“Conservação do Bioma Pampa a partir do manejo correto das pastagens naturais” é o tema da palestra com o professor Carlos Nabinger (UFRGS), que acontece na terça-feira, 9, promovida pela Fundação Gaia em parceria com a Livraria Cultura de Porto Alegre . O evento inicia às 20h no auditório da livraria, com entrada franca.
A atividade integra o Ciclo de Palestras Ecologia na Cultura, cuja temática norteadora de 2014 é “Construir o Futuro com Visão”. Trazendo assuntos relacionados às questões ambientais, no final da apresentação será proposto ao palestrante um questionamento: qual visão permite um avanço sustentável e mais acertado em direção ao futuro comum na Terra?
Com periodicidade mensal, os encontros realizam-se sempre na segunda terça-feira de cada mês. Interessados podem obter certificado de participação nas palestras, tanto para cada evento como para todas nas quais participarem. Para isso basta escrever para reservas@fgaia.org.br e solicitar maiores informações. (Cláudia Dreier)
Autor: da Redação
Carlos Nabinger fala sobre campos nativos no Pampa
Candidatos na Expointer: Aécio quis carne gorda, Marina só água quente
Atacando uma costela no almoço na Expointer, a presidente Dilma confessou que só come carne do Rio Grande do Sul. Recebe regularmente um estoque.
Já o candidato Aécio Neves preferiu uma picanha bem gorda e aos presentes que se espantaram explicou: “É que carne assim eu só como aqui”.
Quanto à Marina Silva, que ficou uma hora e meia reunida a com os representantes da Farsul, pediu apenas uma jarra com água – quente. Foi o vice Beto Albuquerque que avisou aos anfitriões na Expointer da exigência da candidata. “E o pior é que não era pra chimarrão, era pra tomar pura, bem quente”. comentou um dos presentes.
Esses detalhes foram contados na reunião com a imprensa, na tarde do domingo, quando a Farsul apresentou um balanço preliminar da 37a. Expointer, que encerrou à noite. Os candidatos estiveram na Feira na quinta (Marina) e na sexta-feira (Dilma e Aécio).
E.B.Cooperativismo movimenta 50% da produção rural no Estado
A força do agronegócio e da agricultura para o desenvolvimento do estado, visível em eventos de grande porte como a Expointer, tem relação direta não apenas com o grande produtor, mas também com a agricultura familiar e o cooperativismo.
No Rio Grande do Sul, 50% de tudo que se produz no campo é proveniente de algum produtor ligado ao cooperativismo ou ações associativistas, sendo que 86% destes produtores integram a agricultura familiar.
Estes dados são do Sistema Ocergs Sescoop/RS, uma das entidades responsáveis por representar e promover o desenvolvimento do cooperativismo no Rio Grande do Sul, e que reúne 2,5 milhões de sócios.
De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Elton Scapini, o cooperativismo é responsável por organizar e fomentar a produção e a distribuição da produção da agricultura familiar.
No atual governo foram criadas ações voltadas ao setor que geraram mais de R$ 320 milhões apenas de incentivos fiscais.
Segundo o secretário, o cooperativismo tem um importante papel econômico e social, pois gera empregos e valoriza os pequenos produtores. “Os produtores associados investem no seu local de origem, capitalizando e impulsionando suas regiões”, afirma.
Na cerimônia de inauguração oficial da 37ª Expointer, o presidente do Sistema Ocergs Sescoop, Virgilio Périus, destacou a importância do pequeno produtor para a economia. “Todos os dias, entre os itens que consumimos na nossa alimentação, está presente o trabalho da agricultura familiar e do cooperativismo. Apoiar as ações associativas é fomentar a produção de alimentos que faltam em muitos países e por onde podemos crescer ainda mais”, assinalou Périus.
Ações de incentivo
O cooperativismo gaúcho conta hoje com 11 programas de apoio distribuídos em quatro áreas distintas:
Acesso ao crédito: destacam-se o Programa de Revitalização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Recoop/RS), que promove, por meio da abertura de linhas de crédito, a recuperação econômico-financeira das cooperativas, e o Fundo de Aval, que dá suporte técnico e disponibiliza os meios necessários à operacionalização e ao funcionamento das cooperativas.
Incentivos Fiscais: três programas são destaque. O Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem) visa à promoção do desenvolvimento socioeconômico integrado e sustentável do Rio Grande do Sul, incluindo as cooperativas. O Pró-Cooperação incentiva o ICMS para cooperativas agropecuárias, e o Simples Cooperativo concede redução de ICMS.
Apoio à gestão: programa de extensão que acompanha duzentas cooperativas por meio da Emater/RS-Ascar.
Apoio à comercialização: por meio do Compras Governamentais, a participação dos pequenos negócios é estimulada nos processos licitatórios.
Novo espaço para o cooperativismo
Foi firmado um protocolo de intenções entre o Estado do Rio Grande do Sul e o Sescoop/RS para instalar, no interior do Parque de Exposições Assis Brasil, uma sede estruturada para o Sescoop/RS. A sede será construída na quadra 13, onde hoje encontra-se o chimarródromo. A estrutura de 556 metros quadrados deverá estar em funcionamento já para a Expointer 2015 e atuará durante todo o ano, o que possibilitará que a instituição ministre cursos, seminários e fóruns. (Lisiane Machado/Imprensa Expointer)Crimes da ditadura: procurador diz que morte de coronel foi premeditada
O Ministério Público Federal ajuizou no dia 3 de setembro, uma Ação Civil Pública pedindo revisão oficial dos fatos que culminaram com a morte do tenente-coronel Alfeu Monteiro, no dia 4 de abril de 1964.
Ele foi morto com cinco tiros de calibre 45 na sala de Comando da 5a. Zona Aérea de Canoas (hoje 5o. COMAR), por militares golpistas.
O inquérito feito na época, claramente manipulado, concluiu que Monteiro, insubordinado, reagiu a voz de prisão de seu superior, ameaçou-o com um revólver e foi então alvejado pelo coronel Roberto Hipólito da Costa, que foi absolvido pela Justiça Militar, por “legítima defesa”
Analisando as incongruências e falhas do inquérito e ouvindo novas testemunhas, o procurador Pedro Antonio Roso concluiu que o tenente coronel Alfeu Monteiro “foi assassinado premeditadamente” por ser um legalista. Ele foi atingido pelas costas enquanto discutia com o novo comandante, o brigadeiro Nelson Lavanére, puxou a arma depois de ferido.
A ação é uma “declaratória negativa de legítima defesa contra União Federal”.
Não discute a punição dos autores imediatos do homicídio, “já que ambos estão mortos”.
Busca uma “declaração da verdade sobre os fatos e as consequentes anotações civis e militares, onde deve ficar assentado que ele “foi assassinado pelos interventores da ditadura militar”. (EB)
Leia a íntegra:
http://issuu.com/jojapoa/docs/completo/0Projeto testado na Expointer transforma óleo de fritura em biodiesel
Até o domingo, 7, último dia da Expointer, cerca de 300 litros de óleo de fritura terão sido transformados em combustível renovável e limpo.
O resíduo vem sendo recolhido das praças de alimentação da feira e encaminhado a técnicos da Biotechnos, empresa gaúcha que instalou uma pequena usina de produção de biodiesel na Casa da Embrapa, parceira tecnológica do projeto. O produto será repassado a sete cabanhas, que utilizarão o combustível em seus caminhões.
O processo de transformação do óleo de fritura em energia renovável pode ser conferido pelos visitantes até domingo, último dia da feira. “Participamos de eventos como a Expointer para divulgar a importância de não jogar o óleo de fritura na pia ou no lixo. Além disso, buscamos explicar que esse resíduo gera energia limpa na forma de biodiesel”, informa o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Rossano Gambetta.
Um relatório da Agência Nacional do Petróleo (ANP), de julho deste ano, apontou que o Rio Grande do Sul é líder na produção de biodiesel no Brasil, com cerca de 97 milhões de litros. Deste total, o óleo de fritura representou 0,5%, ou 4,8 milhões de litros aproximadamente.
O biodiesel brasileiro é originado principalmente da soja e gordura vegetal. O uso do óleo de fritura residual, no entanto, não possuía representatividade até 2012. “A partir de 2013 passou a responder por 1% da produção nacional de biodiesel”, comemora Gambetta.
(Carlos Matsubara/Imprensa Expointer)Plano anti-PT: Marina agora, Aécio 2018
Por José Antônio Severo
Havia um quadro claro. Dilma Rousseff seria reeleita, Aécio Neves e Eduardo Campos fariam uma campanha memorável, emergindo, depois do pleito, candidatos naturais para a alternância de poder em 2018.
Era o script, aceito por todos, pois o PT estaria desgastado, sem nomes viáveis para uma disputa no futuro, produzindo-se a saudável alternância do poder inerente às democracias modernas.
A volta Lula, uma vez mais seria, em 2018, um grito no vazio. O ex-presidente não se exporia a uma campanha eleitoral em situação tão desfavorável, como a que teria seu partido na eleição seguinte. Voltaria à oposição, seu terreno favorito, para restabelecer a musculatura de seu partido.
No entanto, quis o destino que esse quadro pacífico se alterasse, botando em campo uma jogadora que estava fora da competição, a então ex-candidata presidencial Marina Silva.
Ela vem de uma campanha muito eficiente em 2010, o que lhe dá o handicap atual, que os dois rapazes não tinham, o reconhecimento público dela, devido à exposição da campanha anterior.
Aécio e Eduardo pensariam usar esta jornada atual para se tornarem conhecidos. Assim é normalmente: perde-se numa, mas aparece o suficiente no horário eleitoral da tevê para formar imagem e ganhar na próxima.
Com isto Dilma encontrou pela frente uma adversária inesperada. Bater Marina não é o mesmo que enfrentar José Serra ou Geraldo Alkmin, candidatos muito pouco carismáticos.
Pode-se dizer que grande parte do êxito eleitoral de Lula (e sua afilhada Dilma) nas três eleições foi enfrentar os tucanos paulistas. Ambos são políticos eleitoralmente fortes em seu estado, mas de perfil muito regional para empolgar o país. Eles sempre venceram em São Paulo, mas não conseguiram passar das fronteiras de seu estado natal.
Agora o adversário é outro. E aí as fraquezas de Dilma aparecem e já comprometem seu desempenho.
Sabiamente, Marina Silva declarou-se candidata a presidente de um só mandato. Ou seja: já deixou espaço livre para os postulantes de 2018, no caso, com a morte de Eduardo, Aécio Neves.
É uma boa tática para ela acalmar um jovem que nem o mineiro. Não precisa atropelar nem se estressar, podendo seguir seu plano, que Marina lhe passará (se vencer) a faixa no tempo que ele realmente esperava subir rampa do Palácio do Planalto.Plebiscito popular vai até domingo e tem votação pela internet
Ignorado pelos grandes jornais, o plebiscito popular convocado por mais de 400 entidades do país termina no domingo, Dia da Independência.
Além das cerca de mil urnas instaladas, também é possível votar pela internet.
A pergunta é: você é a favor de uma Assembleia Constituinte exclusiva e soberana para mudar o sistema político? Isso levaria a terminar com o financiamento privado e instituir o financiamento público, promover o voto por lista, que fortalece os partidos, a cota de candidatos mulheres e jovens.
Pela lei, um plebiscito só pode ser convocado pelo Congresso Nacional. Está na Constituição de 1988, artigo 48, inciso XV.
O papel dos plebiscitos populares é fazer pressão política. Porém, se dez milhões de brasileiros pedirem um plebiscito “pra valer”, o Congresso precisará acatar a vontade manifestada.
A expectativa dos organizadores é chegar agora a 1,5 milhão de votos, o bastante para manter o assunto em pauta. A data foi marcada ano passado, depois que o Congresso rejeitou a proposta da presidente Dilma, de compor uma constituinte exclusiva para mudar o sistema político nacional.
Apenas em Porto Alegre há 40 urnas. Para participar online, saber onde estão as urnas e quais são as entidades e movimentos sociais engajadas – sindicatos, escolas, ONGs e alguns partidos políticos, o endereço é www.plebiscitoconstituinte.org.br.
“Um exercício de cidadania que desperta a consciência sobre o tema e constrói musculatura social para que possa ser conquistado, revelando qual é a verdadeira vontade do povo”, diz a página oficial.
O movimento foi lançado em 15 de setembro de 2013, quando 74 movimentos sociais e entidades de todo o país, decidiram convocar o plebiscito popular na Semana da Pátria. Uma tentativa de melhorar a representação dos parlamentos e aumentar a participação popular.Gerdau Melhores da Terra destaca inovação e sustentabilidade
O grupo Gerdau entregou em evento na Siderúrgica Riograndense, em Sapucaia do Sul, nove prêmios a empresas que se destacaram em 2014 no agro negócio.
No total, foram 759 inscritos: 52 máquinas e equipamentos e 707 trabalhos científicos, cinquenta a mais que no ano passado.
A comissão julgadora, composta por professores e pesquisadores de diversas instituições brasileiras, percorreu mais de 39 mil quilômetros no Brasil e na Argentina, entrevistando 272 agricultores.
“O foco da nossa premiação é incentivar a qualidade, produtividade, produção da indústria e o trabalho no campo”, disse André Johannpeter em nome da Gerdau.
O executivo ressaltou o bom momento do agronegócio brasileiro, destacando a safra recorde de 193,5 milhões de toneladas de grãos, mas citou também a retração nas vendas das máquinas agrícolas em torno de 15% no primeiro semestre, cenário que para Gerdau já está mudando. “O setor não vai repetir 2013, porém não irá decepcionar”, completou.
Integrante da há mais de uma década da comissão julgadora do Prêmio, o professor da UFRGS Renato Levien, que coordenou a equipe nesta edição, ressaltou a preocupação dos avaliadores com o item sustentabilidade.
“Além da eficiência, da questão do retorno financeiro, da inovação, levamos muito em conta o fator sustentabilidade porque o maior impacto das máquinas é o solo, são dezenas de toneladas. Então os investimentos tecnológicos devem contemplar essa questão do desenvolvimento sustentável”, diz Levien.
O governador Tarso Genro participou do evento, que reuniu mais de 500 pessoas, entre industriais, dirigentes do agronegócio e convidados. Em campanha pela reeleição, Tarso chegou após as premiações, no momento em que o músico Luiz Carlos Borges tocava o hino rio-grandense. Não fez pronunciamento, apenas foi convidado a subir ao palco para participar da foto com os vencedores do prêmio.
O Melhores da Terra chega aos 32 anos contabilizando 5.146 inscritos, 253 premiados e mais de 885 quilômetros rodados pela comissão julgadora.
Confira os vencedores:
Categoria Destaque
Dividida em Agricultura Familiar e Agricultura de Escala, a categoria Destaque reconhece máquinas e equipamentos com, no mínimo, um ano de existência no mercado e em uso no campo, avaliados in loco pela comissão julgadora. Além disso, a participação nessa divisão do prêmio proporciona às empresas inscritas a oportunidade de aprimorar produtos e serviços a partir das avaliações técnicas realizadas pela comissão julgadora, composta por especialistas em ciências agrárias das principais instituições do Brasil e da Argentina.
Na divisão Agricultura de Escala, dois equipamentos foram premiados. O Troféu Ouro ficou com a Colheitadeira de Duplo Rotor CR6080, fabricada pela CNH Latin America Ltda – New Holland Agrícola, de Curitiba (PR). Voltado a médios e grandes produtores, o equipamento se destaca pela alta capacidade de colheita, inclusive em relevo ondulado. Isso se deve à sua configuração, que inclui sistema de trilha e separação com rotores duplos, sistema de limpeza de grãos com peneiras autonivelantes, distribuidores de palha rotativos e dispositivos auxiliares eletrônicos.
Esses atributos conferem à máquina menor perda e melhor qualidade de grãos na colheita. Além disso, propiciam a distribuição uniforme da palha sobre o terreno, contribuindo para a sustentabilidade da produção. A colhedora é de fácil operação e manutenção, oferecendo segurança e conforto para os usuários.
O Troféu Prata da divisão Agricultura de Escala da categoria Destaque foi concedido à Embolsadora de Grãos Ingrain 100, fabricada pela Marcher Brasil Agroindustrial S/A, de Gravataí (RS). O equipamento foi desenvolvido para atender a um grande gargalo da agricultura no Brasil: o desequilíbrio entre a capacidade de armazenamento e o aumento da produção de grãos.
A solução criada pela Marcher, que tem como destaque a facilidade de operação e o alto desempenho, permite que os grãos sejam armazenados na propriedade, em silos-bolsa, mantendo sua qualidade. O processo alia praticidade a baixo custo operacional, reduzindo a dependência de transporte e de armazenamento convencional. Isso permite ao produtor estocar sua produção e escolher o momento mais favorável à comercialização.
A divisão Agricultura Familiar também conta com dois vencedores. O Troféu Ouro foi concedido à Plantadora Mecânica PDM PG900, fabricado pela Kuhn do Brasil S/A, de Passo Fundo (RS). A máquina atende um segmento de mercado de agricultores que já utilizam o sistema de plantio direto para semeadura de culturas e que necessitam de precisão na distribuição de sementes, como milho, feijão e soja. Foi desenvolvida para operar em áreas com diferentes relevos, inclusive em declives característicos de muitas propriedades de agricultura familiar no Brasil.
Seus principais atributos são precisão na dosagem e no posicionamento de adubo e sementes no solo, bem como na abertura e fechamento de sulcos em áreas com densa cobertura vegetal. Além disso, a máquina é robusta, apresenta boa capacidade operacional, é de fácil operação e conta com assistência técnica qualificada. Por semear adequadamente em plantio direto, auxilia na redução das perdas de solo e de água por erosão, no consumo de combustível, na necessidade de mão de obra e nos custos de produção. Isso contribui para o incremento da área cultivada e para a produtividade das culturas de grãos mais utilizadas na agricultura familiar no Brasil.
O vencedor do Troféu Prata foi o Classificador de sementes CA 25 especial, da Indústria de Implementos Agrícolas Vence Tudo Imp. e Exp. Ltda, de Ibirubá (RS). A máquina foi bem avaliada pelos usuários devido à eficiência, à capacidade operacional na limpeza e à possibilidade de classificação de uma grande diversidade de produtos passíveis de processamento. Trata-se de um equipamento com funções fundamentais para a otimização de qualquer sistema produtivo agrícola por agregar valor aos produtos, melhorar a conservação e garantir qualidade à semeadura.
Categoria Novidade Expointer
Na categoria Novidade Expointer, que reconhece os produtos lançados há menos de um ano e presentes nesta edição da feira, os equipamentos também são avaliados nas divisões Agricultura de Escala e Agricultura Familiar. Dessa forma, o prêmio busca valorizar as características específicas dos produtos para ambos os segmentos, considerando seus distintos patamares de escala de produção. Para definir os vencedores, a Comissão Julgadora percorreu a feira durante três dias, antes da abertura oficial, avaliando detalhadamente as máquinas e equipamentos inscritos e entrevistando seus representantes e fabricantes.
O equipamento vencedor na divisão Agricultura de Escala foi o Caminhão Multidistribuidor Lancer Maximus 25000, fabricado pela empresa Implementos Agrícolas Jan S/A, de Não-Me-Toque (RS). Trata-se de um distribuidor de fertilizantes a lanço, que contém dois depósitos com esteiras independentes, instalado sobre um caminhão. Tem a capacidade de distribuir dois insumos ao mesmo tempo, em quantidades diferentes, atendendo à técnica da agricultura de precisão.
Entre as vantagens do uso do equipamento, destacam-se a capacidade operacional, a autonomia e a qualidade dos componentes. Também há diminuição no número de operações e de tráfego na lavoura, contribuindo para a redução de custos e para a sustentabilidade da produção.
O Troféu Agricultura Familiar foi para o Trator Série A Fruteiro – A750F, fabricado pela Valtra do Brasil Ltda, de Mogi das Cruzes (SP). O trator incorpora novos conceitos de design, ergonomia e itens de desempenho e de manutenção desenvolvidos especialmente para a operação em culturas perenes, como cafeeiros e videiras. Suas dimensões, compatíveis ao reduzido espaçamento entre linhas desse tipo de cultura, contribuem para a facilidade de manobras e para a boa dirigibilidade. Além disso, em função do baixo centro de gravidade e tração nas quatro rodas, oferece mais segurança, especialmente em áreas de declive.
O trator é versátil, possui bom escalonamento de marchas, pode operar em velocidades super-reduzidas e com 100% de biodiesel. Apresenta um baixo consumo de combustível e sistema hidráulico com elevada capacidade de carga para um trator de seu porte.
Categoria Pesquisa e Desenvolvimento
A categoria Pesquisa & Desenvolvimento é voltada a estudantes acadêmicos e profissionais de ciências agrárias, ligados ou não a instituições de ensino, com trabalhos que contribuem para o avanço da agricultura, para a produtividade, para a qualidade de vida das populações rurais e para a preservação do meio ambiente.
Na divisão Pesquisador, o trabalho reconhecido foi Metodologia para o desenvolvimento de um dosador de manivas para plantadora de mandioca, que tem como autor principal o engenheiro mecânico Juliano Mazute, do FIESC-SENAI, em cooperação com pesquisadores do CCT/UFSC, de Florianópolis (SC). O trabalho selecionado tem como objetivo desenvolver um mecanismo distribuidor de manivas da mandioca (parte reprodutiva da planta) adequado à realidade das pequenas propriedades agrícolas. Esse projeto tem potencial para ser adaptado para o plantio de outras culturas. Além disso, trata-se de uma forma de racionalizar a mão de obra e de melhorar a qualidade do plantio, gerando maior produtividade.
Já na divisão Estudante, a Comissão Julgadora selecionou como vencedor o projeto Semeadora adubadora para plantio direto com sulcador rotativo acoplado a tratores de rabiças, cujo autor principal é Tiago Vega Custódio, da Faculdade de Agronomia – UFPel, de Pelotas (RS). O trabalho selecionado contempla o projeto de desenvolvimento e construção de uma semeadora e adubadora de duas linhas de semeadura acopladas a um micro-trator de baixa potência, com espaço para transporte do operador, para utilização em plantio direto de milho e de feijão. A máquina foi planejada para atender às necessidades dos agricultores familiares, que buscam práticas conservacionistas de implantação de lavouras como o plantio direto, porém, com maior capacidade operacional na semeadura, menor demanda de mão de obra e de esforço humano e com baixo consumo de combustível.
Neste ano, também foi concedido o reconhecimento na divisão Inventor. O Dispositivo auxiliar com cortina de correntes adaptado à barra de pulverização para reduzir o efeito guarda-chuva, desenvolvido por José Sérgio da Silva Witt, de Santa Maria (RS) foi o projeto escolhido. Trata-se de um mecanismo auxiliar constituído por uma cortina de correntes, posicionadas na frente da barra do pulverizador. A partir do seu deslocamento, o equipamento promove uma abertura na cultura, o que torna a deposição das gotas mais efetiva em toda a planta. A solução é simples, de fácil colocação e de baixo custo.Onze ex-oficiais de Pinochet condenados por torturas
A justiça chilena condenou a penas de prisão onze ex-oficiais da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), em dois casos de violações dos direitos humanos por sequestro e tortura de 14 pessoas, entre elas dois deputados.
No primeiro caso, a justiça confirmou a sentença de três anos de prisão para o ex-general Roberto Schmied, ex-diretor da Central Nacional de Informações (CNI) – a polícia secreta de Pinochet desde 1977- e para outros três ex-agentes por torturas contra o atual deputado Sergio Aguiló, informou em comunicado o Poder Judiciário chileno.
Aguiló, atualmente deputado da Esquerda Cidadã (IC), foi detido e torturado em um quartel da CNI em dezembro de 1981.
Por esse caso, também foram confirmadas as penas de 61 dias de prisão para outros dois ex-agentes da CNI.
A todos os condenados foi concedido o benefício da redução condicional da pena e somente o ex-agente Álvaro Corbalán está preso, condenado à prisão perpétua por outros casos de violação dos direitos humanos.
“A decisão permite acreditar mais nos tribunais e que justiça está sendo feita nos casos de violações dos direitos humanos”, afirmou Aguiló à imprensa local.
No segundo caso, o juiz Miguel Vásquez condenou cinco ex-oficiais da Força Aérea do Chile (Fach) pelo homicídio qualificado de Alfonso Carreño, e pelo sequestro de outras 12 pessoas, todos eles vinculados a partidos de esquerda, segundo outra nota do Poder Judiciário.
Na lista de sequestrados está Guillermo Teillier, atual deputado e presidente do Partido Comunista (PC) que, junto com outras vítimas, foi detido, interrogado e torturado na Academia de Guerra da Força Aérea do Chile em 1974.
Por esse caso, o ex-coronel Edgar Cevallos foi condenado a 27 anos por homicídio qualificado e sequestros qualificados, pelos quais outros quatro ex-oficiais sofreram penas de cinco a dez anos. Mas nenhum deles está preso durante o andamento desse processo. Os condenados podem recorrer à Suprema Corte do país.
A crimes da brutal ditadura de Pinochet deixaram mais de 3.200 pessoas mortas. Acredita-se que 38 mil tenham sido torturadas, segundo dados oficiais. (France Presse)Irga propõe fim da monocultura do arroz
“A monocultura é a mãe da crise do arroz”. Com essa afirmação, o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira, abriu sua participação no debate “A crise do arroz foi debelada?”, realizado na segunda-feira, 1°, na 37ª Expointer. A atividade fez parte do Dia do Arroz, promovido pelo Irga em parceria com o Canal Rural.
Ainda participaram do debate, Elton Doeler, presidente do Sindicato das Indústrias do Arroz no Rio Grande do Sul (Sindiarroz RS) e Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).
De acordo com Cláudio Pereira, é essencial que o ciclo da monocultura seja interrompido. “Se tivermos a rotação de grãos, ampliamos o alcance de sustentabilidade no negócio”, afirma. Ele explica ainda que a venda de arroz intercalada com outras culturas como o milho e, principalmente a soja, dilui a oferta de arroz sem prejudicar seu valor.
Conforme Pereira, há uma diferença entre o grão entrar em crise e o produtor estar em adversidade. “Obviamente se o produtor planta apenas arroz, ele fica muito mais vulnerável a todo tipo de situação adversa”, pondera.
Já Henrique Dornelles, defendeu o profissionalismo do produtor uma vez que a rizicultura exige um investimento bastante alto de produção, maquinário potente e alta tecnologia. O presidente da Federarroz ainda sugere que o setor não perca o foco no mercado interno, porque “estaríamos engatinhando no que diz respeito às exportações”, embora ele reconheça que a viabilização do terminal portuário arrozeiro em Rio Grande, na zona sul do Estado, “tenha sido um grande avanço neste sentido”‘.
Visão da Indústria
Elton Doeler, do Sindarroz, se mostrou reticente em afirmar que a crise no setor teria sido debelada. Conforme ele, houve avanços, mas ainda há a necessidade de mais diálogo entre todos os elos da cadeia, incluindo o setor varejista, “que sempre coloca muita pressão na indústria”. Entre esses avanços, cita a quebra de barreiras tributárias no Rio Grande do Sul para alcançar mercados onde o arroz gaúcho não chegava. “Nosso desejo é de que o valor seja justo, nem tão baixo para o produtor, nem tão alto para o consumidor”, concluiu.
Para o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Claudio Fioreze, o Rio Grande do Sul pode plantar mais arroz, mas não o faz porque falta mercado. “Se continuarmos com esse processo de crescimento do consumo das classes C, D e E , a tendência é aumentarmos esse mercado”. Além disso, segundo Fioreze, o bom trabalho do setor também contribuiu muito para a ampliação e comercialização do arroz. “Outro fator preponderante para o sucesso da rizicultura gaúcha vem sendo a redução do uso da água e o aumento da área plantada, evidenciando a sustentabilidade do negócio”, finalizou o secretário.
O diretor técnico do Irga, Rui Ragagnin, reforçou a necessidade de rotação de culturas junto às lavouras de arroz, especialmente com soja e milho. Falou sobre técnicas de semeadura e de irrigação para mesclar essas novas culturas com a rizicultura. Ragagnin lembrou ainda da integração da pecuária como alternativa viável, inclusive para reduzir o uso de adubos.
Cultura tida como melhor opção para o plantio consorciado ou alternado com o arroz, a soja tem números expressivos. Conforme dados do IRGA, para a safra 2014/2015 existe a intenção de plantar soja em rotação com arroz numa extensão de 320.649 hectares, área 5,83% maior do que a do ano anterior, quando foram plantados 302.975 hectares. A região da Campanha tem a maior área, 97,5 mil hectares, seguida da Zona Sul que deve semear 81,5 mil hectares.
A Planície Costeira Interna irá plantar 62,19 mil hectares de soja em áreas de arroz. A Depressão Central, 45,23 mil hectares, a Fronteira Oeste, 16,64 mil hectares e a Planície Costeira Externa, 17,56 mil hectares.
Fim da crise?
A motivação dos debates promovidos pelo IRGA é fundamentada nos números apresentados pela entidade durante a 37ª Expointer. Na safra 2014/2015, os produtores gaúchos devem semear 1,1 milhão de hectares de arroz com plantio que se inicia nos primeiros dias do mês de setembro. A área é equivalente a da última safra.
Quanto à produtividade, a expectativa é de que retorne ao patamar próximo aos 7,5 mil quilos por hectare. A capacidade dos mananciais, tanto de barragens e açudes, quanto de captação direta em rios e arroios é plena em todas as regiões.
Há 25 anos o Rio Grande do Sul contava com 650 indústrias de arroz. Hoje não passam de 250 e as 50 maiores beneficiam 70% do arroz gaúcho. (Carlos Matsubara/Ascom/Expointer)
