Autor: da Redação

  • Capital sedia Encontro de Quimbandeiros

    Na próxima segunda-feira (30), a rótula do Porto Seco, no bairro Sarandi, deve receber mais de duas mil pessoas que participam da 8ª edição do Encontro de Quimbandeiros do Rio Grande do Sul.
    A intenção do evento é “desmistificar a Quimbanda”, vertente da Umbanda que trabalha diretamente com os exus e pomba giras – entidades mais próximas à faixa vibratória dos encarnados, e que, portanto, apresentam muitas semelhanças com os humanos.
    Segundo o Pai Ricardo de Oxum, organizador do evento, “o grupo vai colocar o Exu na rua, mostrando que é um ser evoluído, que dá paz, que trabalha pelo amor, pela família e pela saúde das pessoas”.
    A atividade também pretende chamar atenção para a força da religião afro e o trabalho realizado pelos centros de Quimbanda. “Toda a comunidade que possui um terreiro de Quimbanda tem um trabalho social”, ressalta Pai Ricardo, cujo espaço, no bairro Passo das Pedras, ajuda crianças com menos condições financeiras.
    A concentração inicia às 21h e segue com oferendas e música até às 24h. Religiosos do Uruguai, Argentina e de diversos municípios gaúchos confirmaram presença.
    SERVIÇO
    O QUÊ? Encontro Estadual de Quimbandeiros
    QUANDO? Segunda-feira (30), das 21h às 24h
    ONDE? Rótula do Porto Seco, no bairro Sarandi, na zona norte de Porto Alegre

  • Parque do Pontal terá o tamanho de uma praça

    Naira Hofmeister
    Um erro cometido pelo Jornal JÁ na análise do novo projeto para a área do Estaleiro Só – agora denominado Parque do Pontal – desatou um debate sobre o tamanho da área verde que circundará a construção.
    A área total do empreendimento é de 59.417,45 m², sendo que 36.073,37 m² serão destinados ao parque que dá nome ao conjunto – que inclui ainda um shopping center e duas torres de 80 metros de altura.
    Na matéria em que detalhava o novo projeto, a reportagem se confundiu e divulgou a informação de que a área verde seria maior que o Parque da Redenção, no Bom Fim.
    Entretanto, ao invés dos 36 hectares que o JÁ havia calculado, serão 3,6 hectares – o que pouco mais de menos de um décimo da Redenção, que tem 32 hectares.
    “Vai ser apenas um acabamento ao redor dos edifícios”, critica o arquiteto e urbanista Nestor Nadruz, que participa do movimento Defenda a Orla e acompanha o debate sobre o uso da área desde 2008.
    Normativa estabelece 10 hectares para parques
    Uma normativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) estabelece como metragem mínima para parques 10 hectares. “Não há uma lei que fale disso, é uma regra interna de Porto Alegre – que deve, inclusive, ser padrão em outras capitais”, explica o advogado e professor de Direito Ambiental, Beto Moesch, que foi titular da Smam na gestão de José Fogaça.
    Sendo assim, o Parque do Pontal possui área três vezes menor do que o mínimo estabelecido para parques em Porto Alegre. “É o tamanho que configura um parque. No caso dos parques urbanos, são 10 hectares: não há limite para cima, mas menos do que isso é uma praça”, reitera Nadruz.
    O menor parque de Porto Alegre é o Moinhos de Vento que tem 11,5 hectares, ou quase três vezes o Parque do Pontal – a área verde do empreendimento equivale também, ao espaço do Largo dos Açorianos – incluindo o trecho onde está a ponte histórica e o gramado que abriga o monumento em homenagem aos fundadores de Porto Alegre.
    É ainda um pouco maior que a Praça da Encol, que tem aproximadamente 2,4 hectares e do que a Brigadeiro Sampaio, próximo à Usina do Gasômetro, cuja medida é de 2,1 hectares.
    Outra comparação útil é a Praça Itália, que fica atrás do shopping Praia de Belas: ela possui um hectare – logo, a parte aberta do Parque do Pontal seria algo como três vezes o espaço compreendido entre o centro comercial e a rua Peri Machado, onde fica um abrigo de ônibus da Carris.
    “Uma área de 3,6 hectares é considerável, mas definitivamente não é um parque”, ressalta Moesch, que lembra ainda que a urbanização do entorno de empreendimentos como o previsto para a Ponta do Melo é uma compensação obrigatória prevista em lei.
    “Não estão fazendo nenhum favor à população. Oferecer a área é regra prevista no parcelamento de solo urbano”, completa.
    Prefeitura previa bulevar para área
    Nestor Nadruz recorda ainda que o projeto previsto para a área do antigo Estaleiro Só contradiz diretrizes planejadas pela prefeitura para a região. “O parque era para ser ao longo de toda a Orla”, lamenta
    Segundo o relatório do Grupo de Trabalho da Orla (GT Orla), conduzido pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) em 2006, a Ponta do Melo, onde BM Par e Leroy Merlin pretendem erguer o Parque do Pontal, deveria ser equipada com um bulevar com calçadão para pesca e lazer, passeios públicos e espaços contemplativos.

  • Salão Internacional de Desenho para Imprensa abre dia 26

    O 23º Salão Internacional de Desenho para Imprensa será realizado de 27 de março a 3 de maio. A abertura oficial ocorre quinta-feira, 26, às 19h, na Galeria dos Arcos da Usina do Gasômetro (avenida Presidente João Goulart, 551).
    O objetivo é estimular e divulgar, de forma abrangente, a expressão gráfica aplicada à imprensa, além de atribuir premiações nas categorias Cartum, Charge, Caricatura, História em Quadrinhos e Ilustração Editorial (para jornal, revista, livro, capa de disco, cartaz, entre outras). Cada vencedor receberá um prêmio aquisição no valor de R$ 1,5 mil, a cada uma das cinco categorias.
    A premiação será divulgada na abertura do evento, e a visitação ocorre de 28 de março a 3 de maio.
    Artistas selecionados:
    Alisson Ortiz Affonso
    Luc Descheemaker
    Alexsander Faria de Souza
    Makhmudjon Eshonkulov
    Vladimir Kazanevsky
    Franklin da Silva Mendes
    Junio Lopes Cunha
    Aline da Rosa Deorristt
    Sérgio Luiz Roda
    Werberson Rodrigues Santiago
    Luiz Alberto Amaral Abegg
    Aline Piccolo Pascholati
    Moisés de Macedo Coutinho
    Daniel Kondo
    Kleber Soares de Sales
    SeyedBehzad Ghafarizadeh
    José Raimundo Costa do Nascimento
    Ricardo Fonseca Vaz Ferreira
    Sonia Sonomi Oiwa
    Sergio Castillo Ropdriguez
    Leslie Ricciardi
    Silvano Melo
    Bruno César Galvão
    Mikhail Zlatkovsky
    Alberto Teixeira Meneses
    Fabiano Carriero
    Paulo Emmanuel da Cunha
    Alexandre Rodriges da Silva
    Augusto Gomes de Oliveira Filho
    Samuel Rubens de Andrade
    Gelson Roberto Arrieira Mallorca
    Augusto Franke Bier
    Nicolas Viotto
    Everton Soares Cosme
    Jose Antonio Costa
    João Bosco Jaco de Azevedo
    Júlia Beatriz Nunes dos Santos
    Evandro Alves
    Deyvidson Thiago Lucas de Souza
    Bruno Ortiz Monllor
    Mauricio Peixoto Zamprogna
    Elena Ospina
    Cláuder Marros
    Taner Ozek
    Valentin Georgiev

  • Apoiadores pressionam para concretização do Museu das Águas

    A semana iniciou bem para os apoiadores da criação do Museu das Águas em Porto Alegre (Musa), cujas atividades recentes conquistaram adesões que aproximam um pouco mais o projeto de sua concretização – 11 anos após a ideia ser lançada.
    No domingo, cerca de 200 pessoas prestigiaram a “fundação” do Museu em uma sala da Usina do Gasômetro. O ato, inusitado para uma instituição que ainda luta pela sua efetivação – foi a forma que a Associação dos Amigos do Museu das Águas encontrou para manifestar sua preocupação com a demora da prefeitura em determinar o local para abrigar a instituição.
    Nesta segunda (23), foi a vez de vereadores dos mais diversos partidos declararem sua simpatia ao projeto, apresentado pela integrante do movimento pela criação do Musa, a artista plástica Zorávia Bettiol, na Tribuna Popular da Casa.
    PCdoB, PT, SDD, PP, PROS, PMDB e PSOL se mostraram favoráveis à criação da instituição. A vereadora Sofia Cavedon (PT) protocolou uma indicação para que a Câmara municipal cobre da prefeitura a definição de uma área para o Museu – o plenário precisará aprovar a moção proposta pela petista.
    “Precisamos urgentemente dessa definição da área”, clamou Zorávia na tribuna.
    Ocorre que a Associação de Amigos do Musa aguarda desde 2012 a manifestação da prefeitura. Naquele ano, em março, o prefeito José Fortunati se comprometeu publicamente a determinar uma área para que o projeto possa ser construído. “Três anos se passaram e nada aconteceu”, critica a ativista.

    Zorávia Bettiol lidera movimento pela criação do Musa | Cassiana Martins/CMPA
    Zorávia Bettiol mostrou aos vereadores áreas sugeridas no mapa | Cassiana Martins/CMPA

    Estudo aponta duas áreas na Orla
    Um estudo do arquiteto Marcelo Allet, coordenador-geral do Grupo de Trabalho da Orla do Guaíba, aponta dois locais como os mais apropriados para o Musa. O primeiro seria ao lado do Anfiteatro Pôr-do-Sol e o outro, no eixo monumental do parque Marinha do Brasil.
    As soluções, apresentadas na Câmara Municipal, excluem a possibilidade de o Musa ser integrado ao projeto de revitalização da Orla – assinado pelo arquiteto Jaime Lerner – que é objeto de uma licitação que já vai para a quarta chamada. As anteriores resultaram vazias.
    “Pedimos ao Edemar Tutikian (secretário do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais) que nos colocasse em contato com Lerner para incluirmos o Musa nas linhas gerais do projeto de revitalização. Mas nunca fomos apresentados”, lamenta Zorávia.
    A artista plástica, entretanto, evita entrar em atrito com o poder público. “Não queremos briga, por isso pensamos localizações que não estivessem em conflito com o projeto do Lerner”, revela.
    IAB e ANA viabilizariam concurso
    A urgência para a definição da área é justificada porque dessa etapa depende o seguinte passo para a concretização do Museu da Águas – um concurso público para selecionar o projeto arquitetônico para a instituição.
    A Associação dos Amigos do Musa conseguiu o apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) na organização do certame e há um forte indicativo de que a Agência Nacional das Águas (ANA) poderia viabilizar o aporte financeiro necessário para realizar a concorrência – a estimativa de custo varia entre R$ 50 mil e R$ 80 mil.
    “Temos as linhas gerais do projeto que queremos: tem que ser uma construção com traços contemporâneos e que seja totalmente sustentável”, explica Zorávia.
    Empreendimento mudou de nome para destacar parque na Orla | Reprodução JÁ
    Píer do Parque do Pontal (d) poderia ser a sede do Musa | Reprodução JÁ

    Área do Estaleiro se candidata
    Além dos locais propostos pela própria Prefeitura para abrigarem o Museu das Águas, os empreendedores do Parque do Pontal – novo nome do projeto para a área do Estaleiro Só – se candidatam a receber a instituição.
    No EIA-Rima do empreendimento consta a proposta de realizar um estudo para que o Museu das Águas seja instalado no píer público que existe no espaço. Zorávia Bettiol afirma desconhecer a intenção.
    Caso a proposta vingue, será uma grande ironia, já que a ideia de criar o Museu das Água surgiu em um protesto contrário à construção de edifícios no local, em 2009. “Nos opusemos ao projeto, mas hoje não veria nenhum problema em conversar. Não queremos mais briga”, reitera a artista plástica.

  • Estupro reacende debate sobre cerca na Redenção

    Um estupro relatado anonimamente através de uma rede social na semana passada – ocorrido ao meio-dia no Parque da Redenção – reacendeu o antigo debate sobre o cercamento da área.
    Na sessão plenária dessa segunda-feira (23), o período de comunicações foi dominado pelo tema, embora ele não estivesse na pauta oficial da Casa. Foi o vereador Nereu D’Ávila (PDT) quem reabriu a discussão, lembrando de um projeto seu – datado ainda dos anos 80 – que previa que o parque fosse fechado à noite. “Esse estupro fortalece a ideia, porque fora do cercamento não há segurança”, justificou o vereador.
    Nereu D’Ávila chegou a procurar o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) no ano passado para propor que houvesse uma consulta pública sobre o assunto junto com as eleições. O órgão, entretanto, avaliou que não seria adequado perguntar à população em um pleito estadual sobre um tema de abrangência exclusiva de Porto Alegre.
    “Agora, voltarei a consultar o TRE para que possamos colocar o assunto em pauta na próxima eleição”, garantiu.
    Bernardino Vendruscolo (PROS) se mostrou favorável à discussão. “Está tudo quebrado e jogado às traças na Redenção”, reclamou, sugerindo que seja feita uma consulta popular via internet, “um projeto piloto” para que a sociedade possa se manifestar.
    Já as vereadores Fernanda Melchiona (PSOL) e Sofia Cavedon (PT) se opuseram à ideia. “É uma ideia estapafúrdia”, atacou Fernanda.
    Ambas defenderam que a situação seja abordada não apenas do ponto de vista da segurança, mas também sob a perspectiva da violência contra a mulher. “Repudiamos o estupro, mas discordamos radicalmente da alternativa apresentada”, criticou Sofia.
    Companheiro de partido de Sofia, Alberto Koppitke lembrou ainda que a secretaria da Segurança municipal “é a de menor orçamento” na prefeitura.
    Conselheiro diz que área é segura
    O público presente nas galerias – que foi à Casa para acompanhar a análise do veto do prefeito José Fortunati ao Dia da Consciência Negra – acabou envolvido pela discussão.
    A maioria endossou os pronunciamentos contrários à proposição de Nereu, aplaudindo e assoviando quando os ocupantes da tribuna se manifestavam pela manutenção do parque aberto.
    Na plateia estava também um dos integrantes do Conselho de Usuários da Redenção, Roberto Jakubaszko, que rejeita o cercamento. “Temos índices baixos de criminalidade dentro do parque, porque é uma área muito movimentada”, defende.

  • Darcy Alves, o vozeirão e as mãos silenciam

    Tânia Meinerz
    Qual o ouvido que não despertou ao captar a sonoridade da voz grave ou das cordas buliçosas do violão do professor Darcy?
    Foi assim quando o vi pela primeira vez, lá por 2005, sob a gradação da luz do antigo bar São Jorge e o Dragão, que ficava na rua Sofia Veloso, em Porto Alegre.
    Ele era convidado das Rodas de Violão, abertas para quem quisesse cantar, tocar ou simplesmente se entregar à audição prazerosa.
    Havia ainda outro atrativo: tal como uma lenda viva, os jovens queriam escutar seus relatos sobre a parceria com Lupicínio Rodrigues e outras graças da vida seresteira.

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    As partituras marcadas pelo tempo chamaram atenção da fotógrafa | Tânia Meinerz/JÁ

    Quando nos apresentaram, ele usou do galanteio próprio com as moças.
    Quem diria que anos depois eu iria fotografá-lo!
    Imagens do olhar melancólico, o cigarro na boca, anotações em partituras marcadas pelo tempo e o instrumento preferido – todas valeram para retratar o boêmio no livro “Darcy Alves – Vida nas cordas do violão“, escrito por Paulo César Teixeira, que  tão bem conta as histórias da vida do músico.
    A sessão de fotos para ilustrar a obra é minha evocação preferida dos dias junto ao professor.
    Em noitinha de julho de 2010, nos encontramos na casa de uma amiga especial. Levei acessórios de iluminação, ergui o fundo escuro e começamos a brincadeira. Um tantinho de vaidade e muito riso ajudaram no resultado.
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    Vaidade e bom humor foram elementos da sessão de fotos | Tânia Meinerz/JÁ

    Três cenas, em sequência, abrem a biografia e também estampam a parede principal do Bar Parangolé, espaço fiel para as últimas apresentações do nosso querido violonista.
    Hoje, dia de despedida, estou a imaginar um chorinho com a flauta do Plauto Cruz e o pandeiro do Valtinho, com a canja do Sabiá no sax e Rafael no bandoneon.
    Foram mais de 80 anos de boa música! Obrigada, professor, por nos embalar nas suas cantorias.
    * O “professor” Darcy Alves faleceu no dia 19 de março, vítima de complicações por um AVC sofrido em 2013 que o afastou da vida boêmia. Ele completaria 83 no próximo sábado, 21.
    Retratos do professor
    Abaixo, publicamos outros cliques da fotógrafa Tânia Meinerz ao longo dos anos em que conviveu com o músico Darcy Alves.
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  • EXCLUSIVO: Como será o novo Pontal do Estaleiro

    Naira Hofmeister
    O novo projeto para a área do antigo Estaleiro Só será apresentado à população em duas audiências públicas, nos dias 8 e 9 de abril. Nestes dias, os empreendedores mostrarão um resumo do que foi abordado nos dois volumes de mais de 500 páginas cada do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que está disponível para consulta na biblioteca da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam).
    Talvez abordem exclusivamente o conteúdo de uma revista curtinha, que pode ser consultada juntamente com os volumes do EIA: é o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
    O livretinho, entretanto, não aborda com profundidade todos os aspectos que podem interessar à população. Não traz, por exemplo, com a mesma a riqueza de imagens, a ilustração de como será o empreendimento que tem à frente a incorporadora BM Par e a rede de materiais do construção Leroy Merlin.

    EIA-Rima completo pode ser consultado na biblioteca da Smam| Reprodução JÁ
    EIA-Rima completo pode ser consultado na biblioteca da Smam| Reprodução JÁ

    O Rima só traz uma imagem do novo projeto – cujo nome mudou de Pontal do Estaleiro para Parque do Pontal em razão da área verde que separará o lote onde serão construídas duas torres de 80 metros e um shopping center, da beira do Guaíba.
    Duas torres de 80m, um shopping e o parque compõem o empreendimento | Reprodução JÁ
    Duas torres de 80 metros, um shopping e o parque compõem o empreendimento | Reprodução JÁ

    O JÁ leu os volumes e revelou os detalhes das construções pretendidas em uma matéria publicada no dia 9 de março.
    Solicitou uma entrevista e o envio das imagens que ilustram o EIA-Rima ao escritório de arquitetura liderado por Jorge Debiagi e responsável pelos desenhos , mas até agora não obteve retorno.
    Diante do silêncio dos empreendedores, a saída foi fotografar o próprio EIA-RIMA, onde estão as ilustrações mais detalhadas.
    O projeto em detalhes
    Uma emenda aprovada na Câmara de Vereadores quando foram alterados os índices construtivos para a área (para permitir edificações altas) determinou que fossem preservados 60 metros de distância da margem do Guaíba, que deveriam ser urbanizados para uso público.
    Por isso, o parque projetado terá uma área total de 3,6 hectares. O JÁ errou o cálculo na matéria anterior e informou que a área verde era maior que a Redenção, mas na verdade ela equivale a um décimo do Farroupilha, que possui 32 hectares.
    Parque será maior que a Redenção, no Bom Fim | Reprodução JÁ
    Parque com 3,6 hectares equivale a um décimo da Redenção | Reprodução JÁ

    No parque estão previstos recantos contemplativos da natureza: escadarias, praças, fontes e até uma prainha, na parte do terreno que limita com a APP do arroio Sanga da Morte, que deságua no Guaíba.
    As duas torres, com 22 andares cada, substituem seis, cinco ou quatro prédios projetados em versões anteriores do empreendimento. Elas serão erguidas linearmente à ponta do Melo para reduzir a obstrução da vista que se tem do morro para o Guaíba e vice-versa.
    É a primeira vez em vários desenhos já feitos para o local que não há um paredão entre a Padre Cacique e a praia.
    Torres serão perpendiculares à Ponta do Melo | Reprodução JÁ
    Torres estarão alinhada com a Ponta do Melo para desobstruir a vista | Reprodução JÁ

    Já o shopping, terá 25 metros de altura. Serão três pavimentos, sendo que no último haverá um terraço com vista para o parque e o Guaíba onde se instalarão restaurantes e bares.
    Terraço terá vista para o parque e o Guaíba | Reprodução JÁ
    Terraço no 3º andar do shopping terá vista para o parque e o Guaíba | Reprodução JÁ

    A fachada do empreendimento, na Padre Cacique, será envidraçada e ajardinada. Uma longa galeria – justamente debaixo das torres, dará acesso frontal ao parque. Dela partirão caminhos que levarão ao chamado Jardim das Lojas, a parte comercial do empreendimento – cujo objetivo dos construtores é que esteja em harmonia com a área verde.
    Fachada será envidraçada e ajardinada | Reprodução JA
    Fachada do empreendimento será envidraçada e ajardinada | Reprodução JÁ

  • Oposição à Dilma gasta R$ 2 milhões por mês para manter redes

    O relatório elaborado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, vazado e publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo na terça-feira (17), aponta que a oposição à Dilma gastou R$ 10 milhões entre novembro de 2014 e março de 2015 para manter suas redes sociais funcionando contra a presidenta – o que significa a aplicação mensal de R$ 2 milhões nas ações.
    Segundo o texto, essa é uma estimativa que leva em consideração “a manutenção dos robôs do PSDB, a geração de conteúdo nos sites pró-impeachment e o pagamento pelo envio de Whatsapp”.
    Robôs são perfis falsos criados nas redes sociais exclusivamente com a finalidade de fazer reverberar uma mensagem. Isso ocorre porque sites como facebook são sensíveis ao interesse que desperta uma postagem: se mais perfis a compartilham, a rede social expõe o post a um grupo maior de pessoas e ele rapidamente viraliza. No caso do twitter, esses robôs contribuem para que as “hashtags” ganhem popularidade.
    Segundo os cálculos da Secom, o PSDB manteve ativos 50 robôs utilizados na campanha eleitoral durante os meses subsequentes ao pleito. “Isso significou um fluxo contínuo de material anti-Dilma, alimentando os aecistas e insistindo na tese do maior escândalo de corrupção da história, do envolvimento pessoal de Dilma e Lula com a corrupção na Petrobras e na tese do estelionato eleitoral”, explica o documento.
    O monitoramento da Secom apontou ainda que a partir do final de janeiro, “as páginas mais radicais contra o governo passaram a trabalhar com invejável profissionalismo, com uso de robôs e redes de Whatsapp”.
    O emprego da tecnologia para gerenciar conteúdos turbinaram algumas dessas redes. A página no facebook do grupo Revoltados Online engajou 16 milhões de pessoas nos últimos três meses, segundo verificações da Secom. Já o perfil Vem Pra Rua, que convocou fortemente as manifestações do dia 15 de março, chegou a 4 milhões de compartilhamentos.
    No mesmo período, as páginas do facebook de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores atingiram 3 milhões de pessoas.
    A todo, apenas em fevereiro as mensagens, textos e vídeos do grupo oposicionista podem ter atingido 80 milhões de brasileiros segundo cálculos da Secom, enquanto que os perfis do Planalto e do PT, juntos, não somaram 22 milhões. “Se fosse uma partida de futebol, estamos entrando em campo perdendo de 8 a 2”, ironiza o documento.
    Apesar de serem minoritárias nas redes sociais desde 2013, diz o diagnóstico, a militância pró-governo deu combate durante os protestos do último dia 15 de março. “Houve uma disputa equilibrada até a PM falar em um milhão na Paulista, desmobilizando todo o regimento pró-governo”, atesta.

  • Defensoria receberá ambientalistas para avaliar ação inédita

    Uma reunião agendada para o dia 23 de março, na sede da Defensoria Pública do Estado, poderá marcar o início da atuação do órgão em demandas coletivas relacionadas ao meio ambiente.
    Representantes de organizações da sociedade civil levarão ao conhecimento dos defensores documentos relacionados a obras que, na interpretação dos ambientalistas, são prejudiciais ao meio ambiente e, portanto à população.
    “Esse tipo de demanda é cada vez maior e as entidades ou grupos de  protetores da natureza já não conseguem mais dar conta”, explica o advogado Arno Carrard.
    O encontro ocorre mais de um ano depois de o defensor geral, Nilton Arnecke Maria, ter garantido aos ambientalistas que o órgão prestaria assistência jurídica nas demandas do grupo. Desde essa primeira reunião, em dezembro de 2013, pouco aconteceu para concretizar a parceria. “Sabemos que são iniciativas que não podem ocorrer da noite para o dia, a defensoria tem sido muito receptiva”, relativiza Carrard.
    A coordenadora do Núcleo de Defesa Ambiental da Defensoria Pública, Loraina Raquel Scottá, justifica: “Não temos equipe para destacar defensores exclusivamente para a causa ambiental. É a nossa paixão pelo assunto que nos move”.
    Apesar da boa vontade, a defensora não garante que as demandas dos ambientalistas sejam acolhidas. “Marcamos a reunião para vermos de que maneira podemos auxiliar o movimento”, explica, reconhecendo a importância da causa.
    estado é vanguarda no assunto
    Caso as demandas sejam aceitas pelos técnicos da Defensoria, o Rio Grande do Sul será o primeiro estado brasileiro a contar com esse suporte jurídico a grupos vinculados à causa ambiental.
    Usualmente o órgão presta assistência jurídica gratuita à pessoas físicas e até assume casos relacionados a temas ambientais, como questões referentes ao direito ao saneamento básico, por exemplo. “Mas seria o primeiro atendimento a uma demanda coletiva”, reitera.
    Arno Carrard salienta que a atuação da Defensoria preencheria uma lacuna existente hoje, já que as entidades ambientalistas geralmente não conseguem contratar advogados para atuar em suas causas. “Contamos com nossos voluntários, mas nem sempre é suficiente quando se questiona grandes empresas que, ainda por cima, andam de mãos dadas com o poder público”, justifica.
    A ideia de buscar auxílio na Defensoria Pública deriva do sucesso de uma iniciativa anterior, do ano de 2008, quando o Tribunal de Justiça atendeu a um pedido das mesmas entidades e criou varas e câmaras especializadas em Meio Ambiente. “Hoje a estrutura funciona a pleno”, elogia Carrard.
    Os ambientalistas também costumam valer-se do auxílio do Ministério Público, que presta suporte e acompanha causas relacionadas ao tema.

  • Movimento de Justiça e Direitos Humanos celebra 36 anos com palestra

    O Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) celebra seus 36 anos de atuação com um debate sobre um episódio ainda pouco conhecido da luta contra a ditadura militar: o levante que ficou conhecido como a “ Guerrilha de Três Passos”, primeiro movimento armado de resistência ao regime, que completa seu cinquentenário em 2015.
    O evento ocorre no dia 25 de março, às 19hs, no Auditório do Memorial do Legislativo (Rua Duque de Caxias, 1029), em Porto Alegre.
    Além da exibição do trailer de um documentário sobre o levante, dois combatentes – Valdetar Antonio Dornelles e Abrão Antonio Dornelles – debaterão com o jornalista Flávio Ilha, que integra o grupo que resgatou a história da Guerrilha de Três Passos e com o presidente do MJDH, Jair Krischke.
    episódio veio a tona na Comissão da Verdade
    O episódio da Guerrilha de Três Passos ganhou destaque no relatório final da Comissão Nacional da Verdade, entregue à presidenta Dilma Rousseff no dia 10 de dezembro de 2014.
    Poucos dias antes de completar um ano do golpe civil-militar que derrubou o governo do presidente João Goulart, um grupo constituído por camponeses, militares e profissionais liberais, de origem trabalhista/brizolista foi protagonista da primeira ação armada contra a ditadura.
    As ações realizadas pelo Movimento 26 de Março (M-26) foram a tomada do Destacamento da Brigada Militar, da Delegacia de Polícia e do presídio de Três Passos, a invasão da agência do Banco do Brasil e da Rádio Difusora, em que foi transmitido de um manifesto de Cardim em nome das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN).
    A guerrilha terminou frustrada e os seus participantes foram presos, barbaramente torturados e condenados pela Justiça Militar a duras penas.
    * Com informações do Movimento de Justiça e Direitos Humanos