Autor: da Redação

  • Gaúcho poderá responder sobre privatização de estatais na hora de votar

    Se a Assembléia Legislativa aprovar o projeto do governador Sartori, o plebiscito para decidir sobre a privatização de estatais será realizado junto com as eleições de outubro.
    Além do voto para deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República, o eleitor gaúcho terá que reponder sim ou não a três perguntas.
    1. Você autoriza a privatização ou federalização da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações (CEEE-Par), Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT) e Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D)?
    2. Você autoriza a privatização ou federalização da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás)?
    3. Você autoriza a privatização ou federalização da Companhia Riograndense de Mineração (CRM)?
    Para que seja viabilizado, o plebiscito e as perguntas terão que ser aprovados em plenário.
    Mas há um outro obstáculo que o governo precisa remover antes: reduzir o limite para aprovação do plebiscito, antes da eleição.
    Para isso já está no legislativo o projeto 69/2018, que prevê que a autorização legislativa para plebiscito possa ser feita em até 90 dias antes das eleições.
    Pela legislação em vigor, de 1991,  a autorização deve ser dada em até cinco meses antes das eleições.
    No ofício protocolado no parlamento, é destacado o fato de que “o Rio Grande do Sul vive um momento histórico, de escolha entre o Estado atual e um Estado moderno, com capacidade de investir e de prestar um serviço público com mais qualidade”.
    O texto destaca ainda que as medidas adotadas até então foram importantes na busca de um ambiente de bem-estar social e que outras ações ainda precisam ser implementadas para o atingimento de melhores indicadores na prestação dos serviços públicos.
    Ao propor um “inédito processo de democracia direta e participativa”, o governo ressalta a impossibilidade do aporte de investimentos públicos junto ao Grupo CEEE, à CRM e à Sulgás, aptos e suficientes a sanear, respectivamente, o desequilíbrio financeiro e estrutural; o déficit operacional e alto custo para extração do carvão local; e alavancar a ampliação do fornecimento de gás, principalmente para a área industrial.
    Por fim, o ofício salienta que não haverá ônus ao Estado para a execução do plebiscito devido ao fato de o mesmo poder ser realizado juntamente com a eleição.
    Foto: Sofia Wolff/Especial Palácio Piratini

  • Imprensa livre, sempre

    Vilson Antonio Romero (*)
    Lamentável que tenhamos que prantear mais vítimas neste 3 de maio, Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.
    Apesar de a data celebrar o direito de todos os profissionais da mídia de investigar e publicar informações de forma livre e isenta, os cenários nacional e internacional seguem extremamente preocupantes.
    A edição deste ano do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), deixa evidente que há um recrudescimento do ódio ao jornalismo e aos jornalistas, num atentado claro à democracia e à Declaração Universal dos Direitos Humanos.
    Declaração esta que reza, em seu artigo XIX, que: “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.
    Os recentes atentados do final de abril no Afeganistão são a demonstração mais terrível do quão penosa e mortífera é a atividade dos profissionais da comunicação.
    Dez jornalistas e fotógrafos foram assassinados em ataques coletivos e individuais, num único dia na capital Cabul e em localidades afegãs.
    Mesmo assim, não podemos nem devemos esmorecer.
    Temos que seguir na luta constante em defesa do bem informar, tentando cada vez mais aproximar o Brasil e o mundo daquilo que representam hoje Noruega, Suécia e Holanda que ponteiam a classificação mundial da liberdade do trabalho da imprensa, como países modelares do bem informar e da atuação livre dos jornalistas.
    Entre 180 países analisados estamos muito longe da metade do caminho. O Brasil avançou em 2018 uma posição, passando para 102ª. posição, sendo enquadrado como um país com “ambiente de trabalho cada vez mais instável”.
    A RSF realça que “a ausência de um mecanismo nacional de proteção para os repórteres em perigo e o clima de impunidade – alimentado por uma corrupção onipresente – tornam a tarefa dos jornalistas ainda mais difícil no Brasil.
    Em um contexto de forte instabilidade política, ilustrado pela destituição de uma presidente em 2016 e pela incerteza que envolve a corrida presidencial de 2018, a liberdade de informação está longe de ser uma prioridade para os poderes públicos”.
    A organização se vale também do levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que registrou 99 casos de violência contra profissionais da comunicação em 2017.
    Ainda há muito a ser feito, mas a sociedade deve permanecer atenta, com os poderes constituídos e organizações sociais articuladas e vigilantes, pois o que está em jogo é o seu direito de ser bem informada sobre o que ocorre no país e no mundo. Imprensa livre sempre!
    (*) Jornalista, diretor de Direitos Sociais da Associação Riograndense de Imprensa  (ARI) e conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) – imprensalivre@ari.org.br
     

  • IAB discute mudanças no licenciamento de projetos em Porto Alegre

    As mudanças no licenciamento de projetos na Prefeitura Municipal de Porto Alegre serão apresentadas nesta quarta-feira (02/05), às 19h30min, no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS).

    Será uma palestra  com a participação de André Granzotto Gewehr – Engenheiro Civil e técnico do Escritório de Licenciamento, de Letícia Klein – Arquiteta e Supervisora de Edificações, de Maria Cristina Cademartori – Arquiteta e Diretora Geral do Escritório de Licenciamento e de Patrícia Tschoepke – Supervisora de Desenvolvimento Urbano.

    Um dos principais objetivos do projeto do novo Escritório de Licenciamento, vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, é a priorização da celeridade, transparência e excelência na condução de suas atividades. Os processos, a estrutura e a tecnologia da informação são importantes ferramentas para suportar estas mudanças. Durante esse encontro, serão abordadas as melhorias que já foram implementadas, os projetos atualmente em desenvolvimento e os planos para o futuro.
    Solar do IAB RS (Rua General Canabarro 363, Centro Histórico. POA)
     
     

  • Temer faz teste de popularidade e é vaiado e hostilizado em São Paulo

    O presidente Michel Temer jogou uma cartada decisiva para suas pretensões a candidato na eleição de outubro.
    Compareceu de surpresa no local do incendio que fez desabar um prédio de 24 andares no centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira.
    Mais de 150 familias moravam no prédio abandonado. Uma morte foi confirmada, quatro pessoas estão desaparecidas.
    Por volta das 10h, Temer desceu de um carro preto e cercado por repórteres disse que estava ali “para prestar apoio às vítimas”. Assim que o identificaram, os moradores se revoltaram e passaram a xingá-lo de “golpista”, arremessando objetos contra a comitiva do presidente.Ele deixou o local às pressas.

    O fotógrafo Nelson Antoine da AP foi o único que registrou : o segurança teve que erguer uma pasta-escudo para proteger Temer

    Temer confirmou que “lamentavelmente” o prédio pertence à União.
    Cercado pelos seguranças, Temer saiu apressadamente sem responder a algumas perguntas dos jornalistas. A reação popular confirma o que dizem as pesquisas: apenas 8% dos eleitores consultados confiam no presidente.
    Analistas de O Globo avaliaram que o episódio enterrou de vez a candidatura Temer.
     

  • Incêndio em São Paulo: Conselho de arquitetos pede política habitacional para evitar novas tragédias

    Nota do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo sobre incêndio e desabamento de edifício no centro da capital: 
    Entidade representativa dos arquitetos e urbanistas pede urgência na implementação de uma política consistente para habitação e patrimônio cultural
    “O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo se solidariza com as famílias das vítimas do incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida e lamenta que a tragédia torne explícito mais um exemplo do descaso do Poder Público, em todas as esferas, com o atual quadro urbanístico das nossas cidades e com ausência recorrente de uma Política Habitacional Nacional consistente aliada a preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo.
    O edifício, projetado pelo arquiteto Roger Zmekhol, em 1961, era um dos melhores exemplos da arquitetura moderna na cidade e foi tombado, em 1992, pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.
    No entanto já estava degradado por abandono, falta de manutenção e sucessivas ocupações informais e outras organizadas.
    Sem se entenderem, o governo, nas diversas esferas e a Justiça permitiram que o cenário fosse se perpetuando, o que adiou sua possível recuperação e nova destinação, com potencial para amenizar a precária situação habitacional do centro e dar melhor uso à infraestrutura da região.
    Há muitas outras construções em situação idêntica na área. Antes que novas tragédias aconteçam, é hora de uma ação política urbana articulada, séria e eficaz a respeito. Não apenas pelos edifícios icônicos, mas sobretudo por justiça social”.
    (O CAU/SP representa 50 mil arquitetos e urbanistas atuantes em todo Estado e faz parte do conjunto autárquico encabeçado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil.)
    Para mais informações:
    Assessoria de Comunicação Integrada do CAU/BR
    Júlio Moreno (julio.moreno@caubr.gov.br)
    (61) 3204-9514 / (61) 99553-7451
    Leonardo Echeverria (leonardo.echeverria@caubr. gov.br)
    (61) 3204-9514 /(61) 99394-1587/3204-9514

  • Gleisi vai ao acampamento e lê carta de Lula

    A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, foi ao acampamento Marisa Letícia, em Curitiba, na noite desta segunda-feira, 30/04. Gleisi leu uma carta escrita pelo ex-presidente Lula dirigida aos apoiadores, principalmente às vítimas do ataque a tiros sofrido no último sábado. Na carta, Lula se disse indignado com “mais este ataque aos companheiros que lutam por justiça”.
    “Não sabemos ainda quem atirou contra vocês, mas sabemos que o gatilho foi preparado pelas forças que disseminam o ódio e a violência política em nosso país. As mesmas que provocaram a morte de Marielle e Anderson.”
    O ex-presidente afirmou que, em 50 anos de vida política, nunca presenciou nada parecido com o momento que o país vive. Lula fez críticas à Rede Globo, a quem acusou de publicar mentiras sobre o PT.
    Antes de ler a carta, Gleisi fez críticas à lava jato e repudiou a mais recente denúncia feita.pela PGR. Mais cedo, a PGR denunciou Lula, Palocci, Gleisi e seu marido, Paulo Bernadro, por corrupção e lavagem de dinheiro por repasses feitos pela odebrecht em 2010. Segundo a procuradoria, Marcelo Odebrecht colocou R$ 64 milhões à disposição do PT em troca de decisões do governo que favorecessem a empresa. O Partido nega.
    Após a fala, Gleisi posou para fotos com a militância e jantou macarrão com linguiça, o cardápio da noite no acampamento.

  • Do ‘Bom dia’ ao ‘Boa noite’, a incansável vigília de apoio a Lula

    Matheus Chaparini
    Desembarcamos às 7h30 no acampamento em apoio ao ex-presidente Lula, em Curitiba. É a décima sétima manhã de prisão do ex-presidente. É a décima sétima manhã seguida que o entorno da PF fica tomado por apoiadores que se dirigem ao local para desejar bom dia ao mais ilustre preso do país.
    Desde o acordo firmado entre movimentos sociais e entidades da segurança pública, no dia 16/04, o acampamento deixou de ser nas proximidades da PF e se mudou para um terreno particular alugado a pouco menos de um quilômetro. Assim, estabeleceu-se uma divisão entre o local da vigília – batizado de praça Olga Benário – e o acampamento Marisa Letícia.
    Das sete às oito é servido o café no acampamento. Após, a militância segue em marcha até o local da vigília, a esquina das ruas Guilherme Matter e Barreto Coutinho, cerca de 50 metros da sede Polícia Federal. Pontualmente, às 9h, ocorre o sagrado momento do “Bom dia, Lula”. “Neste horário, o presidente Lula se prepara psicologicamente para receber o nosso bom dia”, garante uma das lideranças que ocupava o microfone.
    Durante todo o dia, os militantes e suas camisas e bandeiras vermelhas se concentram na praça Olga, ignorando a alta temperatura do dia ensolarado. Ao microfone, se revezam lideranças de diversos estados, sempre exaltando os feitos dos governos petistas na área social.
    Um representante dos trabalhadores em transporte de São Paulo aproveitou seu discurso para defender o colega Jeferson Lima de Menezes, baleado na madrugada do último sábado em um atentado a tiros ao acampamento. O sindicalista cobrou providências do Judiciário do estado do Paraná e afirmou que Jeferson é pai de quatro filhos, um deles em tratamento contra leucemia e presidente do Sindicato dos Motoboys do ABC, liderando 20 mil trabalhadores. Ao recordar que o colega completava seus 39 anos na data, puxou um parabéns.
    Bisneto de escravos, filho de empregada, doutorando em História
    Doutorando em História e professor, Edilson Pereira Brito “bisneto de escravo, filho de empregada doméstica, consegui me tornar historiador graças aos governos Lula.” Ao longo de sua formação, Edilson foi beneficiado pelo que considera os quatro principais programas dos governos petistas para o ensino superior. Estudou com crédito estudantil, fez mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina, com bolsa do Governo Federal, prestou estágio do doutorado na Sorbonne, em Paris e, atualmente, leciona em um Instituto Federal.
    Durante o dia, há ainda aulas públicas, apresentações artísticas e pequenos blocos que se formam espontaneamente, criam uma canção e saem desfilando. É o caso do bloco ‘Ai que saudade do meu ex… Presidente Lula’ ou de um grupo que criou uma versão para Brasília Amarela, dos Mamonas Assassinas, que após o ‘Lula lá laiá’ conclui com um adjetivo pouco cortês – mas que rima com doidão – ao juíz Sérgio Moro. A mais representativa das paródias foi proferida por um sindicalista gaúcho que pediu licença aos colorados e largou um “até a pé nós iremos” que acabava em “com o Lula onde o Lula estiver.”
    Esta disposição parece muito clara entre os militantes. Quando questionados com o destino do acampamento e da vigília em caso de transferência de Lula, são unânimes: só vai aumentar a mobilização.
    No final da manhã uma fila se forma junto a uma tenda, são mais de 50 pessoas. É a fila para fazer o “registro histórico”, explica uma senhora. Ou seja, uma fila apenas para assinar o nome e registrar oficialmente a presença.

    Em um varal, estão expostos desenhos de crianças com mensagens de apoio ao ex-presidente. Ana Luisa da Silva desenhou Lula e escreveu “Obrigado por dar comida para quem necessita. Você é inocente.”
    Eu estava indo embora quando deram os tiros. Decidi ficar”

    “É um golpe de classe, é como se eles estivessem predestinados a dirigir o país, como se o Brasil fosse deles”, diz professor que há duas semanas está em Curitiba / JÁ

    Há duas semanas em Curitiba, o professor aposentado Geraldo Magela da Trindade, 64 anos, estava de malas prontas, na rodoviária, quando recebeu a notícia de que tiros haviam sido disparados contra o acampamento em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mudou de ideia.
    “Eu já estava na rodoviária e desisti de ir embora. Resolvi ficar porque o que não tem na nossa luta é covardia”, afirma. Trindade era um dos mais animados na caminhada desta segunda, que se dirigia à vigília. No peito, trazia estampada a frase “a casa grande surta quando a senzala aprende a ler”. O discurso combina com a estampa. “A elite brasileira não aceitou um projeto emancipador, popular e democrático no país. Pelo voto não conseguiram vencer, então tiveram de impedir o principal representante deste projeto. É um golpe de classe, é como se eles estivessem predestinados a dirigir o país, como se o Brasil fosse deles.”
    A programação segue ao longo de toda a tarde. O público se reveza, mas não reduz em número. São algumas centenas de camisas vermelhas. A programação de todos os dias encerra com o Boa Noite, Lula, às 19h. Amanhã cedo, quando Lula acordar, todas estas pessoas estarão de volta.

  • Indígena é presa no Brique por estar com macaco de estimação

    Uma mulher da etnia  Mbyá-guarani  foi presa na manhã deste domingo (29) no Brique da Redenção porque  estava com um pequeno macaco em sua companhia. Segundo o psicólogo Alexandre Missel, que testemunhou o  fato, a prisão aconteceu  perto das dez horas, porque uma mulher carregando um cachorrinho na coleira, começou a gritar  sobre o crime que a indígena estaria  cometendo  aprisionando um animal silvestre e a denunciou a um guarda municipal que estava passando.
    A indígena recebeu voz de prisão do agente e, desorientada, foi levada para a Polícia Federal junto com o macaco, seu filho e seu companheiro Marcos que vive na comunidade Guarani de Maquiné. Segundo a assessoria de imprensa da Guarda Municipal a indígena foi presa em flagrante por estar vendendo o macaco e recolhida com o animal para a polícia Federal por tratar-se de crime contra a natureza.
    Conforme Marcos, seu companheiro, ela não estava vendendo o macaquinho, mas o tinha como animal de estimação, fato que ocorre normalmente nas tribos brasileiras que convivem com os animais silvestres até domesticando-os. Ele disse também que ela não falava português direito, por isso iria acompanhá-la até a Policia Federal .
    A assessoria de comunicação social da Polícia Federal divulgou que “a mulher foi levada à Superintendência da PF pela Guarda Municipal, onde foi lavrado um termo circunstanciado e posteriormente ela foi liberada. O animal foi encaminhado ao Ibama”.

  • Polícia acredita que um único atirador fez os disparos contra o acampamento em Curitiba

    A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) divulgou na tarde deste sábado (28), as primeiras imagens que mostram a ação do atirador que disparou contra o acampamento pró-Lula em Curitiba. Uma pessoa foi baleada no pescoço outra ferida levemente por estilhaços.

    Nas imagens registradas por câmeras de segurança, o suspeito caminha em direção ao acampamento e atira. Em seguida ele volta pela mesma rua e atira mais uma vez antes de fugir.

    No local, foram encontrados seis cartuchos de munição de calibre 9 milímetros.

    A Polícia Civil acredita que o homem agiu sozinho e trata o caso como tentativa de homicidio. Ninguém foi preso.

     Um dos tiros feriu no pescoço o sindicalista Jefferson Lima de Menezes, de 39 anos, que está internado na UTI do Hospital do Trabalhador, em Curitiba.
    Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado do Paraná (Sesa) seu estado é “estável, necessita de ventilação mecânica, recebe pouca sedação e tem um bom nível de consciência”.

    Além dele, uma mulher foi atingida no ombro pelos estilhaços causados por um outro tiro, que atingiu um banheiro químico. Ela ficou levemente ferida.

    Os movimentos sociais e sindicais reunidos em Curitiba em vigília ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiram manter a agenda de programações culturais e políticas e os atos deste 1º de Maio.

    A segurança será reforçada e serão colocadas câmeras para registrar movimentos em torno do acampamento.

     

     

     

    Em Curitiba, polícia investiga tiros ao acampamento de apoiadores de Lula

    Em Curitiba, polícia investiga tiros ao acampamento de apoiadores de Lula

    Transferência

    Depois do caso, que gerou protesto por parte dos acampados na manhã deste sábado, a Procuradoria-Geral da Prefeitura de Curitiba (PGM) pediu pela segunda vez à 12ª Vara da Justiça Federal que o ex-presidente seja transferido da Superintendência da Polícia Federal.

    O grupo de movimentos sociais que apoiam Lula estão acampados em um terreno de 1.600 metros quadrados. Os manifestantes montaram o acampamento no local depois de firmar um acordo com a Sesp, o Ministério Público estadual (MP-PR) e a Polícia Federal.

    Acampamento fica a 800 metros da PF (Foto: Fábio Gomes/RPC)Acampamento fica a 800 metros da PF (Foto: Fábio Gomes/RPC)

    Acampamento fica a 800 metros da PF (Foto: Fábio Gomes/RPC)

    Ataques a ônibus

    Em 23 de março, um ônibus que participava da caravana de Lula foi atingido por dois tiros, entre Quedas do Iguaçu, no oeste do estado, e Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná.

    laudo do Instituto de Criminalística do Paraná, divulgado em 5 de abril, revelou que o veículo foi atingido por um tiro na lataria e outro em um vidro, além de ter dois pneus furados por “miguelitos”.

    De acordo com a perícia, somente um dos três ônibus periciados foi atingido e por dois disparos (Foto: Roberto Cosme/RPC)De acordo com a perícia, somente um dos três ônibus periciados foi atingido e por dois disparos (Foto: Roberto Cosme/RPC)

    De acordo com a perícia, somente um dos três ônibus periciados foi atingido e por dois disparos (Foto: Roberto Cosme/RPC)

    Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.

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      eu acho q é montagem…

  • Safra de soja injeta R$ 22 bilhões na economia gaúcha

    O encerramento oficial da colheita de soja no País reuniu autoridades estaduais, federais e municipais na Feira Nacional da Soja, em Santa Rosa, nesta sexta-feira.
    ,Foram apresentados os resultados finais da safra 2017/2018. Mais de 90 por cento da área plantada já foi colhida.
    Foram este ano 5,71 milhões de hectares plantados com soja no Rio Grande do Sul, 3,29% a mais que na safra anterior.
    Nos últimos 10 anos, a produção de soja no Estado cresceu 112,92%  (de 8,02 milhões de toneladas, em 2009, para 17,08 milhões de toneladas, em 2018), enquanto que a área plantada cresceu 49,35%.
    A produção deste ano, no entanto, é 8% menor do que a do ano passado (18,57 milhões de toneladas), por conta de fatores climáticos.
    Levando em conta o preço médio praticado no dia 26/04, o valor bruto da produção no RS equivale a um montante de R$ 21,59 bilhões.
    Estima-se que a produtividade média seja de 2,99 mil kg/ha (49,8 sacas/ha), 10% menor que a média da safra anterior. Apesar desta redução, a produtividade esperada é a segunda maior dos últimos 10 anos, ficando atrás apenas da média da safra passada.
    Entretanto, há uma variação significativa na produtividade em diferentes regiões do Estado, sendo que na região de Pelotas, por exemplo, a produtividade gira em torno de 1,7 mil kg/ha (28,9 sacas/ha), enquanto que na região de Santa Rosa, no Noroeste, chega a 3 mil Kg/ha (50,93 sacas/ha) e a região de Passo Fundo, no Norte, a 3,6 mil kg/ha (60,3 sacas/ha).
    PRODUÇÃO BRASILEIRA
    Na oportunidade, o engenheiro agrônomo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Calos Roberto Bestétti, apresentou dados da produção de soja no Brasil.
    Na estimativa da Conab, de abril de 2018, a área cultivada no país é de 35,08 milhões de hectares, com produção total estimada em 114,96 milhões de toneladas. A produtividade média que vem sendo atingida no Brasil é de 3,27 mil kg/há.