O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, apresentou nesta segunda-feira em Porto Alegre os resultados de uma pesquisa nacional feita com municípios brasileiros, com até 300 mil habitantes, que mostram as dificuldades das prefeituras para cumprir as normas determinadas pela Lei dos Resíduos Sólidos, cujo prazo máximo termina dia 2 de agosto.
Dos 3.005 municípios consultados, pouco mais da metade possui gestão de resíduos que são encaminhados para aterros sanitários. A Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, determina uma série de obrigações, como a troca de lixões por aterros sanitários e a implantação da logística reversa e da coleta seletiva. “A maioria dos prefeitos não tem sequer o projeto. Não há condições para cumprir essa determinação. É uma lei inexequível. O custo para os municípios se adequarem à lei é de R$ 70 bilhões, sendo que a arrecadação total não chega a R$ 100 bilhões”, disse Ziulkoski.
A urgência é pela aprovação de uma medida provisória a fim de prorrogar o prazo para a lei entrar em vigor para dois ou quatro anos. Se não for adiado, os prefeitos estão sujeitos à multa entre 5 mil e 5 milhões de reais e responder por crime ambiental, com pena de prisão. “E, mesmo assim, o problema vai continuar ameaçando os prefeitos porque não se trata só da falta de dinheiro, mas também não há capacidade técnica. O Distrito Federal, que recebe verbas gigantescas, não possui um aterro sanitário”, completa o executivo da CNM.
Autor: da Redação
Lei dos resíduos não será cumprida
Maria da Conceição Tavares sai em defesa da política econômica
Se faltava uma referência para tirar o debate econômico do atoleiro da campanha eleitoral, aí está o artigo da professora Maria da Conceição Tavares do site brasildebate.
O título é provocativo: “Onze anos de estratégia certeira de desenvolvimento econômico e social”. Mas o texto é substantivo e vai totalmente na contramão da enxurrada de críticas à política econômica do governo.
Com metodologia e indicadores reconhecidos nos organismos internacionais, Conceição detalha os avanços nas áreas economica e social. O quadro estatístico que ela montou é esclarecedor
No ambiente pré-eleitoral, provavelmente vai ser ignorado ou desqualificado como propaganda petista. Seria um importante ponto de partida para um debate mais centrado sobre o futuro de um modelo que por mais que tenha dado certo, hoje dá sinais de esgotamento. (E.B.)
Artigo da professora Maria da Conceição Tavarez/brasildebates
A estratégia de desenvolvimento econômico e social dos governos do PT mantém-se a mesma desde 2002, com amplo sucesso, em particular nos avanços sociais, na distribuição de renda e no emprego.
Os investimentos realizaram-se em três frentes de expansão: produção e consumo de massas, infraestrutura econômica e social e atividades intensivas em recursos naturais (agrobusiness e Pré-Sal).
Foi também adotado um conjunto de políticas industriais e tecnológicas destinadas a potencializar o fortalecimento dos encadeamentos produtivos e a inovação tecnológica, sendo que esta última alcançou 1,2% do PIB, em 2013.
Os indicadores econômicos relativos à evolução no período 2002–2013 mostram os seguintes resultados: expansão do PIB / per capita de 2,4% a.a., estabilidade na taxa de inflação em torno dos 5% a 6% a.a., e forte queda na relação dívida interna / PIB de 60,4% em 2002 para 33% em 2013.
A oferta de crédito sobe de 23,9% a.a. no início do período para 51,3% a.a. em 2011-2012, e as reservas externas crescem de U$ 35,8 bilhões no período de 1999–2002 para U$ 361,8 bilhões no período de 2011–2013.
As políticas de salário mínimo e de Previdência Social contribuíram fortemente para a diminuição da concentração de renda, permitindo que o índice de GINI caísse de 0,59, em 2002, para 0,53 em 2013.
O gasto com políticas sociais no Orçamento da União cresceu de 12,7% do PIB em 2002 para 16,8 em 2013.
A ocupação cresceu de 75,3 milhões em 2002 para 91,8 milhões em 2012, ultrapassando largamente a meta fixada na campanha do primeiro governo Lula.
A melhoria dos indicadores sociais pode ser vista na tabela seguinte.
Destacam-se entre os indicadores sociais a forte subida do salário mínimo e a redução do nível de desemprego até próximo do pleno emprego. É também notória a diminuição de famílias em condições de extrema pobreza.
A estratégia básica de desenvolvimento econômico dos governos do PT deve ser mantida e aprofundada para superar a atual conjuntura de desaceleração do crescimento e manter os atuais níveis de emprego.
http://brasildebate.com.br/o-desenvolvimento-brasileiro-recente/#sthash.2gyXdq0Y.dpufBukowski, ode a um velho safado
Por Francisco Ribeiro
A peça “Bukowski: histórias da vida subterrânea,” de Roberto de Oliveira – em cartaz no Teatro de Arena de Porto Alegre – faz um interessante recorte literário da obra do escritor norte-americano Charles Bukowski (1920-1994. Foto abaixo). Composta de trechos de vários livros – como “Cartas na rua” e “Mulheres” – a peça narra uma trajetória de vida feita de errâncias, porres, muitas paixões, alguns amores e, claro, de alguma poesia.

Feio, velho, tarado e bêbado o dia inteiro. Assim, Charles Bukowski, ou seu alterego, Henry Chinaski, descreveu-se para as gerações de leitores que – principalmente a partir da década de 70 do século passado – passaram a acompanhar sua obra que, em boa parte, se confunde com a própria vida do autor, por mais que se queira separar entre o que é realidade e ficção.
São temas recorrentes em seus escritos: alcoolismo, angústias, misantropia, corridas de cavalo, desespero, e sexo, muito sexo. Enfim, as aventuras, o absurdo e a loucura do cotidiano de pessoas ordinárias. O estilo narrativo de Bukowski é direto, cru, mas não é desprovido de humor, já que era um expert em zombar da própria desgraça. Percebe-se nele a profundidade da visão sobre a vida de alguém sem ilusões e que não faz concessões.
Oliveira, na adaptação que fez para a peça, soube, com o apoio de sua trupe do Depósito de Teatro, resguardar os traços essenciais da obra de Bukowski. E, enquanto ator, também tem o physique du rôle adequado para representar um velho safado ou, eufemismo erótico, sacana. As atrizes têm os atributos corporais necessários e a competência de interpretação para criar o clima quase pornográfico que permeia toda a peça. O gestual é obsceno, a linguagem vulgar, mantendo-se fidelidade ao universo de Bukowski, que era um homem sem papas na língua.
O cenário criado para o pequeno palco – mais o apoio da música de Tom Waits – materializa a ideia que se tem dos inúmeros muquifos habitados por Bukowski em sua fase mais delirante e criativa. Não faltam garrafas vazias, uma velha máquina de escrever, e a geladeira, pièce de resistance, repleta de cervejas, algumas consumidas in loco.

Destaque para a enorme cama que invade o espaço da plateia, local de amores, revelações íntimas, e destampatório de frustrações de personagens autodestrutivos, decadentes, sempre pré-dispostos ao vômito e ao suicídio. Assim, não há bebida suficiente para apagar as dolorosas lembranças que carregam. Traumas como os de Bukowski em relação ao pai, um homem brutal que o espancava, e que ele, por sua vez, pôs a nocaute na adolescência.
Bukowski morreu há 20 anos, mas o seu público, como o que vem lotando as dependências do Teatro de Arena, continua ser predominantemente jovem. Muitas garotas. Algumas, com certeza, têm na cabeceira o livro que dedicou a elas, “Mulheres”. E talvez sonhem em encontrar na fria capital gaúcha um senhor que satisfaça os seus desejos e alimente suas almas com poesia ou outras narrativas sórdidas. Há candidatos.
No túmulo de Charles Bukowski, na Califórnia, lê-se o epitáfio: “Don’t try” (“nem tente”). Conselho sábio de um ser caótico e corajoso, e que soube retirar de suas entranhas o conteúdo para suas histórias. Bukowski e seu sonho inconcluso de, ao fazer 80 anos, transar com uma teenager. Morreu alguns meses antes de completar 74 anos. Faltou pouco.
Bukowski: histórias da vida subterrânea
Teatro de Arena: Alto do Viaduto Otávio Rocha (Centro Histórico)
Até 17 de agosto de 2014: de sexta à domingo, sempre às 20h.Faixa de Gaza: uma síntese do que foi a trégua
O fotógrafo Marco Langari, da France Presse, sintetizou o que foram as 12 horas de trégua na Faixa de Gaza, quando mais de 100 corpos foram retirados dos escombros, depois dos ultimos bombardeios. Ele mostra um grupo de palestinos retirando um corpo enrolado num cobertor A expressão do garoto em primeiro plano diz tudo.
Israel concordou em estender a trégua por mais quatro horas , mas minutos depois da do prazo das 12 horas, as agências voltaram a informar que milicianos palestinos lançaram quatro bombas contra cidades israelenses ao redor da Faixa de Gaza neste sábado (26).
Em seguida, o Hamas informou que não concordou com o prolongamento do cessar-fogo por mais 4 horas e voltou aos ataques.
Na última contagem, depois da trégua, os socorristas concluiram que mais de mil palestinos, em sua maioria civis, morreram desde o início da ofensiva israelense na região. Israel perdeu 37 soldados e dois civis.
A pausa no conflito foi negociada pelo secretário de estado americano, John Kerry, na sexta-feira (25). O objetivo era permitir aos palestinos buscarem água e comida e que os hospitais fossem reabastecidos com medicamentos.O dia em que o Santander pediu desculpas
O Santander informou aos seus clientes mais ricos que a reeleição de Dilma Rousseff à presidência, “tende a deteriorar o desempenho da economia brasileira”.
Todos os clientes da categoria “Select” (renda mensal superior a R$ 10 mil) receberam o extrato de julho acompanhado de um informe, que diz: se Dilma melhorar nas pesquisas de intenção de voto, os juros tendem a subir, o câmbio a se desvalorizar e a bolsa a cair, revertendo parte das altas recentes.
A análise vazou na internet e o Santander teve que pedir desculpas.
Não é muito diferente do que dizem os telejornais, devidamente referendados pelas manchetes dos jornais. A certeza de que está a favor da maré é que leva um diretor a aprovar um texto desses.- “É difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir”, diz o texto sob o título “Você e seu dinheiro”.
- “O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fudamentos macroeconômicos”, acrescenta a análise.
O extrato com a análise econômica foi revelado pelo Blog do jornalista Fernando Rodrigues e rápidamente repercutiu nas redes sociais, sendo interpretado como uma campanha contra a presidente Dilma.
O Santander confirmou a autenticidade do texto e, em comunicado enviado à imprensa e publicado também na 1ª página de seu site, afirmou que o texto feriu a diretriz interna que estabelece que toda e qualquer análise econômica não devem ter qualquer viés político ou partidário.
O banco destacou ainda que o número de clientes que receberam o extrato representa apenas 0,18% da sua base e afirmou estar convicto “de que a economia brasileira seguirá sua bem-sucedida trajetória de desenvolvimento”.
Integra da nota do Santander divulgada nesta sexta:
“O Santander Brasil vem a público esclarecer que o texto enviado a um segmento de clientes, que representa apenas 0,18% de nossa base, em seu extrato mensal, e repercutido por alguns meios da imprensa hoje, não reflete, de forma alguma, o posicionamento da instituição.
O referido texto feriu a diretriz interna que estabelece que toda e qualquer análise econômica enviada aos clientes restrinja-se à discussão de variáveis que possam afetar a vida financeira dos correntistas, sem qualquer viés político ou partidário. Sendo assim, o Banco pede desculpas aos clientes que possam ter interpretado a mensagem de forma diversa dessa orientação, e reitera sua convicção de que a economia brasileira seguirá sua bem-sucedida trajetória de desenvolvimento.”Jornalistas de Imagem realizam mostra em Bagé até 31 de agosto
Bagé será a primeira cidade gaúcha a receber a 1ª Mostra do Núcleo dos Jornalistas de Imagem do Rio Grande do Sul. As fotografias e ilustrações, que fizeram parte da inauguração do Centro Artístico Conexion Arte Melo (Melo, Uruguai), estarão expostas no Museu Dom Diogo de Souza (Av. Emilio Guilayn, 759). A abertura da Mostra acontecerá em evento no dia 28 de julho, às 19h, e a visitação do público poderá ser feita entre os dias 29 de julho e 31 de agosto.
Durante o período de exposição da Mostra, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS) e a Universidade da Região da Campanha (Urcamp) realizarão o encontro Jornalismo em Debate. A atividade será no dia 6 de agosto, a partir das 19h, no Auditório do Museu Dom Diogo de Souza, com a participação do presidente do Sindicato, Milton Simas; do professor de fotojornalismo da PUCRS Elson Sempé Pedroso, também diretor da entidade; e do coordenador do Núcleo Luiz Ávila.
Daniel de Andrade Simões
A parceria foi fechada em reunião entre representantes do Sindicato e da Universidade no dia 7 de julho. Conforme explica o repórter fotográfico Luiz Ávila, um dos coordenadores do Núcleo, a ideia é levar o trabalho destes profissionais por todo o estado. “Depois, vamos rumar para outros municípios que tenham Universidades com o curso de Jornalismo”, informa.
A realização da Mostra conta com o apoio cultural da Prefeitura de Porto Alegre, Go Image, Cena Um, Instituto Latinoamérica, daMAya Espaço Cultural, Verdeperto Comunicação, Associação Riograndense de Imprensa, ANS Gráfica e Museu Dom Diogo de Souza.
Wesley Santos
Participam da mostra: Léo Guerreiro; Sandra Genro; Daniel de Andrade Simões; Fernando Kluwe Dias; Vasco Ribeiro; Roberto Vinícius; Otávio Teixeira; Marco Couto; Jorge Leão; Eneida Serrano; Luiz E. Achutti; Alfonso Abraham; Claudia Cândido; Leonardo Accurso; Ricardo Stricher; Elson Sempé Pedroso; Robinson Estrásulas; Fernanda Bigio Davoglio; Marcelo G Ribeiro; Luiz Avila; Tadeu Vilani; Vinícius Roratto; Julio Pimentel; Pedro Revillion; Gilberto Perin; Bebeto Alves; Wladymir Ungaretti; Ronny Blas; Andrea Pires; Antonio Pacheco; Wesley Santos; Elder Filho; Ireno Jardim; Gabriela Di Bella; Luiz Abreu; Amaro Abreu; Cristiano Sant´Anna; Camila Domingues; Fernando Gomes; Eduardo Tavares; Ana Paula Aprato; Eduardo Seidl; Marcelo Bertani; Manuella Brandolff; Arfio Mazzei; Bruno Alencastro; Flavio Dutra; Nilton Santolin; Mauro Schaefer; Vera Rotta; Santiago; Carlos Carvalho; Sérgio Saraiva; Valdir Friolin; Henrique Valle; Emílio Pedroso; Ricardo Rímoli; Adolfo Gerchmann; Mirele Pacheco; e Rogério Amaral Ribeiro.Onde estão as imagens do governo Yeda?
Essa foi a pergunta que o jornal Metro, baseado na informação publicada aqui neste site, fez à ex-governadora Yeda Cruius: “As fotos não estão comigo, estão na internet, dentro do governo, na Procergs”, foi a resposta, contradizendo sua ex-assessora de imprensa Ana Jung. Ana disse ao JÁ que as imagens deveriam estar com Yeda, num HD.
Se as imagens não estão com Yeda, então o acervo fotográfico dos quatros anos do governo tucano (2007/2010) sumiu. Como são arquivos digitais, podem ter sido deletados, propositalmente. Se isso ocorreu, é de se especular: o que não podia ficar arquivado no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa ao alcance de pesquisadores e população em geral?
A coordenadora do departamento de fotografia do Hipólito, Denise Stumvoll – hoje licenciada – foi quem deu falta das fotos, ainda em 2011, no primeiro ano da nova administração de Tarso Genro. Ela comunicou o então diretor do museu, Augusto Bier, sobre a ausência das imagens do arquivo do governo.
Bier lembra que o assunto foi levado à então secretária de Comunicação, Vera Spolidoro, que enviou uma pessoa para participar de uma reunião no museu, onde se decidiria o que fazer. “Preparamos um oficio, mas o museu não iria enviá-lo diretamente para a ex-governadora, então pedimos encaminhamento para a Secom”, explica Bier.
A jornalista Vera Spolidoro, hoje coordenadora do setor de Inclusão Digital, ligado ao Gabinete do Governador, diz que tal documento não passou pela Secom. “Verificamos em nossos registros de documentos e não havia nada a respeito do assunto”, completou.
Se não passou pela Secom, o ofício que foi ou deveria ter sido enviado à ex-governadora, pode estar arquivado na Secretaria de Estado da Cultura, a quem o Hipólito está subordinado.
É o que prometem verificar a assessora de imprensa da Sedac, Emilia Portella, e o atual diretor do museu, Luiz Antonio Inda.
A responsabilidade por esse acervo, que conta parte da história política, econômica e social do Rio Grande do Sul é do governo do Estado. (Por Cleber Dioni Tentardini)Política de privacidade
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Por Enio Squeff
Apesar da satisfação por sua obra – é ela quem faz o artista respirar e justificar a própria existência – Jorge Luis Borges deve ter experimentado não poucos momentos de angústia com seu país, a Argentina.
Sua visão política, ele mesmo dizia, limitava-se à ética individual: reclamava dos peronistas que, quando Perón assumiu como ditador, o perseguiram de todas as maneiras.
Mas se omitiu quando do assassínio em massa de seus compatriotas por uma das piores ditaduras militares que se instalaram na América Latina nos últimos anos.
Os genocidas argentinos diziam-se, claramente, anti-peronistas e é previsível que isso os tornasse menos criminosos para Borges: várias vidas por uma reabilitação pública, depois da execração peronista – seria isso?
Se Borges continuou a ser admirado por muitos intelectuais, inclusive na Argentina, não se safou do juízo de seus compatriotas: o que Borges reclamava dos argentinos – de serem individualistas e omissos perante a própria comunidade – ele mesmo parece ter incorporado como um procedimento normal.
Fugiu do presente como um nefelibata que sonha com as nuvens douradas de um passado glorioso e que criou um mundo paralelo, simplesmente genial, mas que nem por isso o livrou da acusação de ter dado as costas a seus compatriotas.
Fosse na Alemanha pós guerra, talvez Borges não se livrasse de uma citação em Nürenberg – o que, para seus admiradores, seria também uma tragédia.
Num de seus inúmeros diálogos com vários intelectuais, Borges disse que tinha dificuldade de partilhar da opinião de Schopenhauer, que não acreditava na história como um fim.
Achava que, mesmo que a história não interferisse na obra de arte e vice-versa, seria inadmissível que pudesse não ter algum sentido. Sob o ponto de vista ético, por exemplo, ele defendia que ela, a história, haveria de ter uma resposta convincente.
Foi, exatamente na ética individual, entretanto, que ele falhou. Não se posicionou, clara e inequivocamente, contra o massacre perpetrado pelos militares argentinos.
E isso não lhe deve ter sido compensador, pelo menos ao saber que muitos, principalmente os parentes e conhecidos dos assassinados ( mais de trinta mil), passaram a abominá-lo desde então.
Digamos, com todo o exagero possível, “uma glória feita de sangue”.
No entanto, parecer impossível contar a história da literatura ocidental sem uma menção especial ao grande escritor argentino.
LER E RESPIRAR
Borges deve ter conhecido o livro “Auto-de-Fé” ( tradução do ‘gaúcho’ Herbert Caro) de Elias Canetti. É uma obra que lhe diz respeito em boa parte.
Conta a história de um bibliófilo encerrado em sua biblioteca que se mete, involuntariamente, em confusões de todo o tipo e que, ao cabo de muitas aventuras que o aproximam de um Dom Quixote mais trágico do que satírico, deixa-se queimar com seus mais de vinte mil livros.
Elias Canetti
O título português “Auto-de-Fé”, diz bem do livro. É uma fábula que, provavelmente, agradasse ao grande escritor.
Mas vestiria a carapuça? Talvez não, alegadamente pelo diferencial de não ser um leitor passivo, como Kien, o personagem sinólogo de Elias Canetti: Borges transformou sua obsessão pelos livros numa criatividade em que cabe sempre a palavra “maravilhoso”. Criou histórias e poemas, baseado em livros. Sua ficção são ensaios sobre a ficção.
Foi o mestre que encarnou a realidade de nosso mundo em que o ler é uma outra forma de respirar. Borges descobriu uma característica do nosso mundo, mais que de outros tempos, quem sabe.
ARQUETIPOS DE LIVROS
São Jerônimo, tido como o maior leitor de seu tempo, lá pelos anos 300 D.C., não imaginaria jamais em se jactar por devorar livros. Borges não fez isso evidentemente. E não foi um Kien. Talvez se pensasse uma criatura de biblioteca – uma espécie de traça ou cupim pensante e, mais que tudo, um produtor de livros a partir de livros.

Borges pensa como os livros e pelos livros, como os arquétipos de livros. E fez de sua obra uma bíblia no sentido etimológico, onde os personagens são muitas vezes os livros dos livros, mas sempre também os seus personagens.
Mesmo seus heróis míticos – gaúchos analfabetos – são sempre referências literárias. Há um ou mais livros a espreitá-los. São sempre referenciais dentro da literatura.
Aproximá-lo de Gustav Mahler, talvez só o desagradasse pela sua indiferença em face da história da música. Borges sempre apreciou tangos e milongas, mas confessava uma real ignorância em relação à música maiúscula – a que, afinal, tem a ver com grande cultura de que ele, Borges, foi um dos maiores protagonistas em nosso tempo.
TRIBUTO OU CRÍTICA
Mahler, como Borges, também se notabilizou como um criador historicista: toda a sua criação viceja em meio à produção musical de seus antecessores. Foi um compositor que se expressou em torno da própria música, da sua história. Suas referências, mesmo quando cantadas, com poemas, alguns de sua própria autoria, não são fora do estrito campo da música.

Difícil, entretanto, que como judeu ( Borges encontrava judeus na gênese do seu nome), Mahler se alienasse das tragédias de seu tempo. E ele não se alienou: o referencial das quatro notas da quinta, em dó menor de Beethoven, que ele acrescenta à sua quinta são, é certo, uma “hommage” a Beeethoven, como diz Leonard Bernstein – mas ele as usa menos como tributo do que como crítica.
É audível que fez da história o tema para a sua música e que, ao se referir a Beethoven, o trágico sobressai no que se sucede às quatro notas conhecidas: o drama que põe em xeque a própria música, como que esplende na impossibilidade do prosseguimento da história, já que, em Beethoven, a música é um protesto com plena ressonância na história, enquanto que, em Mahler é uma dolorosa interrogação que tende a não admitir respostas.
Se fizesse o mesmo, Borges talvez tivesse de se endereçar compulsoriamente à trágica contemporaneidade de seu país nos últimos anos. Mas teria de reavaliar também sua própria trajetória e pensar as feridas ocasionadas pelo peronismo – para ele um período recheado de vulgaridades que o atingiram justamente por seu intelectualismo, seu onipresente respeito à cultura, à grande cultura.
Assim, o que em Mahler é a previsão da hecatombe, inclusive o nazismo – um processo cultural que desembocaria necessariamente na rejeição da tradição em forma de progresso, em Borges se faz como um afastamento parcial do presente. Não houve nada do que ele não quis ver, mas que aconteceu.
DOM QUIXOTE
É tudo, na verdade, muito paradoxal. Se tivesse atentado para o historicismo que marca a cultura ocidental, sua admiração por Cervantes e especialmente por seu Dom Quixote, seria um caminho, quem sabe, que o levaria a superar as feridas da perseguição que sofreu sob o peronismo. E a sua radical rejeição à questão política, da forma que assumiu na Argentina nos últimos anos.

Não se pode esquecer que seu admirado Dom Quixote sofre o diabo, mas persiste em seu ideal maluco e santo, de esperar muito dos homens apesar de tudo. Borges não o fez e não o fez conscientemente, aliás. São numerosos seus argumentos em favor da valentia individual do gaúcho, estribado na sua cultura, na sua tradição.
Fica a pergunta se não era, afinal, o mesmo povo ao qual ele não voltou seus olhos mortos; e que contemporaneamente não mereceram dele senão um profundo desprezo – justamente por sua aproximação com o peronismo. É a eles que Borges reserva sua indiferença, enquanto os trata como meras expressões da vulgaridade manobrada.
Pode, enfim, ser apressada a conclusão de que se explicam duas de sua ojerizas. A primeira, pela música de Astor Piazzola. Borges nunca entendeu a sua música – se é que alguma vez entendeu dos tangos mais que as letras. E condenou explicitamente o futebol. Para ele era a expressão da vulgaridade do povo. Fica a outra questão, se alguma vez se inquiriu sobre qualquer coisa que, afinal, seus olhos nunca viram. E que seu intelecto genial jamais abarcaria, justamente por não constar dos livros, de seus amados livros.
1964: o que saber para evitar que se repita
São três edições especiais que a Revista JÁ está lançando sobre os 50 anos do golpe de 1964 e a ditadura que se seguiu por mais de 20 anos.
1 – ASSIM COMEÇOU O GOLPE
Aborda os antecedentes, a conspiração, a radicalização política e a derrubada do presidente João Goulart. com os primeiros desdobramentos da ditadura – as tentativas de resistência e o início da caça aos vencidos.

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2 – A DITADURA MOSTRA SUA CARA
Mostra o poder militar se consolidando, afastando os politicos civis e punindo os adversários – as prisões, cassações, perseguições e as primeiras vítimas.

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3 – DESCENDO AOS PORÕES
Descreve os Anos de Chumbo, com os centros de tortura, os atentados e a resistência armada, esmagada pela repressão – por fim a abertura e a anistia.
As duas primeiras edições já foram publicadas, estão à venda em bancas e livrarias.a
A terceira está em preparo. Vai circular no início de setembro.
O preço do exemplar é R$ 14,00.
As três edições custam R$ 30,00Tudo sobre o Golpe Militar de 64 – no site do Jornal Já – você encontra aqui










