Autor: da Redação

  • Portal Terra demite a Redação de Porto Alegre

    Em meio à crise da RBS, onde avançam as demissões, os jornalistas gaúchos perderam hoje mais uma possibilidade de trabalho. O portal Terra demitiu hoje toda a redação da Capital: 15 jornalistas.
    O anúncio foi feito hoje pelo site Coletiva.net, especializado no mercado de comunicação. Em todo o Brasil, os desligamentos, em diversas áreas, devem atingir 140 funcionários, sendo cerca de 60 deles profissionais de imprensa.
    Na capital gaúcha, um jornalista não foi demitido, porque está em licença médica. Também foram mantidos dois profissionais em cargos de editor de capa, que atuam de forma integrada à redação de São Paulo, e um chefe de reportagem.
    Os funcionários foram informados de que a operação não estava alcançando o resultado esperado e que as dispensas eram necessárias para adequação de estrutura e recursos da empresa, que passa por pressões de mercado e de acionistas.
    Até o momento, em sua única manifestação oficial, o portal afirma: “Visando adequar a estrutura e recursos da empresa, o Terra alinhou suas unidades de negócios e fez uma reestruturação em todas as áreas. O Terra agradece os seus colaboradores por toda sua dedicação e trabalho”.

  • A Revolução Eólica (47) – Vem aí a megausina de Campos Neutrais

    Por Cleber Dioni Tentardini
    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o início dos testes em 14 aerogeradores do Parque Eólico Geribatu, em Santa Vitória do Palmar. A subestação coletora começou a escoar a energia ainda por meio de uma conexão provisória, em uma linha de transmissão da CEEE Distribuidora.
    O Complexo Eólico de Campos Neutrais, como foi batizado um conjunto de três parques gigantes que estão sendo construídos nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí, no litoral Sul gaúcho, será o maior da América Latina. Geribatu, Chuí e Hermenegildo terão 583 megawatts (MW) de capacidade instalada, suficiente para atender ao consumo de 3,3 milhões de habitantes.
    Os acessos para as dez usinas de Geribatu e para as seis do Chuí estão prontos. No primeiro parque, que terá um total de 129 aerogeradores, 121 já estão com a montagem mecânica concluída, dos quais 108 também já estão com a montagem elétrica finalizada. A  previsão é que comecem operar comercialmente ainda este ano. No segundo, estão sendo construídas as primeiras de um total de 72 bases para os cataventos gigantes. Começa a abastecer a rede elétrica nacional no primeiro semestre de 2015.
    O Parque Eólico Hermenegildo ainda aguarda a emissão da Licença de Instalação (LI) pela Fepam – Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler – para o início das obras, o que deve se dar ainda neste semestre. Deve iniciar a operação primeiro trimestre de 2016.
    A previsão é de que os três parques beneficiem três mil trabalhadores, direta e indiretamente.

    Torres de transmissão sendo instaladas em Santa Vitória do Palmar /Foto Cauê Mendonça
    Torres de transmissão sendo instaladas em Santa Vitória do Palmar /Foto Cauê Mendonça

    Investimentos chegam a R$ 3,5 bilhões
    Os investimentos no Complexo Eólico de Campos Neutrais chegam a R$ 3,5 bilhões, levando em conta os parques e as obras do sistema de transmissão, que irá escoar a energia e integrar o extremo Sul ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
    O Parque Eólico Geribatu, com 258 MW divididos em dez usinas, e o Parque Eólico Chuí, que terá 144 MW de potência instalada em seis usinas, são uma parceria da Eletrosul (49%) com o Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Rio Bravo, que detém 51% do negócio.
    O consórcio construtor é formado pela empresa espanhola Gamesa, que fabricará os 129 aerogeradores; a Schahin Engenharia S.A., que ficará responsável pela parte de construção civil, como as bases das torres eólicas, e a implantação da rede de média tensão; e a ABB, que fornecerá os equipamentos do sistema de transmissão.
    Já o Parque Eólico Hermenegildo, que terá 13 usinas com 181 MW de capacidade é um projeto da estatal subsidiária da Eletrobras (99,99%) com a Renobrax (0,01%).
    Quase metade da potência instalada de geração eólica no Rio Grande do Sul, contratada nos leilões desde 2009, é de empreendimentos da Eletrosul e parceiros, que somam aproximadamente 800 MW.
    “Com esse gigantesco complexo, a Eletrosul consolida sua presença como maior empreendedora em energia eólica no Sul do país, e queremos manter essa tendência de crescimento”, afirmou o presidente da estatal, Eurides Mescolotto.
    Campos Neutrais
    A denominação do complexo eólico remete ao período da colonização. A área compreendida entre os banhados do Taim e o Arroio do Chuí, onde foram posteriormente instalados os municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí, foi palco de várias disputas entre tropas portuguesas e espanholas. Para evitar mais conflitos, com a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, a região ficou sendo um território neutro e, portanto, conhecida como Campos Neutrais.

  • Feira do Livro de Porto Alegre ganha apoio inédito do BNDES

    A tradicional Feira do Livro de Porto Alegre, que fará sua 60ª edição em 2014,  foi um dos 21 projetos culturais escolhidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para serem patrocinados entre setembro de 2014 e fevereiro de 2015. No Estado, a Mostra Internacional de Música das Missões também foi selecionada.
    A Feira do Livro é um dos cinco projetos de literatura selecionados, além de oito projetos de cinema, sete de música e 1 de dança. Em sua maioria são festivais, mostras, feiras e eventos similares.
    O banco patrocina pela primeira vez este ano dois eventos do ramo editorial: a IX Bienal do Livro do Ceará e a 60ª Feira do Livro de Porto Alegre. Também terão apoio do BNDES o Fórum das Letras de Ouro Preto (MG), a FLUPP – Festa Literária das Periferias, no Rio de Janeiro, e a Primavera dos Livros, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador.
    Missões: música e patrimônio cultural
    Na música, os projetos contemplados priorizaram associações entre música e patrimônio histórico. É o caso da Mostra Internacional de Música das Missões, que aproveita o cenário das missões jesuíticas, declaradas patrimônio cultural da humanidade. Os outros foram o Festival de Música Antiga de Diamantina, na cidade histórica mineira; do Virtuosi 2014, realizado em Olinda (PE), Recife (PE) e João Pessoa (PB).
    No cinema, destacam-se festivais tradicionais, como a Mostra de Cinema de São Paulo (38ª edição), o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (47º edição) e o Festival do Rio (desde 1999), e também iniciativas mais regionais, como o 7º Cine-fest Brasil-Canudos, que leva cinema à cidade do interior baiano, e o Fest Cine Amazônia, realizado há mais de 10 anos em Porto Velho (RO).
    O projeto de dança escolhido foi o programa dos 25 anos do Balé Teatro Guaíra, que completa 45 anos em 2014 com a proposta de uma série de espetáculos convidando cinco companhias de dança nacionais e percorrendo seis cidades (Curitiba, Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Niterói e São Paulo).

  • Documentário sobre a ditadura indicado à Academia de Cinema

    “O Dia Que Durou 21 Anos”, filme de Camilo Tavares, que mostra a participação dos Estados Unidos na queda do presidente João Goulart, em 31 de março de 1964, está indicado na categoria Documentário para o prêmio  da Academia Brasileira de Cinema.
    A Academia é presidida pelo cineasta Roberto Farias e os prêmios serão conhecidos dia 26 de agosto.
    Premios já conquistados pelo filme:
    St Tropez International Film Festival – França
    Melhor documentário estrangeiro
    O DIA QUE DUROU 21 ANOS
    22° Arizona International Film Festival – USA
    Prêmio Especial do Juri 
    O DIA QUE DUROU 21 ANOS
    29° Long Island Film Festival – USA
    Prêmio Especial do Juri 
    O DIA QUE DUROU 21 ANOS
    APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte
    Eleito o Melhor Documentário de 2013 
    O DIA QUE DUROU 21 ANOS
    Oscar IBEROAMERICANO – Prêmio Platino
    Nominado Melhor Documentário de 2013 
    O DIA QUE DUROU 21 ANOS
     Aclamado pela critica nos USA e no Brasil:
     “Excelente, emocionante história” – The Hollywood Reporter – USA
    “Revelador, merece aplausos” – Variety – USA
    “Fascinante” – ScreenDaily -USA
    “Pedra preciosa” – Luiz Carlos Merten – Estadão
    Um filme de verdade” – Nelson Pereira dos Santos – Cineasta
    “Imperdivel! Sensacional! ” – Jô Soares
    “Contundente, contribui para a construção da história do país” – Carta Maior
    Sinopse: Em ritmo de espionagem, o filme revela como o governo dos EUA patrocinou e apoiou golpe militar no Brasil em 1964,  derrubando o presidente eleito João Goulart. O filme traz documentos Top Secret recentemente liberados e áudios originais da Casa Branca, Departamento de Estado e da CIA, que revela como embaixador dos EUA Lincoln Gordon planejou o golpe militar com o aval dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson.
     Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=CfJAnKUD3K0
    http://www.youtube.com/watch?v=jI8y9YoEiHY
    O filme obteve o  reconhecimento das universidades americanas de Harvard, MIT, Yale, Brown, Columbia e Princeton,  onde aconteceram exibições especiais seguidas de debate com a presença do diretor Camilo Tavares e da produtora Karla Ladeia.        
    http://wp.clicrbs.com.br/blogerlerina/2013/11/29/golpe-de-estado-em-harvard/?topo=13,1,1,,,13
    http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,universidades-dos-eua-exibem-o-dia-que-durou-21-anos,1147330
    O Jô Soares convoca a todos para assistir O DIA QUE DUROU 21 ANOS. Veja o link abaixo:
    “É o MELHOR documentário QUE EU JÁ VI sobre esta época. É IMPERDÍVEL!! Os jovens então tem que assistir de qualquer jeito!!
    É SENSACIONAL!!!” Jô Soares
    Link do convite do Jô Soares:
    http://www.youtube.com/watch?v=cRx4sDMRvsM&feature=youtu.be

    “Foi gratificante ver o público que lotava a sala de cinema irromper em aplausos, de entusiasmo e gratidão, tão logo surgiram na tela os créditos finais do excepcional o documentário O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares.”
    “É um documentário imperdível e uma revisão valiosa para todos, não importa o que cada um pense sobre a questão. Vá ao cinema, assista a esta aula de História e não se surpreenda se, no fim, você aplaudir com entusiasmo. É quase irresistível.”
    http://mariomarcos.wordpress.com/2013/03/30/26448/

  • Robin Williams perdeu a luta contra depressão

    A policia do Condado de Marin, na Califórnia, confirmou na tarde desta terça-feira,12: o ator Robin Williams, encontrado morto em sua casa na segunda-feira, suicidou-se. “Ele morreu por asfixia sem sinais de luta”, disse o relatório preliminar da perícia.
    Williams, que lutava contra a depressão e a dependência de drogas, “se enforcou, com um cinto no pescoço, e tinha cortes superficiais nas partes internas do pulso esquerdo”.
    “Sua assistente o encontrou inconsciente, vestido, numa posição sentada e levemente suspenso do chão, com um cinto em volta do pescoço preso à porta de um dos cômodos da casa. Ele já estava morto nesse momento”, disse um perito criminalista, em entrevista coletiva.
    Exames toxicológicos que darão mais detalhes do ocorrido, terão resultados em seis semanas.
    Williams foi visto vivo pela última vez na noite de domingo (10). Ele estava em sua residência, em Tiburon, onde morava com sua esposa, Susan Schneider, e foi encontrado por sua assistente pessoal. A mulher do ator saiu cedo na segunda de manhã para trabalhar. A assistente de Robin, que chegou mais tarde, bateu na porta, mas ninguém respondeu. Então, entrou na casa e encontrou o corpo.
    Williams havia sido internado várias vezes em clínicas de reabilitação, por problemas com drogas, sendo a última vez em julho passado.
    Robin McLaurin Williams começou sua carreira em 1977, atuando na TV. Já demonstrando seu talento para a comédia, participou de diversos episódios do “The Richard Pryor show”. Depois de ficar conhecido como o personagem Monk na série “Happy days”, conquistou o sucesso também no cinema já com seu primeiro papel. Em 1980, interpretou o marinheiro Popeye, em filme de mesmo nome.
    Além do destaque como comediante, Williams tem no currículo filmes que comoveram grandes plateias, como “Bom dia, Vitenã” (1987), “Sociedade dos poetas mortos” (1989), “Tempo de despertar” (1990), “O pescador de ilusões” (1991) e “Gênio Indomável” (1997), que lhe rendeu seu único Oscar.

  • Comissão da Verdade confirma primeiro caso de tortura em hospital militar

    A Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro comprovou nesta segunda-feira, 11, o primeiro caso de tortura dentro de um hospital militar, no período da ditadura. A CEV divulgou laudo pericial confirmando que, por pelo menos três vezes, o engenheiro Raul Amaro Nin Ferreira sofreu tortura, inclusive às vésperas de sua morte, no Hospital Central do Exército (HCE), em Triagem, na zona norte do Rio. Raul passou 12 dias em poder dos militares.
    Com base em vasta documentação oficial e no laudo cadavérico, o médico-legista da CEV Nelson Massini revelou que Raul tinha lesões pelo corpo adquiridas durante a internação no HCE, para onde foi levado no quarto dia de prisão, 4 de agosto de 1971. O ativista tinha contusões no tórax, nas pernas e nas coxas, o que indica que foi atingido com socos, mas principalmente com pontapés e por meio de instrumento não identificado. O uso de choque elétrico não foi descartado.
    Segundo Massini, a coloração dos hematomas em Raul é contundente para estimar os dias em que a vítima foi torturada. “O laudo [cadavérico] traz detalhadamente a cor e o espectro das lesões, com os quais se pode detalhar a evolução regressiva delas. Ele tem lesões dos dias 6 e 7 de agosto e, por fim, do dia 11. Essas últimas, vermelhas [que são as mais recentes], em pontos diferentes, sinal de que, no dia [da morte], ele foi espancado e o legista detalhou isso no laudo”, informou.
    Documentos a que a família teve acesso para compor o dossiê sobre o caso, entregue à CVE em 2013, mostram que o Exército enviou investigadores para interrogar Raul no Hospital do Exército dia 11 de agosto, o que pode explicar as lesões mais recentes no corpo da vítima. Oficialmente, o ativista morreu de infarto, o que, segundo Massini, pode ter sido decorrente do estresse.
    Em nota, a família de Raul se disse “horrorizada” com a tortura dentro do Hospital do Exército. Ela cobra que o único coronel vivo envolvido no caso, José Antonio Nogueira Belham, que assina documento enviando os interrogadores ao HCE, esclareça lacunas do dossiê, como os sinais de tortura no corpo do ativista antes de ele chegar ao hospital, e revele a identidade dos torturadores.
    A presidenta da Comissão Estadual da Verdade, Nadine Borges, além do comparecimento do coronel reformado Antonio Nogueira Belham à Comissão Nacional da Verdade, quer que o Exército entregue o prontuário de todos os ativistas que passaram pelo hospital, para esclarecer o papel da unidade de saúde, por onde passaram dezenas de presos políticos, no contexto da ditadura.
    “Os relatos de tortura e de morte dentro da estrutura militar, mesmo que as Forças Armadas neguem, nós sabemos que ocorria. O que não sabíamos é que o Hospital Central do Exército servia para torturar e matar, sendo o caso do Raul o primeiro a ser revelado”, disse Nadine. “É chocante. Isso não acontece nem em guerra, mas na ditadura brasileira, aconteceu”, declarou
    Para a família, a história de Raul Nin só será passada a limpo quando jornais também revisarem suas publicações. “Extrato de reportagem de O Globo diz que Raul era terrorista e foi hospitalizado por não se alimentar, quando, na verdade, ele tinha sido torturado a ponto de não aguentar mais e ser transferido para a ‘recuperação’ no HCE”, disse o sobrinho, Felipe Nin
    Procurado pela reportagem, o Exército não comentou as revelações da CEV e do legista. O coronel reformado do exército José Antonio Nogueira Belham não foi localizado.
    (Agência Brasil) 
     

  • Invasores deixam terreno da Avipal antes da reintegração

    O Grupo de Trabalho coordenado pela Defensoria Pública Estadual conseguiu a retirada pacífica da maioria das quase 600 familias que ocuparam o terreno da extinta Avipal na Cavalhada, zona Sul de Porto Alegre.
    Na tarde desta segunda-feira, 11 restavam no local apenas umas 100 familias que estavam sendo cadastradas, enquanto  o grupo negociava com o Departamento Municipal de Habitação (Demhab) um local para reassentá-los, uma vez que são pessoas que não tem para onde ir.
    Um helicóptero da Brigada Militar sobrevoava o local, enquanto a defensora pública Adriana Schefer, orientava os moradores remanescentes.  A reintegração de posse, autorizada pelo juiz já há três semanas será realizada nesta terça, 12
    Os ocupantes do terreno de dez mil metros quadrados numa área nobre da capital, chegaram a 800 familias, oriundas de diversas situações de remoção e desocupação de outras áreas. Pelo menos 200 dessas familias são remanescentes da remoção de moradias do Resvalo, um barranco à beira do riacho Cavalhada, área de risco, que foi liberada para as obras do Projeto Integrado de Saneamento Ambiental (PISA). Muitas estão incluídas no programa de aluguel social da prefeitura, mas alegam que não estão recebendo os valores estabelecidos.

  • Ebola: não há vacina por falta de interesse dos laboratórios

    O fracasso em encontrar, até agora, uma vacina contra o vírus do Ebola revela a “falência moral” da indústria farmacêutica, segundo o presidente do Instituto de Saúde Pública da Inglaterra, professor John Ashton. Em artigo publicado no Independent, Ashton diz que os laboratórios relutam em investir em uma doença porque ela, até agora, só afetou pessoas na África — apesar das centenas de mortes.
    O professor John Ashton, diz em seu artigo que o Ocidente precisa tratar o vírus mortal como se este estivesse dominando as partes mais ricas de Londres, e não “apenas” na Serra Leoa, Guiné e Libéria.
    Ashton compara a resposta internacional ao Ebola com o que aconteceu com a Aids, que matou pessoas na África durante anos e os tratamentos só foram desenvolvidos quando a doença espalhou-se pelos EUA e Ingaterra, nos anos 1980.
    Ashton escreve:
    Em ambos os casos [Aids e Ebola], parece que o envolvimento de grupos minoritários menos poderosos contribuiu para a resposta tardia e o fracasso em mobilizar recursos médicos internacionais adequados (…) No caso da Aids, levou anos para que o financiamento de pesquisa adequada fosse posto em prática, e apenas quando os chamados grupos ‘inocentes’ se envolveram (mulheres e crianças, pacientes hemofílicos e homens heterossexuais) a mídia, os políticos, a comunidade científica e as instituições financiadoras levantaram-se e tomaram conhecimento.
    O surto de Ebola já custou a vida de pelo menos 729 pessoas na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, de acordo com os números mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS). O número real é provavelmente muito maior.
    Mas o assunto só ganhou destaque e dramaticidade na mídia depois que se confirmou a contaminação de dois agentes humanitários norte-americanos, que contraíram a doença na Libéria, deixaram o país.
    O dr. Kent Brantly passou a ser tratado em uma unidade de hospital especializado em Atlanta, no estado da Georgia, depois de se tornar a primeira pessoa com a doença a aterrissar em solo norte-americano. A segunda americana infectada, Nancy Writebol, precisou pousar em um voo privado separado.
    Na sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde alertou que o surto no oeste africano está “movendo-se mais rápido que nossos esforços para controlá-lo”. A diretora geral da organização, Margaret Chan, alertou que se a situação continuar a se deteriorar, as consequências serão “catastróficas” para a vida humana.
    O professor Ashton acredita que mais dinheiro deveria ser revertido para pesquisa por tratamento.
    “Devemos responder a essa emergência como se estivesse acontecendo em Kensington, Chelsea  ou Westminster. Nós devemos também enfrentar o escândalo da falta de vontade da indústria farmacêutica em investir em pesquisa para tratamentos e vacinas, algo que se recusam a fazer porque o número de envolvidos é, em suas palavras, muito pequeno e não justifica o investimento”.
    Os países do Ocidente estão em grande alerta após Patrick Sawyer, um funcionário do governo liberiano, morrer na última semana após chegar no aeroporto de Lagos — o primeiro caso conhecido na Nigéria. Vôos internacionais são foco de atenção por causa do alto volume de passageiros voando a partir do oeste da África ou para lá, todos os dias. A empresa aérea Emirataes, de Dubai, suspendeu, por tempo indeterminado, seus voos de Guiné, por conta da crise.
    Em seu artigo, John Ashton elogiou a decisão do Ministro de Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Philip Hammond, que convocou, na semana passada, uma reunião do comitê de crises do governo — o Cobra – para discutir a prevenção, no Reino Unido, contra o Ebola.
    O desenvolvimento de uma vacina está nos primeiros estágios nos EUA, mas em pequena escala, e há pouca esperança de que alguma fique pronta para tratar o atual surto no oeste africano.
    Anthony Fauci, diretor do Insituto Nacional de Saúde, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, disse que há planos de começar a testar uma vacina experimental conta o Ebola, possivelmente no meio de setembro.
    O ensaio vem obtendo resultados encorajadores nos testes pré-clínicos em macacos. No começo do mês passado, a Agência para Alimentação e Medicamentos norte-americana [FDA, Food and Drug Administration] convocou voluntários saudáveis para um teste realizado pela Corporação Farmaceutica Takmira, para certificar se o tratamento potencial de Ebola não traz efeitos colaterais.
    Esta em busca de informações para garantir a segurança de voluntários.
    O professor Ashton disse: “O foco real precisa ser posto na pobreza e na devastação ambiental em que as epidemias prosperam, e no fracasso da liderança política e sistemas de saúde pública em responder efetivamente. A comunidade internacional deve envergonhar-se e procurar compromentimento real… se se deseja enfrentar as causas essenciais de doenças como Ebola.”
     

  • Agapan prepara agenda ambiental para candidatos

    Nesta segunda feira, 11, a Agapan promove a primeira discussão sobre as demandas ambientais a serem levadas aos candidatos que disputam o governo do Rio Grande do Sul nas eleições de outubro.
    “O Rio Grande Que Queremos” é o tema do debate que inicia às 19 horas no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, em Porto Alegre (RS).
    A partir desse debate, a entidade pioneira da luta ambientalista no Brasil, pretende reunir “indicativos ´para a elaboração de uma carta ambiental a ser encaminhada ao futuro (a) governador (a) do RS com questões relacionadas à administração dos recursos naturais e do patrimônio ambiental do Estado”.
    A Agapan convida os representantes de entidades ambientalistas e os cidadãos do RS a participarem desse evento , reforçando o processo democrático e contribuindo com a produção de propostas para a qualificação do documento final.
    O Agapan Debate contará com as participações do atual presidente da entidade, professor doutor Alfredo Gui Ferreira, do diretor presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam) Nilvo Luiz Alves da Silva, e do professor doutor Paulo Brack, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). (Confira, abaixo, os currículos dos participantes).
    A participação no evento é gratuita. Na oportunidade serão arrecadados agasalhos para serem doados, através da Defesa Civil do RS, aos desabrigados pelas últimas chuvas no Estado.
    Debatedores
    Alfredo Gui Ferreira – Biólogo, mestre em Botânica na UFRGS, doutor em Ciências na USP, pós-doutorado nos Estados Unidos. Professor e pesquisador aposentado da UFRGS. Tem perto de cem publicações científicas, foi orientador de mestres e doutores na UFRGS, UnB e UFSCar. Sócio fundador da Agapan e atual presidente da entidade.
    Nilvo Luiz Alves da Silva – Diretor Presidente da Fepam
    Paulo Brack – Biólogo, mestre em Botânica e doutor em Ecologia. Professor do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UFRGS. Pesquisador da flora do RS e envolvido em temas de políticas públicas em biodiversidade, com representações em conselhos de meio ambiente, pelo Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), onde é um dos coordenadores.
     Serviço
    Agapan Debate
    Data: 11 de agosto de 2014
    Hora: 19h
    Local: Faculdade de Arquitetura da UFRGS – em Porto Alegre (RS)
    Evento no Facebook

  • Entre os demitidos no Grupo RBS, 40 são jornalistas

    Corte de profissionais resultou em enxugamento de equipes e fechamento de sucursais
    Nesta semana, pela primeira vez em sua história, o Grupo RBS anunciou, com 48 horas de antecedência, que promoveria mais de uma centena de demissões. Os cortes foram feitos nesta quarta-feira, 6, e, junto com o clima de apreensão entre os profissionais, trouxeram mudanças em veículos, como o fechamento de sucursais de Zero Hora e o enxugamento de equipes em jornais menores. Das cerca de 130 demissões realizadas, 40 foram de jornalistas, segundo informação da diretora de Comunicação Corporativa da organização, Anik Suzuki. Conforme apurado por Coletiva.net, os demais desligamentos atingiram equipes de jornaleiros, que perdeu 45 profissionais, e da área administrativa, tanto na Capital como no interior do Estado e em Santa Catarina.
    Entre os profissionais que deixaram o grupo estão Klécio Santos, editor-chefe da sucursal em Brasília; Alexandre Bach, que atuava como editor-chefe do Diário Gaúcho; André Feltes, editor de Fotografia do jornal; Clever Moreira, editor de Cidades do Pioneiro; Sérgio Negrão e André Pinheiro, editor-chefe e editor assistente do jornal Hora de Santa Catarina; Sicilia Vechi, editora de Geral do Diário Catarinense; e o gerente executivo das rádios de Santa Catarina, Gabriel Fiori. Demissões também ocorreram nas áreas de reportagem e arte de veículos como A Notícia e Jornal de Santa Catarina.
    Na redação de Zero Hora, os cortes foram reduzidos, uma vez que já vinham acontecendo quase que semanalmente havia meses. O alerta para um movimento maior, no entanto, veio em meados de julho, com as demissões de Ricardo Stefanelli, que estava como diretor de Redação do Diário Catarinense, e de Eduardo Gerchmann, que era diretor Comercial. A partir de então, ganharam força informações de que uma série de dispensas estaria por ocorrer, podendo atingir um expressivo percentual na área de jornais do grupo. Em seguida, também foram confirmados os desligamentos do gerente executivo e do coordenador de produto da Tvcom, Marco Gomes e José Pedro Villalobos, respectivamente, e de produção e reportagem, como Karina Chaves, Maysa Bonissoni e Daniela Azeredo.
    A empresa também deve anunciar nos próximos dias alterações em sua diretoria executiva, com a confirmação da ida de Marcelo Rech, diretor executivo de Jornalismo, para Brasília. Ele deve concentrar os postos até então exercidos por Alexandre Kruel Jobim, vice-presidente Jurídico e de Relações Governamentais, que deixa o grupo, e Klécio Santos. É provável que o atual cargo de Rech seja extinto e que algumas de suas atribuições passem a Marta Gleich, que recentemente passou de diretora de Redação de Zero Hora a diretora de Redação dos Jornais do Grupo RBS.
    (Coletiva.net)