Cláudia Rodrigues
Os que dizem gostar, os que dizem desgostar, queiram ou não, o Natal é um feriado mundial, globalizado. Até o Japão consome o Natal. Nos países em que o Natal não é uma data expressiva, fala-se do Natal, afinal a mídia mundial é uma só. O feriado, separado por apenas uma semana do Ano Novo, costuma ser usado para reunir as famílias, repletas de pessoas que gostam e que não gostam do Natal. A figura do parente ranzinza com o Natal é lugar-comum, talvez mais do que o tiozinho do pavê.
A economia mundial tem sua golseima, os setores produtivos voltados obsessivamente para metas, entram em depressão. Ascidades ficam vazias, as estradas cheias. Come-se muito, consome-se variedades de comida, produzem-se sobras para o reino do assistencialismo. Época de alívio de culpas, encontros amorosos com familiares, surpresas, alegrias sociais e afetivas, brigas, mágoas, tristezas, cobranças. Entre o Natal e o Ano Novo costumam aumentar os índices de acidentes de trânsito, ocorrências policiais e violência doméstica.
Crianças que conhecem os festejos chegam a preferi-los no lugar do próprio aniversário. Há exceções: crianças que sofreram discriminação, bullying de primos e tios ou diferenças de tratamento dos pais em relação aos irmãos, podem, obviamente, se ressentir da festa, assim como aquelas que passam a vida assistindo brigas de família. Natural que na idade adulta essa não seja uma festa esperada com alegria, mas com tensão ativada pelas memórias de uma data tão sublinhada em nossas vidas.
Conheço pessoas da minha idade que sempre passaram o Natal no mesmo lugar a vida toda, sempre com a família. Porque Natal é em família e lamenta-se a ausência de qualquer parente e se por acaso o vivente for um embarcado, um sujeito que está de plantão em algum dos tantos ofícios que necessitam plantão, então ele é um azarado, vai perder o Natal, a grande festa da família.
Se a pessoa solteira entre 25 e 35 anos ligar na noite de 24 de dezembro dizendo que não vai na casa da mãe ou da sogra, será execrada, não tem direito à liberdade afetiva. O final de ano vem sendo liberado para a juventude pelas famílias brasileiras. Passando o Natal, podem ir, carta de liberdade afetiva em mãos. Existequalquer coisa de cativeiro afetivo no Natal. Há exceções, mas de maneira geral, principalmente após o nascimento dos filhos, os homens vão para as famílias das esposas e as filhas mulheres ficam com seus pais.
A configuração de personagens vai mudando ano a ano por meio de falecimentos, nascimentos, separações, novos companheiros. Há fundadores de família que fazem verdadeiras guerrilhas de poder para obter a exclusividade da festa, incluindo parentes de parentes de parentes. Há matronas mandonas; exigem presença de filha, filho, genro, nora e netos. Pode rolar chantagem emocional e até barganhas nessa data religiosa. Alcovas do Natal, toda a família muito unida tem a sua. As famílias consideradas mais desagregadas são também as mais libertárias. Em família aceitam muito, menos hipocrisia. Aqui e acolá surgem os desapegados.
O Natal para os desapegados pode ser uma data de viagem solo, a dois, na pequena família de 3, na pequena família recém-fundada, pode ser uma aventura numa tribo com os Guarani, pode ser em casa, num pátio, na praia, na beira do rio. Pode ser vegetariano, com amigos, em retiros e claro, pode ser sem família, sem culpa, sem saudade melodromática, sem skype, sem tristezas. Pode ser bem profano também.
Dá para ser anormal no Natal pelo menos uma vez na vida, ou algumas, muy de buenas, mas não se pode negar que há uma espécie de osmose que leva à normopatia nessa data. Massas de pessoas repetem ano a ano um ritual rígido, que mistura prazer e obrigação. Com o tempo a parte obrigação tende a virar uma maçaroca, que jamais se desenreda.
No final das contas, o Natal, pelo menos para quem já colocou filhos no mundo, acaba sendo uma data com a qual devemos nos ocupar e preocupar porque a festa herdará as memórias registradas por nossos filhos e netos. O grande espírito do Natal, da compaixão, da união, da recepção do outro dentro de nós, da solidariedade, reside na simplicidade que só o pequeno núcleo é capaz de nutrir. Coincidência ou não, o Natal é simbolizado pela criança recém-nascida, que precisa de muita atenção e muita delicadeza.
Aos que passam o Natal com a família inteira reunida, que matam gostosas saudades de um ano sem esses abraços; aos que passam o Natal com sua família próxima, que vê todo dia e nesse dia faz a festa; aos que viajam sozinhos, acompanhados de amigos; aos que curtem uma vida a dois, aos que estão passando o seu primeiro Natal de fundação da família, só pai, mãe e filhos pequenos, aos que já estão na estrada mãe, pai e filhos grandes e claro, aos que libertam e vivem em liberdade afetiva de Natal a Natal sem exceção; a todos vocês desejo paz e calor gostoso no peito.
Autor: da Redação
Liberdade afetiva, o melhor presente de Natal
Os sete tipos de consumidores de Natal
Uma pesquisa realizada pelo SAS nos Estados Unidos, empresa de análise avançada de dados, com 2.007 pessoas, encontrou sete estilos de comprar predominantes nesta temporada de Natal.
– Guerreiros da Black Friday: grupo que corresponde a 21% dos consumidores, com gasto médio de US$ 1.422. São pessoas que passam horas nas filas esperando a abertura das lojas para aproveitar os descontos.
– Estouradores de orçamento: correspondem a 11% dos consumidores e gastam, em média, US$ 1.132. Compram grande variedade de produtos, pagam por conveniência, gastam mais que o planejado e consideram giftcards (no Brasil chamados de vales-presente) muito impessoais.
– Compradores práticos: são 21% do público, com gasto médio estimado de US$ 1.108. Fazem todas as compras de Natal de uma só vez, usando uma lista e controlando o orçamento. Compram principalmente itens de vestuário.
– Presenteadores perfeitos: são 19% dos clientes e gastarão US$ 1.056. Adoram comprar e se inspiram em muitos lugares. Para eles, dar presentes exclusivos é importante e eles tendem a mimar as pessoas. Normalmente, são os primeiros a finalizar as compras.
– Cyber shoppers: são 19%, gastarão US$ 955 e consideram as compras de Natal um estorvo. Evitam as multidões nas lojas, preferindo comprar de casa, online. Normalmente não sabem o que comprar e só decidem enquanto pesquisam nos sites.
– Esperançosos de última hora: são os 5% de clientes (gasto médio de US$ 955) que correm para o shopping na véspera do Natal. Acreditam que esperar até o fim é uma forma de economizar dinheiro, e normalmente fazem todas as compras de uma vez só. São os que mais compram giftcards, pela praticidade.
– Rabugentos: os 5% que são completamente opostos aos Guerreiros da Black Friday. Acham que a decoração de Natal sempre é colocada cedo demais, detestam as multidões de consumidores, não mimam seus familiares e não pagam por conveniência. Deixam para comprar na última hora e, se puderem, evitam comprar no Natal.A heroína do Fantástico e a Venina do Linkedin… Duas vidas diferentes?
Fernando Brito, do Tijolaço
Depois de aceitar que Paulo Roberto Costa passou ao menos três anos roubando “enojado” e “enojado” continuava recebendo parcelas de propinas por contratos mesmo depois de ter sido afastado da empresa, agora temos a história mais que capciosa de D. Venina Fonseca, a quem não posso, por desconhecimento, acusar de nada – a Petrobras não abriu os detalhes dos processos interno que correm contra ela, embora ela tenha ido ao Fantástico acusar a presidente da empresa de cúmplice de todos os malfeitos da empresa.
Mas posso, como qualquer jornalista deveria fazer, comparar o que ela disse na televisão com o que é, segundo ela própria, sua carreira na empresa.
Segundo a transcrição da entrevista feita pelo Diário do Centro do Mundo, ela diz que “eu trabalhei junto com Paulo Roberto, isso eu não posso negar. Na diretoria de abastecimento, a partir de 2005″.
Não é verdade, segundo a própria Venina informa em seu currículo no Linkedin.
Lá, consta que ela era – o texto eu cito em inglês, como está escrito – “Manager, Implementation of Integrated Management Systems at Natural Gas Logistics Supervision Centre. De “May 2002 – May 2004 (2 years 1 month)“.
Ora, de 2001 a 2003, Paulo Roberto Costa era responsável pela Gerência Geral de Logística da Unidade de Negócios Gás Natural da Petrobras…
Depois, segundo a própria Venina, em seu Linkedin, foi ser “Assistant Manager to the Downstream Director’s Office” (diretor de abastecimento), em maio de 2004.
Paulo Roberto Costa assumiu a diretoria de abastecimento em… 14 de maio de 2004.
Não seria justo inferir ligações anteriores, mas é a própria Venina quem documenta que não foi “na diretoria de Abastecimento, a partir de 2005″, mas que durante ao menos sete anos era auxiliar de confiança de Paulo Roberto Costa.
Mais adiante, Venina diz:
“A opção que eles fizeram em 2009 foi realmente me mandar para o lugar mais longe possível, isso está entre aspas, onde eu tivesse o menor contato possível. Com a empresa, aparentemente eu estaria ganhando um prêmio indo para Cingapura, mas o que aconteceu foi que realmente quando eu cheguei lá me foi dito que eu não poderia trabalhar, que eu não poderia ter contato com o negócio, era para eu procurar um curso”.
De fato, Venina foi para Cingapura, como “Chief Executive Officer, PM Bio Trading Pte Ltd”, uma joint-venture entre a Petrobras, a Mitsui e a empreiteira Camargo Correia, empresa subordinada a… Paulo Roberto Costa, o diretor de Abastecimento, o enojado …
Quando PRC cai, Venina não é perseguida, mas promovida.
Passa a diretora-gerente (“Managing Director, Petrobras Singapore Private Limited”).
E, segundo ela própria, com amplos poderes pois assim ela define suas funções, desde então:
“Responsável por conduzir o aumento das receitas junto com as margens de lucro e ser responsável por todos os contratos, a evolução dos negócios, as principais partes interessadas e clientes. – Reestruturação de toda a unidade, que resultou em significativa redução de custos e aumentando o lucro líquido três vezes nos primeiros seis meses de nomeação. – Liderou s Petrobras Singapore (PSPL) para atingir um lucro líquido recorde de US 59,5 milhões em 2012 de US $ 18 milhões em 2011, e, posteriormente, outro avanço no lucro líquido, de US $ 184 milhões em 2013″
Nada de ficar “encostada”, portanto. E muito menos de viver trancada, numa situação de quase “escrava branca”, algo que justificasse a melodramática declaração ao Fantástico de que ” me afastar(am) do meu país, das empresas que eu tanto gostava, dos meus colegas de trabalho. Eu fui para Cingapura, eu não vi minha mãe adoecendo. Minha mãe ficou cega, transplante de coração, eu não pude acompanhar minha mãe. Meu marido não pôde mais trabalhar, ele teve que retornar.”
O marido de Venina, Mauricio Luz, também segundo o seuLinkedin, “had been lived in Singapore from january 2010 to june 2012, working as a consultant and helping to implement the Braskem office in Singapore“.
A Braskem é uma empresa que tem, entre os principais acionistas … a Petrobras, com 47% e a Odebrecht, com 50%.
A saída de Luz, também casualmente, coincide com a queda de Paulo Roberto Costa.
Não se faz aqui, como se viu, nenhuma acusação a Venina, porque seria um absurdo acusar, como ela faz, alguém de irregularidades e cumplicidades sem ter provas cabais disto.
Mas não é possível afastá-la de todo deste caso. Ela estava dentro dos esquemas de Paulo Roberto ou, pelo menos, aceitou-os.
O Brasil está mesmo virando uma fábrica de “santinhos”Grandes grupos perdem participação na publicidade oficial
Reproduzido da Carta Capital
A mídia nativa raramente fala de si, ao contrário do que acontece nas democracias maduras, onde os meios de comunicação, o “quarto poder”, vigiam-se uns aos outros.
É um traço do oligopólio. Os erros são escondidos, os crimes protegidos (quem não se lembra da ameaça – “mexeu com a Abril, mexeu com todos” – de um dos Marinho ao governo caso a base aliada ousasse investigar as relações bandidas de jornalistas da Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira?).
Só se abre exceção quando se trata de perseguir uma obsessão do baronato, em especial da Folha de S.Paulo: tentar provar que veículos, blogs e sites não alinhados ao pensamento dominante são financiados de forma “bolivariana” pelo governo.
É outro traço do oligopólio. Quem pensa diferente deve ser tratado como criminoso. Eliminado, se possível.
Em geral o empenho resulta em um tiro n’água. Aconteceu de novo. Os valores de gastos de publicidade das estatais apresentados pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira 17 falam por si só.
Quem mais recebe, de forma abundante, desproporcional até, são eles mesmos, os barões.
As Organizações Globo embolsaram entre 2000 e 2013 mais de 5 bilhões de reais em publicidade das companhias públicas, pouco menos de um terço dos investimentos públicos. Isso em um período em que a audiência da emissora despencou.
O grupo é, aliás, um fenômeno mundial, único caso de uma empresa de comunicação que consegue elevar a sua tabela de preços enquanto perde telespectadores, ouvintes e leitores.
Teria relação com a propina legalizada chamada Bônus de Veiculação (quanto mais anúncios programa em meios da Globo, maior a fatia do bolo capturada pelas agências de publicidade)?
O BV é também ele um fenômeno único. Só existe no Brasil.
Listemos outros beneficiários do Bolsa-Mídia: Editora Abril, dona da revista Veja (523 milhões no mesmo período), TV Record (1,3 bilhão), SBT, que emprega Rachel Sheherazade (1,2 bilhão), Band (1 bilhão), IstoÉ (179 milhões).
A revista Época entra na conta da Globo.
Uma outra informação talvez explique a mágoa da Folha. Entre o fim do governo Fernando Henrique Cardoso e este último ano do primeiro mandato de Dilma Rousseff, houve uma democratização da distribuição de recursos.
O número de meios de comunicação que recebem investimentos de estatais passaram de 4,4 mil para 10,8 mil. Em resumo, os grandes grupos perderam participação relativa no bolo.
Agora compare os números do oligopólio com aqueles de CartaCapital, revista, segundo a Folha, alinhada ao governo (presumimos que a Folha e os demais sejam alinhados à Casa Grande, hoje representada pelo tucanato e associados, no passado recente pelos golpistas de 1964, a quem, diga-se, o jornal da família Frias serviu com denodo, a ponto de emprestar suas kombis para o sequestro de militantes de esquerda pela repressão).
Em 14 anos, a Editora Confiança, dona de CartaCapital, recebeu 44,3 milhões de reais de todas as estatais. Isso equivale a 62 mil reais por edição. Impressionante. CartaCapital circula há 20 anos e é semanal desde 2001.
Sua circulação nacional é auditada pelo IVC e a fatia de publicidade corresponde a sua posição no mercado. Tudo feito de forma transparente, clara.
Já não se pode dizer o mesmo das relações da Folha e do resto do oligopólio com o governo do estado de São Paulo.
Quando governador, José Serra estabeleceu a compra sem licitação de lotes de assinaturas da Folha de S. Paulo, O Estado de S.Paulo, Veja, Época e IstoÉ. Geraldo Alckmin manteve o mimo.
Em 2011, segundo o Diário Oficial do Estado, o governo paulista pagou 2,58 milhões de reais por um lote de 5,2 mil assinaturas da Folha.
Foram 2,7 milhões para o Estadão, 1,2 milhão para a Veja, 1,3 milhão à IstoÉ e 1,2 milhão à Época. Total: 9 milhões apenas em um ano.
A renovação tem acontecido no mínimo desde 2008. Mas sobre isso, a mídia hegemônica prefere silenciaR.Porque os grupos de mídia atacam os blogs
LUIZ NASSIF
Na edição de ontem, a Folha publicou um resumo dos gastos de publicidade das empresas públicas.
Entre os mais de 5 mil veículos programados, o jornal definiu uma curiosa subdivisão: as verbas dos grupos de mídia e as verbas dos blogs e jornais online independentes – classificados como “aliados do governo”.
Na relação de mídia há rádios, sites de todos os tipos, revistas semanais ou revistas especializadas. Por que a fixação nos blogs – e em revistas independentes, como a Carta Capital – que receberam parcelas ínfimas da publicidade pública?
Essa implicância se explica por dois fenômenos centrais na crise dos grupos de mídia.
O primeiro deles é o fim do monopólio da audiência.
Na era pré-Internet, havia enormes barreiras de entrada a novos grupos de mídia.
Na imprensa escrita, nunca houve competição, pela necessidade de investimentos a se perder de vista; na televisiva e radiofônica, pelo cartório das concessões.
Com a diversificação editorial no mercado de revistas, montou-se uma estrutura oligopolista, um pacto entre grupos de mídia e agências de publicidade (em torno do Bônus de Veiculação) que tem como agente legitimador o IVC (Instituto Verificador de Circulação).
Quando começou a cair a tiragem da Veja, um dos estratagemas consistia em prorrogar a assinatura, mesmo sem o consentimento do assinante e mesmo sem pagamento.
Ou então proceder a uma vasta distribuição de assinaturas. Tudo entrava na conta das assinaturas pagas – a métrica que vale para medir tiragem.
O custo da distribuição compensava mais do que a queda proporcional no faturamento publicitário.
No caso das TVs, o agente legitimador é o IBOPE. No último ano houve uma queda radical da audiência da Globo.
Há suspeitas no ar de que essa aceleração da queda foi uma espécie de encontro de contas, ante a iminência da entrada de novos medidores de audiência e também da venda do IBOPE para um grupo internacional.
Até então, as agências de publicidade admitiam anunciar apenas em veículos auditados ou pelo IVC ou pelo IBOPE.
Com a Internet, duas barreiras deixaram de existir: a barreira da audiência e a barreira dos medidores de audiência.
A audiência de qualquer site ou blog pode ser auditada em tempo real por sistemas do Google ou por sistemas mais especializados. E o mercado de mídia deixou de ter audiências segmentadas por veículos.
A Internet rompeu definitivamente as barreiras entre a mídia e outros setores. A disputa por públicos passa por sites de compras, portais de entretenimento, grupos religiosos, torcidas de futebol.
Todos esses grupos se acotovelam na Internet disputando públicos e publicidade.
O anunciante quer resultados. O que vende mais carro ou imóvel: uma publicidade em jornal impresso, em um site jornalístico ou em um portal especializado?
O anúncio de uma geladeira é mais eficaz na página interna de um jornal ou no site de uma loja de departamentos?
Esse é o drama: portais de comércio online ou de outros tipos de audiência passaram a competir no mercado publicitário com os grupos jornalísticos.
O ranking da Alexa (o mais conhecido medidor de audiência em Internet) traz dados surpreendentes sobre o Brasil.
Na lista dos 25 sítios de maior audiência do país, os quatro primeiros são de redes internacionais: Google brasileiro, Facebook, Google internacional, Youtube. Só então aparecem dois brasileiros: Uol e Globo.
Na sequência, quatro estrangeiros: Yahoo, Live (antigo Hotmail), Allexpress, Youradexchange.
Na 10o posição o Mercado Livre; na 13a o Netshoes; na 16a o Megaoferta. Só então a Abril na 17o. Por alguma razão não entrou o Buscapé – que tem enorme audiência.
Nos Estados Unidos, os dois últimos bastiões da imprensa – os anúncios de produtos nacionais e os classificados – já migraram para outros veículos digitais.
O monopólio da informação/opinião
O que resta para os grupos de mídia?
O último diferencial, exaustivamente explorado por Rupert Murdoch: o uso despudorado do poder de opinião.
O mercado de opinião é composto de diversos subgrupos homogêneos: operadores de direito, igrejas, torcidas de futebol, políticos, militares, sindicalistas, movimentos sociais.
A força maior dos grupos de mídia está na sua influência sobre os grupos centrais de poder: mundo jurídico, político, militar e econômico.
Embora numericamente desimportantes, esses grupos é que decidem políticas econômicas, controlam verbas privadas de publicidade, influenciam decisões judiciais, aprovam leis e controlam o próprio aparelho do Estado – e, através dele, mantem o controle sobre as grandes compras públicas do seu mercado, dentre as quais publicidade, assinaturas, livros didáticos etc., além de regalias no tratamento fiscal, com sucessivos perdões de dívida, inacessíveis às empresas comuns.
Por isso mesmo, é um terreno defendido a ferro e fogo, com uma gana dos antigos coronéis nordestinos.
Dia desses conversava com o presidente de um grande grupo nacional, que já entrou em diversos setores. “Em cada setor, me dizia ele, as empresas já existentes nos tratam como concorrentes. No caso da mídia, qualquer ensaio de entrada e já somos tratados como inimigos”.
Pois justamente esse centro derradeiro de influência foi invadido nos últimos anos pelos zumbidos de um enxame de abelhas, os blogs.
Antes, o mercado de opinião era subdividido entre a linha noticiosa dos jornais e seus colunistas.
Nas décadas de 90 e metade de 2.000, ainda sob os efeitos da marcha das diretas e da redemocratização, esse modelo permitiu uma razoável diversidade e uma relativa autonomia dos colunistas.
A partir de 2005 encerrou-se o pacto e os grupos de mídia montaram sua estratégia de guerra, visando a conquista do poder político.
Aboliu-se o contraditório dos jornais, o direito de resposta. E passou-se a recorrer às reportagens como armas de guerra, sem preocupação até com a verossimilhança das informações veiculadas.
Esse modelo era de mais difícil aplicação nos anos 90 graças a algum espaço para a metacrítica jornalística.
Quando o pacto aboliu as críticas entre jornais e entre colunistas, a imprensa perdeu o rumo. Não havia mais riscos em serem desmascarados mesmo nas matérias mais estapafúrdias.
Perdeu a diversidade e os grupos de mídia – ainda influentes – passaram a falar para uma audiência restrita e hidrófoba, deixando ao relento os leitores mais qualificados, formadores de opinião.
É aí que surgem os blogs, cumprindo a função do colunismo sem amarras, valendo-se do poder de disseminação de informações da Internet.
Basta um blog desmontar uma reportagem da grande mídia para o artigo se espalhar como rastilho pela blogosfera.
Pela primeira vez, a mídia se viu frente a críticos que transitavam na mesma plataforma tecnológica. Antes, o enfrentamento se dava via mimeógrafo, xerox e cartazes.
Estratégias de desqualificação
Os blogs têm audiência e atuam no creme do mercado de opinião: os formadores de opinião, que transitam entre blogs mais à esquerda e mais à direita para formar sua opinião.
É um público qualificado, de adultos, bancarizados.
Muitos dos blogs tentam se estruturar como empresas. Como tal, alugam escritórios, contratam jornalistas, contatos publicitários etc.
Os ataques dos jornais – nítido na matéria da Folha – consistem em explorar a desinformação dos seus leitores, tratando o faturamento publicitário como se fosse uma mesada a uma pessoa física e não a compra de um espaço publicitário do mesmo nível daquele oferecido pelos grandes grupos jornalísticos.
Ou então, desqualificando a posição dos blogs. Mesmo que existam críticos do governo, não vale a crítica pontual – ou o elogio pontual.
Só se aceita o padrão de guerra total dos grupos de mídia. E não se tolera o contraponto ao que a mídia publica.
Obviamente a desproporção de forças é imensa assim como a força de coerção preservada pelos grupos de mídia.
Tome-se o caso dos Correios em 2013 – com informações extraídas das planilhas da Secom.
Os Correios estão no centro do fogo da Lava Jato. Hoje em dia, é a empresa pública mais vulnerável, com estripulias diversas nas licitações internas, no aparelhamento e no Postalis, seu fundo de pensão.
Jamais mereceu uma reportagem mais aprofundada, apesar de fartamente citado nas declarações de Alberto Yousseff. E essa blindagem é garantida diretamente pela maneira como distribui suas verbas.
Em 2013, empenhou R$ 544 milhões em verbas publicitárias.
Desse total, destinou R$ 46 milhões para a TV Globo; R$ 3,3 milhões para a Editora Globo; R$ 1,4 milhão para a CBN; R$ 8,6 milhões para os canais a cabo da Globo; R$ 9 milhões para a rádio Globo.
Dentre os impressos, destinou R$ 5 milhões para a revista Veja; para as demais revistas da Abril, mais R$ 2 milhões.
Não incluiu nenhum veículo online alternativo para não incorrer na ira dos grupos de mídia.
Suspeitas não são as empresas que programam blogs ou mídia alternativa. São as que temem programá-los, por terem alguma forma de rabo preso.
Falta muito para chegar ao pré-sal das maracutaias
GERALDO HASSE
A economia está batendo pino ou andando de lado, como dizem alguns comentaristas, mas não vai afundar em face do vendaval de denúncias sobre corrupção na nossa estimada Petrobras.
O Brasil é maior do que todos os corruptos e corruptores.
Na verdade, o chamado petrolão é apenas a ponta visível do iceberg da corrupção montado pelas empreiteiras de obras públicas.
Quanto tempo ainda se vai levar para chegar à camada pré-sal da maracutaia? Anos, provavelmente.
Falta jogar a lanterna nas obras da Eletrobras, do DNIT e de ministérios e estatais menos visados pela PF e o MP. E a devassa haverá de chegar nos políticos.
Será a hora de saber se o número de picaretas do Congresso chega mesmo a 300, como falou Lula.
E se as investigações pousarem nos governos estaduais e suas respectivas assembléias?
Acaba de ser preso em Lajeado um fiscal agropecuário que comia bola da indústria de laticínios.
Era um peixe miudo do rio Taquari, um lambari perto dos tubarões das grandes obras nacinais.
O inconsciente coletivo dos brasileiros está cansado de saber que a corrupção da administração pública começou com a primeira caravela de Cabral, enraizou-se nas capitanias hereditárias, nos governos gerais e nas sesmarias distribuídas aos amigos do Rei e da Corte, não desapareceu durante o império dos jesuítas (pelo contrário, disse o Marquês de Pombal) e prosperou, prosperou e prosperou até consagrar-se nas obras de Brasilia, cuja construção serviu como curso de pós-graduação para uma porção de engenheiros e empreiteiros.
Tome-se como paradigma o paulista Sebastião Camargo Penteado (1909-1994).
Ele começou carregando brita em carroças puxadas por burros na construção de estradas no interior paulista.
Depois fez pistas de aeroportos e trechos ferroviários. Ele foi o empreiteiro que mais prosperou.
Já na época da construção do Metrô de São Paulo e da Usina de Itaipu, nos anos 1970, era o rei da construção pesada.
Morreu como um dos homens mais ricos do Brasil. Agora, executivos da construtora que ele fundou (Camargo Correa) estão na cadeia, junto com uma vintena de dirigentes de algumas das empresas líderes do ranking da construção civil.
Todos serão processados e julgados. É fantástico, o Brasil dando a volta por cima na turma do andar superior sem dar chance para a turma do deixa-disso.
LEMBRETE DE OCASIÃO
“A Petrobras não é uma empresa qualquer, é a executante do monopólio do petróleo, garantido pela Constituição do Brasil.”
Modesto Carvalhosa, professor de Direito, no programa Roda Viva de 15/12/2014
Falta um pouco de açucar para a limonada
José Antonio Severo
Limão amargo bem espremido dá limonada.
É o que se diz no mundo dos negócios e que, neste momento, a presidente Dilma pode estar apertando o citros na sua cozinha política, ou seja, nos bastidores desta grande confusão que assola o País neste momento.
A crise da Petrobrás tem dois lados.
No mundo do petróleo, tudo tem verso e reverso. O lado exposto dessa questão está aí à vista:
a) diretores que desviavam para os próprios bolsos as “contribuições” das empresas para os partidos;
b) – crise de confiança no mercado e derretimento do valor do patrimônio líquido nas bolsas internacionais e nacionais.
Lado bom: crise dos corruptos permite uma limpeza nos quadros dirigentes da estatal, robustecendo a confiança do mercado em seus gestores remanescentes para lidarem com os novos tempos de grandes produtores quando o pre-sal entrar no mercado para valer.
Outro ganho pelo lado escuro da lua: o valor de mercado derreteu-se. Mas não esqueçamos de que estamos falando de valor de mercado e não do valor patrimonial de cada ação. No duro, cada ação vale um real. Daí para cima é valor de mercado. Portanto, ainda não chegou ao fundo do poço.
Qual é a vantagem disso para quem espreme o limão?
Os grandes investidores em Petrobrás nos mercados internacionais, entre eles a bolsa de Nova York, são os fundos de pensão brasileiros patrocinados pelas empresas estatais (Previ, Funcef, Petros, Refer, etc.).
São fundos particulares, propriedade do funcionalismo, irrigados pelo Tesouro Nacional.
Quando desaba o valor dos papéis de uma empresa com saúde, os espertos compram na baixa. É o que está havendo.
Como os fundos são donos tanto do lucro quanto do prejuízo, comprar a US$ 6,00 um papel que valia, há pouco US$ 48,00, é um negócio da China, pois tira de um bolso e bota no outro.
Como o preço das máquinas, equipamentos e serviços para furar o pre sal continuam com os mesmos preços, a Petrobrás terá de emitir mais papéis para captar o dinheiro que precisa.
Certamente terá de alterar o modelo para atrair investidores. O modelo atual já estava bichado. Foi por isto e não pela roubalheira que os preços dos papéis empacaram e, depois, começaram a cair.
Quem perde são os fundos privados e os investidores pessoas físicas. Mas estes a são minoria.
Então como fica (para não alongar): O preço desaba e, com menos dinheiro, compra-se mais posições no Pre-Sal. Uma ação que valeria 48 agora sai por seis.
Daqui a cinco ou seis anos o pre sal produzindo leva o valor de mercado para as alturas, novamente. O mico de hoje será uma montanha de dinheiro lícito.
E a queda do preço do petróleo? Isto também derruba a cotações das ações, mas é um alívio para o caixa de Petrobrás.
Como o preço da gasolina (e demais derivados) não vai cair, o lucro aumentará. Esse ganhos podem cobrir os prejuízos da contenção administrada no período da campanha. É o que vai acontecer. Assim, não precisa alimentar a inflação para tirar a empresa do vermelho.
Sem contar do efeito geral para a economia mundial com a queda dos preços do petróleo. Com a retomada internacional, Dilma vai surfar a prosperidade mundial. O Brasil tem tudo para bombar, como das outras vezes em que os países desenvolvidos entraram em rota de crescimento.
É verdade que a Petrobrás tem de recuperar confiança.
Para isto Dilma nomeou Graça Foster. Ela está passando a vassoura. Pode ser que caia, mas deixará a sala limpa.
Com isto e mais aquilo tudo que falamos (petróleo baixo e mercado para ações de baixo preço), a Petrobrás pode recuperar sua imagem de empresa vencedora em pouco tempo.
Botando funcionários e magnatas da construção na cadeia Dilma poderá reeditar a faxina do primeiro mandato, a Faxina 2. Aquilo lhe valeu a estabilidade e, agora, pode consolidar seu novo mandato. É só botar um pouco de açúcar na limonada. Será que ela fará isto?Quem vai perder com as ações da Petrobras
Luis Nassif
Há nos mercados o fenômeno recorrente do “overshooting”.
Trata-se de uma empurrão dos especuladores em cima de tendências de alta ou baixa de determinados ativos.
O jogo é conhecido desde sempre:
No mercado, existem os estoques (a quantidade total de ações de uma empresa) e os fluxos (as negociações diárias de suas ações).
Em geral, negociam-se diariamente frações ínfimas do capital de uma empresa.
Só que o preço registrado no final do dia é utilizado para precificar todo o estoque de papéis existentes.
O que os especuladores fazem é identificar a fase inicial de alta ou de baixa e acentuarem esses movimentos para baixo ou para cima.
Para cima, o jogo de sedução começa assim.
O especulador identifica um determinado ativo barato. Se está barato, é porque é pouco negociado, tem baixa liquidez. Portanto, bastam poucas operações de compras sucessivas para elevar as cotações, mesmo sendo inexpressivas em relação ao estoque existentes daqueles ativos. Com isso, chama a atenção de novos investidores que passam a “descobrir” o ativo.
Cria-se, então, a bolha. Cada novo investidor compra a ação achando que irá encontrar na frente outro investidor disposto a pagar mais caro ainda pelo papel.
Até o momento que os espertos julgam que o papel bateu no pico. Aí, começam a desovar as ações que compraram. O movimento se inverte e há uma corrida que termina por provocar uma queda acentuada nas cotações.
Na queda, o movimento é similar, mas em mão inversa.
Há um conjunto de eventos negativos em relação a determinado papel. Torna-se difícil para o não especialista avaliar o peso daqueles eventos, ou das manchetes, no futuro da companhia.
Esse lusco-fusco é o terreno ideal para o “overshooting” para baixo.
Hoje em dia, há os seguintes fatores contra a Petrobras:
Os efeitos da Operação Lava Jato.
Seus desdobramentos no mercado nova-iorquino, com as ações dos escritórios de advocacia e as investigações da SEC (a Comissão de Valores Mobiliários local) com implicações sobre a captação de recursos no mercado.
A indefinição em relação ao futuro da diretoria.
A queda nas cotações internacionais de petróleo, afetando as petroleiras como um todo.
A partir de ontem, a crise russa se agravando, trazendo dúvidas sobre o mercado cambial.
Por outro lado, a Petrobras é uma companhia com produção crescente no pré-sal. Atualmente, grande parte do investimentos está na fase pré-operacional.
A produção do pré-sal começa a aumentar sistematicamente. As refinarias começam a produzir. A empresa já renegociou todos os investimentos que venciam nos próximos meses. O preço de equilíbrio do pré-sal suporta um nível menor de cotação de petróleo.
Além disso, a combinação de preço de petróleo em queda e de dólar em alta melhora a rentabilidade da empresa nas vendas internas.
Todos esses fatores são ponderados pelos grandes investidores. Na balança, a relação entre a solidez e o futuro da companhia é incomparavelmente maior do que os problemas que enfrenta hoje em dia.
Ao menor sinal de que o cenário está desanuviando, as ações voltarão a recuperar o valor.
Perderão apenas os investidores que entraram em pânico e venderam seus papéis no meio do tiroteio.
[icon name=”envelope” class=””] luisnassif@ig.com.brAdolescer comemora 12 anos no Theatro São Pedro
Desde 2002 até o final de outubro, o espetáculo Adolescer já teve mais de 1.400 apresentações. Atraiu mais de dois milhões de espectadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Concebido e dirigido por Vanja Ca Michel, vai fechar o ano nos dias 19 e 20 de dezembro, às 21h, no Theatro São Pedro.
Vanja dava aulas de teatro em escolas da capital gaúcha quando percebeu a necessidade de uma produção que compreendesse e falasse sobre adolescência. Desde a estréia, no dia 28 de maio de 2002, já passaram pelo elenco mais de 80 atores e atrizes. “Eu digo que o Adolescer é a primeira escola de diversas gerações de atores gaúchos. Muitos nomes que hoje tem carreira consolidada no teatro, cinema e TV começaram conosco”, afirma.
Encenado por onze atores entre 15 e 51 anos, o texto já foi modificado mais de 35 vezes, para manter-se sempre atual e próximo à realidade dos jovens de cada geração. “O mais importante em todo esse processo, foi o espaço para pensar e falar sobre esta fase que ainda é muito confusa para muitas pessoas”. “Nosso objetivo é surpreender o público, ainda que este já tenha visto o espetáculo diversas vezes, como se constata. Sempre é uma emoção nova”, declara.
Segundo Vanja, uma das características da peça é a renovação: “a cada ano, acrescentamos informações e uma grande quantidade de novos temas e novas tribos é colocada em discussão”, diz. “O espetáculo é uma homenagem aos adolescentes e um alerta aos adultos sobre os cuidados e o acolhimento que esta etapa da vida enseja”, afirma.
Numa linguagem atual e bem humorada, os atores trazem situações da vida real, em uma sucessão de cenas curtas que lembram a linguagem da internet e do videoclipe. Ao longo destes anos revelou diversos talentos na cena local. O texto de Vanja reflete sobre a ética e os comportamentos típicos da adolescência, reunindo fragmentos de Moacyr Scliar, Carlos Drummond de Andrade, do psiquiatra José Outeiral e dos psicanalistas Rubem Alves e Cybelle Weinberg.
A OFICINA de TEATRO ADOLESCER já abriu inscrições para 2015. Informações em www.adolescer.com.br
Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro, com valores entre R$ 60,00 e R$ 20,00.
Ficha técnica
ROTEIRO: Textos de Vanja Ca Michel com fragmentos dos psicanalistas Cybelle Weinberg e Rubem Alves, do psiquiatra José Outeiral e dos escritores Carlos Drummond de Andrade e Moacyr Scliar.
CONCEPÇÃO e DIREÇÃO: Vanja Ca Michel
ELENCO: Ane Troian, Anderson Vieira, Caio Pereira, Carini Pereira, Davi Borba, Emílio Farias, Gabriel Vaccaro, Joana Troian, Julia Bach, Juliana Pretto, Julia Troian, Luisa Ricardo e Pedro Martins.
COREOGRAFIAS: Flávio Cruz
ILUMINAÇÃO: Moa Junior
OPERAÇÃO DE SOM: Rogério Câmara
TRILHA SONORA PESQUISADA: Vanja Ca Michel
PRODUÇÃO: Vanja Ca Michel e Moa Junior
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Rose Pereira
REALIZAÇÃO: Ckooqo Entertainment
Indicação: Adolescentes a partir de 11 anos e adultos.
Ingressos:
Plateia – R$ 60,00
Camarote Central – R$ 50,00
Camarote Lateral – R$ 40,00
Galerias – R$ 20,00
www.adolescer.com.br
Fanpage FacebbokOspa encerra temporada 2014 com concerto ao ar livre
A regência será do maestro Tiago Flores, diretor artístico da orquestra. O Coro Sinfônico da Ospa vai participar, e a pianista Catarina Domenici é a solista convidada.
Domingo, 21, às 20h30, os músicos sobem ao palco armado em frente à Catedral Metropolitana de Porto Alegre, para interpretar obras de Bernstein, Gershwin e Borodin, além de tradicionais melodias natalinas.
O programa inicia com medley da trilha do filme “West Side Story”, composta por Leonard Bernstein. Em seguida, a jazzística “Rapsody in Blue”, de George Gershwin. O concerto segue com as “Danças Polovtsianas”, do russo Alexander Borodin. Além dessas composições, os músicos entram no clima desta época do ano e tocam canções natalinas.
O concerto também marca o encerramento da série “Ospa pelos Caminhos do Rio Grande”, que levou a orquestra a oito cidades gaúchas ao longo do ano. A turnê foi financiada pelo sistema Pró-Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do RS, com patrocínio de Favorit e Petrobras.
Catarina
A pianista Catarina Leite Domenici fez carreira como recitalista, camerista, docente e pesquisadora. Após o curso de graduação em música na UNESP, recebeu bolsa (CNPq) para cursar Mestrado e Doutorado em Piano Performance na Eastman School of Music. Lá, recebeu também o Performer’s Certificate, o Prêmio Lizie Teege Mason de melhor pianista.
Além de solista premiada, Catarina gravou o CD Porto 60, premiado com dois Troféus Açorianos e elogiado pela crítica especializada. Também foi a melhor camerista no VII Prêmio Eldorado de Música, Troféu Açorianos e da APCA de São Paulo. É professora de piano da Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 1993 e atual coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Música.
Como docente, ela dá cursos de curta duração, masterclasses, palestras e recitais comentados no Brasil, EUA e Europa. Desenvolve pesquisa pioneira sobre interações compositor-performer na música contemporânea, a qual vem sendo apresentada em congressos na Europa, Ásia e América do Sul.
Catarina é membro fundador e a primeira presidente da Associação Brasileira de Performance Musical (ABRAPEM). A sua biografia será publicada na 32ª edição do Who’s Who in the World em 2015.
Flores
Tiago Flores é o atual diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul sob a orientação de Arlindo Teixeira, especializou-se em regência orquestral em São Petersburgo (Rússia), com Victor Fedotov.
Participou de cursos, oficinas e festivais com Kurt Redel (Alemanha) e Lutero Rodrigues e venceu o concurso Jovens Regentes promovido pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Como regente convidado, atuou à frente de orquestras como Filarmônica de Montevidéu (Uruguai), Orquestra de Câmara de
Caracas (Venezuela), Orquestra Sinfônica do Estado do México (México), Solistas di Napoli (Itália), Orquestra Sinfônica de Grosseto (Itália), Kaerten Sinphonie Orchestra (Áustria) e Orquestra de Câmara da Lituânia. No Brasil regeu a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional (Brasília), Orquestra Sinfônica do Paraná, Orquestra Sinfônica da Bahia, Orquestra Sinfônica de Campinas, Orquestra de Câmara de Blumenau, Orquestra Sinfônica da UCS, Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho (Fortaleza) e Orquestra Sinfônica do Mato Grosso.
Foi diretor artístico da OSPA entre 1999 e 2001. Regente da Orquestra de Câmara da ULBRA desde sua fundação, vem recebendo inúmeros elogios da crítica especializada, destacando-se como grande incentivador da nova música e tendo contribuído, em muito, para o reconhecimento do conjunto como um dos melhores do gênero no país.
Recebeu o prêmio Melhores da Cultura 2005, conferido pela Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, prêmio Açorianos de Melhor CD Instrumental em 2006, e premio Açorianos de Melhor Espetáculo 2008 com o Show “Beatles – Magical Classical Tour.
A Ospa é uma das fundações vinculadas à Secretaria de Estado da Cultura. Os concertos da temporada 2014 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por Vonpar, Ipiranga, Gerdau e Souza Cruz. A realização é da Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós e Secretaria de Estado da Cultura.
Programa do concerto de domingo
Leonard Bernstein: West Side Story – Medley
Joseph Mohr/Franz Gruber: Noite Feliz (arr. A. Hülsberg)
George Gershwin: Rapsody in Blue
Alexander Borodin: Danças Polovtsianas
Leroy Anderson: Medley Natal
George Frederic Handel: Aleluia
