Autor: da Redação

  • Emater projeta a maior safra de grãos da história do Estado

    A safra de grãos das culturas de verão deve ser a maior da história do Rio Grande do Sul, com 27,6 milhões de toneladas colhidas, um aumento de 2,82% em relação ao ano anterior, prevê a Emater-RS/Ascar. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 1º, na Expointer.
    “Estamos considerando apenas as culturas de soja, arroz, feijão e milho, e esperamos uma grande safra, pois temos todas as condições para isso. No que toca ao Governo do Estado, estamos disponibilizando crédito para todas as culturas, capacitação e assistência técnica aos produtores. E, quando reunimos boas condições climáticas, o trabalho dos nossos agricultores e a assistência dos órgãos públicos, não tem como dar errado”, aposta o secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, Cláudio Fioreze.
    O presidente da Emater/RS, Lino De David, registra que em um período de 10 anos a produção de grãos da cultura de verão praticamente dobrou, passando de 15 milhões de toneladas para mais de 27 milhões. Este é um trabalho de Estado, estamos capacitando e formando diversos produtores nestes últimos anos no intuito de fortalecer o agronegócio e a agricultura familiar nas pequenas propriedades”, ressaltou.
    Entre os itens apontados como determinantes para a projeção da supersafra estão o acesso ao crédito, investimentos em tecnologia, preços dos produtos aquecidos e boas condições climáticas. O aumento da área cultivada em mais 1,49%, chegando aos 7,187 milhões de hectares cultivados, também está relacionado. “A agricultura e o agronegócio são muito importantes para a economia gaúcha; somados, representam algo em torno de 70% do PIB do Estado. Cabe ressaltar o aumento da participação da agricultura familiar neste processo, através da diversificação das culturas, e não apenas com grãos. Estamos invertendo uma curva que seria nefasta para nossa economia, pois muitas propriedades não tinham mais descendentes para tocar a agricultura e a pecuária nessas terras. Como, com o auxílio do Governo do Estado, a pequena agricultura voltou a ser rentável, estamos conseguindo manter as famílias no campo”, acrescentou o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Elton Scapini. (Ascom/Expointer)

  • Massey Ferguson mantém expansão, apesar da queda nas vendas

    O diretor comercial da Massey Ferguson, Carlito Eckert, anunciou na segunda-feira, 1º, na Expointer, que a empresa líder na venda de tratores chega a Esteio com muito otimismo apensar de registrar queda em torno de 15% nas vendas no primeiro semestre deste ano.
    Em 2013 tivermos um ano atípico, quando registramos recorde na venda de máquinas dos últimos 35 ou 40 anos, então sentimos uma a queda significativa nos negócios este ano mas o cenário que traçamos é de expansão e investimentos nas fábricas, diante dos níveis de produtividade crescentes em todos os segmentos”, afirma
    A empresa já possui plantas em Canoas, Ibirubá, Santa Rosa e um novo centro de distribuição de peças em Ernestina. Essa descentralização reduz em dois dias o tempo para atender ao produtores. “Nosso objetivo é dar uma assistência técnica diferenciada. Aumentar a conexão com o produtor rural. E crescer com ele. Um dos nossos diferenciais é o suporte para o cliente, a fim de não deixar a máquina parada no campo porque perde tempo e dinheiro. Disponibilizamos um telefone 0800, gratuito, para ficarmos mais perto do produtor, para que ele possa manter contato direto com a fábrica”, informa Eckert.
    O diretor de Marketing da AGCO, Alfredo Jobke, lembra que o
    agronegócio no Rio Grande do Sul vive um momento bastante favorável, com destaque para a boa reserva hídrica, safra histórica, acima de 30 milhões de toneladas de grãos e as recentes apostas no sistema de integração lavoura-pecuária.
    “As boas perspectivas para os próximos meses são impulsionadas pelos benefícios do Plano Safra da Agricultura Familiar, que prevê R$ 24,1 bilhões para médicos e pequenos agricultores investirem na produção de 2014/2015”, destaca.
    O agronegócio representa 21% do PIB brasileiro e 40% do PIB gaúcho.
     

  • Marina Silva, uma candidata de alto risco

    por Cláudia Rodrigues  
    Em entrevista publicada em 24 de julho de 2013 na revista Exame, Marina Silva abriu o jogo sobre seus planos ao jornalista Daniel Barros. Na ocasião, ela estava tentando fundamentar o partido Rede Sustentabilidade, sob a batuta econômica de Eduardo Giannetti da Fonseca e a ideia era ser candidata à presidência. Muita água rolou embaixo da ponte, Marina acabou como vice de Eduardo Campos, do PSB, e em poucos meses o jogo virou. Com a morte trágica do candidato, volta Marina como candidata à presidência, dispara nas pesquisas tirando parte importante dos eleitores de Aécio Neves e causando uma guerrilha ideológica interna entre o que seria ela como candidata da Rede Sustentabilidade e o que vem a ser a Marina representante do PSB.
    É uma candidata de alto risco, pode levar muitos votos de quem vive cantando a música de que os políticos são todos iguais, mas um eleitor um pouco mais leitor, ao ler a trajetória política de Marina, vai perceber que se ela não sabia fazer o jogo político quando saiu do PT, indignada contra os transgênicos, contra Belo Monte, aprendeu direitinho assim que entrou no PSB, um partido que quer assegurar melhorias ao agronegócio.
    Entretanto, Marina não abre mão de seu discurso ambientalista e nessa área é impossível chupar cana e tocar flauta ao mesmo tempo. Se existe um jeito de contemplar as duas políticas e levá-las adiante, então já há quem faça com maestria: o atual governo do PT, que tem tirado tomate de pedra de ambos os lados. Garante subsídios aos grandes, investe na agroecologia, em pesquisas, na expansão da agricultura familiar, na produção e distribuição de alimentos orgânicos.
    A única mágica que Marina poderia fazer na área seria radicalizar para um lado ou para outro, o que ela afirma que não vai fazer, então é alto risco investir em alguém que vai reinventar o mesmo caminho do governo atual, de viver sob pressão de ruralistas e ambientalistas. E se ela tender para os ruralistas? E se ela tender para os ambientalistas e se for apenas um troca-troca de cadeiras, anos de desorganização e instabilidade quando as abóboras já estavam razoavelmente acomodadas na carroça?
    Na área da saúde, das discussões sobre gênero e direitos sociais como aborto e legalização da maconha, educação sexual na escola, a candidata de novo é de alto risco. Ela sofre pressão severa dos grupos radicais da ala evangélica. Quando resolve ser mais moderninha, o discurso é de boazinha, aquela coisa “somos todos iguais, mas eu não pegaria uma mulher, somos todos iguais, mas nunca dei um tapa num baseado, de minha parte não cometo pecados, os pecados são dos outros”. Quando é para bancar de fato uma posição, ela foge. Ninguém sabe em que casinha política ela vai se esconder, que camiseta irá vestir para cada caso, cada causa.
    Marina é uma candidata de alto risco tanto para eleitores conservadores, que querem ver a sociedade repetindo padrões de comportamento congelado, quanto para eleitores que querem e lutam por mudanças reais com base em leis e garantias, mergulho em processos e promoção de educação pública sob paradigmas laicos que trabalhem preconceitos com pulso firme.
    Marina é uma opção de alto risco para os grandes e para os pequenos. A classe média, que está sempre por fora a dar tiros no pé, pode pegar esse bonde de alto risco achando que assim finalmente chegou o seu dia de virar protagonista de novela.
    E dará outro tiro no pé, porque Marina vai ter que ‘oPTar’. Se mexer muito nessa regra de três que o PT desenvolveu para ficar no poder, vai ser uma bagunça, começaremos tudo outra vez. Se aceitar o que tem no cardápio neoliberal do mundo tentando adequar e melhorar a vida de quem é pequeno, o que já faz o PT, vai dar no mesmo, mas com mais pressão.
    O fato é que apostar em Marina é um tiro no escuro, é alto risco, com o discurso que ela prega, pode fazer qualquer coisa, para um lado e para outro e a última classe que ela atenderá será justamente a de seus eleitores de pensamentos médios e mágicos.

  • Público na Expointer já supera os dois últimos anos

    Nos dois primeiros dias de feira, até as 17 horas de domingo, 119.558 pessoas haviam ingressado para conhecer as novidades da maior feira do agronegócio da América Latina. Supera os dos dois últimos anos da feira, no mesmo período.
    Os portões da Expointer estão abertos das 9h às 20h até o próximo domingo (07/09). Os ingressos custam R$ 12,00 para a entrada inteira, R$ 6,00 para estudantes e R$ 30 para veículos, com direito à entrada do motorista.

  • A Revolução Eólica (48) – Nova rede vai conectar usinas do Extremo Sul

    Além dos contratos de locação das áreas, do licenciamento ambiental e da exata localização das torres, outra exigência para um projeto poder disputar o leilão de energia do governo federal é a capacidade de escoamento do que será produzido pela futura usina.
    Assim, a Eletrosul Centrais Elétricas, em parceria com a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE-GT), está construindo cerca de 470 quilômetros de linhas de transmissão, além de três novas subestações de energia e ampliando uma unidade existente, a fim de conectar os parques eólicos em construção naquela parte do litoral gaúcho e integrar a metade sul do Rio Grande do Sul ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
    Serão investidos aproximadamente R$ 900 milhões no sistema de transmissão que inclui linhas nos trechos Nova Santa Rita – Povo Novo, Povo Novo – Marmeleiro (inclui 15 km dentro da Estação Ecológica do Taim), Marmeleiro – Santa Vitória do Palmar (todas em 525 kV); e seccionamento da linha Camaquã 3 – Quinta na SE Povo Novo (230 kV). Também foram construídas três subestações de energia – Povo Novo (525/230 kV), Marmeleiro (525 kV) e Santa Vitória do Palmar (525/138 kV) e ampliada a subestação Nova Santa Rita.

    SE Santa Vitória do Palmar / Foto Divulgação TSLE
    SE Santa Vitória do Palmar / Foto Divulgação TSLE

    Rede percorre 15KM dentro do Taim / Foto  Cauê Mendonça / Divulgação
    Rede percorre 15KM dentro do Taim / Foto Cauê Mendonça / Divulgação

    Técnico no alto de uma torre de transmissão / Foto Cauê Mendonça / Divulgação
    Técnico no alto de uma torre de transmissão / Foto Cauê Mendonça / Divulgação

    A Transmissora Sul Litorânea de Energia S.A – TSLE, sociedade de propósito específico (SPE), é a responsável pela construção, operação e manutenção do sistema de transmissão, Foi constituída entre Eletrosul (51%) e CEEE-GT (49%) em julho de 2012, um mês após o consórcio arrematar os projetos no leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica.
    O diretor técnico da TSLE, engenheiro Carlos Matos, garante que todo o sistema estará pronto dentro do prazo previsto pela Aneel, até o final deste ano. “As subestações já estão prontas, falta finalizar a parte de infraestrutura das unidades, ruas, iluminação e cercamento, o que ocorrerá até final do ano”, projeta Matos.
    (Cleber Dioni Tentardini, com Assessoria de Imprensa da Eletrosul)

  • Farsul na Expointer: "O futuro vamos discutir depois"

    Aberta oficialmente pelo governador Tarso Genro, na manhã deste sábado, a 37a. Expointer já começou contaminada pela campanha política.
    No tradicional almoço que a Farsul promove com as associações de produtores, depois do lançamento das etapas finais de Modernização e Revitalização do Parque Assis Brasil, o presidente da entidade, Carlos Sperotto evitou entrar detalhes sobre o projeto, que preve parceria com grupos privados para investir R$ 280 milhões até 2020 para que o parque possa funcionar o ano inteiro como um centro de negócios e lazer.
    O secretário da Agricultura, Cláudio Fioreze, disse que muitas ações foram realizadas para melhorar a Expointer deste ano. “Muito já foi feito graças às parcerias que foram firmadas”, disse. O subsecretário Adeli Sell, ressaltou a autonomia dada à administração pela Secretaria da Agricultura, Pecuário e Agronegócio (SEAPA). “A atual gestão nos deu carta branca para tornar essa edição da Expointer a melhor de todos os tempos”, salientou.
    Na sua vez,  o presidente da Farsul  preferiu não falar do futuro. Ressaltou que o encontro abordaria apenas situações que poderiam ser solucionadas ainda durante o andamento da feira. “Qualquer outra demanda para eventos futuros deverá ser analisada em outra ocasião”, observou.
    Este ano a feira, que já é considerada uma das cinco maiores do mundo, tem tudo para ser uma das melhores de todos os tempos. O Rio Grande do Sul está colhendo uma safra recorde, culminando uma sequência de três safras excelentes. O agronegócio é o carro chefe de um crescimento que chegou a 6,3% no ano passado.
    As instalações onde ocorre a feira também foram melhoradas. Desde 2011, já somam R$ 12 milhões em investimentos em melhorias no parque. “Resultado de uma profunda transformação articulada pelo Governo do Estado com produtores, agricultores, pecuaristas e entidades que se revela nessa exuberante demonstração de parceria”, afirmou o governador Tarso Genro.
    Neste momento, no entanto, com a campanha política fervendo não escapa a ninguém que o governador é candidato à reeleição e que a sua principal adversária é a senadora Ana Amélia, tradicional aliada da Farsul e do Agronegócio.
    Sugestões
    Os representantes das associações de criadores, em sua maioria, destacaram o bom funcionamento do parque. Paulo Werle, presidente da Associação dos Criadores de Caprinos do Rio Grande do Sul (Caprisul), elogiou as obras no seu setor, mas ponderou a necessidade de uma melhor sinalização do Pavilhão dos Ovinos. Segundo ele, há necessidade de colocação de mais indicações de que ali há ovinos.
    Já Nilton Zirbs, presidente da Associação de Pôneis, reclamou de supostos vandalismo em suas instalações. De acordo com ele, durante uma noite da semana passada, alguém teria invadido e danificado equipamentos.
    Outras reclamações foram sobre a falta de vagas em estacionamento e pequenos reparos nas dependências dos pavilhões.
    Como resposta, o subsecretário Adeli Sell afirmou que a administração verificará todas demandas.
    Segundo Adeli, já foram investidos R$ 50 milhões, num sistema de Parceria Público-Privada (PPP), dos quais o governo estadual entrou com R$ 15 milhões (até o final deste ano).
    Além dos investimentos das entidades parceiras, foram realizadas obras de contenção de alagamentos junto ao Arroio de Esteio. A proposta da PPP para o Centro de Eventos já foi encaminhada para análise do governador Tarso Genro.
    “Faremos uma licitação da urbanização de 27 hectares, com direito real de uso por 25 anos. O investidor fará a ubranização da área do agroshopping previsto e poderá estabelecer parceria com uma rede hoteleira para a operação tanto do hotel como do centro de eventos. Todas as instituições pagarão aluguel anual ao investidor responsável pela infraestrutura”, explicou Adeli Sell. A área total do parque, onde ocorrerá a revitalização e modernização, é de 140 hectares, mais o entorno.
    Conforme Maurênio Stortti, da empresa contratada pela Farsul, Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), e Associação dos Criadores de Cavalo Crioulo, em parceria com o Governo do Estado, para elaborar o plano de negócios, o Plano de Mobilidade envolverá obras nas vias laterais do parque, com integração ao Trensurb, às BRs 448 e 116. Também haverá a utilização das hidrovias para a rota Parque Assis Brasil-Porto Alegre.
    Já o Museu da Agricultura e Pecuária terá um plano de negócios diferenciado, contemplando a história do Rio Grande do Sul, do parque, da Expointer, do agronegócio e agricultura familiar. Será desenvolvido em parceira com universidades e ficará localizado onde atualmente é a Casa do Gaúcho. Servirá de roteiro para visitas escolares próximo às três esferas e com acesso direto à BR-116, na entrada do parque.
    Após a apresentação, o secretário da Agricultura, Cláudio Fioreze, o prefeito de Esteio, Gilmar Rinaldi, e o Instituto Federal de Educação e Ciências assinaram protocolo de intenções para a implentação do Centro Educacional.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Marina Silva: o mundo de olho no Brasil

    Por JOSÉ ANTONIO SEVERO
    A eleição de Marina Silva seria a vitória do antipetismo, e a chegada ao governo de uma terceira via, pois levaria junto de roldão o PSDB, que é a versão acadêmica da mesma vertente da antiga esquerda paulista, que domina e divide o eleitorado do Brasil em dois.
    Não haveria nada de mais num sistema democrático liberal, pois a alternância do poder não é apenas uma teoria, mas resultado natural e previsível da exaustão de uma corrente majoritária, substituída por outra. Isto já era preconizado pelos cientistas políticos. Só que se esperava isto para 2018 ou 22.
    No Império o bipartidarismo alternativo assegurou a estabilidade política do Brasil, que foi uma ilha de jogo político eleitoral na América Latina convulsionada pelas rebeliões armadas, gerando seus produtos costumeiros, as ditaduras mais ou menos caudilhistas, comandadas por generais vencedores de batalhas.
    No Brasil, do alto de sua legitimidade monárquica, Dom Pedro II promovia a alternância por decreto. Quando percebia que a corrente governante se exaurira, dissolvia o parlamento, convocava eleições e favorecia a formação de governos ora liberais ora conservadores.
    Na República essa alternância não se deu. A mudança de hegemonias sempre foi tumultuada.
    Os cafés com leite da República Velha foram apeados por uma revolução, em 1930. A vertente castilhista de Getúlio Vargas só foi cair de fato em 1964. Dutra era caudatário de Vargas e Jânio não chegou a governar. A UDN subiu ao poder pelo golpe de 1964, mas tampouco ficou muito tempo, pois já em 1969, com o AI-5, nada sobrou dos conspiradores que derrubaram João Goulart. Depois vieram os originários da antiga oposição reunida no MDB e fracionada no pluripartidarismo atual.
    Marina vai mudar esse quadro, se vencer.
    A novidade será que ela traz para o governo uma nova maioria desagregada, unida em torno de teses desconexas e hostis à política convencional. Compõem uma formidável força eleitoral, mas sem representação política. É uma manifestação da democracia de massa, que se esgota no fenômeno eleitoral.
    Entretanto, passada a eleição, o regime demanda a representação organizada, que ficará ainda nas mãos das forças derrotadas nas urnas majoritárias, mas maciçamente vitoriosas na eleição parlamentar. O mesmo eleitorado elege dois animais diferentes. Como isto vai funcionar na prática para gerir o estado ninguém pode ainda dizer com certeza.
    GOVERNO MARINA
    Num exercício de cenário futuro, que se poderia dizer a olho nu? Marina poderá montar precariamente uma base parlamentar com pequenos partidos de esquerda e alguns segmentos religiosos.
    Dificilmente atingira um terço da Câmara e quase nada no Senado Federal. Teria, em tese, um governo algemado. A alternativa seria compor uma coalisão no estilo PT/PSDB, ou como dizia José Genoíno, ex-presidente do PT, uma coalização para governabilidade. Então de nada valeria sua pregação. Seria o passo atrás, a traição do eleitorado, tal qual Fernando Collor. Pode ser, isto já vimos.
    No entanto, na área internacional, Marina poderá ser a maior estrela do cenário mundial devido ao apoio entusiástico que arrancará de todas as militâncias ambientalistas, pacifistas e defensores das chamadas minorias discriminadas.
    Não foi por nada que ela foi convidada pelas autoridades do Comitê Olímpico Internacional para desfilar na abertura das Olimpíadas de Londres.
    A presidente Dilma, presente ao evento, quase teve um treco quando a viu marchando entre as celebridades mundiais. É uma boa pista para se previr como ela aparecerá na mídia: ambientalista famosa, figura amazônica, líder de uma potência mundial, a primeira presidente da nova política que deverá dominar o Ocidente neste século XXI.
    Lula foi muito famoso e popular mundo a fora, mas ainda era uma expressão do Século XX: operário da indústria, esquerdista moderado e nascido na pobreza. Marina é pobre de família, mas não foi isto que a projetou. Muitos pobres chegaram ao cume no Brasil.
    Ela é a herdeira de Chico Mendes, ícone mundial. Também diferente do líder petista, ela tem formação universitária, historiadora e psicopedagoga, formada na Universidade Federal do Acre e pós-graduada na federal e na PUC de Brasília, além de ter iniciado estudos na Universidade de Buenos Aires. Não é pouco. Ela faz parte da elite intelectual.
    Como ambientalista ganhou uma dezena de prêmios internacionais de primeira linha. Ela foi chamada pelo New York Times de “Ícone do Movimento Ambientalista Mundial” e uma das dez personalidades brasileira mais influente. É a musa do aquecimento global. Marina será uma presidente com muita mídia. Há que ver como ela conciliaria se eleita, sua fraqueza política interna com essa expressão global. De qualquer forma o mundo está de olho no Brasil.

  • FGTAS/SINE abrirão 28 mil vagas em cursos gratuitos do Pronatec

    As Agências FGTAS/SINE iniciam a realização de pré-matrícula para 28.043 vagas de cursos gratuitos do Pronatec em 111 Agências FGTAS/SINE a partir de setembro. Os cursos serão abertos gradualmente, conforme cronograma das instituições que operacionalizam as qualificações. As capacitações são gratuitas para trabalhadores, empregados e desempregados, com idades a partir de 16 anos. Pessoas com deficiência e trabalhadores que solicitam seguro-desemprego pela segunda vez em 10 anos são público prioritário. Interessados devem se dirigir à Agência FGTAS/SINE de seu município, portando Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Menores de 18 anos devem estar acompanhados de responsável.
    As Agências FGTAS/SINE com maior número de vagas são Erechim (1040), Pelotas (1002), Santa Maria (1121), Uruguaiana (1135), Rio Grande (1427), Novo Hamburgo (1703) e Porto Alegre (2262).
    As 28.043 vagas estão distribuídas em 111 Agências FGTAS/SINE: Alegrete, Alvorada, Arroio dos Ratos, Arroio Grande, Bagé, Bento Gonçalves, Caçapava do Sul, Cachoerinha, Cachoeira do Sul, Camaquã, Campo Bom, Candiota, Canela, Canguçu, Canoas, Capão da Canoa, Capão do Leão, Capela de Santana, Carazinho, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Crissiumal, Dom Pedrito, Encruzilhada do Sul, Erechim, Estância Velha, Esteio, Estrela, Farroupilha, Frederico Westphalen, Garibaldi, Getúlio Vargas, Giruá, Gramado, Gravataí, Guaíba, Guaporé, Horizontina, Igrejinha, Ijuí, Iraí, Itaqui, Jaguarão, Lagoa Vermelha, Lajeado, Marau, Montenegro, Nonoai, Nova Prata, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Osório, Palmeira das Missões, Panambi, Pantano Grande, Parobé, Passo Fundo, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Portão, Porto Alegre, Quaraí, Rio Grande, Rio Pardo, Rolante, Ronda Alta, Rosário do Sul, Salto do Jacuí, Salvador do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santa Vitória do Palmar, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, Santo Antônio da Patrulha, Santo Augusto, São Borja, São Francisco de Assis, São Francisco de Paula, São Gabriel, São José do Norte, São Leopoldo, São Lourenço do Sul, São Luiz Gonzaga, São Sebastião do Caí, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Sarandi, Seberi, Serafina Correa, Sobradinho, Soledade, Tapejara, Taquara, Taquari, Teutônia, Torres, Tramandaí, Três Coroas, Três de Maio, Três Passos, Triunfo, Uruguaiana, Vacaria, Venâncio Aires, Veranópolis e Viamão. O endereço e horário de funcionamento das agências estão disponíveis no site da FGTAS, órgão vinculado à Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (www.fgtas.rs.gov.br).
    O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) objetiva ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. As capacitações são realizados nas unidades de ensino do Sistema S (SENAI, SENAC, SENAR e SENAT) e em instituições federais de ensino superior.

  • Marina cresce um por cento ao dia, segundo Datafolha

    Marina Silva cresceu 13  pontos em 11 dias, entre uma pesquisa e outra. Agora Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) estão empatadas no primeiro turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa encomendada pela Rede Globo e a Folha de São Paulo.
    Cada uma tem 34%. Aécio Neves (PSDB) não passou dos 15%.
    Em comparação à última pesquisa,  Dilma perdeu dois pontos, Aécio cinco. Marina ganhou 13 pontos, o que indica que ela tira votos dos dois adversários e ainda tira os indecisos de cima do muro.
    Na pesquisa espontânea, quando não é mostrada ao eleitor uma lista com os nomes dos candidatos, Dilma tem 27% das intenções de voto, Marina chega a 22% e Aécio tem 10%. Na espontânea os indecisos somam quase um terço do eleitorado (32%), e os que votariam em branco são só 3%.
    Na pesquisa com a lista dos nomes, os indecisos são apenas 7%, o mesmo que os brancos e nulos.
    Na pesquisa do final de agosto, a 37 dias das eleições, o candidato do PSC, Pastor Everaldo, que no primeiro debate dos presidenciáveis pela TV, na Band, repetia que quer “passar quase tudo para a iniciativa privada”, recebeu 2%. É o dobro da soma das intenções de voto dos demais candidatos: Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO). Os indecisos são só 7%, o mesmo que os brancos.
    Segundo o Datafolha, Dilma tem a maior rejeição: 35% (mais que os indecisos). A rejeição a Marina é de 15% (menos da metade dos indecisos) O Pastor Everaldo é rejeitado por 23%; Aécio, 22%; Zé Maria, 18%; Eymael, 17%; Levy Fidelix, 17%; Rui Costa Pimenta, 16%; Luciana Genro, 15%; Eduardo Jorge, 14%; e Mauro Iasi, 14%.
    A avaliação do governo Dilma foi considerada ótima ou boa por 35% dos entrevistados, e regular por outros 39% (portanto, 74% não a desaprovam totalmente; isso, se somado aos 35% de rejeição apontados na mesma pesquisa, daria mais de 100%). Já os que consideram o governo ruim ou péssimo foram 26%. E 1% não souberam responder.
    Mesmo assim, na simulação de um segundo turno, hoje Dilma teria 40% e Marina alcançaria 50%.
    Na pesquisa anterior, Marina tinha 47% e Dilma, 43%. Já num confronto entre Dilma e Aécio, o tucano perderia por 48% a 40%. O Datafolha não simulou um segundo turno entre Marina e Aécio.
    Segundo o Datafolha, foram feitas 2.874 entrevistas, entre 28 e 29 de agosto, em 178 municípios.

  • Para dobrar Petrobras, Braskem ameaçou paralisar polo de Triunfo

    A Braskem, braço do grupo Odebrecht que controla a petroquímica brasileira, venceu  a parada com a Petrobras, sua sócia e fornecedora estatal.
    A Braskem ameaçou paralisar o polo do Rio Grande do Sul se a Petrobras não cedesse e não mantivesse o atual contrato, pelo qual a estatal subsidia a matéria-prima importada (nafta) que entrega para o monopólio privado. Eis a  nota que a Braskem distribuiu  no início da noite:
    NOTA À IMPRENSA
    A Braskem informa que assinou com a Petrobras um aditivo ao contrato de nafta petroquímica com vigência até o fim de fevereiro de 2015. As condições atuais foram mantidas e o preço será ajustado retroativamente a 1º de setembro de 2014, na assinatura do novo contrato.
    Este aditivo evitou a paralisação iminente da produção de centrais petroquímicas, o que traria graves consequências ao setor químico e petroquímico brasileiro.
    A Braskem segue empenhada na identificação de uma solução estrutural que permita a assinatura de um contrato de longo prazo com a Petrobras que assegure a competitividade da indústria química e petroquímica brasileira.