Autor: da Redação

  • Arraial do Bom Fim inaugura eventos em praça revitalizada

    Matheus Chaparini

    O último domingo reuniu gente de todas as idades com comidas e brincadeiras típicas ao longo de todo o dia na praça Berta Starosta onde foi realizada a festa junina. A estimativa da organização é de que três mil pessoas tenham passado pela festa. O evento foi organizado pela empresa Splash Ink, que trabalha com estampas digitais. A empresa solicitou o uso do espaço com a Prefeitura, que cedeu os banheiros químicos e fechou a rua. O restaurante El Tonel, localizado ao lado da praça, emprestou a energia elétrica.

    No ano passado, a praça passou por uma revitalização. A obra foi contrapartida exigida pela prefeitura à R.A. Pavei Construtora Ltda. Durante quase dois anos a praça esteve fechada para servir como canteiro de obras para a empresa. Hoje a Berta Starosta conta com academia para a terceira idade, brinquedos para crianças com acessibilidade para cadeirantes e iluminação noturna.

    A empresa responsável pelo evento funciona atualmente no bairro Passo D’areia, mas planeja se mudar para o Bom Fim ainda este ano. Segundo o Diretor Comercial Johnny Cunha, o próximo evento já está sendo produzido para o final de Julho.

    “Me criei no Bom Fim, desde moleque eu estava sempre por aqui. E é um bairro bem bairrista, de um pessoal bem de Porto Alegre. A gente quer adotar a praça junto à Smam. A ideia é todo domingo inventar alguma coisa pra movimentar a praça e uma vez por mês ter um evento deste porte, com alimentação, bebidas, brincadeiras, espaço para a terceira idade…” explica Cunha.

  • Moro não é o justiceiro que pensa ser

    – Enio Squeff –
    Deve ser por um equívoco generalizado que grande parte do Brasil olha para o juiz Sergio Moro como um dos grandes responsáveis pela paralisia por que passa o país. A presidente Dilma Rousseff, com sua inequívoca inabilidade, leva boa parte da responsabilidade sobre o que aí está. E o parlamento dirigido por oportunistas, religiosos ou não, respondem também a sua maneira, ao acrescentar lenha à fogueira de um quase desgoverno. Neste aspecto é, sem dúvida, inestimável o papel do Juiz Sérgio Moro. Devem-se-lhe, afinal de contas, as prisões de gente graúda, detenções que, até prova em contrário, parecem perigosamente arbitrárias. Quem o diz é a Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB. Mas o magistrado de primeira instância do Paraná – um simples juiz de primeira instância, anote-se – não estaria a ostentar todo este poder se um outro poder, muito maior que ele, leia-se Supremo Tribunal Federal, não o estivesse sustentando com o seu silêncio mais que obsequioso. Está na hora de se dar a STF a parte que lhe cabe nesse latifúndio de confusão e perplexidade.
    É de se lembrar que quando o juiz Fausto de Sanctis prendeu Daniel Dantas, o ministro Gilmar Mendes não hesitou um só minuto em assinar, em seu favor, dois habeas corpus, um atrás do outro, numa atitude resolutamente estranha não só à magistratura brasileira, mas à parte da opinião pública que nunca tinha visto nada parecido. Ficou claro que um juiz tinha lá seus limites. E que independentemente da culpa ou não do poderoso banqueiro, havia quem limitasse qualquer magistrado a deixar bem claro que quando um ministro do STF não quer, um juiz de primeira instância não faz nada. Amém.
    Ora, afora o estardalhaço das manchetes que o exibicionismo dos procuradores e do juiz paranaenses parecem adorar, nada indica que sem o apoio do STF, eles não seguiriam impavidamente em frente, como supremos dirigentes do Brasil. Numa entrevista recente, o professor Cláudio Lembo, do alto da sua autoridade de mestre em direito constitucional, e com o título nada negligenciável de ex-governador de São Paulo, admitiu que Sérgio Moro, estaria “exagerando”. Tudo se daria por inexperiência de “um menino”(sic) que pensaria poder, com seus atos, arrumar o Brasil. Um dos procuradores paranaenses levantou a bandeira: o Ministério Público do Paraná estaria realmente disposto a “refundar”a república brasileira. Na entrevista que concedeu ao jornalista Paulo Moreira Leite na TV Brasil, Cláudio Lembro aduzia que um país governado somente pela justiça, sem os outros poderes, como o Parlamento, e o Executivo, ambos eleitos pela população, tinha tudo para dar errado.
    Não houve repercussão à entrevista, nem mesmo entre os blogueiros que decididamente não se convencem que um juiz, como Sérgio Moro, faça o que bem entenda, a despeito dos outros poderes constituídos. O entendimento – este mais generalizado que nunca – de que a intenção do juiz seria o de atingir o ex-presidente Lula, como parte de uma bem elaborada agenda da oposição brasileira, continuou pautando boa parte dos analistas. Mas a pergunta que insiste em fazer parte do interrogatório continua: a quem senão ao STF interessa que o juiz Sérgio Moro prossiga impavidamente com suas ações?
    Ora, o Supremo Tribunal Federal talvez não seja “in totum”favorável ao que está se vendo no Paraná e, por extensão, no Brasil. Mas o STF referendou o julgamento do “Mensalão”. Parece terem sido vãs os alertas de muitos juristas de respeito de que, como disse o falecido advogado e ex-ministro da Justiça, Márcio Tomas , o STF estava usando uma bala de prata para o futuro: o julgamento, com todas as suas falhas técnicas, com a quase solene ignorância dos argumentos da defesa dos réus, seria um dia devidamente revisto. E daí quem teria de se explicar, seria a Suprema Corte.
    Digamos que tenha havido um exagero na assertiva do ex-ministro, defensor de um dos réus. Mas o STF se comprometeu como um todo no julgamento do Mensalão. Será especioso considerar que isso esteja pesando agora numa investida bem mais perigosa e desta vez, contra os próprios alicerces da economia do Brasil – desde que se entenda que a prisão de um líder popular como o ex-presidente Lula, passará em brancas nuvens, como se o Brasil fosse uma república de amebas?
    Que o Brasil sempre foi um país de bacharéis, dizem-nos as decisões judiciárias sempre favoráveis aos poderosos. É do bacharelismo brasileiro referendar o poder e não culpar os torturadores, a votar pela anistia dos agentes da ditadura. Foi assim desde o Brasil colonial, continuou pela República Velha, persistiu no Estado Novo, e não se furtou a referendar o golpe de 64, quando os militares, a serviço de Washington derrubaram um governo constitucionalmente eleito. Os bacharéis de plantão – outrora tão importantes para as famílias das elites quanto os padres – foram sempre os fiéis escudeiros do poder. É o que justifica, em grande parte, a existência de bacharéis entre as elites do poder. Raymundo Faoro, como grande jurista que também foi, sabia perfeitamente disso. O que certamente não pensava era que o Brasil pudesse vir a imitar o Paraguai, que derrubou um governo por intermédio da Suprema Corte do País.
    Um exemplo a ser seguido?
    A pensar, evidentemente. E a pesar. Pois o STF parece desconsiderar o que poderá acontecer ao Brasil. E não parece, também, haver nada o que reclamar da presidente da República. Já que ela não teve nada a dizer até o presente, desconsidere-se o que ela possa vir a dizer no futuro. Quanto ao Supremo Tribunal Federal, se tivesse de se opor a alguns atos do juiz Sérgio Moro, já o teria feito. E até agora, parece ter se proposto a não interferir no caso. Não vale culpar o magistrado pelo que não o impedem de fazer – mesmo que sejam as mais escancaradas ilegalidades.
    Com o perdão, enfim, do próprio juiz Sérgio Moro, ele não é o justiceiro que pensa ser. Este é um atributo que o STF não lhe concedeu. Nem lhe concederá já que essa é uma prerrogativa da Suprema Corte brasileira.

  • Verba para encontro nacional de clubes negros não está garantida

    Naira Hofmeister
    Uma ligação telefônica que ocorrerá às 9h30 da manhã dessa quarta-feira (24), entre o secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantônio, e representantes da Fundação Cultural Palmares, vai definir se o 3º Encontro Nacional de Clubes Negros será ou não em Porto Alegre e ainda em 2015.
    O evento estava programado para o primeiro semestre desse ano, na Capital, desde que, em 2012, uma emenda do deputado federal Paulo Ferreira (PT) foi aprovada com esta finalidade. Desde então, porém, a prefeitura municipal tem tido dificuldades para aprovar um projeto que garanta o uso dos recursos que totalizam R$ 335 mil – R$ 300 mil do Governo Federal e o restante como contrapartida local.
    O mais recente embróglio envolve um Termo de Referência (TR) que a Fundação Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), exigia para liberar a verba – e cujo prazo para entrega expirou em 30 de maio.
    Apesar de a prefeitura garantir que enviou a papelada em dia e conforme orientações recebidas do próprio MinC, a Fundação Palmares informou o movimento negro que o convênio havia sido cancelado por falhas da administração municipal na documentação.
    Presidentes cobram atitude
    Três presidentes de clubes negros do Estado foram ao encontro do secretário  Marcantônio e da secretária adjunta do Povo Negro, Elisete Moretto, nesta terça-feira (23), exigir explicações. “Não conseguimos entender a razão desse cancelamento uma vez que tudo foi entregue dia 22 de maio”, explica o titular dos Direitos Humanos da Capital.
    Uma das hipóteses levantadas é que o TR tenha levado a assinatura de Marcantônio ao invés da do prefeito José Fortunati – o que, segundo o secretário, foi autorizado verbalmente pelo responsável do MinC. “Não haveria problema em pedir ao prefeito que assinasse, eu tenho acesso livre ao seu gabinete”, desconsola-se.
    Mas não está descartado algum equívoco no preenchimento dos formulários eletrônicos para a formalização do TR. Essa foi a dificuldade encontrada pela secretaria municipal de Cultura, originalmente responsável pelo convênio, mas que passou a bola para os Direitos Humanos quando esbarrou na burocracia interna.
    Isso foi em agosto do ano passado. Em 31 de dezembro, a Fundação Cultural Palmares e o município assinaram o convênio, que trazia, porém, uma cláusula condicionante: justamente a assinatura do TR. Foi dado então um prazo (de 60 dias, prorrogados por outros 60) para a formalização desse último documento.
    Os representantes do movimento negro vinham alertando a prefeitura desde os primeiros dias de maio de que o prazo se encerraria em breve. No dia 16, o Encontro Estadual de Clubes Negros formalizou uma moção solicitando agilidade no processo. Até um abaixo assinado virtual foi feito para pressionar o Executivo.
    Secretário garante evento
    Apesar da apreensão do movimento negro diante da informação de que a Fundação Palmares não poderia prorrogar o prazo, o secretário Marcantônio garantiu que o Encontro sai com ou sem verba federal. “Se necessário vamos utilizar recursos nossos para o evento. Não admito que não saia”, asseverou, apesar de ainda estar confiante em uma solução junto com o MinC.

  • Sartori reapresenta projeto de Tarso para a Cultura

    por FELIPE UHR
    Reprovado no ano passado, quando foi apresentado pelo governo Tarso Genro,  o Plano Estadual de Cultura voltou a tramitar na Assembleia Legislativa.
    O anúncio foi feito na manhã desta terça, 23, pelo secretário de Cultura, Victor Hugo Alves da Silva, durante a audiência pública na Comissão de Educação e Cultura.
    A audiência visava esclarecer a estratégia do governo Sartori para a área de cultura, até o momento indefinida.
    O secretário Vitor Hugo surpreendeu a todos ao anunciar que o projeto estava na Casa desde o final da tarde  anterior. Foi protocolado exatamente às 18h21, na véspera da audiência pública.
    Era o mesmo texto apresentado pelo governo Tarso Genro em dezembro de 2014 e derrubado pela oposição, que agora apoia Sartori.
    “É no mínimo estranho que esse governo que orientou sua base de governo a votar contra ano passado, apresente a mesmo coisa sem mudar uma vírgula. Me parece uma atrapalhação”, questionou o deputado Altemir Tortelli, proponente da audiência.
    O Secretário Victor Hugo explicou porque o projeto foi enviado um dia antes da audiência para o Legislativo: “Foi uma coincidência de calendário, tivemos que esperar o pacote de ajuste fiscal do Governo e agora estamos enviando”.
    O titular da pasta também explicou por que nada foi alterado do Plano apresentado no ano passado: “Isso foi um princípio meu como por acreditar que o conteúdo de projeto é um acumulado da comunidade cultural, foi um questão de governo não mexer no texto”
    Representantes da Cultura criticaram a reprovação do projeto
    Durante a audiência representantes do Conselho Estadual da Cultura, Ministério da Cultura da Regional Sul, SATED/RS( Sindicato dos artistas e técnicos em espetáculos de diversões) e Famurs expuseram sua insatisfação com a reprovação do mesmo projeto no ano passado.
    “Foi uma total falta de respeito com a cultura não terem aprovado um plano em dezembro. Um trabalho de mais de 8 anos. Pra nós é o reflexo de como a casa(Assembleia) olha a cultura.” criticou o presidente do SATED Fábio Cunha.
    Parlamentares irão pedir urgência no projeto
    No final da audiência o deputado Adão Villaverde sugeriu que o secretário Victor Hugo retire o PL 244/2015 protocolado na tarde de ontem e o envie novamente nos próximos dias já com um regime de urgência.
    Também foi estabelecido um grupo de trabalho, que contará com 3 parlamentares da base aliada e 3 da oposição além de demais representantes dos órgãos, conselhos e entidades ligados a cultura que participaram da reunião de hoje no plenarinho.
    O secretário prometeu se reunir ainda no dia de hoje com o Chefe da casa Civil, Márcio Biolchi, para providenciar o pedido. Os parlamentares da oposição, Tortelli, Zé Nunes e Villaverde irão enviar um ofício reforçando o pedido de urgência.

  • Movimento Roessler comemora 37 anos em defesa da ecologia

    Carlos Matsubara
    Uma das mais antigas e combativas ONGs do Rio Grande do Sul completou 37 anos de existência na última terça-feira, 16 de junho. Em quase quatro décadas, o Movimento Roessler para a Defesa Ambiental faz firme defesa dos ideais daquele que inspirou seu nome: Henrique Luis Roessler, pioneiro ecologista com atuação no Vale do Sinos.
    E é justamente nesta região que o “Movimento”, como é comumente conhecido, atua mais fortemente desde sua fundação em 16 de junho de 1978.
    A data marcou negativamente a história da Ecologia no Estado, a partir do famoso episódio da maré vermelha ocorrida na praia do Hermenegildo, no litoral sul gaúcho. Mas também inspirou um grupo de estudantes liderado pelo professor Kurt Schmeling a coletar assinaturas exigindo a solução para a tragédia.
    “Era o dia 16 de junho de 1978 e assim nascia o Movimento Roessler”, lembra Cátia Cilene, jornalista e ativista da ONG.
    Desde então um grupo de colaboradores passou a se reunir e discutir soluções para os problemas, não somente de Novo Hamburgo, como de outras cidades do Vale do Sinos, na Região Metropolitana de Porto Alegre, altamente industrializada. “É uma região que sempre sofreu com a poluição do setor coureiro-calçadista e de toda cadeia”, ressalta Cátia.
    ações de preservação
    O atual presidente, Arno Kayser, explica que as ações do Movimento Roessler cresceram muito quando a entidade assumiu a direção do Comitesinos, uma espécie de conselho formado por representantes do poder público, do setor privado e ongs, que gerencia ações para a preservação das águas da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos.
    Como exemplo de atuação, ele cita a realização de um curso de Formação de Gestores Ambientais Comunitários, além da conclusão do Plano de Bacia e um projeto de recuperação de matas ciliares e preservação de áreas verdes na região, chamado de Verdesinos. “Tivemos um salto ao assumirmos a direção do Comitesinos que permitiu colocar em escala maior nossa atuação”, afirma Kayser.
    Outra iniciativa de destaque foi o levantamento da Arborização de Novo Hamburgo. De acordo com Kayser, foram mais de 50 quilômetros de vistorias estudando uma amostra de mais de 10% das árvores da cidade.
    Apesar do trabalho no Comitesinos envolver boa parte da capacidade da entidade, o Movimento Roessler também está presente no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), fiscalizando as ações do poder público e canalizando denúncias dos cidadãos.
    “Atualmente temos cerca de 300 colaboradores e simpatizantes que nos ajudam de várias maneiras. Uns mais ativos, outros mais com apoio moral e alguns com apoio financeiro”, conclui Kayser.
    Roessler, o homem
    Henrique Luís Roessler, nome inspirador da ONG de Novo Hamburgo, nasceu em Porto Alegre em 16 de novembro de 1896, falecendo na mesma cidade em 14 de novembro de 1963. Foi um dos precursores da proteção ambiental no Brasil.
    Fiscalizava fontes poluidoras dos curtumes, derrubada de matas nativas, caça clandestina, sempre denunciando na imprensa os danos ao ambiente. Publicou 301 crônicas no Correio do Povo, sempre procurando alertar sobre os impactos ao meio ambiente, numa época em que pouco se comentava sobre o assunto.
    Criou, em 1955, a União Protetora da Natureza, com sede em sua própria casa. Essa entidade morreu com seu fundador.
    Um dos mais importantes órgãos ambientais do Rio Grande do Sul, a Fepam – responsável, entre outras coisas, pela fiscalização e licenciamento de empreendimentos no Estado – também carrega o nome do ambientalista, pois chama-se, oficialmente, Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler.
    Em 2006, a JÁ Editores lançou uma biografia do ecologista, assinada pelo jornalista Ayrton Centeno, que, além da história de vida do pioneiro, traz uma compilação das principais crônicas assinadas por Roessler no Correio do Povo.

  • Congresso mundial em Porto Alegre discute os desafios do vento

    Cerca de 500 pessoas, de 33 países, inauguraram na manhã desta segunda-feira (22) o Congresso Internacional de Engenharia do Vento, que segue até a sexta-feira na PUC, em Porto Alegre.
    Este é o maior evento mundial do gênero – e em sua 14ª edição, acontece pela primeira vez na América do Sul.
    Dentre os representantes de 33 países que confirmaram presença, a maior delegação é a chinesa, seguida da norte-americana, canadense, australiana e inglesa.
    A cerimônia de abertura foi conduzida pelo diretor do Laboratório de Aerodinâmica das Construções (LAC) da UFRGS e presidente do comitê organizador do evento, professor Acir Mércio Loredo-Souza, e contou com a participação de  Lygia Blessmann, representando o prof. Joaquim Blessmann – criador do LAC, do secretário Estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker – representando o Governador do Estado e do Prof. Yukio Tamura – Presidente da Associação Internacional da Engenharia do Vento .O primeiro palestrante foi o professor, pesquisador e consultor Dr. John Holmes, da Austrália, que falou sobre o impacto do vento não apenas em grandes construções, mas em empreendimentos menores que também exigem estudos técnicos para serem erguidos. Segundo ele, construções menores devem passar por uma análise estrutural para evitar problemas futuros. Outro assunto levantado por Holmes, e que terá muitas discussões ao longo do congresso, é a reação das estruturas frente a tempestades de pouca duração.O  professor Loredo-Souza destaca o evento como uma oportunidade única para engenheiros, arquitetos, meteorologistas, estudantes e demais profissionais participarem do fórum de discussões e resoluções dos problemas relacionados à interação do vento com o ser humano e o meio ambiente.
    Nesta terça-feira, às 15h30, uma das palestras mais aguardadas é da presidente Élbia Silva Gannoum – presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEOLICA, que irá abordar o tema “Desenvolvimento da Fonte Eólica no Brasil: Oportunidades e Desafios”.
    O australiano Mathew Bruce Walls, que está desenvolvendo sua tese de doutorado na UFRGS, vai falar amanhã sobre o estudo que fez em construções como a ponte da Rodovia do Parque, em Porto Alegre, a ponte de Laguna, entre outros projetos realizados sob orientação do professor Acir.
    O evento acontece a cada quatro anos e aborda diversos tópicos relacionados à ação e efeitos do vento, entre os quais: meteorologia, túneis de vento, energia eólica, dispersão atmosférica de poluentes, erosão eólica, aerodinâmica de veículos, simulação computacional, planejamento urbano, conforto e segurança de pedestres, ação do vento em edificações, redução de acidentes causados pelo vento entre outros assuntos.
  • Livro sobre 150 anos do registro de imóveis conta história de Porto Alegre

    FELIPE UHR
    O próximo dia 5 de julho marca o sesquicentenário do Registro de Imóveis 1ª Zona da cidade de Porto Alegre. Para comemorar a data será lançado o livro “Do manuscrito ao registro eletrônico: 150 anos do Registro de Imóveis de Porto Alegre”.
    O material, reunido pela organizadora e editora da obra, a arquiteta Juliana Erpen, consiste em fotos de prédios antigos com os respectivos registros de imóveis e breve histórico dos mesmos. Contempla também a evolução jurídica do registro da propriedade, desde o Brasil Colônia.
    Há ainda coisas inéditas e inusitadas, reveladas durante os poucos mais de 4 meses de pesquisa.
    “Encontramos coisas muito legais, inclusive a partir de fotos antigas. O professor Günter Weimer reconstituiu a fachada da Casa do Borges de Medeiros, que também foi a primeira sede do Registro de Imóveis” explica a arquiteta.
    Há textos jurídicos, assinados por conceituados juristas, explicando o sistema registral brasileiro, o qual garante a segurança jurídica para o adquirente de um imóvel.
    O material contou com a participação de 3 historiadores e conhecedores da história e do desenvolvimento da cidade de Porto Alegre: além de Günter Weimer, integraram o grupo Miguel Frederico do Espírito Santo e Sérgio da Costa Franco.
    O último escreveu o prefácio e colaborou com a identificação de fotos antigas e também com um capítulo onde descreveu a evolução urbana de Porto Alegre.  “Citei as modificações da plantas da cidade e suas alterações geográficas ao longo da história”, comenta o historiador.
    Outro episódio contado por Sérgio da Costa Franco é como a cidade se desenvolveu. “A população teve crescimento acentuado a partir da criação do transporte coletivo, primeiro feito por animais, depois pelos bondes, a partir de 1873”, ressalta o historiador.
    Participou também o arquiteto Claudio Calovi, que descreve o aterro do Cais Mauá e os prédios do entorno da Praça da Alfândega.
    Escravidão registrada
    Outra história incrível e descoberta na pesquisa é a documentação de escravos. “Nós pesquisamos e descobrimos que escravos foram registrados. Eles eram considerados bem-móveis pertencentes aos donos dos imóveis”, explica Juliana.
    A organizadora se aprofundou nesse assunto e no livro conta a história de 3 escravos, entre eles o Escravo Salvador, com então apenas 9 anos. “Foi uma infeliz realidade, mas que deve ser contada”, ressalta.
    O livro será lançado no próximo dia 4 de julho, às 18 horas no Palácio da Justiça, na Praça da Matriz, 55, no Centro Histórico de Porto Alegre.
  • 8ª Festipoa Literária: oficinas, discussões e exposições até o dia 23 de junho

    Reuniu, na última segunda-feira no Ocidente Bar em Porto Alegre, mais de 150 pessoas o encontro entre Ismael Caneppele e Felipe Elizadale e o cantor e escritor Vitor Ramil. O evento abriu a inauguração da 8ª edição do Festipoa Literária, que através de debates e seminários quer refletir a produção Literária contemporânea. Para isso o festival reuniu para a edição de 2015, uma repleta lista de escritores, novos e conhecidos além de uma vasta programação cultural que vão além da Literatura.
    Na terça -feira Vitor, que é o escritor homenageado desta edição, se apresentou junto ao violonista argentino Carlos Moscardini onde apresentou basicamente o cd Deliláb, projeto musical que contemplava os poemas de Jorge Luis Borges e João da Cunha Vargas.
    O Curador do projeto Fernando Ramos ressalta o exito da atual edição. “Por enquanto está tudo indo acima da nossa expectativa” comemora. Para Ramos o festival tem a tradição de mesclar suas atrações. Além dos debates em torno da obra de clássicos de literatura, conta também com a discussão literária de músicas como acontece hoje entre os músicos Julio Reny e Wander Wildner na Cafeteria Palavraria na Rua Vasco da Gama no bairro Bom Fim. “A música contribui para o interesse da literatura através da poesia nela inserida”observa Fernando.
    O projeto também terá exibição de 3 filmes com a participação e debate dos diretores e roteiristas. O primeiro, “Morro do céu” de Gustavo Spolidoro será exibido hoje as 20h sala de cinema PF Gastal. na Usina do Gasômetro. Os outros são os documentários “o vento lá fora ” e “Esta noite não” que serão apresentados dia 19 e 20 respectivamente.
    Outra atração do FestiPoa é a exposição da obra ” Desenhos invisíveis” do artista uruguaio Gervásio Trouche. No dia 20 o pintor portenho conversa com o artista gaúcho Fabio Zimbres. No sábado, além das habituais atrações sobre literatura o dia terá os shows do músico Guto Leite e banda no Instituo Goehte às 20h.
    Todos os eventos são gratuitos e são preenchidos de acordo com a ordem de chegada do público.
    Confira toda a programação através do blog oficial do evento:

  • 11º Prêmio Brasil Ambiental tem suas inscrições abertas

    Iniciou hoje o período de inscrições para o 11.º Prêmio Brasil Ambiental, uma iniciativa da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio). Podem participar da atual edição empresas com atuação no país que tenham projetos de sustentabilidade já implantado ou em fase final de conclusão. Também estão aptas a concorrer instituições de pesquisas e entidades sem fins lucrativos, com projetos diretamente ligados a organizações privadas.
    O Prêmio que reconhece e incentiva ações de sustentabilidade do setor empresarial no Brasil. “Nós entendemos que não existe desenvolvimento sem responsabilidade com o futuro. Por isso, trabalhamos para que a premiação anual atue como catalisadora do compromisso do setor empresarial por um país mais desenvolvido e sustentável”, explica Kárim Ozon, presidente do Comitê de Meio Ambiente da AmCham Rio. O prazo para inscrição encerra no dia 14 de agosto . O investimento é de R$ 500,00. Empresas associadas à AmCham Rio são isentas.
    Na edição deste ano há em seis categorias que podem concorrer: Água, Emissões atmosféricas, Resíduos sólidos; Inovação; Ecossistemas e Responsabilidade socioambiental. Lançado em 2005, o Prêmio Brasil Ambiental já destacou mais de 50 projetos realizados por empresas, instituições de pesquisas e entidades sem fins lucrativos, reforçando a importância do papel do setor privado na preservação do meio ambiente e influenciando positivamente o comportamento das pessoas.
    O evento de premiação deste ano será realizada no Rio de Janeiro, no início de outubro, dois meses antes da COP21, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá em Paris com grande expectativa de consenso em torno de um novo acordo global sobre mudanças climáticas que substituirá o Protocolo de Kyoto (1997) para entrar em vigor a partir de 2020.