Autor: da Redação

  • Imprensa terá área demarcada para cobertura na Câmara de Porto Alegre em 2018

    Felipe Uhr
    Repórteres e fotógrafos que cobrem a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, acostumados a circular livremente pelo plenário durante as sessões, agora terão de ficar em área demarcada enquanto acompanham os trabalhos do legislativo.
    A medida é nova e teve aceitação unânime na nova Mesa Diretora, empossada no dia 4 de janeiro deste ano, presidida agora pelo vereador Valter Nagelstein (MDB).
    Na prática, repórteres terão de esperar a aproximação dos parlamentares ou terão de chamá-los através de assessores.
    Para o presidente Nagelstein: “Não há restrição nenhuma”, ao trabalho dos jornalistas. O vereador ainda salientou que diferente do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul onde a Imprensa não tem acesso ao plenário, na Câmara isso continuará acontecendo, porém, em um espaço pré-determinado.
    Alguns jornalistas que cobrem diariamente o legislativo da capital não esconderam a insatisfação com o novo modelo: “Acho que agora vamos ter de atirar ‘aviãozinhos’ nos vereadores pra chamá-los”, ironizou um repórter.
    Publicamente só vereadores da oposição se disseram contra. “Em off” vários disseram a reportagem se tratar de uma “bobagem” ou “absurdo”.
    Além do “brete” aos jornalistas, a circulação de assessores parlamentares ao plenário também terá modificações. Antes indeterminada, agora cada cada parlamentar terá direito de ter apenas um assessor no plenário.
    Os motivos das medidas também não são claros. Oficialmente a presidência alega organização para que o plenário não fique lotado. Já as informações não oficias são que a ideia partiu de um grupo de vereadores incomodados com a abordagem espontânea e instantânea dos repórteres assim como a publicação de fotos “não oficiais e indesejadas” realizadas pelos fotógrafos dos veículos de imprensa. “Eles não queriam aquelas fotos em que aparecem mal ou com o rosto estranho”, confidenciou um parlamentar.

  • Deputados explicam ação na Justiça contra a adesão ao programa federal

    Os deputados Juliana Brizola (PDT), Pedro Ruas (Psol), Stela Farias e Tarcísio Zimmermann (PT), irão anunciar à Imprensa o ingresso na Justiça de uma Ação Ordinária Anulatória da sessão que aprovou a adesão do governo do RS ao Regime de Recuperação Fiscal. Os parlamentares argumentaram na sessão – e sustentam nessa ação – que houve ilegalidade por ter sido desrespeitado o artigo 166 do Regimento Interno do Legislativo, em seu inciso terceiro, que determina o envio do documento/acordo que detalha as cláusulas do contrato a ser firmado. Como o governo não enviou tal documento, o Legislativo votou sem saber o que estava autorizando o Estado a contratar. Os deputados são os mesmos que ingressaram na Justiça com Mandado de Segurança, obtendo liminar, impedindo a votação, documento cassado na sequência.
    LOCAL: Sala Alberto Pasqualini, 4º andar da Assembleia Legislativa
    DIA: 27 de fevereiro de 2018, terça-feira

  • Entidade debate eleições para Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre

    Já estão abertas, até o dia 05/03, as inscrições para nova composição do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre – CMDUA.
    E para debater o processo eleitoral, o coletivo A Cidade Que Queremos, em parceria com o IAB-RS, CAU-RS, FNA, MTST, SAERGS e Coletivo Ambiente Crítico, promove nesta terça-feira um debate com moradores da região central de Porto Alegre.
    A reunião está marcada para às 19h, no Teatro Utopia e Luta, localizado na Escadaria da Borges de Medeiros, Centro.
    Moradores dos bairros correspondentes à RP1 podem participar da reunião. A RP1 é composta pelos bairros: Auxiliadora, Azenha, Bela Vista, Bom Fim, Centro Histórico, Cidade Baixa, Farroupilha, Floresta, Independência, Jardim Botânico, Marcílio Dias, Menino Deus, Moinhos de Vento, Mont’Serrat, Petrópolis, Praia de Belas, Rio Branco, Santa Cecília e Santana.
    As eleições para os oito Fóruns Regionais de Planejamento que compõem o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) iniciam-se dia 29/03, justamente pela RP1.
    O Conselho é um órgão responsável por deliberar em questões envolvendo empreendimentos imobiliários, que podem acarretar em mudanças urbanas e ambientais no Plano Diretor para estas regiões.
    Para votar é necessário apresentar documento com foto, comprovante de residência na região e ter mais de 16 anos.
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  • Vida e obra de Ivo Bender abre série digital sobre escritores gaúchos

    O Instituto Estadual do Livro (IEL) lança o fascículo bibliográfico “Escritores Gaúchos Série Digital: Ivo Bender”, com relatos, fotos, entrevista e trechos da obra que resgata a trajetória do dramaturgo, contista e professor Ivo Bender.
    Este volume é o primeiro da série Escritores Gaúchos, cujo objetivo é divulgar, debater e valorizar autores nascidos ou radicados no Rio Grande do Sul, apresentando e analisando sua vida e obra.
    Cada volume, sempre em formato digital, irá conter depoimentos e ensaios sobre o(a) autor(a) homenageado(a), entrevista e trechos de sua obra.
    A série é inspirada em outras já lançadas pelo IEL no passado – “Autores Gaúchos” e “Letras Rio-Grandenses.
    O fascículo digital tem coordenação editorial de Estevão Godoy, editoração e capa de Sérgio Oliveira de Campos, entrevista da jornalista Vera Pinto e foto da capa assinada por Fernanda Chemale e demais imagens, de Josiele Silva, Regina Peduzzi Protskof e acervo pessoal do escritor.
    Lista de obras e relatos abrem o trabalho sobre o intelectual de 82 anos, autor de aproximadamente 40 obras.
    A seguir vem textos da atriz e professora Mirna Spritzer, da escritora e ex-diretora do IEL, Cíntia Moscovich, do dramaturgo Diones Camargo e do ator, diretor e dramaturgo Marcelo Adams. Trechos da obra, o conto “Ramiro Escobar e a Salamanca” e a peça e teatro “Surpresa de Verão” completam a iniciativa da instituição da Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do RS (Sedactel).
    O download gratuito está disponível nas páginas da instituição – www.iel.rs.gov.br e ielrs.blogspot.com.
     

  • Polícia investiga desvios de R$ 100 mil no departamento de habitação em Porto Alegre

    O ex-coordenador de crédito imobiliário do Departamento Municipal de Habitação (DEMHAB) de Porto Alegre, Roberto Kraid Pereira, a mulher dele, o ex-diretor-adjunto do DEMHAB, Marcos Rafael Gomes Botelho, outros dois servidores e um corretor de imóveis estão sendo investigados pela Polícia Civil por possíveis desvios no DEMHAB.
    Conforme a Polícia Civil, a fraude ocorreu ao menos três vezes. Mas não se descarta desvios em outras renegociações ou aquisições de imóveis. Em um dos casos, no Bairro Jardim Leopoldina, o Demhab verificou que um imóvel havia sido vendido, por R$ 100 mil, e que R$ 80 mil foram para em contas de um corretor e da mulher de Kraid.
    Em outros dois casos, servidores teriam negociado valores para abater o saldo devedor de proprietários, mas o valor não foi para o DEMHAB.
    Na manhã desta segunda-feira, 26/02, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou a Operação Casa Nostra, com o objetivo de reprimir a prática, em tese, de crimes contra a Administração Pública, sobretudo peculato-apropriação, peculato-desvio e prevaricação, dentre outros, além de associação criminosa.
    Mais de 40 policiais civis cumpriram oito mandados de busca e apreensão no DEMHAB, Câmara dos Vereadores de Porto Alegre e nas residências de suspeitos em Porto Alegre e em Canoas. Foram apreendidos CPUs, HDs externos e farta documentação, que será analisada pelos policiais.
    Segundo os delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter, a investigação teve início em julho de 2017, a partir de denúncia anônima, acompanhada de documentos, indicando irregularidades praticadas no âmbito do DEMHAB, no que tange à forma em que são negociadas as Unidades Habitacionais daquele Departamento.
    Roberto Kraid Pereira é coronel aposentado da Brigada Militar e ex-coordenador de crédito imobiliário da autarquia, entre 2013 e 2016, e também foi nomeado, em janeiro de 2016, diretor-geral da Câmara de Vereadores, cargo que já deixou.
    “Os fatos até aqui comprovados evidenciam que o prejuízo ao Poder Público se aproxima dos cem mil reais em apenas três transações, ressaltando que as investigações prosseguem com o intuito de localizar mais vítimas do suposto esquema que existiu no âmbito do DEMHAB”, completa o delegado Anicet. Durante a operação, os suspeitos foram conduzidos à delegacia para prestarem esclarecimentos.
    Confira nota divulgada pela prefeitura:
    “A atual gestão da Prefeitura Municipal de Porto Alegre não compactua com qualquer tipo de irregularidade na administração pública. Todas as informações que embasam a atual investigação no âmbito do Departamento Municipal de Habitação foram repassadas aos órgãos de investigação com inteira colaboração do governo e dos gestores municipais. A gestão continuará atuando em parceria e à disposição da investigação, a fim de apurar devidamente todos os atos que sugiram irregularidade em qualquer setor da administração pública municipal.”

  • CPI que apura fraude no seguro de veículos ouviu testemunha na presença de delegados

    CPI das Empresas Seguradoras Veiculares, presidida pelo deputado Enio Bacci (PDT), realizou, na noite dessa quarta-feira (21), a primeira de uma série de oitivas programadas para apurar irregularidades que estariam sendo cometidas por empresas seguradoras veiculares.
    As consequências destas práticas seriam o fomento à criminalidade, com a venda de sucatas e salvados, lesão ao consumidor, pela utilização de peças não originais, formação de cartel e sonegação fiscal.
    De acordo com especialistas, a legislação que regra o segmento é falha.
    A reunião aconteceu no Espaço da Convergência da Assembleia Legislativa, com a presença do presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo (Sindifupi) e também presidente da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços para Excelência da Reparação Automotiva (Abraesa), Ângelo Coelho, que apresentou um histórico de irregularidades cometidas por empresas seguradoras veiculares nos últimos anos e suas graves consequências à sociedade;
    Também participaram o delegado Jair Barbosa Ortiz, titular da 3ª Delegacia de Investigações sobre Desmanches Delituosos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo; e o advogado da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços para Excelência da Reparação Automotiva (Abraesa), Enio Bianco.
    O presidente da CPI, deputado Enio Bacci, informou que outros técnicos, especialistas e autoridades serão convidados a se manifestar nas próximas reuniões, citando e agradecendo a presença, do promotor de Justiça Ricardo Herbstrith, representando o Ministério Público do RS, entidade que acompanhará de forma permanente os encontros, bem como representação da Polícia Civil do Estado, em parceria construída com o chefe de Polícia do RS, delegado Emerson Wendt.
    Na reunião de ontem, compareceu o delegado Marco Antônio Bottega. Também presente o integrante da receita estadual, Edison Moro Franchi.
    Depoimentos
    Ângelo Coelho apresentou um histórico de irregularidades cometidas por empresas seguradoras veiculares nos últimos anos e suas graves consequências à sociedade.
    Contou que apresentou à reportagem do Fantástico, no início dos anos 2000, vasto material com denúncias que culminaram com matérias em dois domingos. Na sequência, foi instalada, no Congresso, Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), na qual depôs, destinada a apurar irregularidades cometidas por empresas de seguros, revendedores de automóveis, recuperadoras de automóveis e oficinas de desmanche de automóveis em relação a veículos salvados.
    “Infelizmente, após um ano de investigações (entre 2003 e 2004) sobre a atuação da máfia de carros salvados (veículos acidentados que têm perda total), a comissão denominada CPMI do Desmanche concluiu, resumidamente, que é preciso normatizar e fiscalizar a venda das peças reutilizáveis dos carros irrecuperáveis, restringindo o foco de ação”, lamentou o dirigente, observando que nada de efetivo aconteceu, “a não ser a autorização implícita para que os desmandos prosseguissem”.
    Igualmente, citou sua participação em outra CPI, em São Paulo, cujo relatório foi apresentado no final de abril de 2009, apontando irregularidades praticadas por seguradoras, e que seria encaminhado aos órgãos públicos competentes para apuração dos crimes praticados por estas empresas.
    Na sequência, fez apresentação com vídeo, fotos e áudios relacionados a quatro temas: venda de veículos-sucata com documentação; utilização de peças genuínas e usadas; formação de cartel versus liberdade de escolha; e sonegação fiscal e fornecimentos de peças por parte das seguradoras.
    Conforme Coelho, está constituído, em todo este segmento, “um verdadeiro círculo do crime”.
    Falhas nas normativas 
    Na sequência, o delegado Jair Barbosa Ortiz, titular da 3ª Delegacia de Investigações sobre Desmanches Delituosos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo, expôs a atuação da Polícia Civil paulista no que se refere à venda de veículos indenizados pelas seguradoras e o aumento da criminalidade envolvendo a frota.
    Disse que sua função é atuar a partir das situações e demandas que envolvem estatísticas.
    “E os números mostravam altos índices de furto, roubo, etc, envolvendo veículos, determinando que agíssemos para reduzir estes crimes. Na investigação em relação à elevação de crimes neste campo, seu incremento e motivos, me deparei com o universo dos desmanches veiculares, e não entendia como existiam tantas peças usadas à venda. São milhares de empresas, em São Paulo, que trabalham com isso”.
    De outra parte, em meio às investigações, disse que se perguntava como podia uma seguradora indenizar integralmente o proprietário de um veículo acidentado e este voltar a circular? “As seguradoras têm dois motivos para indenizar na integralidade: ou o veículo é irrecuperável tecnicamente, não pode voltar a circular de forma segura, ou é irrecuperável do pondo de vista financeiro, não vale a pena. Então, como explicar que estes veículos (com perda total) são encaminhados por parte das seguradoras a leilão, e pior, com documentação?”, indagou aos presentes.
    De acordo com o delegado Ortiz, os veículos destruídos, mas comercializados com documentação, compõem dois tipos de negócios. Primeiro, vai fomentar o furto ou roubo de um veículo idêntico, que vai se utilizar daquele documento e de elementos de identificação da sucata, aquilo que será agregado ao carro roubado, garantindo que passe nas blitze.
    Já as peças aproveitáveis daquela sucata serão desviadas aos desmanches, tornando-se quentes. Na outra ponta, numa terceira fase do processo, quando um veículo é recuperável após acidente, as seguradoras instigam os segurados a que busquem reparos junto às recuperadoras por elas indicadas, “que por sua vez vão se utilizar de peças remanescentes dos carros acidentados, que agora estão nos desmanches”.
    Informou que a investigação policial já trouxe resultados, com a redução dos índices de crimes envolvendo veículos sinistrados em São Paulo. “A retração foi sensível. No entanto, é possível que as ações estejam sendo estendidas a outros estados”, observou. “Se eu fosse legislador, estadual ou federal, tentaria construir, com meus pares, uma solução efetiva a um problema elementar: se um veículo for indenizado integralmente, não há porque voltar a circular, ainda mais com documentação. Ponto. São necessárias ações conclusivas para impedir que esta indústria prossiga com as dimensões que tem”, advertiu.
    Legislação
    O vice-presidente da CPI, deputado Elton Weber (PSB), questionou acerca das leis envolvidas no processo. “Será que nossa legislação geral, ou resoluções dos órgãos oficiais, como Contran e Detrans, não apresentam lacunas permitindo este tipo de irregularidades? Como pode um segurado receber indenização por perda total em seu veículo e este voltar a ser comercializado? Com documentos quentes? Ao que parece há espaço legal para que este veículo, ou carcaça, não seja desmontado totalmente. Ao contrário, volta às ruas, comercializado outra vez, pondo todos em risco”, ponderou.
    O delegado Ortiz afirmou que sim, que há brechas e falhas legislativas. “O problema é que no Brasil a questão da interpretação da lei dá margem a todo o tipo de manobra que traz instabilidade e insegurança jurídicas. A legislação que trata da matéria é sim, repleta de falhas, e as normas técnicas, normalmente elaboradas pelos órgãos governamentais, dão margem a interpretações que quase sempre favorecem o autor do ilícito”, completou.
    Perplexidade
    O deputado Tiago Simon (PMDB), relator da CPI, se disse perplexo com a extensão da gravidade “desta cadeia produtiva criminosa, uma verdadeira indústria do crime. Observando a quantidade de ilícitos que envolvem veículos, afirmo que não só esta CPI é essencial, mas que urgem ações efetivas em resposta à sociedade no que diz respeito a esta indústria oficial, que não é subterrânea como as drogas, é legalizada”, sublinhou.
    Poder econômico
    Ao final, Enio Bianco, advogado da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços para Excelência da Reparação Automotiva (Abraesa), discorreu sobre o abuso do poder econômico por parte das empresas seguradoras veiculares.
    Segundo ele, os procedimentos em especial das seguradoras significam infração à ordem econômica: formação de rede de credenciadas por parte das seguradoras e imposição desta rede junto ao consumidor, “violando o Código de Defesa do Consumidor, com a finalidade de acabar com a livre concorrência, eliminando os pequenos restauradores e garantindo a presença daqueles escolhidos, e que se alimentam do processo”.
    Para ele, o poder econômico do capital está muito presente no processo, “com seus tentáculos fortíssimos, alimentados pelos bancos. As seguradoras estão nas mãos dos bancos”, sintetizou. “É uma pena”, acrescentou, “que os consumidores ainda entreguem seus veículos para reparo em redes credenciadas totalmente despreparadas, sórdidas. Aliás, rede esta que só sobrevive em razão da inércia dos consumidores, que aceitam imposições das seguradoras. Sem isso, estas redes acabariam, deixando de colocar em risco todos que estão nas ruas e estradas, inclusive as famílias dos que se utilizam do processo”, finalizou.
    Além dos deputados Enio Bacci (PDT), presidente, Elton Weber (PSB), vice, e Tiago Simon (PMDB), relator, participaram os deputados Zé Nunes e Luiz Fernando Mainardi (PT), Marcel van Hattem (PP), Sérgio Peres (PRB) e Ronaldo Santini (PTB).
    Antes do encerramento, o deputado Enio Bacci informou que as próximas reuniões da CPI devem acontecer às segundas-feiras, às 17h.
    Histórico
    Instalada em 29 de novembro de 2017, a CPI terá 120 dias, a contar desta data, prorrogáveis por outros 60 dias, para concluir seus trabalhos. O órgão técnico é presidido pelo deputado Enio Bacci (PDT) e tem como relator o deputado Tiago Simon (PMDB), sendo vice-presidente o deputado Elton Weber (PSB). Ao final das atividades, desenvolvidas com o acompanhamento da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio Grande do Sul, a comissão produzirá relatório com medidas a serem encaminhadas às autoridades e órgãos competentes.
    (Com informações da assessoria)

     

  • Prefeitura lança editais para bares e restaurante na orla do Guaíba

    A prefeitura de Porto Alegre publicou, nesta sexta-feira, 23/02, os editais para selecionar os permissionários que poderão atuar nos quatro bares e no restaurante panorâmico que integram o Parque Urbano da orla do Guaíba.
    A obra da revitalização da orla do Guaíba já sofreu diversos atrasos, ela está mais de 90% concluída e deve ser finalizada ainda no primeiro semestre, é a última promessa da prefeitura. Inicialmente orçada em R$ 60 milhões, os custos do projeto já passaram de R$ 70 milhões.
    No caso da seleção das propostas para os permissionários que pretendem explorar os espaços comerciais serão realizados pregões eletrônicos, nos dias 22 e 23 de março.
    Conforme o secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, os contratos terão vigência de 24 meses, prorrogáveis. “Após a assinatura da permissão de uso, os vencedores terão 60 dias para iniciar a operação, respeitando todos os critérios definidos na licitação, que consideram um padrão de entrega de serviços à população naquela que se torna uma área ainda mais nobre com o projeto de revitalização”, acredita Vanuzzi.
    O restaurante panorâmico, área considerada mais nobre para exploração comercial, avança a margem do Guaíba e tem 282 metros quadrados de área interna, instalado junto ao ancoradouro para embarcações turísticas. O vencedor da licitação poderá optar pela inclusão da área externa de 223 metros quadrados contígua ao restaurante na permissão de uso.
    Os quatro espaços comerciais destinados a bares têm cerca de 190 metros quadrados de área interna cada um, incluindo área de atendimento, sanitários, depósitos e cerca de 400 metros quadrados de área externa. As quatro lojas são destinadas exclusivamente a serviços de alimentação e bebidas, como bar, café, lancheria, pizzaria sem forno a lenha, confeitaria, restaurante e sorveteria.
    Segunda a prefeitura, todas as estruturas já possuem as instalações hidrossanitárias, elétricas, de gás natural e de climatização, além de acessórios como ar-condicionado, coifa e lâmpadas. Os operadores serão responsáveis pela instalação dos demais equipamentos e mobiliários necessários ao funcionamento dos negócios, que poderão ser retirados ao final do contrato.
    O julgamento das propostas será pelo critério de maior valor de outorga inicial, cujo lance mínimo corresponde a dois meses de aluguel (permissão de uso). Os aluguéis estão fixados no edital, definidos a partir de análise da Divisão de Avaliação de Imóveis da Secretaria Municipal da Fazenda.
    Os editais estão disponíveis no Portal de Compras Públicas, conforme os links abaixo:
    – Loja Bar 1;
    – Loja Bar 2;
    – Loja Bar 3;
    – Loja Bar 4;
    – Restaurante Panorâmico.
    Veja a tabela com os valores mínimos mensais para locação dos espaços:

    EspaçoÁrea internaÁrea externaValor mínimoData da licitação
    Loja Bar 1192,36 m²415 m²R$ 7.800,0022/03/2018 – 10h
    Loja Bar 2193,15 m²415 m²R$ 7.850,0022/03/2018 – 14h
    Loja Bar 3193,15 m²415 m²R$ 7.850,0022/03/2018 – 16h
    Loja Bar 4187,07 m²375 m²R$ 7.100,0023/03/2018 – 10h
    Restaurante panorâmico282,03 m²223,77 m² (opcional)R$ 9.250,00
    R$ 1.255,00 (opcional)
    23/03/2018 – 14h
  • Se intervenção no Rio não der certo, governo não deu certo, afirma Temer

    O presidente Michel Temer disse hoje (23/02) que se a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro não der certo, o governo não deu certo.
    “Se não der certo, não deu certo o governo, porque o comandante supremo das Forças Armadas é o presidente da República. De modo que as Forças Armadas nada mais fizeram do que obedecer o comando do seu comandante supremo. Se não der certo, foi o governo que errou, não foram as Forças Armadas”, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes.
    Intervenção total
    Na entrevista, Temer disse que o governo federal chegou a cogitar uma intervenção total no Rio de Janeiro. Mas, segundo o presidente, a medida era “muito radical” e, por isso, foi descartada.
    Temer explicou que em uma intervenção total o governador pode ser afastado. Ele foi questionado pelo jornalista José Luiz Datena se isso foi cogitado. “Claro, foi cogitado num primeiro momento, mas logo afastei a ideia por que seria uma coisa muito radical, e logo refutei. E refutando ficamos com a conclusão de que deveríamos intervir na área da segurança pública e no sistema penitenciário”.

    Temer disse que ele e ministros conversaram com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que concordou com a intervenção na área de segurança pública. O presidente destacou que não se trata de uma intervenção militar, mas sim civil. “É uma intervenção civil, administrativa, com a presença dos militares”.
    O presidente disse ter “absoluta convicção” de que a intervenção “dará certo”. “É um jogo de alto risco, mas é um jogo necessário”.
    Fim eleitoral
    Temer negou que a intervenção  tenha pretensões eleitorais. “É uma jogada de mestre, mas não é eleitoral”, disse.

    Questionado diretamente se pretende ser candidato à reeleição no pleito de outubro, Temer negou. “Não. Tenho dito reiteradamente, em política, as circunstâncias é que ditam a conduta e as circunstâncias atuais ditam a minha conduta. Eu não sou candidato”.

    Reforma da Previdência
    Temer reforçou a necessidade da aprovação da reforma da Previdência para o equilíbrio das contas públicas e disse que o tema saiu da pauta legislativa, mas não da pauta política do país.
    “Não haverá candidato à presidente da República, a governador, senador, deputado federal que não vai ser questionado sobre sua posição em relação à Previdência”. No último dia 19, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afastou a possibilidade de votação da reforma da Previdência enquanto durar a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. O decreto de intervenção prevê que a medida dure até o dia 31 de dezembro de 2018.

  • Crise em Porto Alegre: déficit será de R$ 700 mi, diz secretário

    O déficit nos cofres da Prefeitura em 2018 deve mais do que dobrar em relação ao ano anterior. A notícia foi dada pelo secretário da Fazenda Leonardo Busatto, durante a apresentação de contas do ano de 2017, na tarde desta quarta-feira na Câmara de Vereadores.
    No ano passado a diferença entre despesa e receita ultrapassou os R$ 300 milhões. Para 2018 a previsão é de 708 milhões, o equivalente a quatro folhas de pagamento. Diante do parlamento, Busatto ressaltou que a situação financeira da Prefeitura só vai melhorar se forem adotadas medidas que, conforme ele, necessariamente terão de ter o aval da Câmara.
    Projetos que aumentam a receita do Executivo, como a alteração no IPTU da cidade, entre outros que permitirão a autorização de formação de PPPs para investimentos, venda de imóveis pertencentes à Prefeitura e reforma da previdência municipal já estão no Legislativo.
    Ainda conforme o secretário, os principais tributos municipais tiveram incremento significativo. Houve 3,6% de aumento da receita própria, com combate à sonegação. Cerca de R$ 198 milhões foram cobrados de dívida ativa, um recorde fruto do trabalho de servidores da Fazenda e da Procuradoria do Município. O ISS teve alta de 3,1% acima da inflação. Busatto ainda falou em uma redução de 2,7% nas despesas. “A economia foi de R$ 245 milhões em 2017” declarou o titular da pasta.

  • Brasil chega a 13 GWs de capacidade instalada de energia eólica

    O Brasil atingiu nesta semana a marca de 13 GigaWatts de capacidade instalada de energia eólica, com 518 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores operando.
    Os dados são da Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica, que informa, ainda, que o montante gerado pelas eólicas já é equivalente ao consumo médio de cerca de 24 milhões de residências por mês.
    Em construção ou já contratados há mais 4,8 GWs, divididos em 213 parques eólicos que serão entregues ao longo dos próximos anos, até 2023, levando o setor para próximo da marca de 19 GW.
    Isso significa que, em breve, toda a capacidade eólica instalada será maior que Itaipu, nossa maior hidrelétrica, que tem 14 GWs de capacidade instalada.
    “Vale lembrar, ainda, que esses 4,8 GWs que ainda vamos instalar já foram contratados em leilões realizados. Com novos leilões esse valor ainda vai crescer e passaremos dos 20 GWs”, explica Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica.
    No Rio Grande do Sul, a capacidade instalada é de 1,8 GW em 80 parques eólicos.
    Veja, abaixo, como estão divididos os parques e potência instalada por Estado:

    UFPotência (MW)Nº de Parques
    RN3.722,45137
    BA2.594,54100
    CE1.950,4675
    RS1.831,8780
    PI1.443,1052
    PE781,9934
    SC238,5014
    MA220,808
    PB157,2015
    SE34,501
    RJ28,051
    PR2,501
    Total13.005,95518