O artista plástico João Carlos Bento expõe a partir do próximo dia 20 seu novo trabalho “Entre árvores e flores”. Inspirado em sua viagem pelo Nordeste Francês, caracterizado por florestas desfolhadas e florais da região, João se diz completamente satisfeito com sua obra: “Houve um amadurecimento desde minha última exposição”
Impressionado pelo cenário que encontrou na França, o artista contemplou novos termos de forma de paisagem natural em 20 telas em tamanhos variados. ” Estava vendo agora como ficou bonita a sincronia das duas fases da exposição” completou. A exposição ficará aberta ao público até o dia 18 de julho das 9h às 16h na Galera Bublitz na Av. Neuza Brizola,143.
Autor: da Redação
Galeria Bublitz recebe exposição " Entre árvores e flores"
Cercamento da Redenção: "Pode ser feito pelo setor privado"
por FELIPE UHR
Foi aprovado no dia 28 de abril, o projeto de lei que determina através de plebiscito a decisão para população sobre o Cercamento do Parque Farroupilha, a Redenção. O JÁ entrevistou o vereador Nereu D’Ávila autor do projeto afirmou que o cercamento pode ser subsidiado pela iniciativa privada tendo como contra-partida publicidade. Confira abaixo a entrevista:
Essa é uma proposta antiga que o senhor tinha no começo da década de 1990?
Na verdade eu tinha um projeto de lei de 1992 que autorizava o cercamento da Redenção mas ele nunca foi votado, se os vereadores tivessem votado aquela seria uma decisão da Câmara. Inclusive a regulamentação do Instituto da Consulta Popular, que vinha da constituição nunca tinha sido regulamentado. Em 1998 houve uma lei federal regulamentando a consulta popular, que possibilita o plebiscito e o referendo. E finalmente em 2012 houve uma resolução federal do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) atribuindo aos tribunais regionais essas consultas. Então aí eu tive ideia ao invés de ficar na Câmara transferi pra consulta popular essa decisão.
Qual a necessidade e o benefício do cercamento(da Redenção) para a população?
Há diversas cidades com parques cercados. São Paulo, o Ibirapuera, Rio de Janeiro, em Brasília. E também no exterior, Argentina ou em Palermo na Itália, Madrid tem um muito lindo e por aí vai. Mas não é só isso. Vem se acentuando dois aspectos muito importantes: a depredação do patrimônio público é um. Há um tempo o SINDUSCON (Sindicato da Construção Civil) se propôs a pagar a restauração de 12 monumentos e estátuas pertencentes ao parque. Menos de 1 mês 90% estava novamente depredado. Chegou até o ponto de roubarem os fios elétricos e parte hidráulica do chafariz do espelho d’água do parque. Um cúmulo. Está ficando insustentável, o próprio delegado da 10ª DP declarou em entrevista a outro jornal que ele se sentia impotente para atender a tantas ocorrências na área da redenção, são três por dia , 100 por mês. Ano passado um jovem foi esfaqueado. No fim do ano houve um assassinato por enforcamento de um homossexual, isso em novembro. E março houve até um estupro. Há esses problemas de depredação e violência. Mas aí pode-se perguntar, o cercamento vai resolver isso? É claro que não mas no meu entendimento o cercamento vai disciplinar os 37 hectares patrulhados pelos guardas do parque e pela guarda municipal.
Qual pergunta será feito para a população?
Então não ficou estabelecido na de lei 11,845, de minha autoria, de 28 de maio de 2015 aprovado por 22 votos, uma pergunta especifica. Ficou determinado que a resposta será sim ou não. Cabe agora ao TRE formular a pergunta.
Que tipo de cercamento está previsto se for aprovado o plebiscito?
A lei que eu fiz, não estabelece isso. A partir da aprovação do cercamento , eu vou propugnar que seja formada uma comissão de alto nível, com urbanistas, arquitetos engenheiros junto com a SMAM (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) que veja a questão geográfica desses 37 hectares e definam essas questões, quantas entradas vão ter por exemplo. Tem que ver qual aspecto de cercamento. Uma coisa é uma tela, outra coisa é a porta de ferro, que tem em Madrid que é muito lindo, mas também o cercamento do (Parque) Germânia que não é bonito mas também não é feio mas é uma concepção de cercamento seguro. Há o aspecto do custo também…
Já se tem uma ideia do custo disso?
Não tenho e nem imagino. Mas é claro que isso é variável. Se for tela, será um preço se ferro pode ser outro. É um custo caro, são 37 hectares. Mas eu tenho uma ideia e não é privatização mas empresas poderiam colocar propaganda sem nenhum prejuízo ambiental podendo assim pagar alguma parte desse valor. Mas isso é uma ideia minha. Teria que ver depois já que nada disso está previsto.
Tem alguma empresa que já sinalizou isso para o senhor?
Não de forma alguma. E já andaram escrevendo artigos aí, e eu lamentei, que falavam sobre cercamento e privatização do parque. Isso não existe. O Parque não será privatizado como acusaram alguns e também não será cobrado entrada como se disse por aí. Quem é contrário ao cercamento as vezes exagera. Mas é muito comum fazer parcerias privadas. É possível sem privatização, seria só publicidade sem nenhum dano ao meio ambiente.
Como será a manutenção e o funcionamento do parque? o Sr já pensou nisso?
Eu tenho me pautado no Germânia, que funciona das 6h às 19h , no inverno e das 6 às 21h no inverno. Mas isso não é ortodoxo. A prefeitura, através da Smam vai determinar isso. A população também poderá opinar, já que usa o parque que estará seguro. Mas essa decisão não está seguro.
Como será feita a evacuação das pessoas e também dos atuais mendigos, cidadãos que hoje dormem na redenção?
Pra isso existe a FASC (Fundação de Assistência Social e Cidadania) , que faz um excelente serviço hoje em Porto Alegre. Ela está bem equipada. Há assistentes sociais que hoje conversam com esses desabrigados e tem uns que realmente não querem sair da rua nem pra tomar banho e que hoje ficam no parque. Não é o lugar ideal para eles no meu entendimento, vai ser bom até pra isso. É muito perigoso à noite. A própria brigada já relatou isso no último episódio da Serenata Iluminada, no episódio do Batman.
Não é papel do poder público tornar esses lugares seguros e de uso público inclusive à noite ao invés de cerca-lo?
Sim, eu acho que sim mas olha vou te falar sinceramente. Eu já fui secretário de Direitos Humanos e Segurança Urbana. Hoje são menos de 600 guardas municipais pra cuidar desses lugares públicos e a BM é que cuida das pessoas. Há rondas noturnas mas não ficam o tempo todo ali. As pessoas dizem: ah mas isso é obrigação do Estado. É mas a gente vê que na prática isso não tem funcionado.
Como seriam as entradas? O sr. tem uma ideia?
Tenho. Pelo menos eu penso que seriam 4 entradas,uma de cada lado ou 3 talvez não precise do lado do Instituto (de Educação). Não sei de tamanho pois isso teria de ser técnico e nessas entradas ficariam guardas do parque ou guarda municipais observando, sem cobrança de entrada, mas sim averiguando quem entra ou quem sai até para identificar possíveis ladrões, gangs que a gente nota só de olhar.
Há pesquisas que desaprovam o cercamento da redenção? Como o sr. avalia isso? É desconhecimento?
Então, eu te diria que a pesquisa mais idônea que eu vi, a da Indeex com 600 pessoas, quando foi perguntado pra frequentadores da redenção se era contra ou a favor do cercamento, 56% respondeu favorável. Uma pesquisa séria. Agora eventualmente há pessoas contra e a favor. É uma decisão a ser respeitada. Mas no debate que vai acontecer, há vários exemplos de parques cercados ao redor do Brasil e esse argumento será usado. Eu fui final de semana agora no Germânia, e conversei com as mães frequentadoras e elas se sentiam seguras. É o meu posto de vistas.Agora vamos ver o que a população pensa. Razões todos tem para concordar ou discordar.
Essas informações que só podem ser respondida com análise técnica, vão ser respondidas antes do plebiscito? Elas não sao importantes para o debate até a votação?
São. Isso é me peguntado a toda hora e por todos veículos que me entrevistaram e isso deverá ser exposto no debate.. Vou aqui, derepente pedir pra Smam algum aspecto oficial alguma ideia desses valores. São aspectos técnicos que nós devemos esclarecer pra população sim. É necessário que a população saiba que tipo projeto de cercamento, básico pelo menos, será feito antes de votar.
Se não forem possíveis esses estudos, devido a custos ou tempo, o plebiscito pode ser cancelado?
Pode sim e conforme Lei Federal isso (plebiscito) é de responsabilidades dos Tribunais Regionais. Eu já queria na ultima eleição (Estaduais e Nacionais) que isso fosse votado mas na época me negaram pois se tratava de um tema municipal e as eleições eram regionais e nacional e também pelas inúmeras escolhas (Deputado, governador, Senador e Presidente). Agora mudou a direção novamente do nosso Tribunal Regional Eleitoral então pode haver uma outra posição. É o Tribunal que vai decidir. A desembargadora que me deu uma resposta ano passado também disse que poderia ser uma escolha isolada, como foi a do Pontal do Estaleiro. Mas é mais barato e convencional que seja junto com as eleições. Eu ainda não encaminhei o plebiscito para a nova diretoria do TRE estou esperando um tempo e depois vou mandar.OSPA estreia concerto da série Ufrgs
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, sobe amanhã dia 16 às 20h30 no palco do Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul para inaugurar a Série UFRGS 2015. Em seu primeiro concerto do ano na universidade, a Ospa destaca peças de Sergei Rachmaninoff (1873-1943) e Francisco Mignone (1897-1986), além de obra inédita em seu repertório de Nino Rota (1911-1979). Os ingressos custam entre R$ 10 e 20 e já estão a venda na bilheteria do Salão de Atos da Ufrgs até a hora do espetáculo.
O maestro Manfredo Schmiedt é quem conduz a apresentação, que conta com a participação do Coro Sinfônico da Ospa, por ele regido falou da importância e os desafios na execução da obra de Mignone. “Ela exige do coro um preparo vocal incrível, pois além de usar o registro agudo de todas as vozes, exige um volume de som impressionante”, explica. Mestre em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduado na mesma área pela UFRGS, hoje o maestro tem atuado como convidado à frente de destacadas orquestras nacionais e estrangeiras..
Já o violoncelista paulistano Antonio Del Claro é o solista convidado. Antonio é considerado um dos instrumentistas mais completos do Brasil, com seu virtuosismo se destaca por igual no terreno da música de câmara e no concerto como solista de orquestra. A crítica especializada brasileira e do exterior reconhece sua capacidade de captar toda a substância musical das obras, através de sua postura austera, técnica aprofundada e convicção interpretativa.
Caso do Jornal Já vai virar documentário
O Livro Uma reportagem, duas sentenças – O caso do Jornal já – será inspiração para um documentário produzido pela estudante, de 21 anos do curso de Jornalismo da Unisinos, Joyce Heurich. O livro conta a história do Jornal desde a publicação de uma reportagem sobre Lindomar Rigotto, irmão já falecido do ex-governador do RS, Germano Rigotto, até a condenação por dano moral e suas consequências.
O documentário, que teve projeto pré aprovado, irá concorrer ao 7º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog, com apoio da FordFoundation , Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).
Orientada pela professora Luciana Kraemer, a aluna do 7º semestre receberá uma bolsa para produzir o documentário para TV ‘O caso do Jornal Já – instrumento de censura, dano moral oferece risco de extinção a pequenas publicações’.
Joyce explicou porque resolveu apresentar a história Já para o Prêmio: ” O caso é um exemplo emblemático de como a censura se dá no âmbito judicial e foi reconhecido pela Artigo 19, organização que luta pelo direito à liberdade de expressão. Ele foi denunciado à Corte Interamericana de Direitos Humanos, onde está em análise. Depois de conhecer essa história, abracei a pauta e juntas, eu e a Luciana, construímos o projeto”
Agora Joyce terá até o dia 20 de setembro para apresentar o documentário finalizado. Para a jovem estudante o que antes era um projeto agora tem um objetivo bem mais sólido: “Espero trazer a essência dessa história em 15 minutos (tempo máximo do filme) e honrar a saga de Elmar Bones, fazer as pessoas refletirem sobre a liberdade de expressão no Brasil e tornar a história do Jornal Já mais conhecida”Ecarta Musical traz novo lançamendo do Quinteto Persch
Acontece no próximo dia 13, sábado o lançamento do novo cd “Brasileiríssimo” do Quinteto Persh. A apresentação acontece às 18h, na sede da Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943, em Porto Alegre). O ingresso é um item de higiene pessoal ou de limpeza geral que será doado para a Casa do Artista Riograndense.
Este é terceiro disco do grupo, formado pelos acordeonistas Adriano Persch, André Machado, Daniel Castilhos, Ezequiel de Toni e Luciano Rhoden.
O grupo que há 16 anos tem como objetivo difundir o acordeon a partir da música de câmara, demonstrando a versatilidade do instrumento e oportunizando a sua exploração com repertório erudito, incluiu no novo trabalho obras de cinco compositores nacionais: Toninho Ferraguti, Radamés Gnattali, Guerra-Peixe, Ernani Aguiar e Villa-Lobos.
O repertório foi cuidadosamente transcrito para quinteto, mantendo as texturas originais e enriquecendo o conteúdo expressivo de cada obra com as sutilezas e peculiaridades das sonoridades do acordeon.
Aluno da UFRGS faz abertura do show
O show terá a abertura do violonista e mestrando em Práticas Interpretativas, na UFRGS, João Batista Costa de Souza. Ele executará Sonata I Op. 1, de Giovanni Zamboni Romano (1664-1721), e 3 Lieder, de Franz Schubert (1797 – 1828), com o arranjo de J.K. Mertz.Exposição "Quase Paisagem – Taim" na Galeria Fluxo
A obra do fotógrafo Cristiano Sant Anna, Quase Paisagem – Taim terá sua exposição aberta hoje das 19h às 22h e fica em cartaz até o dia 11 de julho na galeria da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, em Porto Alegre/RS.
Com curadoria do também fotógrafo Fernando Schmitt, a exposição está dividida em seis grandes conjuntos de obras com suportes e linguagens diferentes – 17 imagens fotográficas, vídeo-instalações e instalação em backlights, além de um catálogo –, que representam o amadurecimento do trabalho autoral e experimental de Cristiano.
Formada por fotografias em tamanhos variados, vídeo instalações, instalação em backlights e um catálogo – que também é considerado uma obra –, a exposição apresenta imagens fluidas, em que destacam-se a luz e a cor, mais que os elementos que as compõem.Assembleia Legislativa ganha três Bicicletários sustentáveis
Ocorre às 9h30 desta terça-feira, 09/06 durante o IV Seminário de Gestão Urbana Sustentável e Expo Sustentabilidade na Assembleia Legislativa do RS, a entrega de três bicicletários para a casa. Iniciativa dos grupos Braskem e Suzuki Reciclador os bicicletários sustentáveis surgiram em 2014 e foram apresentados pela primeira vez na Feira do Livro de Porto Alegre em novembro.
Cada bicicletário tem espaço para 6 bicicletas e foram feitos com 53kg de plásticos reciclados pós-consumo e equivalem a 24.910 copinhos de plásticos de 200ml por exemplo.
“Com os bicicletários, demonstramos a viabilidade da reciclagem dos plásticos pós-consumo e incentivamos a mobilidade urbana sustentável, que tem tudo a ver com a temática dos eventos que a Assembleia sediará”, afirmou João Ruy Freire, diretor de Relações Institucionais da Braskem no RS.
Os bicicletários poderão ser utilizados pelos frequentadores durante o evento e depois ficarão a disposição dos cidadãos que passarem pela Assembleia onde serão instalados permanentemente."Não vou aceitar que vire pizza" diz Randolfe sobre CPI do HSBC
O presidente da CPI do HSBC, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), não esconde sua frustração ao falar dos rumos que as investigações estão tomando. A comissão foi formada depois que arquivos vazados da filial suíça do HSBC mostraram a movimentação de mais de US$ 100 bilhões – parte desse valor, US$ 7 bilhões distribuídos em 5.549 contas, abertas por clientes brasileiros. Randolfe diz que os integrantes da CPI fazem jogo duro nas votações de quebras de sigilos e diz que a comissão sofre de paralisia.
“Diria que há um movimento de esvaziamento da CPI”, afirma o senador. “Pode levar ao naufrágio. Não vou aceitar que essa CPI, que propus, que acho que é uma das CPIs mais importantes da história brasileira, que é responsável pela provável evasão de divisas de US$ 7 bilhões, maior que o ajuste fiscal proposto pelo [ministro da Fazenda Joaquim] Levy, se transforme em pizza. E se for para se transformar em pizza, não serei o entregador dela”, criticou.Ampliação do HPS: Prefeitura diz que já pagou desapropriações
MATHEUS CHAPARINI
O pagamento das indenizações das casas da José Bonifácio que serão desapropriadas em função da ampliação do Hospital de Pronto Socorro foi concluído em maio.
A procuradora Claudia Barcellos, Gerente de Aquisições Especiais da Procuradoria Geral do Município, afirma que até o final de agosto todas as casas estarão desocupadas e na posse do município. O valor total das desapropriações dos seis imóveis foi de R$ 4.769.100. A casa de número 745, onde funciona a Associação dos Servidores do HPS, está em processo de desapropriação judicial, mas o município já obteve a posse por meio de liminar. Os demais imóveis foram adquiridos por meio de acordos com os proprietários.
Comerciantes reclamam da falta de informação
Entretanto, os comerciantes reclamam que a prefeitura se recusa a dar informação aos inquilinos dos imóveis. Em outubro passado, Seumar Carlos Gehrart interrompeu a obra de ampliação que estava fazendo nos fundos do Coletânea Pub Café. “Eu tinha que trocar o piso também, mas não vou mexer em nada. Como é que tu vai investir para amanhã de repente ter que sair?”, questiona o comerciante.
Sem saber ao certo quando será a desocupação, a Estética Moyya já prepara a mudança de endereço. Simone Krass Borges diz que já foi adquirido outro ponto, na avenida Venancio Aires, que está em reforma. “Não posso ficar esperando a casa cair”, afirma Simone.
Das seis casas, apenas uma foi desocupada até agora. O local onde funcionava a creche Tempo de Crescer agora é um almoxarifado do HPS, a creche se mudou para a rua Florêncio Ygartua. O Coletânea Pub Café, a Estética Moyya e a Clínica Ser seguem em funcionamento.
Cláudia Barcellos, Gerente de Aquisições Especiais da Procuradoria Geral do Município, respondeu aos questionamentos do Já. Confira abaixo a íntegra das respostas da procuradora:
Das seis casas, quais já receberam o pagamento da indenização?
Cláudia – O pagamento das indenizações de todas as seis casas foi concluído, sendo que os últimos desses pagamentos foram efetivados no mês de maio de 2015 . Cinco delas foram adquiridas na via administrativa, por meio de acordos com os respectivos proprietários, formalizados através de escrituras públicas. A casa de nº 745 está sendo desapropriada judicialmente, por meio de ação de desapropriação na qual já houve o depósito prévio da quantia oferecida como indenização pelo Município (esse depósito equivale ao pagamento), tendo sido deferida liminarmente a posse do imóvel ao Município.
Quais foram desocupadas?
Cláudia – As casas que posso te afirmar com certeza que já estão na posse do Município são as de números 709 e 745, da José Bonifácio.
Das que não foram desocupadas, qual o prazo para a desocupação?
Cláudia – As demais possuem ainda prazo para desocupação entre julho e agosto de 2015. Em suma, pode ser afirmado que ao final de agosto de 2015 todas as seis casas deverão estar desocupadas e na posse do Município.
Qual o valor das indenizações?
Cláudia – O valor total de avaliação dos seis imóveis indenizados foi de R$4.769.100,00 (quatro milhões, setecentos e sessenta e nove mil e cem reais). Parte dessa indenização, referente aos terrenos adquiridos na via administrativa, foi paga aos proprietários na forma de transferência de potencial construtivo, que é uma forma de indenização prevista no art. 35 da Lei Federal nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) e no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre (Lei Complementar Municipal 434/99, artigos 51 e 52).Privatização de parques: "Tudo ainda é muito prematuro"
FELIPE UHR
Foi recebido com vaias, gritos, o discurso do diretor de Biodiversidade da Secretaria do Meio Ambiente, Gabriel Ritter, único representante do governo estadual na audiência pública realizada na manhã de quinta-feira, no Plenarinho da Assembleia Legislativa.
O tema era a concessão de áreas públicas ambientais ao setor privado.
Ritter apresentou o projeto do governo de conceder à iniciativa privada a exploração comercia. de parques ecológicos (como o de Sapucaias do Sul) e de reservas ambientais (como Itapoã).
A proposta não agradou à audiência composta de funcionários da Fundação Zoobotânica e outros servidores dos demais parques além de ambientalistas e ativistas presentes na sessão.
Participaram da audiência os deputados Altemir Tortelli e Manuela D’Ávila, o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Valdeci de Oliveira o vice e representantes de órgãos estaduais relacionados ao meio ambiente.
A Secretaria do Meio Ambiente do RS, Ana Pellini não compareceu.
Zoológico recebe 500 mil visitantes por ano
Entre os debatedores estava a presidente da Associação dos funcionários da Fundação Zoobotânica, Hilda Alice de Oliveira destacou a importância do museu de Ciências Naturais do RS, do Jardim Botânico e também e do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul.
“Fomos pegos de surpresa com essa atitude do governo”, ela disse. Também lembrou que o Zoológico não dá prejuízo e se sustenta com o dinheiro das visitas, atualmente 500 mil pessoas por ano. Ela lembrou que a sociedade de zoológicos do Brasil defende 4 pilares: pesquisa, conservação, educação e lazer.
Hilda indagou se a concessão pretendida pelo governo irá manter essas premissas. Além de tudo foram questionados a forma que será feita a concessão que ainda não está esclarecido.
“Onze parques ficarão sem segurança”
Já a presidente da SEMAPI, Maria Feltes, criticou o descaso do governo com a área ambiental.
Lembrou dos contratos de segurança das reservas que não foram renovados. Deapois do dia 15 de junho os 11 parques ficarão sem segurança ” Não se faz econômia destruindo o patrimônio público”, disse Maria Feltres.
Para o presidente Interino da Fundação Zoobotânica, Juliano Fakredin “ainda está no inicio” a concessão pretendida pelo governo.
“O que hoje se tem é que foi encaminhado para a Secretaria do Planejamento a intenção de se criar essa concessão o que vai permitir a qualquer um propostas de melhorias nessas áreas do zoológico” .
Para eles é preciso que todos sejam informados, incluídos funcionários e demais interessados.
A partir disso será criado uma “comissão, um comitê técnico que vai avaliar as propostas que represente o melhor para o bom funcionamento do parque para que só assim seja aberto o processo de licitação para uma concessão”.
O presidente lembrou que as questões de segurança e outras questões como o modelo de concessão ainda não foram discutidas, pois “tudo ainda é muito prematuro”.
Depois falou Gabriel Ritter, único representante da Secretaria do Meio Ambiente. Gabriel apresentou um quadro geral das reservas ambientais do Rio Grande do Sul.
Durante sua apresentação foi criticado e indagado pelos demais ambientalistas que o ouviam nas cadeiras do plenarinho.
Observou que não se tratava de uma privatização das áreas e sim do uso comercial concedido ao setor privado.
Apresentou exemplos de concessão de áreas ambientais que obtiveram êxito, como o Parque do Iguaçu, o Parque da Tijuca e o Central Park.
O diretor garantiu que a concessão vai cumprir os objetivos básicos da unidade, como preservação dos ecossistemas naturais de relevância ecológica e beleza cênica além de ter espaço para pesquisa e recreação.
A intenção de estimular pólo turístico também foi ressaltado. “Entendo a preocupação de vocês. A secretaria também tem. Nós queremos que os técnicos desprendam sua energia para exclusivamente para o meio ambiente. Vamos deixar pra iniciativa privada, pra quem tem esse metier”. Encerrou sob vaias.
O próximo discurso veio do professor ambientalista Luiz Fernando Perilló que questionou vários pontos apontados pelo diretor da Sema.
“A quem vai beneficiar esse tipo de concessão?”, perguntou. Disse que recursos não faltam. Citou que no momento estão disponíveis R$ 82 milhões para as unidades de Conservação Ambiental do estado. “Vinte e poucos milhões estão em execução” citou Perilló.
O professor também fez críticas ao teor da discussão. Lembrou que o investimento em meio-ambiente é de 0,3% em relação ao orçamento, o que significa muito pouco. “Não se trata apenas de dinheiro e sim de gestão” exclamou.
A última convidada a falar foi Cíntia Barenhos, representante do CEA (Centro de Estudos Ambientais). Barenhos criticou a mercantilização ambiental pretendida pelo governo.
A ecologista lamentou que audiência estivesse discutindo uma possível privatização de áreas ambientais, que chamou de retrocesso, ao invés de discutir políticas ambientais que melhorassem o setor e a preservação da fauna e flora. Criticou o descaso do governo que utiliza muito mal os recursos utilizados para o meio-ambiente.
Ao final, foi liberada a palavra para o auditório. Falaram funcionários de parques ecológicos, representantes de entidades do meio ambiente e um morador de uma reserva indígena situada em Itapoã.
Todos eles criticaram fortemente o governo de Estado e principalmente a ausência da Secretaria Ana Pellini.
Os Encaminhamentos da audiência foram feitos pelos parlamentares Tortelli e Valdeci de Oliveira. Tortelli criticou o governo e disse que novas frentes e reuniões serão articuladas para que se impeça qualquer tipo de concessão que tire as áreas do setor público. Para ele as dúvidas permanecem e nada foi esclarecido por parte do representante do governo estadual. Ele espera um esclarecimento não só da Secretaria do Meio Ambiente como também de representantes do Planejamento já que a pasta também já tem documentos sobre as concessões. “Precisamos ter conhecimento do que está sendo tratado para que possa haver o esclarecimento para a sociedade” falou o parlamentar.
Mesmo sendo vaiado e fortemente criticado o único representante do executivo, Gabriel Ritter, achou positiva a audiência. Os temas abordados pelos convidados e demais ambientalistas serão levados para a secretaria, garantiu Ritter.
Para o técnico a melhor alternativa é a concessão espaço público. “Ou tentamos fazer a concessão ou tentamos contratar 500, 600 pessoas para gerir esse espaço, mas a concessão é o melhor caminho”.
Ele garantiu a manutenção dos funcionários que trabalham nos parques mas também defendeu a utilização do espaço para a comercialização de camisas, copos e lembranças do parque para uma geração de renda nas regiões onde forem realizadas.
Ainda sem uma definição do modelo de concessão, uma coisa é certa: as discussões irão continuar, movidas pelo desacordo com a política de concessão por parte dos ambientalistas e representantes dos órgãos estaduais envolvidos.
