O Sindicado dos Bancários pediu uma nova investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a venda de ações do Banrisul, realizada no dia 27 de abril.
A suspeita agora é de uso de informações privilegiadas (insider trading) pela corretora BTG Pactual, para favorecer uma empresa subsidiária, que comprou a maior parte dos papéis do banco gaúcho..
A entrega do pedido de abertura de Processo Administrativo Sancionador (PAS) foi à chefe de gabinete da presidência da CVM, Catarina Campos da Silva Pereira, na manhã desta segunda-feira, 14/5, no Rio de Janeiro.
O documento foi entregue pelo presidente do SindBancários, Everton Gimenis e pelo advogado Fabiano Machado da Rosa, pelo coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, o deputado Zé Nunes (PT), e pelo deputado estadual Jeferson Fernandes (PT).
Um dos indícios que levaram o Sindicato a apresentar novos elementos a serem acrescentados ao processo administrativo já em andamento na CVM é a forma como a venda dos papéis foi operada na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, em 27 de abril.
Nesse dia, foram vendidas pelo governo do Estado, por intermédio da corretora BTG Pactual, 2,9 milhões de ações ordinárias ao preço de R$ 17,69 cada uma, totalizando R$ 52,5 milhões.
A CVM já apura a forma como ocorreu a venda. Esse valor foi 31% inferior ao preço dos papéis do dia anterior (R$ 25,66).
Reportagem especial de Zero Hora no fim de semana, expõe que as ações “entraram em leilão, por 10 vezes”, o que infringe parâmetros de instrução da CVM.
Da totalidade desses papéis com direito a voto, cerca de 65% ficaram com a Brasil Plural, uma espécie de subsidiária da BTG Pactual. A própria BTG teria ficado com quase 6% dessas ações na operação na Bolsa de Valores.
O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, lembra que todo o processo, quando analisado passo a passo, expõe inúmeras lacunas que não foram explicadas nem pelo governo estadual controlador do Banrisul.
“Começou um jogo de empurra, o que também pode revelar que está havendo algum tipo de discordância e algum tipo de efeito das denúncias que estamos fazendo”, disse Gimenes..
Foi entregue à CVM, segundo Gimenes, “um informe em que levantamos a existência de uso de informação privilegiada por parte de um agente financeiro que intermediou a venda de ações compradas pelos mesmos que intermediaram a venda dos papéis”.
O mais estranho, porém, pode ser explicitado pelo desempenho do Banrisul. O banco registra lucros recordes em cima de lucros recordes.
No ano passado, fechou com o maior lucro líquido de sua história, R$ 1,053 bilhão. No primeiro semestre deste ano, registrou lucro líquido de R$ 244 milhões, 90% superior ao mesmo período do ano passado.
Mais uma prova de que o banco público é competente e que não precisa ser vendido. “Queremos deixar claro para a sociedade que quem está fazendo a negociata é o governo Sartori. O banco tem corretora que poderia ter sido usada para negociar ações na Bolsa. Não precisa de intermediário”, acrescentou Gimenis, direto do Rio de Janeiro.
Além da venda rápida, o governo do Estado, anunciou publicamente que não mais venderia ações por fato relevante ao mercado.
Isso aconteceu em 6 de abril, dois dias úteis antes de o governo Sartori vender 26 milhões de ações sem direito a voto (10 de abril). Além disso, chama atenção o valor estipulado pela BTG do valor da ação em R$ 18, quando, no dia anterior, os papéis estavam sendo negociados acima dos R$ 19.
Também participa como autor da denúncia o diretor da Fetrafi-RS e funcionário do Banrisul, Carlos Augusto Rocha, acionista minoritário do banco público.
Para o advogado Fabiano Machado da Rosa, há indícios suficientes para o Sindicato atuar juridicamente e requerer investigação para a existência de um crime federal de “Inside Trading”, praticado por agentes que se beneficiam de informações privilegiadas.
“Entramos com mais uma ação na CVM agora requerendo investigação sobre a possibilidade do crime federal de Inside Trading possivelmente praticado por agentes públicos em conluio com o Banco BTG”.
Segundo o advogado, o fato precisa ser apurado com seriedade e responsabilidade, principalmente em se tratando do BTG, do conhecido André Esteves, que foi o maior doador das campanhas do PMDB em 2014”, explicou Fabiano.
Quem participou da entrega do documento:
Local: Presidência da Comissão de Valores Mobiliários do Ministério da Fazenda – localizada na rua Sete de Setembro, 111 / 32 andar – Rio de Janeiro
Participantes da Audiência: De Parte do Rio Grande do Sul: Deputado Estadual
Zé Nunes; Deputado Estadual Jeferson Fernandes; Presidente do Sindicato dos Bancários Everton Gimenes; Advogado Fabiano Machado da Rosa; Jornalista
Eliane Silveira; Economista Jorge Ussan
De parte da CVM: Chefe de Gabinete da Presidência Catarina Pereira ; Superintendente Geral da CVM; Alexandre Pinheiro dos Santos; Superintendente de Relações com o Mercado e Intermediários Franciso Santos; Superintendente de Relações com Empresas Fernando Vieira.
´(Com informações da Assessoria)
Autor: da Redação
SindBancários denuncia uso de informação privilegiada na venda de ações do Banrisul
Zoobotânica promove atividades no Dia do Fascínio pelas Plantas
A Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) irá promover atividades relativas ao Dia Internacional do Fascínio pelas Plantas na sexta-feira, dia 18 de maio. O evento ocorre simultaneamente em vários países, promovido pela European Plant Science Organization (EPSO), em parceria com organizações internacionais.
Serão realizadas oficinas e exposições no Jardim Botânico de Porto Alegre e visitas guiadas ao Museu de Ciências Naturais, a partir das 9 horas. Estarão disponíveis coleções de mamíferos, répteis, anfíbios, peixes, pássaros, insetos, moluscos e da paleontologia. As visitas acontecem também as seções de Conservação e Manejo e de Museologia e Educação Ambiental, ao herbário de microalgas e ao banco de cultura de cianobactérias.
A ação tem como objetivo mostrar para a sociedade em geral a importância da conservação de plantas através de sua integração com os distintos elementos de ecossistemas. Também busca demonstrar elementos fundamentais no desenvolvimento sustentável através da produção de alimentos e outras formas de usos, além de seu significado cultural.
As atividades são gratuitas, mas será cobrado ingresso dos participantes (R$6,00 para adultos e R$ 3,00 para estudantes). As inscrições devem ser feitas aqui.
Maiores informações pelos telefone (51) 33202027 e 33202097. E-mail: jbea@fzb.rs.gov.br
Programação:
Exposição: Plantas Fascinantes
Horário: das 10 às 16 h
Proponente: Seção de Coleções do Jardim Botânico/FZB
Local: Quiosque ao lado do Centro de Visitantes do Jardim Botânico/FZB
Oficina: Monte seu herbário
Horário: 9 h às 9h40
Proponente: Msc. Rosana Senna (Seção de Botânica do Museu de Ciências Naturais/FZB)
Local: Museu de Ciências Naturais/FZB
Palestra: História Natural das Orquídeas
Horário: 10 h
Proponente: Dr. Rodrigo Singer (Departamento de Botânica/UFRGS)
Local: Centro de Visitantes do Jardim Botânico/FZB
Roteiro de visitação para observação de abelhas nativas sem ferrão e suas relações com a vegetação do Jardim Botânico
Horário: 10h30
Proponente: Dra. Sidia Witter (Secretária de Agricultura) e Dra. Josy Matos (Seção de Conservação e Manejo do Museu de Ciências Naturais/FZB)
Local de saída do grupo: Centro de Visitantes do Jardim Botânico/FZB
Visita Orientada ao Banco de Sementes do Jardim Botânico
Horário: 13 h 30
Proponente: Dr. Leandro Dal Ri (Banco de Sementes do Jardim Botânico/FZB)
Local de saída do grupo: Centro de Visitantes do Jardim Botânico/FZB
Palestra: Cactos do Rio Grande do Sul
Horário: 14h30
Proponente: Msc. Ricardo Aranha Ramos (Seção de Geoprocessamento do Museu de Ciências Naturais/FZB)
Local: Centro de Visitantes do Jardim Botânico/FZB
Visita Orientada ao Banco de Cultura de Cianobactérias
Horário: 15 h
Proponente: Dra. Vera Werner (Seção de Botânica do Museu de Ciências Naturais/FZB)
Local: Museu de Ciências Naturais/FZB
Oficina de Mandalas com elementos de natureza vegetal
Horário: 15h30
Proponente: Msc. Rosana Senna (Seção de Botânica do Museu de Ciências Naturais/FZB)
Local: Centro de Visitantes do Jardim Botânico/FZB“Cirandô” é a atração do Chapéu Acústico, na Biblioteca do Estado
O projeto Chapéu Acústico proporcionará um passeio pela poesia, tradição oral e folclore brasileiros, na terça-feira, 15/05, a partir das 19h, na Biblioteca Pública do Estado, com o espetáculo “Cirandô”. A produção da Casa Elétrica tem entrada gratuita ou mediante contribuição espontânea.
Em março de 2016, em um reencontro musical Cláudia Braga e Luciana Prass iniciaram a construção de “Cirandô”, mas sentiram falta de sonoridades e convidaram Nise Franklin para se juntar ao projeto. Em seguida conversaram com Áurea Baptista para a direção e em outubro de 2017 Marta Schmitt se juntou ao grupo. Todas já se cruzaram em trabalhos com a produtora Casa Elétrica, seja nos espetáculos “Pitocando” e “Maria Vai com as Outras” ou no livro “Clube do Guri”.
No repertório escolheram canções de tradição oral para misturar com José Miguel Wisnik, Jacob do Bandolim, Noriel Vilela, Geraldo Pereira e Luiz Gonzaga. O espetáculo de música traz sons, cores e texturas pensados à luz de Adélia Prado e Guimarães Rosa. Neste espaço musical é possível costurar congada, samba e baião, misturando voz às cordas do cavaco, do cello e do violão, do acordeon, do teclado, das percussões e perfumarias musicais.
O espetáculo estreou no dia 15 de dezembro de 2016 e foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música como Melhor Espetáculo. “Apresentamos histórias cantadas, com suavidades amargas e cruezas delicadas no agridoce do folclore musical e das canções brasileiras. Uma ciranda única que Cirandô”, definem suas criadoras.
REPERTÓRIO:
– Dona Mariquinha – Mestre Verdelinho
– Primavera – José Miguel Wisnik
– Campo – Abel Carlevaro
– O amor daqui de casa – Gilberto Gil
– Toneladas sixteen – Merle Travis, versão de Noriel Vilela
– Dona tá reclamando – Domingos Minguinho
– Serena – Ivete
– Baiãozinho – Luciana Prass/Cuitelinho – domínio público
– Xote das meninas – Luiz Gonzaga e Zé Dantas/Mulher rendeira – Lampião
– Doce de Coco – Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho
– Escurinha – Geraldo Pereira e Arnaldo Passos
– Vai – Tom Zé
– Acertei no milhar – Wilson Batista e Geraldo Pereira
– Cangoma – domínio público
SERVIÇO:
Dia: 15 de maio de 2018 (terça-feira);
Hora: a partir das 19h;
Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190).Nova lei que libera agrotóxicos volta à votação na Comissão Especial da Câmara
A Comissão Especial que discute mudanças na Lei dos Agrotóxicos na Câmara dos deputados volta a se reunir nesta terça feira, 15.
Há quinze anos a bancada ruralista tenta aprovar uma nova lei, que simplifica o processo de aprovação para o uso de agrotóxicos nas lavouras.
A ´proposta inicial foi apresentada em 2001 pelo então senador Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura. A mudança é polêmica e enfrenta resistência acirrada de todos os movimentos ambientalistas e até mesmo do Ibama.
Há dois anos está em discussão na Comissão Especial da Câmara.
O deputado Luiz Nishimori, do PR, tentou votar o relatório favorável às mudanças, nas duas últimas sessões da comissão, mas não conseguiu. O assunto divide opiniões entre ambientalistas e a bancada ruralista. Houve tumulto.
“Com essa lei vamos trazer novos produtos, novas substancias, vai ser menos aplicação. Ele terá tranquilamente um bom produto para que o agricultor possa aplicar menos e ter segurança maior”, disse o deputado Luiz Nishimori ao G1.
Pela nova proposta, a liberação de agrotóxicos ficaria centralizada no Ministério da Agricultura. Anvisa e Ibama, cujas licenças hoje são obrigatórias, apenas darão pareceres.
A diretora de qualidade ambiental do Ibama, Jacimara Machado, disse que “a nova lei é permissiva demais”.
Sua declaração ao G1:
“Não tem como a gente avaliar o que vai chega pra gente em termos de estudos, não tem como a gente fazer essa comparação, então os riscos podem ser enormes, até a perda de biodiversidade, como a contaminação do rio e de solo”.
Segundo ambientalistas, essa nova lei desmonta toda uma legislação construída a partir de 1989, com a aprovação da lei atual, que designou os antes chamados “defensivos agrícolas” como “agrotóxicos”. A nova lei muda até o nome, para “fitossanitários”.
Caso Marielle: ministro está confiante, mas polícia tem poucas pistas
Políticos e milicianos foram os mandantes. Policiais e ex-policiais foram os executantes do crime.
Esta é a tese que orienta as investigações depois de 60 dias do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro.,dia 14 de março. Mas até agora não há uma conclusão.
A pista mais consistente foi fornecida por um delator apresentado por três delegados federais no fim de abril.Integrante de uma milícia, o delator estava ameaçado pelo líder que está preso. Por isso pediu proteção à polícia e prometeu falar.Seu nome não foi revelado. Entre os dias 30 de abril e 4 de maio, ele prestou três depoimentos a policiais da Divisão de Homicídios do RJ: dois no Círculo Militar, na Urca, na Zona Sul do Rio, e um na própria delegacia na Zona Oeste da cidade.
Seu depoimento envolve mais de 10 pessoas, entre elas o ex-PM, Orlando de Oliveira Araújo, que comanda da cadeia uma milícia na Zona Oeste do Rio, e do vereador Marcello Siciliano (PHS), com base eleitoral na mesma região da cidade. Os dois últimos como mandantes das mortes.
“O que eu posso dizer é que esses e outros são investigados e que a investigação do caso Marielle está chegando à sua etapa final, e eu acredito que em breve nós devemos ter resultados”, disse na sexta-feira o ministro da Defesa, Raul Jungmann.O ex-PM conhecido como Orlando Curicica está no presídio de Bangu 1, considerado de segurança máxima. Está em regime disciplinar diferenciado (RDD), ficando dentro da cela 22 horas seguidas com duas horas de banho de sol. Ele divulgou um bilhete em que diz não conhecer o vereador Siciliano e nunca ter ouvido falar de Marielle Franco.
(Com informações da RBA)
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Instituto Herzog lança campanha pela revisão da lei que anistiou torturadores
O documento da CIA revelado esta semana, mostrando o envolvimento do ex-presidente Geisel e a cúpula do regime militar com os crimes cometidos nos porões da ditadura fez ressurgir o movimento pela revisão da lei que anistiou também os torturadores e assassinos que agiram dentro do aparelho de Estado
Segundo o Instituto Vladimir Herzog (IVH):”É mais uma prova de que não houve porões da ditadura; e sim uma política de Estado de terror, desaparecimentos forçados e assassinatos”.
Em nota, a entidade afirma que as informações reforçam “de maneira incontestável” as conclusões da Comissão Nacional da Verdade, em especial quanto à necessidade de uma reinterpretação da Lei da Anistia (Lei 6.683, de 1979).
“A anistia concedida a agentes públicos que ordenaram detenções ilegais e arbitrárias, torturas, execuções, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres – como o documento do Departamento de Estado dos Estados Unidos atesta – é incompatível com o direito brasileiro e a ordem jurídica internacional, pois tais crimes, dadas a escala e a sistematicidade com que foram cometidos, constituem crimes contra a humanidade, imprescritíveis e não passíveis de anistia”, afirma o instituto.
Por isso, acrescenta o IVH, torna-se urgente rever a lei: “Da forma em que está estabelecida, ela perpetua a impunidade, propicia uma injustiça continuada, impedindo às vítimas e a seus familiares o acesso à justiça, e afronta o dever do Estado de investigar, processar, julgar e reparar as gravíssimas e generalizadas violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar”.
O instituto também considera inaceitável a explicação ainda adotada pelas Forças Armadas, que fala em “atos isolados” ou “excessos”.Só em 2020 Porto Alegre terá Mercado Público restaurado
Nesta segunda feira, quase cinco anos depois do incêndio que destruiu o segundo andar do Mercado Público de Porto Alegre, começam as obras de recuperação do prédio histórico, por onde passam mais de 100 mil a cada dia.
Pelo acordo entre a prefeitura e a Associação do Comércio do Mercado Público Central, que fez o projeto e vai executar a reforma, o prazo para conclusão das obras é 18 meses, a contar da assinatura, que foi no dia 4 de maio.
A exigência de um novo Plano de Prevenção e Proteção contra Incendio (PPCI) pelo corpo de bombeiros talvez aumente os custos da reforma, mas não atrasará o andamento dos trabalhos, segundo a Ascomecp.
Se o prazo for cumprido, o Mercado parcialmente interditado desde julho de 2013, só será entregue por inteiro à cidade no início de 2020.Presidente do IAB faz alerta sobre eleições no Conselho do Plano Diretor
A revisão do Plano Diretor de Porto Alegre foi o tema do presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil -RS, Rafael Pavan dos Passos, na Tribuna Popular da Camara Municipal na quinta-feira (10/5).
Ele disse que a principal preocupação dos arquitetos é a eleição para os membros do Conselho do Plano Diretor.
As eleições, para as regiões de planejamento, já foram realizadas há mais de um mês, porém os resultados ainda não foram publicados.
De acordo com Passos, o atraso se deve ao fato de o resultado não ser o esperado, com significativa mudança na composição do conselho, sobretudo quanto à representatividade de profissionais que não eram, até então, propriamente representadas, como arquitetos, urbanistas, engenheiros e economistas.
“Estamos preocupados, a eleição já devia ter ocorrido no ano passado. São meses de atraso que postergam uma gestão que deveria ser de dois anos, preocupa-nos sua legitimidade”, disse Rafael dos Passos.
Ele ainda alertou que este atraso afeta o Conselho Municipal do Desenvolvimento Urbano, órgão incumbido de discutir a revisão do Plano Diretor.
“Os eleitos aguardam sua posse para realizar este debate qualificado com a sociedade civil sobre nosso planejamento urbano. Qual a cidade que queremos? O Plano Diretor prevê uma cidade compacta. Estamos expandindo-a, espalhando-a. Estamos ignorando diretrizes de desenvolvimento sustentável, tornando a cidade economicamente injusta e ambientalmente perigosa para o futuro. Princípios internacionais de políticas urbanas estão em xeque”, disse.
Solicitou que a Câmara não aprove pequenas alterações no Plano Diretor sem o devido debate. Segundo ele, é preciso que se veja a cidade como um todo, abrir mão do planejamento apenas privilegiará pequenas partes, não o todo.
Também criticou aspectos técnicos do setor que precisam ser revistos e influenciam no município. Denunciou que o sistema de licenciamento está desatualizado, afetando o dia-a-dia da cidade.
Rafael também anunciou que, juntamente com o Crea/RS, questiona a reforma do Centro de Eventos, que está sendo realizada por um pregão eletrônico de aproximadamente R$ 3 milhões.
“Como se fosse a aquisição de clipes de papel. Arquitetura não funciona assim, é um trabalho intelectual. Queremos que se suspenda este pregão. Acreditamos que existe muita gente competente no município para se elaborar um concurso público excelente”, afirmou.
Um grandioso Brahms, em concerto da Ospa
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) e seu Coro Sinfônico apresentam uma das mais grandiosas obras de Johannes Brahms em concerto na sua Casa da Música. No dia 12 de maio, sábado, às 17h, os músicos interpretam o Réquiem alemão sob a batuta do maestro Manfredo Schmiedt, após quase sete anos sem executá-lo. A exibição conta com as participações especiais da soprano belenense, radicada em Porto Alegre, Raquel Fortes, e do barítono uruguaio Alfonso Mujica. Os ingressos à venda podem ser encontrados por alores entre R$ 10 e R$ 80 em www.ospa.org.br ou no local, no dia do evento, das 14 às 17h.
Na ocasião, a Ospa presta homenagem à memória de Eva Sopher, falecida neste ano, uma grande incentivadora da cultura porto-alegrense e da orquestra. A Casa da Música da Ospa fica no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Av. Borges de Medeiros, 1501 – Centro/Porto Alegre).
Textos da Bíblia
Um dos ícones do Romantismo, Brahms (1833 – 1897) escreveu o “Réquiem alemão” entre 1865 e 1868. A estreia aconteceu na Catedral de Bremen. O compositor, que era luterano, reuniu textos da Bíblia da tradução alemã de Martinho Lutero, diferenciando-se de uma tradição musical de séculos ao não optar pelo uso de qualquer trecho em latim. “Brahms usa a tradução para que o povo possa compreender o verdadeiro significado de cada passagem bíblica”, conta o maestro. No concerto da Ospa, haverá a projeção dos textos traduzidos para o português, simultaneamente à execução musical.
Manfredo compartilha mais detalhes sobre a peça: “Encontramos como cerne desse réquiem a preocupação com o consolo aos que sofrem, a vitória da vida eterna em relação à morte, e a graça de Deus”. O maestro comenta, ainda, que o Coro Sinfônico da Ospa está se preparando com numerosos ensaios para superar todos os desafios que essa obra impõe, “não somente para conseguir as nuances necessárias, mas também para alcançar a resistência física, pois os cantores entoam a música ininterruptamente por mais de 1 hora e 15 minutos”, afirma.
SERVIÇO
Concerto da Ospa | Série Pablo Komlós
Quando: 12 de maio, sábado
Horário: 17h
Local: Sala de Concertos da Casa da Música da Ospa
Av. Borges de Medeiros, 1501 – Centro Administrativo Fernando Ferrari
Da Restinga ao Theatro São Pedro, Palco Giratório do Sesc oferece espetáculos variados
Intensidade, emoção e diversão marcam a programação do 13º Festival Palco Giratório Sesc/POA deste final de semana.
Entre os destaques está o musical “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”, da Cia. Barca dos Corações Partidos (SP). O enredo simples, característica da literatura de Ariano Suassuna (escritor homenageado pela peça), se engrandece diante das narrativas cênicas, figurino, repertório e cenografia. O espetáculo, que ganhou o 30º Prêmio Schell de Teatro em três categorias e foi destaque nesta quarta-feira com quatro troféus no 12º Prêmio APTR, será neste sábado e domingo (12 e 13/05), no Theatro São Pedro. O Festival segue até 26 de maio, com diversas atrações.
Outra opção para o fim de semana é a peça “Tom na Fazenda”, com direção de Rodrigo Portella. O trabalho que rendeu diversos destaques, como o de melhor direção e melhor ator no 30º Prêmio Schell de Teatro, trata sobre o preconceito de gênero enraizado na sociedade. O espetáculo ocorre no sábado e domingo (12 e 13/05), no Teatro Renascença. É indicado para pessoas acima de 18 anos e tem duração de 120 minutos.
No sábado e domingo (12 e 13/05), às 19h, será encenado o espetáculo “Tripas”, na Sala Álvaro Moreyra. Com texto e direção sensíveis de Pedro Kosovski, Ricardo Kosovski interpreta o próprio drama, em um monólogo visceral que dialoga sobre a relação de pai e filho, fios que se enrolam, confundem e rompem. A peça foi contemplada com o 30º Prêmio Schell de Teatro na categoria Inovação.
Outro destaque é “Insetos”, roteirizado, dirigido e estrelado por um time renomado da dramaturgia. O autor Jô Bilac, criador de mais de 20 montagens e vencedor de diversos prêmios, utiliza a narrativa fabulesca para dialogar sobre questões políticas da sociedade contemporânea. O texto ganha vida sob a direção do dono de mais de 140 prêmios – como o 30º Prêmio Schell de Teatro, Rodrigo Portella. A peça pode ser conferida na sexta-feira e sábado (11 e 12/05), no Teatro do Sesc. Os ingressos para o dia 11/05 já estão esgotados. Para os amantes da dança, as dicas são “Como manter-se vivo”, de Flavia Pinheiro (PE), e “Caverna”, da Cia. de Dança de POA (RS), ambos na sexta-feira (11/05). As apresentações serão às 19h, na Sala Alvaro Moreyra, e 21h, no Teatro Renascença, respectivamente.
Teatro de Rua na Restinga
No sábado (12/05), a comunidade da Restinga poderá curtir uma tarde de cultura e diversão com a peça “Os Cavaleiros da Triste Figura”, do Grupo Teatral Boca de Cena (SE). A releitura da obra Dom Quixote é um convite para a toda família. Oriundo da periferia de Aracaju, o coletivo precisou lutar para construir a própria sede, onde, hoje, realiza atividades teatrais e ajuda a transformar a realidade ao redor pela arte. A montagem será encenada às 15h, no Centro Cultural Multimeios Restinga, e tem entrada franca.
INGRESSOS: Os ingressos estão à venda em todas as Unidades Sesc do Estado e também pelo site online em www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio. Com o intuito de promover o acesso à cultura, o evento oferece ingressos com valores a partir de R$ 10, além de atividades gratuitas. Para pessoas que possuem o Cartão Sesc/Senac na categoria Comércio e Serviços, o ingresso é R$ 10; para Empresários com o Cartão Sesc/Senac, R$ 15; e R$ 20 para público em geral.
