O projeto “Identidade Cidadã no Sistema Prisional” atenderá a Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre, entre os dias 12 e 13 de agosto. Uma equipe do Sindicato dos Cartórios de Registro Civil de Minas Gerais (Recivil), irá documentar as presas, e segue para outros estados da federação.
A ação tem como modelo o projeto mineiro “Resgatando a Cidadania”, elaborado pelo Recivil, e que em dois anos, só em Minas Gerais, já documentou mais de 25 mil detentos.
O projeto mineiro chamou a atenção do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) que firmou um Acordo de Cooperação Técnica para a expansão da iniciativa em todo o país. O objetivo do projeto é documentar os presos de todos os estados da federação. Um levantamento recente do DEPEN demonstrou que apenas 6% das pessoas privadas de liberdade no país possuem documentação física, o que dificulta a identificação dos presos e a inclusão dessas pessoas no processo de ressocialização e nas políticas para os egressos.
De acordo com a coordenadora dos projetos sociais do Recivil, Andréa Paixão, que foi a mentora do projeto mineiro e é coautora do projeto nacional, a iniciativa não visa apenas o benefício das pessoas privadas de liberdade, mas de toda a sociedade.
“Infelizmente no nosso país o índice de reincidência ao crime é grande e a ligação deste índice com o processo de ressocialização dos presos é direta. Auxiliar na inclusão social destas pessoas é uma forma de garantir a cidadania delas e também de melhorar a segurança da sociedade”, explicou Andréa.
O projeto na Penitenciária Feminina Madre Pelletier terá a duração de quatro dias e pretende atender as mais de 200 internas da unidade. A emissão dos documentos será realizada pelos registradores civis do Porto Alegre que, através do Sindicato dos Registradores do Estado do RS (Sindiregis), abraçaram o projeto.
Autor: da Redação
Presas na Madre Pelletier serão documentadas em ação inédita
Abraço para salvar a Fundação Zoobotânica
Mesmo com chuva, funcionários da Fundação Zoobotânica receberam um significativo reforço para o abraço simbólico ao Jardim Botânico, em protesto contra a proposta de extinção da FZB.


À tarde, representantes dos funcionários estarão de vigília na Assembleia Legislativa, atentos caso a proposta de extinção da FZB entre na pauta de votação, já que a medida, foi protocolada pelo Governo do Estado em regime de urgência.
Para o domingo (16), estão programados uma caminhada de conscientização sobre o tema no Parque Farroupilha (Redenção), das 11h às 13h, e um piquenique de resistência no Jardim Botânico, das 13h às 17h.
O objetivo dessas atividades é dialogar com a população em geral sobre a gravidade do projeto do Piratini e a importância do trabalho da Fundação Zoobotânica para o Rio Grande do Sul.
Ao longo da semana, também serão realizadas ações de comunicação e conscientização junto ao público e às bancadas e gabinetes parlamentares da Assembleia Legislativa.
Integrantes da Frente Parlamentar e Social em Defesa dos Parques Públicos Estaduais, da Assembleia, farão nova reunião segunda-feira (17), às 10h.
O grupo ainda pretende organizar duas audiências públicas sobre as consequências da extinção da Fundação Zoobotânica para o Estado, na Assembleia Legislativa, e sobre os riscos da privatização do Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul. Uma visita da Frente ao Zoológico de Sapucaia está agendada para o dia 23 de agosto, às 10h.
Proposta pelos deputados Altemir Tortelli (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB), a Frente Parlamentar e Social em Defesa dos Parques Públicos Estaduais foi formada em julho deste ano, diante da sinalização do Governo do Estado de conceder à iniciativa privada o Parque Zoológico de Sapucaia do Sul. Composta por deputados, representantes de ONGs, entidades de representação dos trabalhadores e movimentos sociais, a Frente acompanha a situação do conjunto de unidades de conservação ambiental do RS e articula estratégias para a manutenção de seu caráter público.
“Aquilo que já prevíamos está se concretizando. Não vamos aceitar o desmonte de uma estrutura de conservação ambiental, fundamental para a pesquisa científica e a conservação da biodiversidade no Rio Grande do Sul”, considera o deputado Tortelli.Ccs, estagiários e terceirizados podem ter cota para negros em Porto Alegre
A Câmara Municipal de Porto Alegre começou a discutir o projeto de lei complementar 5/15, que amplia a reserva de 20% das vagas para candidatos negros, a partir de 1º de janeiro de 2017, para cargos comissionados, empregos públicos e estágios profissionais em órgãos da Administração Direta e nas entidades da Administração Indireta do Município, bem como para ocupação de postos de trabalho oferecidos por pessoas jurídicas de direito público ou privado que lhes prestem serviços.
A proposta do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) modifica diversos trechos da Lei Complementar nº 746, de 3 de novembro de 2014, alterando a expressão “candidatos negros” para “população negra”; e revoga a Lei Complementar nº 494, de 10 de setembro de 2003.Como justificativa, Sgarbossa menciona o Estatuto da Igualdade Racial, que estabelece que o Poder Público deve promover ações positivas, no sentido de assegurar a igualdade de oportunidades na esfera da Administração Pública para a população negra. “Buscamos complementar o conteúdo normativo estendendo a reserva de cotas raciais para cargos comissionados, estágios profissionais e pessoal terceirizado”, salienta.
“Vale resgatar que o Brasil relegou à população negra uma realidade de discriminação racial e exclusão social. Ao longo de três séculos de escravidão, cerca de 5 milhões de africanos foram trazidos como mercadoria para o nosso território, fato que explica sermos o segundo país do mundo com o maior contingente populacional afrodescendente. A esses descendentes negros nenhuma condição de igualdade foi garantida no período pós-abolição, sendo poucos os mecanismos de inclusão social adotados pelo Poder Público”, lembra o parlamentar.Prefeitura analisa propostas para revitalizar orla do Guaíba
A Prefeitura de Porto Alegre anuncia nesta terça-feira, 11, a proposta de preços das empresas habilitadas na licitação para revitalizar a orla do Guaíba. O ato será às 10h na sala de reuniões da Comissão de Licitação para Projetos Estruturantes (rua Siqueira Campos, 1163, 8º andar).
A partir da abertura dos envelopes, a comissão analisará as propostas de preços, verificando se preenchem os requisitos do edital. Após a análise, será publicado o resultado da licitação. A expectativa é que no prazo de cinco dias seja conhecida a empresa vencedora.
No dia 16 de julho, dos cinco nomes – quatro consórcios e uma empresa –, três já constavam aptos para a nova fase e dois não atenderam a exigências do edital.De acordo com a presidente da comissão, Elisabete Caetano da Rosa, as inabilitações deram-se, no caso da EPC, pela falta de comprovação de experiência em obras no modelo apresentado no projeto e, no caso do Consórcio Alberto Couto Alves, por ter apresentado negativas trabalhistas vencidas.As empresas tiveram o mesmo prazo para apresentar recurso e recorrer da habilitação das concorrentes.Revitalização – As propostas para a fase 1 do projeto – cujos envelopes permanecem lacrados até o resultado final dos recursos – e as habilitações dos interessados foram apresentadas em 13 de julho à comissão de licitação.Os documentos dizem respeito aos primeiros 1.320 metros, trecho compreendido entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. De autoria do arquiteto Jaime Lerner, o projeto de revitalização da orla está dividido em cinco fases. A fase 1 tem duração prevista em 18 meses a partir da ordem de início, com investimento de R$ 67,8 milhões. Os recursos são provenientes do Banco de Desenvolvimento da América Latina – a CAF (Corporação Andina de Fomento).
Haverá uma intervenção correspondente a dez hectares, com a construção de novos passeios, ciclovia, um ancoradouro para barcos de passeio, um restaurante e seis bares, quatro decks, duas quadras de vôlei, duas de futebol e duas academias ao ar livre, vestiário, playground, além de duas passarelas metálicas com jardim aquático.‘Filmes de Afogamento’ estreia amanhã na Galeria Ecarta
Videoperformances em diálogo com a fotografia e o cinema. Assim é a série Filmes de Afogamento, exposição de Luciano Scherer e Maira Flores que inaugura dia 12 de agosto na Galeria Ecarta (Av. João Pessoa, 943, Porto Alegre).
A série é um trabalho em andamento, a ser continuado e desenvolvido em novas e diferentes paisagens. Nos vídeos, além do corpo imóvel dos próprios artistas, o que se vê é um enquadramento fixo e um movimento de cena bastante leve, como um desdobramento da imagem fotográfica, continuamente em loop.
Cada vídeo é o último registro de um indivíduo e uma forma de resistência ao seu desaparecimento, tornado uma imagem sem fim – o que externa essa propriedade dicotômica da memória, presente na obra de ambos os artistas. Essas imagens semi-estáticas são como um retorno ao impossível, uma alegoria do terminar do tempo e sua contenção. De natureza multimidiática, a série manipula movimentos temporais: tem a suspensão do tempo por meio das imagens, e a expansão dele por intermédio dos vestígios.

Os objetos da instalação estão relacionados a cada vivência findada naquele instante capturado: um documento, um desenho, um bilhete, uma fotografia dobrada encontrada no bolso, as peças de roupa, um sapato que foi achado a quilômetros de distância, uma lata enferrujada, um relógio, uma notícia antiga e itens que dão indícios de onde foi o local do acontecimento. Cada peça representa um rastro de identidade e um elo com o passado, a sombra de uma história velada que se projeta e age como um dispositivo que amplia a noção de realidade dentro da obra.

O resultado visual do exercício, quando marcado por uma imagem infinita e pelos seus vestígios, propicia ao espectador a construção de suas próprias possibilidades de narrativas e uma reflexão acerca do que fica.
Filmes de Afogamento fica em cartaz na Galeria Ecarta até 13 de setembro. A visitação pode ser feita de terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 18h. Informações pelo telefone 51 4009.2971. A entrada é franca.
Sobre os artistas:
Maíra Flores nasceu em 1990, em Porto Alegre, onde vive atualmente. Centraliza sua produção na manipulação de objetos do cotidiano íntimo, construindo narrativas e refletindo o implícito. Em seus trabalhos faz sempre o uso de peças usadas do vestuário e de funções domésticas, imbuídas de memória e sinais do tempo, como fronhas, lençóis e toalhas. A partir da experiência da passagem do tempo, reflete sobre os fragmentos invisíveis de cada um que permanecem e perpetuam-se tacitamente.
Contato: 84496391
Luciano Scherer nasceu em 1987, em Santa Vitória do Palmar. Vive e trabalha em Porto Alegre. É mestrando em Artes Visuais, com Ênfase em Poéticas Visuais, pela UFRGS. Suas exposições individuais são: “Sob o Peso das Coisas”, Galeria Península, Porto Alegre (2014); “Desdobramentos”, Espaço Cultural ESPM, Porto Alegre (2012) e “Scherer”, Galeria Thomas Cohn, São Paulo (2010). Entre as coletivas que participou estão: “Mito Videos”, Museu da Imagem e Som, São Paulo (2014); “Metropolitanos” Museu de Arte Contemporânea, Porto Alegre (2012); “6764257 km”, Galeria Ó!, Porto, Portugal (2012); “Glimmer Show’”, Anno Domini Gallery, San José (Califórnia), Estados Unidos (2011); “Lista” at Galeria Logo, São Paulo (2011); e “Nóis na fita”, Galeria Fita Tape, Porto Alegre (2010).
*As imagens enviadas são frames de vídeos que fazem parte da mostra. Seguem também em baixa resolução.
Exposição ‘Filmes de Afogamento’, de Luciano Scherer e Maira Flores
Onde: Galeria Ecarta (Av. João Pessoa, 943, Porto Alegre)
Abertura: 12 de agosto, quarta-feira, às 19h
Visitação: até 13 de setembro, de terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 18h
Quanto: Entrada franca
Informações: 51 4009. 2971 e www.ecarta.org.brProfessor da FCE-UFRGS lança amanhã livro sobre capitalismo no RS
O economista Ronaldo Herrlein Jr. autografa na quarta-feira, 12, às 19h, Rio Grande do Sul, 1889-1930: um outro capitalismo no Brasil meridional?, publicação da editora Armazém Digital. O lançamento ocorre na Casa de Cultura Mario Quintana, Auditório Luis Cosme, 4ª Andar, Ala Oeste (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico).
Trata-se de um estudo da história econômica do Rio Grande do Sul, que caracteriza o desenvolvimento capitalista nessa região durante a Primeira República (1889-1930), enquanto um caso especialmente singular e distinto em relação às demais regiões brasileiras. Tendo em vista a trajetória histórica dessa região, o livro identifica a estrutura e o movimento da economia regional, analisa sua composição setorial, suas relações com o mercado interno e os mercados externos (demais regiões brasileiras e exterior) e caracteriza a expansão agrícola, comercial e industrial, a evolução demográfica e a integração do mercado regional ocorridas durante o período em foco.
Descreve e interpreta as ações econômicas do Estado (administração pública estadual) que contribuíram decisivamente para a definição do processo de desenvolvimento capitalista na região, fomentando uma reforma econômica e social de amplo alcance histórico. Investiga as características de formação e expansão da indústria, o principal setor capitalista na economia regional, bem como o processo de constituição do mercado de trabalho nessa região, estabelecendo as características do padrão regional de desenvolvimento industrial.
A interpretação desses diversos aspectos da história econômica regional permite concluir que, no período em análise, processou-se a gestação e a operação de um determinado “modelo” de desenvolvimento econômico, correspondente a uma trajetória regionalmente específica de transição para as relações capitalistas de produção e de generalização da produção de mercadorias.
Na apresentação do livro, o historiador Luiz Roberto Pecoits Targa afirma que o autor de Rio Grande do Sul, 1889-1930: um outro capitalismo no Brasil meridional? “aponta na sua tese uma pista de suma importância para a originalidade da formação industrial meridional: ela não se fez por substituição de importações, como alhures pelo Brasil afora, mas pela expansão do mercado interno estadual.”
Para o economista Cláudio Francisco Accurso, que assina o prefácio da publicação, o trabalho de Ronaldo Herrelein Jr. é um “demorado e paciente encontro com fontes da melhor qualidade, das quais é retirada a adesão para o entendimento dos fatos selecionados pelo roteiro do estudo.” E Accurso destaca: “Ao pôr em relevo as relações de produção na trama histórica, não deixa que o preconceito ou a preferência assoberbem as deduções, ao contrário, consegue o autor manter-se ao longo do trabalho com certa frieza cirúrgica nem sequer quebrada pelas revelações não poucas vezes surpreendentes.”
SOBRE O AUTOR
Ronaldo Herrlein Jr.
Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRGS (1990) e Doutor em Economia pela UNICAMP (2000). Atuou como pesquisador da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (1991 a 2002), onde coordenou o Núcleo de Estudos de História Econômica, Social e Política, período em que publicou diversos artigos sobre mercado de trabalho e história econômica do Rio Grande do Sul, sendo co-autor de capítulos nos livros “Gaúchos & paulistas: dez escritos de história regional comparada” (1996) e “Breve inventário de temas do Sul” (1998). É Professor da FCE-UFRGS, onde atua junto ao Departamento de Economia e Relações Internacionais e ao Programa de Pós-Graduação em Economia. Atualmente dedica-se a estudos históricos e teóricos sobre desenvolvimento econômico, tendo colaborado como autor de capítulo nos livros “Capacidades estatais e democracia” e “Cátedras para o desenvolvimento – patronos do Brasil”, ambos editados pelo IPEA em 2014.Aberta exposição sobre orixás na Câmara
A exposição As Nações do Rio Grande está aberta na galeria Clébio Sória, da Câmara Municipal de Porto Alegre. São 35 imagens em resina e madeira que retratam orixás, caboclos e pretos velhos. A mostra, organizada pela Federação Afro-Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul (Fauers), vai até 21 de agosto. O horário de visitação é das 8h30min às 18h, de segunda a sexta, no térreo da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255), com entrada franca.
Casa do Artesão realiza oficinas gratuitas a partir de terça
De 11 a 13 de agosto, a Casa do Artesão de Porto Alegre (Av. Júlio de Castilhos, 144) realizará três oficinas gratuitas de sucata de tecido, que utilizam as técnicas de patchwork, confecção de moletons e tecelagem. Interessados em se inscrever nas capacitações, que ocorrem sempre das 9h às 11h e das 14h às 16h, devem comparecer pessoalmente à Casa.
Confira, a seguir, a programação:
11 de agosto (terça-feira) – Sucata de tecido: patchwork
12 de agosto (quarta-feira) – Sucata de tecido: confecção de moletos
13 de agosto (quinta-feira) – Sucata de tecido: tecelagem
De acordo com a coordenadora do Programa Gaúcho do Artesanato (PGA), Marlene Leal, as oficinas foram disponibilizadas gratuitamente ao público com o objetivo de proporcionar o aperfeiçoamento de técnicas e divulgar o artesanato gaúcho.
O Programa é responsável pela emissão da Carteira de Artesão, que viabiliza a isenção de ICMS para a circulação de produtos, a emissão de notas fiscais e a exportação de produtos como pessoa física, além da participação de exposições e feiras para comercialização dos produtos.
Desenvolvido pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), órgão vinculado à Secretaria Estadual do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS), o Programa Gaúcho do Artesanato (PGA) incentiva a profissionalização e fomenta a atividade artesanal com políticas de formação, qualificação e apoio à comercialização, por meio das Casas do Artesão.Nova lei muda o mapa do Bom Fim
Felipe Uhr
Prestes a ser votada pela Câmara de Vereadores, a nova lei de limites dos bairros de Porto Alegre vai alterar a área do Bom Fim. O bairro vai perder um pedaço para a Independência e ganhar outro, quase equivalente, do Rio Branco.
O Bom Fim é pequeno, quase um retângulo entre a rua Felipe Camarão, de um lado, e a Sarmento Leite, de outro. Nas laterais, os limites são a avenida Osvaldo Aranha e uma “linha imaginária” que passa entre a Irmão José Otão e a Independência.
Como a orientação seguida na nova lei é eliminar as “linhas imaginárias”, o novo limite vai coincidir com o traçado da José Otão, que fica sendo a fronteira entre o Bom Fim e a Independência.
Nessa mudança, o Bom Fim perde um pedaço da sua área, embora aumente na horizontal até a Ramiro Barcelos, incorporando um pedaço do bairro Rio Branco.
Serão criados 12 bairros
Os limites dos atuais bairros de Porto Alegre foram definidos por uma lei de 1958. A mudança vem sendo discutida desde 2008, a partir de um estudo técnico da Secretaria de Urbanismo.
O projeto que vai à votação depois do recesso da Câmara de Vereadores, além da alteração no limite de vários bairros, prevê a criação de 12 novos e a supressão de um, o bairro Marcílio Dias, entre o Menino Deus e a Cidade Baixa. Com essa mudança, o número total de bairros da cidade passa dos atuais 81 para 92.
O projeto teve sua primeira versão em janeiro de 2012, quando foi entregue para a análise e discussão do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (CMDUA). A partir daí, foram realizadas dez audiências públicas entre fevereiro e março de 2012.
Entre março e julho de 2013, ocorreram 26 reuniões dos Fóruns de Região de Gestão do Planejamento, quando o Executivo entregou uma nova versão do projeto já com as modificações feitas pelos conselhos.
O projeto foi aprovado pelo CMDUA em setembro de 2013 e entregue para a Câmara Municipal em novembro, onde segue em tramitação.
Proposta extinção do Farroupilha
Uma das coordenadoras do projeto, a arquiteta Gladis Weissheimer, afirma que todas as mudanças de limites foram feitas por consenso. Onde não houve consenso, manteve-se o traçado original. No caso do Bom Fim, que pertence à Região 1 da cidade, não houve praticamente discordância quanto às mudanças propostas.
“A única reivindicação do Conselho foi a Ramiro” lembra Gladis.
Segundo ela, moradores queriam incluir no bairro o parque da Redenção e a avenida José Bonifácio, extinguindo o bairro Farroupilha. A idéia foi descartada, após forte resistência dos poucos moradores daquelas ruas.
Na votação da nova lei, a Câmara enfrentará pelo menos dois pontos polêmicos: a Arena do Grêmio hoje está no bairro Humaitá, mas há pressão dos moradores para que seja incorporada ao bairro Farrapos; e o Pontal do Estaleiro, hoje no Praia de Belas, pode acabar ficando no Cristal.







