Autor: da Redação

  • Exportações de Santa Catarina cresceram 12% em 2017

    As exportações de Santa Catarina cresceram 12%  em 2017. Foram 8,5 bilhões de dólares de faturamento, com destaque para o agronegócio, que garantiu 65% das vendas externas, amealhando 5,5 bilhões de dólares.
    O desempenho, que coloca o Estado em oitavo lugar no ranking das exportações nacionais.
    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e foram divulgados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).
    Os destaques são a carne de frango, madeira e móveis, o complexo soja e a carne suína, que juntos somam US$ 4,1 bilhões. No total exportado pelo agronegócio catarinense são considerados os setores agropecuários, economia do mar, madeira, papel e celulose.
    O mesmo acontece com o agronegócio. O setor exportou 11,8% a mais em 2017, faturando US$ 5,5 bilhões.
    O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Solpesa, os números mostram a importância do modelo da economia catarinense e o indicativo de que o estado está no caminho certo.
    “Somos um estado feito de pequenas propriedades rurais e mesmo assim conseguimos ser altamente produtivos. Os produtores rurais são dedicados e o Governo do Estado é um grande parceiro no desenvolvimento do meio rural catarinense. Isso tudo faz de Santa Catarina o maior produtor nacional de suínos e o segundo maior produtor de aves, reconhecido internacionalmente pela qualidade de seus produtos”..
    De acordo com a FIESC, dentre os trinta principais parceiros comerciais de Santa Catarina, os destaques são: Estados Unidos (responde por 16,57% dos embarques), China (11,28%), Argentina (6,88%), México (4,70%), Japão (4,69%) e Rússia (4.51%)

  • Zoológico registra nascimento de papagaios de espécie ameaçada

    cleber dioni tentardini
    Tem bebês no Zoo. Assim foi anunciada na página na internet do Parque Zoológico, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, o nascimento de dois papagaios-de-peito-roxo (Amazona vinacea). A espécie é ameaçada de extinção e está classificada em nível mundial (IUCN) como “Em Perigo”.
    Na realidade, eles nasceram há dois meses mas só foram anunciados e fotografados agora por precaução.
    Frequentemente o Zoo registra nascimentos de animais ameaçados, como anta, bugio-preto, bugio-ruivo e mico-leão-da-cara-dourada. E tem filhotes também de cujubi (uma ave), de cisne de pescoço-preto (em torno de 30) e muitos de cisne-negro (em torno de 45).

    Filhotes de ema

    Bugios-ruivo tomando sol. Foto Caroliny Oliveira

    Cisne do pescoço-preto

    Localizado em Sapucaia do Sul, quase divisa com São Leopoldo, o Parque Zoológico ocupa 160 hectares, com o espaço para os animais e prédios que abrigam as seções do Hospital Veterinário, de Nutrição, de Zoologia, de Manutenção e Conservação, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e a área de visitação.
    Os outros 620 hectares pertencem à reserva, que faz homenagem ao religioso e botânico gaúcho, autor do clássico A Fisionomia do Rio Grande do Sul (1942). Parte da área da reserva chega às margens do Rio dos Sinos e protege a mata ciliar por mais de 10 quilômetros de extensão.
    Inaugurado em maio de 1962 pelo governador Leonel Brizola, o Zoo é um dos oito maiores do Brasil em extensão e em número de espécies animais da América, Ásia, Europa, África e Oceania: ao todo, 1.024 espécimes (indivíduos), distribuídos em 125 espécies, sendo 51 mamíferos, 60 aves e 14 répteis. Não estão incluídos aí os animais em atendimento no Cetas, um dos serviços mais solicitados do Zoo.
    O Cetas é responsável pela manutenção, tratamento e destinação dos animais apreendidos em fiscalizações dos órgãos ambientais. A grande maioria é vítima de tráfico, outros chegam até o Zoo machucados em decorrência de atropelamentos, choques elétricos, ataque de animais domésticos ou mesmo órfãos.
    `No momento, estamos treinando um falcão (quiri-quiri), soltamos o animal durante o dia e o recuperamos ao final da tarde para que possa ficar em segurança à noite`, diz a bióloga Vanessa Souza.
    Filhote de falcão

    A fim de reduzir os custos de manutenção dos animais, o Zoológico dispõe de lavouras destinadas à produção de forragem que normalmente ultrapassam 300 toneladas/ano.

  • Ambientalistas vão ao MP contra mudanças na lei dos agrotóxicos

    Representantes de diversas entidades ambientalistas do Rio Grande do Sul recorreram à promotora  Annelise Monteiro Steigleder, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, para tratar sobre alterações na legislação ambiental através de decretos publicados em janeiro pelo governo do Estado.
    A preocupação é com o Decreto Estadual nº 53.888, publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 17/01/18, que regulamenta a lei Lei nº 7.747, de 22 de dezembro de 1982 sobre o uso dos agrotóxicos.
    E o Decreto 53.902 alterou o decreto nº 51.797, de 8 de setembro de 2014, que declara as espécies da fauna silvestre ameaçadas de extinção no RS, retirando da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul a atribuição de elaborar listas de espécies da fauna ameaçadas, incumbindo a SEMA. Também o Decreto nº 53.903, de 30 de janeiro de 2018, que regulamenta as áreas reconhecidas como Reserva da Biosfera, também fragiliza a legislação, no entendimento dos ambientalistas.
    Foram apresentados documentos e depoimentos explicativos, tanto em termos técnicos sobre a matéria, quanto de sua implicação política, quando somados a todos os ataques a que a legislação ambiental tem sido submetida, em especial, nesses últimos anos.
    A promotora Annelise vai aguardar informações mais específicas dos representantes de ONGs para que possa entrar com uma ação mais efetiva contra o Decreto 53.888. Quanto aos outros dois, ficou-se de agendar nova audiência, mas já serão iniciadas as trocas de dados entre promotoria e ambientalistas.
    Após a reunião ambientalistas gravaram um vídeo esclarecendo a população.
    Participaram as seguintes entidades: o Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – Mogdema,  Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do RS – Apedema-RS,  ABA Agroecologia, Coceargs, Núcleo de Ecojornalistas do RS,  INGÁ e Greenpeace

  • Marlon Santos propõe diálogo e diz que legislativo não aceita “patrola”

    Numa sessão histórica, sem a presença do governador e com quebra do protocolo, o deputado Marlon Santos, do PDT, assumiu  a Presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na tarde desta quinta-feira.
    Falou de improviso, distribuiu beijos (“Eu amo vocês”), lembrou dos tempos em que dormia em pelegos e falou do esforço que sua “personagem política” faz para se afastar do erro e “das coisas tolas”.
    Ao dirigir-se ao vice governador José Paulo Cairolli, nos diversos trechos em que mencionou a necessidade de diálogo entre o Executivo e o Legislativo, sendo aplaudido, praticamente o elegeu para resolver o conflito entre os dois poderes, provocado pela derrota do governador José Ivo Sartori nas três sessões extraordinárias desta semana.
    Falou de sua condição de órfão de pai e mãe ainda menino (“A gente perde os sentido da vida”) mas evitou homenagem póstuma: “Acredito piamente que a vida segue”. Declarou-se a favor de “todos os trabalhadores produtivos, mesmo os milionários”. Elogiou seus “antecessores queridos”, ressaltando “a doçura de Silvana” (deputada Silvana Covatti, ex-presidente da Casa) e o “coração enorme” de Edegar Pretto, que ele sucede no cargo.
    Disse que a crise do Estado é uma “herança maldita”, quem vem de muitas gerações e que neste momento estremece amizades e poderes, “uma crise infame”, que todos estão interessados em resolver. E alfinetou o governo:
    “Mas não é só mandar pra lá e vamos ver”, disse referindo-se aos projetos que o governo enviou para aprovar nas sessões extraordinárias.  “O Parlamento é manso e ordeiro, ninguém negará uma reunião para arredondar um projeto. Agora, querer patrolar…”. Deu a entender que não foi a oposição, nem o PT, que  derrotaram o governo.
    Foi aplaudido ao dizer que, apesar das urgências, “é preciso parar um pouquinho e conversar, para harmonizar”. Reagiu aos aplausos com uma frase de efeito: “A Assembleia não é o algoz da crise”
    Lembrou que conheceu colchão e “carne de verdade” aos 18 anos quando serviu o Exército, tendo na infância dormido em pelegos e se alimantado a pão d’água. “Eu tive muitos pais, um deles foi o Exército”, disse.
    Explicou que fazia o registro porque lembrava sempre “daquele cara” mas que não se vangloriava de ter sido pobre. “A pobreza não ensina nada a ninguém. A gente não consegue nem raciocinar, a pobreza inutiliza o homem”, disse sob aplausos.
    Encerrou com um inédito ato religioso ecumênico, oficiado pelo padre Edson Pereira e pelo pastor evangélico Paulo Gonçalves.
    Além das autoridades devidamente nominadas, um público numeroso ocupou o plenário e as galerias do Parlamento, ficou lotado o teatro Dante Barone e um telão do lado de fora reuniu centenas de pessoas, muitas vindas do Interior, com as quais o novo presidente veio tirar selfies, antes do show de música nativista que encerrou o evento.
     

  • Juíza Vera Deboni assume presidência da Ajuris

    A posse da juíza Vera Deboni na presidência da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira (1º/2), coloca, pela segunda vez em 73 anos de existência da Ajuris, uma mulher no comando da entidade. O mandato, sucedendo a Gilberto Schäfer, é para o biênio 2018/19.

    Juíza da Infância e Juventude nas duas últimas décadas, Vera chega ao cargo 12 anos depois da ascensão da primeira representante feminina, Denise Oliveira Cezar, que presidiu a associação dos magistrados estaduais gaúchos no período 2006/07.
    Quando ingressou na magistratura, em 1987, a nova  presidente da Ajuris integrava um contingente feminino de menos de um quarto do total de membros do Judiciário estadual. Agora mais da metade (52%) do 1º grau da Justiça é ocupado por juízas. No 2º grau (TJRS), os homens ainda são maioria: 99 desembargadores contra 40 desembargadoras. No cômputo geral do Judiciário, há 417 magistrados (51%) e 396 magistradas (49%).
    A diretoria Executiva, tendo Vera à frente, também revela o equilíbrio de gênero. O colegiado é composto por Orlando Faccini Neto (vice-presidente Administrativo), Cristiano Vilhalba Flores (vice-presidente de Patrimônio e Finanças), Madgéli Frantz Machado (vice-presidente Cultural), Patrícia Antunes Laydner (vice-presidente Social) e Felipe Rauen Filho (vice-presidente de Aposentados). A última pasta foi criada para a gestão que se inicia.
    Além da defesa da magistratura, cujas prerrogativas defende como forma de os juízes atuarem com independência frente à política e ao poder econômico, Vera preocupa-se com a questão social e a diminuição da presença do Estado nas áreas carentes. “Isso traz como consequência um aumento do envolvimento de jovens com a criminalidade. A família vulnerável necessita de aporte. A criança precisa de escola, espaços de lazer e de segurança e ser educada para ter valores e caráter”, declara a juíza.
    Vera, de 57 anos, é natural de Chapecó (SC) e formou-se em Direito, em 1984, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Foi pretora entre 1987 e 1990, quando assumiu como juíza de Direito. Jurisdicionou as Comarcas de Tupanciretã (pretora), Santo Ângelo, Três de Maio, Santa Maria e Porto Alegre.
    Na Ajuris, além do atual cargo de vice-presidente Administrativa, já foi vice-presidente Cultural, diretora da Sede Campestre, presidente do Conselho Deliberativo e diretora do Departamento de Coordenação de Processos Judiciais.

  • 2017 registra terceiro ano de degradação no mercado de trabalho da grande Porto Alegre

    Crescimento da taxa de desemprego, retração do nível ocupacional e diminuição de 59 mil pessoas ocupadas caracterizaram o mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre, em 2017.
    E o rendimento médio real dos ocupados e dos assalariados também manteve trajetória de redução, como já havia sido verificado nos dois anos anteriores, 2016 e 2015.
    Esses dados estão no informe anual da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMPA), que foi apresentado na quarta-feira, 31/01, na Fundação de Economia e Estatística (FEE).
    Os dados da PED mostram que a taxa de participação diminuiu de 53,1% em 2016 para 51,5% em 2017, o menor nível de toda a série histórica da Pesquisa. A taxa de desemprego total aumentou para 11,2% da PEA em 2017, frente aos 10,7% do ano anterior. O contingente de desempregados teve pequeno acréscimo de 3 mil pessoas, sendo estimado em 205 mil indivíduos.
    De acordo com a pesquisadora da FEE, Iracema Castelo Branco, esse resultado deveu-se à redução do nível ocupacional (menos 58 mil pessoas, ou -3,4%) ter sido superior à saída de pessoas do mercado de trabalho (menos 55 mil pessoas, ou -2,9%).
    No que diz respeito aos principais setores de atividade econômica, houve grande redução no setor de serviços (menos 73 mil, ou -7,7%). Os demais setores apresentaram acréscimos em seus níveis ocupacionais: indústria de transformação (mais 4 mil, ou 1,5%), construção (mais 2 mil, ou 1,7%) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (mais 7 mil, ou 2,1%).
    Segundo a posição na ocupação, a retração do nível ocupacional deveu-se à diminuição do emprego assalariado (menos 58 mil, ou -4,9%), determinada pela redução no setor privado (menos 30 mil, ou -3,0%) e no setor público (menos 28 mil, ou -14,5%).
    O rendimento médio real do trabalho na RMPA, em 2017, apresentou queda para os ocupados (-3,7%) e para os assalariados (-1,1%). O rendimento médio real passou a corresponder a R$ 1.900, e o salário médio real, a R$ 1.910, sendo estes os menores valores desde o início da série, em 1993 (Tabela D).
    Em 2017, houve redução, pelo quarto ano consecutivo, da massa de rendimentos reais dos ocupados (-7,0%) e dos assalariados (-6,0%). Em ambos os casos, esse comportamento foi determinado tanto pela redução dos rendimentos reais quanto do nível de ocupação.

  • Após três dias de convocação extraordinária, Sartori é derrotado na Assembleia

    A terceira e última sessão extraordinária realizada durante o recesso parlamentar, na tarde desta quarta-feira (31), terminou sem que fossem sequer votadas as quatro proposições do Executivo, marcando um fracasso político para o governador José Ivo Sartori.
    As quatro horas de duração da sessão foram utilizadas pelos parlamentares para comunicações de lideranças e para o debate sobre a inversão da ordem de votações. Nas galerias, houve vaias e protestos. Servidores contrários a privatizações também fizeram protestos em frente da assembleia, e no final da sessão, até alguns fogos foram ouvidos em comemoração a derrota do governo.
    Ainda no começo da sessão, o presidente concluiu a consulta aos líderes sobre a inversão da pauta, para que a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal da União fosse apreciado antes das três propostas de mudanças na Constituição Estadual para que a CEEE, CRM e Sulgás possam ser federalizadas ou privatizadas sem a necessidade de um plebiscito. Não houve acordo para essa inversão, já que a manifestação dos líderes favoráveis representou 30 parlamentares (são necessários, no mínimo, 37 parlamentares).
    Com a decisão, o líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB), apresentou requerimento para que a inversão da pauta fosse apreciada pelo plenário. Mas a matéria não chegou a ser votada, já que o tempo regimental da sessão se esgotou.
    Durante o encaminhamento da matéria, Gabriel voltou a criticar o presidente da Casa, deputado Edegar Pretto (PT), por não ter seguido a ordem de votações solicitada na convocação extraordinária do governador José Ivo Sartori, mesmo após o requerimento ter sido aprovado pelo plenário, na sessão de ontem (30), por 30 votos a 19. “Esta convocação extraordinária está virando convite porque a Assembleia está se negando a deliberar sobre o projeto mais importante desta legislatura”, avaliou.
    O deputado Tarcísio Zimmermann (PT) criticou o pronunciamento do líder do governo na tribuna e afirmou que a oposição jogou limpo e nunca negou que se utilizaria de recursos regimentais para evitar “o crime” de aprovar o Regime de Recuperação Fiscal. “Nós lutaremos até o fim e utilizaremos todos os recursos regimentais”, garantiu.
    Sartori crítica deputados: “Quem vai responder por atrasos de salários?”

    Para Sartori: “Manobras de pequeneza infeliz estiveram acima do interesse do RS” / Dani Barcellos / Palácio Piratini

    Após o término dos três dias de convocação extraordinária da Assembleia Legislativa sem que nenhuma das quatro propostas da Ordem do Dia fosse votadas, o governador José Ivo Sartori fez um pronunciamento no Palácio Piratini no início da noite: “Passaram três dias e a presidência da Assembleia, com o apoio dos deputados da oposição, não votou nada. Absolutamente nada. Não é que foram contra ou a favor – muito pior: não deixaram votar. Um parlamento que não vota? Isso não é possível”.
    Acompanhado de secretários de Estado e deputados, Sartori frisou que as matérias propostas eram de alta relevância para o futuro do Rio Grande do Sul. “Não foi uma convocação pessoal, minha, do Sartori, do meu partido. Foi o governador do Estado que convocou o Parlamento”. Sartori lamentou: “É a primeira vez na história que isso acontece! Uma página triste para a política do Rio Grande do Sul e para o nosso Parlamento, que tanto nos honrou”, lamentou.
    “Quem vai responder pelo atraso dos salários? Pelo pagamento dos hospitais? Pelo pagamento aos municípios? Se a liminar que suspende o pagamento da dívida do Estado com a União cair amanhã, esses setores políticos vão ser responsabilizados. Se o atraso dos salários aumentar, esses setores políticos vão ser responsabilizados”, enfatizou.
    Para o governo, a adesão ao RRF representa a suspensão do pagamento das parcelas da dívida do Estado com a União pelo prazo de até 36 meses, prorrogável por igual período. De acordo com projeção da Secretaria da Fazenda (Sefaz), seria um alívio financeiro de R$ 11,3 bilhões até 2020, além de permitir a contratação de novos empréstimos nacionais e internacionais, diz o governo.

    As PECs que acabam com o plebiscito para as privatizações da CRM, Sulgás e CEEE seguem em debate na AL, mas estão paradas na Comissão de Constituição e Justiça e não há previsão de quando voltaria a ser debatida.
    Para assinar o acordo de recuperação fiscal, que sequer foi votado na AL, o governo precisaria garantir contrapartidas, sem a venda das estatais, pode não ter ativos par oferecer e não ter como assinar o acordo.
     
  • Radar meteorológico fará cobertura de 40 municípios em SC

    Já está em Araranguá, cidade catarinense na divisa com o Rio Grande do Sul, o radar meteorológico que vai monitorar as condições climáticas na região sul do Estado..
    Nesta terça, 30, técnicos da Defesa Civil SC transportaram o equipamento até a base, no Morro dos Conventos.
    Apesar de ter um peso aproximado de 4 toneladas, o transporte é simples, já que o radar foi feito para ser deslocado. Uma viatura camioneta F-4000 auxiliou no transporte.
    Após estacionar o aparelho no local e ajustes necessários nos equipamentos, o radar já cumpre sua função, o monitoramento de curtíssimo prazo.
    O alcance é entre 100 e 150 km, ou seja, 41 municípios abrangidos.
    Em breve as imagens estarão disponíveis para o público, assim como as imagens dos radares do Vale e do Oeste.
    A data prevista de inauguração é 22 de fevereiro deste ano. O investimento no Radar Sul (Araranguá) é de R$ 3,4 milhões. Os recursos são do Pacto por Santa Catarina, financiados pelo Banco do Brasil.
    O secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá, Heriberto Afonso Schmidt, acompanhou a chegada do equipamento e a instalação em Araranguá, junto ao Farol da Marinha. “No passado já sofremos muito com eventos climáticos, e agora nossa região está bem servida no quesito prevenção”, disse Schmidt.
    Dados técnicos
    O radar do Sul possui o modelo Banda X e foi fabricado pela empresa Norte Americana Enterprise Electronics Corporation (E.E.C).
    O radar está numa carreta reboque de 2,63 m de largura e 5,64 m de comprimento. A altura da base até o topo da radome (equipamento que protege a antena) é de 3,50 m.
    Em casos extremos, ele poderá ser deslocado para qualquer região do Estado para auxiliar no gerenciamento do evento no local.
    Municípios pertencentes à cobertura do radar móvel: Urubici, Rio Fortuna, São Martinho, Imaruí, Laguna, Capivari de Baixo, Gravata, Armazém, Braço de Norte, Grão Pará, Orleans, Lauro Muller, Treviso, Urussanga, Pedras Grandes, Tubarão, Jaguaruna, Treze de Maio, Cocal do Sul, Siderópolis, Nova Veneza, Criciúma, Morro da Fumaça, Sangão, Içara, Araranguá, Maracajá, Forquilhinha, Morro Grande, Meleiro, Timbé do Sul, Turvo, Balneário Arroio do Silva, Ermo, Jacinto Machado, Sombrio, Santa Rosa do Sul, Balneário Gaivota, Praia Grande, São João do Sul e Passo de Torres.
    100% de cobertura meteorológica em SC
    Com os radares do Vale (Lontras), Oeste (Chapecó), Santa Catarina passa a ter 100% de cobertura meteorológica. “As imagens produzidas pelos equipamentos dão suporte aos meteorologistas preverem as condições do tempo em curto prazo, e a Defesa Civil SC gerar os alertas”, explica o gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil, Frederico Rudorff.
    “Seremos o único Estado do país com cobertura plena de radares meteorológicos. Isso é um marco para nós da secretaria porque possibilita mobilizar toda a estrutura de defesa civil preventivamente antes do desastre”, acrescenta o secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli.
    (Com informações da Assessoria)

  • Associação dos Procuradores do RS atua no combate ao trabalho escravo

    O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo foi fixado no dia 28 de janeiro, mas as ações que marcam a data tiveram início no sábado (27/01) e se estendem durante toda a semana. Atividades organizadas pela Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/RS) buscam a conscientização da população através de folders distribuídos nos pedágios em direção ao Litoral e à Serra, além de campanha nos órgãos públicos e pelas redes sociais.
    Para o representante da Associação dos Procuradores do Estado do Rio Grande do Sul (Apergs), entidade que compõe a Comissão, Carlos Henrique Kaipper, a questão deve ser permanentemente esclarecida, sem que haja retrocesso nas conquistas.
    O procurador cita que, no Brasil, nas últimas duas décadas, foram libertadas 49.816 pessoas em trabalho escravo. Já no Rio Grande do Sul, 31 operações, nos últimos 13 anos, libertaram 321 indivíduos. “Há diversas formas de trabalho escravo. É preciso que a sociedade se conscientize de que ele ainda existe e que devemos denunciar”, observou.
    As situações de escravidão podem ser caracterizadas de diversas formas. Entre elas, as impostas por dívidas ilegais e as que sejam realizadas em condições degradantes que tornam precário o ambiente de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador. Também podem ser consideras aquelas que exijam jornada exaustiva e que coloquem em risco a integridade física do trabalhador ou quando o indivíduo é submetido a condições de exploração, sem possibilidade de deixar o local, seja por causa de dívidas, seja por ameaça de violência física ou psicológica.
    Sob a coordenação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, a Coetrae-RS informa que as denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, telefone disponibilizado pela Secretaria de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça.
    O Dia 28 de janeiro foi escolhido em homenagem aos auditores fiscais do trabalho Erastóstenes Gonçalves, João Batista Lage e Nelson José da Silva, e ao motorista Aílton de Oliveira, assassinados no ano de 2004, quando apuravam a denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí (MG).

  • Marlon Santos assume presidência da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira

    Nesta quinta-feira, 01/02, o deputado do PDT, Marlon Santos, assumirá a presidência da Assembleia gaúcha e comandará os trabalhos neste ano legislativo.
    A sessão solene de eleição e posse dos membros da mesa diretora ocorre a partir das 14h, no Plenário 20 de Setembro. Em conformidade com o Regimento Interno da Assembleia, os atuais integrantes da mesa diretora, eleitos por dois anos, deverão renunciar, cumprindo acordo pluripartidário. Em seguida é feita a indicação e eleição da nova mesa.
    Logo após a cerimônia de posse, o presidente eleito atenderá à imprensa no Salão Júlio de Castilhos, em entrevista coletiva. Depois, no Teatro Dante Barone, Marlon Santos prestigia evento musical que reunirá Délcio Tavares, Cristiano Quevedo, Daniel Torres, Grupo Fandangaço, Baby, Duda Calvin, Xiru Missioneiro, Celso Souza e Clênio Bibiano.
    Marlon Arator Santos da Rosa é natural de Cachoeira do Sul, na região central do Estado. Assume a presidência da Assembleia Legislativa aos 43 anos, com 18 anos de experiência política e no exercício do terceiro mandato de deputado estadual.
    Ele desempenhou cargos de vereador (2000), deputado estadual (2002) e prefeito (2004), retornando à Assembleia em 2010 e na reeleição de 2014, foi o terceiro mais votado dos 55 deputados. Exerceu a função de ouvidor-geral da Assembleia Legislativa, presidiu a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle e foi o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias em 2013 e do Orçamento do Estado do Rio Grande do Sul em 2015. Há três anos responde pela Corregedoria da Assembleia.
    Como prefeito de Cachoeira Do Sul, conseguiu triplicar os recursos do município, estimulou o setor de biocombustíveis e apoiou o hospital local para implantação de serviços de alta complexidade. Em um posicionamento polêmico, recentemente defendeu a produção oficial e liberação pela ANVISA do uso gratuito da Fosfoetalonamina sintética para combate ao câncer.
    Marlon Santos tornou-se conhecido ainda jovem em sua cidade natal e região devido à sua atividade como médium. É orientador espiritual e palestrante requisitado, com diversos livros publicados.