Helen Lopes
Descendentes de libaneses católicos que moram na Capital realizaram uma missa pela paz no Oriente Médio, neste sábado, 12 de agosto, na Igreja Nossa Senhora do Líbano, em Porto Alegre.
Durante o sermão, reflexão posterior à leitura da Bíblia, o pároco Urbano Zilles falou sobre o significado da paz e pediu esperança. “Há espaço para todos e todas as religiões”, disse.
Rezada em rito maronita, em português, e em aramaico, língua de Jesus Cristo, a celebração foi um pedido da Sociedade Libanesa de Porto Alegre.
“Nos reunimos e, devido à distância geográfica, não sabíamos o que fazer em solidariedade ao povo libanês, então vamos rezar, para que, através da oração, o coração das pessoas seja tocado e a guerra acabe”, explicou Nelson Moussalle, conselheiro e ex-presidente do Clube, que busca promover a cultura libanesa e possui mais de 400 associados, nem todos descendentes.
Neto de libaneses, Moussalle conta que tem dois primos de sua mãe que continuam morando no país, que tem sofrido ataques de Israel. “Eles não querem sair de lá”, afirma.
Celebração foi pedido da Sociedade Libanesa de Porto Alegre
A missa contou com a presença de diversas famílias de origem libanesa. Como a de José Eduardo Buchabqui, que compareceu com a mulher e os dois filhos. “Torço para que o acordo de cessar-fogo firmado na ONU dê certo”, anseia Buchabqui, que tem mais de 400 parentes no Líbano.
Filho de libanês, o vereador João Antônio Dib (PP) também esteve na missa. Dib salientou que “a palavra mais importante do mundo é paz e se ela reinasse, os povos seriam mais felizes”.
O Líbano é um dos países com mais cristãos no Oriente Médio. De acordo com dados da Arquidiocese de Porto Alegre, mais de 600 famílias descendentes de sírios e libaneses praticam o catolicismo na Capital.
Cessar-fogo
O Conselho de Segurança da ONU aprovou, na sexta-feira 11 de agosto, resolução exigindo o fim das hostilidades e determinado a criação de uma força de paz com 15 mil homens para apoiar o exército libanês.
O conflito, que completou um mês no sábado (12/8), já tirou a vida de 1.041 libaneses e 124 israelenses. Mais de 3,6 mil pessoas ficaram feridas e 1 milhão de civis abandonaram suas casas.
Missa pede paz no Líbano
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