Autor: da Redação

  • Lições da Borregaard

    Elmar Bones
    Eram 15 horas do domingo (03), quando entrou em operação a nova unidade da Celulose  Riograndense, em Guaíba.
    O primeiro fardo de celulose vai se materializar dois dias depois, tempo em que se completa o circuito da produção – da entrada da madeira (cavacos de  eucalipto) até a saída da pasta de celulose na ponta final do processo industrial.
    Quando estiver operando a pleno, em setembro, será uma das maiores e mais modernas fabricas de celulose do mundo, capaz de produzir dois milhões de toneladas por ano.
    Ao preço de hoje, em torno dos 700 dólares a tonelada, terá um faturamento de 1,4 bilhões de dólares por ano.
    Um projeto exemplar no capitalismo brasileiro: investimento privado, sem isenção de imposto, relações de trabalho evoluídas, integração com a comunidade.
    E, no entanto, tudo começou com um fracasso.
    ***
    O projeto de uma grande fábrica de celulose à margem do Guaíba foi apresentado aos gaúchos em 1971, sem chance para discussão.
    Era um projeto privado de um grupo norueguês, Borregaard, com financiamento do governo militar brasileiro.
    Dizia-se que  a grande fábrica ia funcionar como uma alavanca para a industrialização do Rio Grande do Sul. Era o grande projeto que o regime militar devia ao Estado.
    Mais tarde se soube que a fábrica entrou em funcionamento sem qualquer estudo de impacto ambiental.
    Um relatório técnico alertava para o risco de poluição das águas que abastecem Porto Alegre e toda a região metropolitana, mas foi engavetado.
    Quando o cheiro de enxofre exalado da chaminé na outra margem do lago passou a tomar Porto Alegre nos dias de vento sudeste, os moradores da capital gaúcha se assustaram.
    Passaram a dar ouvidos aos militantes do movimento ambientalista, que tinha à frente José Lutzenberger e sua aguerrida Agapan.
    O pior não era o cheiro, insistia Lutzenberger. O pior era o que estavam lançando na água que abastece a cidade: resíduos de madeira num caldo químico altamente tóxico. Estudos da universidade identificaram indícios de dioxinas na deformação em peixes.
    A campanha dos ambientalistas ganhou a adesão da Associação Médica , da Ordem dos Advogados e do Correio do Povo, o jornal mais influente do Estado na época.
    Jair Soares, então secretário da Saúde, obteve na Justiça  autorização para fechar a fábrica, até que ela colocasse filtros para eliminar o mau cheiro e reduzir a descarga no Guaíba.
    Fato inédito na história do Estado, em pleno regime militar, 1973.
    José Lutzenberger que fundara a Agapan dois anos antes, mendigando notinhas nos jornais para suas reuniões, tornou-se uma referência nacional.
    A Celulose Borregaard virou símbolo do mau comportamento empresarial. Reabriu,  foi fechada outra vez três meses depois.
    Nesse meio tempo, revelados detalhes do negócio, com excessivos benefícios fiscais, ficou insustentável a situação dos noruegueses.
    O governo mais uma vez injetou dinheiro para que o Montepio da Família Militar, um condomínio de coronéis, comprasse a fábrica. Um general assumiu a presidência e empresa passou a chamar-se  Rio Grande Celulose Ltda (Riocell).
    O “general desodorante”, diziam, que faria sumir o mau cheiro que seguia assolando a cidade quando soprava o sudeste.
    A indústria, no entanto, tinha dois pilares. Um processo produtivo bastante moderno e eficiente (menos na parte ambiental) e um modelo de gestão bem avançado, com um corpo técnico altamente qualificado.
    Foram os técnicos que perceberam: por mais força que tivessem os generais na época, a questão das emissões de gases e de lançamento de organoclorados nas águas do Guaíba tinham que ter soluções técnicas.
    Em 1984, quando já pertencia a um terceiro dono, a Klabin, a empresa havia resolvido a questão dos gases. Naquele ano estava inaugurando uma Estação de Tratamento de Efluentes, na qual havia investido 3,5 milhões de dólares.
    José Lutzenberger foi o único do movimento ambientalista presente à inauguração. Ali conversou com ao engenheiro  Aldo Sani, superintendente da fábrica.
    O circuito de recuperação das águas estava resolvido, atingira níveis satisfatórios. Mas havia os resíduos sólidos, os restos de madeira contaminados que ficariam empilhados a céu aberto – uma fonte de contaminação do solo e das água.
    Ali, Lutzenberger se sentiu desafiado. Ele já discutia com seus seguidores da Agapan sobre como e quando passar da crítica à prática, do discurso à ação.
    Aceitou o desafio. Suas pesquisas permitiram à empresa chegar hoje a quase 100% de recuperação dos resíduos sólidos, transformados em solo orgânico e adubo. É um caso exemplar de crítica construtiva, uma das muitas lições que o “caso Borregaard” tem ensinado  ao Rio Grande do Sul.

  • Celulose dá partida na fábrica de 2 bilhões de dólares

    Geraldo Hasse
    A Celulose Riograndense, que já se chamou Borregaard, Klabin e Aracruz inicia no domingo, 3 de maio, às 19 horas, a operação de sua nova planta industrial de Guaíba.
    A capacidade de produção foi ampliada de 450 mil toneladas/ano para 1,8 milhões de toneladas/ano de celulose de eucalipto, usada para fabricar papel higiênico e lenços descartáveis, principalmente.
    O investimento final foi estimado em US$ 2,2 bilhões (mais de 6 bilhões de reais) pelo presidente Walter Lídio Nunes, engenheiro mecânico gaúcho que cumpriu toda sua trajetória profissional na indústria brasileira de celulose.
    Estagiário da primeira fábrica guaibense nos anos 1970, quando estudava na PUC de Porto Alegre, Nunes fez a maior parte de sua carreira na Aracruz Celulose, no Espírito Santo, mas nos últimos dez anos envolveu-se profundamente com o redesenho da ex-Borregaard, a indústria que mais motivação deu ao movimento ambiental brasileiro, liderado por José Lutzenberger (1927-2002).
    Fechada duas vezes por poluir quando pertencia aos investidores originais vindos da Noruega com incentivos fiscais do governo militar, a indústria de Guaíba mudou de dono oito de vezes até cair na mão do grupo chileno Matte, logo após a crise financeira mundial de 2008.
    Além de dar andamento ao projeto de quadruplicação pilotado por Nunes a serviço da Aracruz e, em seguida, da Fibria, os chilenos mostraram-se sensíveis ao modo gaúcho de ser, tanto que mandaram trocar o nome inicial da empresa – de Celulose do Brasil para Celulose Riograndense.
    Para Nunes, era um sinal de que ele mesmo, com todo seu know how, tinha carta branca para tocar o que acabou sendo o maior projeto de sua vida.
    “Esta é a quinta fábrica que eu ajudo a construir, mas as inovações que implantamos aqui só existem em cinco ou seis plantas do mundo”, diz ele.
    Por exemplo, o tratamento da água passa por três estágios, enquanto na maior parte das fábricas de celulose só existem dois estágios.
    Com a tecnologia empregada no manejo da água, a Celulose Riograndense vai produzir quatro vezes mais gastando 40% menos água do que antes.
    No campo crítico dos gases, foram gastos US$ 40 milhões de dólares extras para evitar o risco da liberação do fedor que provocou a revolta dos gaúchos em 1972.
    E mais, a fábrica promete uma reciclagem de 99,7% dos resíduos sólidos.
    A partir de 2016, a empresa deve faturar cerca de US$ 1 bilhão por ano, admitindo-se que o preço de tabela da celulose esteja acima de US$ 600 por tonelada.
    Atualmente, está acima de US$ 700.
    “LICENÇA SOCIAL” FOI O MAIOR DESAFIO
    O maior desafio da nova planta de Guaíba não foi técnico nem financeiro, mas socioambiental. “Nós fizemos mais de 500 reuniões para obter a licença social para implantar o projeto, que fica dentro da cidade”, conta Nunes.
    “Licença social” é o termo usado pelo engenheiro Nunes para expressar a busca de um acordo operacional com a comunidade, as autoridades, os fornecedores e os trabalhadores. “Sem um dia sequer de greve”, salienta o chefão – trabalharam na obra 9.700 pessoas, parte das quais ainda continuam dando os acabamentos finais em pisos, jardinagem e outros detalhes secundários.
    Na operação da fábrica devem trabalhar 3 mil pessoas, incluindo a parte florestal e de transporte de matéria-prima. A logística de abastecimento continuará sendo predominantemente rodoviária, mas a partir de 2016, quando a fábrica estiver em plena carga, as barcaças transportadoras de celulose para o porto de Rio Grande voltarão carregadas de toras de madeira embarcadas no porto de Pelotas, que está sendo adaptado para atender á Celulose Riograndense.
    O transporte lacustre de madeira adquirida nos eucaliptais do extinto projeto da Votorantim/Fibria na zona sul do Estado deverá responder por 30% das necessidades da indústria, que tem base florestal própria nos eixos da BR-290 e da BR-116.
    A concretização do projeto da Aracruz provoca um impacto de 1,1% no Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas. Quando alcançar a plenitude operacional, dentro de seis meses – “tentaremos fazer a curva do aprendizado em menos tempo do que a média mundial”, diz Nunes – a indústria de Guaíba produzirá mais do que as três fábricas do grupo Matte existentes no Chile.

  • Redenção: vereadores aprovam plebiscito sobre cercamento

    Naira Hofmeister
    A população de Porto Alegre deverá decidir se o parque da Redenção será ou não transformado em uma área cercada. A aprovação do projeto de lei do vereador Nereu D’Avila (PDT), nesta quarta-feira (29), que determina a realização de um plebiscito sobre o tema, entretanto, excluiu a possibilidade de incluir perguntas relativas a outros assuntos da cidade, reduzindo a amplitude da consulta, o que era defendido por uma parcela dos legisladores.
    Logo na abertura da discussão da matéria em plenário, o vereador Cláudio Janta (SDD) retirou emenda de sua autoria que incluía na consulta sobre a instalação de cercas em outras áreas verdes da cidade.
    “Sou a favor do cercamento de todos os parques de Porto Alegre, mas entendo que a minha emenda prejudicaria a apreciação do projeto do vereador Nereu”, justificou Janta, que em seguida, apregoou novo projeto de lei na casa que contempla a consulta à população sobre o cercamento de outros parques.
    O grupo que defendia uma consulta em termos mais gerais – formado principalmente por integrantes das bancadas do PT, PSOL e PCdoB, que ganhou ainda a adesão do dissidente do PMDB, Professor Garcia – não gostou. “Nos surpreende essa retirada porque defendemos que a população se manifeste sobre um conceito de cidade, não por ocasião”, criticou a vereadora Sofia Cavedon (PT).
    Uma emenda de sua autoria, e outra assinada por seu colega de bancada Marcelo Sgarbossa, que incluíam perguntas sobre o acesso e construções na orla do Guaíba e a permissão da circulação de automóveis no Centro Histórico da Capital foram rejeitadas sob o argumento de que se desviavam da discussão estabelecida.
    Antecipando-se à possível derrubada das emendas, a bancada do PT protocolou, ainda na terça-feira (28), um Projeto de Lei que determina a consulta direta anual à população sobre temas de interesse da cidade, em um número máximo de cinco por ano.
    Audiências públicas e isonomia rejeitados
    Duas emendas da vereadora Fernanda Melchiona (PSOL), que solicitavam a realização de audiências públicas para debater o tema antes do plebiscito e garantiam a isonomia de tempo e espaço para as diferentes opiniões se manifestarem em eventuais espaços de propaganda foram rejeitados pelo plenário. “Isso não é uma democracia, é um arremedo”, condenou a autora das emendas na tribuna, diante da evidente derrubada que se seguiria.
    Embora vereadores que foram contrários à emenda tenham dito que o Tribunal Regional Eleitora (TRE/RS), que será responsável pela realização do plebiscito, determine que o debate se dê em igualdade de condições entre opiniões divergentes, o petista Alberto Kopittke ficou desconfiado. “Não há leis que regulem os plebiscitos”, observou.
    A sugestão de Marcelo Sgarbossa de que a população pudesse ainda escolher o cercamento eletrônico como alternativa ao físico, e de seu colega de bancada Engenheiro Comasseto, de que a Secretaria Municipal de Segurança Pública aproveitasse a ocisião para elaborar um plano de segurança para os parques tampouco foram acolhidas pelo plenário.
    A única vitória celebrada pela oposição na noite dessa quarta-feira – já que a sessão ordinária encerrou-se às 18h45 e com isso, foi convocada uma extraordinária, que prosseguiu até pouco depois das 21h – foi a rejeição de uma proposta de vereador João Carlos Nedel (PP).
    Segundo o texto da emenda, diante de uma eventual aprovação, o cercamento seria levado à cabo por uma empresa privada para não onerar o município. Diversos vereadores manifestaram-se na tribuna preocupados com o que poderia ser o início de um projeto de privatização da Redenção, o que levou a maioria a rejeitar a medida.
    Prefeito prefere cercamento eletrônico
    Apesar de levantes recentes, quando a base aliada do prefeito José Fortunati votou de maneira contrária à posição do Executivo – o que levou o prefeito a licenciar-se de seu partido, o PDT – foram os vereadores da situação que garantiram o resultado da votação desta quarta: a aprovação do projeto de lei e a rejeição da quase totalidade de emendas apresentadas (à exceção da proposta do Professor Garcia, que determina que a pergunta feita no plebiscito seja objetiva e permita uma resposta simples de sim ou não).
    A votação em massa mesmo sobre emendas que não desconfiguravam o projeto original levou a oposição a acusar o Paço Municipal de orientar a votação de seus parlamentares.
    O líder do governo, Kevin Krieger (PP), entretanto, manifestou-se ao final da sessão para levar ao plenário a opinião pessoal do prefeito sobre o tema. “Fortunati disse que respeita a decisão deste parlamento, mas que é a favor do cercamento eletrônico e da qualificação da iluminação do parque, como está sendo feito”, anunciou.
    A proposta seguirá agora para a sanção do prefeito, que deverá aprová-la na sua integralidade. Não há previsão de quando será realizado o plebiscito, tendo em vista que as duas emendas que determinavam datas para a sua realização foram derrubadas.

  • Aposentados: fim de maio é limite para prova de vida

    Aposentados e pensionistas que não realizarem a prova de vida até o fim de maio terão seus benefícios bloqueados. Mais de 474 mil aposentados e pensionistas não realizaram sua renovação até o momento.
    O recadastramento é obrigatório. O prazo que era até dia 30 de dezembro do ano passado, foi prorrogado mas agora é a ultima chance.
    Conforme o advogado Willi Fernandes,  da Associação Paulista dos Benefíciários da Seguridade e Previdência o pagamento seguirá com código de bloqueio. “O  segurado só poderá sacar seu benefício quando validar seus dados. A prova de vida é feita por meio da renovação da senha utilizada para recebimento do benefício” disse.
    Para realizar o recadastramento basta comparecer a qualquer momento na agência bancária em que recebem os benefícios, munido de documento de identificação com foto.  Contudo, apesar de ser um procedimento simples, a não realização causa a cessação do benefício e caso isso ocorra, o segurado deverá se submeter a todos os procedimentos para requerimento de um novo benefício.
    “O recadastramento para prova de vida é muito importante para o segurado, uma vez que é uma arma importante contra fraudes. Contribui com a diminuição do contingente de crimes de fraude previdenciária, como recebimento por parente de benefício de segurado já falecido” alerta.
    Nos casos dos aposentados e pensionistas que não puderam fazer a prova de vida por diversos motivos, é necessário fazer uma procuração para que seu representante realize a atualização dos seus dados.

  • Morro Santa Teresa: cinco anos sem solução

    Naira Hofmeister
    Cinco anos após conquistar uma das maiores vitórias do movimento comunitário de Porto Alegre – quando evitou que a ex-governadora Yeda Crusius vendesse a área do Morro Santa Teresa para permitir sua exploração pela construção civil – um grupo formado por moradores das cinco vilas da região, 46 entidades da sociedade civil e apoiado por Ministério Público e Defensoria do Estado cobra do governo Sartori soluções definitivas para o local.
    “A gente fica que nem mariposa batendo em luz”, ilustra a presidente da União Santa Teresa, Michele Souza Silva, referindo-se às tentativas de avançar feitas desde então, quase todas ainda sem efeito.
    Em 5 de março, o movimento protocolou em diversas secretarias do Estado uma carta reivindicatória solicitando à atual gestão sete encaminhamentos para os problemas enfrentados atualmente – entre eles a efetiva criação de um Grupo de Trabalho sobre o tema, que inclua, além de representantes do governo, moradores e integrantes das ONGs que apoiam o movimento.
    O Grupo de Trabalho foi criado por decreto no governo de Tarso Genro, em 2012, porém, o movimento tem notícias de poucas reuniões realizadas – sendo que nenhuma delas contou com a participação do grupo.
    “Esse seria o primeiro passo para encontrarmos soluções para os demais problemas”, alega o engenheiro Vinicius Galeazzi, um dos fundadores do Movimento em Defesa do Morro Santa Teresa.
    Além da efetivação do GT, os militantes solicitam a regularização fundiária, a concessão da área para moradia, a instituição de um parque, a reestruturação da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) e a recuperação de dois edifícios da instituição – um, mandado construir em 1845 por Dom Pedro II e outro de 1912, onde funciona a sede administrativa da Fase.
    Defensoria e Ministério Público pressionam governo
    Depois que o movimento protocolou a carta reivindicatória, o Ministério Público e a Defensoria do Estado passaram também a reivindicar a realização de uma reunião com os integrantes do grupo.
    “Este é um governo que parece estar disposto a ouvir, é um bom sinal”, avalia a defensora pública Adriana Schefer do Nascimento, dirigente do Núcleo de Defesa Agrária e Moradia, que integra o coletivo.
    A intenção é que uma primeira reunião possa finalmente derivar para a retomada das reuniões do GT – dessa vez com a participação dos moradores.
    Há ainda a necessidade de negociar com a CEEE a retomada das obras do programa Energia Legal, que estão paralisadas.
    Grupo se reuniu mais de 50 vezes
    A articulação e as vitórias do Movimento em Defesa do Morro Santa Teresa são fruto de uma longa jornada. Nesta segunda-feira (27), o grupo se reuniu pela 51ª vez desde a sua fundação, em 2010.
    No encontro, cerca de 20 pessoas decidiram ainda realizar uma nova caminhada ecológica pela região, para atrair a atenção de outros coletivos de Porto Alegre cujas bandeiras se assemelhem às defendidas por moradores e apoiadores do Morro Santa Teresa.

  • Samba de Gafieira invade a Sala Alvaro Moreyra

    O samba de gafieira invade a Sala Alvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, que se transformará, a partir da quinta-feira (30) em um espaço temático com o projeto “Histórias de Gafieira – Laboratório Experimental”.
    Entre as diversas atividades programadas até domingo (3), estão pocket show, aulas gratuitas de samba de gafieira, espaço “papo de bar”, para o estímulo a contação de histórias boêmias e um baile temático com show da banda Lapa – grupo de Porto Alegre formado por Clayton Franco, Claudio Barulho, Chico Pedroso e Vanderlei.
    Histórias de Gafieira – Laboratório Experimental é uma produção do Gafieira Club – centro de ensino dedicado à dança de salão –  em parceria com o Centro de Artes Cênicas da Secretaria de Cultura de Porto Alegre.
    O projeto integra o processo criativo do espetáculo de mesmo nome, que está sendo produzido pelo Gafieira Club, com estreia prevista para 2016. O futuro espetáculo utiliza como base para seu roteiro histórias vividas e contadas no ambiente das gafieiras tradicionais do Rio de Janeiro, e relacionadas ao contexto cultural do samba na capital gaúcha.
    PROGRAMAÇÃO
    Quinta-feira, 30, 19h
    Pocket show Histórias de Gafieira
    Cenas do cotidiano e histórias inusitadas do ambiente de uma gafieira tradicional. O espetáculo é uma versão resumida do texto completo, que estreia em 2016.
    Ingresso: R$ 20, que podem ser adquiridos antecipadamente em uma das sedes do Gafieira Club ou na bilheteria do teatro uma hora antes do espetáculo.
    Sexta-feira, 1º, 10h e 14h
    Democratizando a gafieira
    Oficinas gratuitas de samba de gafieira. O título é uma brincadeira com o nome de uma das Gafieiras mais tradicionais do Rio de Janeiro chamada “Democráticos”.
    Inscrições: através do email: producao@gafieiraclub.com.br
    Sábado, 2, 14h e 16h
    Democratizando a gafieira
    Oficinas gratuitas de samba de gafieira. O título é uma brincadeira com o nome de uma das Gafieiras mais tradicionais do Rio de Janeiro chamada “Democráticos”.
    Inscrições: através do email: producao@gafieiraclub.com.br
    Domingo, 3, 16h
    Papo de bar
    Convite aos boêmios e boêmias portoalegrenses para que dividam suas histórias relacionadas ao samba de gafieira, aos ambientes de baile, aos contextos da prática da dança, que servirão como material para elaboração da segunda parte do roteiro do nosso espetáculo.
    Domingo, 3, 18h
    Baile de samba de gafieira com show da banda Lapa
    O teatro será transformado em um grande salão de baile com show da Banda Lapa apresentando os clássicos do samba.
    Ingresso: R$ 15, que devem ser comprados em uma das sedes do Gafieira Club
     

  • Votação de plebiscito sobre cercamento da Redenção é adiada

    O plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre adiou, por uma sessão, a votação do projeto que prevê um plebiscito sobre o cercamento da Redenção (Parque Farroupilha).
    O pedido de adiamento foi apresentado pelo próprio autor do projeto, vereador Nereu D”Avila (PDT). Com o adiamento, a matéria será apreciada na próxima quarta-feira (29/4).
     
    Emendas podem ampliar consulta sobre cercas em outros parques
    Além do projeto principal, outras sete emendas e três subemendas ainda irão ser discutidas e votadas. A emenda 01, de autoria do vereador Delegado Cleiton (PDT), que definia a data de 15 de novembro de 2015 para a realização da consulta, foi retirada.
    Entre as dez alterações previstas em emendas e subemendas, quatro defendem a ampliação da consulta sobre cercamento de outros parques da Capital.
    O vereador Cláudio Janta (SDD) quer debater com a população a possibilidade de cercar os parques da Harmonia, Moinhos de Vento (Parcão), Chico Mendes, e Marinha do Brasil.
    Já o Professor Garcia (PMDB) – que foi secretário de Meio Ambiente da Capital entre 2009 e 2010 – inclui, no plebiscito, a consulta sobre o cercamento do Mascarenhas de Morais.
    Por fim, o vereador Reginaldo Pujol (DEM) propõe que a população opine ainda sobre o cercamento dos parques da Restinga, Belém Novo e Alim Pedro.
    Bancada do PT quer outras perguntas no plebiscito
    A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) quer incluir três novas perguntas à consulta popular prevista no projeto de lei. O vereador Marcelo Sgarbossa (PT) sugere que a população possa optar pelo cercamento virtual por meio de câmeras de vigilância, monitoradas pelo Executivo municipal;
    Já Sofia Cavedon quer que o plebiscito possa debater também a ocupação e construções na orla do Guaíba – ela sugere a inclusão de duas questões na votação: “És favorável ao acesso de toda a população à Orla do Guaíba?” e “És favorável à construção de prédios na orla do Guaíba?”
    Emenda do vereador Engenheiro Comassetto, também do PT, obriga a Secretaria Municipal de Segurança a apresentar um Plano de Segurança para os parques municipais.
    A| vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) protocolou duas emendas ao projeto: uma, garante tempos e espaços iguais na campanha de divulgação da consulta para todas as posições sobre o tema. A segunda, determina a realização de audiências públicas para debater o tema antes do plebiscito.
    Há ainda a emenda 8, de Kevin Krieger (PP) e Airto Ferronato (PSB), que prevê que os custos decorrentes do plebiscito serão suportados com recursos financeiros da Câmara Municipal de Porto Alegre.
     

  • Prefeitura analisa contrapartidas sugeridas para obra do Cais Mauá

    A Prefeitura Municipal de Porto Alegre está analisando o rol de contrapartidas sugeridas pela empresa Cais Mauá do Brasil S.A., responsável pelas obras de revitalização e modernização do antigo porto da Capital.
    Na sexta-feira (24), o JÁ revelou com exclusividade uma lista com 17 obras que serão pagas pelo empreendedor – avaliadas em R$ 36 milhões -, protocolada no Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (Gades), chefiado pelo secretário Edemar Tutikian.
    O Executivo Municipal, entretanto, não quer se manifestar sobre o tema, sob a alegação de que o conjunto de intervenções sugeridas ainda será analisado internamente pelos órgãos envolvidos. Somente após uma tomada de posição oficial é que o assunto será comentado.
    A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Gabinete do Prefeito José Fortunati, que passou a atender o Gades agora – antes o órgão não contava com a intermediação da comunicação do Executivo Municipal. Os esclarecimentos eram prestados pelo próprio secretário Tutikian.
    Entre as obras propostas estão o prolongamento subterrâneo da avenida Ramiro Barcelos entre a Voluntários da Pátria e a avenida da Legalidade e da Democracia – que custaria R$ 24,3 milhões – a construção de 8,7 quilômetros de ciclovias, que somam R$ 4,7 milhões, e a construção da passagem de pedestres sobre a avenida João Goulart, assim como a reforma do túnel para caminhantes que liga a Estação Mercado do Trensurb ao cais do porto.