Cláudia Rodrigues
Pedro Bandeira em “O fantástico Mistério de Feiurinha” conseguiu fazer uma crítica tenaz ao status quo dos contos de fada em um livro infanto-juvenil escrito em 1986.
Apesar de ter sido escrito por um homem, é uma leitura feminista em que todas as princesas reveem seus papéis.
Branca de Neve aparece como a escrava dos anões que trabalha sem ganhar um vintém, Chapeuzinho Vermelho, a única que não é princesa porque não casou, é a pessoa mais livre de toda a história e não deixa de reclamar do caçador.
O livro, escrito em plena Era lady Di, quando a princesa estampava a capa das revistas do mundo inteiro como a primeira princesa plebeia, ainda que Ana Bolena já tivesse estreado o mesmo papel em 1533; deveria ser leitura obrigatória para todas as mulheres adultas que ainda se encantam com casamentos reais e fantasiam suas filhas como princesas.
Mais do que isso, ao sintonizarem a TV logo ao amanhecer de um dia de bodas reais, essas jovens mães que se dizem feministas, não sabem, mas investem pesado na fantasia de suas rebentas que nascem e crescem achando que podem tirar a sorte grande tornando-se princesas. Buenas, a chance de uma cidadã inglesa virar princesa é menor do que a de qualquer uma de nós acertar sozinha na loteria. O sucesso da realeza bebe o poderoso elixir de vida eterna made in aplausos de uma plebe mundial.
Entra século, sai século, a monarquia se mantém de maneira cada vez mais confortável, afinal hoje não existem guerreiros para tomar palácios à base de força, armadura e cavalos. A concentração de terras diminuiu, as colônias se libertaram ficando na miséria, mas a concentração de renda e o sistema financeiro multiplicador do capitalismo dão garantia ad eternum aos monarcas.
É bem verdade que a corte cresceu, hoje além dos artistas escolhidos pela corte, entraram as celebridades e claro, os banqueiros, as famílias da alta burguesia, mas desde sempre os grandes proprietários de terra tiveram acesso aos bailes na côrte, como ocorreu com Ana Bolena já em 1533.
Cena midiática semelhante a de lady Di, aconteceu com Kate Midleton, a mídia falou de títulos e não títulos, parentescos antigos com a monarquia, que Diana teria e Midleton não. Essa sim finalmente seria uma princesa realmente plebeia. E finalmente chegamos a uma princesa americana, negra e feminista; Meg, a nova Anastácia, a mais plebeia das princesas entra pela porta da frente dos palácios ingleses e renova as esperanças dos vassalos.
Infelizmente foi assim que parte importante da população mundial, incluindo mulheres feministas e de esquerda, o que é espantoso, está vendo a cena atual e bradando mil vivas à monarquia. Essa atual monarquia inglesa estaria se abrindo para o futuro, fazendo inclusão e reparem, o vestido, de alta costura, teve como adjetivo mais comentado pela mídia, a simplicidade. Foi exatamente assim com o vestido de Midleton e também de lady Di. Como a onda na década de 1980 era pompa e fru frus e não minimalismo, como agora, o termo utilizado para as vestes de Diana foi romântico, ela optara por um modelo que remetia às antigas damas românticas, praticamente um vestido de camponesa!
Da mesma forma a mídia se referiu à escolha do anel de noivado de Diana, que teria sido por uma joia simples de joalheria comum e não uma encomenda ao ourives exclusivo do palácio. Um mimo de 18 kilates, uma safira oriental rodeada por 14 diamantes.
Tudo, incluindo a opção de cada donzela por essa ou aquela coroa usada no casamento é simples, sempre foi simples, porque para manter a plebe com bandeirinhas em punho sonhando com o dia em que terá uma ou outra filha introduzida na côrte real é preciso fazer crer que a simplicidade real está ao alcance de todas.
Para que guerra de classes se todas as mulheres do mundo podem sonhar com o dia em que virarão princesas, não é mesmo? Todas as inglesas ainda vá lá, todas as moças das eternas colônias inglesas, ainda vá lá, afinal ainda há de chegar o dia em que um desses filhos da nobreza vai casar com uma indiana e as manchetes falarão sobre a primeira indiana a entrar para a realeza inglesa. Agora, o que é difícil mesmo de entender é como a realeza de um país europeu pode atingir tão fartamente a plebe brasileira, mas tive a sorte de descobrir como: na padaria ontem quando uma senhora estava comentando sobre a saudade da princesa brasileira. Qual, senhora? Aquela nossa princesa gaúcha, da serra. Eu, de olhos arregalados, a Bündchen? A Xuxa?
Não, a do acidente, mãe do menino que está casando, a Djiana, que morreu de acidente, que deus a tenha, era tão caridosa a nossa princesa!
É verdade, em tempos globalizados, aquela princesa que morreu com o namorado egípcio em um carro alemão, dirigido por um motorista britânico em um túnel na França, bem poderia ser brasileira porque era simples, romântica e fazia caridades.
Autor: da Redação
Bodas reais
Rio de Janeiro vai sediar o Congresso Mundial de Arquitetura
O Conselho da União Internacional dos Arquitetos (UIA), reunido em Oaxaca (México), aprovou nesta sexta-feira, 18 de maio, por unanimidade, a nomeação da cidade do Rio de Janeiro a Capital Mundial da Arquitetura UIA/UNESCO 2020.A obtenção do título faz parte do programa proposto pela Prefeitura do Rio, com apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), para 2020, quando a capital fluminense sediará o 27º Congresso Mundial de Arquitetos.Cabe à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) agora fazer a designação formal do título, conforme contrato firmado com a UIA. O Rio é a primeira cidade a receber o título – a próxima deverá ser Copenhagen, na Dinamarca, sede do 28º Congresso Mundial de Arquitetos.A designação do Rio como Capital Mundial da Arquitetura UIA/Unesco 2020 é não só um reconhecimento pelo passado arquitetônico, histórico e cultural, mas uma oportunidade de reflexão e proposição de futuro da arquitetura, do paisagismo, do urbanismo e, consequentemente, das cidades. Para o presidente do Comitê Executivo do UIA2020RIO, Sérgio Magalhães, o principal legado para a cidade, com o programa do Rio Capital Mundial da Arquitetura UIA/Unesco, será voltar o olhar das autoridades públicas e da sociedade para os atuais desafios urbanos, em busca da construção de cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis.“O programa do Rio Capital Mundial da Arquitetura UIA/UNESCO 2020 pressupõe uma ampla reflexão sobre a questão arquitetônica-urbanística, com a identificação de metas que possam ser traçadas para os marcos de 2025 e 2030, tanto para a cidade do Rio de Janeiro como para o sistema urbano do país como um todo, articuladas com as metas da Unesco e da ONU”, afirmou Magalhães.A adesão do Conselho da UIA à proposta apresentada pelo Rio de Janeiro foi comemorada pelo presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Nivaldo Andrade, e pela secretária de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio, Verena Andreatta, que estão em Oaxaca, onde ocorreu a reunião da entidade internacional de arquitetura.“Fico feliz e emocionada com a repercussão do trabalho que realizamos junto com o IAB. A estratégia de apresentar já a proposta de programa do Rio Capital Mundial da Arquitetura UIA/UNESCO impressionou a todos. Demonstramos que a cidade, com sua arquitetura diversificada, tem total capacidade de realizar grandes eventos”, comemorou Verena. O presidente do IAB destacou a parceria da Prefeitura do Rio na campanha. “O apoio da administração municipal foi importante para a indicação da UIA. Temos certeza que o Rio não só está preparado para receber evento dessa magnitude, mas que vai criar uma referência para as próximas edições, uma vez que a programação inicia com o réveillon, que terá como tema ‘Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21’, o mesmo do programa Rio Capital Mundial da Arquitetura e do congresso mundial que vamos sediar. Será uma visibilidade única”, destacou Nivaldo Andrade.Após a chancela da UNESCO, a cerimônia de assinatura da designação do Rio Capital Mundial da Arquitetura UIA/UNESCO 2020 deverá ocorrer em agosto deste ano. A programação dialoga diretamente com o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, maior evento internacional do setor, que tem expectativa de atrair 15 mil arquitetos e urbanistas de todo o mundo para o Rio de Janeiro.(Com informações da assessoria)
Uso das bicicletas compartilhadas aumentou 48% este ano em Porto Alegre
O novo sistema de compartilhamento de bicicletas de Porto Alegre, BikePOA, bateu recorde de utilização desde 2013, com 40.186 viagens em abril deste ano. Com base no número de usos de abril do ano passado, que registrou 27.184 viagens, o aumento é de 48%.
Abril foi o primeiro mês de operação do novo sistema completo, depois de concluídas as instalações de 41 estações e com 410 bicicletas à disposição da população. Desde o início da operação, em fevereiro, foram registradas cerca de 80 mil viagens com as bicicletas compartilhadas em Porto Alegre. O segundo mês com número recorde foi novembro de 2013, quando as bicicletas foram utilizadas em 40.115 viagens. O sistema, operado pela Tembici, conta com o apoio do Itaú Unibanco.
O recorde já no primeiro mês é o reflexo da aceitação do novo sistema pelo público.
“Uso o sistema BikePoa há quatro meses, três vezes por semana, para trabalhar. As novas bicicletas estão melhores e mais firmes. O sistema de troca de marchas também melhorou. Outra coisa que também ficou melhor foi o fato de poder colocar um código quando a bike apresenta problemas. Assim, na hora que outra pessoa vai fazer a retirada, não consegue finalizar o processo”, afirma o professor Gilian Vinícius, 28 anos.
Entre as melhorias do novo BikePOA está a ampliação do número de vagas nas estações, de 500 para 700, o que melhora a otimização do sistema. Além disso, as bicicletas são mais robustas, projetadas especificamente para o uso em grande escala e contam com dispositivo de trava com sistema antifurto. Coordenador de Projetos Cicloviários da EPTC, o arquiteto Antônio Carlos Selbach Vigna não tem dúvidas sobre o êxito do novo BikePoA. “A qualidade do sistema evoluiu bastante e já caiu no gosto da população, para o lazer e também para o trabalho, com uma média de mais de 1,3 mil viagens diárias na última semana. Esse número sobe diariamente. O pico das viagens tem ocorrido pelas 18h, sinal de que as bikes estão sendo utilizadas também para o deslocamento das pessoas até o trabalho.”
As estações mais utilizadas alteram durante a semana e o fim de semana. Nos sábados, domingos e feriados, normalmente a líder em retiradas é a estação Iberê Camargo, que demonstra uma utilização para lazer, com quase o limite do tempo de aluguel, 50 minutos. Durante os dias de semana, a líder em utilização é a Estação da Ufrgs Arquitetura, com um período de cerca de 20 minutos de uso, o que caracteriza a utilização das bicicletas para o deslocamento até a universidade.
Para mais informações e cadastro no BikePoa, basta acessar o site do projeto, ou fazer o download do app Bike Itaú na Apple Store ou Google Play.
Meses com recordes de utilização:
– Abril 2018: 40.186
– Novembro 2013: 40.115
– Abril 2017: 27.184
Viagens BikePOA em abril em diferentes anos:
– 2013: 22.212
– 2014: 19.245
– 2015: 16.948
– 2016: 12.804
– 2017: 27.184
– 2018: 40.186
Novas bicicletas:
– Design mais moderno e exclusivo para compartilhamento, sendo mais leves, ergonômicas e robustas
– Cesto adaptável para o tamanho da bagagem de mão do ciclista, sem acumular água ou sujeira
– Pneus com lados reflexivos e em aro 24 proporcionam uma pedalada mais dinâmica, segura e confortável. Possui tecnologia antifurto, exclusivo no Brasil
– Cobre-correntes que protege a roupa do ciclista
– Banco confortável e canote do selim com marcas para ajuste de altura
– Sistema de freios ‘Rollerbrake, com garantia de freadas mais seguras
– Configuração de marchas para três velocidades
– Refletores frontais e traseiros com sistema de iluminação “Dynamo”, com 10 mil horas de vida útil e que permanece aceso por até 90 segundos, dando mais segurança para quando o ciclista aguarda no semáforo
– Dispositivo de trava com sistema antifurto
Atuais estações:
– Layout exclusivo: bikes foram concebidas para operar de forma ágil, inteligente e simples
– Abastecimento por painéis solares que garantem a autossuficiência energética (preparadas para eventual uso de bicicletas elétricas futuramente)
– Solução modular para as bicicletas, sendo possível adicionar ou remover docks conforme a necessidade. Sem necessidade de fixação ao solo
– Média de 18 vagas por estação
– Quiosque com interface de pagamento digital, de forma mais didática e de fácil utilização, com comunicação sem fio que agiliza o processamento de pagamentos e a transmissão de dados
No aplicativo:
– Permite ao ciclista planejar o passeio, pagar e desbloquear a bicicleta com o código gerado pelo aplicativo
– Encontrar estações próximas manualmente ou usando GPS do dispositivo
– Encontrar bicicletas disponíveis por pontos de devolução livres
– Marcar as estações favoritas
– Encontrar rota para um destino com informações de distância e elevação
– Registrar as viagens com o GPS
(Com informações da Assessoria de Imprensa)Cartórios do RS já podem alterar nome e sexo de transgêneros na certidão de nascimento
A partir desta sexta-feira, os Cartórios de Registro Civil do Estado do Rio Grande do Sul já estão autorizados a realizar a alteração de nome e sexo no registro de nascimento de transgêneros e transexuais. Publicado na quinta-feira (16.05), o Provimento nº 21/2018 da Corregedoria Geral da Justiça do RS padroniza os procedimentos em unidades do Estado, dando efetividade à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A publicação da norma padroniza o atendimento em Cartórios de todo o Estado, uma vez que até então, em razão da ausência de ato normativo sobre os procedimentos a serem adotados pelas unidades, cabia a cada titular realizar ou não o procedimento, assim como a indicação dos documentos a serem solicitados ao cidadão.
Com a publicação, o Rio Grande do Sul passa a ser o segundo estado da Federação a normatizar a atuação dos cartórios diante da decisão do STF, de março deste ano, e a permitir a alteração independentemente de autorização judicial. A primeira alteração de sexo e nome diretamente em cartório no Estado foi realizada em Porto Alegre, no último dia 5 de maio.
Como deve ser feito
Para realizar a alteração direto em Cartório é preciso ser maior de 18 anos, ou menor emancipado. O(a) interessado(a) deve dirigir-se a qualquer um dos Cartórios de Registro Civil do Estado, portando os seguintes documentos: certidão de nascimento original atualizada, cópia da carteira de identidade ou documento equivalente, cópia do CPF, cópia do título de eleitor ou certidão de quitação eleitoral e, se possuir, cópia da carteira de identidade social, CPF social, e título de eleitor com nome social. Caso o interessado(a) possua a carteira de identidade social, o prenome a ser adotado deverá ser o mesmo.
Feita a alteração na certidão de nascimento, o cidadão deverá providenciar a mudança do nome e gênero nos demais documentos junto aos respectivos órgãos emissores. Além do requerimento que deverá ser preenchido no ato da solicitação, o Cartório poderá solicitar outros documentos que comprovem a condição de transgênero. Uma nova alteração do nome e/ou sexo somente será possível via judicial.Flávio Ilha estreia no gênero contos com "Longe daqui, aqui mesmo"
A Diadorim Editora promove no próximo dia 29 de maio o lançamento de “Longe daqui, aqui mesmo”, primeiro livro de contos do jornalista Flávio Ilha.
O volume, ilustrado pelo artista visual João Salazar, foi produzido no âmbito da oficina de literatura do escritor João Gilberto Noll, em 2016.
O lançamento, com sessão de autógrafos, ocorre no Baden Cafés Especiais (rua Jerônimo de Ornelas, 431) a partir das 20h.
Flávio Ilha é jornalista, escritor e editor. João Salazar é artista visual e músico, autor do EP “Entrópico” (2017)
Do livro, que reúne oito contos, dizem os escritores Tailor Diniz e Paulo Scott:
“Entre um movimento e outro de criaturas que carregam a precariedade da vida no limite do pesadelo com a realidade, quando a própria realidade pode ser o pesadelo ou vice-versa, entre a rotina de ida e volta de personagens sombrios, perpassa o texto uma visão social e psicológica aparentemente fora da narrativa, sutil, mas que, no final, deixa a sensação de um efeito único, fazendo do livro uma obra para ser lida com vagar, com os sentidos atentos às entrelinhas, àquela corrente de águas que vaza invisível, lá no fundo, além da superfície, o que sempre vem a ser o viés mais gratificante da leitura.”
Tailor Diniz
“Aqui, intrincados narrativos acomodando extratos variados de tragédias não ditas, não reveladas. Aqui, narradores que variam, sempre dentro de uma função: a de velar a noção oblíqua de que todos nós estamos perdidos e de que continuaremos perdidos – narradores produzidos por um autor talentoso que, consciente ou inconscientemente, dialoga com um de seus mestres da literatura universal. Aqui, uma obra sutil, mas ao mesmo tempo estrondosa, na medida em que toma como matéria-prima o movimento fantasmagórico das esperanças e dos jogos dos relacionamentos que aos poucos vão rachando, eventualmente implodindo, como tudo que precisa, desesperadamente, seguir adiante, e segue.”
Paulo Scott
Livro sobre revolução russa debatido em feira na Argentina
O livro “Cem Anos da Revolução Russa”, coletânea de palestras organizadas pelo jornalista Wálmaro Paz e publicado pela Editora JÁ, foi o destaque no dia do livro brasileiro da 1ª Feira do Livro Municipal e Internacional de Santo Tomé, Corrientes, nesta quarta-feria 16.

Diretora da feira recebe livro de Wálmaro Paz
A obra foi apresentada pelo autor com uma “charla a estudiantes” durante a tarde e entregue a Directora de Turismo de Santo Tomé Corrientes, Mariel Vargas.
Cidade de 30 mil habitantes da província de Corrientes,na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, Santo Tome promove esta ano sua primeira Feira do Livro.
Cerca de 50 livrarias e editoras, da cidade e da capital Corrientes, montaram suas barracas no “Complejo Polideportivo Romeo Maciel”. Os livros são vendidos com descontos que vão de 30% a70%.
O evento foi aberto dia 9 de maio e se estende até o dia 22. Durante as tardes e noites acontecem opalestras de autores e nas noites, shows musicais e folclóricos apresentados por grupos da cidade e dos arredores.
Apesar da crise do país vizinho, “o apetite por bons livros é grande e as vendas estão compensando às editoras”, informa Mariel Vargas.
Na sexta pela manhã o livro da Já será lançado na Unipampa onde haverá um debate sobre o tema e sobre os 200 anos do filosofo alemão Karl Marx e sua atualidade.Europa proíbe agrotóxicos que matam abelhas
Baseado no “princípio da precaução” em defesa da saúde humana e do equilíbrio ambiental, o Tribunal Geral da União Européia confirmou nesta quinta-feira (17) a proibição parcial ao uso de três inseticidas conhecidos como neonicotinoides, interditados desde 2013 por causar a morte de abelhas.
A decisão cobre três substâncias ativas – a imidacloprida, desenvolvida pela Bayer CropScience, a clotianidina, produzida pela Takeda Chemical Industries e pela Bayer CropScience, e o tiametoxam, da Syngenta, Ésses venenos não podem mais ser usados em lavouras de milho, colza e de alguns cereais, mas foram autorizados em cultivos como o da beterraba. Além disso, foi anulada a restrição ao uso do fipronil, da Basf, o mais letal para as abelhas, segundo apicultores brasileiros,
Os fabricantes de inseticidas têm direito a recursos junto ao tribunal, onde prometem manter seus negócios. Eles argumentam que, sem esses produtos químicos, não há como manter a produção de alimentos no mundo.
O grupo ativista Friends of the Earth (Amigos da Terra) afirmou que os neonicotinoides persistem no meio ambiente durante muitos anos, contaminando águas e flores silvestres próximas de plantações.Hermes Zaneti, pré-candidato: "Não tem acordo, essa dívida já esta paga"
“Levanta Rio Grande” é o nome do movimento, formado por setores do PSB e movimentos sociais, que lançam a pré-candidatura do ex-deputado Hermes Zaneti ao governo do Estado em ato às 18 horas no Chalé da Praça XV, centro histórico de Porto Alegre.
Serrano de Veranópolis, o ex-deputado federal Hermes Zaneti está disposto a concorrer a governador pelo PSB. Se o caxiense José Ivo Sartori sair pelo PMDB, o Rio Grande do Sul poderá ter um confronto eleitoral de serranos.
Zaneti é o primeiro até agora a atacar frontalmente o acordo de Sartori com Temer, com o argumento de que a dívida do estado com a União já está quitada e o Rio Grande do Sul na verdade tem a receber, pelo menos 10 bilhões de reais.
Aos 74 anos, formado em Direito, Zaneti tem longa experiência política e administrativa.
Duas vezes presidente do Cepergs nos anos 1970, exerceu ainda dois mandatos na Confederação de Professores do Brasil, após o que dirigiu a Organização Mundial de Professores, com sede em Moges, na Suíça.
Em 1982 e 1986, foi eleito para a Câmara de Deputados, da qual se afastou decepcionado pelo não cumprimento de medidas constitucionais referentes aos juros bancários e à dívida pública, tema central de sua campanha ao Piratini.
Ex-secretário de Cultura em Caxias do Sul, dedicou 12 anos a salvar a gigantesca Cooperativa Vinícola Aurora, de Bento Gonçalves.
Nesta entrevista a Elmar Bones e Walmaro Paz, ele fala como pré-candidato, tendo nas mãos um livro-bomba sobre o sistema financeiro.
JÁ – De que trata seu livro O Complô?
Zaneti – Ele conta como o sistema financeiro e seus agentes políticos sequestraram a economia brasileira. Começo mostrando que eu e meus colegas constituintes de 88 fizemos uma Constituição para construirmos uma nação pelo trabalho. No entanto, a nação brasileira foi transformada em escrava do sistema financeiro, como acontece em quase todo o mundo, praticamente dominado pelo rentismo.
JÁ – Quem são os rentistas?
– É o pessoal que vive de aplicações financeiras, a começar pelos títulos da dívida pública. As pessoas não têm a menor ideia da violência a que este país está submetido. O Brasil é motivo de chacota internacional. Se vocês vêem televisão, encontram lá um patrocinador chamado Crefisa. Sabem qual é o juro médio que a Crefisa cobra por ano dos seus clientes-vítimas? 719 por cento. Pior do que isso, o Santander do Brasil cobra 1791% a mais do que o Santander da Espanha, considerando a mesma mercadoria, um telefone celular. É por isso que temos 12 milhões de desempregados, 60 milhões de famílias inadimplentes…
JÁ – A financeirização da economia não pode ser corrigida?
– Em 88 tentamos evitar isso ao propor, como primeira medida após a promulgação da Constituição, a auditoria da dívida, que até hoje não foi feita, embora tenha sido decidido pela mesa do Congresso Nacional daquela época. Trata-se do exame pericial e analítico da dívida. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é a letra B do inciso 2 do parágrafo 3º do artigo 166 da Constituição, introduzida clandestinamente, num sábado à tarde, por Nelson Jobim, líder do PMDB na época, e Gastone Righi, líder do PTB de São Paulo, isso já no segundo turno de votação da Constituição. Essa emendazinha, que regula o custo pago pelo Brasil por conta da dívida pública de 1989 a julho de 2017, implica hoje no valor de R$ 25 trilhões, segundo cálculo feito por um técnico chamado Luís Cordioli, empresário do interior de São Paulo. Ou, seja, nós não temos um sistema financeiro a serviço da nação.
JÁ – Como se estabeleceu essa distorção?
– Aquele sistema financeiro previsto no artigo 192 foi vítima de uma agressão continuada cujo primeiro ato foi praticado pelo (presidente José) Sarney no dia 4 de outubro de 1988. Um dia antes da nova Constituição entrar em vigor, ele chamou o Saulo Ramos, que era seu procurador geral e depois virou ministro da Justiça, e disse: “Saulo, me faça aqui um parecer dizendo que este artigo 192 não vai entrar em vigor…” A Constituinte foi desrespeitada mas, no dia seguinte, de mãos trêmulas, o Sarney estava lá dizendo “Juro cumprir a Constituição…” O artigo 192 limitava os juros a 12% ao ano.
JÁ – Qual a reação dos constituintes?
– Esse parecer do Saulo Ramos foi parar no STF, nós perdemos por 5 a 4. O voto do senador Paulo Brossard merece ser citado. A sessão era presidida pelo então presidente do STF, que hoje está aposentado e vive em Porto Alegre, José Nery da Silveira. Os dois votaram conosco, isto é, com o povo, pois os outros votaram com o sistema financeiro.
JÁ – O que diz o voto do Brossard?
– Ele se vira para os colegas e pergunta: “Vossas Excelências concordam que a Constituição é a lei máxima do país?” Todos concordaram. “Aqui temos um parecer que diz que a Constituição não é a lei máxima do País. Pergunto a Vossas Excelências: uma lei pode mudar o que a Constituição estabelece?” Não, não pode, foi a resposta unânime. Então não tinha mais o que discutir. Qual é a lei complementar que iria dizer que o juro limite não seria 12% se a Constituição diz que é 12%? Pois perdemos assim mesmo.
JÁ – A lei da usura de 1933 continua em vigor?
– Para pessoas físicas sim, mas não para as instituições financeiras. Essa inovação do direito universal, estabelecendo a absolvição prévia dos bancos, veio por uma medida provisória enviada ao Congresso pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Quanto à última emenda constitucional que transformou o artigo 192 num eunuco constitucional, foi proposta por José Serra, senador por São Paulo. Vem dessas medidas o fundamento para essas violências a que estamos sendo submetidos.
JÁ – Onde o Rio Grande do Sul entra nessa história?
– Antes de falar do Estado, é preciso acrescentar que, em função da letra B referida anteriormente, nasceu a recente emenda constitucional que congela no teto os gastos do governo federal. Mas naquela emenda constitucional só não tem uma restrição: pagar os juros e encargos da dívida pública. Ou seja: pagam-se juros e encargos da dívida, depois vai-se ver se sobra dinheiro para educação, saúde etc.
JÁ – Estamos em período pré-eleitoral…
– Por estarmos no período pré-eleitoral, as pessoas dizem: eu sou a favor da educação, da saúde, da segurança, da melhoria do povo…. Eu quero saber com que dinheiro vão fazer isso? Todos eles estão mentindo. Enquanto nós tivermos esta dívida imensa sobre nós, não teremos saída.
JÁ – A saída é aplicar o calote?
– Não, quem é vítima de calote hoje é o povo brasileiro porque nós escrevemos na Constituição que ele tem direito a saúde, educação, segurança…. Esses direitos não atendidos porque todo esforço se destina a remunerar o sistema financeiro. O povo é vítima de uma distorção ilegal, imoral, inserida de forma clandestina na Constituição brasileira.
JÁ – Quais os valores envolvidos nessa questão?
– No caso do Rio Grande envolve 120 bilhões de reais. No meu livro tem uma fotografia do então governador Antônio Britto com o então ministro da Fazendo Pedro Malan. O que diz a capa de Zero Hora deste dia 21 de setembro de 1996? “Estado liquida a dívida”. Hoje chamaríamos isso de fake news – notícia falsa. Essa dívida que ZH diz estar liquidada foi rolando até que em 98 foi assinado um acordo entre o Estado do RS e a União. Esse acordo envolveu 9,7 bilhões de reais de uma dívida que estava “quitada”. Como é que se chegou a 9,7 bilhões se em 94 esse valor era de 4,5 bilhões? Os valores foram elevados em 122% por conta de ajustes do Plano Real praticados pelo governo federal. Depois de fazer a dívida, a União se fez credora. E o Estado concordou.
JÁ – E como andaram as coisas a partir daí?
– Para pagar os 9,7 bilhões, o Estado assumiu que empenharia mensalmente 13% de sua receita líquida durante 30 anos. Se esses 13% não comportassem o pagamento ajustado no prazo, o excedente iria integrar a dívida. Isso virou uma bola de neve de tal sorte que o Estado já pagou 28 bilhões e a União diz que ele ainda deve 58 bilhões.
JÁ – A União é madrasta…
– Foi aí que, mesmo morando em Brasília, cheguei à conclusão de que eu não podia assistir a isso. Então reuni na minha casa em Brasília os três senadores: Paulo Paim, Lasier Martins e Ana Amélia Lemos. E com auxílio do João Pedro Cazarotto, que é um técnico de excelência aqui do Estado, elaboramos em 2015 um projeto de lei que, assinado pelos três senadores, foi registrado no Senado com o número 561/2015. Só que até hoje não andou.
JÁ – O que prevê esse projeto?
– Nós queremos que, em vez de cobrar do Estado juros de 6,17% mais IGP-DI, a União use o índice do IPCA que é o oficial. Feito o encontro de contas, mesmo sem questionar que União dobrou a dívida em 1998, conclui-se que o no dia 1º maio de 2013 o Rio Grande quitou a dívida, tendo a receber 10 bilhões de reais. Então, na questão da dívida, o Estado é credor.
JÁ – Simples assim?
– Muito pior. Para ter os recursos necessários para pagar juros e encargos da dívida externa, em 96 a União criou a famosa lei Kandir, que desonera do ICMS as exportações de matérias-primas e manufaturados. Os estados seriam compensados, mas até hoje isso não aconteceu. No STF, o Gilmar Mendes disse que o Congresso tinha um ano para regulamentar. Caso não fizesse, caberia ao TCU regulamentar. Até hoje ninguém fez nada. Com alguma frequência eu vejo o diário oficial aqui do RS (N.R.: Zanetti refere-se à Zero Hora) anunciando que esse negócio da lei Kandir é ouro de bobo… Eu não sei de onde tiraram isso. Uma comissão mista parlamentar calculou que o RS tinha um crédito pela Lei Kandir de 50 bilhões de reais. Aqui na Assembléia Legislativa atualizaram os cálculos e chegaram a 52 bilhões. Então, se você soma as três contas, você chegará a 120 bilhões de reais.
JÁ – É quase a soma de dois orçamentos anuais do Estado…
– Aí o Sartori pega e se submete a essa pressão do governo federal, onde um dos baluartes é o chefe da Casa Civil, um conterrâneo que está lá forçando o Estado a fazer este acordo. O Padilha! O grande argumento é que, feito o acordo, não vamos precisar pagar mês a mês. Sabe qual é a consequência disso? Em 2024, quando voltaríamos a pagar, o Estado teria que pagar 433 milhões de reais por mês, quando os últimos pagamentos foram de 280 milhões.
JÁ – E a campanha eleitoral?.
– Estamos em vésperas de eleições e o nosso partido, o PSB, está discutindo se lança candidato a governador. Meu nome está sendo cogitado, estou à disposição. Tem uma condição só: que o partido me respalde para chegar ao povo do Rio Grande e mostrar isto que estamos dizendo aqui hoje. Porque eu acho que a tradição do povo gaúcho não é de aceitar isso assim. Ele está passivo porque não conhece, está pagando uma conta que não deve. Parece que tem uns oito ou dez candidatos por aí e eu não vi nenhum deles tocar nesse assunto.
JÁ – O senhor vai pagar ou vai negar?
– Eu já estou em contato com alguns escritórios importantes aqui do Estado para ver se algum deles pode nos ajudar nisso, para fazer uma auditoria.
JÁ – O Estado tem futuro com o Brasil submetido ao rentismo?
– Sem enfrentar a questão da dívida, não tem como governar. Na pior de todas as hipóteses, a União tem que pagar os 52 bilhões que está devendo da Lei Kandir. Eu não acredito que este Estado vire capacho. Meu livro objetiva espalhar esta situação para nível nacional e juntar uma força para exigir que a União faça o que deve e não fez. Ela não só está cobrando uma dívida de um crédito que não tem, como está se negando a pagar o que deve. E a União pode pagar. Tanto que está propondo um acordo para os estados ficarem seis anos sem pagar. Se pode ficar seis anos sem receber, qual é o problema?
Chega a 50 o número de policiais assassinados no Rio este ano
Um cabo na PM, morto a tiros em Botafogo, na Zona Sul, no fim da noite desta quarta-feira, eleva para 50 o número de policiais assassinados no Rio de Janeiro este ano. No ano passado, de janeiro a dezembro foram 123 policiais vitimados.
No caso desta quarta-feira, tudo indica que foi uma tentativa de assalto.
Sem uniforme, o PM Rafael Silva Estevão estava em um Kia Serato, de cor branca. Segundo o relatos, a vítima saía do veículo no momento que foi surpreendida pelos bandidos. Ele tentou se desvencilhar do assaltante, mas um comparsa, também armado, disparou diversas vezes. Rafael foi atingido nas costas e morreu no local.
Não houve troca de tiros, segundo policiais. A arma da vítima estava escondida dentro do carro que ele dirigia, assim como sua carteira de identificação. Colegas acreditam que ele tenha saído do veículo para evitar que os bandidos encontrassem a arma e o documento e o identificassem como policial.
O cabo foi o segundo policial militar morto na quarta-feira no Rio. Pela manhã, o sargento Robert Nogueira de Almeida, 42 anos, não resistiu aos ferimentos após ser baleado em Cascadura, na Zona Norte do Rio. Ele tinha acabado de sair de casa e passava de moto pela Rua Souto, próximo à esquina com a Rua Clarimundo de Melo, quando foi abordado por assaltantes, que também estavam em uma moto.
Na ação, os bandidos encontraram a carteira de identidade funcional do praça e, em seguida, atiraram. Robert morreu no local. O sargento era lotado no Comando de Polícia Pacificadora (CPP) e estava a caminho do trabalho quando foi assassinato.Gerdau ainda é a grande empresa mais lembrada pelos gaúchos
Apesar da exposição negativa nos últimos anos, quando viu pela primeira vez sua marca centenária envolvida em denúncias de corrupção e amargou os primeiros prezuízos desde que era uma fábrica de pregos, a Gerdau continua sendo a primeira na lembrança dos gaúchos, como a grande empresa do Estado. .
Recebeu 10,8% das citações na pesquisa para o Top of Mind, da revista Amanhã de 2018, mantendo-se como a mais lembrada nas últimas 18 edições do prêmio.
Impressiona porque a Gerdau não é um grande anunciante, cuja marca esteja martelando a cabeça do consumidor.
A Tramontina, que tem presença maciça na mídia, ficou em segundo lugar com 7% das lembranças.
Os premiados foram anunciados num evento que renuiu cerca de 500 pessoas, na Sogipa, terça-feira 15.
O evento da revista Amanhã reúne há 28 anos líderes empresariais do Rio Grande do Sul, profissionais da área de marketing e comunicação para apresentar o resultado de sua pesquisa sobre as marcas e nomes mais lembradas pelos gaúchos.
Pioneira em pesquisa de lembrança espontânea de marcas no Brasil, Top of Mind identifica as marcas presentes na memória dos gaúchos e porto-alegrenses, em mais de 100 categorias.
O jornalista Jorge Polydoro, diretor da revista, falou sobre o prêmio. “Há 28 anos publicamos a pesquisa do Top, pioneira no Brasil, e a cada edição é um aprendizado. Nossa alegria é ver que as pessoas estão sempre comemorando como se fosse a primeira vez que essas marcas são lembradas”.
O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior falou destacando a importância das marcas que constroem o Rio Grande. “Eu sei que os senhores cumpriram e cumprem um grande papel, gerando emprego, tecnologia, pagando tributos”, elogiou.
Confira todos os resultados da pesquisa aqui
(http://www.topofmindamanha. com.br/caderno_top_2018.pdf)

