Autor: da Redação

  • Entidades empresariais apoiam cortes de despesas e questionam novo IPTU

    Foi uma reunião inédita: 30 entidades empresariais reuniram-se no Palácio do Comércio para  dar apoio ao pacote de Projetos de Lei enviado pelo Executivo à Câmara de Vereadores para recuperar as finanças da cidade e reestruturar a máquina pública.
    A reunião-almoço, que aconteceu nesta segunda-feira, 25, com coordenação do Sindilojas, teve a presença de 12 vereadores, nem todos da base aliada do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), com alguns questionando determinados projetos do pacote. É sintomática a presença de um número menor de vereadores do necessário para passar os projetos na Câmara, entre 19 e 24 votos, quando envolve a Lei Orgânica da Capital.
    A mobilização das entidades empresariais começou em outubro do ano passado por iniciativa do presidente da Sociedade de Engenharia, Luís Roberto Ponte, com líderes do comércio, da construção civil e da prestação de serviços. Dois meses depois, num domingo de dezembro passado, o presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação (Sindha), Henry Chmelnitsky, foi um dos articuladores de um novo encontro.
    Em 2018, o presidente do Sindilojas, Paulo Kruse, assumiu a coordenação do movimento. Ele disse que os empresários não querem privilégios e estão fazendo a sua parte. “Estamos juntos e vamos fiscalizar a votação dos vereadores.”
    Nos bastidores o projeto de lei que propõe a atualização da planta do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) provoca acalorados debates entre os empresários. Muitos deles, integrantes das diretorias das entidades presentes na reunião-almoço, são visceralmente contra qualquer tipo de aumento de impostos. Mesmo que a prefeitura defina como atualização da planta do IPTU.
    A Associação Comercial de Porto Alegre e o Sindicato de Hospedagem e Alimentação (Sindha), por exemplo, condicionaram o apoio à mudança na ordem de votação. A principal preocupação das lideranças empresariais é a votação em primeiro lugar do projeto de atualização da planta do IPTU, ficando para o segundo semestre os cortes de despesas, que podem não acontecer.
    Segundo o secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, atualmente 100 mil imóveis estão isentos de IPTU, e esse total vai chegar a 160 mil com o novo projeto, contemplando principalmente moradores de bairros periféricos. Vai pagar mais quem tem propriedades mais valiosas. O reajuste médio é de 14%, que passa a valer, se o projeto for aprovado, a partir de 2019.
    Na defesa do projeto, a prefeitura informa que Porto Alegre tem a mesma base de IPTU há 27, sendo a única capital brasileira que não modificou o imposto após a implementação do Plano Real. Nesta época não existiam os shoppings Total, BarraShoppingSul e Wallig, a Terceira Perimetral ou a Arena do Grêmio, fatores que causam impacto direto na valorização de um imóvel.
    O diretor do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha), Ricardo Ritter, escreveu em suas redes sociais que “não é verdade que o projeto corrige defasagem na planta de valores, pois em regiões desvalorizadas da cidade o aumento é mais de 100% para os próximos quatro anos”. E completou: “o simulador disponibilizado pela prefeitura mostra só o IPTU de 2019, mas conforme o projeto da prefeitura o aumento é muito maior no quarto ano.”

  • Inscrições para Jornada de Iniciação Científica, da FZB, encerram dia 30

    A Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul esta repleta de atividades programadas para o segundo semestre de 2018. Uma das mais esperadas é a XIV Jornada de Iniciação Científica – Meio Ambiente, que ocorrerá entre os dias 11 a 14 de setembro.
    As inscrições podem ser feitas até 30 de junho, exclusivamente online. Maiores informações pelos telefones (51) 3320-2057 / 3320-2048 ou no endereço: http://www.fzb.rs.gov.br/conteudo/9547/?XIV_Jornada_de_Inicia%C3%A7%C3%A3o_Cient%C3%ADfica

  • Bar 1 e Restaurante Panorâmico da Orla já tem permissionários

    Foi assinado nesta terça-feira, 26, o Termo de Permissão de uso do bar 1 e do restaurante panorâmico que integram o Parque da Orla do Guaíba, prestes a ser inaugurado.

    Na mesma ocasião, foi lançado o edital de licitação para operação dos bares 2, 3 e 4.

    O trecho 1 do parque será entregue oficialmente na próxima sexta-feira, 29, às 10h30, segundo nota da Prefeitura..

    Os administradores dos quatro bares foram definidos em meados de abril, mas um desistiu e os outros não preencheram os requisitos, por isso nova licitação será feita.
    O restaurante Quase Meia-Noite, já conhecido como “restaurante panorâmico” está concedido por 36 meses, renováveis por igual período, para a empresa do Boteco do Sol Eireli, que funciona no Praia de Belas Shopping.

    O secretário da SMPE, Bruno Vanuzzi, ressaltou que o espaço promete ser um dos principais atrativos turísticos e de lazer de Porto Alegre. “Nossa cidade ficará marcada de forma positiva”, afirmou Vanuzzi.

    O empresário Edemir Simonetti, vencedor da concorrência, destacou o privilégio e o desafio de fazer parte do projeto. “O parque vai devolver o rio para Porto Alegre, melhorar a autoestima do porto-alegrense e atender às expectativas dos turistas”, disse.

    O bar 1 será administrado pela empresária Soraia Saloum Rosso, da SMRS Alimentação e Eventos Eireli.

    O vice-prefeito Gustavo Paim parabenizou os dois empresários pela coragem e determinação em empreender em Porto Alegre e ressaltou a reabertura da concorrência dos bares 2, 3 e 4. “Este projeto vai mudar a cara da cidade. Teremos um espaço com segurança e infraestrutura para contemplar o nosso pôr-do-sol. Faltam recursos na máquina pública, mas não boa vontade”, afirmou Paim.

    Edital – A licitação para os bares 2, 3 e 4 do Parque Moacyr Scliar será na modalidade pregão eletrônico, com prazo contratual de 36 meses prorrogáveis por igual período. Os bares contam em suas áreas internas com espaço gastronômico, balcão de atendimento, salão para o público, sanitários, vestiários e depósitos. As áreas externas estão voltadas para o Guaíba e possuem piso de concreto.

    Fica a encargo dos operadores apenas a instalação dos equipamentos e mobiliário necessários ao funcionamento da operação, bem como a execução da marcenaria de balcões sob as bancadas.

    Todos os bares têm seus valores de aluguel pré-fixados, já considerando o uso da área interna e da área externa delimitada para cada operação.  O critério de julgamento será o de maior lance ofertado para a outorga inicial durante a realização do pregão eletrônico, sendo que existe um lance mínimo inicial estabelecido para cada unidade.

    Para participar dos pregões dos bares as empresas interessadas deverão realizar seu cadastramento no website http://www.portaldecompraspublicas.com.br/18/Fornecedor/NovoFornecedor/

    (Com informações da Assessoria de Imprensa

  • Bancada ruralista dá mais um passo para implodir a lei dos agrotóxicos

    Deu um passo importante no Congresso Nacional o projeto que altera a Lei dos Agrotóxicos, tornando mais simples a aprovaçâo e o uso de venenos nas lavouras..
    Depois de dois meses de polêmicas, nesta segunda feira, 26, foi aprovado, na Comissão Especial que analisou o assunto, o parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) favorável à mudança para simplificar a regulamentaçao do uso dos agroquímicos no país.
    O parecer foi aprovado por 18 votos favoráveis e nove contrários. Ele orientará a votação em plenário ainda não definida.
    Grupos ambientalistas dizem que o projeto, apelidado “PL do veneno”  afrouxará a regulação dos agrotóxicos e poderá trazer riscos para o meio ambiente e a saúde humana.
    Eles apelidaram o projeto de “PL do Veneno”.
    Os representantes do agronegócio são a favor da proposta, dizem que a mudança trata da diminuição da burocracia no processo de certificação dos produtos e que não há risco para os consumidores.
    A Lei dos Agrotóxicos é uma das maiores conquistas do movimento ambientalista no país e teve origem num movimento nascido no Rio Grande do Sul em 1987, liderado por José Lutzenberger.
     
     

  • Tribunal de Justiça diz que manifestações não precisam de autorização

    A chamada Lei Antivandalismo, proposta pelo prefeito Nelson Marchezan e aprovada pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre tem que ser alterada para se adaptar à Constituição.
    A decisão foi tomada nesta segunda-feira, quando o Tribunal de Justiça julgou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Sindicado dos Municipários.
    O sindicato entrou na Justiça em março, logo após o prefeito sancionar a Lei  Complementar 832/2018, que entre outras restrições submete as manifestações públicas em Porto Alegre  a uma aprovação do Executivo.
    O Sindicato alega que o texto atinge direito de livre manifestação, garantido pela Constituição.
    O Tribunal entendeu que as manifestações na cidade podem ocorrer sem autorização do Executivo, mas os atos têm de ser comunicados antes de serem realizados.
    Foi mantida, também, a cobrança de multa de até R$ 400 mil para quem “embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nos logradouros públicos”.
    Em nota, o sindicato informou que voltará a recorrer na Justiça por ser contrário à cobrança de multa e uso da força por parte da Guarda Municipal nos casos em que as manifestações atrapalhem o trânsito.
     
  • Empresa pede mais seis meses para concluir obra no Largo dos Açorianos

    A empresa responsável pelo restauro do Largo dos Açorianos solicitou a prefeitura de Porto Alegre mais seis meses para a conclusão da obra. Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), a solicitação de novo prazo foi feita em função do esgotamento da capacidade da empresa em cumprir o cronograma de obras.
    “O porto-alegrense merece a conclusão desta obra, um importante ponto turístico. Encerrar o contrato e fazer uma nova licitação seria mais caro e demorado. Não houve segundo colocado nesta concorrência”, justifica o titular da Smams, Maurício Fernandes, acrescentando que o novo aditivo não implicará aumento de custos. “O orçamento inicial do projeto foi de R$ 4,6 milhões, tendo sido reajustado para R$ 5 milhões com a inserção dos serviços nas redes subterrâneas, em fevereiro deste ano.”
    O secretário ressalta que os repasses financeiros da prefeitura são realizados dentro dos prazos estabelecidos em lei. Os recursos são oriundos do Fundo Pró-Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre (Pró-Ambiente).
    A ordem de início da reurbanização foi assinada em 3 de outubro de 2016, com a empresa vencedora da licitação. Nos primeiros meses de contrato, ainda em 2016, houve atraso no cronograma por parte da empresa contratada e também por interferências não previstas em redes subterrâneas do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e da rede de alta tensão da Companhia Estadual de Energia Elétrica (Ceee).
    Em janeiro de 2017, o cronograma sofreu novas alterações. Com as obras sendo retomadas em meados do ano passado. Mas um rompimento de parte da rede de esgoto do Dmae na área do segundo espelho provocou vazamento de esgoto cloacal em grande quantidade, o que ocasionou em diminuição do ritmo de trabalho, uma vez que foi necessária a retirada de toda a água acumulada antes do reinício dos serviços.
    Atualmente, além dos espelhos, as equipes trabalham nas arquibancadas e taludes (próximas ao primeiro espelho, junto à Ponte de Pedra) e também no passeio público em concreto do segundo espelho, no qual foi iniciado também o plantio de grama.
    A próxima etapa já será a iluminação pública de ambas as áreas do Largo dos Açorianos.
    A ponte de Pedra, no Largo dos Açorianos, um dos mais antigos monumentos de Porto Alegre, completaria dois séculos em 2018, se não tivesse levado 30 anos para ser construída.
    Obra importante, para ligar o centro da cidade com diversos bairros, a ponte sobre o riacho foi autorizada em 1818, pelo governador da Capitania, mas só foi entregue em março de 1848, depois de muitas paralisações.
    Ela perdeu a utilidade desde que o Riacho foi “retificado” e com os aterros da Orla na metade do século passado. Desde então, cresce a sua importância como monumento histórico, elemento simbólico da formação da cidade.

  • Autores do documentário "Faces de um conflito" conversam com o público, no Margs

    “Conversas no Museu” nessa  terça-feira, 26, exibe o documentário “Faces de um Conflito”, às 16h, no auditório do MARGS.
    A organização é da Associação de Amigos do MARGS e do Núcleo Educativo do Museu. O evento contará com a presença dos roteiristas André Auler e Xavi Cortès e do fotojornalista Alexandro Auler para um bate-papo sobre o filme.
    As vagas, gratuitas, são limitadas a 70 lugares, por ordem de chegada e não é necessária inscrição. “Faces de um Conflito” é um documentário que mostra a experiência do fotojornalista Alexandro Auler durante o mês que esteve em Kobane, cidade na fronteira da Síria com a Turquia.
    O documentário vai além de apenas uma fotografia do conflito na região. A proposta é revelar também como foi a chegada na cidade junto com jornalistas de outras partes do mundo e como vive aquele povo que se considera curdo em meio a toda destruição.
    O filme ainda mostra homens e mulheres civis que se tornaram soldados e arriscam suas vidas lutando contra o Estado Islâmico; o ritual dos funerais e a celebração do Newroz (o Ano Novo Curdo). Tudo isso pela visão de um fotógrafo brasileiro.
    O documentário conta também com depoimentos do videomaker iraniano Soran Qurbani e entrevistas de soldadas que rejeitaram as imposições culturais machistas e lutam pelo seu território na mesma posição dos homens. É uma história de resistência e esperança.
    Faces de um Conflito conquistou 7 indicações entre Seleção Oficial, Semi-finalista e Finalista e 7 prêmios internacionais como: – Hollywood International Independent Documentary Awards (Melhor Documentário Estrangeiro e Melhor Direção em setembro de 2016) – Los Angeles CineFest (Melhor filme votado pelo público e pelo júri) – Headline International Film Festival (Ganhou o Golden Cine Award, prêmio máximo deste festival) – Top Indie Film Awards (Melhor Curta Documentário e Melhor Montagem na edição de outubro de 2016) – The Monthly Film Festival (2º lugar no Festival em Glasgow no Reino Unido em setembro/outubro de 2016).
    O documentário tem 40 minutos de duração e foi escrito e dirigido por André Auler, com edição de Xavi Cortès e produção da Deeper Produções.
    SERVIÇO
    Conversas no Museu – Faces de um Conflito;
    Convidados: André Auler, Xavi Cortès e Alexandro Auler;
    Dia: 26 de junho de 2018;
    Hora: 16h;
    Local: Auditório do MARGS;
    Vagas: 70 lugares, por ordem de chegada. Entrada Franca.

  • Margs expõe 160 obras de Fernando Baril

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli apresenta a exposição “BARIL 70 Anos”, comemorativa aos 70 anos do artista Fernando Baril, com vernissage no dia 26 de junho, às 19h, de entrada franca. A mostra, com curadoria de José Francisco Alves, exibe 160 obras do artista e pode ser visitada de 27 de junho a 4 de setembro de 2018, nas Pinacotecas do MARGS. As pinturas foram realizadas do final dos anos 1970 ao presente, com a presença mais forte dos trabalhos atuais.
    O porto-alegrense Fernando Baril (23 de maio de 1948) é um dos mais populares e admirados pintores do Rio Grande do Sul, construindo sua obra como uma crítica à sociedade de consumo, numa linguagem particular que não se insere a movimentos ou modismos artísticos.
    Trajetória do artista
    Entre os poucos artistas gaúchos que vivem somente de seu trabalho, Fernando Baril passou pelo Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, com Xico Stockinger e Paulo Porcella, realizando estudos também em universidades da América do Norte, em
    Vancouver (Canadá) e Los Angeles (EUA).
    Sua formação mais importante foi na Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, em Madri, Espanha (1978-79).
    Em meados da década de 1980, Baril já tinha abandonado a pintura abstrata pela qual havia recebido prêmios e reconhecimento, produção a qual o crítico Carlos Scarinci chamou de “informalismo renovado”. Como poucos de sua geração, ele em seguida moveu-se no sentido inverso, ao figurativismo. Esta sua nova produção teve grande impulso nos quatro anos que viveu e produziu intensamente em Nova Iorque, entre 1988 e 1992, marcando a característica da obra em que o artista é plenamente reconhecido.
    Fernando Baril com sua obra atua como um cronista. Ele analisa a sociedade de consumo, com seus absurdos e preconceitos. Em 1996, Luís Fernando Veríssimo assim falou sobre o artista: “Nada é irreal na pintura de Baril. Tudo o que está lá está no mundo, quando não está na sua casa. Antes de inventar, ele faz um inventário. Mas você nunca viu coisas assim. Tudo é rigorosamente claro e ao mesmo tempo escrachadamente alegórico, engraçado e perturbador. Ele não é surrealista, não”.
    SERVIÇO
    BARIL’70 Anos
    Artista: Fernando Baril
    Curador: José Francisco Alves
    Abertura: Dia 26 de junho, terça-feira, às 19h
    Visitação: De 27 de junho a 4 de setembro, de terças a domingos das 10h às 19h
    Local: Pinacotecas do MARGS.
    Entrada franca

  • Sai a quinta edição do Guia Histórico de Porto Alegre

     GERALDO HASSE
    Em palestra para cerca de 40 fãs (entre eles filhos, netos e o bisneto) na manhã de sábado (23), o historiador Sergio da Costa Franco autografou a quinta edição do Guia Histórico de Porto Alegre, lançado originalmente há 30 anos.
    Desta vez o livro foi editado com recursos próprios, sem incentivos de leis culturais, pela Edigal, dirigida por Ivo Almansa, proprietário, também, das Livrarias Erico Verissimo e Martins Livreiro.
    Em palestra durante o evento, o autor de 83 anos fez uma retrospectiva dos mapas da cidade em seus primeiros 150 anos.
    O pioneiro foi uma planta simples desenhada em 1825 e que desapareceu na esteira de uma longa questão jurídica entre a prefeitura e os herdeiros do açoriano considerado o fundador da cidade.
    “Acredito que essa planta tenha sido suprimida pelos herdeiros que reclamavam a posse de uma área enorme — onde hoje está o Parque da Redenção”, afirma o autor do Guia, lembrando que a pendência só foi resolvida no final do século XIX.
    A segunda planta foi feita em 1836 e republicada em 1839, no período em que Porto Alegre esteve sitiada pelos farrapos. Nela estão sinalizadas as trincheiras dos defensores da cidade considerada “mui leal e valerosa” pelo governo imperial.
    Dessa última planta consta também o projeto de um loteamento da área equivalente ao Parque da Redenção, ideia recusada pela prefeitura porque esse lugar era reservado para exercícios militares.
    Curiosamente, observa o historiador, a cidade homenageia vários dos atacantes e silencia sobre vários dos seus defensores.
    O mais notório injustiçado é o portoalegrense Francisco de Abreu, o  Chico Moringue, que ganhou o título de Barão do Jacuí mas não consta como nome de rua.
    No Cristal há uma Rua Chico Pedro, mas esse Chico não é o Moringue e, sim, um oficial da Brigada Militar que viveu meio século depois de findo conflito entre caramurus e farroupilhas.
    Em 1844, finda a Guerra dos Farrapos, que foi vencida pelo Barão de Caxias com a ajuda do general Bento Manuel Ribeiro, o “Bento Vira-Casaca”, uma reunião da Câmara de Vereadores realizada na Praça da Azenha (hoje Praça Princesa Isabel) definiu três novos eixos de expansão da cidade: eram as avenidas que mais tarde levariam os nomes de Bento Gonçalves, Carlos Barbosa e Cavalhada.
    Em 1868 um novo mapa trouxe novos nomes de ruas. A Rua da Praia passou a chamar-se Rua dos Andradas; a cidade ganhou a rua Sete de Setembro em homenagem à data da Independência; e foi nomeada a Rua Riachuelo em alusão à principal batalha da Guerra do Paraguai (1864-70), conflito que inspirou também a criação da rua Voluntários da Pátria.
    Em 1881 uma nova planta já identificava a existência de novos bairros criados sob influência do transporte coletivo por veículos tracionados por burros, serviço inaugurado em 1873. Uma das linhas principais seguia pela Voluntários da Pátria no rumo de chácaras que se estendiam para os lados de Canoas.
    Em 1890, um novo mapa registra o incremento na expansão da cidade. Aparece pela primeira vez a Avenida Independência, que se chamava Estrada da Aldeia dos Anjos – primeiro nome de Gravataí. Mais tarde o Caminho do Meio (para Viamão) seria batizado com o nome de Protásio Alves.
    No mapa de 1896, consta a existência de quatro prados (hipódromos) em diversos pontos da cidade — as corridas de cavalos eram a principal diversão da cidade: Menino Deus (atual sede da Secretaria da Agricultura); Boa Vista (no Partenon); Independência (Moinhos de Vento, atual Parcão); e Navegantes, de existência efêmera, pois já não aparece em mapa de 1906, no qual constam diversos “arraiais” – da Glória (da República), de Teresópolis e dos Moinhos de Vento.
    Em 1909, o mapa de Porto Alegre registra a fixação de trilhos para circulação dos bondes elétricos, que “promovem uma revolução na cidade”, afiança o historiador.
    As linhas férreas do transporte coletivo chegam a algumas zonas antes mesmo dos moradores, que são atraídos por loteamentos promovidos pela Cia Força e Luz.
    Atendendo a reclamações dos pequenos acionistas da Cia Carris, o Correio do Povo denuncia o favorecimento dos grandes acionistas Manoel Py e seu genro Possidonio da Cunha, acusados de ganhar mais com a especulação imobiliária do que com o serviço de transporte de passageiros. Para se defender dos ataques de Caldas Jr., dono do Correio, os acionistas da Carris e da Força e Luz lançam o jornal O Diário, que marcou época na cidade.
    Em 1920, é editado por Afonso Ferreira de Lima o mapa histórico de Porto Alegre que pela primeira vez diferencia os cinco distritos do centro histórico, estrangulado por becos que privilegiavam a circulação de pedestres e impediam o trânsito de automóveis – o primeiro veículo motorizado apareceu em 1916.  “Os becos mediam 12 palmos de largura”, explica o historiador, lembrando que havia becos longos. O Beco da Cadeia, por exemplo, ia da Santa Casa à rua Marechal Floriano. Já o Beco do Rosário ligava a Praça da Matriz à atual Rua Dr. Flores.
    Após os sucessivos mandatos de José Montaury, que governou a cidade por 27 anos, os novos administradores abriram ruas e avenidas para a livre circulação do automóvel — em 1925, fora lançado o “popular” Ford modelo T, um carro rústico, “quase um jipe”, que custava cinco contos, o equivalente a cinco vencimentos de um desembargador, na época.
    “Os prefeitos que tiraram as algemas da cidade foram Otavio Rocha e Alberto Bins”, lembra Sergio da Costa Franco, citando como uma das obras mais marcantes a passagem da Avenida Borges de Medeiros sob o Viaduto Otavio Rocha, construções de 1928. Também no centro foi aberta a Avenida Julio de Castilhos para ajudar no acesso ao cais do porto.
    Nascido em 1935 em Jaguarão e morador de Porto Alegre desde os sete anos de idade, Sergio da Costa Franco viu a cidade crescer extraordinariamente a partir de 1950, quando começaram a chegar  – por barcos, trens, automóveis, ônibus e caminhões, e também a cavalo ou em carroças – os milhares de novos habitantes originários de cidades do interior e principalmente das zonas rurais.
    “Nas últimas décadas”, afirma o historiador, “Porto Alegre não cresceu, inchou”.

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  • Programa do BID financia vans para policiamento comunitário

    Num ato simbólico na entrada do Palácio Piratini, serão entregues, nesta segunda feira (25), seis vans para serem utilizadas em bases de policiamento comunitário nas cidades de Porto Alegre, Alvorada e Viamão.
    O  ato de entrega será às 11h, com a presença do governador José Ivo Sartori e da secretária Maria Helena Sartori.
    As seis vans custaram R$ 1,4 milhão. Para os próximos dias, além das vans, está prevista a entrega de 12 motocicletas e três motor homes para o policiamento comunitário.
    Os recursos provém do Programa de Oportunidades e Direitos, o POD, que conta  50 milhões de dólares do Banco Interamericano de Desenvolvimento e uma contrapartida de 6 milhões de dólares do governo do Estado.
    É um programa ambicioso, formulado em 2012 pelo governo Tarso Genro, para fazer frente a uma situação alarmante no Estado envolvendo a população jovem e adolescente, com altos índices de evasão escolar, delinquência, violência.
    Em novembro de 2014, no apagar das luzes do  governo Tarso, foi definida a estrutura administrativa para a execução do programa, que envolve sete atividades, desde  cursos pré-vestibular gratuitos até a oportunidade de trabalho para menores infratores.
    Em 2016,  o BID aprovou o planejamento do governo Sartori para o programa.
    Uma das metas do projeto era a construção de seis Centros da Juventude, sendo 4 deles em Porto Alegre.
    Os outros seriam instalados em Viamão e Alvorada, ambos municípios da região metropolitana da Capital. Nestes Centros também seriam colocadas delegacias de Polícia Cidadã e Bases Comunitárias.
    Outra meta é a oferta de cursos pré-vestibular para preparar 2000 alunos  carentes para chegarem à universidade. Essa parte está entregue a uma ong, a Rede Nacional de Aprendizagem e Promoção Social, cujo site na internet fornece poucas informações.