O presidente do Uruguai, José Mujica, defendeu a construção de um porto regional no Rio da Prata, com o apoio do Brasil, país que qualificou de espinha dorsal da integração continental.
A proposta, duramente criticada por empresários portuários brasileiros, foi apresentada por Mujica à presidente Dilma Rousseff na sexta-feira (7), quando foi recebido no Palácio do Planalto.
“Sobre a região, conversamos com a visão de promover (a construção de) um porto regional, que não pretende ser um porto uruguaio, mas sim da região. O Rio da Prata está se transformando em um cortiço de barcos. É um rio complicado e necessitamos dar respostas”, disse Mujica.
O presidente destacou que não foi abordado o tema do financiamento da obra. “Não falamos do financiamento, e sim de outras coisas, de como vai favorecer o Brasil, Paraguai e Bolívia, que são companheiros que estão envolvidos, e a Argentina, que é imprescindível”.
Desde 2010, Mujica defende a construção de um complexo portuário no Rio da Prata. No início do ano, ele afirmou que seu governo e o da presidente Dilma Rousseff iriam implantar o empreendimento, avaliado em US$ 500 milhões, e que o Brasil arcaria com 80% dos custos, através do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul.
O projeto prevê a instalação de um complexo de águas profundas em Rocha, às margens do rio, no Uruguai.
A cidade fica 210 quilômetros a nordeste de Montevidéu, a capital do país, e a 321 quilômetros do porto brasileiro de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Em fevereiro passado, essa ideia levou diretores da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) e da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec) a se reunirem com o então ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, a fim de questioná-lo sobre o empreendimento, que foi duramente criticado.
“O Uruguai tem direito a ter novos portos e esse não é o problema. O fato é que nós não podemos financiar um concorrente, enquanto temos grandes carências em acessos terrestres e aquaviários e na infraestrutura portuária”, destacou o presidente da ABTP, Wilen Manteli, em entrevista publicada em A Tribuna na edição de 25 de fevereiro deste ano. (Fonte: Tribuna de Santos)
Autor: da Redação
Uruguai pede ajuda do Brasil para construir porto
Quando o xingamento justifica o fascismo
Enio Squeff*
Talvez seja possível entender a imensa indignação das pessoas com a reeleição de Dilma Rousseff.
Da multidão de personalidades chiques, charmosos famosos e muitos de seus apoiadores fora dos estádios, que xingaram de forma desabrida a presidenta, em plena Copa do Mundo, de uma maneira, no mínimo, indecente e estúpida, só se podia esperar mesmo a atual violência, por enquanto verbal.
A revolta dos médicos talvez seja a mais sintomática e assustadora: que juramento de Hipócrates, qual nada! O que vale são os estritos e inaceitáveis juramentos de lealdade a uma corporação argentária que surpreende pelo elitismo e pela total ausência de vergonha à exposição pública de seus preconceitos e mesquinhez.
Mas a violência deve ser analisada.
Pode ser uma mera demonstração explícita de paranóia dizer que estamos a um passo da nazificação do Brasil.
Mas a crer nos testemunhos da guerra civil que ensangüentou os Balcãs, há que se pôr a barba de molho.
Li em alguns depoimentos dos Balcãs, que o sujeito acordava pela manhã com seu vizinho a empunhar uma metralhadora, a atirar nele e na sua família. No entanto, até o dia anterior, as comunidades muçulmanas, sérvias – católicas ou não – cumprimentavam-se cerimoniosamente, com decidido afeto.
Respeitavam-se. Eis, porém, que em nome da xenofobia devidamente incentivada pelas mídias étnicas, assumir-se como assassino fez-se, de repente, uma espécie de obrigação.
Por que? A imprensa brasileira, quem sabe, possa dar algumas explicações.
Começa por um dado humano. Nada pior para um jornalista do que ver suas
previsões irem por água abaixo.
O mantra de que o país está à deriva, parece ser uma motivo condutor, assim que o sujeito senta no computador para seu trabalho diário.
O dito do Catão de que “Cartago delenda est”- ou seja, de que “Cartago, ou melhor, Brasília, “deve ser destruída” explica-se na medida das frustrações não cumpridas com as pajelanças diárias que a maior parte dos jornalistas promove.
Uma moça da Globo News, para os efeitos do que seu patrão exige – referiu-se, há dias, ao Brasil como uma espécie de país longínquo: não temos o nosso governo – mas “esse governo”.
Difícil, na verdade, é então, conter o ódio, quando a inflação, ao contrário da afirmação do mês anterior, não se mostra “fora de controle”.
Em nenhuma democracia do mundo, a denúncia de um meliante assume foros de verdade como no Brasil.
Aqui, se um criminoso é preso, e se há suspeitas de seu envolvimento com políticos – os que primeiro aparecem, mesmo sem provas, são os governistas. É a denúncia seletiva.
Mas a idéia de que a delação premiada absolve o criminoso, in limine, de qualquer suspeita de que ele mente, quando afirma que uma senadora do PT recebeu alguns milhões para a sua campanha, será sempre o corrente, para a verdade insuspeita de que ela é corrupta.
Dá-se então que na campanha diária, a que se dedica a imprensa oposicionista – ou seja, quase toda a imprensa – , cada palavra do criminoso passe a ser tida como uma verdade insofismável.
Entre os jesuítas, era corriqueira aceitação de que quando Roma falava não havia mais dúvida. Mude-se a idéia para o Brasil, e o Roma locuta, causa finita, dos jesuítas, será sempre tão impositivamente aceito.
A velha questão de que o tempo poderá dizer se tal coisa é verdade, já não passa mais pelo imaginário coletivo. A imprensa diz, logo, não há dúvida.
Assim, se o governo afirma que “não há risco de racionamento de energia”, o fundamental, o correto é precisar no título que “não é bem assim”. E um especialista caçado, algures, não só dirá o contrário. É o bastante para a manchete compulsória do dia seguinte.
A Copa do Mundo foi exemplar. Não bastou que numerosos especialistas que pregavam a impossibilidade de o Brasil construir estádios, como o fez, terem sido desmentidos pelos fatos.
Diante da evidência de que a imprensa errou, claro que ninguém ou muito poucos de seus crédulos leitores se convenceram de que eles também tinham errado.
Diante da evidência da falha de profecia, como não compreender uma compensação enraivecida bradada aos sete vento e para o mundo: “Dilma vai tomar no cu!” ?
Por que? Justamente por causa da frustração – não é preciso ser psiquiatra para explicar o fracasso do Brasil em campo: a garotada que vestiu a camisa verde amarela já estava fadada ao fracasso. Eram traidores para a quase totalidade da imprensa.
O Brasil fazia estádios padrão Fifa, mas não construía escolas nem hospitais: logo, entregaram-se à faina fadada ao fracasso de antemão, de jogarem numa Copa em tudo odiada pelos torcedores conformados pela mídia.
Perder de forma humilhante, essa talvez a compensação inconsciente consentida à massa que xingou o governo por ter feito estádios que até ontem a imprensa dizia não poderem ser construídos. Como foram concluídos a tempo e se tornaram um exemplo para o mundo, o “vai tomar no cu” foi a fórmula salvadora encontrada.
Como na Alemanha nazista, a cada revés havia que pegar um judeu.
Vem sendo assim desde que se decretou o costume da morte dos bodes expiatórios.
O pior, no entanto, o mais grave não são os chiques, o beautifull people et catervaa vomitarem seus preconceitos, ou os basbaques a lhes repetirem para, quem sabe, se fazerem à imagem e semelhança de seus ídolos (os chicosos) – mas os intelectuais ou pseudo intelectuais, a aceitarem perfeitamente que uma Marina Silva lhes pudesse honrar; ou de ser o que ela dizia que era.
Como explicar que não lessem a biografia da senhora, onde o maior especulador do mundo, George Soros, aparece como seu principal incentivador- logo ele que é um dos maiores investidores na indústria da morte, a armamentista – que aparece a todo o momento sempre como seu guru – e que transformassem tal informação não em decepção com a candidata, mas em “mais uma perfídia” do governo?
“Eu odeio o PT” – a frase é dita e repetida com tranqüilidade por muitos.
Se isso quer dizer alguma coisa, não é propriamente que os ditos intelectuais tenham qualquer razão para seu ódio – mas de que têm a desrazão dos autênticos seguidores da máxima fascista de que a raiva é mais importante do que qualquer exercício reflexivo. É o anti-intelectualismo. “Viva la muerte, abajo la inteligencia”. Claro, não se fale dos cronistas das rádios e das televisões, ou dos respectivos bloqueiros da grande mídia. São mentirosos, pagos para mentirem, injuriarem e se possível, matarem ( ainda que indiretamente). São sicários intelectuais. Não matam com suas próprias mãos, mas incentivam o assassínio moral.
Não dizem que a Justiça Italiana absolveu Pizzolato por terem sido encontrados erros gritantes na ação 470.
Inventam que vivemos na Venezuela (quando nem a própria existe, como eles a pintam). Vendem suas mentiras a peso de ouro – o que, afinal, os explica.
No momento seguinte, porém, como são sinceramente invejados por terem seus nomes estampados nas colunas dos grandes jornais e das estações de rádio e TV, logo têm intelectuais até respeitáveis, a se fazerem seus porta-vozes.
Desisti sinceramente de romper com pessoas, amigos ou chegados, por suas falhas de caráter, covardia ou simples insensatez. Os vertebrados intelectuais sempre existiram. E alguns revelaram-se grandes intelectuais, apesar de sua pusilanimidade.
Elia Kazan colaborou com o macartismo e não deixou de ser um grande cineasta. Nelson Rodrigues foi um entusiasta do golpe militar brasileiro – e não se tornou um mau dramaturgo apesar disso.
Ou seja, isso acontece, mas nunca entendi, nem entendo, como certos sujeitos medianamente informados puderam acreditar nos candidatos da mídia na eleição que passou.
Ou bem não sabiam quem eram – o que é grave, pois bastaria que lessem um pouco além dos jornalões. Ou sabiam e sabem – mas gostaram do que leram e ouviram.
Aceitaram, em suma, se encontrarem na estupidez e no ódio. E no fascismo.
Deverão engrossar logo, logo, a fileira dos saudosistas dos golpes.
*Jornalista e artista plásticoUm olhar sobre a ocupação dos espaços na feira do livro
O fotógrafo e ativista social Eduíno de Matos, lançou um olhar crítico sobre a ocupação dos espaços na Feira do Livro de Porto Alegre, este ano em sua 60a. edição.
Revela o avanço inexoravel das empresas, orgãos publicos, entidades sobre os espaços mais nobres da feira, relegando os livros ao segundo plano.
[icon name=”bars” class=””] Confira neste link.Mídia: 271 parlamentares são donos ou sócios
Apesar da proibição Constitucional, atualmente no Congresso Nacional existem 271 políticos sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação.
É o que aponta um levantamento feito pelo Fórum Nacional pela Democratização (FNDC).
O artigo 54 da Constituição Federal não poderia ser mais claro: é proibido a todo e qualquer ocupante de cargo eletivo ser diretor ou proprietário de canais de comunicação, como jornais impressos, rádios e TV. E o Artigo 55 pune com a perda do mandato quem descumprir o artigo anterior. Mas, no Congresso Nacional, existe uma bancada bem estabelecida do baronato da mídia nacional ou, indiretamente, financiada por ela. Ao todo, 271 políticos são sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação.
Segundo o Secretário Executivo do FNDC, Pedro Rafael Vilela, até 2012, havia 260 concessionários de rádio e TV nas mãos de políticos em cargos eletivos.
Desde 2013 o FNDC trabalha para coletar 1,3 milhão de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular para impedir, de fato, a propriedade de veículos de comunicação a parlamentares.
A preocupação do FNDC é, também, o processo de democratização da produção e consumo do conteúdo veiculado. “Das seis maiores redes de comunicação do País, cinco estão em São Paulo e uma no Rio de janeiro”, explica Vilela. Segundo ele, o que está em jogo é a representação da pluralidade cultural brasileira, que não se enxerga na produção da mídia hegemônica.
Titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, o deputado Emiliano José (PT-BA) garante que a comissão nunca tratou do assunto sobre parlamentares proprietários de veículos de comunicação. Segundo ele, candidatos assim levam vantagem por poder controlar o conteúdo do noticiário. “Isso é antidemocrático, empobrece o debate e exclui a sociedade do acesso ao direito à comunicação”, diz o deputado. Para Emiliano, o caminho para se chegar à regulação da mídia passa pela reforma política do sistema eleitoral.
Para um outro integrante da mesma Comissão, o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), nem o cumprimento do Artigo 54 e nem a regulação da mídia vão acontecer “porque isso deriva do fato de muitos parlamentares serem donos de veículos de comunicação”.
Regulação da mídia no Congresso
Bittar acredita que o rompimento da limitação dos avanços rumo a uma regulação democrática da mídia imposta por parlamentares proprietários de veículos de comunicação virá por meio de uma ação coordenada entre o Executivo e a sociedade organizada. “Dilma deve promover um amplo e aprofundado debate sobre importância para a democratização e para vedar, terminantemente, a propriedade de veículos de comunicação por políticos”, afirma.
O deputado viveu as dificuldades de democratizar a comunicação no Brasil quando, em 2007, foi relator da reforma da tevê por assinatura. Ele apresentou uma proposta para destinar 30% dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual Brasileiro para produções independentes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Isso paralisou a reforma e as discussões duraram até 2011, quanto a reforma foi aprovada”, conta Bittar.
Ainda assim, a sociedade tem se organizado e avançado nas discussões. Entre os dias 13 e 24 de outubro ocorreu a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, organizada pelo FNDC e por mais de 300 entidades filiadas.
Fonte: Agência PT de NotíciasPor que a RBS está encolhendo
O jornalista Claiton Selistre acaba de se aposentar, depois de 25 anos na RBS, boa parte deles em cargos de direção.
Neste artigo publicado originamente no portal Making Off, ele analisa as causas do encolhimento que o maior grupo de comunicações do Sul do Brasil está submetido:
“A internet provocou uma revolução na vida das pessoas, com forte impacto no meios de Comunicação donos de veículos impressos.
Os usuários, até então, exerciam o ato unilateral de ir às bancas ou ligar um aparelho, passaram a ser acesso à geração de conteúdo – postando fotos e textos, opinando sobre tudo e todos.
Foi um salto extraordinária para a formação espontânea da maior rede de informação do mundo, sem custo, muito rápido e mais impactante do que os saltos no tempo ocorridos entre a chegada do rádio, na era dos impressos, e da TV, no auge do rádio. A RBS, cujos negócios se dividem, principalmente, em televisão, com 18 canais; 24 rádios e 8 jornais, foi atingida fortemente pela nova onda – como grupos no mundo inteiro.
O meio jornal caiu vertiginosamente em circulação e em receitas, provocando a aplicação de um remédio amargo para todos – o corte de estruturas, gente e produto, como uma bola de neve: menos recurso, menos gente, menos qualidade, menos comercialização, menos receita, menos recurso para investimento.
Sabendo que deveria crescer além das fronteiras de SC e RS, a RBS fez muitas tentativas para isso: em certa oportunidade, quis entrar no Paraná; em outra, criou o Canal Rural – voltado para o agronegócio e parabólicas em todos o Brasil.
Chegou a comprar uma FM e iniciar negociações para um jornal, em São Paulo.Tudo isso preocupava a Globo, conforme era manifestado em conversas desgastantes na sede da rede no Jardim Botânico, no Rio. A programação nacional líder de audiência, exclusiva para os dois Estados, estava garantida desde que o grupo gaúcho não ultrapassasse fronteiras, e não concorresse no plano nacional.
Quando Edardo Melzer, neto do fundador, assumiu a presidência da RBS, em julho de 2012, teve que administrar outro possível atrito, provocado por um modelo de comercialização que considerava as receitas sob a mesma direção geral, como se fosse um bolo só – rádio, TV e jornal.
A dona da programação nacional de maior audiência ficou desconfortável com esses vasos comunicantes comerciais, entendendo que dinheiro da TV deveria ser administrado somente por ela.
Isso acabou levando, mais tarde, à primeira alteração na equipe gestora de Melzer: Eduardo Smith, vice-presidente da RBS em SC, deixou a TV, passando a administrar Rádio, TV e Oline para o Grupo todo.
Em 2013, com os resultados abaixo do esperado, vários alterações foram feitas na equipe. Seguindo o padrão sugerido em consultoria, executivos com diploma de pós graduação nos Estados Unidos, focados em numerologia, mas sem conhecimento de conteúdo.
O descuido com o produto ocorria enquanto a Internet surrupiava leitores.
A RBS, inovadora ao ser proprietária do ZAZ, que depois vendeu e se transformou no Terra; em ter a NelSul que repassou a Globo e outras iniciativas pioneiras, não encontrava as soluções para o futuro. Tentava, com novos negócios na capital paulista e procurava diversificar, com investimentos em outras áreas, mas sem grande impacto nos resultados econômicos.
Os investimentos maiores, até então, havia sido a inauguração de um moderno parque gráfico, em Porto Alegre, ao custo de 70 milhões de reais e em Santa Catarina, a mudança da sede da empresa para a SC 401 (hoje quase um terço vazio).
Na metade deste ano, os acionistas realizaram uma reunião fechada em Miami para estudar uma saída para o momento. Entraria em cena a consultoria da empresa paulista Galeazzi e Associações, que neste momento supervisiona produção de um orçamento extremamente rígido.
Cortes de pessoal são feitos sistematicamente e ,em agosto, com anúncio prévio, 130 funcionários foram demitidos. Outras decisões de enxugamento foram tomadas: em Santa Catarina, o fim do patrocínio das transmissões de carnaval e, a mais impactante delas, a não realização do Planeta Atlântida depois de 17 anos, vitimado pela equação: orçamento menor, menos atrações, menor público, menos receita. A expectativa é que o novo orçamento gere uma nova redução das estruturas até o final deste ano, para o atingimento da meta em 2015.
Quanto ao produto, a RBS já informou a proposta. Na semana passada foi anunciada a saída de Smith, com o tradicional “final de ciclo”.
Para essa tarefa de dirigir os destinos de Jornais e Online, Melzer chamou a executiva Andiara Petterle, de 35 anos, que possui formação em jornalismo na base, e está na empresa desde 2011, tocando mídias digitais em São Paulo. É uma sinalização de foco, pois a gestão não inclui mais a área de Rádio.
Ela chega com dois grandes desafios: conciliar o lado de mãe, pois está com oito meses de gravidez, e implantar produtos que compensem a falta de receita dos jornais.
A posse vai ser em quatro meses. Até lá vai, Andiara vai cuidar do bebê e dar a luz um projeto rápido e eficiente, que estanque o encolhimento da RBS.
Claiton Selistre, jornalistaDitadura: coronel foi a primeira vítima
Corre na 2ª Vara Federal, em Canoas, a ação civil pública contra a União.
É movida pelo Ministério Público Federal, assinada pelo procurador Pedro Antonio Roso.
Requer que o tenente-coronel Alfeu de Alcântara Monteiro, morto três dias após o golpe militar, em 1964, seja reconhecido como vítima da ditadura.
O tenente-coronel Alfeu de Alcântara Monteiro foi morto a tiros no dia 4 de abril de 1964 na sala de comando da Base Aérea de Canoas.
Na época, o inquérito militar, cercado de sigilo e sem ouvir testemunhas, concluiu que foi “legítima defesa”: Alfeu teria puxado a arma primeiro.
Segundo o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, Alfeu Monteiro foi a primeira vítima fatal da ditadura militar no Rio Grande do Sul.
A ação parte de uma denúncia do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que busca resgatar a verdadeira história de Alfeu de Alcântara Monteiro, que era “nacionalista e defensor dos direitos e garantias constitucionais”.
O procurador aponta uma série de inconsistências colhidas dentro do IPM que tratou da morte do tenente-coronel Alfeu e apresenta testemunhos que contradizem a versão oficial apresentada pelo IPM.
A ação civil pública está sob a guarda da 2ª Vara Federal de Canoas.
Procurador Federal – Dr. Pedro Antonio Roso – processo 50143670820147112 – 2ª Vara Federal de Canos – Juiz Roberto Schaan Ferreira.
Audiência – dia 18/11 – às 15hs. – 2ª Vara Federal de Canos
(Leia a história completa na Edição Especial da Revista JÁ sobre os 50 anos do golpe militar de 1964, segundo volume: peça ao seu jornaleiro ou veja arquivo digital em https://jornalja.com.br/1964-o-que-saber-para-evitar-que-se-repita/)Abatimento da dívida, uma vitória do concertador
GERALDO HASSE
No dia 5 de novembro, menos de duas semanas após perder nas urnas o governo do Estado para José Ivo Sartori (PMDB), o governador Tarso Genro obteve a maior vitória do seu mandato: a aprovação pelo Senado do projeto que altera os indexadores da dívida dos estados e municípios com a União. Já aprovada pela Câmara dos Deputados, a medida só precisa da assinatura da presidenta Dilma. Tudo indica que vai valer uma cerimônia enaltecendo o resgate da federação.
As fotos da aprovação no Senado mostraram um Tarso exultante. Não era para menos. Ele se esmerou na concertação de um pacto pela via parlamentar. Em vez de ficar choramingando, o governador passou a maior parte do seu governo, a partir de 2011, convencendo um por um todos os governadores de que estava na hora de virar o jogo armado em 1998 pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, que aprisionou todos os Estados num esquema impagável de endividamento com o Tesouro Nacional, dentro da lógica de ajuste fiscal e orçamentário do Plano Real.
As condições variavam por Estado, mas o Rio Grande do Sul levou a pior porque não aceitou privatizar o Banrisul (apenas outros três Estados mantiveram seus bancos estaduais).
Naquele momento governado por Antonio Brito (PMDB), o Rio Grande do Sul acabou assinando com a União um papagaio-monstro de R$ 9,8 bilhões, comprometendo-se a entregar 13% de suas receitas para amortizar a dívida.
Uma década e meia depois, o balanço da situação revela o estrago nas finanças do Estado: depois de pagar R$ 16,2 bilhões (mais de R$ 1 bilhão por ano, em média), o Rio Grande do Sul deve R$ 44,4 bilhões, valor que pelo pacto de 1998 deve ser zerado em 2028. Não é preciso ser bancário para concluir que, nas condições vigentes, a dívida seria impagável.
O primeiro governador a perceber o tamanho da encrenca foi o “banrisulman” Olívio Dutra. Ao assumir o governo em 1999, ele se negou a sustentar a monstra. Sua resistência durou poucas semanas. Sem receber repasses federais retidos pelo ministro Pedro Malan, ele foi obrigado a se render. Faz por merece, agora, receber um afago de consolo: quem se habilita?
A dívida permanece a mesma e o Estado vai ter de continuar entregando 13% de suas receitas, mas haverá um alívio crescente à medida que passar o tempo. Segundo o projeto aprovado pelo Congresso, os índices anteriores de 6% a 9% de juros mais IGP-DI foram reduzidos para 4% de juros mais taxa Selic ou IPCA — a taxa que estiver menor, tudo isso podendo ser aplicado retroativamente a 1º de janeiro de 2013. Essas alterações no cálculo dos juros são consideradas vitais para a saúde financeira do Estado, que terá uma relativa folga no orçamento, a longo prazo. Estima-se que a dívida do Rio Grande do Sul terá um abatimento de R$ 16 bilhões até 2028.Militarismo, prelúdio das guerras mundiais
Mariano Senna*
Um mundo dividido entre dois blocos de poder. Cada um com sua ideologia, seu plano, seus objetivos.
Um mundo em crise, combalido por uma depressão econômica arrastada por décadas.
Pessoas desempregadas, cansadas, sem perspectivas, perdidas numa transição global sem fim. Divididas enfim, dentro do mesmo espaço geográfico e social.
Ao fundo, um nacionalismo crescente, ufanista, apresentado como receita da salvação.
O resultado inescapável são conflitos regionais, guerras civis, golpes de Estado por todos os lados. A instabilidade como palavra-chave.
Esse é o prelúdio da segunda guerra mundial, resumido pela revista The Atlantic, em um documento literário e fotográfico (http://www.theatlantic.com/infocus/2011/06/world-war-ii-before-the-war/100089/).
Guardadas as devidas proporções, é possível ver as semelhanças com o momento atual.
O principal sinal é justamente o fortalecimento do belicismo como máquina política e econômica. Um velho artifício de nações que se julgam desenvolvidas.
O paralelo pode ser estendido à primeira guerra também.
Em outubro o Plymouth Institute for Peace Research da Grã-Bretanha (http://www.pipr.co.uk/all/dark-clouds-loom-in-the-shadow-of-the-first-world-war-noam-chomsky-discusses-isis-ukraine-and-gaza/) entrevistou Noam Chomsky, professor emérito do MIT (http://web.mit.edu/linguistics/people/faculty/chomsky/), considerado um dos maiores intelectuais vivos da atualidade.
A ideia era fazer uma comparacão com a situacão atual, e a que precedeu o início da primeira grande guerra há cem anos. A diferença principal, segundo Chomsky, são as armas nucleares.
“Temos escapado à auto-aniquilacão quase que por milagre, ignorando o alerta feito por Bertrand Russell e Albert Einstein em 1955, de que se não quisermos por um fim à raça humana, a humanidade deve renunciar à guerra como meio político”, lembrou ele, chamando a atenção para o fato de que a maioria dos intelectuais em todos os países está dedicada a fortalecer os interesses de seus Estados.
Ou seja, trabalham para justificar os meios bélicos e violentos como único caminho possível para a paz. “Os que fogem à regra são punidos por sua sanidade e integridade”, diz Chomsky.
Denunciando com fatos históricos e geopolíticos a política criminosa de Israel frente aos palestinos, o intelectual norte-americano afirma que há uma “construção forjada” da realidade no oriente médio, com o objetivo de justificar e promover o conflito na região.
O recente surgimento do “Estado Islâmico” (IS, ISIS ou ISIL em inglês) é um bom exemplo.
“Trata-se de uma consequência das atrocidades cometidas pelo exército norte-americano no Iraque, o que incitou conflitos sectários, destruindo de fato o país como unidade nacional”.
A coisa fica ainda mais complicada, considerando que até o momento a única força capaz de deter o avanco dos milicianos do Estado Islâmico foram os curdos, habitantes da quadrúplice fronteira entre Turquia, Síria, Irã e Iraque. Quer dizer, norte-americanos e europeus estão armando os curdos do PKK (Partido do Curdistão), inimigos do governo turco, que é crítico ferrenho do governo israelense, este por sua vez aliado estratégico de Washington na região.
E mais, Noam Chomsky acusa explicitamente o governo dos Estados Unidos e aliados, como a Arábia Saudita, de apoiar por décadas grupos islâmicos fundamentalistas para fazerem oposicão ao nacionalismo secular. Este último, um problema político desde que vastas reservas de petróleo foram descobertas ali.
Chomsky ainda cita o jornalista e expert naquela região, Patrick Cockburn, para descrever a estratégia Norte-Americana como uma “construção de Alice no País das Maravilhas”. Propondo combater ambos, o Estado Islâmico e os inimigos deste ao mesmo tempo. Diplomacia internacional? “Isto é praticamente impensável na cultura política dos Estados Unidos”, lamenta o professor do MIT.
Na Ucrânia a abordagem é semelhante. “Washington violou a promessa verbal feita a Gorbachev, e tem promovido sistematicamente a expansão da OTAN para o Leste, até as fronteiras da Rússia, e ameaçando incorporar a Ucrânia”, aponta ele. Tal política vai contra as ligações históricas e culturais entre russos e ucranianos, fora a enorme implicação estratégica para ambos. Para Chomsky, a atual crise na Ucrânia é culpa do ocidente, mas sem isentar a autocracia russa.
Ao final da entrevista, Noam Chomsky comenta como que esperançoso: “Nós estamos marchando resolutamente em direção a uma crise ambiental que irá se sobrepor a outras preocupações em um futuro não muito distante”. Mas a ideia de que a catástrofe irá nos salvar contraria o pensamento de um dos maiores expoentes do ambientalismo brasileiro de todos os tempos. José Lutzenberger, apesar do seu notório catastrofismo, dizia que apesar de todas as mazelas ecológicas do mundo moderno, a maior de todas as tragédias humanas sempre foi a guerra. Até porque uma coisa não exclui a outra. Muito pelo contrário.
*Mariano Senna é jornalista brasileiro e vive em Berlin.Desenvolvimento: Brasil segue voando rente ao chão
AINDA O DESENVOLVIMENTO
Wladimir Pomar
Apesar das políticas de crescimento econômico e de redução da pobreza dos governos Lula e Dilma, o Brasil ainda não se livrou da crise estrutural que o assola desde meados dos anos 1970.
Nessa década o país foi abalado pelo esgotamento do ciclo de crescimento subordinado da ditadura militar, que o afundou na crise da dívida externa.
O uso abusivo dos empréstimos de petrodólares e a transformação do dólar em moeda de circulação mundial levaram, primeiro, à estagnação dos anos 1980 e, depois, à devastação dos anos 1990.
Nos anos 1980, o PIB brasileiro cresceu a taxas inferiores a 1%, causando uma profunda mudança na propriedade de ativos e promovendo uma intensa centralização de capital.
Isto, enquanto na Ásia vários países em desenvolvimento alcançavam taxas de crescimento superiores a 7% ao ano, e o capitalismo norte-americano acelerava seu processo de centralização, financeirização, desindustrialização e de déficits conjugados.
Nos anos 1990, o Brasil foi submetido aos ditames do Consenso de Washington e à reestruturação industrial promovida pelas corporações transnacionais.
Estas se apoderaram das estatais privatizadas e de inúmeras outras empresas em dificuldade, relocalizaram plantas industriais em outros países “mais baratos”, e abriram buracos imensos nas cadeias produtivas nacionais.
Apesar, ou por causa disso, o país cresceu apenas 2% ao ano, enquanto na Ásia a China alcançava cifras de 9% ao ano, e a Índia, Vietnã e outros “tigres” cresciam a taxas acima de 6% ao ano.
De 2003 a 2009, o Brasil se beneficiou das importações massivas de commodities e da queda da inflação mundial, ambas patrocinadas principalmente pelo desenvolvimento da China.
Isso permitiu ao Brasil crescer a taxas médias anuais superiores a 4,5% e aguentar o tranco da crise econômica que teve os Estados Unidos como epicentro.
Numa manobra de flanco, mesmo mantendo o tripé econômico neoliberal, o governo Lula consolidou políticas de elevação salarial e de transferência de renda para as camadas mais pobres da população, induzindo um crescimento econômico via elevação do consumo.
Essas políticas foram mantidas e ampliadas pelo governo Dilma.
Mas já no contexto de expansão da crise econômica do capitalismo desenvolvido para a Europa, com repercussões negativas em todo o mundo e no Brasil, com quedas nas taxas de crescimento anual.
Vista em retrospectiva, a taxa média de crescimento do Brasil nos últimos 40 anos pode ser comparada a um voo de galinha rente ao chão.
A crise social só não está pior porque os programas sociais dos governos Lula e Dilma minoraram a miséria e a pobreza, e o crescimento demográfico teve seu ritmo reduzido.
Mas a erosão das cadeias industriais continuou seu curso. Diminuiu a geração produtiva de valor. Manteve as dificuldades para transformar a economia de renda média do país num padrão de renda alta.
E não aumentou a oferta a um patamar que atendesse ao crescimento do poder de compra das camadas pobres da população que ingressaram no mercado de trabalho e se elevaram acima da linha da pobreza.
Nessas condições, cresceram os indícios, pelo menos desde 2011, de que não há mais como crescer apenas pela expansão do consumo e dos empregos nos setores de comércio e serviços.
E de que não adianta muito dialogar para mediar os problemas colocados pelos grupos empresariais e pelos grupos de interesse político-partidários.
O governo não conta mais com um forte grupo de estatais, capaz de permitir ao Estado atuar diretamente no comando da política econômica dos setores-chave.
E a cooperação do governo com o setor privado para resolver os problemas de logística, de comunicações e de energia sofre com a natureza do capital privado, que só se move com a perspectiva de lucro igual ou superior à taxa Selic.
Algo que encarece as obras, pesa sobre o endividamento público e os preços, e engessa as políticas governamentais.
Além disso, o governo se debate ainda com o desmantelamento neoliberal do sistema de planejamento e elaboração de projetos do Estado.
A privatização do controle das telecomunicações, transportes, eletricidade, e outros sistemas, através de agências híbridas, impede a realização de uma administração pública real desses setores.
E o Brasil ainda não recuperou seu sistema de planificação, liquidado nos anos 1990.
O Ministério do Planejamento é, basicamente, de Orçamento e Gestão, sem haver retomado seu papel de planificar e controlar a estratégia de planejamento do desenvolvimento.
Em grande medida o governo continua amarrado aos ditames neoliberais.
Boa parte dos economistas de fora e de dentro da máquina governamental considera que é preciso perseverar na macroeconomia dos juros altos, ajustes fiscais e flutuação do dólar para manter a inflação sob controle.
Outra parte acredita que o salto da produtividade industrial é o grande desafio de um novo ciclo de crescimento mais robusto.
E sugere que isto só pode ocorrer se houver uma integração maior da economia brasileira nas grandes cadeias globais de suprimento e inovação, nas quais predominam as trocas dentro das empresas e entre grandes empresas.
Ou seja, uns subordinam à macroeconomia monetária, fiscal e cambial o crescimento econômico, sem considerar que a indústria deve ser o carro chefe, por ser ainda a principal geradora de valor agregado, ou de acumulação de capital.
Outros, além de quererem um crescimento gerador de desemprego (salto de produtividade só pode ocorrer com elevação do padrão tecnológico e descarte de força de trabalho), pretendem integrar, ou entregar, às cadeias globais dominadas pelas corporações transnacionais uma economia já dominada por essas mesmas corporações.
Nas condições atuais do Brasil, a macroeconomia deve ser subordinada à solução dos problemas estruturais, o principal deles sendo o aumento da produção industrial e da agricultura alimentar. E terá que ser uma industrialização que combine altas taxas de emprego, capazes de absorver pelo menos os 21 milhões de jovens sem estudo e sem emprego, com a elevação da produtividade em setores chaves. O que exige uma política de desenvolvimento de novo tipo.
Isto é, uma política que objetive elevar as taxas de investimento público nos setores industriais chaves, inclusive com novas empresas estatais; forçar a democratização do capital através de programas contra os cartéis, os oligopólios e os investimentos de curto prazo; estimular a concorrência empresarial; e resolver, prioritariamente, os gargalos de infraestrutura urbana e produtiva, de modo a combater a inflação através do aumento da oferta, e não de compressão da demanda.
Para que o desenvolvimento ocorra, e combine a economia com as demandas sociais e com a política democrática, a macroeconomia deve estar subordinada àqueles objetivos. O inverso será continuar a amarração do governo à ortodoxia neoliberal.
Fonte: Correio da Cidadania, 04/11/2014Caça às baleias: história de uma guerra sangrenta
Está chegando às livrarias um livro escrito por dois britânicos que contam uma das histórias mais sangrentas do Brasil. A caça às baleias começou no início do Brasil Colônia e passou por diversos ciclos de exploração — principalmente por noruegueses e depois por japoneses — até chegar a 1985, quando foi proibida, após debates intensos na maré montante do movimento ambientalista.
Quem viu as baleias se transformarem recentemente em um dos xodós do ambientalismo internacional, ao lado dos ursos polares, das focas, dos leões marinhos e dos coalas, não imagina a extensão da batalha travada para banir a caça do litoral brasileiro.
Nos séculos antes da luz elétrica, o óleo de baleia era usado na iluminação de casas e ruas. Também foi empregado para cimentar muros e paredes de pedra. No século XX, quando a carne de baleia se tornou uma iguaria da culinária japonesa, o Japão foi o último país a resistir na caça feita com arpões disparados por canhões montados em barcos frigoríficos. Foi um massacre que levou a espécie à beira da extinção.
Os japoneses perderam a guerra depois que ambientalistas filmaram a agonia das baleias feridas e cercadas por filhotes aflitos em meio a lagoas de sangue. Livres, as baleias se tornaram atração turística em pontos do litoral, como Imbituba, SC. Apenas no Brasil, estatísticas do final da década passada registram mais de 200 mil avistamentos de baleias.
O livro editado pela Disal custa R$ 49. A editora tem loja em Porto Alegre (Mostardeiro, 333), mas este ano não participa da Feira do Livro. Suas obras devem ser expostas na banca da Cervo.
Os dois autores, William Edmundson e Ian Hurt, são veteranos que já publicaram outros livros de História. “A História da Caça às Baleias” foi escrita em inglês e traduzido para o português por Edmundson, que vive em João Pessoa, a última fortaleza dos açougueiros do mar, que operavam com licença do governo brasileiro.
Geraldo Hasse com informações de Raissa Souto, da EccoPress
