A exposição “Imaginários Tangíveis” abre no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli , no dia 19 de junho, às 19h. A mostra, com curadoria de Mélodi Ferrari, pode ser visitada de 20 de junho a 2 de setembro, na galeria Aldo Locatelli. São dez esculturas do acervo do MARGS que ilustram a passagem de imagens do inconsciente, materializadas em obras de arte. A exposição pode ser visitada de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada gratuita.
Referências do imaginário
A proposta da exposição “Imaginários Tangíveis” é trazer um recorte do acervo do MARGS a partir das obras de escultura que possuem um caráter fantástico em sua composição. Fantástico no sentido de apresentar elementos formais que nos levam a interpretá-las como uma espécie de arte mágica, carregada de símbolos e imagens que constituem nossa cultura, que transpõem as fronteiras da religião, da natureza, do cotidiano, do folclore e da literatura, presentes na memória coletiva. Apesar de partilharmos de uma mesma identidade imagética, cada um interpreta a obra de arte de uma maneira distinta. “Imaginários Tangíveis” é um convite para compartilhar esses significados, explorando novas maneiras de sentir o mundo.
A galeria Aldo Locatelli é o espaço dentro do MARGS dedicado a exposições temporárias do acervo do museu. A proposta curatorial da exposição Imaginários Tangíveis é trabalhar com o tridimensional de forma inédita, abordando o universo fantástico dentro das artes visuais. Referências provenientes da natureza, da literatura, da religião e da cultura popular estão presentes nas obras selecionadas, abrindo caminhos para que o público reinterprete conceitos e símbolos.
SERVIÇO
Imaginários Tangíveis
Curador: Mélodi Ferrari;
Abertura: 19 de junho (terça), às 19h;
Visitação: 20 de junho a 2 de setembro;
Local: Galeria Aldo Locatelli;
Entrada Franca.
Autor: da Redação
Exposição com dez esculturas revela os "Imaginários Tangíveis"
Obra de Roberto Cidade – Cristo nosso de cada dia/ Divulgação Bancos prevêem PIB menor após greve dos caminhoneiros
Uma nova estimativa, de inflação mais alta e Produto Interno mais baixo para 2018, está no relatório “Focus”, principal termômetro do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central.
O relatório é resulta de pesquisa feita pelo BC com mais de 100 instituições financeiras.
As previsões pioraram após a greve dos caminhoneiros, de onze dias e que provocou uma crise no abastecimento em todo o país.
Para o PIB em 2018, a previsão dos economistas dos bancos é crescimento de 1,76%. Previam crescimento de 1.94% até a semana passada.
Foi a sétima queda seguida do indicador. Há um mês, a estimativa de crescimento da economia, para este ano, estava em 2,50%.
Também a expectativa para 2019 recuou de 2,80% para 2,70% a previsão de crescimento.
O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Em 2016, o PIB teve uma queda de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% .
Inflação
Já a previsão do mercado financeiro para a inflação em 2018 avançou de 3,82%, na semana retrasada, para 3,88% na última semana. Foi a quinta alta seguida do indicador.
O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto.
Para 2019, o mercado financeiro elevou sua expectativa de inflação de 4,07% para 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%.Governo libera R$ 8,6 bi do PIS/Pasep para aquecer consumo
Começa nesta segunda-feira (18) o pagamento dos recursos do Fundo PIS-Pasep para quem tem a partir de 57 anos.
Têm direito a esse dinheiro os trabalhadores de organizações públicas e privadas que contribuíram para o PIS ou para o Pasep até 4 de outubro de 1988 e que não tenham resgatado todo o saldo.
Quem passou a contribuir após essa data não tem saldos para resgate.
A Caixa Econômica Federal é responsável pelo pagamento dos recursos do PIS, o que corresponde a cerca de 80% do total, e o Banco do Brasil é responsável pelo pagamento dos recursos do Pasep (cerca de 20% do total).
A Caixa e o Banco do Brasil divulgaram na semana passada o calendário de saques para os beneficiários de todas as idades.
Nesta primeira etapa serão contemplados cerca de 4,7 milhões de cotistas, no total de R$ 8,61 bilhões – 2,9 milhões com direito ao PIS (R$ 4 bilhões) e 1,8 milhão com direito ao Pasep (R$ 4,61 bilhões).
Nesse balanço, a Caixa contabiliza os cotistas com idades entre 57 e 59 anos, e o Banco do Brasil, todos os cotistas com idade a partir de 57 anos.
Os beneficiários poderão sacar o dinheiro diretamente nas agências até o dia 29 de junho, uma sexta-feira. Depois os pagamentos ficarão suspensos até o dia 7 de agosto.
A partir de 8 de agosto, recebem o dinheiro em conta os correntistas de todas as idades da Caixa e BB, no total de R$ 5 bilhões.
E a partir do dia 14 de agosto, estão liberados os saques para os cotistas de todas as idades, incluindo os que não realizarem o saque na primeira etapa.
Todos esses beneficiários com menos de 60 anos terão até o dia 28 de setembro para sacar o dinheiro.
Quem deixar para sacar as cotas do Fundo PIS-Pasep em agosto terá os saldos das contas corrigidos com base no rendimento obtido nos últimos 12 meses pelo fundo, e a estimativa é de um aumento entre 8% e 10%.
Por exemplo, quem tiver o saldo na conta de R$ 1.000 vai receber de R$ 1.080 a R$ 1.100. A correção aplicada no ano anterior foi de 8,9%.
Mais informações:
http://www.caixa.gov.br/cotaspisPor que Maia e Eunício fogem da presidência quando Temer viaja?
O presidente Temer participa de reunião do Mercosul no Paraguai nesta segunda. Seus substitutos naturais enquanto estiver fora do país são o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e, no impedimento deste, o presidente do Senado, Eunício Oliveira.
Temer retorna no mesmo dia à noite, mas seus dois sucessores não querem saber do Palácio do Planalto: Maia vai a Portugal e Eunício à Argentina.
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia assumirá a Presidência enquanto os três estiverem no exterior.
Desde abril, sempre que o presidente Michel Temer viaja para o exterior, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), também programam agendas fora do país.
O motivo é eleitoral: Maia e Eunício não querem correr o risco de serem impedidos de disputar as eleições em outubro.
Assim, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, deve assumir a Presidência da República pela segunda vez neste ano. Em 13 de abril, a ministra despachou do Planalto graças às viagens de Temer ao Peru, de Maia ao Panamá, e de Eunício ao Japão.
Especialistas explicam que, no caso de ficarem no exercício da Presidência da República por algum período nos seis meses anteriores à eleição, Maia e Eunício só poderiam concorrer à Presidência. Ou seja, não poderiam disputar outros cargos nas eleições de outubro.
Eunício é pré-candidato à reeleição como senador pelo estado do Ceará. Maia, por sua vez, lançou pré-candidatura à Presidência da República pelo Democratas. Contudo, nos bastidores, não descarta concorrer a um novo mandato de deputado federal.
No caso de Maia, o risco de inelegibilidade também poderia complicar o eventual interesse de seu pai, Cesar Maia, de disputar as eleições de outubro no estado do Rio de Janeiro.
A Constituição também estabelece que ficam inelegíveis parentes de até segundo grau do presidente ou de quem o tenha substituído nos seis meses anteriores à eleição, exceto quando esse familiar concorre à reeleição. Cesar Maia é vereador na cidade do Rio Janeiro.
Na contagem regressiva para o pleito de outubro, existe a possibilidade de que Cármen Lúcia assuma a Presidência da República novamente até as eleições.
Temer pode ir à África do Sul em julho para a 10ª Cúpula do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro ocorrerá entre 25 e 27 de julho em Johanesburgo. Temer também pode ir outra vez ao Paraguai em 15 de agosto, para a posse do presidente eleito Mario Abdo Benítez.
Servidores municipais em greve a partir de segunda em Porto Alegre
Em assembleia, na noite desta terça-feira, 12 de junho, os funcionários municipais de Porto Alegre decidiram entrar em greve na segunda-feira, 18.
A paralisação é um protesto contra os projetos do prefeito Nelson Marchezan, que começam a ser votados na Câmara de Vereadores e que na avaliação do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, “atacam os direitos e a carreira dos servidores”.
“A paralisação dos municipários é uma resposta da categoria à falta de respeito e de diálogo de Marchezan com o funcionalismo, contra a aprovação dos projetos – que tramitam em regime de urgência –, contra a falta de reajuste – desde o ano passado, o prefeito não concede a reposição salarial aos servidores e já sinalizou que não dará neste ano apesar de obrigatório por lei – e contra os parcelamentos salariais, inclusive do 13º”, diz a nota do Simpa.
São 13 projetos num pacote apresentado pelo prefeito Marchezan à Câmara, em regime de urgência. Dez retiram benefícios do funcionalismo municipal.
O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) está em estado de greve desde 26 de abril.
Houve até uma mobilização junto aos vereadores para que, ao menos, os projetos saíssem do regime de urgência. Mas a votação do dia seis marcou 21 a 13 em favor do prefeito.
O Legislativo analisa casos como a extinção da licença-prêmio, alteração na data-limite para repasse à Previdência, alteração de pensão e auxílio-doença.
Em 2017, o Simpa realizou uma das maiores greves da categoria, parando as atividades por 40 dias, e conseguiu adiar a discussão de projetos semelhantes aos que serão votados agora.
Já o projeto da revisão do IPTU, que é analisado em uma comissão especial, é quase certo que irá sair do regime de urgência. A revisão da planta foi votada e negada em 2017, agora, Marchezan alterou detalhes e mandou o texto de novo pra Câmara.
Com forte resistência entre vereadores, que consideram aumento de imposto, o próprio governo passa a considerar que fora do regime de urgência poderá haver mais tempo para análise e convencimento de vereadores.
O reajuste médio é de 14% e, se o projeto for aprovado, passa a valer a partir de 2019. O governo estima que a arrecadação, no primeiro ano de IPTU revisado, será de R$ 70 milhões.Câmara argentina aprova projeto que descriminaliza o aborto
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou hoje (14) por 129 votos a favor, 125 contra e 1 abstenção o projeto de lei que descriminaliza o aborto, em uma sessão histórica que durou cerca de 22 horas e meia.
De acordo com o projeto, o aborto poderá ser feito até 14 semanas de gestação. Depois deste prazo, a interrupção da gravidez só poderá ser realizada em casos de estupro, se representar um risco para a vida e a saúde da mãe e também se o feto tiver alguma malformação “incompatível com a vida extrauterina”.
A votação terminou com aplausos dos deputados que defendiam a interrupção voluntária da gravidez.
O texto segue agora para o Senado.
Números
Segundo as estimativas, 500 mil abortos clandestinos são feitos todos os anos na Argentina. Cerca de 60 mil resultam em complicações e hospitalizações. E muitas mulheres – a maioria pobres ou do interior – morrem por causa de abortos mal feitos.
Justiça trava novamente extinção da Fundação Zoobotânica
Cleber Dioni Tentardini
O desembargador Sergio Luiz Beck, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, negou nessa quarta-feira, 13 de junho, recurso da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) contra a decisão que trava a extinção da Fundação Zoobotânica (FZB). O magistrado considerou correta a decisão em primeira instância exigindo que o Governo apresente um plano de ação que justifiquem o cancelamento do CNPJ e a transferência das atividades do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, vinculadas à FZB, para a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA).
A decisão em caráter liminar foi proferida pelo juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública, no dia 31 de dezembro de 2017 e o Estado, notificado no dia 9 de janeiro deste ano. O prazo estipulado para apresentação do plano de ações foi de 180 dias. A princípio, o governo tem até o dia 10 de julho para que o plano de ações seja aprovado pela Justiça.
O pedido de tutela de urgência (liminar) na Ação Civil Pública é de iniciativa do Ministério Público do Rio Grande do Sul, através da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre. O Parque Zoológico não está contemplado no processo. Há outra ação civil que trata especificamente do Zoo e da Reserva Florestal Pe. Balduínio Rambo, na divisa dos municípios de São Leopoldo e Sapucaia do Sul.
O governo do Estado está impedido de se desfazer de qualquer bem, móvel, imóvel e plantas, animais e fósseis que constituem o patrimônio material das instituições. E não poderá cancelar convênios e contratos com instituições públicas ou privadas até que a SEMA apresente “de forma detalhada e clara” como manterá o patrimônio e a qualidade dos serviços das duas instituições.
Foi estipulado ainda um prazo de 120 dias, a contar daquele 9 de janeiro, para que o Governo providenciasse a reparação do muro divisório entre o Jardim Botânico e a Vila Juliano Moreira, restabelecendo a sua integridade, sob pena de multa diária no valor de R$ 2.500,00 por dia de atraso na conclusão das obras. Ou seja, a multa já está em R$ 87 mil pelos 35 dias de atraso.
A decisão do desembargador Sergio Luiz Beck, que negou agravo da PGE:
“Vistos. Recebo o agravo de instrumento. Ausentes os requisitos dos artigos 995 e 1.019 ambos do CPC, indefiro o pedido de antecipação de tutela recursal, tendo em vista que o douto magistrado da origem examinou muito bem a questão posta aos autos, determinando a apresentação de plano de ações pelo Estado do Rio Grande do Sul e cominando pena de multa diária para cada ato praticado para efetivação/alteração do modo de gestão do Jardim Botânico de Porto Alegre – JBPA e do Museu de Ciências Naturais – MCN sem prévia apresentação e aprovação do referido plano. Outrossim, a vedação de “qualquer remoção, transferência de local de exercício de atividades ou de atribuição técnica de servidor ou trabalhador, pesquisador e especialista vinculado ao JBPA e MCN” até que seja aprovado o plano de ações determinado na decisão liminar não implica necessariamente em retratação da decisão que reconheceu a incompetência da Justiça Estadual para processar e julgar a relação laboral existente entre os servidores celetistas e o Estado do Rio Grande do Sul. Ademais disso, quanto ao perigo de dano, embora não se desconheça da calamidade financeira no âmbito da Administração Pública Estadual, a proteção ao meio ambiente consagra-se como direito difuso e indisponível, o qual atinge toda a coletividade, sobreponde-se, portanto, a questões de ordem econômica. Intime-se a parte agravada para, querendo, apresentar contrarrazões. Dê-se vista ao Ministério Público para parecer. Após, voltem conclusos para julgamento. Diligências legais. Intimem-se”.Conselho de Consumidores da RGE alerta para impacto de R$ 840 mi na economia do Estado após aumento de 20%
O aumento médio de 20,58% na conta de energia elétrica de 255 municípios do Rio Grande do Sul vai dificultar ainda mais a recuperação da atividade econômica e tende a gerar movimento semelhante nas estatísticas de desemprego, inadimplência e insegurança pública.
A avaliação é do Conselho de Consumidores da RGE, a partir dos índices de Revisão Tarifária aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na manhã de terça-feira (12), em Brasília.
O acréscimo ficou em 19,04% para os clientes da alta tensão (indústrias) e chegou a 21,55% para consumidores de baixa tensão (pequenos comércios e residências). Os novos valores entram em vigor em 19 de junho.
Com base no faturamento anual da RGE, a estimativa é de que o impacto do tarifaço na economia do Estado supere os R$ 840 milhões no período de junho deste ano a maio de 2019.
Conselho questiona política de compra de energia de Itaipu em dólares
Em relação aos índices de revisão anteriormente propostos pela ANEEL para a Revisão Tarifária da RGE, houve aumento, na comparação com aqueles apresentados à época da Audiência Pública, no fim de abril, porém, pequena redução frente às planilhas trabalhadas pela agência há cerca de uma semana.
A principal justificativa recai sobre o câmbio com a moeda norte-americana. O aumento de 19,5% para 20,58% no índice médio se deveu principalmente à disparada do dólar na compra compulsória da energia da Usina de Itaipu e à atualização do IGP-M considerado conforme regra regulatória. Assim, o IGP-M que estava provisório em 2,71% fechou em 4,26%. O dólar considerado para a energia comprada de forma compulsória de Itaipu, que era de R$ 3,29 fechou em R$ 3,66 e por fim, a validação dos componentes financeiros também sofreu uma leve alta saindo de 5,64% para 5,71%.
“Portanto, temos elementos que não dependem da distribuidora, mas sim de políticas de governo. Por que precisamos pagar em dólar pela energia de Itaipu? E por que a compra é compulsória?”, questiona o presidente do Conselho de Consumidores da RGE, Claiton Gaieski Pires.
O Conselho de Consumidores da RGE (CCRGE), instituído em 13 de maio de 1998, representa consumidores dos 255 municípios da área de concessão da RGE, no Rio Grande do Sul. O grupo é composto por representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e da Federação Riograndense de Associações Comunitárias e de Moradores de Bairros (Fracab).Justiça suspende extinção da Cientec
A juíza Cristina Luisa Marquesan da Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Porto Alegre, deferiu liminar suspendendo os efeitos do Decreto Estadual nº 54.088/2018, que determina a extinção da CIENTEC.
Anotou a magistrada:
“Afirma a parte demandante que o Governador do Estado do Rio Grande do Sul, teria ignorando a liminar concedida (que determinou a suspensão “dos efeitos do artigo 1º, inciso II, do Decreto Estadual nº 53.756/2017 5, bem como sejam atendidos os pedidos de fls. 126 e ss., item 1, letras, a, b, c, d, e, f, g, h, item 1.3, 1.4. 1.5 e 1.6”, a fim de que se abstivesse de encaminhar a registro os atos referentes à extinção da CIENTEC, sem que previamente atendesse a todas as liminares acima citadas), publicando o novo Decreto nº 54.088/2018 e afrontando as determinações judiciais. Sustentou, ainda, que o novo Decreto faz referência ao Decreto cujos efeitos foram suspensos quanto à CIENTEC. Contudo, pela manifestação e documentos acostados, vislumbra-se que não cumprida na íntegra a tutela antecipada deferida. Assim, entendo necessário, para o controle da legalidade e da adequação dos atos administrativos tendentes à efetivação da lei, o deferimento do novo pedido liminar. Saliento que em caso de descumprimento, fixo multa diária de R$ 10.000,00, limitada a 30 dias”.
Mais informações em instantes.Novo Pontal deverá ficar pronto em 2021
Lá se vão mais de 17 anos da lei que permitiu a venda do terreno do antigo Estaleiro Só, na zona sul de Porto Alegre, para um empreendimento imobiliário. Nesta terça-feira, 12/06, após 14 versões, e inúmeras adaptações, o projeto para o espaço entre a Fundação Iberê Camargo e o Barra Shopping Sul foi apresentado: em uma área de 50 mil m² e com investimento de R$ 300 milhões serão levantados um novo shopping center, com 163 espaços, e uma torre comercial – com hotel, centro de eventos, hub da saúde (consultórios e clínicas médicas), e escritórios. Num total de 114 mil m² de área construída.
Em um evento com cerca de 1500 pessoas, incluindo o prefeito Nelson Marchezan Júnior e secretários e com apresentação do jornalista Tulio Milman, os responsáveis pelo empreendimento lançaram o projeto e confirmaram o início das obras nos próximos seis meses e previsão de entrega em 40 meses, final de 2021.
Leandro Melnick, presidente da Melnick Even, ressaltou que o empreendimento visa além do aspecto comercial, uma nova valorização e relacionamento de Porto Alegre com o Guaíba: “O Pontal vai mudar o conceito de Porto Alegre. Vai trazer lazer e alegria para a cidade, nos conectando ao Guaíba, como sempre deveria ter acontecido”.
Já Ricardo Jornada, diretor Corporativo da BMPar, parceira da Melnick no complexo, falou que o empreendimento é o “mais relevante nos últimos 20 anos na cidade”, e ressaltou ainda: “Nossa principal contrapartida para o Município é a doação e execução do Parque Pontal, algo que vai ficar aos porto-alegrenses”.

Marchezan fez defesa de parcerias com iniciativa privada no lançamento do complexo Pontal / Ricardo Giusti / PMPA O prefeito Nelson Marchezan Júnior, em discurso aos presentes, falou em quebra de paradigma – “Como dói em Porto Alegre mudar, foram mais de 15 anos de discussão, com espaço para a vanguarda do atraso falar os mais absurdos argumentos contrários à obra, mas ela vai sair e Porto Alegre cresce com isso”. Novamente Marchezan ressaltou a importância de parceiras privadas para gerenciamento de espaços que, segundo o prefeito, a prefeitura não possui recursos para gerir. “Temos 74 quilômetros de orla, e só com parceiras como essa é que vamos construir uma Porto Alegre do futuro”.
Para iniciar as obras, as empresas responsáveis esperam da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) a licença de instalação do empreendimento, o que pode ocorrer já nas próximas semanas. A Smams concedeu a licença prévia em julho de 2017 e desde o começo de abril analisa a concessão da licença de instalação. “Foi um licenciamento traumático, ao longo de vários anos, mas vencemos todas as etapas, já temos todas as garantias e essa parte está vencida, falta apenas a licença final para início das obras, como o projeto já foi aprovado, com audiência pública e tudo, não deve haver empecilhos”, disse Leandro Melnick.

Leandro Melnick (à esquerda) e Ricardo Jornada, gerem o novo complexo / JÁ O Estaleiro Só, empresa construtora de navios fundada em 1850, faliu em 1995 e a área foi arrematada em um leilão judicial por R$ 7,2 milhões, dez anos depois, pela BM Par Empreendimentos. No ano de 2009 houve plebiscito para decidir sobre a construção, ou não, de torres residenciais na área. Cerca de 30 mil porto-alegrenses votaram e negaram o caráter residencial da obra. Em 2013, a BMPar e a Melnick firmaram acordo para elaborar o complexo.
Protótipo do Parque do Pontal abre em julho

Parque do Pontal ligará shopping até a margem do Guaíba / Divulgação Como uma das contrapartidas está previsto no local uma área verde pública, chamada de Parque do Pontal, que não chega a ser um parque, já que o tamanho é de uma praça grande. O local terá 29 mil metros quadrados, com 700 metros de orla.
Em uma tentativa de aproximar a população do empreendimento e vencer as antigas barreiras, uma área de 10 mil m² será entregue antecipadamente e aberta ao público a partir do dia 7 de julho. O investimento somente neste protótipo do Parque é de aproximadamente R$ 2,3 milhões.
O projeto urbanístico está sendo executado pelo arquiteto e urbanista Guilherme Takeda. Quando finalizado, conterá áreas com gramados, arquibancadas, mirantes para apreciação do pôr do sol, dois píeres construídos para uso do antigo Estaleiro Só, pistas de caminhadas, playground temático, bem como um Memorial do Estaleiro Só.
O espaço que será aberto ao público nas próximas semanas terá um showroom com maquete do complexo e cerca de 600 metros de orla disponíveis para caminhada, com espaços para food trucks e bicicletário.

Espaço ao público será aberto em 7 de julho / Divulgação Mais um shopping na Zona Sul
O complexo do Pontal abrigará um shopping com 163 lojas, incluindo uma megastore da Leroy Merlin, e no mínimo mais 4 lojas âncoras. Além de restaurantes, praça de alimentação e cinema de última geração. O conceito, segundo os empreendedores, é de um Life Center – espaço que une compras, conveniência e entretenimento em um local sustentável.
Hub de saúde é aposta para viabilizar torre comercial

Torre com 20 andares terá hotel, centro de saúde e escritórios / Divulgação Os 237 espaços da torre comercial vão abrigar em sua maioria consultórios médicos, em uma parceira com o Hospital Moinho de Vento, que será âncora da operação de saúde do complexo. O Moinhos prevê uma área para atendimento com clínicas pediátricas e está em análise outros segmentos a serem implantados no local.
Os escritórios e consultórios possuem entre 28 m² e 125 m² e a área estará conectada ao Shopping. Somente a torre custará cerca de R$ 160 milhões, com 20 andares, em uma altura de 83 metros, semelhante aos prédios do Barra Shopping.
As vendas dos espaços comerciais devem iniciar já no próximo semestre.
Hotel para turistas curtirem Porto Alegre
Nos primeiros andares da torre funcionará um hotel, voltado ao entretenimento e com vocação para atrair turistas. “Queremos que as pessoas fiquem na Capital, curtam o espaço. Hoje, os turistas chegam no aeroporto e vão direto pra Serra. O hotel pretende fisgar esse público”, diz Leandro Melnick.
O hotel terá 141 quartos a partir de 27 m², com restaurante panorâmico, piscina com borda infinita, além de centro de eventos para 800 pessoas de frente para o Guaíba.

Centro de eventos terá vista panorâmica / Divulgação Dados Gerais do Complexo Multiuso Pontal:
Área do Terreno do empreendimento: 19.761 m²
Área do Parque: 29.000 m²
Área de intervenções viárias: mais de 10.000 m²
Área total do complexo: aproximadamente 59.000 m²
Área total construída: 114.000 m²
Área para estacionamentos: 42.000 m² (com 1600 vagas cobertas)
Parceiros: BM Par, Leroy Merlin e Melnick EvenDados do Parque Pontal:
Área do Parque: 29.000 m²
Revitalização: 700 metros de orla do Guaíba
Vagas de estacionamento de uso público: 52Dados do Parque Pontal Shopping:
Área Construída: 91.126,05 m²
Área Bruta Locável (ABL): 25.549,34 m²
Lojas: 163 – com 5 lojas âncoras, sendo uma megaloja Leroy Merlin
Praça de Alimentação e restaurantes
Cinema: 5 salas com tecnologia de última geração, Stadium
Pisos: Três
Vagas de Estacionamento: 1.558
Previsão de entrega da obra: 2021
Geração de empregos: 1,5 mil diretos e indiretos
Empreendedores do Shopping: BM PAR
Arquiteto responsável/autoria do Shopping: Manoel Dória (Dória Lopes Fiuza)
Arquitetos Colaboradores: Jorge Debiagi e FractalDados da Torre Pontal:
Área construída da torre: 23.263,67 m²
20 andares, 237 unidades de consultório e salas, 141 unidades hoteleiras
Empreendedores da Torre: Melnick Even
Arquiteto responsável: Roseli Melnick arquitetura e interiores
Arquitetos Colaboradores: Jorge Debiagi e FractalPrincipais contrapartidas (dados da prefeitura):
Executar obra de proteção contra cheias;
Implantar plataforma para estação de transporte coletivo próxima ao Museu Iberê Camargo;
Implantar plataforma para estação de transporte coletivo junto ao Parque do Pontal;
Implantar uma via local entre o empreendimento e o Parque da Orla com bolsões para estacionamento público e paraciclos;
Implantar rua local entre a avenida Padre Cacique e o empreendimento para evitar interferência no trânsito para a zona Sul;
Reformulação geométrica e funcional para ganho de segurança e capacidade viária na rotatória da avenida Diário de Notícias para acesso ao Jockey Club e na avernida Wenceslau Escobar com a Pereira Passos;
Implantar uma faixa de tráfego na Padre Cacique com Edvaldo Pereira Passos e rua Taquari com extensão de 100 metros;
Implantação de projeto geral para adequação da sinalização viária;
Implantar ciclovia;
Doar equipamentos e instalações para integrarem a Central de Controle e Monitoramento de Mobilidade (Cecomm);
Doar ao Município área de quase 22 mil metros quadrados junto à orla, que será destinada a novas vias, alargamentos viários e parque;
Projetar e executar readequações na Estação de Bombeamento de Esgoto C1.






