O salto de 11 pontos revelado pelo Ibope e que coloca Fernando Haddad isolado no segundo lugar na disputa presidencial foi minimizado pelos principais veículos de comunicação.
A pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira mostra a consistente transferências de voto do ex-presidente Lula, cuja candidatura foi impugnada pelo TSE, para seu substituto, o ex-prefeito de São Paulo.
A pesquisa praticamente define o segundo turno, entre Jair Bolsonaro que continua na dianteira com 28% e Haddad que saltou dos 8% para 19%, uma semana depois de ser oficializado candidato no lugar de Lula.
“Comentaristas analisam o cenário eleitoral com Bolsonaro e Haddad na liderança”, foi a manchete do Globo, cuja aversão ao candidato petista é indisfarçavel.
Em editorial, o Globo insinua que a eleição de Bolsonaro ou Haddad pode levar o país a uma crise institucional. “Se Haddad ganhar, quem vai governar, um presidiário?” pergunta o jornal da familia Marinho.
A Folha de São Paulo saiu pela tangente: “Economista de Bolsonaro quer IR unificado”, foi o destaque da edição desta quarta-feira.
“Bolsonaro mantém liderança com 28%, Haddad se isola no 2o. lugar com 19%”, mancheteou o Estadão.
A site GaúchaZH amanheceu com a manchete sobre suspeita investigada pela Polícia Civil: “Polícia combate fraude na concessão de bônus moradia por obra da Copa”.
A fraude na concessão de bonus moradia é suspeita recorrente em Porto Alegre e a investigação é tardia, pois se refere à Copa de 2014.
A Polícia Civil chegou ao local para cumprir mandatos de busca e apreensão devidamente acompanhada de uma equipe da imprensa. “Uma pessoa teria sido ludibriada”, disse o delegado.
Para dramatizar, os comentaristas da emissora enfatizaram que “pessoas que não tem sequer onde morar foram lesadas”.
Há menos de 20 dias da eleição, a suspeita de fraude ocupou 20 minutos do principal programa jornalístico da Gaúcha.
Tudo para evitar aquilo que seria relevante numa análise do quadro eleitoral: o crescimento de Haddad é a primeira demonstração inequívoca do acerto da estratégia de Lula de “esticar a corda até o limite”, acreditando na sua força para transferir votos.
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Crescimento de Fernando Haddad revela acerto da estratégia de Lula
Cheias na região metropolitana podem custar R$ 12 bilhões em 30 anos
O superintendente da Metroplan, Pedro Bisch Neto, apresentou ontem no Palácio Piratini um resumo do Plano Metropolitano de Prevenção contra Cheias, um conjunto de projetos de engenharia e meio ambiente para minimizar os estragos que as enchentes periódicas causam em mais de 30 municípios da região Metropolitana de Porto Alegre, nas bacias dos rios Gravatai e Sinos.
“Calculamos que, se nada for feito, o prejuízo chegará a R$ 5 bilhões na Bacia do Gravataí e a R$ 7 bilhões na Bacia dos Sinos nos próximos 30 anos. As obras que estamos sugerindo custam muito menos do que isso”, explicou Bisch Neto.
O plano foi financiado pelo Ministério das Cidades e executado por quatro empresas contratadas pela Metroplan. Custou R$ 16 milhões. Sua execução vai exigir mais de R$ 1,5 bilhão, recursos que não estão à vista.
Por enquanto, segundo Bisch Neto, estão garantidos R$ 228 milhões no orçamento do Ministério das Cidades para uma das obras, no Arroio Feijó na bacia do Gravataí.
O Feijó, entre Porto Alegre e Alvorada, frequentemente inunda uma vasta área na periferia e na última enchente, em 2015, ficou famoso por ter atingido até sede da Federação das Indústrias, na avenida Assis Brasil.
Na reta final, surgem as denúncias: Eduardo Leite é o alvo principal
A disparada de Eduardo Leite nas duas últimas pesquisas, quando saltou de 8% para 25% nas intenções de voto, já está provocando uma reação dos concorrentes.
Nesta segunda-feira,17, uma mensagem do PT/PCdoB no horário eleitoral no rádio remetia os ouvintes a um endereço na internet relacionando o candidato do PSDB, onde aparece um inquérito do Ministério Público que investiga denúncia de fraude na realização de exames pré-câncer conduzidos por uma clínica contratada pela prefeitura de Pelotas durante a gestão de Leite.
Segundo texto do jornal O Globo na época, uma denúncia anônima apontou que a clínica avaliava exames de Papanicolau por amostragem — a cada 500 lâminas que chegavam ao laboratório Serviço Especializado de Ginecologia, colhidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade, somente cinco seriam analisadas.
Em julho do ano passado, funcionários de uma Unidade Básica de Saúde do municipio enviaram um memorando à Secretaria de Saúde da Cidade informando que se sentiam inseguros quanto aos resultados dos exames citológicos: segundo o documento, nenhum desses exames, entre janeiro de 2014 e junho de 2017, acusou alterações, como a presença de lesões pré-câncer.
A oposição aproveitou a denúncia para cobrar explicações:
— Apesar de receber o alerta, o município não tomou conhecimento da situação. Em quatro anos, os exames não detectaram nenhuma lesão. É preocupante — diz o vereador Marcos Ferreira, do PT, que preside a Comissão de Saúde da Câmara de Pelotas.
Teriam que ser refeitos mil exames, única forma de comprovar se houve fraude. A oposição tentou aprovar uma CPI para apurar, mas não conseguiu os votos.
Em um vídeo publicado em sua página do Facebook, o pré-candidato do PSDB pede que a população desconfie de “fake news” — dos possíveis boatos relacionados ao caso:
— Pedimos para os vereadores da bancada do PSDB apoiarem a abertura dessa CPI. Isso é de interesse da sociedade e da prefeitura — diz Leite no vídeo.
Em outro vídeo, enviado para a reportagem por Whatsapp, Leite ressalta que o laboratório investigado presta serviços à prefeitura desde o ano 2000:
— Passou por quatro governos antes de chegar no meu mandato como prefeito — afirma. — Por fim, lembrem-se: tudo isso se origina de uma denúncia anônima, que não apresenta provas de que os exames eram feitos por amostragem.
A Sociedade Brasileira de Patologia afirmou na época, por meio de nota, que acompanha com preocupação as investigações.
O exame de Papanicolau identifica lesões provocadas pelo vírus HPV e que, quando deixadas sem tratamento, podem evoluir para câncer de colo de útero, o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil.
Na campanha de Sartori também há preocupação em contar o avanço do concorrente, que se apresenta com um programa semelhante ao de Sartori (inclusive com a âncora do Regime de Recuperação Fiscal , embalado na imagem de um candidato jovem e dinâmico.
História do povo negro nas escolas de Mostardas
O ensino de história e cultura afro-brasileira e africana será obrigatório nas escolas municipais de Mostardas, no Rio Grande do Sul, a partir do próximo ano.Uma resolução dos Conselhos de Educação e da Igualdade Racial do município aprovou a medida com base na Lei nº 10.639 de 2003 que introduziu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas de ensino fundamental.Será também, conforme a lei, incluído no calendário de atividades o mês da Consciência Negra nas escolas do município. Mostardas é um dos mais antígos municípios gaúchos, com pouco mais de 12 mil habitantes, localizado no istmo entre o Atlântico e a Laguna dos Patos.Com proposta aprovada, as escolas deverão trabalhar ao longo do ano, conteúdos que valorizem a cultura negra e quilombola do campo e da cidade na formação do município, resgatando assim o papel destes sujeitos na construção do município, bem como reduzindo o racismo e a discriminação, ainda presentes em nossa sociedade.Com a resolução, são propostas diretrizes curriculares para o estudo da história e cultura afro-brasileira e africana. Por exemplo, os professores devem ressaltar em sala de aula a cultura afro-brasileira como constituinte e formadora da sociedade brasileira, gaúcha e mostardense, na qual os negros são considerados como sujeitos históricos, valorizando-se, portanto, o pensamento e as ideias de importantes intelectuais negros brasileiros, a cultura (música, culinária, dança) e as religiões de matrizes africanas.O secretário de Coordenação e Planejamento de Mostardas, Jorge Amaro definiu a medida como “ um avanço importante no processo da luta contra o preconceito e a discriminação racial que pode ser promovido a partir da escola.”
Sartori aposta todas as fichas no acordo com o governo federal
Em sua propaganda no horário eleitoral, o governador Sartori, candidato à reeleição, desafia seus oponentes a apresentarem um plano. E diz: “Nós temos um plano”. O plano de Sartori é o Regime de Ajuste Fiscal, que vai suspender o pagamento da dívida do Estado com a União por três anos.
Que plano é esse?
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Nos quatro anos que vai completar no Palácio Piratini, José Sartori não cortejou a popularidade.
Aumentou imposto, cortou gastos, congelou o orçamento, suspendeu contratações, parcelou salários, extinguiu fundações, pulverizou investimentos.
Segundo a frase que repete, fez “o que precisava ser feito para arrumar a casa”.
Em nome desse princípio enfrentou greves, reprimiu manifestações e não hesitou em usar o Batalhão de Choque contra servidores que foram às ruas protestar.
Agora na campanha pela reeleição Ivo Sartori diz que começou um trabalho e que está no rumo certo, por isso quer continuar mais quatro anos “para continuar arrumando a casa”
As finanças ainda estão desarrumadas. Em 2018 o governo vai gastar mais de R$ 1 bilhão a mais do que arrecadou. Serão R$ 8 bilhões de déficit nos quatro anos de seu mandato.
O candidato à reeleição diz que sem essas medidas amargas seria pior. O déficit seria três vezes maior.
Seu projeto “para continuar no rumo certo” depende umbelicalmente do Regime de Recuperação Fiscal, o acordo com o governo federal que suspende por três anos o pagamento da dívida do Estado com a União. Isso representará uma economia de R$ 11,3 bilhões para o Rio Grande do Sul no período.
Em tratativas há dois anos, o acordo travou diante de uma questão polêmica: federalizar ou privatizar empresas estatais, condição indispensável para o governo federal?.
Por dois anos, Sartori tentou mudar na Assembleia a lei que exige plebiscito para a população dizer se aprova ou não a privatização de estatais. No fim, quando aceitou enfrentar o plebiscito não havia mais condições políticas de realizá-lo. Seus próprios aliados votaram contra.
Em sua campanha, ele dá o acordo como garantido, se for reeleito. Acredita que conseguirá efetivar as privatizações exigidas e aposta que o novo presidente – seja quem for – vai manter esse programa criado pelo governo Temer para socorrer os Estados em dificuldades.
Sua avaliação é que com os três anos de carência no pagamento da dívida previstos no Regime de Recuperação Fiscal, o Estado reorganizará as finanças e poderá buscar recursos para retomar os investimentos e voltar a crescer.
É uma aposta: há mais de um ano o Estado, mediante liminar, não paga as parcelas da dívida com a União, sem alteração no quadro de carências.
O Programa de Recuperação Fiscal de iniciativa do governo Temer, aprovado pelo Congresso, permite aos Estados adiarem por três anos pagamento da dívida com a União.
Dezesseis Estados em calamidade financeira são candidatos ao programa.
Até agora só o Rio de Janeiro conseguiu cumprir as exigências para aderir ao acordo. Além de privatizações e de congelamento dos gastos, o programa exige privatizações e controle pela união das finanças do Estado.
É pouquíssimo provável que o Rio Grande do Sul consiga condições para assinar o acordo ainda neste mandato de Sartori. Por isso ele está usando o programa como um passaporte para o segundo mandato.
Até agora, na campanha, nenhum candidato à presidência se comprometeu publicamente com esse programa, de assinar o acordo com os Estados. Nem mesmo Alkmin e Meirelles, os candidatos apoiados por Sartori.
Talvez tenham se comprometido internamente. Mas em público ainda não falaram.
Apesar de suas incertezas, o Programa de Recuperação Fiscal é também cabo eleitoral de Eduardo Leite, do principal concorrente de Sartori nesta reta final da eleição.China recebe Maduro visando ampliar influência na América Latina
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, embarcou para uma visita de Estado a China nesta quarta-feira (12) e anunciou que esta reunião “elevará a relação entre os dois países”.O presidente venezuelano vai em busca de acordos econômicos com os chineses após anunciar medidas que pretende adotar para tentar retomar a economia da Venezuela.
“Avançar nos novos acordos de associação estratégica no campo econômico, comercial, energético, financeiro, tecnológico”, disse Maduro no aeroporto internacional à televisão.André Luíz Coelho, professor de Relações Internacionais da UniRio e especialista em políticas latino americanas, disse que a China busca disputar a América Latina com os Estados Unidos e ficar ainda mais influente na região.“A América Latina é conhecida historicamente como uma zona de influência dos Estados Unidos. A China nessa busca de se tornar o principal potência do mundo necessariamente está entrando na zona de influência do Estados Unidos, mas não de uma maneira militar, mas de uma maneira comercial”, afirmou.
Maduro não especificou quantos dias vai ficar na China. Segundo André Luiz Coelho, é possível que Maduro tente conseguir outro empréstimo com os chineses.”Uma das razões principais dessa viagem é justamente um novo empréstimo junto a China de 5 bilhões de dólares. A Venezuela consegue o dinheiro que precisa e também consegue pagar esse dinheiro com o que ela tem para oferecer, que é o petróleo. esse empréstimo será pago em petróleo”, comentou.
Outro significado da viagem de Maduro para a China é também mandar um recado para a oposição venezuelana que tenta tirá-lo do poder.
“Ele tenta mostrar para oposição venezuelana que tem um aliado de peso, que é a China. Com certeza [a viagem] tem a ver com ligações militares, transferência de armamento, tecnologia do campo militar, justamente para manutenção do Maduro. Porque hoje em dia o Maduro só se mantém no poder porque a alta cúpula militar do país está com ele, se não fosse por isso ele teria caído do poder”, completou. (Com informações do Sputnick)Transferência de votos de Lula para Haddad é menor, segundo o Datafolha
O candidato do PT, Fernando Haddad, é o que mais cresceu segundo a pesquisa da Datafolha divulgada nesta sexta-feira.
Cresceu 4% desde a última pesquisa feita no dia 10 de setembro quando ainda não era o substituto de Lula na chapa petista.
Tem agora 13% das intenções de voto, empatado com Ciro Gomes em segundo lugar, ambos superados largamente por Jair Bolsonaro que bate nos 26%.
Para Haddad, há quatro dias oficializado como cabeça da chapa petista, é um resultado inquietante, mostrando que a expectativa de que houvesse uma transferência massiva para ele dos votos de Lula, não se concretizou até agora. Lula liderou todas as pesquisas enquanto esteve na disputa, chegando a 39%.
Uma pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada na quarta-feira, inclusive alimentou esse expectativa de transferência de votos, registrando um salto de Haddad para 22%, superando Ciro largamente e aproximando-se de Bolsonaro.
O Datafolha traz uma outra realidade e mostra que a transferência dos votos de Lula será gradual e talvez não seja direcionada apenas a Haddad.
Fórum Econômico Oriental reforça parceria da China com a Rússia
A imprensa brasileira, como sempre, deu pouco espaço para 4º Fórum Econômico Oriental (FEO), que aconteceu entre 11 e 13 de setembro em Vladivostok, Extremo Oriente da Rússia, tendo como o tema principal “Extremo Oriente: Mais oportunidades”.
A importância geopolítica da daquela região ganha outra dimensão com a aproximação estratégica de Rússia e China.
Com a participação no Brics, o Brasil, juntamente com a China, Rússia, Índia e África do Sul, passou a integrar essa nova realidade político e econômica. No governo de Temer, porém, o Brics ficou em segundo plano.
Só é possível entender o que aconteceu no Brasil nos últimos tempos, percebendo esses movimentos geopolíticos.
O Brics está propondo um novo Banco Mundial, outro FMI, e projeções mostram que em 10 anos esses países terão 43% do PIB mundial, 55% do mercado consumidor global em suas jurisdições, poderio atômico, alianças econômicas fortes na América Latina, Europa, África e Ásia.
O Fórum em Vladivostok proporcionou importantes encontros do presidente da Rússia, Vladimir Putin com o presidente chinês, Xi Jinping, com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, o primeiro- ministro da Coreia do Sul, Lee Nak-yeon, o líder norte-coreano Kim Jong-um, e com o presidente da Mongólia, Khaltmaagiin Battulga.
Paralelamente ao Fórum Econômico do Oriente, a Rússia e a China iniciaram exercícios militares conjuntos, reforçando a nova aliança.
Mais de 300 mil militares, 36 mil tanques, 1.000 aviões e 80 navios
de guerra e navios de apoio participam das manobras Vostok 2018, que decorrem em cinco campos de treinamento militar e nas águas do mar do Japão, também conhecido como mar do Leste.
Aproximadamente 3.200 efetivos do Exército de Libertação do Povo da China (PLA) se unirão aos exercícios, segundo a agência Al-Jazeera.
Consolidação das relações bilaterais
A edição de 2017 do Fórum contou com a participação de mais de seis mil delegados originários de cerca de 60 países, incluindo 1.094 representantes de órgãos de Comunicação Social e 103 CEO de empresas estrangeiras, com a celebração de 217 acordos.
O Fórum foi lançado em 2015 por iniciativa pessoal de Putin. A participação de Xi Jinping em 2018 foi a primeira de um chefe de Estado chinês no Fórum. Xi Jinping e Putin incentivaram a cooperação entre os dois países para consolidar as relações
bilaterais.
No ano passado, o volume de negócios entre a Rússia e China totalizou US$ 87 bilhões, este ano quase certamente chegaremos a US$ 100 bilhões, disse Putin, no encontro com o presidente chinês, Xi Jinping. Segundo ele, o crescimento anual do
valor chega a mais de 30%.
Putin agradeceu a seu colega e à delegação por visitarem o Fórum Econômico Oriental. Segundo ele, a delegação chinesa incluiu cerca de mil pessoas. “Isso é compreensível, porque o volume de nossas relações é muito grande”, disse.
O governo russo espera que as empresas chinesas invistam no país e está disposto a continuar a oferecer condições favoráveis para fortalecer a cooperação nacional entre os dois países, apontou.
Sob as novas circunstâncias, a Rússia e a China devem melhorar a conectividade, promover a liberalização e a facilitação de comércio e investimento, aprofundar a amizade entre os dois povos e impulsionar mais resultados de cooperação subnacional que possam beneficiar os dois povos, indicou Putin.
Xi disse que é a hora certa para os dois países fortalecerem a cooperação regional, pois ele e Putin concordaram em designar 2018 e 2019 como anos de cooperação e intercâmbios locais China-Rússia.
“Os governos dos dois países apoiarão suas regiões locais a tornarem maior o bolo de cooperação e compartilharem os frutos de cooperação”, acrescentou. Ele expressou a esperança de que os representantes de governos regionais chineses e russos possam
aproveitar a oportunidade para conduzir a uma nova época de cooperação China-Rússia e contribuir mais para as relações bilaterais.
Relações Moscou/Tóquio
Moscou está pronta para desenvolver relações com Tóquio com base em boas relações de vizinhança e respeito aos interesses de cada um, disse o presidente russo, Vladimir Putin, após conversações com o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe durante o Fórum Econômico Oriental.
Segundo Putin, os principais aspectos das relações bilaterais foram os temas abordados, com a maior atenção voltada para a expansão da cooperação comercial e econômica e de investimentos.
O comércio bilateral cresceu 14% em 2017 e outros 20% de janeiro a
junho de 2018.
“As empresas japonesas têm investido ativamente em vários setores de nossa indústria e agricultura. O investimento acumulado na economia russa chegou a dois bilhões de dólares. Aproximadamente cem iniciativas conjuntas mutuamente benéficas estão sendo implementadas com sucesso”, disse Putin.
A questão da península coreana
Moscou e Tóquio planejam cooperar de perto para resolver a questão da Península Coreana, disse Putin. O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe e Putin trocaram pontos de vista sobre questões globais urgentes, incluindo formas de garantir segurança e estabilidade em toda a região da Ásia-Pacífico.
À situação na Península Coreana foi dada uma atenção especial. “Planejamos manter contatos estreitos para facilitar o diálogo inter-coreano e resolver todos os problemas no campo político e diplomático”, disse Putin.
Os presidentes da Rússia e China afirmaram que a Coreia do Norte precisa receber garantias de segurança em troca de seu processo de desnuclearização e juntos com o primeiro-ministro do Japão pediram a Pyongyang para que aproveite a oportunidade oferecida pelas negociações com os Estados Unidos e a retomada das relações
com a Coreia do Sul.
As duas coreias inauguram nesta sexta-feira, 14, um escritório de ligação conjunta na cidade de Kaesong, ao norte da fronteira dos dois países, com o objetivo de manter um canal de comunicação permanente e fortalecer os laços, segundo o Ministério da Unificaçãodo Sul.
“O líder norte-coreano Kim Jong-un espera que a Rússia faça esforços para amenizar as sanções à Coreia do Norte, dadas as medidas que vem tomando de acordo com as obrigações assumidas nas negociações de Cingapura”, disse a presidente do Conselho da Federação Russa (câmara alta do Parlamento), Valentina
Matviyenko.
P. C. Lester com agências Xinhua e TassFuncionários fazem manifestação no lançamento de livro sobre fundações
“Nâo à extinção, volta fundação”, era o grito de mais de uma centena de funcionários na calçada da avenida Lima e Silva, defronte ao bar Parangolé, onde o jornalista Cleber Dioni Tentardini autografou o livro “Patrimônio Ameaçado”, lançado pela JÁ Editora.
A obra relata o processo de extinção de oito fundações estaduais do Rio Grande do Sul.
A extinção decidida pelo governo de José Ivo Sartori no início de 2016 chocou a comunidade científica do Estado e motivou um movimento de resistência dos servidores que ainda busca reparação na Justiça.
Cerca de 300 funcionários passaram pela sessão de autógrafos e no final uma parte deles se reuniu na calçada defronte ao bar, brandindo o livro e gritando palavras de ordem.Pesquisa mostra crescimento de Eduardo Leite que já ameaça Sartori
A terceira pesquisa Ibope/RBS sobre as intenções de voto para governador do Rio Grande do Sul na eleição de outubro, divulgada na noite desta quinta-feira, traz o atual governador do Estado, José Ivo Sartori (MDB) e o ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite (PSDB) em “empate técnico” na disputa ao Piratini.
Sartori cresceu quatro pontos e está com 29% mas ameaçado por uma verdadeira escalada de Eduardo Leite que em menos de um mês saltou de 8% para 25% das intenções de voto. Levando em conta a margem de erro, o estreante Leite já empatou com o veterano Sartori, que busca a reeleição.
O que surpreende na pesquisa é que os dois candidatos tem projetos semelhantes. com base no ajuste fiscal, redução da máquina pública, privatizações, concessões de serviços públicos.
Ambos inclusive tem como âncora de suas propostas o mesmo Programa de Ajuste Fiscal, plano do governo federal para enquadrar os Estados nas metas do ajuste que congelou o orçamento da União por 20 anos.
O crescimento de Sartori indicaria aprovação de seu projeto de ajustes, com suas “medidas amargas”, vencendo inclusive a resistência do funcionalismo submetido ao atraso sistemático de seus salários.
O crescimento de Eduardo Leite se expIicaria pela novidade. Um candidato de 33 anos, praticamente um estreante, que vem de uma gestão bem avaliada na prefeitura de Pelotas.
O crescimento dos dois indicaria que o eleitor aprova o projeto do ajuste iniciado por Sartori mas num ritmo de Eduardo Leite?.
O resultado desta pesquisa se torna ainda mais intrigante quando se verifica o desempenho dos dois candidatos à esquerda dos dois favoritos: Miguel Rossetto (PT), com 12%, com uma queda de 2% e Jairo Jorge (PDT) com 7% e queda de 1% em relação à pesquisa anterior. Surpreende principalmente Miguel Rossetto, caindo abaixo do indice histórico do PT e num momento em que o partido cresce nacionalmente.
Os dois, Jairo e Rosseto, somados não alcançam 20%.
Considerando-se que o percentual de indecisos e de brancos e nulos reduziu apenas 4%, mantendo-se em 24%, o que se pode deduzir é que o crescimento de Sartori e Leite se dá com uma migração dos votos dos candidatos à esquerda, cujo espectro encolheu significativamente, de acordo com a pesquisa.
Roberto Robaina, do PSOL, e Julio Flores, do PSTU, chegaram a 4% agora estão com 1%. E ai tem-se outra questão: para onde estão indo os votos da esquerda?
