controle de javalis, controle de parasitos comuns a animais de produção e silvestres, monitoramento de introdução de pragas e espécies invasoras (vegetais e parasitos), vigilância de populações de morcegos, manejo e identificação de animais peçonhentos, identificação dos riscos de transmissão de doenças entre animais e a população rural. Somente nos últimos três anos foram milhares de reais/dólares captados em agências nacionais e internacionais por instituições como o MCN-FZB, e que foram aplicados no desenvolvimento do Estado, incluindo o setor rural.
    Apenas no ano passado, equipes da FZB e FEPAGRO visitaram dezenas de propriedades rurais e resultados de pesquisa desta parceria foram apresentados a centenas de agricultores de diversos municípios. Além disso, a vigilância de doenças comuns ao homem e animais domésticos e silvestres, conduzidas conjuntamente entre a FZB e a FEPAGRO, serve de base para os serviços de informação em saúde do Estado e do Brasil.
    Desse modo, ressaltamos a importância estratégica da FZB não só para a preservação ambiental como também para a produção agropecuária e saúde pública do RS e temos certeza que autoridades e profissionais atuantes nestas áreas não podem ser favoráveis à extinção desta instituição.
    Esperamos que o Governo do Estado reconsidere seu posicionamento e não haja na contramão de todas as tendências mundiais. O fechamento da FZB é um tapa na cara da ciência brasileira e uma demonstração de falta de visão estratégica.
    Atenciosamente,
    Pesquisadores da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO), vinculada a Secretaria da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul.
    José Reck, veterinário, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    Guilherme Klafke, veterinário, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    João Ricardo Martins, veterinário, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    Angélica Bertagnolli, veterinária, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    Rogério Rodrigues, veterinário, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    Laura Lopes de Almeida, veterinária, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul,
    RS Fabiana Mayer, biomédica, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    Kelly Tagliari de Brito, bióloga, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    Maurício Gauterio Dasso, veterinário – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    Alexander Cenci, veterinário – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
    Luciano Kayser, agrônomo, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Anelise Beneduzi, bióloga, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Andreia Rotta de Oliveira, bióloga, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Gilson Schlindwein, biólogo, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Larissa Bueno Ambrosini, veterinária, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    André Dabdab Abichequer, agrônomo, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre,RS
    Lia Rosane Rodrigues, agrônoma, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Maria Helena Fermino, agrônoma, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Loana Cardoso, agrônoma, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Bruno Brito Lisboa, agrônomo – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Jane Maria Guaranha, agrônoma – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Sonia Maria Lobato, agrônoma – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    João Rodolfo Guimarães Nunes, agrônomo – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Samuel Mazzinghy Alvarenga, biólogo, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
    Júlio Kuhn Da Trindade, agrônomo, PhD – FEPAGRO Forrageiras, São Gabriel, RS
    Ionara Fátima Conterato, bióloga, PhD – FEPAGRO Forrageiras, São Gabriel, RS
    Diego Bittencourt de David, zootecnista, PhD – FEPAGRO Forrageiras, São Gabriel, RS
    Jorge Dubal Martins, zootecnista – FEPAGRO Forrageiras, São Gabriel, RS
    Cleber Saldanha, engenheiro florestal, PhD – FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS
    Rosana Matos de Morais, bióloga, PhD – FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS
    Joseila Maldaner, bióloga, PhD – FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS
    Gerusa Kist Steffen, agrônoma, PhD – FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS
    Andréa da Rocha, bióloga, PhD – FEPAGRO Aquicultura e Pesca, Terra de Areia, RS
    Marcia Stech, zootecnista, PhD – FEPAGRO Aquicultura e Pesca, Terra de Areia, RS
    Juliano Garcia Bertoldo, biólogo, PhD – FEPAGRO Litoral Norte, Maquiné, RS
    Rodrigo Favreto, agrônomo, PhD – FEPAGRO Litoral Norte, Maquiné, RS
    Adilson Tonietto, agrônomo, PhD – FEPAGRO Vale do Taquari, Taquari, RS
    Sidia Witter Freitas, bióloga, PhD – FEPAGRO Vale do Taquari, Taquari, RS
    Amanda Junges, agrônoma, PhD – FEPAGRO Serra, Veranópolis, RS
    Rafael Anzanello, agrônomo, PhD – FEPAGRO Serra, Veranópolis, RS
    Daiane Lattuada, agrônoma, PhD – FEPAGRO Serra do Nordeste, Caxias do Sul, RS
    Glaucia do Amaral, zootecnista, PhD – FEPAGRO Campanha, Hulha Negra, RS
     

  • MTG orienta municípios a manterem desfiles farroupilhas

    Surpreendido ontem com o anúncio de uma série de coordenadorias tradicionalistas municipais sobre o cancelamento dos desfiles de cavalarianos, o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Manoelito Savaris, disse que tem orientado os diretores de entidades a manterem a programação do 20 de Setembro.
    “Não há necessidade de cancelar desfile a cavalo. Basta que as pessoas que pretendam desfilar façam o exame de mormo para anexar junto com os demais à GTA – Guia de Trânsito Animal – e apresentem aos fiscais da Secretaria. Agora, quem não fizer o exame, que fique em casa”, declara Savaris.
    Sobre o custo, o presidente do MTG diz que tem laboratório em Porto Alegre que cobra 50 reais por animal. “Se as pessoas reunirem 10, 15 animais, o serviço de coleta de sangue feito por um veterinário sai mais barato. No final, vai custar uns 100 reais por animal. E o prazo de validade é de dois meses. Ou seja, já pode ser feito agora”, recomenda.
    Manoelito está hoje no Chuí, fronteira com o município uruguaio de Chuy. No sábado, 15, haverá a distribuição da Chama Crioula, ato que dá início às comemorações farroupilhas. No local, estarão representadas as 30 regiões tradicionalistas do RS, que irão recepcionar a cavalgada com a chama, proveniente da Colônia de Sacramento, no Uruguai.

  • 5º Fórum Brasil Coreia discute a tecnologia da informação aplicada na saúde

    Sergio Lagranha
    A cerimônia de abertura do 5º Fórum Brasil Coreia, na noite de quarta-feira (12/8) na Unisinos, teve inovação – seu mote principal em relação à tecnologia – até no discurso. Pela primeira vez, segundo disse, o embaixador da Coreia dota Sul no Brasil, Jeong-gwan Lee, pronunciou-se em português. E o fez tão bem, ao ler suas palavras, que ao final arrancou sonoros e demorados aplausos da plateia que lotou o Anfiteatro Padre Werner, no campus da Unisinos, em São Leopoldo.
    No país há cerca de três meses, Lee disse que há inúmeras áreas a serem exploradas por Brasil e Coreia, cujas capacidades são distintas e complementares. O reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino, que falou a seguir, brincou: “O embaixador fala muito melhor português do que nós falamos coreano”. O reitor defendeu a reafirmação de valores republicanos e democráticos pelo Brasil como a “grande oportunidade do momento”. Pregou o compromisso com a transparência, repulsa à corrupção e a inclusão das pessoas à vida digna.
    O presidente da Korea Foundation for Advanced Studies (KFAS), Inkook Park, ressaltou a importância do avanço tecnológico na superação de problemas enfrentados pelas nações. Conforme ele, o Brasil conseguirá desenvolver-se cada vez mais de forma sustentável e terá crescente influência global.
    O coordenador do 5º Fórum Brasil Coreia, professor doutor Rodrigo da Rosa Righi, destacou a presença de visitantes estrangeiros, além dos coreanos. Entre eles, representantes dos Estados Unidos, Índia e Alemanha e dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Roraima.
    Este ano, o foco do Fórum será na cadeia de semicondutores (chips) e tecnologias da informação e da comunicação aplicadas à saúde. O campo da saúde é vasto e só no Rio Grande do Sul há uma demanda de insumos e equipamentos médicos, num montante aproximado de R$ 4 bilhões anuais, informa o CEO do Parque Tecnológico São Leopoldo (Tecnosinos), Luiz Maldaner. “Mais de 80% dessa demanda é satisfeita com produtos importados de outros estados brasileiros e do exterior. Assim, há um vasto campo para pesquisa e desenvolvimento nessa área que pode ser perfeitamente desenvolvida aqui na região. Essa é uma área nova que pode desempenhar um importante papel no sentido de tornar-se um novo polo de desenvolvimento para o Estado.” O Tecnosinos está junto ao Campus, em São Leopoldo, e sua governança se estabelece entre a Unisinos, empresas e iniciativa pública.
    Painéis abordam Medical Valley e Internet do futuro
    Durante o Painel 1 da primeira noite do Fórum Brasil Coreia, sobre Tecnologias Avançadas para a Saúde, o representante do Central Institute of Healthcare Engineering (ZiMT), Tobias Zobel, discorreu a respeito do Medical Valley, de Erlangen (Alemanha).  Trata-se de um cluster de tecnologia para a saúde, que envolve dezenas de hospitais e cerca de 500 companhias em um raio de 15 quilômetros, empregando 45 mil profissionais.
    Zobel disse ver condições reais de criar um cluster semelhante no Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Sul, a partir da parceria com a Unisinos. O processo de internacionalização do Medical Valley também contempla Estados Unidos (Boston) e China. Entre os benefícios da iniciativa de avanço tecnológico estão a elevação da qualidade dos tratamentos médicos e a redução de custos.
    A médica gaúcha radicada em São Paulo Walesca Santos apresentou a Feira Hospitalar, que lidera há 23 edições e só está atrás da Medica, de Düsseldorf, na Alemanha, em negócios com produtos, equipamentos, serviços, tecnologia para hospitais, laboratórios, farmácias etc. Na edição deste ano abrigou 1.250 expositores, 33 países e 96 mil visitantes.
    O professor convidado do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos e presidente da Comissão Científica do CISS/Hospitalar, Fabio Leite Gastal, observou que o Brasil vem fazendo a transição da economia industrial para a economia do conhecimento e que o Rio Grande do Sul, por ter alguns dos melhores hospitais do país, coloca-se em posição privilegiada quando a saúde é vista como estratégia econômica.
    No Painel 2, sobre a Internet do Futuro e o Impacto nos Hospitais, Dhananjay Singh, da Hankuk University, disse que há pesquisadores trabalhando para uma nova arquitetura da rede em diferentes continentes. Prevê-se que em 2020 haverá 75 bilhões de dispositivos conectados.
    Antonio Alberti, da Inatel, observou que uma corrente de pesquisadores quer avançar em cima do que se tem hoje e outra é mais afeita ao conceito de clean slate, começar de novo, com uma nova abordagem, ao qual se filia o projeto NovaGenesis, da Inatel.
    Nesta quinta-feira, 13, continuam durante a tarde e à noite as palestras e painéis do 5º Fórum Brasil Coreia, no Anfiteatro Padre Werner. O Fórum é um evento institucional da Escola Politécnica Unisinos.
    Integração global da Internet das coisas
    Entre os palestrantes do 5º Fórum Brasil Coreia nomes como do professor Daeyoung Kim, do renomado Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia (Kaist), a porta de entrada para tecnologia e inovação na Coreia do Sul nas últimas quatro décadas. Em sua palestra que aconteceu ontem no Anfiteatro Padre Werner, no campus da Unisinos, Kim explicou que todos os padrões da Internet das Coisas –  revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores – vão coexistir ao mesmo tempo.
    Kim faz parte do braço coreano das Auto-ID Labs, as principais rede global de pesquisa de laboratórios acadêmicos no campo da Internet das Coisas. Os laboratórios compreendem sete universidades de pesquisa mais renomados do mundo localizadas em quatro continentes diferentes. A ideia é criar um EPC global como um grande padrão que vai integrar a Internet das Coisas e oferecer através de uma interface comum.  Desenvolver como será a Internet das Coisas em termos de padronização de modo a expandi-la.
    É uma iniciativa do GS1, uma organização neutra, sem fins lucrativos, que facilita a colaboração entre parceiros de negócio, organizações e prestadores de serviços tecnológicos, de forma a resolver desafios de negócio que alavanquem normas e garantam a visibilidade ao longo de toda a cadeia de valor. Existem braços da GS1 em mais de 70 países, inclusive no Brasil.
    Um exemplo de ação do GS1 é o código de barra utilizado no varejo. Em determinado momento todo o processo foi padronizado pelo GS1. A sede do GS1 fica em Bruxelas e periodicamente os membros reúnem-se para melhorar e padronizar o que já existe.
    Atualmente, o grupo de Kim trabalha na implementação do código livre chamada Oliot (Open linguage for Internet of things).   O GS1 tem um padrão global e o Auto-ID Lab está implementando e oferecendo uma biblioteca para ser baixada de uma forma livre por todos prestadores ao redor do mundo. Se um grupo resolve desenvolver um aplicativo para se comunicar com a Internet das Coisas poderá baixar essa biblioteca, o Oliot, que é livre, de código aberto. Kim está implementando na Coreia do Sul  o EPC global através do Auto-ID Lab. Dentro do projeto do Oliot ele trabalha para a implementação do GS1, como disponibilizar isso numa biblioteca. Integram o projeto Oliot também empresas de Tecnologia da Informação.
    Fórum aproxima academia e indústria
    O objetivo do Fórum Brasil Coreia de aproximar a academia da indústria tem tudo a ver com o Instituto Tecnológico de Semicondutores (itt Chip), criado em julho de 2012 pela Unisinos, mas ainda em fase de implantação com a construção de um prédio de dois pavimentos composto por área de apoio, administração, área de pesquisa (Sala Limpa) e laboratórios.
    O professor do mestrado em Engenharia Elétrica da Unisinos, Willyan Hasenkamp, afirma que não tem como construir o elo entre a comunidade acadêmica e indústria sem mostrar o que existe no mundo nessa área. “Isso o Fórum proporciona e motiva as empresas interessadas.”
    Ele cita como exemplo a palestra do professor da Escola de Engenharia Elétrica e da Computação, do Georgia Institute of  Technology, Muhannad Bakir. A Universidade da Georgia é uma das mais importantes instituições dos Estados Unidos e 0 Instituto de Tecnologias, referência mundial na área de encapsulamento e teste de semicondutores, foco da atuação da Unisinos nesse setor. “Por isso, o Fórum Brasil Coreia provoca um círculo virtuoso”, ressalta Hasenkamp.
    O objetivo do Instituto é criar um centro de referência em encapsulamento e teste de semicondutores, com formação de recursos humanos altamente qualificados e suporte tecnológico empresarial, por meio da prestação de serviços. O itt Chip tem sinergia e complementaridade ao Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada do RS (Ceitec), criando uma cadeia estruturada da indústria de semicondutores no Rio Grande do Sul.
    Segundo Hasenkanp, o leigo não tem ideia do que se pode fazer com o encapsulamento de semicondutores. “Hoje as pessoas carregam junto ao corpo cerca de 12 chips em celulares, notebooks e tablets. Além disso, eles estão presentes também nos novos produtos que possuem dispositivos eletrônicos como cafeteiras e lâmpadas LED. Com a Internet das coisas a transmissão de dados deixará tudo conectado. E o Brasil não pode ficar fora desse novo mundo.”
    Quando o itt Chip funcionar plenamente, a Unisinos estará apta para prestação de serviços, desenvolvimento de pesquisa e inovação para toda a cadeia eletrônica do Estado e do País, aproximando ainda mais empresas da academia.

  • Piratini, capital Farroupilha, cancela desfile de cavalarianos por doença equina

    Do Mundo Piratini 
    Em 2015, Piratini não realizará seu tradicional desfile de cavalarianos no dia 20 de setembro. A decisão foi tomada ontem à noite, quando representantes de entidades tradicionalistas do município debateram os perigos oferecidos pelo mormo, uma doença que é altamente contagiosa para animais, principalmente cavalos, e pode atingir humanos.
    Para simbolizar o desfile de cavalarianos, o vereador Sérgio Castro (PDT) propôs que fosse feito um desfile temático para que a data máxima do Estado não passasse em branco. “Estamos estudando mecanismos de não cancelar todas as atividades. Com muito diálogo e troca de ideias, encontraremos o método de fazer uma celebração a data”, discorreu Castro.
    Segundo o patrão do CTG 20 de Setembro, Gilson Gomes, todas as 10 entidades presentes na audiência concordaram com a não realização do desfile. “Entramos em comum acordo, devido aos riscos do mormo. Além disso, existem penalizações muito severas caso todos os equinos não tenham a documentação e vacinas exigidas”, disse Gomes.
    Significado do Desfile de Cavalarianos
    Na madrugada do dia 20 de setembro de 1835, os revolucionários insatisfeitos com os tratamentos do Império rumaram de Pedras Brancas (atual município de Guaíba), em direção a Porto Alegre. Eles tomaram a capital e a partir daquele momento, eclodia a Revolução Farroupilha.

  • Ações de preservação do Rio Gravataí são apresentadas nesta tarde na Câmara

    Patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e realizado pela Associação de Preservação da Natureza Vale do Gravataí (APN-VG), o projeto de educação ambiental Rio Limpo será apresentado na Câmara Municipal de Porto Alegre nesta quinta-feira (13), a partir das 14h. O coordenador do projeto e presidente da APN-VG, geólogo Sérgio Cardoso, ocupará o espaço da Tribuna Popular para explicar os objetivos e as metas do projeto.

    Geólogo Sérgio Cardoso / Foto Lucidio Gontan
    Geólogo Sérgio Cardoso / Foto Lucidio Gontan

    As ações realizadas pelo Projeto Rio Limpo atingiram, até o momento, um total de 9.669 pessoas. Entre elas, 7.897 crianças e jovens, 735 professores, 18 integrantes de comitês de bacia, 13 lideranças comunitárias, 10 gestores ambientais e 996 pessoas da comunidade da região.
    Este público foi alcançado por meio de cinco cursos de capacitação de professores, 13 palestras, 34 seminários e atividades culturais em artes visuais (11 musicais e quatro esquetes de teatro). O projeto também realizou a distribuição de materiais de educação ambiental, a exposição da maquete da bacia e de fotos, e a distribuição e o plantio de mudas de árvores frutíferas para a recomposição da mata ciliar.
    “O Projeto Rio Limpo tem como missão conscientizar a população dos municípios que integram a bacia do Rio Gravataí sobre a correta destinação dos resíduos sólidos, do esgotamento sanitário e do uso racional da água.”, frisa Sérgio Cardoso.

  • Dopinha recebe placa como antigo centro de tortura de Porto Alegre

    Foi descerrada a placa que identifica a antiga sede do Dopinha como aparelho repressivo da ditadura militar. A cerimônia ocorreu na tarde desta quarta-feira, coordenada pelo presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke. O secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantonio, o suplente de senador Cristopher Goulart, neto do ex-presidente da República, João Goulart, e alguns ex-militares, prestigiaram o ato.
    Na casa de número 600 da rua Santo Antonio funcionou o primeiro centro clandestino de tortura do cone sul. A iniciativa é parte do projeto Marcas da Memória, parceria entre o MJDH e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e marca o Dia Nacional dos Direitos Humanos.

    Placa identifica local de tortura
    Placa identifica local de tortura

    O objetivo é resgatar a memória dos locais que serviram como aparelhos da repressão. Jair Krischke explica que a ideia é inspirada em um projeto semelhante, aplicado em Buenos Aires. “Tu andas por Buenos Aires ou Montevidéu e está tudo assinalado. Então nós começamos aqui também, para que as novas gerações saibam o que aconteceu neste local e para que nunca mais aconteça.”
    O Dopinha funcionou de 1964 até setembro de 1966. Krischke explica que o centro era tocado por militares, policiais civis e alguns jovens civis, que trabalhavam infiltrados na Universidade. A existência do centro veio à tona, com o episódio que ficou conhecido como Caso das Mãos Amarradas. O sargento Manoel Raymundo Soares, líder contestador do golpe, foi assassinato e seu corpo foi encontrado no rio Jacuí, com as mãos atadas em agosto de 1966.
    Este é o quarto local identificado pelo projeto. O antigo Quartel da Polícia do Exército, na Duque de Caxias, o colégio Paulo Gama, no Partenon, e a sede do Dops, no Palácio da Polícia.

  • Negócios criativos dão nova vida à Bento Figueiredo

    Tem algo acontecendo naquela calçada da Bento Figueiredo. Pequenos e criativos negócios, inaugurados em sequência, estão dando vida nova à rua, de apenas um quarteirão, entre a Ramiro e a Felipe Camarão.
    Lucas Bueno, gerente do Lagon Brewery & Pub sente a diferença através dos comentários dos clientes. “Tem gente dizendo que agora da pra passar o dia inteiro na Bento Figueiredo.”
    A rua hoje conta com três opções de almoço, sorveteria, casa de churros, duas lojas, duas casas de cervejas especiais e espetáculos burlescos à noite.
    Inaugurado em 2010, o Lagon trabalha com o conceito de brewery, um local que vende as cervejas que fabrica. Até não muito tempo atrás, o pub estava solitário, próximo à esquina com a Ramiro.

    Lucas Bueno, gerente do Lagom, abre às 18h
    Lucas Bueno, gerente do Lagom / Fotos Patricia Marini

    No início deste ano, ganhou a companhia da loja de cervejas Bárbaros.
    Em maio, mais um vizinho: a Vulp Bici Café, mudou-se da Miguel Tostes, para um espaço maior, ao lado do Lagon. “A gente sentiu necessidade de ter um espaço voltado para o ciclista urbano em Porto Alegre, uma espécie de um ponto de encontro”, explica Silvia Pont, sócia do bicicafé.
    A Vulp também oferece almoço vegano e disponibiliza uma oficina comunitária para quem quiser dar manutenção na sua bicicleta mediante uma contribuição espontânea.
    No Vulp, almoço vegano e manutenção de bicicletas / Fotos Patricia Marini
    No Vulp, almoço vegano e manutenção de bicicletas

    No outro extremo da quadra, próximo à Felipe Camarão, abriu em outubro do ano passado El Churrero, uma casa inspirada na tradição dos churros argentinos e uruguaios. O proprietário, Lucas Menegassi, conta que costumava comer churros em uma churreria de Punta Del Este e sentia falta de um local semelhante em Porto Alegre, onde os churros geralmente são vendidos nas carrocinhas de rua. A partir daí, Lucas, que é publicitário de formação, viajou para Argentina e Espanha, se aprimorando e criando sua própria receita de massa.
    Ao lado do El Churrero, no número 32, inaugurou na metade de julho a Von Teese. “A ideia é um lugar que pareça um cabaré dos anos 20 à la Paris, mas que também tenha um mix de outros lugares, como o chá das cinco, por exemplo”, explica Carolina Disegna, sócia.
    A Von Teese abre às 15h, como uma casa de chá. Quando a noite cai, vira um bar de coquetéis com espetáculos burlescos e diversas atrações, desde um mágico até noites de poquer.
    Também chama a atenção de quem passa uma casinha cheia de antiguidades e cacarecos cenográficos e com uma cadeira pendurada na fachada. “A placa não ficou pronta para a inauguração, então eu acabei pendurando essa cadeira, porque ela representa muito a loja”, explica Pierre Rosa, dono da Gama, “um espaço de usados e reciclados”. Pierre é produtor de cenários. “Há 20 anos faço produção de objetos pra cinema e publicidade. Agora tava na hora de ter um cenário meu, pra brincar todo dia, pra mexer, pra comprar, pra vender.”
    Objetos guardados da infância, trazidos de viagem ou adquiridos ao longo da vida, tudo ali está para negócio. A loja trabalha com compra, venda, troca e locação. Pierre conta que reformou a casa, construída em 1925, para deixá-la mais parecida com o visual original. A reforma toda foi feita em oito dias, em mais quatro a loja foi montada e no dia 20 de junho já estava aberta ao público.
    Vermelho 23 trocou a noite pelo dia
    Vermelho 23 trocou a noite pelo dia

    Houve um tempo em que o Vermelho 23, à noite, era a única atração da rua. Hoje o estabelecimento funciona apena de dia, servindo almoço. Mas com a nova movimentação noturna, os vizinhos recém- chegados já especulam que a casa volte à boemia. Jair Lussani, proprietário do Vermelho, nega.
    À tarde, as cadeiras na calçada convidam a sentar e ir ficando por ali. À noite são a música, as luzes e o movimento crescente de pessoas… Realmente, tem algo acontecendo naquele cantinho antes quieto do Bom Fim.

  • A República de Santa Cruz

    Matheus Chaparini
    A Casa do Estudante Santacruzense foi fundada em 29 de março de 1953, no número 278 da Tomaz Flores. Desde então, três gerações de jovens de Santa Cruz que iveram estudar em Porto Alegre já passaram por ali.
    Antes disso, a casa funcionava como pensionato, e já abrigava jovens que vinham do interior em busca de uma formação na capital. Um grupo de estudantes decidiu se unir e compra-la, através de um financiamento de 300 mil cruzeiros na Caixa Econômica Federal. A casa foi quitada através de diversas doações de políticos locais e órgãos públicos e para administrá-la foi fundada a União dos Estudantes Santacruzenses.
    Atualmente a casa pertence à Uesc, mas funciona de forma autônoma, apenas com recursos próprios. As tarefas são divididas e todo morador tem de assumir algum cargo administrativo, como presidência, tesouraria ou secretarias: de manutenção, comunicação, compras, limpeza. A capacidade total é para 21 pessoas, divididas em 10 quartos. Hoje são dez moradores fixos, mais três visitantes e três intercambistas – duas argentinas e uma venezuelana.
    Todo começo de semestre é aberto o processo seletivo para novos moradores, neste mês serão 10 vagas. O critério é ser estudante universitário e ser de Santa Cruz. Não precisa necessariamente ter nascido na cidade, basta comprovar que morou e estudou lá por pelo menos um ano.
    Nos últimos anos, tem sido difícil completar todas vagas com santacruzenses, então abre-se exceções para moradores de outras cidades do interior e intercambistas. “Eu acho que muita gente está ficando lá. Pelo Prouni, pelas bolsas que estão saindo na Unisc, já tem mais gente conseguindo ficar e estudar sem ter que vir pra capital”, explica Bruno Félix Segatto.
    Bruno é mestrando em História na UFRGS, vive na Cesc desde 2009 e não é natural de Santa Cruz. Nascido em Venâncio Aires, morou na cidade de 97 a 99 e de 2006 a 2009. Mais antiga na casa que ele, somente a gata Tchanga. “Quando eu me mudei pra cá ela estava morando aqui há duas semanas”, conta Bruno.
    Para ele o principal motivo pelo qual os jovens escolhem a Cesc é o contato com gente da cidade. “Como todo mundo é de Santa Cruz, muita gente já se conhece. Alguns já frequentavam a casa, outros tinham familiares que moraram aqui. Porque a casa é bem conhecida em Santa Cruz. Então ela já é uma referência pra quem vem pra cá e não sabe onde vai morar.”
    Outro fator é a boa localização, próximo aos campi Centro e Saúde da UFRGS e acessível de ônibus para o Vale e a PUC. A questão financeira também pesa na escolha. Como a casa é propriedade da União dos Estudantes de Santa Cruz, não é necessário pagar aluguel. A mensalidade de R$130 cobre as contas da casa e eventuais custos de manutenção. Fica bem mais barato que dividir o aluguel de um apartamento. Inclusive um dos critérios utilizados na seleção é a baixa renda.

    Bruno e a gata Tchanga, os moradores mais antigos da Cesc
    Bruno e a gata Tchanga, os moradores mais antigos da Cesc

    As camas penduradas no teto para aproveitar espaço
    As camas penduradas no teto para aproveitar espaço

    Fichas conservam memória
    Os arquivos ainda bem conservados guardam boa parte da história da casa. No quarto que funciona como sala de estudos há um gaveteiro de metal que guarda fichas de papel amareladas, com fotos 3×4 bem produzidas, telefones de 4 dígitos, assinaturas caligrafadas e dezenas de sobrenomes alemães. Ali encontramos diversos ex-moradores da Cesc, como um dos fundadores, o radialista e político Lauro Haggeman, falecido em maio deste ano e o ex-prefeito de Santa Cruz e secretário da casa civil do governo Yeda, José Alberto Wenzel.
    Pesquisando nos arquivos, encontramos a ficha de uma moça, raridade nos tempos antigos. “Era pouco comum gurias saírem do interior e virem estudar na capital. Não sei se chegava a ser proibido ter guria aqui na casa, a questão é que nenhuma guria ia vir morar aqui. Imagina como a família ficaria mal afamada naquela época em Santa Cruz: uma menina, morando numa casa de estudante, com um monte guri em Porto Alegre.” explica Bruno. Gisela Thecla Becker se mudou para a casa em 1955 quando veio prestar vestibular.
    Ficha de Gisela, primeira mulher na casa
    Ficha de Gisela Becker, primeira mulher na casa

    No começo de cada semestre, acontece uma festa de integração, para dar as boas vindas aos novos moradores. Johannes Kolberg, que vive na casa desde 2012, comenta que as festas já foram mais frequentes na Cesc. “Deu uma acalmada, porque teve uma vizinha que reclamou e foi estabelecido um horário de silêncio.
    A gente procura manter essa boa relação. Mas a casa já foi mais ativa em relação a festas, afinal é uma casa de estudantes, né? Hoje em dia tá todo mundo responsável, mudou o perfil do estudante.” A maioria dos moradores da casa estuda e trabalha, então acaba sobrando pouco tempo para as confraternizações. Inclusive o dono do mercadinho tem observado que o pessoal de Santa Cruz já consumiu mais cerveja em outros tempos.
    O registro mais antigo encontrado nos arquivos da Cesc é um documento de compra e venda, datado em 1919. Ao longo do tempo a casa passou por algumas mudanças, mas a estrutura é basicamente a mesma. No ano passado, um ex-morador apareceu para visitar e, percebendo a necessidade da uma reforma na rede elétrica – que era da década de 80 e já não dava conta das três geladeiras e diversos notebooks – fez uma doação. “Ele veio aqui, participou de algumas jantas conosco e doou uma quantia para ajudar na reforma”, conta Johannes.
    Causos de amor e repressão
    A Cesc também proporciona belos causos de amor, como a Shakespeariana história de Jonas Monteiro. O antigo colega de quarto de Johannes conheceu sua namorada na casa, ou melhor, em cima da casa. Na parede dos fundos tem uma escada de ferro que leva até o telhado. Jonas costumava subir e lá em cima conheceu uma moça, moradora de um dos prédios vizinhos que tem as janelas viradas para a casa. Ali em cima conheceram, apaixonaram-se e o relacionamento começou com visitas pela janela, à la Romeu e Julieta. Hoje Jonas está formado em Engenharia Mecânica e não mora mais na casa – quem se forma tem direito a morar apenas mais um semestre na Cesc. O relacionamento continua.
    Mas as paredes verdes do casarão da Tomas Flores não guardam apenas histórias de amor. Sendo uma casa de estudantes e tendo atravessado o período da ditadura militar, a Cesc já teve alguns problemas com a repressão. Um senhor que diz ter morado na casa na década de 70 reapareceu há alguns meses e compartilhou com os atuais moradores um destes episódios. Johannes conta que chegava em casa e o homem estava parado na calçada, olhando admirado.
    Ao colocar a chave no portão, foi abordado pelo saudoso visitante “Tu sabe que aqui já foi uma casa de estudante? Sabia que eu já morei nessa casa?” Convidado a entrar, o visitante proporcionou uma tarde de memórias. Conta ele que um dia voltava da aula à tarde e ao entrar pela porta notou que não havia ninguém em casa, algo incomum em um lar com tantos viventes. Foi um vizinho que deu a notícia: os milicos estiveram aí e levaram todo mundo. Tivesse chego um pouco mais cedo, quem sabe tivesse a mesma falta de sorte dos outros.

  • Entidades formam Frente Pró-Fundergs

    Matheus Chaparini
    Diversas entidades ligadas ao esporte ocuparam as galerias do Plenário da Assembleia Legislativa para pressionar os deputados a votarem contra a proposta do governo estadual que prevê a extinção da Fundação do Esporte e Lazer do RS (Fundergs). O pacote de medidas foi enviado à Assembleia em regime de urgência, devendo ser votado no prazo de 30 dias.
    Foi criada uma frente em defesa da fundação, formada por representantes da Federação Gaúcha de Judô, Federação Gaúcha de Ginástica, o Conselho Regional de Educação Física e a Associação das Federações Esportivas do Rio Grande do Sul. Alguns deputados já manifestaram apoio à frente. E uma petição pública on line foi lançada para arrecadar assinaturas da população.
    O diretor técnico da Federação Gaúcha de Judô, Luiz Bayard, ressaltou a importância da Fundergs não somente em relação ao esporte, mas também para a saúde, educação e inclusão social. “A fundação viabiliza diversos convênios promovendo o esporte dentro do estado. A gente acredita que a secretaria não vai conseguir absorver toda essa demanda que a Fundergs possui hoje. Nossa manifestação é a favor do esporte.”
    No plenário, o deputado Juliano Roso (PC do B) conclamou os gaúchos para defender a Fundergs de qualquer ato que resulte em seu desmonte. Enaltecendo a importância da fundação para o desenvolvimento do esporte gaúcho, Juliano Roso convocou os apoiadores da causa para um grande ato em defesa da Fundergs.
    A ação está marcada para as 17h do dia 17 de agosto, próxima segunda-feira, junto ao Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE). O ato deve conter com a presença de servidores, atletas, ex-atletas, políticos e sociedade em geral. Apoiam a iniciativa diversas entidades esportivas gaúchas, como Grêmio Náutico União, Sogipa, Federação Gaúcha de Judô e Federação Gaúcha de Ginástica.
    Maior parte do orçamento não vem do Governo do Estado
    O ex-presidente da Fundergs, o professor Claudio Augusto Gutierrez, diz não entender o motivo para acabar com a fundação. “O Brasil está vivendo um ciclo olímpico e os estados estão aproveitando este momento para desenvolver políticas públicas de esporte. Os governos que mais investem no esporte – Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul era um deles – têm fundação. Uma fundação capta recursos de forma mais ágil do que uma secretaria de estado.”

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    Professor Claudio Gutierrez

    O orçamento da Fundergs para este ano é de 20 milhões. Deste valor, apenas 3,5 milhões vem do governo do Estado. O restante é obtido através de convênios com federações esportivas, universidade, município e Governo Federal. A Fundergs realiza eventos esportivos para idosos, comunidades indígenas, crianças e jogos para-desportivos.
    A Fundergs foi criada em 2001, no governo Olívio Dutra. Para Gutierrez, acabar com a fundação é jogar fora 14 anos de trabalho.
    Movimento teme a privatização do Cete
    Um dos temores do movimento é que a extinção da Fundergs abra caminho para que o governo privatize o Centro Estadual de Treinamento Esportivo (Cete). Segundo Gutierrez, “se a Fundação desaparece, a chance de terceirizar o Cete é grande. No final do governo Yeda, havia um projeto de terceirização do Cete. Por esse contrato, o governo teria que repassar R$ 200 mil por mês para o gestor. Em dezembro de 2014, quando encerrei minha gestão, o Cete custava ao todo 100 mil reais por mês.”
    O Centro Estadual de Treinamento esportivo é referência em preparação esportiva e é um dos locais escolhidos para o treinamento para os jogos Olímpicos e Paraolímpicos do ano que vem. O Cete conta com cinco centros de treinamento em parceria com federações: vôlei, atletismo, judô, badminton e ginástica. Este ano foi fechado o centro de futebol 7.
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    A estrutura do centro, aberta à população, atende cerca de 4 mil pessoas por dia e conta com pista de atletismo oficial, ginásio poliesportivo, ginásio de ginástica, ginásio de lutas, quadras de futebol, vôlei de areia e beach tênis.
    “Fora o orçamento da Fundergs, só pro Cete, nós captamos 17 milhões no governo Tarso. Já foram investidos 12 milhões de reais, em uma pista de atletismo e um ginásio de lutas reformado, tem 3 milhões de reais em caixa pra reformar o outro ginásio e tem mais 4 milhões de reais do Governo Federal pra construir um novo ginásio”, afirma Claudio Gutierrez.

  • Quatro consórcios disputam revitalização da Orla do Guaíba

    Foram divulgados na manhã desta terça-feira os quatro consórcios habilitados para a revitalização da orla do Guaíba, em um trecho de 1.320 metros, entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias.
    O consórcio Orla Mais Alegre apresentou a proposta de menor valor: R$ 60.682.477,52. A proposta do consórcio Alberto Couto Alves foi a segunda mais baixa, no valor de R$ 61.391.541,37. Home/ Portonovo ofertou R$ 66.823.803,19. E o Pelotense/ Cidade apresentou valor de R$ 67.134.69,96. O teto estabelecido pela prefeitura era R$ 67,8 milhões.
    A empresa vencedora do certame deve ser conhecida na sexta-feira, 14. O resultado final deverá ser apontado após análise da Comissão de Licitação para Projetos Estruturantes da Prefeitura de Porto Alegre. Após o anúncio, ainda haverá prazo recursal de cinco dias.
    A comissão irá analisar detalhadamente as planilhas para ver se não há irregularidades com o edital. O coordenador do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (Gades), Edemar Tutikian, revelou a importância  do resultado da sessão pública. “É fruto de um trabalho organizado, bem preparado tecnicamente e juridicamente”, afirmou.
    Assim que preenchidos todos os requisitos será conhecida a empresa vitoriosa. Tendo cinco consórcios interessado inicialmente apenas quatro foram habilitados.
    O prefeito José Fortunati  expressou sua satisfação pelo projeto desenvolvido pelo arquiteto Jaime Lerner e do significado da obra para a cidade. “Sabemos a importância desse projeto para recuperar a relação da cidade com o Guaíba. Estamos muito próximos de devolver esse belíssimo espaço para a população. A qualificação da orla irá mudar a cara da cidade”.  A revitalização da orla prevê a construção de ciclovias, caminhos iluminados, bares, quadras esportivas, arquibancadas e um terminal turístico para barcos. A obra deve ser realizada em prazo entre 12 e 18 meses.
    O projeto passou por avaliação do Tribunal de Contas do Estado e pela Promotoria de Justiça e Habitação e Defesa da Ordem Urbanística do Ministério Público do Rio Grande do Sul.