O livro Usina Eólica Cerro Chato traz a história dos primeiros parques do pampa rio-grandense a produzir energia a partir dos ventos. A usina de 90MW, controlada pela Eletrosul Centrais Elétricas, subsidiária da Eletrobras, e que teve como sócia durante a instalação a fabricante de aerogeradores Wobben/Enercon, foi construída em Santana do Livramento, na Fronteira-Oeste.
A obra de 50 páginas, fartamente ilustrada, foi produzida pela Sfera Editora de Artes, sendo responsável pelos textos e edição o jornalista Cleber Dioni Tentardini e a edição gráfica de Antônio Henriqson. A produção ficou a cargo de Sérgio Paiva, Nereo Mendes e Vera Reis.
A publicação teve uma tiragem de 5 mil exemplares para distribuição dirigida. Parte dos livros foi destinada à Prefeitura de Santana do Livramento, para distribuir nas escolas e bibliotecas do município. Por se tratar de um projeto de cunho institucional e cultural, o livro não é comercializado. Os empregados da Eletrosul também foram presenteados com a publicação.
Histórias da usina e da estatal, que voltou a investir em geração de energia após ter todo seu parque gerador privatizado, os primeiros estudos iniciados em 1999, pela secretária de Energia do governo gaúcho, Dilma Rousseff, o envolvimento da comunidade e dos profissionais que trabalharam durante a instalação do empreendimento, colaboração fundamental para que os textos fossem ilustrados com muitas fotos, poesias e letras de músicas, e as vantagens ambientais, sociais e econômicas que essa e mais uma dúzia de usinas trarão ao município e região.
O projeto da UECC foi um dos vencedores do Leilão de Energia de Reserva do governo federal, em dezembro de 2009. A usina começou a ser construída em junho de 2010 e a operar em 2011, um ano antes do prazo estipulado pela ANEEL. O investimento foi de R$ 450 milhões.
A usina é formada por três parques eólicos, cada um com 15 aerogeradores e capacidade para gerar 30 MW, totalizando 90 MW, o suficiente para abastecer cerca de 490 mil habitantes. Compreende, ainda, uma subestação coletora, que concentra a energia produzida pelas três usinas e converte a tensão de 34 quilovolts (kV) para 230 kV. A energia chega até a subestação coletora por uma rede de média tensão subterrânea de 69 quilômetros.
Dessa unidade, a energia é transportada por uma linha de transmissão de 24,7 quilômetros de extensão, para outra subestação, a Livramento 2, que pertence à Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). De lá, a energia é distribuída para o Sistema Interligado Nacional. A Subestação Livramento 2 foi ampliada para receber a energia gerada no Cerro Chato.
No entorno, estão em construção mais cinco parques eólicos, com 78 MW, e que irão constar em uma segunda edição do livro sobre o complexo eólico de Livramento.
Autor: da Redação
A Revolução Eólica (43) – A primeira usina eólica do Pampa em livro
A ex-senadora Emilia Fernandes entrega um exemplar para o governador Tarso Genro Por que o Uruguai nega asilo a ativistas no Rio?
O Uruguai negou asilo à advogada Eloisa Samy e dois ativistas cuja prisão está determinada pela Justiça no Rio de Janeiro.
Eles são acusados de integrarem um grupo que estava preparando atos terroristas no final da Copa do Mundo.
São 23 indiciados que foram presos, cinco ainda permanecem na cadeia, entre eles a líder do grupo Elisa Quadros, a Sininho.
Os três citados recorreram ao consulado uruguaio no Rio e tiveram o pedido negado pela cônsul Myriam Chalar.
A justificativa foi de ordem burocrática: o consulado não tem a prerrogativa de conceder ou não asilo. O fato é surpreendente, dada a tradição do Uruguai.
“Eles realmente bateram na porta errada”, confirma Jair Kritschke, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que tem mais de meio século de experiência no assunto.
Mas, segundo Kritschke, o asilo teria sido negado de qualquer jeito, mesmo que os ativistas tivessem recorrido à embaixada uruguaia, em Brasila. “Se acolhesse os ativistas, o Uruguai estaria implicitamente reconhecendo que há perseguições políticas ou seja que não há democracia no Brasil. Isso o Pepe Mujica não vai fazer com a Dilma”, diz ele.
Fora isso, há uma nova postura no Uruguai em relação a estas questões, principalmente quando envolvem seus parceiros do Mercosul. “Nós tivemos um caso recente, com um cidadão peruano e tivemos também uma recusa” diz Kritschke. “Os negócios estão tendo uma influência muito grande nestas questões”, completa.
Leia a noticia da Agência EFE, de 21/07
La abogada Eloísa Samy acudió al consulado de Uruguay acompañada de David Paixão y Camila Nascimento en busca de asilo después de que una orden judicial revocara un hábeas corpus que se le había concedido tras pasar cinco días en prisión, la semana pasada.Los tres están acusados por el Ministerio Público de “asociación ilícita” por su participación en las manifestaciones que han tenido lugar durante los últimos meses en el país y Samy fue detenida en una protesta ocurrida en la víspera de la final del Mundial de Brasil, cuando un total de 23 activistas fueron apresados.
Paixao y Nascimento no fueron detenidos pero también recae sobre ellos la petición de prisión preventiva por los mismos motivos.
Hasta hoy, solo 5 de los imputados el pasado 13 de julio permanecen encarcelados y los 18 restantes siguen reclamados por la Justicia.
“Estamos siendo tratados como terroristas”, aseguró a la agencia internacional EFE Samy en el consulado uruguayo, donde se quejó de que la semana pasada fue encarcelada como una “delincuente común” cuando por su condición de abogada debería tener derecho a un régimen especial, que la ley brasileña concede de personas con estudios universitarios.
Samy indicó que decidió solicitar asilo político a Uruguay porque el presidente de ese país, José Mujica, “sabe lo que es la persecución política y la fuerza opresiva del Estado”.
“Si no aceptan mi solicitud me llevarán de nuevo a prisión y no tendré derecho a defenderme”, aseguró.
Según la activista, en los cinco días que pasó en la cárcel carioca de Bangú las condiciones fueron “horribles”, compartió celda con otras siete mujeres, solo les facilitaron “una toalla y tres mantas para todas” y no dispusieron de cubiertos para comer.
Por su parte, David Paixão ha estado detenido varias veces por su participación en las protestas y siempre fue defendido por Samy, que adoptó al joven tras comprobar que no tiene familia.
La cónsul uruguaya en Rio de Janeiro, Miriam Fraschini, no facilitó ninguna información sobre el trámite de la solicitud de asilo político por parte de los tres activistas brasileños.
El magistrado Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, del Tribunal de Justicia de Rio de Janeiro, decretó la prisión preventiva debido a la alegada “peligrosidad” de los acusados que, en su opinión, suponen un “riesgo para el orden público”.
El arresto de los activistas, la víspera de la final del Mundial, fue duramente criticado por organizaciones de derechos humanos y por el Colegio de Abogados de Rio de Janeiro, que consideraron que fueron “arbitrarias” e “intimidatorias”.
MAIS DETALHES :
Henrique Coelho Do G1 Rio
Eloisa Samy Santiago defende ativistas em protestos
A advogada Eloisa Samy, acusada de envolvimento em atos violentos durante protestos no Rio, procurou o consulado do Uruguai, na Praia de Botafogo, Zona Sul do Rio, na manhã desta segunda-feira (21), para pedir asilo político no país.
Por volta de 12h, a ativista confirmou ao G1 o pedido de asilo político a fim de se defender, em liberdade, no processo a que ela e outros 22 réus respondem no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
Eloisa e outros 17 ativistas são considerados foragidos depois de terem a prisão preventiva decretada na sexta-feira (18).
Procurado pelo G1, o consulado do Uruguai não quis dar informações por telefone e impediu a entrada da imprensa no local às 12h25.
De acordo com denúncia do Ministério Público (MP-RJ), Eloisa Samy teria cedido a casa para reuniões de planejamento de atos violentos.
O texto cita ainda ligação da advogada com o Movimento Frente Independente Popular (FIP). Ela nega as acusações e diz que, inclusive, tem divergências com o grupo em relação à atuação em protestos.
“Nunca fiz reuniões na minha casa e a FIP me odeia. Como posso estar ligada à FIP? Estou à espera de informações de Brasília [sobre o pedido de asilo político], mas as informações sobre mim na denúncia não existem”, disse Eloisa em entrevista ao G1.
Em um vídeo postado na internet, ela pede anistia a todos que chama de “presos políticos”. “Hoje, sou uma perseguida política, sendo criminalizada pela minha atuação na defesa dos direitos de manifestação.
Fui denunciada pelo crime de formação de quadrilha armada com outras 22 pessoas, algumas das quais se quer eu conhecia”, diz. “Jamais cometi qualquer ato que infringisse a lei (…) Meu único crime é a firme posição que adotei para defender a Constituição”, disse na gravação.
Dezoito foragidos e cinco presos
A Justiça do Rio aceitou a denúncia do MP-RJ e decretou a prisão preventiva de Eloisa e outros 22 ativistas na sexta-feira (18) por associação criminosa (formação de quadrilha), entre outros crimes.
Cinco deles já estavam presos. Nenhum dos outros 18, incluindo a advogada, foi encontrado no sábado (19), quando a polícia tentou cumprir os mandados de prisão.
Ao G1, a delegada Renata Araújo disse que a divulgação prematura pela imprensa da intenção de pedir a prisão preventiva atrapalhou o trabalho da polícia. “Nenhum dos foragidos que nós tínhamos informações sobre endereço foram localizados neste fim de semana”, explicou.
Perfil de Eloisa Samy
Engajada com as reivindicações que tomaram a cidade desde junho de 2013, a advogada Eloisa Santiago Samy foi vista dezenas de vezes entre os manifestantes nos protestos.
De perfil conciliador, já foi vista se apresentando a manifestantes mascarados durante o “Ocupa Cabral”, acampamento montado na porta do prédio onde morava o então governador Sérgio Cabral, no Leblon, na Zona Sul.
Ela apresentava a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e se oferecia para prestar assistência em caso de violência policial durante a madrugada.
Dias antes, a ocupação fora desarticulada à força. Eloisa chegou a dormir acampada com o grupo.
Especializada em Direito Civil e Processo Civil também foi atuou como voluntária na defesa de ativistas detidos durante protestos na cidade. “Mergulhou de cabeça na militância”, segundo interlocutores próximos.
Apaixonada por gatos, se destacou também na luta pelo direito dos animais.
Na denúncia do MP-RJ, um dos elementos contra Eloisa seria o de não cobrar honorários. A OAB-RJ, que também repudiou publicamente as prisões de ativistas, conseguiu um habeas corpus para a advogada que, em vídeo publicado há quase um mês em redes sociais, se dizia “perseguida”.
De acordo com o relato, ela vinha sendo avisada para se manter longe das manifestações para evitar que fosse presa.
Habeas corpus negado
O plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou, neste domingo (20), habeas corpus aos 23 ativistas, que respondem a processo por planejar ações violentas em protestos.
Segundo a denúncia, eles teriam a intenção de incendiar a Câmara do Rio e planejavam usar artefatos explosivos durante manifestações convocadas para o dia da final da Copa do Mundo no Maracanã.
Entre os cinco já presos estão a ativista Elisa Quadros, a Sininho, e a dupla que teria provocado a morte do repórter cinematográfico Santiago Andrade em uma manifestação em fevereiro: Fábio Raposo e Caio Silva.
O Tribunal de Justiça do Rio informou que o habeas corpus foi negado porque somente o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, poderá conceder a liberdade aos ativistas, já que ele está vinculado à causa após aceitar outros pedidos de habeas corpus do caso.
Críticas ao juiz
No despacho que negou o habeas corpus aos ativistas, o juiz do Plantão Judiciário repudia os termos ofensivos utilizados pela defesa dos acusados, que teria se referido ao juiz Flávio Itabaiana, que aceitou a denúncia do MP-RJ como “prepotente” e “espírito de carcereiro”.
O magistrado cita ainda o clima de radicalismo político que contamina a questão e fala da representação disciplinar contra o juiz enviada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelos deputados federais Chico Alencar, Jean Wyllys, Ivan Valente, todos do Psol, e Jandira Feghali, do PC do B.
Eles alegaram que o juiz agiu com arbitrariedade e abuso de poder.
“É completamente absurdo, absurda a atuação deles. O que eles tiveram por objetivo, claro, foi me intimidar. Só que não vão me intimidar. Ao que parece, eles estão querendo politizar algo que nada tem a ver com política, mas sim com matéria criminal”, disse o juiz, por telefone, ao Bom Dia Brasil.
Reclamação ao CNJ
O deputado Ivan Valente disse que Itabaiana quer intimidar os movimentos sociais e que o magistrado é quem está politizando o processo.
A deputada Jandira Feghali afirmou que o juiz aceitou uma denúncia genérica do MP-RJ, sem provas e sem fato determinado.
A deputada declarou ainda que a reação do juiz à reclamação feita ao Conselho Nacional de Justiça mostra que ele não aceita o questionamento da sociedade feito por seus representantes eleitos.
O advogado Wallace Paiva, que defende Fábio Raposo, disse que a prisão é ilegal.
Já o advogado de Caio Silva, Antônio Pedro Melchior, disse que não teve acesso às novas informações do inquérito e por isso prefere não comentar o caso.
Defesas
Lucas Sada, advogado do Sindicato dos Jornalistas do Rio e do Instituto Defensores dos Direitos Humanos (DDH), representa seis ativistas: Joseane Maria Araújo de Freitas, Gabriel da Silva Marinho, Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, a “Moa”, André de Castro Sanchez Basseres, Pedro Guilherme Mascarenhas e Luiz Carlos Rendeiro Júnior, o “Game Over”.
Sobre o caso de Joseane, ele afirma que a denúncia é uma “peça de ficção”. “Ela participou de manifestações, sim, mas nunca participou de nenhum confronto com a polícia e não possui nenhum vínculo com os Black Bloc”, disse Sada, acrescentando que pretende entrar com um pedido de habeas corpus nesta segunda-feira (21) para seus clientes.
A Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ também se manifestou e disse que as prisões “parecem ter caráter intimidatório”.
Os 23 denunciados pelo MP-RJ são:
Elisa de Quadros Pinto Sanzi, vulgo “Sininho” – Luiz Carlos Rendeiro Junior, o “Game Over” – Gabriel da Silva Marinho – Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, a “Moa” – Eloisa Samy Santiago – Igor Mendes da Silva – Camila Aparecida Rodrigues Jourdan – Igor Pereira D’Iicarahy – Drean Moraes de Moura Corrêa, “DR” – Shirlene Feitoza da Fonseca – Leonardo Fortini Baroni Pereira – Emerson Raphael Oliveira da Fonseca – Rafael Rêgo Barros Caruso – Filipe Proença de Carvalho Moraes, o “Ratão” – Pedro Guilherme Mascarenhas Freire – Felipe Frieb de Carvalho – Pedro Brandão Maia, o “Pedro Punk” – Bruno de Sousa Vieira Machado – André de Castro Sanchez Basseres – Joseane Maria Araujo de Freitas – Rebeca Martins de Souza – Fabio Raposo Barbosa – Caio Silva Rangel.RS tem três dos cinco rios mais poluídos do Brasil
Três dos cinco rios mais poluído Brasil ficam no Rio Grande do Sul, mais precisamente na região metropolitana de Porto Alegre e são formadores do Lago Guaiba: Sinos, Gravataí, Caí.
A informação é destaque no “Guia de Sustentabilidade” que será lançado no próximo dia 25 em Florianópolis, pela Editora Expressão.
Diz a pesquisa, com base em dados do IBGE, que “se a situação não mudar em breve 55 municípios gaúchos, que dependem destes mananciais, terão problemas de abastecimento de água”.
O rio mais poluído do país, segundo o guia, é o Tietê, que passa pela capital paulista, banha 64 municípios e recebe diáriamente 690 toneladas de esgotos.
O segundo do ranking e o mais poluído da Região Sul é o Iguaçu, que atravessa a região de Curitiba. Em seguida vem os três rios gaúchos.
Confira em www.expressao.com.brMídia: Ariano bom é Ariano morto
Morreu Ariano Suassuna e foi uma justa comoção nacional.
Menino órfão que venceu as cruezas do sertão, grande escritor, pensador, agitador, um gênio.
Faltou dizer que enquanto vivo, o gênio e o espírito de Suassuna foram incômodos.
Ele pregava contra a massificação, contra o lixo cultural que nos impingem os grandes esquemas midiáticos, questionava a globalização que avassala as identidades.
Os meios massivos queriam sua obra de artista embebida na cultura popular, mas não queriam seu discurso de ativista defensor da diversidade e da identidade nacional.
Tratado como passadista, tinha pouco espaço na grande mídia.
Um caso exemplar:
Em 2008, a Camara Riograndense do Livro escolheu Pernambuco como o Estado a ser homenageado na tradicional Feira do Livro de Porto Alegre. Suassuna era secretário de cultura do governo pernambucano, compareceu à Feira, acompanhado de 22 editores e escritores pernambucanos.
Não mereceram a mínima atenção da mídia local.
Na noite do dia 1 de novembro, ele deu uma magistral aula-espetáculo no cais do Porto. Confessou sua admiração pelo Rio Grande do Sul, sua dívida para com Simões Lopes Neto, contou causos, apresentou grupos de dança e música. Foi aplaudido entusiasticamente por mais de mil pessoas.
Cobertura mínima, para registrar o fato.
Como retribuição, Suassuna escolheu o Rio Grande do Sul como Estado homenageado na feira do livro do Recife, no ano seguinte.
O governo do Estado embromou até a última hora, quando disse que não mandaria ninguém por falta de verbas. Foram três representantes da Câmara do Livro livrar a cara dos gaúchos…
Viva Suassuna!
(E.B.)
Prevenção do HIV: confusão midiática sobre as diretrizes
Por Cláudia Rodrigues
Os grandes jornais e telejornais brasileiros fizeram uma salada indigesta sobre as “Diretrizes Consolidadas sobre Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidados em HIV para as Populações-Chave, lançada no último 11 de julho.
Matérias tendenciosas passaram a ideia de que as diretrizes são uma espécie de perseguição aos homens que fazem sexo com homens, minimizando a importância da participação e empenho popular.
As diretrizes visam mais do que prevenção, proteção jurídica a vários grupos que sofrem discriminação no Brasil, como pessoas que injetam drogas, pessoas em prisões e outras instituições fechadas, trabalhadores do sexo e pessoas transgêneros.
Os grupos foram definidos a partir de estudos que atestam maior risco de infecção independentemente do tipo de epidemia ou do ambiente em que vivem.
Destaca-se nas diretrizes que esses grupos muitas vezes têm problemas sociais e jurídicos relacionados a seus comportamentos, o que aumenta a vulnerabilidade ao HIV e a aids.
O HIV e aids não têm seu maior número entre esses grupos, mas na população em geral, incluindo heterossexuais, público variado, inclusive acima dos 50 anos, o que se chama “população geral”.
Grupos formados por gays, usuários de drogas injetáveis, prisioneiros ou pessoas que vivem em instituições fechadas e transgêneros são pequenos grupos, mas fortemente afetados pelos vírus HIV e pela aids.
São os grupos mais marginalizados, têm seus direitos pouco assegurados por políticas públicas.
Com essas diretrizes o que se busca é respeitar, reconhecer, promover e assegurar os direitos dessas pessoas.
Beba na fonte:
http://oquenostiraosono.tumblr.com/post/92282196626/novas-diretrizes-da-oms-janela-de-oportunidades-paraManual
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A Revolução Eólica (42) – Embalados pelos ventos
Sem contar os cataventos que no século passado puxavam água de poço ou acendiam lâmpadas e aparelhos de rádio em fazendas na campanha gaúcha, a energia eólica chegou ao Rio Grande do Sul em meados de 2006, quando o parque de Osório começou a enviar eletricidade para uma subestação da CEEE.
Em seis anos,13 parques eólicos operam no Estado, com capacidade para gerar 414 megawatts, 22% do total instalado no país.
No ano passado, os 600 aerogeradores espetados em diversos pontos do Estado mandaram para a rede elétrica 150 megawatts, energia suficiente para abastecer uma cidade como Santa Maria.
Mesmo com a desvantagem de ser inconstante, o vento fornece uma energia complementar limpa, que permite economizar nas hidrelétricas e nas térmicas.
NORDESTÃO QUEM DIRIA…
O vento Nordeste, que sempre irritou os moradores do litoral Sul, hoje é motivo de orgulho em Osório. É ele que move o primeiro parque eólico do Rio Grande do Sul.
Construído pela espanhola Elecnor em parceria com os alemães da Wobben Windpower. Começou a operar em abril de 2006, com 75 aerogeradores somando 150 MW de capacidade instalada.
Por ser o primeiro do Rio Grande, gozou de condições privilegiadas oferecidas pelo Programa de Incentivo a Fontes Alternativas (Proinfa), do Ministério das Minas e Energia.
A maior vantagem foi o preço do megawatt/hora: R$ 240, três vezes mais caro do que a energia de origem hídrica na época e quase o dobro da cotação da energia eólica no leilão de agosto do ano passado promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
Nesse último leilão, a cotação do megawatt hora caiu para R$ 130,86, bem mais baixo que o valor ofertado pelas usinas movidas a queima de bagaço de cana (R$144,20) e pelas pequenas centrais hidrelétricas (R$141,93).
O sucesso do empreendimento de Osório virou um marco no litoral norte, onde o vento dominante (o nordestão) garante um aproveitamento (da potência instalada) acima da média mundial (33%).
Se o rendimento é de 34%, 36% ou 40% nunca se soube, mas o fato é que os aerogeradores de Osório só param para manutenção.
Acossada por um enxame de concorrentes – a argentina Impsa, a norte-americana General Electric, a espanhola Gamesa, a indiana Suzlon, a dinamarquesa Vestas, a francesa Alstom, a alemã Siemens –, a pioneira Elecnor não se acomodou e conseguiu licença para implantar novos geradores em Osório e na vizinha Palmares do Sul.
Somados, os dois parques terão sua capacidade total ampliada para 500 MW.
Dona da rede de transmissão, a CEEE se tornou sócia (10%) do grupo espanhol operador dos cataventos de Osório e Palmares do Sul.
Em 2011, o grupo colocou em operação o Parque Cidreira I (70 MW), também no litoral norte.
CATAVENTOS NA COXILHA
Mais de uma década depois de ter seu parque de geração totalmente privatizado, a Eletrosul tornou-se, em julho de 2011, a primeira empresa do Sistema Eletrobras a produzir energia a partir dos ventos – no Cerro Chato, em Santana do Livramento, um dos lugares mais pobres do Rio Grande do Sul, área de grandes propriedades dominadas pela pecuária extensiva, na fronteira do Brasil com o Uruguai, no extremo sul.
A reviravolta da Eletrosul começou em 2004, quando o presidente Lula enviou ao Congresso uma medida provisória elaborada pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, que reorganizava o setor elétrico e retirava as estatais, incluíndo a Eletrosul, no Plano Nacional de Privatizações.
A partir dali, os valores investidos somente em geração saltaram de R$ 189,9 milhões, em 2008, para R$ 723,4 milhões em 2012. E seguem crescendo.
VENTOS NA FRONTEIRA
São dois ventos dominantes na fronteira oeste do Rio Grande do Sul – o Aragano, no verão, e o minuano, no inverno. Sopram o ano inteiro, chegam a 80 quilômetros por hora.
Para colher a energia deles, a Eletrosul ergueu 45 cataventos a 98 metros de altura distribuídos em 25 áreas de propriedade particular. Cada torre rende ao proprietário do terreno R$ 2.500 por mês de aluguel. Uma centena de pessoas trabalha na administração e manutenção do parque eólico. O ICMS do município cresceu 10% em 2012.
Em termos energéticos, Cerro Chato está aquém das expectativas. Ao longo do último ano, ele não conseguiu alcançar 30% da sua capacidade.
Mas o negócio é bom, tanto que a Eletrosul está construindo mais três complexos eólicos – em Santana do Livramento, Santa Vitória do Palmar e Chuí – que irão acrescentar 480 MW ao sistema elétrico a partir de 2014.
O maior deles é o Geribatu (em Santa vitória), com 129 aerogeradores e potência instalada de 258 MW.
Nesses projetos serão investidos mais de R$ 1,5 bilhão, abrindo a possibilidade de incrementar a interligação energética com o Uruguai.
O Grupo CEEE estuda parceria com a Eletrosul para implantar o Parque Eólico Serra dos Antunes, em Osório, com 98 MW.
ENERGIA QUE MAIS CRESCE
Há 20 anos, a energia eólica era uma utopia improvável. Hoje o vento já contribui com 4,2% da energia consumida no mundo e é uma das fontes que mais crescem.
Há dois anos cresce acima de 20% ao ano.Já está presente em 80 países.
A capacidade total das usinas eólicas supera os 200 mil MW, segundo o Conselho Global de Energia Eólica.
Na América Latina, o Brasil apresenta as maiores taxas de crescimento. Mais de 1.800 MW já podem ser gerados nos parques eólicos brasileiros. E o crescimento é exponencial.
Pesquisas estimam que o potencial eólico no país chegue a 143 mil MW, mais de dez vezes o que é gerado pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, cuja potência é de 14 mil MW.
Embora o Brasil tenha o maior parque eólico da América Latina, os ventos ainda correspondem a menos de 1% da energia produzida no território brasileiro. No ranking dos países produto res, os Estados Unidos lideram com 35 mil MW de capacidade instalada. Na sequência vêm a China, com 26 mil MW e a Alemanha, com 25,8 mil MW, segundo a Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês).
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, prevê que em três anos o parque eólico do país chegará aos 8 mil MW, figurando entre os dez maiores produtores.
“O setor continuará crescendo, inclusive a indústria de aerogeradores, facilitada pelo governo que estabeleceu pelo menos 60% de conteúdo nacional nos equipamentos”, observa.
UM PARQUE EM VIAMÃO
Há outros empreendimentos, com estudos ambientais aprovados, que aguardam a abertura de novos leilões de energia.
Algumas empresas mantêm sigilo sobre seus projetos, enquanto outras divulgam seus investimentos e anunciam a intenção de disputar contratos de venda de energia.
Em Viamão, a Oleoplan constrói um parque eólico com potência de 25,6 MW. O investimento de R$ 100 milhões deve estar concluído em 2014. Segundo seu presidente Irineu Boff, que apostou na produção de biodiesel de soja, o grupo Oleoplan não vai ficar num único investimento eólico.
TODA PRODUÇÃO É COMPRADA
Uma grande vantagem das eólicas brasileiras é dispor de passagem livre nas redes de transmissão. As concessionárias como a CEEE não podem recusar a corrente oriunda dos aerogeradores.
Ou seja, com vento forte ou brisa leve, um catavento girando é sinal de que o parque eólico está faturando. Se estiver sobrando energia na rede, devem parar as hidrelétricas para poupar água nas represas e as térmicas para economizar combustível. Os cataventos não descansam.
ONZE USINAS EM 2013
Hoje, 13 parques geram 414 MW no Estado, o que representa 22% da produção nacional. As regiões sul, nordeste, centro-norte, litoral norte e fronteira oeste oferecem as melhores condições para a instalação de parques eólicos no Estado, não só pelo maior constância de ventos mas, também, pela boa infraestrutura do sistema elétrico de transmissão.
A energia contratada em sete leilões realizados pelo governo brasileiro entre dezembro de 2009 e dezembro de 2012, para ser entregue até 2017, foi de 7 mil MW, sendo mais de 1 mil MW em solo gaúcho, com previsão de investimentos de R$ 4,9 bilhões. Em apenas dois leilões de 2011, foram vendidos 506,4 MW em três complexos eólicos no litoral sul, onde a velocidade média dos ventos chega a 9,0 m/s, ou 32,4 km/h.
Neste ano, estão previstos entrar em operação 11 usinas, com 725,8 MW. Até 2016, a previsão é que o Rio Grande do Sul tenha instaladas 49 usinas eólicas.
Tentando turbinar o setor, o governo gaúcho isentou 17 produtos entre máquinas e equipamentos eólicos do pagamento de ICMS até 31 de dezembro de 2015. Além disso, garantiu financiamentos dos bancos públicos em que tem mando ou influência.
DILMA DEU O SOPRO INICIAL
A exploração econômica do vento no Rio Grande do Sul começou em 1999, quando Dilma Rousseff, secretária de Energia do governo Olívio Dutra (1999 2002), mandou medir a velocidade desse fenômeno meteorológico tradicionalmente associado ao folclore regional.
Sem dados concretos sobre o potencial eólico, não seria possível atrair investidores dispostos a montar usinas de produção de eletricidade.
Os primeiros contatos para elaborar o Atlas Eólico gaúcho foram feitos no segundo semestre de 1999, quando se realizou o primeiro seminário sobre a energia eólica no RS. Nesse evento apareceram pela primeira vez os espanhóis da Elecnor que mais tarde fundariam a Ventos do Sul Energia, com sede em Porto Alegre e base operacional no litoral norte. Antes disso, apenas a CEEE, dirigida por Telmo Magadan no governo de Antonio Britto (1995-1998), havia feito alguns movimentos para iniciar a exploração dos ventos no Rio Grande do Sul.
Coordenado pelo engenheiro elétrico Ronaldo Custódio dos Santos, funcionário da Secretaria de Energia que na época fazia mestrado em energia eólica, o primeiro protocolo para medição dos ventos no RS envolveu a CEEE e a empresa alemã Wobben Windpower, que possuía uma fábrica de componentes eólicos em Sorocaba e montaria uma parceria com a Elecnor.
Para fazer o trabalho de campo, foi contratada a empresa Intercâmbio Eletro Mecânico, do imigrante Hans Dieter Rahn, que desde a década de 1950 mora em Porto Alegre, onde representa uma fábrica alemã de anemômetros (medidores da velocidade do vento).
Em 2001, havia 21 torres recolhendo dados no litoral e no interior gaúcho.
Em 2002, esse número chegou a 34 torres, as primeiras medindo a velocidade do vento a 50 metros de altura, outras a 75 metros e as mais novas com 100 metros. Armazenados na Secretaria por Anderson Barcelos, jovem funcionário que se tornaria assessor direto de Dilma quando ela ascendeu ao ministério do presidente Lula e depois chegou à Presidência, os números deram origem ao Atlas Eólico do Rio Grande do Sul.
Publicado em 2002, esse documento-gigante identificou um potencial para gerar 15 840 MW em solo firme com aproveitamento mínimo de 30% da potência dos aerogeradores, considerando-se úteis os ventos acima de 7 metros por segundo a 50 metros de altura. Esse potencial de geração representava quatro vezes a demanda média do Estado na época. Entretanto, nas medições que se seguiram, concluiu-se que, quanto mais alto fosse instalado um aerogerador, melhor seria o seu rendimento, pois é longe do chão que os ventos sopram mais fortemente. Por isso o pioneiro projeto da ventos do Sul Energia em Osório, que inicialmente previa torres de 75 metros e aerogeradores com capacidade de 1,5 MW, foi alterado para operar a 100 metros com geradores de 2 MW.
Com o sucesso do parque eólico de Osório, que opera desde fins de 2006, outros investidores encomendaram medições dos ventos à IEM do velho Rahn e a outras empresas como a Camargo Schubert, de Curitiba, responsável pelo Atlas do Potencial Eólico do Território Brasileiro (Eletrobrás, 2001).
Os levantamentos confirmaram o que se sabia desde a chegada dos primeiros colonizadores portugueses – em fevereiro de 1727, o “mau tempo” (chuvas e ventos) impediu por dez dias a entrada a frota do brigadeiro José da Silva Paes, fundador de Rio Grande, no canal de ligação da Lagoa dos Patos com o Atlântico.
Os ventos gaúchos são mais intensos na segunda metade do ano. No litoral são mais fortes no período da tarde; no interior, sopram mais à noite. Predominam os ventos do leste e do nordeste com velocidades médias anuais de 5,5 a 6,5 metros por segundo. Ventos de mais de 7 m/s sopram de Imbé para o sul e também na Campanha, onde predominam o aragano ou pampeiro (em 60% do ano) e o minuano (40%, mais no inverno). Não por acaso, foi nas coxilhas de Sant’Anna do Livramento que a Eletrosul, sob a direção do engenheiro Custódio dos Santos, se tornou a primeira estatal a produzir energia eólica, desde meados de 2011.
EÓLICAS TAMBÉM INCOMODAM
Os estudos ambientais realizados em Santana do Livramento começaram em 2008. Foram necessárias várias licenças dos órgãos de fiscalização, como Fepam, DEMA e ICMBio. Embora o complexo eólico não esteja na Área de Proteção Ambiental (APA) do Ibirapuitã, um trecho da linha de transmissão atravessa porção da APA, o que provocou mudanças no traçado original.
Segundo a geóloga Bibiane Michaelsen, contratada para realizar a supervisão ambiental da UECC, antes do início das obras foi feito o monitoramento da fauna durante um ano para identificar locais de reprodução, nidificação e alimentação de espécies, obedecendo ainda uma distancia mínima de 600 metros desses locais e 400 metros das residências, devido ao ruído e à sombra provocada pelos aerogeradores.
A disposição desalinhada das torres obedece critérios técnicos mas, sobretudo, segue orientações dos estudos ambientais.
A recuperação de áreas alteradas durante as obras e o monitoramento mensal das aves e morcegos se estenderá até 2015.
No livro sobre a Usina Cerro Chato (reprodução abaixo) podem ser vistos alguns animais comuns da Campanha, como as cobras, tatus, lebres, ratões do banhado, lagartos, além de milhares de espécies de aves e os animais de criação como gado, ovelhas e emas.
Antes, durante a construção do Parque Eólico de Osório, os órgãos ambientais (Fepam e Ibama) exigiam apenas estudos para evitar interferência na vida das aves migratórias.
Depois se viu que a operação dos cataventos interferia na vida dos morcegos e dos sapos. E também se concluiu que os estudos prévios deviam levar em consideração os humanos que habitam os arredores.
No Ceará, pioneiro na exploração dos ventos para geração de eletricidade, o Ministério Público Federal denunciou diversos problemas socioambientais como devastação de dunas, aterramento de lagoas, interferência em aquíferos.
Em outros países o aumento dos conflitos sociais gerados pelos grandes parques eólicos intensificou os estudos sobre os impactos dessa modalidade de negócio.
Na Alemanha, aerogeradores foram obrigados a parar de funcionar em horários matutinos em que as pás produziam um giro de sombras no interior das residências vizinhas. Para evitar reclamações, os investidores passaram a construir geradores em torres dentro do mar.JÁ retoma série sobre energia eólica
O jornal JÁ retoma em seu site a série de matérias sobre a expansão da energia eólica no Rio Grande do Sul. A cobertura reinicia com a reportagem Embalados pelos Ventos, publicada na Revista JÁ, que traz uma visão ampla dos parques que estão em funcionamento e dos projetos eólicos em solo gaúcho. A matéria foi ganhadora de Menção Honrosa na categoria reportagem econômica do Premo Ari de Jornalismo, um dos mais antigos e conceituados da imprensa brasileira.
Fotos do período Yeda Crusius sumiram dos arquivos do governo
Cerca de 50 mil fotos, feitas por três fotógrafos oficiais do Palácio Piratini durante o governo de Yeda Crusius (2007/2010), estão sumidas. Pela lei, deveriam estar, à disposição do público, no Arquivo Público ou no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa. Não estão. A jornalista Ana Jung, ex-assessora de imprensa na gestão tucana, diz que as fotos estão armazenadas em um HD de posse da própria Yeda Crusius. A ex-governadora não foi localizada para confirmar a informação.
Qual o interesse da ex-governadora ao não disponibilizar as imagens? Há fotos que registraram fatos curiosos como a vez que Yeda foi carregada no colo por um oficial da Brigada Militar depois de levar um susto em um palanque improvisado num município gaúcho (que está na internet). Ou a série de fotografias que mostram Yeda e demais autoridades levando um susto com o fogaréu alto que acendeu a chama crioula na abertura da Semana Farroupilha.
O mistério é antigo. Em 2011, consultada por pesquisadores, a coordenadora do setor de fotografia do museu, Denise Stumvoll – hoje licenciada – informou que a direção do Hipólito estava à procura das fotos junto a antigos assessores de Yeda. O ex-diretor do Museu de Comunicação, Augusto Bier, redigiu um ofício para que a então secretária de Comunicação do governo Tarso, Vera Spolidoro, formalizasse o pedido de devolução das fotos junto a Yeda Crusius.
O fotógrafo Jefferson Bernardes, que acompanhava a ex-governadora, não sabe o que houve. Disse que deixou o cargo na metade de 2010. Outro fotógrafo que trabalhou para o governo de Yeda foi Antônio Paz, mas ele não foi localizado para comentar o assunto. O experiente fotógrafo Paulo Dias, que já trabalhou para várias administrações, se disse surpreso com o fato das fotografias não terem sido enviadas para o museu. “Isso é automático, é de lei, tem que estar lá”, disse. Desde o governo Rigotto, todas as fotos do governo são digitalizadas.A alma brasileira em fotos

Do dia da abertura da Copa do Mundo no Brasil, 12 de junho, ao dia da Independência, 7 de setembro, a exposição fotográfica Imagens da Alma Brasileira estará no recém-inaugurado Centro Histórico-Cultural da Santa Casa de Porto Alegre.
São 54 fotos de Eduardo Tavares, selecionadas entre centenas, captadas Brasil afora nas últimas três décadas. Documentam a reação de brasileiros com o símbolo maior da pátria, sua bandeira. São expressões de alegria, tristeza, otimismo, luta, derrota, melancolia, euforia.
O Centro abre de terça a domingo
O jornalista porto-alegrense colheu essas imagens em momentos marcantes da história recente do Brasil, como o Movimento Diretas Já, o Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves, e sua morte, o Movimento Fora Collor, as campanhas políticas, as Copas do Mundo, festas populares, enfim, toda expressão popular com relação aos símbolos da pátria com que Tavares se deparou nas suas andanças pelo Brasil no exercício da profissão.
Tavares é formado em Jornalismo pela UFRGS, onde também foi professor de 1992 a 1998. Trabalhou em diversos veículos da mídia impressa nacional, como Coojornal, Manchete, Globo e Veja. Ganhou oito prêmios internacionais de fotografia e publicou nove livros.
Atualmente produz projetos culturais e administra seu banco de imagens com mais de 120.000 fotos do planeta. Para conhecer seu portfólio, o endereço virtual é www.e-tavares.com.br











