Autor: da Redação

  • Cartuns cercados por reclames fazem o sucesso do mensário Hienas

    Com dois terços de suas 16 páginas ocupados por anúncios, o jornal mensal Hienas completa no final deste ano seu 29º aniversário, configurando um raro “case” de sucesso no segmento de periódicos impressos distribuídos gratuitamente.
    O nome em homenagem ao animal selvagem africano supostamente dado ao riso não é o único detalhe exótico da publicação criada em Porto Alegre no final de 1989.
    Com tiragem de 20 mil exemplares e um público estimado em pelo menos 60 mil leitores, o mensário de 16 páginas preto-e-branco e tamanho A4 não apresenta textos nem fotos, somente piadas desenhadas e anúncios nas dimensões 6 cm x 6 cm.
    Por uma inserção, o Hienas pede atualmente R$ 174. Na edição de nº 305 (fev/março), manteve-se a média recente de 100 anunciantes, alguns novos, outros permanentes.
    Nunca época de crise da mídia impressa, não faltam motivos para o dono do Hienas dar risada. “Não sei de nenhum outro jornal no mundo que tenha a mesma fórmula editorial que adotei desde o início”, diz Claudio Spritzer, fundador do jornal.

    Spritzer nunca trabalhou em outro veículo/Reprodução

    Sem concorrente direto ou um similar, Spritzer tem na mão um negócio estável sustentado por alguns poucos parceiros (não há funcionários empregados): os montadores dos anúncios, a gráfica, os distribuidores e os cobradores.
    Permuta, uma tradição da mídia em geral, há apenas uma – com um restaurante frequentado habitualmente pelo próprio jornalista-editor-cartunista com a esposa Rosana e o filho Ian, estudante de publicidade de 20 anos.
    Além de ganha-pão, o Hienas é o eixo de grande parte da existência de Spritzer, nascido em 1961.
    O início foi difícil, como contou em O Domador de Hienas, livro de 400 páginas publicado em 2014 para comemorar os 25 anos do jornal.
    Nessa obra bem-humorada, cujos textos leves e diretos só pecam pelo uso aleatório das crases, ele revela que no começo precisou apelar até para a ajuda de duas tias que moravam sozinhas e lhe cederam o número de seu telefone fixo, pois ele não dispunha desse luxo da época.
    Felizes com a oportunidade de anotar recados e ajudar o sobrinho, as duas se tornaram personagens de cartuns.
    Num anúncio do jornal para promover seu “departamento comercial”, Spritzer grifou um lembrete alusivo às falhas auditivas das tias: FALE BEM ALTO.
    Livro traz os cartuns do autor e sua trajetória / Reprodução

    Além de mostrar dezenas de cartuns feitos pelo próprio Spritzer, o livro contou a trajetória profissional de Spritzer. Filho de médico, estudou medicina por dois anos até se convencer de que sua vocação era ser um microempresário focado na exploração do seu pendor para ser “o palhaço da turma”.
    Formado em comunicação social na UFRGS, trabalhou como músico de banda de rock, publicitário, editor de vídeos, comerciante de doces e promotor de festas antes de fazer o casamento do humor com a propaganda no Hienas.
    Enquanto tentava emplacar seu jornal comunitário, Spritzer lutou para mostrar seu trabalho como cartunista durante o boom do programa de Jô Soares, o que, de alguma forma, conseguiu; em seguida, trabalhou como redator do programa humorístico “Ô…Coitado!”, da TV Bandeirantes, com Moacyr Franco, mas sua principal experiência em TV foi a produção do programa do trapalhão Renato Aragão, na TV Globo, onde operou por vários anos.
    Com tantas vivências, ele pode ser definido como um cara multimídia. Ou um “self made man” individualista que nunca fez parte de uma redação de jornal ou rádio e não frequenta a confraria dos cartunistas de Porto Alegre (sua maior referência na área era o cartunista Canini, falecido em 2013; no campo internacional, sua maior inspiração veio de da revista Mad).
    Ele tampouco participa da associação dos jornais de bairro de Porto Alegre. Explica: “Não sou um jornal de bairro, o Hienas circula em vários bairros de Porto Alegre, em algumas cidades do litoral norte e pretende circular nas cidades turísticas da Serra Gaúcha”.
    Penetrar em Gramado e Canela é o próximo objetivo, mas sem pressa: se tudo der certo, talvez seja  atingido quando o Hienas estiver completando 30 anos, em 2019.

  • Ajuris expõe quadros de Graça Craidy como denúncia da violência contra a mulher

    O estupro coletivo de uma adolescente num morro do Rio de Janeiro, foi retratado em sete cenas pela artista plástica gaúcha Graça Craidy. A partir dessa terça-feira, 6, os quadros serão expostos pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris).

    Faz parte da programação “Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser – Inclusão e Empreendedorismo”, que inclui a realização de dois painéis.

    Usando basicamente as cores preta e vermelha, as obras artísticas são em acrílica sobre papel, com 99 x 69 cm. Entre as cenas, está a selfie em que um dos estupradores se mostrou nas redes sociais, com a vítima, uma adolescente de 16 anos à época, ao fundo.

    A exposição, denominada Estupro, será tem abertura, no mês dedicado às mulheres, às 18h30, na Pinacoteca da Ajuris (Rua Celeste Gobbato, 229, bairro Praia de Belas), em Porto Alegre. A mostra permanece até o dia 31 de março.

    Seminário com painel

    Após a abertura, ocorrerá o primeiro painel do seminário Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser – Inclusão e Empreendedorismo, coordenado pela vice-presidente Cultural da Ajuris, Madgéli Frantz Machado.

    “Por meio de debates e atividades culturais, queremos fomentar a reflexão sobre o papel de cada um de nós na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, com respeito às diferenças, e onde a mulher tenha assegurado o seu espaço”, diz a magistrada.

    Falando sobre suas obras, a artista Graça Craidy afirma que como mulher se sente “indignada e movida pelo desejo de justiça. Me sinto na obrigação de não deixar que esses fatos passem em branco ou fiquem restritos aos noticiários policiais. É preciso que a arte denuncie o horror e abra uma janela ao debate e à mudança de mentalidades

    Trajetória artística

    Graça possui em sua trajetória artística mais de 50 quadros que tratam da violência contra a mulher, incluindo o feminicídio, temática com a qual se tornou conhecida no meio artístico e na sociedade.

    No dia 28, será a vez do segundo painel, “Empreendedorismo Feminino”. O objetivo do encontro é mostrar o potencial criativo e de superação de mulheres que decidiram empreender e tornaram-se protagonistas de suas vidas.

    A programação é aberta ao público. Mais informações no blog Lugar de mulher é onde ela quiser ou pelo email cultural@ajuris.org.br

  • Sucesso em Nova York, Tarsila pode ser vista na galeria Duque

    Quem não pode ir ao MoMa de Nova York para ver a grande exposição dedicada a Tarsila do Amaral tem a possibilidade de apreciar pelo menos uma obra da consagrada artista modernista em Porto Alegre.

    Desde sexta-feira (2/3), a Galeria Duque abre a exposição Arte e História, com trabalhos de mestres brasileiros de seu acervo, e um deles é Paisagem (óleo s/tela, 40 x 70 cm, 1924), da famosa autora de Abaporu.

    A curadoria é de Daisy Viola, e a mostra permanece até 28 de abril.

    Os visitantes também poderão deleitar-se com obras de outros importantes artistas nacionais como, por exemplo, Di Cavalcanti, Siron Franco, Vicente do Rego Monteiro, Carlos Bracher, Orlando Teruz, Aldo Bonadei, Milton Dacosta e Gonçalo Ivo.

    “O acervo da Galeria Duque é composto por obras de artistas fundamentais na arte brasileira do século XX. Para iniciar nosso calendário de 2018, optamos por mostrar uma parte importante desta coleção, com pinturas, desenhos, gravuras e esculturas, contaremos um pouco da história do nosso país”, diz a curadora.

    SERVIÇO:

    Exposição Arte e História

    Vernissage: 2/3, das 17h30 às 19h30;

    Duração: até 28/4;

    Obras do acervo de artistas nacionais;

    Galeria Duque, Rua Duque de Caxias, 649, Centro Histórico. F: 51 3228-6900.

  • Proibição a manifestos no "Prefeitura nos Bairros" é mantida pela justiça

    O Prefeito Nelson Marchezan Júnior poderá participar da primeira edição do Prefeitura no Bairros de 2018, que ocorrerá neste final de semana, dia 03, no bairro Belém Novo em Porto Alegre, sem o risco de ser vaiado.
    A 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) que pedia a revisão da decisão de primeiro grau, em caráter liminar, que impede o Sindicato de realizar manifestações durante a realização do projeto.
    Segundo a decisão unânime, do dia 31 de janeiro deste ano, “as manifestações de cunho político do Sindicato agravante revelam-se prejudiciais à realização do evento ‘Prefeitura nos Bairros’, voltado ao fornecimento de serviços diversos à população carente”.
    O projeto Prefeitura nos Bairros foi instituído pelo Decreto Municipal nº 19.826/2017 e equipara os espaços de realização do evento a repartições públicas.
    Um dos coordenadores do SImpa, Alberto Terres, lamentou a decisão do Tribunal de Justiça: “É uma decisão arbitrária, fere o direito de se manifestar”. Terres ainda classificou as ações realizadas no programa como “extremamente superficiais”. Ainda ressaltou que enquanto o governo “oferece corte de unha” no Prefeitura dos Bairros, unidades de Saúde e de assistência social seguem sucateadas.
    “Queremos políticas públicas permanentes e não eleitoreiras” finaliza o sindicalista.
    Segundo a Prefeitura, a 11ª edição do Prefeitura nos Bairros receberá mais de 35 atividades, incluindo programação cultural, esportiva e de serviços. O evento ocorre entre 10h e 16h, na Praça Inácio Antônio da Silva. No caso de chuva, as atividades serão realizadas na Escola Estadual de Ensino Fundamental Evarista Flores da Cunha (em frente a praça).
    Veja abaixo a programação completa das atividades/serviços
    Serviços
    2ª Via da certidão de nascimento, casamento e óbito.
    Informações gerais sobre direitos da Pessoa com Deficiência
    Atividades Lúdicas
    Divulgação dos serviços prestados pelo Sine Municipal
    Torneio de Futsal
    Atividades do Programa Brincalhão
    Divulgação de ações/atividades das Unidades recreativas
    Ofertas de Vagas Pronatec
    Avaliações físicas e dicas de alimentação
    Estação DMLU
    Consulta de Enfermagem – 1 consultório
    Consulta Médica – 1 consultório
    Farmácia Avançada
    Acolhimento
    Cartão SUS
    Práticas Integrativas em Saúde
    Tenda da Saúde
    Tenda da Saúde Bucal
    Tenda da Saúde Avaliações e Orientações para Escolares – Programa Saúde na Escola (PSE)
    Ônibus do Fique Sabendo
    Espaço de Doações de Livros
    Espaço de Criação
    Espaço de Pinturas Faciais
    Escolinha Bike
    Entrega de Livros
    Ônibus Palco
    Posto Comercial Dmae
    Espaço de Educação Ambiental
    Ônibus- Coordenação de Direito animal
    Educação ambiental

  • Núcleo do Conselho Municipal de Saúde toma posse no meio da rua

    O novo Núcleo de Coordenação do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre tomou posse no meio da rua, no início da noite de quinta-feira (1/3), porque o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim, proibiu o acesso ao auditório do prédio da Secretaria, normalmente usado para as reuniões do CMS.
    Horas antes, Harzheim emitiu circular tentando proibir a posse dos novos conselheiros eleitos no dia 22 de fevereiro e o uso do espaço público. No dia da eleição, por meio de portaria publicada no Diário Oficial de Porto Alegre, ele tentara anular o edital de convocação para a eleição.
    “Na história de 25 anos do nosso conselho, nunca tínhamos vivenciado uma situação como esta”, lembrou Maria Letícia de Oliveira Garcia, empossada titular do Núcleo de Coordenação do CMS. “É fundamental ressaltar a importância da democracia e do controle social para a saúde pública. O SUS só existe na democracia”, disse.
    Maria Angélica Mello Machado, coordenadora adjunta, destacou que o processo eleitoral, injustamente questionado pelo secretário, “foi feito às claras, em plenária, e devidamente registrado. A plenária é soberana, houve eleição e a nossa chapa ganhou. Muito me entristece saber que agora talvez eu não possa exercer o meu papel de cidadã”. Ela questionou: “Por que a relação tem de ser de cima para baixo e não em conjunto? Por que não se usa a democracia? Por que tentar controlar espaços como este que servem para que as coisas deem certo?”.
    João Miguel da Silva Lima, coordenador adjunto e representante dos usuários, destacou: “damos total apoio aos conselheiros que nos ajudam a melhorar o SUS. Somos da periferia, somos usuários e queremos que a saúde melhore logo para todos nós”.
    O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) emitiu nota em repúdio à atitude do secretário. “Ao tomar tais medidas, a SMS está descumprindo com um dos preceitos fundamentais do SUS e dos Conselhos de Saúde: permitir o controle social das ações do Executivo, a fim de garantir o bom uso dos recursos e estrutura pública em favor da população”, destaca a nota do Simpa
    “É uma vergonha essa posse acontecer pela primeira vez fora do prédio, o que mostra que é mais um ataque do governo Marchezan à cidadania e à democracia”, salientou o secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr.
    Núcleo de Coordenação do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre:
    Maria Letícia de Oliveira Garcia – coordenadora
    Gilmar Campos – vice-coordenador
    Ana Paula de Lima – coordenadora-adjunta
    Maria Angélica Mello Machado – coordenadora-adjunta
    Rosa Helena Cavalheiro Mendes – coordenadora-adjunta
    João Miguel da Silva Lima – coordenador-adjunto
    Luis Antônio Matias – coordenador-adjunto
    Erno Harzheim – membro-nato

    (Com informações da CUTRS e do Simpa)

     
     
  • AGU manifesta-se a favor das demissões nas fundações

    Ao contrário do que concluiu a Procuradoria Geral da República, a Advocacia-Geral da União (AGU) foi favorável ao recurso da Procuradoria-Geral do Estado, para  derrubar entendimento da Justiça do Trabalho e viabilizar demissões de servidores das fundações em processo de extinção pelo governo Sartori.
    A decisão envolve funcionários das fundações Zoobotânica, de Ciência e Tecnologia, para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, de Planejamento Metropolitano e Regional, de Economia e Estatística e Piratini, além da Superintendência de Portos e Hidrovias.
    A AGU concordou com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que alega não haver estabilidade para servidores que não foram admitidos em concurso público, nem cumpriram estágio probatório.
    Esta é a segunda manifestação da AGU favorável ao governo gaúcho. Com as decisões  da PGR e da AGU, o processo já pode ir para análise do plenário do STF.

  • Tribunal mantém decisão de que réus do caso Kiss não irão a júri

    A Justiça manteve nesta sexta-feira, 02/03, a decisão de que os quatro réus do processo principal que apura as responsabilidades pelo incêndio na Boate Kiss não devem ir a Júri popular.
    Em 27 de janeiro de 2013, um incêndio na boate, no Centro da cidade de Santa Maria, resultou na morte de 242 pessoas, na maioria jovens, e deixou mais de 600 feridos.
    O recurso apresentado pelo Ministério Público (MP), contra a decisão do Tribunal de Justiça (TJ), que determinava que os réus não iriam a júri popular, foi julgado e derrubado.
    A sessão durou apenas 15 minutos e a decisão foi unânime. O 1º Grupo Criminal do TJ do Estado negou o recurso apresentado pelo MP, com placar de 5 a 0. Os antigos donos da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, além dos músicos da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos, devem ser julgados por um juiz criminal de Santa Maria.
    Eles vão responder por homicídio culposo e incêndio. Caso fossem submetidos ao Tribunal do Júri, seriam julgados por homicídio doloso ou com dolo eventual, quando, mesmo sem intenção, assume-se o risco de matar.
    A decisão inicial, de que os quatro seriam julgados por um juiz criminal foi tomada no dia 1º de dezembro do ano passado e contestada pelo MP.
    O MP deve recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STF), através de um recurso especial e, paralelamente, ao Supremo Tribunal Federal (STF), com um recurso extraordinário.
    Durante o julgamento, o MP esteve representado pelo procurador de Justiça Sílvio Munhoz.
    O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Marcelo Dornelles, reafirmou, após a decisão desta sexta-feira, que o MP não irá desistir de levar esse caso a julgamento popular. “Reafirmamos nosso compromisso desde o início do processo com a tramitação célere e lamentamos que essa decisão ocasionará um tempo maior para que se chegue ao julgamento”, disse.
    Alguns familiares de vítimas da tragédia da Kiss acompanharam a sessão no TJ/RS e saíram revoltados do local.

  • Prefeitura sugere passagem a R$ 4,50 e pressiona câmara para restringir isenções

    A Prefeitura de Porto Alegre já encaminhou ao Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) o parecer do cálculo da tarifa técnica dos ônibus de Porto Alegre com o valor sugerido de R$ 4,50. Um aumento de 11% no atual valor, de R$ 4,05, muito acima da inflação oficial, de 2,95%.
    Mas, além de enviar a planilha com os cálculos previstos em lei, como normalmente é feito, o Executivo propôs ainda que o Conselho delibere sobre medidas que poderão reduzir o valor da passagem.
    Na prática, a gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior quer acelerar na Câmara de Vereadores a votação de projetos encaminhados em meados de 2017, e que, impopulares, estão parados no Legislativo municipal. Esses projetos mexem com gratuidades e isenções. Para a Prefeitura, a apuração dos números demonstra que a tarifa da Capital pode ser reduzida para uma faixa entre R$ 4 e R$ 4,25, caso todos os projetos sejam aprovados.
    A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (SMIM) enviaram também para aprovação do Comtu cálculos referentes ao retorno da cobrança de 50% na segunda viagem que, caso realmente volte a ser cobrada e com o cálculo aprovado, baixam o valor da tarifa original calculada para R$ 4,30.
    O Conselho tem até o dia 9 para analisar os documentos e decidir o que será enviado para sanção do prefeito.
    No começo do mês, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) solicitou que a tarifa de ônibus passasse para R$ 4,54 – alegando o aumento do preço do combustível e a redução do número de usuários.
    E a redução do número de passageiros é colocado pela EPTC como o principal causa para o aumento da passagem acima da inflação. Segundo o órgão, a redução atingiu 11% no volume de passageiros em 2017.
    Ainda no documento enviado ao Comtu, a prefeitura pede posicionamento com relação a outras possíveis medidas para atrair novos usuários – que as empresas possam conceder desconto tarifário, sem ônus à tarifa, em horários diferenciados, por exemplo, entre as 22h e 05h; e que possam oferecer desconto tarifário para usuários do cartão TRI PA (Passe Antecipado), no intuito de reduzir-se o pagamento em dinheiro, que atualmente representa 31% dos usuários pagantes.

    O impacto de cada medida proposta, segundo a EPTC:

    Segunda passagem 
    Redução de R$ 0,22

    Estabelece novas regras, mantendo a isenção para estudantes e reduzindo para 50% o valor para quem usa o passe antecipado e vale-transporte. A proposta também limitou o uso a três integrações diárias, em até 30 minutos após desembarque, para conter o valor da tarifa.

    Idosos
    Redução de R$ 0,03 (aplicação gradual) / R$ 0,13 (aplicação imediata do benefício)

    Extinção da isenção para pessoas entre 60 e 64 anos de maneira gradual. Para maiores de 65 anos, conforme legislação federal, o benefício segue igual.
    Passagem Escolar
    Redução de R$ 0,11
    Passagem escolar de 50% será mantida aos que recebem menos (renda familiar até três salários mínimos nacionais). Haverá também um limite na quantidade de utilizações por mês (50 passes).
    Cobradores
    Redução R$ 0,05
    O projeto desobriga a reposição do cobradores nos casos de: pedidos de demissão, despedida por justa causa, aposentadoria, falecimento. Além disso, será possível não ter cobradores nas viagens entre 22h e 4h, domingos, feriados e dias de passe livre.

  • Cinepsiquiatria exibe o filme Lou seguido de debate com psiquiatras

    Mais uma sessão do projeto Cinepsiquiatria acontece na manhã deste sábado em Porto Alegre, com a exibição do filme Lou, sobre a vida da psicanalista Lou Andreas-Salomé.
    Após o filme, haverá um debate com os psiquiatras Carlos Augusto Ferrari Filho e Luiz Carlos Mabilde, que abordarão questões ligadas à especialidade médica sob a luz do longa-metragem.

    O projeto Cinepsiquiatria começou em 2017, como uma iniciativa de psicoeducação da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com a Associação Psiquiátrica da América Latina – APAL, com o intuito de levar informação à sociedade sobre as doenças mentais, seu diagnóstico e tratamento. O projeto já passou por quatro cidades: Belo Horizonte, Montes Claros, Rio de Janeiro e Porto Alegre, onde a coordenação local é do Centro de Estudos Cyro Martins – CCYM, federada da ABP.

    A sessão começa às 10h30 deste sábado, 3 de março, no GNC Cinemas do Shopping Praia de Belas, com meia entrada.

    Sinopse do filme
    A escritora e psicanalista Lou Andreas-Salomé decide reescrever suas memórias aos 72 anos. Ela relembra sua juventude em meio à comunidade alemã de São Petersburgo. Desde criança, sonhava em ser intelectual e estava determinada a nunca se casar ou ter filhos. Além de trabalhar com nomes famosos, ela escreve sobre os relacionamentos conturbados com Nietzsche e Freud, além da paixão por Rilke e conflitos entre autonomia e intimidade, junto com o desejo de viver sua liberdade.
    Direção: Cordula Kablitz-Post | Elenco: Katharina Lorenz, Nicole Heesters, Liv Lisa Fries mais | Nacionalidades: Alemanha, Suíça | Duração: 1h53
     

  • 100 anos da Revolução Russa

    Já está impressa a obra, organizada por Wálmaro Paz, com textos de diversos autores que participaram do Seminário 100 anos da Revolução Russa, realizado em junho do ano passado.
    Durante seis semanas no inverno de 2017, centenas de pessoas lotaram o auditório da Fetrafi, no Centro Histórico de Porto Alegre, para ouvir e debater com especialistas – historiadores, economistas, sociólogos, filósofos – sobre o “legado da Revolução Russa”.
    Que mudanças esse  acontecimento provocou? Que consequências ele ainda projeta sobre o presente?
    “O que instiga no conjunto de textos aqui reunidos é a diversidade das abordagens pelos vários ângulos que a questão enseja: sua projeção no tempo e no espaço de territórios distintos, envolvendo populações e culturas diversas; os desafios, que se colocam em todos os níveis para os anseios socialistas. Ao mesmo tempo uma ácida crítica ao capitalismo, cuja crise deve gestar a nova sociedade.
    VENDAS
    O livro, com 208 páginas, pode ser adquirido de forma avulsa por R$ 50,00 (sem frete), ou em lote de 20 exemplares, com desconto, a R$ 40,00 por exemplar.
    O livro  está sendo vendido nas livrarias Bamboletras, Multicultura e Palmarinca, em Porto Alegre. Para entidades ou pessoas físicas interessadas em adquirir a obra, a aquisição pode ser feita através do site Pagseguro nos links abaixo.
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