O ponto de cultura Afro-Sul Odomodê está lançando um projeto de financiamento coletivo para reparar os danos causados pelo temporal de 19 de julho. No projeto, a instituição precisa arrecadar o valor de R$12.424 para trocar parte do telhado, arrancada pelo vento, o piso e as instalações elétricas.
O Afro-Sul Odomodê trabalha com a cultura negra desde 1974. Reconhecido pelo Ministério da Cultura, desenvolve projetos sociais com menores carentes da região onde está localizado, na avenida Ipiranga, 3850, bairro Jardim Botânico . Oferece oficinas de percussão, danças afro, grupos de estudo voltado às crianças para fortalecimento da identidade negra. Além disso, o espaço abriga grupos de capoeira, de dança e de percussão afro-brasileira.
Até o momento foram arrecadados pouco mais de R$5 mil. Caso o valor total não seja atingido, o dinheiro arrecadado será devolvido a quem doou.
Autor: da Redação
Afro-Sul Odomodê lança projeto para reconstrução de sua sede
Senegaleses descobrem o Bom Fim
Nos últimos anos, tem sido comum a migração de Senegaleses para o Brasil, em busca de oportunidades de trabalho. No estado, Caxias do Sul é a cidade que mais recebe imigrantes do país africano, que são absorvidos como mão de obra principalmente pela indústria. Cheikh Fall era um destes, até perder o emprego e migrar para Porto Alegre. O homem de 30 anos viveu na serra durante um ano e dois meses, desde que chegou do Senegal, passando por Espanha e Equador. Em Caxias, trabalhava na empresa de alimentos Seara.
Em Porto Alegre há cerca de um mês, Cheikh trabalha como faxineiro em um restaurante à noite e de dia vende meias, luvas e gorros na esquina da Ramiro Barcelos com a Osvaldo Aranha. Ele conta que deixou a terra natal pela falta de oportunidades de emprego. Saiu do Senegal com mais dois amigos que também estão em Porto Alegre. Embora tenha pouca esperança de voltar a viver em seu país, Cheikh preferia ter ficado. “Senegal não tem muito problema, não tem guerra… Só que também não tem trabalho”, explica.
Assim que conseguir juntar dinheiro, pretende visitar a família e passar alguns meses no país. Depois, voltar ao Brasil para trabalhar. Cheikh fica constrangido em dar entrevista, pois ainda não fala muito bem o português, mas se vira com a comunicação para as vendas. Ele é falante de wolof, umas das línguas locais do Senegal.
Na esquina da Osvaldo com a Felipe Camarão, outro imigrante senegalês vende relógios, bijuterias e fones de ouvido. Mamouth Baye tem 26 anos e está na cidade há um ano. Saiu do Senegal sozinho, passou pela Espanha, São Paulo e chegou a Porto Alegre. A maior parte da família ficou no país, mas ele conta que tem um irmão vivendo no Canadá e outro na Itália. O motivo da migração é quase sempre o mesmo: no Senegal não tem trabalho. Mamouth achava que no Brasil a coisa seria um pouco mais fácil, mas reconhece: “em todo lugar tem crise.”
Baye vende relógios, pulseiras e outros produtos
Até o mês passado, trabalhava em uma empresa de eletrônica em Glorinha. Baye vive com outro senegalês, na avenida Farrapos. Ele diz que não tem nenhum amigo em Porto Alegre, apenas em Glorinha. Ao contrário de Cheikh, Mamouth fala português fluentemente. “Quem fala francês tem mais facilidade de aprender o português”, explica. (Matheus Chaparini)
Chargista responde às críticas de diretor da RBS contra blogs
O chargista Santiago Neltair Abreu utilizou as redes sociais hoje à tarde para rebater as críticas feitas por um dos diretores da RBS, jornalista Marcelo Rech, sobre a atuação de blogs independentes.
MAS ERA SÓ QUE FALTAVA
Um dos grandões da RBS, Marcelo Rech, com cara de pau escreve hoje na Zero Hora indignado porque o governo dá verba de publicidade aos blogs de jornalistas alternativos ao pensamento da grande mídia. Chega a dizer que isso é assunto para a operação Lava a Jato.
Mas era só o que faltava a grande mídia, que já abocanha a parte do leão dos anúncios de governo, querer transformar isso em monópolio econômico deles (além do nocivo monopólio de opinião que já detém !!!).
Os blogs que dão opinião contrária ao que a ditadura da grande mídia determina, são a única salvação do leitor para fazer, pelo menos um meio termo, entre a posição monolítica anti governo dos jornalões e a posição pró governo dos blogs.
São os mesmos que adoram dizer que na Venezuela não há liberdade de imprensa, quando o que acontece lá é que toda a grande imprensa dá pau no governo e algumas rádios e TVs estatais fazem imediatamente o contra ponto pró governo (eu tive lá uma semana e vi !). Pode haver exagero dos dois lados , mas desse embate pode-se tirar conclusões e formar uma opinião. Isso é mais parecido com liberdade de imprensa do que temos aqui, onde espaços de contraponto são mínimos ( tirando os blogs e a revista Carta Capital, o que sobra???).
Como é que podem esses barões da mídia imaginar um governo que não tenha nenhum canal para se defender??? Ainda mais que já é histórico os jornais da América Latina serem severíssimos com os governos de cunho popular e até apoiadores de todos os golpes que houveram. A grande mídia quer é fazer como fez com o MST, do qual nunca se dignaram a mostrar um mínimo de pontos positivos, contrariando os princípios básicos de jornalismo que sempre mandam ouvir o outro lado.
O executivo que se apresenta como jornalista, teve uma bela chance de ficar quieto. Em casa de enforcado não se fala de corda e ele devia lembrar que a sua empresa RBS, está acusada pela operação Zelotes de alta sonegação, aliás nessa operação nem ele, nem o resto da mídia falam mais!!!!Oficinas para a criançada fazer arte está com inscrições abertas
Seu filho está sempre fazendo arte? Traz ele para a oficina da Cia Caixa do Elefante! A proposta foi elaborada para crianças de seis a nove anos e pretende desenvolver o potencial criativo enquanto diverte os participantes!
Em cada encontro haverá uma atividade relacionada ao teatro, dança, circo, música, artes plásticas, culinária e jardinagem. As dinâmicas foram criadas para desenvolver o potencial individual e a integração dos alunos. No cronograma estão previstas muitas atividades: jogos teatrais, modelagem em argila, criação de bonecos a partir de sucata, plantar e colher, atividades circenses e percussão corporal.
A turma dos pequenos talentos vai colocar a mão na massa e usar materiais como sucata, massinha de modelar, tecidos, argila, lanterna, papel cartão, maquiagem para teatro e ingredientes para fazer biscoitos deliciosos. Um importante aviso aos papais, mamães e responsáveis: Os jovens oficineiros devem usar roupas que possam sujar, pois serão realizadas atividades com argila, tinta e muita criatividade!
O trabalho é comandado por Viviana Schames, atriz gaúcha licenciada pela UFRGS, que está na Companhia Caixa do Elefante há cinco anos. Ao longo de sua trajetória participou de diversos festivais nacionais de teatro com espetáculos, intervenções urbanas e atividades de intercâmbio. Trabalha em parceria com artistas de diferentes áreas, misturando música, cinema, fotografia, performance, literatura, dança, exploração de espaços urbanos não convencionais para suas criações. Já recebeu prêmios e fez apresentações pelo Brasil, através dos projetos Palco Giratório (SESC) e Miriam Muniz (FUNARTE) de Circulação, e também fora do país: em Coimbra (2013) e na Escócia (2013) e no Festival Cena Brasil Internacional.
A oficina faz parte do cronograma de comemoração do aniversário de 25 anos da companhia e é desenvolvida com o patrocínio da Petrobras, através da seleção no Petrobras Cultural para manutenção de companhias de teatro. As inscrições são feitas no site da Cia, http://www. caixadoelefante.com.br, no link do curso “Fazendo arte” e vão até o dia nove de agosto! Não deixe o seu pequeno artista de fora!
OFICINA “FAZENDO ARTE”
Quando: 15, 22, 29 de Agosto e 05 de Setembro- das 10hs às 12hs
Onde: Atelier Katia Schames- Rua Felipe de Oliveira 1011, Petrópolis
Vagas: 10 (público de seis a nove anos)
Quanto: R$ 80, 00 (com todo o material incluído)
A CIA CAIXA DO ELEFANTE É PATROCINADA PELA PETROBRAS.Servidores públicos do Estado ameaçam greve geral
O Movimento Unificado dos Servidores Públicos vai percorrer o Estado a partir de hoje, promovendo uma série de plenárias regionais até o dia 18, quando será realizada uma grande assembleia no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, para decidir sobre uma greve geral de todas as categorias.
A segunda-feira foi marcada pela paralisação de parte dos serviços públicos, manifestações na porta das repartições e em frente o Palácio Piratini, além de piquetes montados pelas mulheres de policiais militares na entrada de batalhões e no portão principal da Carris, que impediu a circulação das linhas de ônibus da empresa até o meio da tarde em protesto contra a falta de segurança nas ruas.
Sem nenhuma solução a curto prazo para a crise do Estado, o governo agora tenta acalmar os ânimos de funcionalismo e população. À noite, o governador anunciou a criação de grupos de trabalhos junto com Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça.
Na próxima sexta-feira o governo encaminha à Assembleia Legislativa projetos de ajuste fiscal que aumentem a arrecadação. Enxugamento da máquina, assim como as extinção/fusão de instituições do segundo escalão não estão descartadas.CPERS sugere aulas com meio turno até dia 17 deste mês
Após as manifestações ontem contra o parcelamento de salários, e a reunião com o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, o Sindicato dos Professores – CPERS decidiu orientar a comunidade escolar para realizar períodos reduzidos diariamente a partir desta terça-feira, até o dia 17 .
Nesses períodos, devem ser realizadas aulas de cidadania, a fim de explicar aos alunos os motivos das mobilizações.
Na manhã do dia 18, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, o CPERS realizará sua Assembleia para deliberar sobre a decisão de uma possível greve. À tarde desse dia, os servidores públicos estaduais realizarão a Assembleia Unificada, no Largo Glênio Peres para definir sobre a greve do funcionalismo.
Atividades paralisadas
Os educadores gaúchos cruzaram os braços ontem em protesto ao parcelamento de seus salários. Foram atingidos pela medida do governo estadual 62 mil professores.
A adesão às mobilizações chegou a 98% das escolas. Em várias cidades, principalmente no Interior, foram realizadas plenárias e debates sobre a situação enfrentada pelos servidores da educação.
Em Porto Alegre, os educadores uniram-se aos demais servidores públicos estaduais e realizaram um protesto que reuniu cerca de 4 mil pessoas em frente ao Centro Administrativo Fernando Ferrari – CAFF. Do local, os manifestantes seguiram em caminhada até o Palácio Piratini, onde uma comissão dos servidores foi recebida pelo chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi.
Na reunião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, disse que em 32 anos de magistério, nunca tinha presenciado tamanha falta de respeito com os servidores. “A toda hora chegam relatos de colegas nossos sobre a humilhação de passar por situações como deixar mantimentos no caixa do supermercado por não ter saldo suficiente para pagar”, destacou.
Também foi questionada a omissão do governador e repudiadas as afirmações do governo, que colocam o funcionalismo público do Estado como um dos responsáveis pelo déficit financeiro dos cofres públicos. “Já faz tempo que sugerimos alguns caminhos para enfrentar a crise como o combate à sonegação e a isenção fiscal e a renegociação da dívida do Estado com a União. Mas não vemos nenhuma ação do governo, a não ser a de penalizar os servidores. Nós exigimos que seja cumprido o que prevê a Constituição, o pagamento integral de nossos salários”, observou Helenir.
Biolchi classificou como justa e compreensível a manifestação dos servidores. “Não tem como deslegitimar a mobilização de vocês. Isso evidencia o efeito do Estado não conseguir pagar os salários. Vou levar suas considerações ao governador e tentar agendar para os próximos dias uma reunião entre vocês. Além disso, tentarei conversar com o Banrisul e ver o que é possível fazer”, afirmou.
Até o final desta semana, o governo deve enviar à Assembleia Legislativa o “ajuste fiscal fase 3”, que deve propor aumento de impostos e reestruturação de carreiras públicas.Pontal do Estaleiro vira disputa entre bairros
Felipe Uhr
Representantes dos bairros Praia de Belas e Cristal junto ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre (CMDUA), prometem elevar o tom das discussões neste mês, caso os vereadores coloquem em votação o projeto de lei que define novos limites para os bairros. Em disputa, o Pontal do Estaleiro.
A definição sobre a que bairro vai pertencer essa área nobre da cidade, à beira do Guaíba, tem provocado discussões desde que o PL foi protocolado na Câmara Municipal, em novembro de 2013. Ninguém admite, mas acredita-se que as contrapartidas que o empreendedor deverá executar sejam o motivo da polêmica. Essas ações normalmente representam melhorias urbanísticas no bairro.
A arquiteta Gladis Weissheimer, coordenadora do projeto na Secretaria Municipal de Urbanismo(SMURB), diz que, inicialmente, o Pontal passaria a pertencer ao bairro Cristal (Região 5), mas os conselheiros e delegados do Praia de Belas (Região 1) não aceitaram . “Como nunca houve um consenso sobre isso, prevaleceu o traçado atual, permanecendo com o Praia de Belas”, explica.
O conselheiro Alan Furlan, da Região 1, argumenta que ele e seus colegas defenderam desde o começo que o pontal não virasse um condomínio residencial. “Na época do plebiscito popular foram os nossos delegados que se engajaram contra isso”, diz. “Além disso, nós já discutimos há bastante tempo com a Prefeitura e com o empreendedor sobre os impactos do empreendimento”, completa.
Para o representante da Região 5, conselheiro Paulo Jorge Amaral, é inadmissível que o Pontal não pertença ao bairro Cristal. “Nós queremos discutir o planejamento da cidade e tentaremos junto aos vereadores da Comissão de Urbanismo , Transporte e Habitação (CUTHAB), uma emenda que garanta o Pontal no bairro.
Para o vereador Márcio Bins Ely (PDT), ex-secretário do Planejamento, a discussão sobre limites de bairros já foi feita e o projeto tem que ser votado com urgência depois do recesso. “Fizemos muitas audiências públicas sobre esse assunto, não há mais tempo, pois isso ainda prejudica a cidade”, entende o parlamentar. Ele acredita que as discussões como essas devem ser feitas depois e vê com normalidade a proposição de emendas que alterem alguns limites. “É um direito de qualquer vereador e pode ser feito”.
Bins Ely sugere que possíveis emendas sejam avaliadas em plenário, já que ainda não são uma realidade. “Primeiro vamos votar o projeto e depois analisar uma a uma (as emendas) porque antes não dá para fazermos suposições.”"No tempo dos alquimistas" estreia amanhã no MARGS
Estreia na terça-feira, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a exposição “No tempo dos alquimistas: primeiras receitas da fotografia analógica”. A mostra inaugura com coquetel às 19h e ficará instalada nas Salas Negras até o dia 30 de agosto, com visitação de terças a domingos, das 10h às 19h.
Com curadoria do fotógrafo Luiz Eduardo Robinson Achutti, a exposição reúne o trabalho de 34 jovens artistas, estudantes de Artes Visuais da UFRGS e alunos da disciplina Laboratório de Processos Fotográficos nos anos de 2014 e 2015. Dentre as obras, serão expostas fotografias nas técnicas Cianotipia, Marrom de Van Dyke, Papel Salgado e Goma bicromatada.
Esta exposição é uma convergência de métodos tradicionais de impressão fotográfica contextualizados na contemporaneidade. A coletiva conta com 34 artistas, estudantes de Artes Visuais da UFRGS, alunos de Achutti, um dos poucos profissionais do cenário gaúcho que ainda utiliza de tais procedimentos.
Patricia Guterres / Cianoid / 2015 / Cianotipia

Ananda Aliardi / Sem título / Marrom de Van Dyke
Os estudantes de Artes Visuais
Alissa Gottfried, Ananda Aliardi, Augusto dos Santos, Bruno Silveira Pires, Cacau Weimer, Carolina de Góes, Carolina Viana da Silva, Christian Remião Caetano, Clarisse Irala, Fernanda Feldens, Fernanda Puricelli, Flávia Campos de Quadros, Geovani Da Silva, Gilberto Menegaz, Giordana Winckler, Gisele Reichert, Jéssica Camejo, Karenn Liège Borges, Krishna Daudt, Letícia Verardi, Mariana Duarte, Monique Maccari, Nede Losina, Patricia Guterres, Patrizia Pacheco, Rainer Steiner Campos, Renata Ferreira da Costa, Rose Lütz, Samantha Alixandrino, Stephanny Lotus, Souza Vilela, Valentina Malavoglia, Vitória Tadiello, Willian Ansolin.
Luiz Eduardo Robinson Achutti
“Há praticamente dez anos recebo os alunos nas tardes e noites de quartas-feiras para ensaiarmos uma volta no tempo. De certa maneira, trata-se de uma volta híbrida. Levamos ao passado todos os recursos modernos disponíveis para obtenção de imagens, tratamentos e confecção de negativos para copiá-los sobre papel de aquarela, com as técnicas que constam nos receituários do século XIX – primórdios da fotografia.
Usamos aventais, balanças, receitas, potes, vidros, pincéis… Misturamos, compomos, reinventamos, brincamos, aquecemos, enfeitamos – acertamos e erramos com a mesma determinação e fé. Os erros são bem- vindos de lá trazidos para este pseudo-perfeito mundo atual. Uma verdadeira reunião, uma espécie de prática culinária afetiva para saciar almas. Nossos “pratos” são servidos ao estilo Marrom de Van Dyke, Cianotipia, Papel Salgado e Goma Bicromatada.
Também escutamos músicas, falamos do mundo de hoje, discutimos arte e fotografia, bebemos café, debatemos comportamentos, modas, manhas e artimanhas, convivemos aprendendo entre nós: alunos, monitores e professor – sempre em nome da fotografia e seus mistérios.
Tudo começou lá no dia 7 de julho de 2006, minha primeira turma da graduação do Departamento de Artes Visuais da UFRGS a trabalhar com técnicas alternativas foi acolhida aqui mesmo no MARGS, na sala Oscar Boeira, para uma tímida exposição de fotos em goma bicromatada. Só agora percebo como aquele evento foi importante.
Hoje, nesta segunda oportunidade, agora nas Salas Negras, os alunos das turmas de 2014 e 2015|1 vêm com um trabalho mais consistente, certamente também um fruto do empenho dos demais alunos desses dez anos decorridos. A presente exposição, por isso, se reveste de uma certa importância simbólica , neste espaço tão nobre, há muitos anos dedicado à Fotografia, pelo qual, em nome de todos, agradeço o apoio do artista Paulo Amaral, atual diretor do MARGS.
Nunca, em Porto Alegre e, provavelmente no Brasil, existiu uma exposição com essa qualidade e quantidade de trabalhos utilizando as técnicas da fotografia na sua era pré-industrial.
Como costumo repetir: – A fotografia é uma forma de habitar o mundo. Nos veremos em outras viagens.”



