Autor: da Redação

  • Greve no 8º dia: ministro fala em "infiltrados", líder denuncia "intervencionistas"

    A maioria dos caminhoneiros em greve quer voltar ao trabalho, depois das concessões anunciadas pelo governo. Mas estão sendo impedidos por “intervencionistas que agem para derrubar o governo”.

    Foi o que declarou à imprensa na tarde desta segunda, o Presidente da Associação Brasileira do Caminhonheiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, um dos lideres que assinaram o acordo com o governo Temer.

    Lopes é presidente da Abcam desde a fundação, em 1983 e sempre fez acordos.

    Ele mencionou “intervencionistas” que “querem derrubar o governo”, sem dar nomes.

    No oitavo dia, a greve dos caminhoneiros transtornou as rotinas em todo o país e se for mantida pode ter consequências imprevisíveis, devido ao desabastecimento de combustível e à falta de gêneros e alimentos. .

    “Não é o caminhoneiro mais que está fazendo greve. Tem um grupo muito forte de intervencionistas aí e eu vi isso aqui em Brasília, e eles estão prendendo caminhão em tudo que é lugar”, declarou Lopes ao sair de uma reunião no palácio.

    Quem são?

    “São pessoas que querem derrubar o governo. Não tenho nada a ver com essas pessoas nem os nossos caminhoneiros autônomos têm. Mas estão sendo usados para isso.”, afirmou.

    Sobre nomes, disse que “na hora certa” serão divulgados. Lopes  disse que, primeiro, informará ao governo.

    “Vou entregar porque eu não faço parte desse tipo de situação. Eu não faço parte disso e não aceito que estão usando caminhoneiros para isso. Se querem derrubar o governo, que montem um esquema separado”, declarou. “Os caras quem dar um golpe no Brasil e eu não vou fazer parte disso”, afirmou.

    Segundo ele, o pacote de medidas anunciado pelo governo para atender às reivindicações dos caminhoneiros “resolveu o problema da categoria tranquilamente”.

    “O pessoal quer voltar a trabalhar, mas eles têm medo porque estão sendo ameaçados de forma violenta”, afirmou. “Isso está pegando em todo lugar”, declarou.

    Lopes disse que, neste momento, o caminhoneiro está sendo usado “como bode expiatório”. “Acho que chegou a hora de o governo fazer alguma coisa”, afirmou.

    Lopes estima em pouco menos de um terço dos caminhoneiros que ainda resistem a suspender a greve. “Faltam uns 30% [de caminhoneiros para desmobilizar], mais ou menos. Eu acho que até amanhã já está bem encaminhado para voltar à realidade.”

    ‘Inflitrados’

    O discurso do líder da Abcam reforça o que disse mais cedo o Ministro Carlos Marun, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto: “O serviço de inteligência do governo avalia a possibilidade de que pessoas com interesses “políticos” estejam infiltradas no movimento dos caminhoneiros.

    “Nós tivemos as informações dos líderes de que muitas dessas concentrações, pessoas que ali estão, são pessoas que não são caminhoneiros. São pessoas que se infiltraram no meio do movimento com objetivos diferenciados, objetivos políticos. Nosso serviço de inteligência está cuidando disso”, afirmou.

    Na sexta-feira, quando sofreu o primeiro revés nas negociações com os grevistas, o governo denunciou um lock out (greve de empresas).
    O Globo chegou a dar em manchete na sexta-feira  que 17 inquéritos seriam abertos pela Polícia Federal para investigar grandes empresas do setor de transportes que estariam dando sustentação ao movimento dos caminhoneiros.
    No domingo, Temer mudou de tom, atendeu a todas as reivindicações dos grevistas, não mencionou nem as forças armadas que requereu nem o locaute que seus ministros denunciaram. Também o noticiário tirou de lado a questão dos empresários fomentando a greve dos caminhoneiros com propósitos outros.
    Restou a greve que continua imprevisível, agora atribuida a “infiltrados” e “intervencionistas”.
  • Pensões pagas a filhas de militares podem custar R$ 10 bilhões este ano

    As Forças Armadas ainda resistem em apresentar dados detalhados sobre um dos benefícios mais polêmicos: as pensões pagas às filhas de militares mortos, muitas delas casadas e em idade produtiva.
    O jornal O Globo, depois de mais de ano tentando obter as informações, publicou nesta segunda-feira uma estimativa de gasto superior a R$ 5 bilhões por ano, somente para pagar às 110 mil filhas de militares do Exército, que recebem a pensão pela morte do pai.
    É mais do que toda a receita previdenciária das três forças em 2017, mas ainda não é tudo. A Marinha e a Aeronáutica não forneceram informações que permitissem um calculo todal de seus gastos com essas pensões.
    O gasto com as filhas pensionistas do Exército seria pouco mais da metade do total das três forças, indicando que a conta global pode se aproximar dos R$ 10 bilhões  anuais.
    O benefício está extinto desde o fim de 2000, mas a assessoria do Exército informou ao Globo que ele será pago pelo menos até 2060, quando ainda haverá filhas de militares com direito a pensão..
    Na  Aeronáutica o benefício é pago a mais de 20 mil mulheres, das quais 11.178 são casadas e 8.892 são solteiras. Algumas, 64  no caso da Aeronáutica, acumulam mais de uma pensão, por serem além de filha, viúva de militar.
    Segundo a Marinha, há 22.829 pensionistas filhas de militares, das quais 10.780 são casadas e 12.049 solteiras. Do total, 345 recebem mais de uma pensão.
    O Exército foi o único que deu informações sobre valores: afirmou ter gasto R$ 407,1 milhões em abril com pensões de 67.625 filhas de militares, o que dá mais de R$ 5 bilhões por ano.
    Todas as receitas previdenciárias das três forças ao longo de 2017 — destinadas ao pagamento desse e de outros benefícios — ficaram em R$ 3,342 bilhões. Com isso, o déficit previdenciário das Forças Armadas em 2017  chegou a R$ 37 bilhões naquele ano, com a diferença sendo coberta pelo Tesouro.
    “Proporcionalmente, é um rombo maior do que entre os servidores civis federais e muito acima do que o registrado entre os trabalhadores atendidos pelo INSS”.
     

  • Temer recua para salvar seu governo: "Todas as reivindicações foram atendidas"

    O governo federal cedeu e decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro.
    A proposta foi anunciada na noite de domingo (27) pelo presidente Michel Temer, em um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto.
    Completamente diferente do tom ameaçador adotado na sexta-feira, quando o foi anunciada a intervenção do Exército e o ministro Carlos Marun chegou a informar que a Policia Federal ia prender empresários por incitarem os caminhoneiros à greve, Temer elogiou a “laboriosa categoria”.
    O presidente disse que esse desconto equivale a zerar as alíquotas da Cide e do PIS/Cofins. Os representantes dos caminhoneiros autônomos não aceitaram o congelamento do diesel por apenas 30 dias, como havia sido inicialmente proposto.
    O governo federal concordou ainda em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país, além de estabelecer um valor mínimo para o frete rodoviário. Essas determinações deverão constar em medidas provisórias a serem publicadas em edição extra no Diário Oficial da União. A expectativa do Palácio do Planalto é que a paralisação, que já dura sete dias e causa enormes prejuízos e transtornos em todo o país, termine logo.

    “Os efeitos dessa paralisação na vida de cada cidadão me dispensam de citar a importância da missão nobre de cada trabalhador no setor de cargas. Durante toda esta semana, o governo sempre esteve aberto ao diálogo e assinamos acordo logo no início. Confirmo a validade de tudo que foi acertado”, afirmou o presidente. Temer disse que, nas últimas 48 horas, o governo avançou na negociação dessas novas medidas. “Assumimos sacrifícios sem prejudicar a Petrobras.”
    Ele destacou que o congelamento valerá por 60 dias e, a partir daí, só haverá reajustes mensais. “Cada caminhoneiro poderá planejar seus custos. Atendemos todas as reivindicações”, ressaltou o presidente.
    A equipe econômica foi chamada ao Palácio do Planalto para calcular o impacto das novas vantagens concedidas ao setor. Durante todo o dia, custos, cortes e compensações foram avaliados.
    Além de restrições orçamentárias, empecilhos legais tiveram de ser examinados. Na primeira rodada de negociações com os caminhoneiros, quando se acordou que a Petrobras baixaria em 10% o preço do diesel nas refinarias durante 30 dias, e os caminhoneiros fariam uma trégua de 15 dias na paralisação, o Ministério da Fazenda estimou em R$ 5 bilhões o valor das compensações do Tesouro Nacional à estatal.
    Agora, com a validade do congelamento do preço nos postos – e não na refinaria – pelo dobro do tempo, as despesas serão proporcionalmente elevadas. Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, as reivindicações custarão R$ 10 bilhões ao Tesouro.
    (Com informações da Agência Brasil)

  • Quem manda: STF autoriza uso da força contra a greve dos caminhoneiros

    Deu no G1:

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu nesta sexta-feira (25) uma liminar (decisão provisória) em que autorizou o uso das forças de segurança pública para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros grevistas. A liminar de Moraes atende a um pedido do governo federal.

    A pedido do governo, Moraes impôs multa de R$ 100 mil por hora às entidades que atuarem nas interdições de vias, além de multa de R$ 10 mil por dia para motorista que esteja obstuindo a pista.

    Na ação, assinada pelo presidente Michel Temer e pela advogada-geral da União, Grace Mendonça, o governo pede que o STF considere a greve ilegal porque, apesar de ter “compromisso democrático” com a livre manifestação, não se pode inviabilizar direitos fundamentais, como a locomoção.

    A Advocacia Geral da União apontou ainda risco de “caos social” em razão da falta de combustível e desabastecimento de alimentos.

    “Autorizo que sejam tomadas as medidas necessárias e suficientes […] ao resguardo da ordem no entorno e, principalmente, à segurança dos pedestres, motoristas, passageiros e dos próprios participantes do movimento que porventura venham a se posicionar em locais inapropriados nas rodovias do país; bem como, para impedir, inclusive nos acostamentos, a ocupação, a obstrução ou a imposição de dificuldade à passagem de veículos em quaisquer trechos das rodovias […] inclusive com auxílio, se entenderem imprescindível, das forças de segurança pública, conforme pleiteado”, diz o ministro na decisão.

    O caso ainda terá que ser julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, em data ainda não estipulada.

    Na decisão de 16 páginas, o ministro Alexandre de Moraes considerou que houve “abuso no exercício dos direitos de reunião e greve” por conta “da obstrução do tráfego em rodovias e vias públicas”, impedindo o abastecimento de combustíveis e outros insumos.

    “Na presente hipótese, entendo demonstrado o abuso no exercício dos direitos de reunião e greve, em face da obstrução do tráfego em rodovias e vias públicas, impedindo, a livre circulação no território nacional e causando a descontinuidade no abastecimento de combustíveis e no fornecimento de insumos para a prestação de serviços públicos essenciais. […] O quadro fático revela com nitidez um cenário em que o abuso no exercício dos direitos constitucionais de reunião e greve acarretou um efeito desproporcional e intolerável sobre todo o restante da sociedade”, destacou.

  • Em dia de boatos, hordas invadem supermercados em Porto Alegre

    Higino Barros
    Quem frequentou supermercado na noite de quinta-feira, em Porto Alegre, teve uma visão do poder de boatos, nas redes sociais e nos veículos de comunicação, de como age certa parcela da população que proporcionou a ascensão de Michel Temer ao poder e de como estão fragilizadas e vulneráveis as relações entre poder público e sociedade brasileira.
    Os estabelecimentos receberam lotação dez vezes superior, em média, do normal de quem, na dúvida, estocou alimentos, gêneros de higiene pessoal e tudo que a imaginação do consumidor acredita que precisa numa hora dessas.
    Em algumas seções dos supermercado da rede Zaffari, na avenida Lima e Silva e na rua Fernando Machado, às 18 horas, as prateleiras de pão de sanduíche e assemelhados e outros produtos não perecíveis de imediato estavam vazias.
    Filas enormes, com pessoas com carrinhos lotados era o mais comum. Todas as caixas dos dois estabelecimentos estavam em funcionamento, quando, na prática, só ocorre em algumas ocasiões do ano, como Natal e Dia das Mães.
    Alguns produtos foram eleitos como prioritários: papel higiênico, carnes, leite, e seus derivados, massas e bolachas, entre outros. Nas redes sociais, os relatos eram o mesmo.
    Relatos de estabelecimentos pequenos, médios lotados e grandes com longas filas, falta de alguns produtos e uma impressão de histeria coletiva, legítima ou não, mas de qualquer maneira precipitada.
    Hoje, sexta-feira, os funcionários dos supermercados, sem o tumulto da véspera, repunham os estoques, embora com falta de alguns produtos que só voltarão às gôndolas e prateleiras com o desfecho da greve dos caminhoneiros. Os consumidores eram praticamente os dos dias normais.
    Os estabelecimentos faturaram bastante e passaram no teste da classe média consumista e assustada com os resultados das ações políticas que apoiaram ou foram protagonistas. Aguarda-se os próximos capítulos de uma novela, real, que não tem data para acabar.
     

  • Dilma e Aécio Neves vão repetir o duelo de 2014 em Minas Gerais

    Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), os dois adversários que se enfrentaram no segundo turno da eleição de 2014, estarão frente a frente em Minas Gerais, como candidatos ao Senado em outubro de 2018..
    Mas desta vez há lugar para os dois: são duas vagas de senador por Minas a serem renovadas nesta eleição. E ambos estão liderando as intenções de voto.
    Pesquisa do Instituto Paraná, divulgada nesta sexta-feira, 25, aponta a ex-presidente liderando com 24,4% das intenções de voto.
    Em seguida, aparece o senador Aécio Neves (PSDB), com 21% da preferência do eleitorado.
    Caso esta situação permaneça até outubro, Dilma e Aécio serão eleitos e dividirão a tribuna no Senado Federal no mandato que começa em 2019.

    A pesquisa mostra que, em terceiro lugar na preferência do eleitorado mineiro está o candidato Mauro Tramonte (PRB), com 15,7% das intenções de voto.
    Em seguida aparece Rodrigo Paiva (Novo), com 13,7%. Os demais candidatos, somados, possuem 46,9% das intenções de voto.

    A pesquisa ouviu 1.850 eleitores em 85 municípios de todo o Estado entre os dias 18 e 23 de maio. O índice de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5% para os resultados gerais.
    A intenção inicial da ex-presidente ,era concorrer ao senado pelo Rio Grande do Sul, mas uma pesquisa encomendada pela Executiva Nacional do PT a desencorajou.
    Obteve 5% de intenção de votos, perante 24% de Paulo Paim (PT) e Ana Amélia (PP), além de uma alta taxa de rejeição.

  • Definido quanto cada partido receberá de fundo eleitoral

    O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, uma resolução para regulamentar a distribuição de recursos do Fundo Eleitoral público, de R$ 1,716 bilhão, para financiar campanhas.
    Entre as principais definições está a de que cada partido somente receberá os recursos após sua respectiva executiva nacional aprovar e divulgar amplamente os critérios para distribuição do dinheiro entre os candidatos.
    De acordo com os critérios definidos em lei, entre eles o tamanho das bancadas no Congresso no dia 28 de agosto de 2017, o TSE calculou qual a porcentagem dos recursos que caberá a cada partido. A legenda que mais receberá recursos será o MDB (13,64%), que deve ficar com R$ 234,19 milhões.
    O segundo partido que receberá mais recursos será o PT (12,36%), com R$ 212,2 milhões, seguido por: PSDB (10,83%), com R$ 185,8 milhões; PP (7,63%), com R$ 130,9 milhões; e PSB (6,92%), com R$ 118,7 milhões. Partido Novo, PMB, PCO e PCB (0,57%) serão as legendas com menos recursos do Fundo Eleitoral, tendo direito a R$ 970 mil cada.
    Uma vez liberados, os valores devem ser transferidos para uma conta única do diretório nacional de cada partido, que deverá, então, promover a distribuição entre os candidatos, conforme os critérios divulgados anteriormente. Posteriormente, nas prestações de contas eleitorais, a Justiça Eleitoral verificará se tais critérios foram obedecidos.
    Apesar do valor total do Fundo Eleitoral já ter sido definido pelo Congresso no ano passado, a planilha divulgada pelo TSE não traz valores em reais, somente as porcentagens de cada partido.
    Segundo o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, isso se dá por precaução, pois a Justiça Eleitoral prefere aguardar o efetivo depósito dos recursos em uma conta específica, pois imprevistos que podem alterar o valor efetivamente disponibilizado e o cálculo poderia não ser preciso.
    A resolução aprovada nesta quinta prevê ainda que 30% dos recursos de cada partido deve ser aplicado na candidatura de mulheres, conforme confirmado na semana passada pelo próprio TSE.
    De acordo com a lei que criou o Fundo Eleitoral, os critérios para a distribuição para cada partido foram:
    I – 2% (dois por cento), divididos igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no TSE;
    II – 35% (trinta e cinco por cento), divididos entre os partidos que tenham pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, na proporção do percentual de votos por eles obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados;
    III – 48% (quarenta e oito por cento), divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes na Câmara dos Deputados, consideradas as legendas dos titulares;
    IV – 15% (quinze por cento), divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado Federal, consideradas as legendas dos titulares.
    Veja abaixo a porcentagem que cada partido tem direito no fundo eleitoral:
    PMDB – 13,64%
    PT – 12,36%
    PSDB – 10,83%
    PP – 7,36%
    PSB – 6,92%
    PR – 6,59%
    PSD – 6,52%
    DEM – 5,19%
    PRB – 3,9%
    PTB – 3,62%
    PDT – 3,58%
    SD – 2,33%
    PTN (Podemos) – 2,1%
    PSC – 2,09%
    PCdoB – 1,77%
    PPS – 1,7%
    PV – 1,43%
    PSOL – 1,24%
    Pros – 1,23%
    PHS – 1,05%
    PTdoB (Avante) – 0,72%
    Rede – 0,62%
    Patriota – 0,57%
    PSL – 0,53%
    PTC – 0,36%
    PRP – 0,31%
    PSDC – 0,24%
    PMN – 0,22%
    PRTB – 0,22%
    PSTU – 0,57%
    PPL – 0,57%
    PCB – 0,57%
    PCO – 0,57%
    PMB – 0,57%
    Novo – 0,57%

  • Centrais sindicais manifestam apoio ao movimento dos caminhoneiros

    Duas centrais sindicais manifestaram nesta quinta-feira apoio à greve dos caminhoneiros, “por seu caráter de defesa de uma nova politica de preços para a Petrobras”
    “A população precisa apoiar este movimento que não é somente contra o reajuste dos combustíveis, é contra a privatização da Petrobras. O governo está utilizando esses aumentos para defender a venda da estatal”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas.
    “O Brasil tem de extrair o petróleo e refinar aqui, como era feito antes desse governo. Só assim conseguiremos baratear os combustíveis”, explicou.
    Na tarde desta quinta-feira (24), está prevista uma manifestação diante da sede da empresa em São Paulo, na Avenida Paulista, também para cobrar redução do gás de cozinha.
    A CTB também considera justo o movimento. “O pleito corresponde também aos interesses majoritários da sociedade. A nova política de preços para o diesel, a gasolina e outros derivados do petróleo, estabelecida pela direção da Petrobras em meados do ano passado, é particularmente danosa para os caminhoneiros, mas prejudica também os agricultores, outros ramos da economia e os consumidores em geral”, afirma o presidente da central, Adilson Araújo.
    “O mesmo raciocínio se aplica ao gás de cozinha, hoje inacessível para milhões de brasileiros, forçados a usar o fogão a lenha, com notórios prejuízos para a saúde e o meio ambiente.”
    (com informações da RBA)

  • Movimento que há cinco dias paralisa o pais é quase desconhecido

    Os efeitos da greve dos caminhoneiros, que entra no seu quinto dia, dominam o noticiário, mas pouco se informa sobre o movimento em si, seus personagens, seu histórico, suas expectativas.
    Duas entidades foram ouvidas até agora como lideranças dos caminhoneiros, mas as escassas declarações de seus representantes limitam-se às questão imediata da continuidade ou término da paralisação.
    Não se tem idéia da representatividade dessas entidades. Muitos relatos sobre a paralisação ressaltam o caráter expontâneo da adesão dos motoristas.
    A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) diz em seu site que tem 500 mil associados, dos quais 200 mil em São Paulo.
    Foi fundada em 1983, para a defesa “muitas vezes incompreendida” dos caminhoneiros autônimos e, desde 2003, é filiada à Confederação Nacional dos Transportes.
    Seu presidente desde a fundação, José da Fonseca Lopes, foi o primeiro representante a aparecer nos jornais falando em nome dos caminhoneiros. Limitou-se a justificar a paralisação e expor as exigências em relação ao corte de impostos.
    Na quarta-feira a ABCAM convocou uma coletiva de imprensa às 17 horas em sua sede em São Paulo.  

    ” Associação Brasileira dos Caminhoneiros convida jornalistas e formadores de opinião para coletiva de imprensa na sede da Instituição, no dia 23 de maio, às 17h.
    Na oportunidade, op presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, vai divulgar os resultados da reunião com a Casa Civil, bem como o posicionamento da categoria em relação à continuidade das paralisações dos caminhoneiros”.
    O farto noticiário sobre a greve nos portais dos principais jornais nesta quinta-feira não registra a entrevista.
    Na quarta-feira quem apareceu nos jornais falando em nome dos caminhoneiros foi Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores de Carga, que participou da reunião no Palácio do Planalto. Ele disse que o governo havia sido avisado há um mês sobre a paralisação.
    No site da CNTA lê-se:

    “Os caminhoneiros autônomos respondem pelo transporte de aproximadamente 50% dos produtos duráveis e perecíveis em todo o País. Fundamentais para a movimentação e crescimento da economia, cruzam diariamente, de norte a sul, uma malha viária de mais de um milhão e seiscentos mil km, em sua grande maioria extremamente perigosas e mal conservadas. E apesar de carregarem quase literalmente nas costas a responsabilidade pelo crescimento de parte substancial da economia nacional, enfrentam, há anos, condições de segurança precárias, cargas de trabalho elevadas, filas insanas para descarregar em portos mal estruturados, além de acumular preocupações com fretes insuficientes, seguros e manutenção caros, taxas e pedágios, entre outros.

    Até muito recentemente, no entanto, a categoria dos caminhoneiros não possuía uma entidade sindical superior própria para representá-la junto ao governo federal e ao mercado, capaz de pavimentar caminhos mais justos e lutar especificamente pelos seus direitos e interesses legítimos.

    Para por um fim a esse vazio de uma representação exclusiva e coerente com as necessidades dos caminhoneiros, a FENACAM – Federação Interestadual dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens, a FETRABENS – Federação dos Caminhoneiros Autônomos e Cargas em Geral do Estado de São Paulo e a FECONE – Federação Interestadual dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Cargas e Bens da Região Nordeste se uniram e fundaram, em 5 de junho de 2012, a CNTA – Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos.

    A CNTA estabeleceu como princípio fundamental a representação específica e exclusiva dos interesses dos caminhoneiros autônomos, sendo totalmente desvinculada da representação de qualquer um dos demais segmentos do setor, tais como os das empresas de transporte e do transporte de passageiros.

    A primeira presidência da CNTA está a cargo de Diumar Bueno, transportador rodoviário profissional com longos anos de atuação em prol da categoria: já em 1987, envolvido com as questões dos caminhoneiros, ele fundou o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens no Estado do Paraná – SINDICAM-PR. Em 2005, depois de anos de persistente batalha, conseguiu obter do Ministério do Trabalho a Carta Sindical da FENACAM, entidade de grau superior, com base representativa nos Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins, entidade que ele hoje também preside.

    Completam os principais cargos da entidade: Eduardo de Oliveira e Silva (Secretário-geral); Laertes José de Freitas (Tesoureiro); Norival de Almeida Silva e Carlos Roberto Dellarosa (diretores) e como membros do Conselho Fiscal Eurico Tadeu Ribeiro dos Santos, Osvaldo Reginato, José Milton de Almeida, Bernabe Antonio Parra Rodrigues e Wilton Valença Nery.

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    Administrada de forma plural e colegiada por representantes de instituições filiadas, a CNT tem, em sua estrutura, três níveis decisórios. O primeiro deles é formado pelo Conselho de Representantes – constituído por 38 Federações e 5 Sindicatos Nacionais -, que é o órgão máximo deliberativo da instituição, e pelo Conselho de Ex-Presidentes, órgão deliberativo e consultivo da CNT. O segundo, por sua vez, é exercido pela Diretoria e pelo Conselho Fiscal, que têm atribuições deliberativas e consultivas. O terceiro nível é exercido pelos Executivos contratados, a quem compete o cumprimento das decisões emanadas pela Diretoria.

  • 30% de ICMS na gasolina é combustível para o debate eleitoral no RS

    A crise gerada pelo movimento dos caminhoneiros contra o preço dos combustíveis revela um efeito colateral na política gaúcha e, quem sabe, nas eleições deste ano no Rio Grande do Sul.
    No debate sobre o que encarece a  gasolina, veio a tona a questão do ICMS de 30% que vigora no Estado, o que nos preços atuais representa entre 70 e 80 centavos em cada litro, segundo o presidente da Rede Sim, Neco Argenta, em entrevista à Gaúcha..
    O aumento de 20% ( de 25% para os atuais 30%) vigora desde o início do governo Sartori e tem prazo até o fim do ano.
    O governo já declarou por seus representantes que a renovação desse aumento, que deveria cair no fim do ano, é indispensável para a continuidade do programa de ajuste em andamento.
    Isso significa que: ou a base governista aprova a renovação do tarifaço ainda este ano ou será uma das primeiras medidas de um eventual segundo governo Sartori.
    A visibilidade que ele adquire agora coloca-o no centro do debate eleitoral que já mobiliza o ambiente político.
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